Apresentações – Seminário Agenda 2030 e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS

Acesse as apresentações do evento Agenda 2030 e o setor produtivo realizado em 22 de novembro, que discutiu as estratégias e desafios de implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS.

 

Estratégias e Desafios para atingir o ODS12 – Consumo e Produção Responsáveis

Palestrante: Patricia Faga Iglecias Lemos- Superintendente de Gestão Ambiental da USP

Estratégias e desafios de implementação dos ODS

Palestrante: Cristiana Brito – Vice-presidente da Rede Brasil do Pacto Global e Diretora de Relações Internacionais e Sustentabilidade da BASF para a América do Sul

Estratégias e Desafios de Implementação dos ODS – Água e Resíduos Sólidos na Gestão Integrada da Fibria

Palestrante: Camila Reggiani da Silva – Consultora de Meio Ambiente da Fibria

Estratégias e desafios de implementação dos ODS: o olhar da Comissão Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Palestrante: Henrique Villa da Costa Ferreira – Secretário Nacional de Articulação Social da Secretaria de Governo da Presidência da República

Estratégias e desafios de implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS

Palestrante: Gustavo S. Fontenele e Silva – Coordenador Geral do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

Como acelerar o desenvolvimento sustentável?

Confira as apresentações realizadas no dia 28/09, no evento: Como acelerar o desenvolvimento sustentável?

O cenário bioeconômico suecoSr. Dusan Raicevic, Gerente, Vera Park

Estratégia nacional do Brasil para perceber a diminuição dos gases de efeito estufa, Sr. Marcelo Cupolo, Gerente Territorial, Associação Brasileira de Biogás e Biometano

Extrações de biogás de resíduos sólidos – uma fonte sustentável e renovável de energia para combater a emissão de gases de efeito estufa, Prof. Torleif Bramryd, Lund University

Transporte municipal sustentável usando combustíveis renováveis. Efeitos no clima, infraestrutura e serviços de ecossistema, Prof. Michael Johansson, Lund University

“Going gas” – ônibus a biogás como uma alternativa para as cidades, Sr. Silvio Munhoz, Diretor, Scania

Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental abre inscrições para edição de 2016

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

A Fiesp promove anualmente, desde 1995, o Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental, cujo objetivo é incentivar a empresa industrial, extrativa, manufatureira ou agroindustrial a desenvolver boas práticas, respeitando o meio ambiente. Trata-se de uma forma de reconhecer o trabalho desenvolvido pelas indústrias que se destacaram com resultados significativos na implementação de projetos ambientais no Estado de São Paulo.

Os projetos devem contemplar um ou mais dos seguintes temas: gestão ambiental, eficiência energética, educação ambiental, gestão de resíduos, gestão de emissões de gases de efeito estufa (GEE), gestão de emissões atmosféricas, construção sustentável, mudanças climáticas, recuperação de áreas degradadas, remediação de áreas contaminadas, soluções sustentáveis e sustentabilidade. A partir deste ano também serão recebidos projetos com foco na responsabilidade social, voltados às comunidades locais e ao público interno da indústria.

As empresas poderão inscrever, no máximo, dois projetos e concorrer em uma das duas categorias: micro e pequeno porte e médio e grande porte. Serão oferecidos três tipos de reconhecimento: o Troféu de Mérito Ambiental, Menções Honrosas e Destaque de Responsabilidade Socioambiental.

Data-limite para pré-inscrição online e entrega de trabalhos:  15/4/2016

Saiba mais: http://www.fiesp.com.br/meritoambiental

Data da premiação: em junho, durante a realização da Semana do Meio Ambiente

Mais informações: 3549-4675 ou meritoambiental@fiesp.com

Foto: Jornada da Sustentabilidade em Sertãozinho

Agência Indusnet Fiesp

Evento promovido pelo Comitê de Responsabilidade Social da Fiesp (Cores) em Sertãozinho (SP) mostra como a sustentabilidade interfere na vida das empresas e como elas podem modificar o cenário dos desafios ambientais, incluindo as mudanças climáticas.

Em palestra, a professora Lara Bartocci Liboni destacou a importância de uma gestão sustentável e apresentou boas práticas de indústrias da região.

A “Jornada da Indústria pela Sustentabilidade” foi realizada nesta quarta-feira (21/10), das 8h30 às 13h30, no Sesi-SP de Sertãozinho.

Jornada da Indústria pela Sustentabilidade, no Sesi-SP de Sertãozinho. Foto: Divulgação/Fiesp

Segunda semana da COP20, em Lima, teve como foco elementos do novo Acordo

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

A reunião de alto nível, com a presença de presidentes, ministros de Estado e demais autoridades, foi inaugurada pelo secretário geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, na terça-feira (09/12).

Os discursos alcançaram convergência: a urgência de se avançar em todos os blocos da negociação – mitigação, adaptação, desenvolvimento e transferência de tecnologia, capacitação e financiamento – nas reuniões do ano que vem. Entende-se que quanto mais os países demorarem para atacar os impactos das mudanças do clima, mais onerosa será a solução para as consequências geradas.

Durante a reunião, foram anunciados mais recursos para o Fundo Verde para o Clima: US$ 165 milhões por parte da Austrália; 51,7 milhões de euros pela Bélgica, elevando os recursos do Fundo para US$ 10,14 bilhões de dólares. A Alemanha doou 55 milhões de euros para o Fundo de Adaptação, e a China 10 milhões para Cooperação Sul-Sul. Espera-se alcançar a cifra de US$ 100 bi anuais a partir de 2020.

Novo Acordo: contribuições à Plataforma de Durban

A segunda semana da COP20, realizada em Lima, no Peru, no mês de dezembro, teve como ponto central a discussão sobre os elementos do novo acordo e o conteúdo das contribuições nacionalmente determinadas (iNDCs) que os países deverão apresentar até maio do ano que vem.

O foco dos co-chairs da Plataforma de Durban se voltou a dois projetos de decisão. O primeiro deles diz respeito aos elementos que devem integrar o novo acordo e o segundo contém os pontos norteadores das negociações ao longo de 2015 que contempla a diferenciação entre os esforços dos países e o conteúdo das iNDCs.

Esses textos foram a base para as negociações ao longo desta COP e as propostas apresentadas pelos países servirão de base para as que ocorrerão em 2015.

Como era esperado, os países em desenvolvimento criticaram os documentos por contemplarem posições contraditórias sobre vários elementos do novo acordo. Entre os pontos divergentes, a diferenciação nos compromissos/metas dos países e como será tratada a questão do financiamento e o peso dado à adaptação.

O documento de elementos para o novo acordo passou de 23 para 37 páginas e reuniu diversas opções de metodologia para a construção das iNDCs a fim de obter uma decisão final até a COP21.

É evidente que o documento aprovado em Lima não terá caráter obrigatório, pois conterá diversas opções (e inúmeros parênteses) que poderão ser aprimoradas, suprimidas e até substituídas por novas propostas no decorrer do próximo ano.

A proposta de decisão da COP20 da Plataforma de Durban deverá contemplar pontos já acordados e que, na prática, embasam as negociações, como:

– adoção de compromissos e metas, de acordo com os princípios da Convenção, por parte de todos os países;
– as ações devem envolver mitigação, adaptação, desenvolvimento e transferência de tecnologia, capacitação e financiamento;
– deve-se definir o nível de ambição das ações de mitigação para limitar o aumento da temperatura em, no máximo, 2°C;
– também é necessário definir as fontes de financiamento de origem de países desenvolvidos.

A expectativa é que a proposta brasileira, de reconhecimento do valor social e econômico de reduções de emissão feitas por países em desenvolvimento e transformá-las em unidades financeiras conversíveis, deve permanecer no texto. Trata-se de uma ideia que pode servir ao reconhecimento de ações antecipadas no futuro, mas isto dependerá de como será desenhado o novo acordo na COP21.

Contribuições Nacionalmente Determinadas – iNDCs

As contribuições que os países devem formalmente submeter à UNFCCC até maio de 2015 são fundamentais para se compreender o nível de ambição no âmbito do novo acordo.

As iNDCs devem contemplar mitigação, adaptação, desenvolvimento e transferência de tecnologias, capacitação e financiamento.

Com a pressão por financiamento (US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020), e a resistência dos países a se comprometerem com os recursos necessários, o foco se volta à mitigação. Soma-se a esse fato que a pressão por recursos para adaptação, que na prática significaria financiar políticas nacionais relacionadas a ações de adaptação, faz com que o tema mitigação ganhe peso ainda maior.

O conteúdo das iNDCs, quanto ao potencial de mitigação e adaptação, potencial de redução de emissões das ações, demanda por financiamento e tecnologias, são elementos em discussão e deverão ser acordados até o final da COP20. Na prática, as ações que compõem as iNDCs de um país demonstram seu papel no combate à mudança do clima.

A construção das iNDCs requer o planejamento de ações dos países no contexto do novo acordo. Assim, espera-se que os países enviem suas submissões até, no máximo, maio de 2015. Uma possibilidade discutida é que as partes que não puderem enviá-las nesse prazo deverão fazê-las antes da COP21, agendada de 31 de novembro a 11 de dezembro de 2015. Avalia-se que essa flexibilidade, compreensível na prática, prejudica a negociação, pois os principais players evitarão colocar propostas efetivas na mesa até que determinados países, como Brasil e China o tenham feito, por exemplo.

Eventos brasileiros paralelos na COP20

Em eventos paralelos à ampla discussão climática, em Lima, foram apresentados os estudos realizados, no Brasil, a respeito de cenários de mitigação. O estudo IES Brasil (Implicações Econômicas e Sociais), coordenado pela COPPE/UFRJ, em parceria com várias organizações, estabelece cenários de mitigação com base em modelagens para o setor de energia, agropecuária, florestas, transportes, processos industriais, tratamento de dejetos, construção e cidades.

O Fórum Brasileiro de Mudança do Clima (FBMC) integra a coordenação do estudo e, na prática, é o elo do governo com o setor privado quanto à política do clima. Um estudo de cenários de mitigação também está sendo feito pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Ministra Izabella Teixeira reforçou urgência quanto a consenso para a questão climática

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

A ministra Izabella Teixeira, em seu discurso na Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP20, em Lima, no dia 10 de dezembro, enfatizou a importância de um país amazônico estar sediando essa discussão mundial. O fato representaria a urgência para se alcançar um consenso afirmativo quanto às questões climáticas.

“O Brasil continua totalmente comprometido com os esforços globais para combater as mudanças climáticas, elaborando e conduzindo iniciativas ambiciosas para reduzir as emissões dentro de seu próprio território e agindo juntamente com a comunidade global para garantir um resultado bem sucedido das negociações internacionais”, enfatizou a ministra.

Ministra Izabela Teixeira participa da COP20 em Lima. Foto: Divulgação

 

Com o objetivo de demonstrar os esforços brasileiros quanto às metas voluntárias acordadas em 2009, em Copenhagen, na Dinamarca, Teixeira reforçou que há nove planos nacionais em fase de implementação em setores-chave da economia, incluindo temas como agricultura de baixo carbono, energia, indústria e saúde pública. Mecanismos de financiamento foram criados para promover inovação, disseminação de conhecimento e novas tecnologias.

Ao tratar das taxas de desmatamento da Amazônia – para o período 2013/2014 houve uma redução de 18% em relação ao último período – a ministra reforçou que, nos últimos quatro anos, os esforços permanentes permitiram atingir a 4ª menor taxa de desmatamento anual em 25 anos de monitoramento florestal.

Na avaliação governamental, o Brasil está preparado para cumprir suas ações de mitigação adequadas nacionalmente (NAMAs) e reduzir as emissões entre 36,1% a 38,9% em relação às tendências atuais até o ano de 2020.

As taxas de desmatamento caíram em 82%, nos últimos 10 anos, e dados recentes indicam taxas consideráveis de regeneração, o que significa que o Brasil parou de emitir 650 milhões de toneladas de dióxido de carbono anualmente, uma contribuição voluntária à redução global de emissões, na opinião da ministra.

No final de seu discurso, Izabella Teixeira pediu que o novo acordo nos termos da Convenção deve ser universal, ambicioso e vinculante e enfatizou que a diferenciação entre países desenvolvidos e em desenvolvimento é absolutamente essencial para garantir o nível de ambição global necessário. A abordagem de “diferenciação concêntrica” proposta pelo Brasil tem o intuito de garantir participação universal e promover um esforço contínuo e permanente.

Delegação Brasileira e proposta de diferenciação concêntrica

Na reunião da delegação brasileira, os negociadores do Ministério de Relações Exteriores enfatizaram que as discussões sobre adaptação, financiamento, REDD plus e guias para inventários nacionais são temas atrelados ao rascunho do novo acordo e, por isso, continuarão a ser tratados no decorrer de 2015, especialmente nas reuniões previstas para julho de 2015, em Bonn, na Alemanha.

Eles enfatizaram o impasse frente aos textos apresentados, no âmbito da Plataforma de Durban, da sugestão brasileira de diferenciação concêntrica que não está objetivamente refletida nas propostas. A diferenciação concêntrica prevê que os países façam suas contribuições de acordo com suas capacidades e os países desenvolvidos assumam metas absolutas de redução de emissões.

O Brasil insiste que sua proposta seja claramente refletida nas decisões de Lima, apesar de estar claro que as decisões que sairão da COP20 serão genéricas e poderão ser substancialmente alteradas nas negociações de 2015.

Ainda no dia 10, em reunião da delegação com a Ministra Izabella, foi anunciado que a proposta brasileira de “círculos concêntricos” foi reincorporada ao texto do projeto de decisão.

Nesse mesmo dia, o Ministério do Meio Ambiente realizou evento paralelo a fim de apresentar o sistema de monitoramento do desmatamento na Amazônia, e os níveis de referência florestais que foram apresentados à UNFCCC em junho de 2014.

A delegação brasileira, em Lima, contou com 474 membros, envolvendo ONGs, movimentos sociais, empresas e organizações (Fiesp, CNA, CEBDS, CNI, COPPE-Rio de Janeiro, Observatório do Clima), membros do Congresso Nacional e representantes do Governo Federal e de Governos Estaduais e Municipais.

 

11ª Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas da Cidade de São Paulo

A Câmara Municipal promoverá a 11ª Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas da Cidade de São Paulo, no dia 8 de maio, no Memorial da América Latina, capital.

O evento reunirá especialistas em meio ambiente, membros do poder público, representantes do setor privado e de ONGs em debates e painéis sobre os desafios da sustentabilidade e da proteção ambiental no século XXI. O tema é “Governança para Sustentabilidade rumo a Rio+20”.

Presidida pelo vereador Gilberto Natalini (PV), a 11ª Conferência P+L é gratuita e contará com a presença dos prefeitos Gilberto Kassab (São Paulo) e Eduardo Paes (Rio de Janeiro) e outras autoridades.

Entre os palestrantes estão Carlos Alberto Muniz (vice-prefeito, secretário do Meio Ambiente e presidente do Grupo de Trabalho da Rio+20), Eduardo Jorge Martins (secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente), Bruno Covas (secretário do Meio Ambiente) e Mario Mantovani (diretor de Políticas Públicas da ONG SOS Mata Atlântica).

Serviço 

11ª Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas da Cidade de São Paulo

Data/horário: 8 de maio de 2012, terça-feira, das 8h às 17h

Local: Memorial da América Latina

Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda, capital

Inscrições pelo site www.natalini.com.br

Mais informações: (11) 3396-4405

Câmara Ambiental da Indústria Paulista apresenta balanço de suas atividades

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

A Câmara Ambiental da Indústria Paulista (Caip) apresentou no último dia 9, durante a sua 34ª sessão plenária, o balanço das atividades realizadas ao longo deste ano.

O coordenador da Caip, Marco Barbieri, diretor do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp, contabilizou seis sessões plenárias junto às 133 entidades-membro. E reforçou a necessidade de participação ativa apesar de, neste momento, “os setores industriais serem cada vez mais demandados”.

Temas como as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e a PNRS devem mobilizar cada vez mais as indústrias, pois envolvem conhecimentos específicos, conforme alertou Barbieri.

A Comissão de Mudanças Climáticas se reuniu oito vezes para os trabalhos do seu subgrupo jurídico, e o GT de Áreas Contaminadas realizou três encontros.

Já o Grupo de Trabalho de Acordos Setoriais debateu as experiências de logística reversa adotadas na Suíça, Portugal, Espanha e Itália; a viabilidade jurídica dos acordos setoriais; a apresentação de modelo de acordo setorial e sua adaptação aos termos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

O próximo passo agora é acompanhar a regulamentação da Política.

Comitê de Mudanças Climáticas da Fiesp participa de reunião pré-COP na China

Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp

Interessada nas discussões sobre o futuro das negociações sobre o clima, a Fiesp enviou três técnicos à cidade de Tianjin, na China, onde está sendo realizada a última reunião antes da COP16.

De acordo com informações dos técnicos da entidade, na abertura do evento, a secretária-executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas para a Mudança do Clima (UNFCCC), Christiana Figueres, fez um importante discurso.

Ela sugeriu que, diante dos atuais impasses na negociação, um bom resultado para a COP16 em novembro, no México, seria um conjunto de decisões, as quais se denominariam “Pacote de Cancun”.

Para Figueres, o pacote deveria ser composto pelos seguintes temas:

  • Adaptação;
  • Mecanismos de tecnologia e capacitação (capacity building);
  • Um novo fundo relacionado ao financiamento climático e redução de emissões florestais (REDDplus).

 

A secretária também atentou para a importância de se buscar um resultado balanceado entre os dois trilhos da negociação: Protocolo de Quioto (para a sigla em inglês AWG-KP) e Compromissos de Longo Prazo (AWG-LCA).

Conforme os técnicos, o sentimento geral é que não será possível avançar no texto de negociação se os países não focarem seus esforços.

Estão em Tianjin a especialista em Infraestrutura, Carolina Lembo; o coordenador de Negociações Internacionais, José Luiz Pimenta Júnior; e o especialista em Meio Ambiente, Marco Antonio Caminha.

Fundos de investimento podem ser usados no combate às mudanças climáticas

Lucas Alves, de Copenhague, Dinamarca, para Agência Indusnet Fiesp

Marco Antonio Fujihara, especialista em mudanças climáticas e consultor da Fiesp. Foto: Flávio Martin

Pioneiro na criação de um fundo de investimento em capital de risco voltado ao combate das mudanças climáticas, o Brasil vai apresentar a iniciativa inovadora nesta quinta-feira (10), às 16h, em Copenhague, como parte dos eventos que ocorrem paralelamente à Conferência de Mudança do Clima, da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Vamos mostrar como é possível fazer investimentos deste tipo sem comprometer a integridade dos projetos”, explica o especialista em mudanças climáticas e consultor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Marco Antonio Fujihara.

O exemplo a ser mostrado é o Fundo Brasil Sustentabilidade, que está estruturado de acordo com as leis brasileiras e voltado a empresas que têm potencial para gerar créditos de carbono no âmbito dos Mecanismos de Desenvolvimentos Limpos (MDL).

Crescimento

Entre 2006 e 2007, o investimento da indústria brasileira em private equity cresceu 143%. “Este crescimento consistente se deve à disponibilidade de boas oportunidades de investimento dos mercados de capitais, que permitem saídas bem sucedidas”, justificou Fujihara.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) opera uma linha de financiamento em private equity. O superintendente da área ambiental do Banco, Sérgio Weguelin, fará sua apresentação durante o evento.

Mudanças climáticas: o desafio é Copenhague

Agência Indusnet Fiesp

A questão climática mereceu a atenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no II Fórum Brasil-Itália, realizado nos dias 9 e 10 de novembro, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Presidente Lula, sobre Doha: "Quanto mais a gente demorar a fazer um acordo, os países pobres ficarão ainda mais pobres". Foto: Kenia Hernandez

O presidente, em seu discurso durante o evento, criticou o fracasso da Rodada de Doha e a falta de acordo dos países, em novembro do ano passado, por conta da atenção voltada às eleições nos Estados Unidos e na Índia.

“Quanto mais a gente demorar a fazer um acordo, os países pobres ficarão ainda mais pobres”, avaliou. “Quem sabe o Brasil e a Itália podem dar um pontapé extraordinário, na assinatura de um acordo estratégico. Pode ser um sinal forte para acordar a Europa (quanto à questão do clima)”, disse o mandatário brasileiro.

“Ou começa agora a fazer estoque e instalar usinas, ou mais uma vez não será cumprido o que foi acordado”, insistiu o presidente, que cobrou atuação efetiva da União Europeia a fim de cumprir a adição de 10% de etanol aos combustíveis em 2020.

Bem humorado, porém crítico, Lula democratizou os problemas climáticos: “a mudança interessa ao mais pobre e ao mais rico do planeta: o Bill Gates. Essa é a ‘desgraça’ de o mundo ser redondo. Ele vai girando, girando, e todo mundo vai sentir (a mudança). A matriz energética vai ter que mudar, é apenas uma questão de tempo. Não é que o presidente Lula quer vender etanol…”.

Segundo Lula, essa é uma necessidade urgente, mas o presidente também fez a defesa do etanol: “hoje, abriu a boca estou vendendo um litro de álcool”, brincou.

Mercado voluntário de carbono surge de debate sobre mudanças climáticas

Agência Indusnet Fiesp

Marco Fujihara, diretor da Key Associados. Foto: Vitor Salgado

Hoje as discussões sobre as mudanças climáticas não integram apenas a agenda do meio ambiente, mas englobam também a comercial. O alerta foi feito pelo consultor Marco A. Fujihara, diretor da Key Associados, durante debate sobre mudanças climáticas do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na última terça-feira (27).

A Fiesp não só debate as questões climáticas em Comitê próprio, como tomou a frente para o estabelecimento de regras próprias para o mercado voluntário de carbono, ainda não estabelecidas, em parceria com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O Brasil é baixo emissor de carbono, líder em Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), aposta em energias renováveis e tem oportunidades ampliadas quando o assunto é mercado voluntário.

Para o consultor, a necessidade de se criar esse tipo de mercado – também conhecido como mercado balcão – surge “em função das deficiências do Sistema Nações Unidas, que se mostrou absolutamente deficiente e burocrático em termos de gestão do negócio que pudesse ser regulado a partir dos requisitos do Protocolo de Kyoto”.

O mercado voluntário, que vem crescendo muito, não precisa da aprovação do governo e de registro junto a Comitê Executivo. Mas, é preciso ter reputação para se entrar nele. De 2006 para 2007, saiu da cifra de US$ 58 milhões para US$ 258 milhões.

Há vários modelos internacionais estabelecidos, especialmente por parte de ONGs, como a WWF. Fujihara alerta que para atuar no Brasil é preciso seguir os normativos de algum país do Norte.

O ISO 14064 é o único standard reconhecido globalmente. “O estabelecimento de padrões para o mercado voluntário de carbono pela ABNT faz frente aos que as ONGs impõem. É preciso um padrão brasileiro, independente do já existente”, explica.

O que motiva os compradores desse mercado, além do gerenciamento de impactos ambientais, são os projetos – de silvicultura e energias renováveis, por exemplo -, em geral de pequena escala, que contribuem com comunidades carentes.

Os interessados são, em sua maioria, empresas localizadas na Europa e nos Estados Unidos, inclusive a Fundação Bill Gates, operando no Brasil com diversos projetos. O mercado também atrai ONGs, governos e indivíduos que entendem esse negócio como investimento.

Um dos mercados voluntários mais eficientes é o Chicago Climate Exchange (CCX), baseado no meio oeste norte-americano, trabalhando fortemente com a redução de emissões voluntárias por parte das corporações americanas. Na América Latina, o mercado voluntário de carbono ainda é tímido, mas o maior participante é o Brasil.

Biocombustíveis podem mitigar mudanças climáticas

O Brasil tem o mais avançado programa de combustíveis limpos que, combinado com a tecnologia flexfuel, permite que cerca de 50% do insumo utilizado por automóveis seja o etanol. O 10º Encontro Internacional de Energia, que a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp) promoverão nos dias 5 e 6 de outubro, vai ampliar a discussão sobre o assunto.

Na 15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP-15), que a Organização das Nações Unidas (ONU) realizará em dezembro, na Dinamarca, a produção e geração de energia estarão em pauta. No intuito de antecipar o debate, a Fiesp e o Ciesp programaram para o Encontro de Energia uma discussão sobre a necessidade de mudar a compreensão do mundo e do acordo firmado pelo Protocolo de Kyoto sobre biocombustíveis.

“Queremos enfatizar o papel fundamental do etanol brasileiro como mitigador de mudanças climáticas”, explica o diretor-titular do Departamento de Infraestrutura-Energia (Deinfra-Energia) da Fiesp, Carlos Cavalcanti. “Onde os países terão que mexer? Justamente na matriz energética e, neste sentido, o Brasil é privilegiado por manter uma matriz limpa e um programa de biocombustíveis único no mundo”, acrescentou.

Na discussão, o setor poderá conhecer projetos de energias renováveis que geram Mecanismos de Desenvolvimentos Limpos (MDL) e aprender a capitalizar recursos com este instrumento. “O Brasil leva vantagem nesta discussão por ter uma matriz energética considerada limpa, com cerca de 46% de fontes renováveis, enquanto a média mundial é de 12%, e nos países da OCDE é de 6%”, explicou.

No encontro, especialistas apresentarão novas tecnologias para produção e utilização de biocombustíveis. “Se a tecnologia brasileira de produtos e serviços conseguir enxergar este potencial, terá pela frente grandes oportunidades de negócios”, acrescentou o diretor. A partir de 2010 a cana dará origem à produção de diesel em escala comercial e a uma gasolina feita a partir de enzima modificada geneticamente. Outra novidade que está sendo viabilizada é a construção de motores e turbinas movidas a etanol, para movimentação de usinas termelétricas.

Confira a programação completa do evento no site


www.ciesp.com.br/energia


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