‘O pequeno empresário quer saber mais’, afirma Milton Bogus

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Com o auditório do Hotel Renaissance lotado, o diretor titular do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi), Milton Bogus, fez o encerramento do Congresso da Micro e Pequena Empresa (MPI 2014). O evento aconteceu ao longo desta segunda-feira (26/05), com o tema “Produzir Mais e Melhor”.

“O tema do MPI desse ano deixou claro que temos que levar mais informação para vocês. O pequeno empresário quer saber mais, quer saber como ele se posiciona, o que ele deve fazer e quais são as melhorias que ele pode ter”, afirmou Bogus, que ressaltou a presença maciça do público, o que garantiu o sucesso do evento.

Bogus: posicionamento e melhorias. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Bogus: posicionamento e melhorias para os pequenos e médios empresários. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Para terminar o congresso, o diretor chamou ao palco os diretores e funcionários que participaram da produção do MPI 2014 e convidou o público para um coquetel em comemoração ao dia da indústria.

Sesi-SP realiza exposição de produtos e serviços no Congresso da MPI

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Cultura, responsabilidade social, saúde, esporte. É extenso o portfolio de serviços e produtos que o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) oferece para as empresas e indústrias.  Uma variedade que pode ser conferida de perto pelos participantes do Congresso da Micro e Pequena Indústria (MPI), realizado nesta segunda-feira (26/05), no Hotel  Renaissance, em São Paulo. A realização é da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Todos os produtos e serviços aqui oferecidos estão relacionados com a produtividade e com a competitividade das indústrias do país”, explica Alessandro Palma, analista de mercado do Sesi-SP.

Palma trabalha diretamente com o atendimento de empresas. “Nós analisamos as demandas específicas das empresas e as direcionamos para o serviço que elas procuram”.

Palma conta que muitas vezes os empresários não sabem exatamente o que procuram. É nessas situações que ele entra em cena. O objetivo é direcionar qual o serviço ou produto mais adequado àquela demanda.

Um dos serviços mais procurados pelos participantes do MPI é o Diagnóstico Saúde. Na sala de exposições, visitantes aguardavam a sua vez de medir a pressão, checar a glicemia ou conferir seu Índice de Massa Corporal (IMC). Isso tudo para demonstrar como o Sesi-SP pode ajudar na melhoria da saúde e da qualidade de vida dos trabalhadores da indústria de São Paulo.

“O Diagnóstico Saúde funciona como um mapeamento completo, através de dados estatísticos, da saúde dos funcionários das empresas”, explica a enfermeira do trabalho do Sesi-SP, Veralúcia Almeida. “Criamos relatórios com os problemas de saúde que diagnosticamos entre os trabalhadores”.

Segundo ela, o Diagnóstico Saúde tem por objetivo oferecer a possibilidade de indústrias desenvolverem projetos que visem o bem-estar e a saúde de seus colaboradores, além de reduzir custos com planos de saúde.

Outro serviço exposto foi a Caixa de Cultura, serviço criado em 1948 pelo Sesi-SP, e que permanece sendo um sucesso até hoje. A caixa disponibiliza livros e publicações para os colaboradores das indústrias. “Antes de a caixa chegar à indústria, há um estudo para a criação do perfil adequado de publicações para atender aos gostos daquele universo de pessoas”, explica Jonatas Nascimento, agente de atividades culturais do Sesi-SP,

Para ele, a iniciativa é benéfica não apenas por difundir a cultura entre os trabalhadores, mas também por criar interação social. “Muitas vezes as amizades são criadas porque as pessoas têm gostos parecidos e apreciam o mesmo livro”, disse.

A inciativa do Sesi-SP foi motivo de comemoração para Maria Luiza Semple, supervisora de Projetos Especiais da Gerência de Responsabilidade Social Empresarial do Sesi-SP. “Esse espaço é importante para divulgar os serviços e produtos que o Sesi-SP tem e que estão à disposição da indústria.”

Segundo ela, a procura de representantes pelos serviços cresce a cada ano. “As micro e pequenas empresas começam a se interessar cada vez mais pelos serviços”, disse.

O Programa de nutrição Alimente-se Bem e o educacional Educação Num Clique também estiveram expostos durante o evento.

Modelos de gestão empresarial são tema de painel do MPI 2014

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Roy Martelanc, professor da FIA: análise de desvios é importante por levar à correção de planos e à revisão de metas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Especialistas em gestão empresarial participaram, no fim da manhã desta segunda-feira (26/05), do painel “Gestão, Controle e Resultados: Domine sua Empresa”, parte da programação do Congresso da Micro e Pequena Indústria (MPI). O evento é uma realização da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Roy Martelanc, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), falou sobre modelos de gestão e formas de controle que podem melhorar o desempenho das indústrias. “O controle estabelece metas e objetivos por meio de planejamentos que contemplem diversos cenários”, afirmou Martelanc.

O processo seguinte, de acordo com o professor da FIA, leva em consideração a execução do planejamento, “através da mensuração e comparação da análise de desvios”.

“É nesse momento que o controle de gestão começa.”

Segundo ele, a análise de desvios é importante porque “leva à correção de planos e à revisão de metas, e também à correção de execução de planos”.

Martelanc também citou os atuais modelos de gestão empresarial. “Temos o modelo de gestão de empresas abertas, as quais possuem foco em lucro, com gerenciamento de resultados”, afirmou.

Outros modelos abordados pelo palestrante foram o modelo de grupo estável e o novo modelo, o empreendedor, que se caracteriza por empresas e indústrias “com alta carga de informalidade e personalismo.”


Enterprise Resource Planning

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Fernando José Gonzalez, consultor do Instituto Mauá: ERP aumenta a produtividade. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em seguida, Fernando José Gonzalez, consultor empresarial do Instituto Mauá de Tecnologia, falou sobre Enterprise Resource Planning (ERP).

Para Gonzalez, o ERP é importante para as micros e pequenas indústrias, porque “aumenta a produtividade, eliminando interferências, com centralização e segurança de informações, e redução de despesas administrativas e controle de processos”.

Sérgio Approbato Machado Júnior, presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo (Sescon-SP) também esteve presente ao painel.

Machado Júnior ressaltou a necessidade da informação de qualidade para as tomadas de decisão em gestão empresarial. Na sua visão, a contabilidade também é um quesito que deve ganhar atenção por parte dos empresários.


NR 12

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Luciana Freire. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A Norma Regulamentadora 12 (NR12) foi abordada durante o encontro. A norma, bastante criticada pelos empresários, estabelece as medidas de segurança e higiene do trabalho manutenção de máquinas e equipamentos, visando à prevenção de acidentes do trabalho.

Para Luciana Freire, gerente do Jurídico Estratégico da Fiesp, muitos microempresários estão encontrando dificuldades para se adequarem à norma. Segundo ela, as empresas não foram propriamente consultadas.

“A saída seria uma revisão da norma”, disse.