Paulo Skaf disse que a indústria é contrária as mudanças do auxílio-doença

Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf declara ser contra as mudanças no auxílio-doença, durante coletiva de imprensa após reunião com o Ministro do Planejamento, Nelson Barbosa. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, afirmou ontem (29/01), depois da reunião com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, que está disposto a  discutir no Congresso Nacional as mudanças nas regras no pagamento do auxílio-doença. Segundo ele, a federação “não está de acordo” com a nova norma.

Atualmente o benefício é pago pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) ao trabalhador que ficar mais de 15 dias afastado. Mas, pela nova regra, o prazo de afastamento para que a responsabilidade seja repassada ao INSS é de 30 dias.

“Está muito clara a posição do governo. Mas a posição da indústria é contrária a essa ampliação”, disse Skaf. “A indústria já tem uma carga tributária muito elevada e vamos discutir isso no Congresso”, completou.

Durante a reunião com o Ministro, empresários de vários setores concordaram que a maior parte do ajuste fiscal do governo deverá ser realizado com cortes de gastos. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, enfatizou que a indústria não pode mais ter aumento de impostos.