Movimento Agro quer valorizar imagem da agropecuária e aproximar sociedade urbana ao campo

Alice Assunção e Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Foram lançadas na manhã desta segunda-feira (18), na sede da Fiesp, as bases do Movimento Agro com foco na comunicação e integração com a sociedade sobre a atividade agropecuária brasileira, uma das principais fontes da expansão econômica do País.

Sob o prisma de conectar a sociedade urbana ao campo, o Movimento Imagem do Agronegócio Brasileiro pretende valorizar a representação do setor em uma ação de comunicação institucional coordenada por pelo menos 16 organizações, entre elas a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Cargill, Bunge, Nestlé e Accenture.

“Todos os setores estão unidos para fazer uma comunicação efetiva principalmente ao público urbano, que não está muito conectado com a atividade rural”, declarou Adalgiso Telles, coordenador do Comitê Executivo de Campanha do Movimento Agro.

“O setor realizou uma colheita e tanto hoje. Há 25 anos eu tento uma articulação para promoção do homem do campo”, complementou o coordenador do Conselho Gestor do Movimento, Roberto Rodrigues.

O projeto, que custou um investimento inicial de R$ 12 milhões por parte das entidades parceiras, consiste em duas etapas. A primeira é uma campanha de aproximação ao tema agronegócio com peças em emissoras de TV, jornais, revistas, rádios e através de sites e rede sociais. Uma das peças para TV será exibida na noite desta segunda-feira (18) pelas principais emissoras do País. Segundo Telles, essa campanha deve atingir 70 milhões de brasileiros.

Na segunda fase, o Movimento Agro inicia seu processo de disseminação de informações sobre o setor por meio de dois portais: Sou Agro e Redeagro (Rede de Conhecimento do Agro Brasileiro).

O portal Sou Agro será inicialmente o porta-voz da campanha pela imagem da agropecuária brasileira e depois voltará ao objetivo original de levar informações de forma acessível a diferentes públicos.

Já o conteúdo do Redeagro será voltado para um público mais especializado, acadêmico, oferecendo análises e estudos. Os organizadores do portal pretendem “desmistificar muitas inverdades que foram construídas ao longo dos anos”, explica o presidente da Unica, Marcos Jank, e coordenador do Comitê Executivo de Informação do Movimento Agro.

Demanda mundial

Se por um lado se traçou a estratégia para reposição da imagem e a ênfase em uma agenda positiva, por outro, há dados consistentes que impulsionam o agronegócio que representa 25% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

“Segundo estudos recentes da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (OCDE/FAO), a oferta mundial de alimentos tem de crescer 20% nos próximos dez anos e a agricultura brasileira em torno de 40%.”

Rodrigues, que também preside o Conselho Superior de Agronegócio (Cosag) da Fiesp, aponta três vantagens comparativas do País: disponibilidade de terra, tecnologia e competência do agronegócio nacional. Para transformar estes pilares em vantagens competitivas, é preciso que se faça a “lição de casa”, conforme apontou, o que inclui políticas públicas, política de renda, incremento da infraestrutura e ajuste do comércio internacional.

Patrimônio

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, classificou o Movimento Agro como um instrumento “para informar brasileiros desse grande patrimônio que é o agronegócio do nosso país.”

O Brasil é o maior exportador mundial de açúcar, café e carne de frango, e um dos principais exportadores de minério de ferro. “O País se apresenta como potencial de ser o celeiro do mundo”, disse Telles.

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