Votação do Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema é aberta ao público

Raisa Scandovieri e Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

O Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema chega a sua 11ª edição com a exibição de mais de 40 longas e curtas, indicados ao prêmio, durante março e abril no Espaço Mezanino do Sesi-SP, na Avenida Paulista.  Gratuitas, as sessões começam a partir desta segunda-feira (9/3).

A Mostra de Cinema é uma etapa do Prêmio na qual o público também pode escolher o melhor filme. O objetivo da iniciativa, uma parceria entre a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e o Sindicado da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo (Siaesp), é incentivar a produção cinematográfica nacional e facilitar o acesso às produções brasileiras.

A votação aberta ao público começa também nesta segunda-feira. Os votantes podem escolher os filmes preferidos em cada uma das 13 categorias da premiação por meio do site http://www.sesisp.org.br/Cultura/premio-cinema-2015.htm até o dia 23 de março. Os finalistas serão ainda avaliados por uma comissão julgadora especializada.

Conheça alguns dos filmes da mostra:

A Noite da Virada – 09 de março, 18h
Tudo o que Ana queria era recepcionar uma grande festa de Ano Novo, com muitos amigos, bebida e música boa. Mas durante o evento, o banheiro torna-se o cenário principal, onde ocorrem todas as fofocas e polêmicas. É onde Duda, marido de Ana, confessa que vai deixá-la, pouco antes de começar a celebração. O banheiro é, também, onde Ana descobre que o real motivo da separação é a vizinha Rosa, que, por sua vez, leva um casamento bem monótono com Mário. É também no banheiro que Alê conta a Ana suas aventuras sexuais com o namorado, e onde um convidado, traficante, faz seus negócios. Na noite da virada do ano, tudo pode acontecer. E acontece.

Categoria: Ficção | Classificação indicativa: 12 anos | Duração: 93 min | Direção: Fábio Mendonça

Na Quebrada – 10 de março, 18h
Até que ponto o passado dos seus pais determina o seu futuro? Quem cresce na marginalidade tem o direito de sonhar e mudar o seu futuro? Baseado em histórias reais, o filme revela a luta de jovens que cresceram entre armas, sangue e muito perrengue, para mudar suas vidas.

Categoria: Ficção | Classificação indicativa: 14 anos | Duração: 89 min | Direção: Fernando Grostein Andrade

Entre Nós – 16 de março, 18h
Isolados numa casa de campo, jovens amigos decidem escrever e enterrar cartas destinadas a eles mesmos, para serem abertas dez anos depois. Porém, após uma tragédia ocorrida naquele mesmo dia, os amigos ficam dez anos sem se ver. Agora, este reencontro irá trazer à tona antigas paixões, novas frustrações e um segredo mal enterrado.

Categoria: Ficção | classificação indicativa: 14 anos | Duração: 97 min | Direção: Paulo Morelli

Confia em Mim – 16 de março, 20h
Mari é uma talentosa, mas insegura, chef de cozinha. Quando conhece Caio, acha que encontrou o homem de sua vida. Mas nem tudo é o que parece ser. E agora Mari é obrigada a enfrentar as suas inseguranças para recuperar o que perdeu. E talvez conquistar o que nunca teve.

Categoria: Ficção | classificação indicativa: 12 anos | Duração: 85 min | Direção: Michel Tikomiroff

Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa – 28 de março, 18h
Pedro fugiu de casa, pegou a estrada e não sabe para onde ir. Lucas também não sabe, mas a estrada é seu palco. Eles têm pouco mais de 30 anos e levam apenas a roupa do corpo. Depois de se conhecerem numa lanchonete de beira de estrada em Minas, os dois percorrem o interior do Brasil em busca de uma dose violenta de qualquer coisa.

Categoria: Ficção | classificação indicativa: 16 anos | Duração: 96 min | Direção: Gustavo Galvão

Jogo das Decapitações – 28 de março, 20h
A partir do seu mestrado sobre a ditadura militar no Brasil, o insatisfeito estudante Leandro começa uma busca pelo controverso artista recém-falecido Jairo Mendes e seu filme Jogo das Decapitações, censurado em 1973

Categoria: Ficção | classificação indicativa: 14 anos | Duração: 96 min | Direção: Sérgio Bianchi

Remar é… – 29 de março, 15h
O filme apresenta uma crônica a partir do olhar de atletas amadores e profissionais sobre o remo atualmente. Eles expõem seu amor pelo esporte e as dificuldades que tiveram que enfrentar para alcançar o reconhecimento. Além disso, o longa também mostra o descaso com clubes centenários do Rio de Janeiro, que sofrem com problemas de poluição e falta de verba

Categoria: Documentário | classificação indicativa: Livre | Duração: 74 min | Direção: Valerio Martins da Fonseca

Futebol de Várzea – 29 de março, 17h
O documentário Futebol de Várzea apresenta o universo fascinante do futebol varzeano em São Paulo. Um time de futebol, um árbitro exclusivamente de várzea, um ex-jogador profissional, com passagem pelo futebol varzeano, e um jovem jogador atuante na várzea em busca do sonho de se profissionalizar, conduzem este filme que retrata o maravilhoso universo do futebol não-profissional.

Categoria: Documentário | classificação indicativa: 12 anos | Duração: 82 min | Direção: Marc Dourdin

Dominguinhos – 04 de abril, 18h
Através de raras e preciosas imagens de arquivo e de encontros musicais marcantes com importantes artistas como Gilberto Gil, Gal Costa, Hermeto Pascoal, Djavan, Nara Leão, Luiz Gonzaga, entre muitos outros, “Dominguinhos” revela esse gênio da música brasileira, criador de uma obra profundamente autêntica, universal e contemporânea. O filme valoriza a experiência sensorial e cinematográfica, numa viagem conduzida pelo próprio Dominguinhos.

Categoria: Documentário | classificação indicativa: 18 | Duração: 100 min | Direção: Joaquim Castro, Eduardo Nazarian e Mariana Aydar

Os Homens são de Marte… E é para lá que eu vou – 04 de abril, 20h
Fernanda, aos 39 anos, não encontrou o homem de seus sonhos. Forte devota do amor, a produtora lida com os mais diversos tipos de homem e reserva grande parte do seu tempo à procura do par perfeito.

Categoria: Ficção | classificação indicativa: 14 | Duração: 106 min | Direção: Marcus Baldini

Clique aqui e veja programação completa.

Sesi-SP abre mostra gratuita de cinema brasileiro

Agência Indusnet Fiesp

O Sesi-SP realiza, de 8 de outubro a 21 de novembro, mostra gratuita que reúne oito filmes vencedores do 10º Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema, entre os quais sete longas-metragens e um curta. A programação, com sessões semanais, vai passar por 24 unidades do Sesi-SP. Ao todo, serão 168 exibições digitais.

Grandes produções cinematográficas brasileiras e também filmes independentes, lançados em 2013, foram avaliados e reconhecidos em 13 categorias: Ficção, Documentário, Curta-Metragem, Diretor, Atriz, Ator, Atriz Coadjuvante, Ator Coadjuvante, Roteiro, Montagem, Fotografia, Direção de Arte e Trilha Sonora.

Nomes importantes do cenário artístico brasileiro foram contemplados na premiação, como Glória Pires, que conquistou o título de Melhor Atriz Principal pela atuação em Flores Raras, e Jair Rodrigues (1939-2014) pelo trabalho como ator coadjuvante de Super Nada, filme também premiado pela direção de Rubens Rewald e Rossana Foglia.

Entre os destaques da mostra estão os sucessos de público Faroeste Caboclo, inspirado na canção homônima da banda Legião Urbana, vencedor do Prêmio Fiesp/Sesi-SP na categoria Melhor Filme de Ficção; e O Tempo e o Vento, adaptação do clássico de Érico Veríssimo, que conquistou o reconhecimento por Melhor Direção de Arte, para Tiza Oliveira.

Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema é uma iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp, do Serviço Social da Indústria – Sesi-SP e do Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo – Siaesp. O objetivo é incentivar a produção cinematográfica nacional, facilitar o acesso às produções brasileiras e formar novos públicos.

“A mostra é uma ótima oportunidade para ver ou rever uma variada produção que tem na diversidade de propostas uma de suas marcas. Além disso, é uma ocasião para apreciar a pluralidade cultural do país e valorizar os talentos brasileiros”, destaca Álvaro Alves Filho, gerente de projetos culturais do Sesi-SP.

Confira as sinopses dos filmes que integram a mostra e a programação completa no site do Sesi Cultura.

Serviço

Mostra Vencedores do 10º Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema

Filmes longas-metragens: Faroeste Caboclo, As Hiper Mulheres, Flores Raras, O que se Move, Super Nada, Tatuagem e o Tempo e o Vento. Curta-metragem: Preto ou Branco!

Período: de 8 de outubro a 21 de novembro

Locais:

Grande São Paulo e litoral: Cotia (11) 4612-3323, Cubatão (13) 33632658, Mauá (11) 4542-8977 e São Caetano do Sul (11) 4233-8038

Interior do Estado: Araraquara (16) 3337-3100, Bauru (14) 3104-3911, Birigui (18) 3641-7370, Campinas (Amoreiras) (19) 3772-4184, Campinas (Santos Dumont) (19) 3225-7580, Cruzeiro (12) 3141-1550, Franca (16) 3712-1621/1620, Indaiatuba (19) 3875-9000, Itapetininga (15) 3275-7949, Jundiaí (11) 4523 5173, Marília (14) 3417-4500, Matão (16) 3382-6915, Piracicaba (19) 3403-5900, Presidente Prudente (18) 3222-7344, Rio Claro (19) 3527-3120, Santana de Parnaíba (11) 3146-9830, São José do Rio Preto (17) 3224-2499, Sumaré (19) 3854-5855 / 3832-7614, Tatuí (15) 3205-7946 e Taubaté (12) 3633-4699

Entrada gratuita

Fiesp e Sesi-SP abrem mostra gratuita de cinema no Centro Cultural Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

A exibição de 12 filmes – seis longas de ficção e seis documentários – que estão concorrendo ao 10º Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema será realizada a partir desta quarta-feira (26/02).

Serão realizadas exibições no Mezanino do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso.

Elena, de Petra Costa, é um dos filmes em cartaz na mostra. Foto: Divulgação

Elena é um dos filmes em cartaz na mostra no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso. Foto: Divulgação

Os longas-metragens que serão exibidos são: Elena, Meu passado me condena, Ouvir o rio: Uma escultura sonora de Cildo Meireles, Lira paulistana e a vanguarda paulista, Mulheres africanas – A rede invisível, Satyrianas, 78horas em 78 minutos, Mato sem cachorro, Trampolim do Forte, Cores, Na carne e na alma, Vazio coração e O Brasil deu certo. E agora? 

As obras cinematográficas inscritas concorrem em 13 categorias: Filme de Ficção, Filme Documentário, Filme de Curta-metragem, Diretor, Atriz, Ator, Atriz Coadjuvante, Ator Coadjuvante, Roteiro, Montagem, Fotografia, Direção de Arte e Trilha Sonora. A premiação dos melhores em cada categoria será realizada no Teatro do Sesi São Paulo, somente para convidados, em 1º de abril de 2014. Os prêmios em dinheiro totalizam R$ 81 mil.

Dois finalistas de cada categoria serão selecionados por um júri popular (público), que poderá efetuar o voto por meio do site www.sesisp.org.br/premiocinema.

Outros dois finalistas serão selecionados pelos associados do Sindicato da Indústria Audiovisual de São Paulo. O último finalista será escolhido pelo Conselho Curatorial de Organização do Prêmio, totalizando cinco finalistas em cada categoria.

Os vencedores serão determinados por um júri oficial, constituído por profissionais ligados às áreas cinematográfica e cultural.

 

Veja a programação da Mostra de Cinema

Título do Filme Data de exibição Horário Info
100% Boliviano, mano 30/03 16:00
A alma da gente
A batalha do passinho – o filme 11/03 16:00
A busca 22/03 20:00
A cidade é uma só? 29/03 16:00
A coleção invisível
A Floresta de Jonathas 29/03 18:00
A luz do Tom
A memória que me contam
A Nave, uma viagem com a Jazz Sinfônica de São Paulo 31/03 18:00
A sorte em suas mãos
A última estação 17/03 18:00
Alfaiates de Belo Horizonte 30/03 16:00
Amazônia Desconhecida
América – Uma história portuguesa
Amor de Picadeiro 30/03 20:00
Angie
Anita e Garibaldi
Artigas – La redota
As hiper mulheres 29/03 20:00
As horas vulgares
Até que a sorte nos separe 2
Atenciosamente, Lo Turco 30/03 17:00
Boa sorte, meu amor
Bonitinha, mas ordinária
Caleuche – o chamado do mar 14/03 20:30
Carreras
Casa da mãe Joana 2
Chamada a cobrar
Cidade cinza 12/03 16:00
Cine Holliúdy
Colegas 13/03 16:00
COLOSTRO 30/03 19:00
Coração do Brasil
Corda Bamba
Cores 07/03 20:30
Corpo Presente
Crô
Cru
Cuíca de Santo Amaro – Ele, o tal 18/03 16:00
Doce Amianto 21/03 20:30
Doméstica 29/03 14:00
Dores de amores
Dossiê Jango
Dyonélio
Educação sentimental
Elena 15/03 18:00
Ensaio
Esse amor que nos consome 21/03 18:30
Estrada Dom Joaquim Mamemede 30/03 20:00
Eu não faço a menor ideia do que eu tô fazendo com a minha vida 23/03 16:00
Faroeste Caboclo
Fla x Flu – 40 minutos antes do nada
Flores raras
Fora do figurino – As medidas do jeitinho brasileiro
Fragmentos de paixão 19/03 16:00
Francisco Brennand
Giovanni Improtta
Habi, a estrangeira
Hijab – Mulheres de véu
Hoje
Jardim Atlântico – Um musical brasileiro
Jards
Jorge Mautner – O filho do holocausto
Juan e a bailarina
Kátia
Laura 14/03 18:30
Lira paulistana e a vanguarda paulista 13/03 14:00
Mais uma canção
Mais, ou menos, um dia! O descompasso entre a intenção e o arranjo institucional na escola pública. 30/03 16:00
Mar negro 28/03 20:30
Margaret Mee e a flor da lua
Mataram meu irmão
Mato sem cachorro 19/03 14:00
Memória de Rio 30/03 17:00
Meu amigo Claudia 20/03 16:00
Meu passado me condena 11/03 14:00
Meu pé de laranja lima
Minha mãe é uma peça
Minhocas
Morro dos prazeres
Mulheres africanas – A rede invisível 18/03 14:00
Mundo Invisível
Na Carne e na alma 08/03 20:00
Na quadrada das águas perdidas
Nem que tudo termine como antes 30/03 19:00
No lugar errado 16/03 19:00
Noite de reis
Nove crônicas para um coração aos berros 23/03 19:00
O abismo prateado 15/03 16:00
O Brasil deu certo. E agora? 10/03 20:00
O carteiro
O Concurso
O dia que durou 21 anos
O exercício do caos
O Homem Sensorial 30/03 17:00
O inventor de sonhos 16/03 16:00
O Próximo! 30/03 18:00
O Que Se Move 15/03 20:00
O renascimento do parto
O Som ao redor 31/03 20:00
O tempo e o vento
Obrigado Tempestade 30/03 18:00
Odeio o dia dos namorados
Olhe pra mim de novo
Olympias 30/03 20:00
Ouvir o Rio: Uma Escultura Sonora de CIldo Meireles 12/03 14:00
País do desejo
Paixão e acaso 22/03 18:00
Paulo Moura – Alma brasileira
Por que você partiu?
Por Trás do Véu
Pra lá do mundo
Preto ou Branco! 30/03 18:00
Primeiro dia de um ano qualquer 22/03 16:00
Pulmão da arquibancada
Qual é o teu negócio?
Quando eu era vivo
Quase um tango
Raça
Rânia 24/03 18:00
Rapsódia Armênia
Repare bem
Réquiem para Laura Martin
Réus
Santo Marcos 26/03 14:00
São Silvestre 26/03 16:00
Satúrnica 30/03 19:00
Satyrianas, 78 horas em 78 minutos 20/03 14:00
Se puder… Dirija!
Segredos da Tribo
Serra pelada 28/03 18:30
Serra pelada – A lenda da montanha de ouro
Simone
Sobral – o homem que não tinha preço
Solidões
Somos tão jovens 17/03 20:00
Sorria, você está na Barra
Super Nada 24/03 20:00
Tabu
Tainá, a origem
Tatuagem
Tokiori – dobras do tempo 15/03 14:00
Trampolim do Forte 22/03 14:00
Um Pouco Mais de Tempo 30/03 18:00
Uma história de amor e fúria
Vai que dá certo
Vazio coração 09/03 19:00
Vendo ou alugo
Walachai
Xico Stockinger 27/03 16:00

 

Serviço

Mostra de filmes – 10º Prêmio Fiesp/Sesi-SP do Cinema
Filmes: Elena, Meu passado me condena, Ouvir o rio: Uma escultura sonora de Cildo Meireles, Lira paulistana e a vanguarda paulista, Mulheres africanas – A rede invisível, Satyrianas, 78 horas em 78 minutos, Mato sem cachorro, Trampolim do Forte, Cores, Na carne e na alma, Vazio coração e O Brasil deu certo. E agora?
Datas e horários: Primeira parte de 26 de fevereiro a 10 de março. A partir de 11 de março uma nova seleção de filmes segue em cartaz até 31 de março.
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso / Espaço Mezanino (Av. Paulista, 1313 – Cerqueira César – em frente à estação Trianon-Masp do metrô)
Capacidade: 50 lugares
Entrada: franca

Nelson Rodrigues 100 anos: confira os destaques da exposição

Agência Indusnet Fiesp

Entre os destaques da exposição Nelson Rodrigues 100 anos, que acontece no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso de 11 de outubro a 16 de dezembro, há um filme raro dirigido por João Bethencourt (1924-2006). A película, descoberta pelo historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Carlos Fico, no Arquivo Nacional dos Estados Unidos, recupera cenas do cotidiano de Nelson em casa e na redação, em 1968, aos 56 anos.

 

Vestido de Noiva, a peça que revolucionou o teatro moderno brasileiro, é apresentada em grande painel com texto e imagens que evocam o cenário da montagem original: um hospital. Na voz do escritor Ruy Castro, Nelson continua a falar com o visitante que ouve suas frases emblemáticas ao longo da exposição.

O Nelson desportista, tricolor fanático, aparece torcendo no estádio do Maracanã, numa foto; em outra, apresenta-se ao lado dos companheiros do programa esportivo Grande Resenha Facit, primeira mesa-redonda de futebol da TV Globo, um sucesso da emissora exibido de setembro de 1966 a janeiro de 1971. Eclético, por uma única vez foi também ator, e a mostra revela Nelson em cena na peça Perdoa-me por me Traíres.

O autor, muitas vezes provocador, mostrou A Vida como Ela É... Histórias de ciúme, dilemas morais, inveja, adultério e morte foram passando, a partir de 1950, das páginas do jornal Ultima Hora para programa de rádio, filme, peça de teatro e série de televisão.

O visitante pode folhear virtualmente duas fotonovelas digitalizadas – Véu de Noiva e O Justo – em edições raras de 1960.

A exposição ainda apresenta imagens de encenações antológicas do dramaturgo: a primeira montagem de Vestido de Noiva, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, dirigida pelo exigente polonês Zbigniew Ziembinski, em 1943, e imagens de outras produções, como a tragicomédia carioca O Beijo no Asfalto, com Fernanda Montenegro, escrita a pedido da atriz, em 1960.

O ilustrador Marcelo Monteiro, seu antigo parceiro no jornal O Globo, criador dos inesquecíveis Sobrenatural de Almeida, Gravatinha e a Grã-Fina das Narinas de Cadáver, desenhou dez personagens rodriguianos especialmente em cores para a exposição.

Em aparelhos de MP3, os visitantes ouvirão os contos O Monstro e A Noiva da Morte, interpretados pelo elenco da Rádio nacional, em gravações de 1960.

Esse caminho de passagem termina em um grande painel no foyer do Teatro do Sesi São Paulo com uma versão fictícia da primeira página do jornal Última Hora, concebida por Ruy Castro e pelo artista gráfico Hélio de Almeida.

 

Serviço:

Exposição Nelson Rodrigues 100 anos
Local: Térreo Inferior do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (av. Paulista, 1.313 – Metrô Trianon-Masp)
Período expositivo: de 11 de outubro a 16 de dezembro de 2012
Datas e horários: todos os dias, das 11h às 21h, com entrada até 20 minutos antes do fechamento.
Agendamentos escolares e de grupos: de segunda a sexta-feira, das 10h às 13h e das 14h às 17h, pelo telefone (11) 3146-7396
Classificação indicativa: livre

Últimos dias para ver ‘Meu Querido Inimigo’ no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso

Danusa Etcheverria, Agência Indusnet Fiesp 

Mostra reúne 48 painéis ilustrados de diferentes gêneros, que retratam a importância da paz e da tolerância

Ainda dá tempo de conferir no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso a exposição Meu Querido Inimigo. A temporada que se iniciou em maio termina no dia 8 de julho, com visitação aberta ao público, todos os dias com entrada franca.

Organizada pela Biblioteca Internacional da Juventude de Munique em 1994 e trazida pelo Sesi-SP em parceria com a Fundação Santa Maria e a Organização dos Estados Iberoamericanos, do México, a mostra reúne 48 painéis que retratam livros de diferentes gêneros e origens que falam sobre guerra, violência, racismo, preconceito, tolerância, direitos humanos e sonhos de liberdade. Em cada painel, há uma sinopse em português do conteúdo original das publicações.

Grande parte dos livros têm animais como protagonistas de alguma missão de paz. Muitos autores e ilustradores contemporâneos escolhem variações da fábula literária de animais, já que estas histórias, semelhantes às parábolas, são memoráveis e diretas. A seleção oferece títulos com corvos guerreiros, ratos intolerantes, cães agressivos e uma rata invejosa, que provoca uma guerra contra as rãs.

Entre as obras, está o clássico Ferdinando, o Touro, do autor americano Munro Leaf. A história do tourinho pacifista que se nega a brigar, reconhecida como o primeiro livro antibélico da literatura infantil moderna, tem sido contada desde o lançamento do livro, em 1936 (ano em que teve início a Guerra Civil Espanhola).

Somente alguns livros desta seleção referem-se diretamente aos horrores da guerra. A maioria dos títulos trata de suas condições prévias: intolerância, xenofobia, preconceitos às diferenças, abuso de poder, opressão e violência. Frequentemente, os personagens das histórias encontram soluções para os conflitos por meio da razão e da reflexão.

Atividade com o público

Durante a visita, o público é convidado a participar de uma atividade, por meio do projeto Ação Educativa do Sesi-SP, na qual pode elaborar um desenho relacionado à temática da mostra. Todos os desenhos produzidos pelos visitantes posteriormente serão transformados em um mosaico que ganhará destaque no Espaço Cultural Fiesp – Ruth Cardoso.

Serviço:
Exposição Meu Querido Inimigo
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso
Endereço: Av. Paulista, 1313 (metrô Trianon-Masp) – Tels.: (11) 3146-7405/06
Visitação: 5 de junho a 8 de julho de 2012
Horário: segunda-feira, das 11h às 20h; terça a sábado, das 10h às 20h e domingo, das 10h às 19h
Agendamento de grupos: tel. (11) 3146-7396
Entrada franca. O espaço tem acessibilidade

Leia mais

CBVE apresenta perfil do voluntariado empresarial

Agência Indusnet Fiesp,

Heloísa Coelho, secretária-exec. do CBVE

O debate Universidades, Responsabilidade Social Empresarial e Voluntariado, realizado nesta quinta-feira (25), foi um dos mais concorridos de toda a 4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental da Fiesp/Ciesp . A reunião, que aconteceu na sede da Federação das Indústrias, fechou o terceiro e último dia do evento.

O painel foi mediado por Simone Nascimento, diretora do Comitê de Responsabilidade Social (Cores), núcleo responsável pelo evento. Wanda Engel, presidente do Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial (CBVE), apresentaria o estudo inédito Perfil do Voluntariado Empresarial no Brasil II , mas não pode comparecer, e pediu à Heloísa Coelho, secretária-executiva do CBVE que a representasse.

Segundo Coelho, a pesquisa será realizada a cada dois anos, para monitorar a evolução do voluntariado nas empresas comprometidas e dar norte às ações. “As empresas estão percebendo que com o voluntariado empresarial a imagem delas melhora muito com o público interno e externo”, ressaltou.

De acordo com o estudo, empresas nas quais os diretores participam de projetos voluntários o número de funcionários que também colaboram nas atividades sobe, o que comprova a importância de se dar o exemplo. Além disso, afirmou a secretária, “atualmente as empresas valorizam mais a experiência em trabalho voluntário na hora de contratar novos colaboradores”.

A principal área de atuação do voluntariado empresarial no Brasil é a educação. Em 2007, 72% das empresas atuaram nessa área e, em 2010, a porcentagem saltou para 78,1. Esse dado mostra que as empresas estão em consonância com o que pensa a sociedade.

Recentemente, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, órgão consultivo da Presidência da República, apresentou na Fiesp os pontos prioritários para o crescimento do País, e um deles é exatamente a educação.

Para saber mais sobre o assunto, 
clique aqui .

Outro dado positivo é o valor do investimento em voluntariado. Em 2007, quando se realizou o primeiro “Painel”, 19% das empresas afirmaram investir acima de R$ 200 mil. Em 2010, esse número subiu para 35%. “As empresas estão dispostas a aumentar os investimentos”, disse Coelho.

Felicidade no trabalho é sinônimo de produtividade

Agência Indusnet Fiesp,

Para alcançar a sonhada competitividade e alto desempenho, cada vez mais as empresas voltam os olhos para o chão de fábrica do que para o lado de fora. Executivos e CEOs estão entendendo que a base de uma excelente performance empresarial está nas mãos de seus colaboradores. Porém, esses colaboradores precisam estar motivados. E essa motivação nem sempre, ou quase nunca, está associada à remuneração, mas sim à felicidade no trabalho.

Durante a 4ª Mostra de Responsabilidade Socio Ambiental da Fiesp, especialistas apresentaram a técnica da Felicidade Interna Bruta (FIB), que apesar de ter mais de 40 anos ainda é pouco difundida no Brasil.

Este mecanismo baseia-se na premissa de que o objetivo principal de uma sociedade não deveria ser apenas o crescimento econômico, mas a integração do desenvolvimento material com o psicológico, o cultural e o espiritual.

A base do FIB está fixada em nove pilares: uso do tempo, educação, meio ambiente, padrão de vida, bem-estar psicológico, saúde, vitalidade comunitária, cultura e governança.

“O FIB é essencial para a empresa melhorar suas relações com seus funcionários e clientes, gerando assim uma baixa rotatividade de mão de obra, alta satisfação por parte dos clientes e crescente produtividade e inovação”, explicou a antropóloga norte-americana Susan Andrews. “O simples fato de o funcionário parar o que está fazendo e usar o diafragma para respirar já muda o seu comportamento e eleva os níveis de produção”, completou.

O FIB é um indicador sistêmico desenvolvido no Butão (pequeno país dos Himalaias, no Sul da Ásia, entre a China e a Índia). O conceito nasceu em 1972, elaborado pelo rei butanês Jigme Wangchuck.

Desde então, o reino de Butão, com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), começou a colocar esse conceito em prática. E atraiu a atenção do resto do mundo com sua nova fórmula para medir o progresso de uma comunidade ou nação.

Assim, o cálculo da riqueza deve considerar outros aspectos além do desenvolvimento econômico, como a conservação do meio ambiente e a qualidade de vida das pessoas.

Empresas debatem eficiência energética

Agência Indusnet Fiesp,

A sustentabilidade é estratégica em função das alterações climáticas, da tendência de aumento populacional no mundo, da necessidade de economizar dinheiro, entre outros motivos. O assunto, é claro, passa pela geração de energia.

O debate “Energia Elétrica e Meio Ambiente – cases de empresas”, foi realizado nesta quarta-feira (25), segundo dia da 4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental da Fiesp/Ciesp, que acontece na sede da federação, na Avenida Paulista, na capital de São Paulo.

O painel foi mediado pelo prof. dr. Marco Antônio Seidel, da Universidade de São Paulo, que explicou seu objetivo: “Apresentar e debater a aplicação de conceitos e técnicas para melhorar a questão socioambiental nas empresas”.

O engenheiro da Weg Motores, Helder Pires Luca, destacou uma recente geração de motores que utilizam ímãs permanentes para a aplicação de força motriz.

De acordo com ele, até 50% a 60% do gasto de energia elétrica em indústrias se dá com motores elétricos. Por isso, o desenvolvimento dessa área é constante: “Os motores estão cada vez menores, mas com a mesma eficiência ou até maior”, salientou Luca.


Soluções para horários de pico
Carlos Alberto dos Santos, da Stemac Grupos Geradores, apresentou soluções em motogeradores movidos a diesel, gás e biogás. “Geradores deixaram de ser equipamentos somente para quando não há energia disponível comercialmente para sanar deficiências em grandes cidades, pois a energia natural está mais escassa”, informou.

Santos explicou que geradores são boas soluções para horários de pico, quando a energia é mais cara. Segundo o engenheiro, a cogeração de energia é uma solução viável e econômica, já que o calor emitido pelos sistemas – geralmente desperdiçado – pode ser reaproveitado em empresas que usam sistemas de aquecimento ou resfriamento da água.


Diagnóstico de eficiência
Mariana Meirelles Shouten, uma das responsáveis pelo Arranjo Produtivo Local (APL) das Cerâmicas de Tambaú, ressaltou a importância de se conscientizar micro, pequenos e médios empresários sobre a necessidade de realizar um diagnóstico de eficiência de energia elétrica, visando a melhoria do processo produtivo e, consequentemente, a economia de energia e dinheiro.

“É possível reduzir o custo da energia em até 40%”, afirmou, enfatizando que para isso é necessário ter boas informações sobre o consumo. “O Ministério de Minas e Energia não divulga seus incentivos”, pontuou.

No encerramento da mesa-redonda, o professor Seidel ressaltou que os empresários e funcionários precisam mudar seu comportamento, e resumiu o debate: “A qualidade energética interfere diretamente na qualidade do produto”.

Vulnerabilidade das cidades é resultado da falta de planejamento

Agência Indusnet Fiesp,

A urbanização acelerada e sem planejamento é uma das principais causas da vulnerabilidade das cidades, gerando poluição, acidentes de trânsito, enchentes, deslizamentos, doenças e violência.

Esse foi o quadro apresentado nesta quarta-feira (25) na mesa-redonda “Vulnerabilidade das Cidades Brasileiras – qualidade do ar, da água e resíduos”, na 4ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), outros fatores contribuem para agravar a situação, como a globalização de um modo de vida pouco saudável, com sedentarismo, alimentação rápida e muito estresse, e o envelhecimento demográfico, que produz aumento de doenças crônico degenerativas, entre as quais câncer, Mal de Alzheimer e osteoporose, além de problemas emocionais, como a depressão.

Aumento populacional agrava problemas
A assessora de Atenção Básica da Secretaria Municipal da Saúde, Eunice E. Kishinami, alertou que muitos problemas devem se agravar nos próximos vinte anos, quando a população da região metropolitana de São Paulo deverá dobrar.

“A cidade de São Paulo ocupa apenas 1% do território do estado, mas abriga mais de ¼ da sua população”, comparou ela.

As péssimas condições em que 30% da população vivem acaba refletindo na saúde. “Enchentes aumentam o risco de leptospirose, diarréia e hepatite A; moradias precárias aumentam a incidência de doenças respiratórias e alérgicas; deslizamentos podem matar. Percebemos que as consequências são mais perversas quanto mais pobre é a população”, observou Kishinami.


Atenção especial à família
Segundo a assessora, a Prefeitura de São Paulo tem procurado minimizar esses danos, por meio de um trabalho constante, com foco na prevenção, realizado por meio de 893 equipamentos de saúde.

“Dentro do programa de atendimento à família, com o apoio de parcerias, montamos 1.194 equipes, abrangendo cerca de 15 mil funcionários. É o maior serviço do tipo em todo o Planeta”.


Inspeção equivale à retirada de veículos
Para Harold Peter Zwtkoff, presidente da Controlar, concessionária responsável pela inspeção veicular obrigatória em SP, a vulnerabilidade da cidade está diretamente ligada à poluição.

“São Paulo é a quinta cidade mais poluída do mundo. Há dias em que os índices atingem três vezes o limite aceitável. E 97% do monóxido de carbono existente no ar saem dos escapamentos de automóveis”, disse ele.

O resultado disso é que a poluição mata 20 pessoas por dia e reduz em um ano e meio da expectativa das pessoas que vivem na metrópole paulista, segundo o Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Universidade de São Paulo. “A cidade gasta quase um milhão de reais por dia em internação e tratamentos decorrentes da poluição”, informou Dr. Harold.


Motos poluem sete vezes mais
Para o presidente da Controlar, a inspeção veicular tem contribuído para diminuir os danos causados pela poluição. Apenas a inspeção feita no ano passado equivale à retirada de 522 mil veículos de circulação. Mas ainda há muito a ser feito. As motos, que poluem sete vezes mais do que os carros, só agora começam a ser alvo da inspeção.


Mostra é um projeto
Carlos Maluf Sanseverino, presidente da Comissão de Sustentabilidade e Meio Ambiente da OAB/SP, que mediou o debate, lembrou que os problemas enfocados estão longe de serem resolvidos, mas que a troca de informações é fundamental para o encaminhamento. “Para mim, a Mostra Socioambiental da Fiesp é muito mais do que um evento: é um projeto”, concluiu.

Perfil do voluntariado empresarial no Brasil será lançado na 4ª Mostra de Responsabilidade

Agência Indusnet Fiesp,

4ª edição da Mostra de Responsabilidade Socioambiental Fiesp/Ciesp traz inúmeras novidades. Entre elas, o lançamento da segunda pesquisa Perfil do Voluntariado Empresarial no Brasil, inédita e que acaba de sair do forno. O levantamento foi realizado entre os meses de agosto e dezembro de 2009, com empresas do Norte a Sul do País. A primeira edição do perfil saiu em 2007.

O estudo sinaliza o que mudou na prática do voluntariado empresarial brasileiro e responde a inúmeros questionamentos, entre os quais se houve avanços e se as empresas estão valorizando mais as ações neste setor.

A avaliação dos números será feita por Wanda Engel, presidente do Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial (CBVE), ex-ministra de Assistência Social (1999-2002) e atual superintendente-executiva do Instituto Unibanco. Os dados serão apresentados no painel Cases: Universidades, Responsabilidade Social Empresarial e Voluntariado, nesta quinta-feira (26).

Pelo estudo, já é possível detectar uma mudança nas ações desenvolvidas pelas empresas. Antes, o foco era a Terceira Idade; hoje, crianças e adolescentes. O e-mail tem sido o meio de comunicação mais eficiente para divulgação. E, quando o assunto é dinheiro, mais de 35% das empresas ultrapassam a faixa dos R$ 200 mil/ano em investimentos nas ações de voluntariado.


Indicadores de avaliação
Outro importante resultado a ser divulgado diz respeito ao aumento expressivo de empresas que possuem indicadores de avaliação. Entre os destaques, o fato de as empresas valorizarem cada vez mais a experiência em trabalho voluntário na seleção de seus novos colaboradores e a disposição de aumentar investimentos nesse setor.

Um dos incentivos é o expressivo retorno constatado, especialmente em relação à consolidação dos valores éticos e a melhoria de relação empresa/comunidade.

Pesquisa Perfil do Voluntariado Empresarial no Brasil II contou com o patrocínio da Accenture, Instituto Unibanco, Souza Cruz, Fundação Itaú Social, Kraft Foods, Vale, Banco Bradesco, Unimed-Rio, Metro-Rio, Light, Wartsila e Wilson, Sons.

Também participarão da apresentação de cases: a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com o Projeto e Pesquisa em Engenharia Química (Propeq), e a Universidade Federal Fluminense, que vai expor o E-Learning: uma possível ferramenta de gestão da diversidade.


Serviço
4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental da Fiesp/Ciesp
Tema:Desastres climáticos, epidemias, pandemias, drogas e envelhecimento – Ação coordenada para a sustentabilidade global
Data: De 24 a 26 de agosto de 2010
Local: Sede da Fiesp, Avenida Paulista, 1313 (em frente ao Metrô Trianon)
Mesa-redonda: Cases
Universidades, Responsabilidade Social Empresarial e Voluntariado, no dia 26/8 (quinta-feira) a partir das 15h30, no 11º andar
Informações e inscrições gratuitas: http://www.fiesp.com.br/socioambiental/



São Paulo está entre as 21 cidades sustentáveis do mundo

Agência Indusnet Fiesp,

João Lins, economista da Pricewaterhouse Coopers

Conciliar ação e planejamento é o maior desafio para que as grandes metrópoles se mantenham entre as cidades sustentáveis no futuro.

Este foi o diagnóstico apresentado nesta quarta-feira (25) pelo economista João Lins, da Pricewaterhouse Coopers, durante a 4ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental , na mesa-redonda que tratou de Desenvolvimento e Sustentabilidade. 

No relatório Cidades de Oportunidades, foram ranqueados 21 municípios ao redor do mundo que apontam os melhores vetores para atratividade de investimentos e de talentos, observados a partir do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). São Paulo aparece em 17º lugar, à frente de Santiago, México City, Mumbai e Joanesburgo.

Alguns dos critérios levados em conta na seleção das 21 cidades foram os seguintes: ser um centro de mercado de capitais regional, ter boa distribuição geográfica e apresentar equilíbrio entre as economias maduras e emergentes.

“A avaliação foi feita com 10 indicadores principais, mas considerou 58 variáveis”, explicou Lins. Ele destacou ainda que se a cidade de São Paulo fosse um estado, ela seria a 45ª economia mundial.

O relatório é produzido desde 2002, mas a capital paulista começou a aparecer na listagem nos dois últimos anos. “Isso é resultado do que está acontecendo na economia do País”, justificou.

Os melhores posicionamentos da representante brasileira no relatório são: o custo de operação (11º lugar) e demografia e qualidade de vida (9º lugar).

Já as piores indicações dizem respeito a transporte e infraestrutura (2ª pior colocação, atrás somente de Joanesburgo) e saúde e segurança (3ª pior, perdendo somente para Mumbai e Joanesburgo).


Resultados
De acordo com Lins, as principais conclusões mostram que “a visão holística é a base para a construção do sucesso das cidades”.

As metrópoles precisam investir em:

  • Qualidade de vida como ativo importante: atração de talentos e negócios;
  • Busca de sustentabilidade no longo prazo;
  • Infraestrutura;
  • Gestão das cidades integrada aos diferentes tipos de inovação;
  • Serviços focados no cidadão através de diferentes canais, alavancando parcerias;

Colaboração com outras cidades de forma inovadora.

Lins defende que o Poder Público não é suficiente para transformar as cidades. “Ele pode ser um catalisador para construir o futuro, mas é necessário parceria com o setor privado e com a sociedade civil”, acrescentou.

Compõem o ranking as seguintes as metrópoles: Nova York, Tóquio, Londres, Paris, Seul, Chicago, Hong Kong, Pequim, Los Angeles, Cingapura, Xangai, Sydney, São Paulo, Estocolmo, México City, Toronto, Mumbai, Frankfurt, Santiago, Dubai e Joanesburgo.

É possível envelhecer bem e de maneira saudável

É preciso estabelecer novo paradigma quando o assunto é saúde e envelhecimento bem-sucedido. Ao invés de se lidar com a doença crônica, a prescrição é o controle crônico.

A receita foi dada nesta terça-feira (24) pelo médico Luis Roberto Ramos, chefe do Departamento de Medicina Preventiva, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “A qualidade de vida não é etérea, hoje ela é quantificável”, brincou.

O processo de envelhecimento saudável e a manutenção da capacidade funcional foram temas debatidos na 4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental Fiesp/Ciesp, na mesa-redonda “Envelhecimento e capacidade funcional – Desafio para as empresas e o País”.

Para Ramos, a enfermidade é só a ponta do iceberg. O problema a ser sanado é a manutenção da capacidade funcional e como o indivíduo enfrenta a moléstia. Aliás, ele alerta que “o céu é o limite, e praticamente todo mundo precisa gerenciar uma ou outra doença crônica na vida”.

Por meio do financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), serão incentivados projetos que promovam o exercício físico – com o bairro amigo dos idosos –, visando tornar ativos os que se encontram sedentários e, de quebra, promover a inclusão social.

Ramos deu, inclusive, uma dica preciosa: computador não é só para os jovens. É uma ótima ferramenta para o treinamento cognitivo e, além do mais, promove a inclusão digital, na opinião dele.


Pesquisa para o bem-estar

Estudo realizado pela Unifesp ao longo de quatro anos junto à comunidade de pessoas idosas, na Vila Clementino (zona Sul de São Paulo), confirmou o que senso comum diz: é fato que os homens morrem mais do que as mulheres.

E revelou novos dados. Quem já esteve anteriormente internado é portador de um marcador: tem mais chance de morrer do que aquele que nunca frequentou corredores hospitalares.

Outra constatação é que os que sofrem perdas de memória morrem duas vezes mais do que os sãos e os indivíduos com problemas de funcionalidade morrem três vezes mais do que aqueles que conseguiram preservar sua autonomia. Diante dessa radiografia, o melhor é manter-se mais do que ativo.

Para Ramos, o geriatra não consegue vislumbrar sozinho todo esse cenário do paciente e necessita do apoio de especialidades diversas: enfermaria, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, assistência social, psicologia, nutrição, odontologia e educação física.


Estilo de vida
Fernando Bignardi, coordenador do Centro de Estudos do Envelhecimento e do Núcleo de Transdisciplinaridade aplicada à Saúde Corporativa da Unifesp, complementou esse exame acrescentando que a maneira como se vê a vida – um copo vazio ou cheio – tem impactos no bem-estar do indivíduo.

O médico citou estudo publicado pela renomada revista Nature, em 2001, constatando que o diabetes tipo II é motivado mais pelo estilo de vida (53%) do que pela genética (17%). Já o estudo Aging Well (2002) detectou outro termômetro: o papel do perdão na longevidade. “A doença é também um fenômeno ecológico”, diagnosticou.

Bignardi apresentou, ainda, case de “gerenciamento de crise” entre quinze executivos de uma grande rede de São Paulo. A mudança veio acompanhada da perda do centro de equilíbrio, encurvando a postura física, fato que gerou reflexos no sistema respiratório, no sono e no excessivo consumo de carne vermelha, devido à cobrança de agressividade em um ambiente fortemente competitivo, levando a alterações metabólicas. Esses fatores associados criam um indicador de “insustentabilidade pessoal”, explicou o médico, ao tratar do tema saúde corporativa.

A profilaxia foi a mudança de hábitos alimentares, a higiene do sono, o uso da homeopatia e técnicas de relaxamento que, após oito meses, resultaram em boa resposta sistêmica. “O modelo médico mecânico convencional não atende à complexidade do ser humano”, disse ao defender a avaliação quântica do ser humano como um todo.

Tem início a 4ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental

Agência Indusnet Fiesp,

Eliane Belfort, diretora do Comitê e vice-presidente do Conselho de Responsabilidade Social da Fiesp

Todo cidadão tem direito à vida com qualidade, especialmente os moradores das metrópoles. A afirmação feita por Eliane Belfort, diretora do Comitê e vice-presidente do Conselho de Responsabilidade Social da Fiesp, reflete a preocupação com o tema “Saúde, qualidade de vida e bem-estar social” eleito para esta 4ª edição da Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental.

“O debate de temas de interesse de todos é um marco para a indústria paulista”, ela afirmou nesta terça-feira (24), na abertura do evento, ao reforçar o necessário diálogo tripartite entre governos, empresas e sociedade civil.

O empresário Benjamin Steinbruch,no exercício da presidência da Fiesp

Ao cumprimentar os presentes à cerimônia, Benjamin Steinbruch, no exercício da presidência da Fiesp, brincou com a expressão ambientalista-empresário e empresário-ambientalista. E explicou:

“As expressões se completam, não há mais essa dissociação. É preciso um esforço conjunto em busca de soluções para o desenvolvimento sustentável. No caminho para cá fiquei pensando o que é responsabilidade social. A responsabilidade social sou eu, é um pedacinho de cada um de nós”.

Esse ponto de vista foi complementado por Nelson Pereira dos Reis, vice-presidente e diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp.

Nelson Pereira dos Reis,vice-presidente e diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp

“A indústria entende o desenvolvimento de maneira sustentável, respeitando as conformidades ambientais, atenta à justiça social e às boas práticas”, sinalizou.Ao lembrar que se vive um momento diferenciado, quando há tudo por fazer ainda, Steinbruch frisou que “esse desafio é o que nos motiva e nos leva a propor coisas factíveis, com responsabilidade. Eu cresci ouvindo que o Brasil era o país do futuro e, quando chegava o momento, isso não se viabilizava. Hoje, o Brasil é o país do presente, não dito por nós, mas dito por todos. Cabe, portanto, a cada um conduzir o País que quer ser uma potência. Para mim, é uma satisfação ser brasileiro, neste momento”.


Engenharia ambiental

A equação da economia verde tem, em sua raiz, a qualidade de vida, a produção sustentável e a distribuição de renda. A maior oferta de serviços à comunidade deve ter em sua estrutura não só a engenharia econômica, mas especialmente a ambiental.

A metáfora usada por Casemiro Tércio dos Reis Lima Carvalho, secretário-adjunto de Estado do Meio Ambiente, representando o governador Alberto Goldman, reflete a minimização do uso de bens finitos e a maximização dos renováveis. “O governo não pode falar sozinho, nem a indústria. Acreditamos no diálogo”, sinalizou ao tratar de uma agenda ambiental sólida.

Entre as autoridades presentes à abertura da Mostra, Rômulo Paes de Souza (secretário-executivo do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome-MDS); João Carlos Maranha (secretário-adjunto de Desenvolvimento do Estado de São Paulo); Jorge Parente (presidente de Responsabilidade Social da Confederação Nacional das Indústrias-CNI); e Walter Lazzarini (presidente do Conselho de Meio Ambiente da Fiesp).

Ciesp traz série especial de cases para 4ª Mostra Socioambiental

Agência Indusnet Fiesp,

Começa nesta terça-feira (24), e vai até quinta (26), a 4ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental , na sede das entidades, em São Paulo. O tema desta edição é: “Desastres climáticos, epidemias, pandemias, drogas e envelhecimento – Ação coordenada para a sustentabilidade global “.

Para o diretor de Responsabilidade Social do Ciesp, Vitor Seravalli, o caminho a percorrer é longo, uma vez que, segundo ele, o perfil do empresário ainda é o do assistencialismo e há pouca consciência a respeito da sustentabilidade como ação estratégica para os negócios.

“Costumamos definir responsabilidade ambiental como uma forma especial de conduzir negócios. Especialmente porque a empresa se torna corresponsável no desenvolvimento da sociedade”, afirma Seravalli.

Segundo o diretor, ações sociais ou ambientais hoje se tornaram investimentos. “A geração de lucro é por si mesma uma ação social da empresa, mas esse lucro deve ser sustentável. A compreensão desses valores, pelo empresário, vai torná-los estratégicos para empresa”, acrescenta.

O Ciesp terá participação especial na Mostra, com uma reedição dos principais cases de sucesso levados aos Fóruns Sesi/Ciesp de Sustentabilidade. Para Seravalli, o ciclo de eventos pelo interior paulista – que já teve nove edições, desde o final do ano passado – tem estimulado a gestão da responsabilidade social nas empresas.

“A iniciativa tem consolidado uma visão mais abrangente da responsabilidade social. As apresentações de cases de sucesso, por exemplo, tem proporcionado um melhor entendimento entre os empresários”, avalia o diretor do Ciesp.


Sustentabilidade e inclusão

Serão quatro mesas-redondas coordenadas pelo Ciesp na Mostra. O primeiro debate será sobre os investimentos em educação e sua contribuição para a gestão sustentável.

A coordenadora de responsabilidade social corporativa da Totvs, Kelly Lopes, mostrará o programa destinado à formação e capacitação de jovens de baixa renda, provenientes de escolas da rede pública.

Braço social da empresa, o Instituto da Oportunidade Social (IOS) prepara os jovens para o mercado de trabalho e oferece a chance de terem seu futuro transformado. O IOS formou 500 alunos em 2009. Para este ano, o objetivo é diplomar 650 pessoas.

“O nível de empregabilidade é de 35%, a maioria é indicada para trabalhar em empresas clientes”, afirma a coordenadora da Totvs, empresa de software, inovação e suporte à gestão.


Lições cidadãs
Usiminas, Elektro e Cosan são os destaques da mesa-redonda que tratará do investimento social privado e o desenvolvimento local. O assessor de Sustentabilidade da Usiminas, André Chaves de Andrade, falará sobre o compromisso da empresa com as comunidades onde está presente.

A companhia mantém, em cada região, uma série de projetos que contribuem para a melhoria da qualidade de vida, preservação do meio ambiente e inclusão social. Na Baixada Santista, conta com duas iniciativas sociais – Usiminas na Escola e o Projeto Mantiqueira – além de programas culturais e esportivos patrocinados por meio das leis federais e estaduais de incentivo.

O item segurança é um dos quatro pilares do programa de sustentabilidade da Elektro Energia, concessionária que atua em mais de 200 municípios paulistas, com 2 milhões de clientes.

Diferentemente da CPFL ou Eletropaulo, a área de concessão da Elektro é geograficamente descontínua e cobre extensas faixas de preservação ambiental. A empresa trabalha intensamente para evitar acidentes fatais em sua rede. Também ostenta o certificado de “Amiga da Criança”, concedido pela Abrinq, e é signatária do Pacto Global na ONU e dos Objetivos do Milênio.


Referências

A inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho será tema de debate da jundiaiense Astra, indústria do setor da construção civil, e a escola Senai Ítalo Bologna, de Itu, dirigida pelo professor Helvécio Siqueira de Oliveira. Considerada o principal centro de capacitação de PCDs do estado de São Paulo, a escola atua em 418 municípios, distribuídos em 22 estados.


Serviço

4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental da Fiesp/Ciesp
Tema: Desastres climáticos, epidemias, pandemias, drogas e envelhecimento – Ação coordenada para a sustentabilidade global
Data: De 24 a 26 de agosto de 2010
Local: Sede da Fiesp, Av. Paulista, 1313 (em frente ao Metrô Trianon)
Informações e inscrições gratuitas:
www.fiesp.com.br/socioambiental/

Saúde corporativa em destaque para debater a Síndrome de Burnout entre executivos

Agência Indusnet Fiesp,

O processo de envelhecimento saudável e a manutenção da capacidade funcional são desafios não só para os países, mas especialmente para as empresas. Por isso mesmo, o tema saúde corporativa está sendo cada vez mais discutido.

4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental Fiesp/Ciesp, que acontece entre 24 e 26 de agosto, dará ênfase ao assunto com a participação de dois especialistas: os professores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Luis Roberto Ramos (chefe do Departamento de Medicina Preventiva), que tratará de epidemiologia; e Fernando Bignardi (coordenador do Centro de Estudos do Envelhecimento e do Núcleo de Transdisciplinaridade aplicada à Saúde Corporativa).

Os pesquisadores integrarão a mesa-redonda “Envelhecimento e capacidade funcional – Desafio para as empresas e o País“, na terça-feira (24), das 14h às 15h30, quando apresentarão estudos feitos sobre os temas e o impacto causado na sociedade e nas empresas.

Efeito dominó
Munidos de recursos para abordagem no ambiente corporativo, mostrarão case de “gerenciamento de crise”, pelo viés da saúde, em uma empresa que trocou um modelo participativo por outro com alta cobrança de metas. Essa mudança criou o chamado “efeito dominó” entre os gerentes.

Afetou primeiramente a postura física dos executivos que, fora de seu centro de equilíbrio, repercutiu no sistema respiratório, alterou o sono, enfatizou o esgotamento e intensificou o consumo de carne vermelha, devido à cobrança de agressividade em um ambiente fortemente competitivo.

A somatória desses erros metabolizou uma bomba prestes a explodir: doenças cardiovasculares, obesidade, dores nas articulações e distúrbios hormonais. Trata-se da Síndrome do Burnout, a “queima” de um executivo que se torna incapacitado para o trabalho.

Nesse ensaio clínico, constou do “sumário executivo” rígido controle alimentar, higiene do sono, intervenção homeopática, técnicas de relaxamento, meditação e adoção de nova postura física, um programa que foi desenvolvido ao longo de oito meses.

Houve uma boa resposta sistêmica, segundo os especialistas. O modelo gerou um protocolo terapêutico que, testado no ambiente corporativo, mostrou-se eficaz na transformação do estilo de vida.

“Quando uma pessoa se distancia da sua missão de vida, cria-se um indicador de ‘insustentabilidade’ pessoal. A doença aparece em função do estilo que adota: o que se come, quais atividades físicas faz e se olha a vida como um copo vazio ou cheio”, explicam.


Mudança de paradigma
O envelhecimento saudável é outro ponto a ser tocado pelos palestrantes. No Brasil, o envelhecimento da população se dá de forma rápida e intensa em comparação com a Europa. Mas, ao mesmo tempo, convive-se com sintomas do subdesenvolvimento, como a malária e a diarréia, segundo o médico Bignardi, que alerta: “Para fazer a diferença é preciso promover a saúde”.

A população tem vivido mais. É preciso promover a mudança de paradigma, alerta Bignardi: “Saúde a gente conquista no presente”. Há, portanto, duas opções, em sua análise.

A primeira é a adoção de hábitos saudáveis, como boa alimentação e atividades físicas, auxiliares preciosos no processo do bom envelhecimento. E a outra, aprender a conviver com limitações derivadas de doenças crônicas, que podem afetar a independência e autonomia de uma pessoa idosa, necessitando de cuidados pelo resto da vida.

O salto a ser dado para superar o problema, na opinião do pesquisador da Unifesp, é trocar o modelo médico convencional com diversos tratamentos que não dão conta da complexidade do processo do envelhecimento. Isso leva o paciente a ingerir grande quantidade de comprimidos no dia a dia.

Bignardi apontou a adoção do modelo quântico – com suas cinco dimensões: física, metabólica, vital, mental e supramental – para uma ação multidimensional diante da doença crônica, comum também no meio corporativo e não só entre idosos.

“O grande diferencial é a possibilidade de tratar do desvio original e não apenas das consequências isoladas”, finaliza.


Serviço
4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental da Fiesp/Ciesp
Tema: Desastres climáticos, epidemias, pandemias, drogas e envelhecimento – Ação coordenada para a sustentabilidade global
Data: De 24 a 26 de agosto de 2010
Mesa-redonda:Envelhecimento e capacidade funcional – Desafio para as empresas e o País, terça-feira (24), das 14h às 15h30, Sala Executiva, 15º andar
Local: Sede da Fiesp, Av. Paulista, 1313 (em frente ao Metrô Trianon)
Informações e inscrições gratuitas:
http://www.fiesp.com.br/socioambiental/

Senai-SP mostra carro elétrico da Fiat e medição de gases poluentes em moto

Agência Indusnet Fiesp,

Escola Senai Conde José Vicente de Azevedo, referência em capacitação profissional para a área automobilística, demonstrará a medição de gases poluentes em uma motocicleta durante a 4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental, promovida pela Fiesp/Ciesp de 24 a 26 de agosto.

Neste ano, esse tipo de veículo passou a integrar o escopo do Programa Ambiental de Inspeção Veicular, criado em 2008 com o objetivo de diminuir a emissão de poluentes da frota paulista.

Para que a iniciativa fosse adotada na cidade, a empresa Controlar, responsável pela operacionalização do programa, contratou o Senai-SP para a capacitação dos inspetores responsáveis pela medição dos gases nos automóveis. Atualmente, estima-se que cerca de mil ex-alunos da escola estejam atuando nessa atividade.

Segundo a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), os mais de seis milhões de veículos do município são responsáveis por três milhões de toneladas de gases nocivos, o que faz de São Paulo a quinta cidade mais poluída do mundo.

Carro elétrico
Outra ação promovida pela escola Senai-SP de automobilística é a apresentação, em frente ao prédio da Fiesp, do veículo elétrico desenvolvido pela Fiat em parceria com a usina hidrelétrica de Itaipu, a controladora de hidrelétricas suíças Kraftwerke Oberhasli (KWO) e empresas, além de instituições de pesquisas.

O automóvel de modelo compacto tem autonomia de 120 quilômetros, e seu câmbio é substituído por um mecanismo similar a um joystic, que aciona as posições de drive, neutro e ré. Sua bateria de níquel está localizada no porta-malas e o tempo de recarga total é de oito horas, sendo o consumo para cada 100 quilômetros de 15kwh.

Segundo a montadora, o consumo de combustíveis fósseis é a principal causa do aquecimento global e 75% das emissões de CO², nos últimos 20 anos, são derivados da queima desse tipo de energia.

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) há tempos promovem workshops e debates com o objetivo de buscar soluções viáveis respeitando o meio ambiente.

Nesse sentido, uma mesa-redonda sobre “Vulnerabilidade das cidades brasileiras – qualidade do ar, da água e dos resíduos” será realizada na tarde do dia 25 de agosto, com os seguintes debatedores:

  • Harald Peter Zwetkoff, presidente da Controlar;
  • Andréa Young, do grupo de estudos da população da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp);
  • José Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE);
  • Magda Lombardi, da Universidade Estadual Paulista (Unesp-Rio Claro);

Representante da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).


Serviço

4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental da Fiesp/Ciesp
Tema:“Desastres climáticos, epidemias, pandemias, drogas e envelhecimento – Ação coordenada para a sustentabilidade global”
Data: 24 a 26 de agosto de 2010
Mesa-redonda: “Vulnerabilidade das cidades brasileiras – qualidade do ar, da água e dos resíduos”, dia 25 de agosto, das 15h30 às 17h, no Salão Nobre, no 15º andar
Local: Sede da Fiesp, Av. Paulista, 1313 (em frente ao Metrô Trianon)
Informações e inscrições gratuitas:http://www.fiesp.com.br/socioambiental/

Mostra de Responsabilidade Socioambiental terá apresentações culturais

Agência Indusnet Fiesp,

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) promove, entre 24 e 26 de agosto, a 4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental Fiesp/Ciesp, na sede da entidade, à avenida Paulista, na capital.

O evento é composto por três pilares: o congresso, o espaço de exposições e atividades culturais. O objetivo é funcionar como uma plataforma de debate e divulgação das práticas realizadas por diversos setores, como governos, empresas e sociedade civil.

Entre as apresentações culturais, o projeto “Treme Terra”, que se apresenta ao meio-dia e meia, no dia 25 de agosto. O espetáculo foi criado a partir de oficinas de percussão e danças afro-brasileiras ministradas a jovens moradores do Morro do Querosene, em São Paulo. Os artistas utilizam ritmos acústicos tocados em tambores convencionais combinados a sons extraídos de materiais reaproveitados.

Trabalho interessante também é o da atleta paraolímpica Paola Klokler, que representa o Brasil em campeonatos de basquete sobre cadeira de rodas em todo o mundo. Na Fiesp, ela apresentará outra faceta: a de dançarina de dança do ventre.

Já a Trupe Rodapé é um grupo de teatro da Fundação Uniban, formado por jovens e adultos com deficiência decorrente de uma lesão cerebral provocada por diferentes motivos – falta de oxigenação do cérebro durante o parto, traumatismos craniencefálicos em acidentes e outros. O grupo criou a peça Limite do Ser, que aborda deficiências e superações.

Haverá ainda a participação do Palavras de Paz, parceiro da Mostra no ano passado, além de exibições esportivas (Karatê e Tae Kwondo) e musicais (Camerata, Coral e Orquestra de Câmera).

O espaço de atividades culturais da Mostra reunirá diversas iniciativas de inclusão social e de expressão artísticas, promovendo a cidadania, um dos objetivos trabalhados neste evento de Responsabilidade Socioambiental promovido anualmente.


Serviço
4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental da Fiesp/Ciesp
Tema: Desastres climáticos, epidemias, pandemias, drogas e envelhecimento – Ação coordenada para a sustentabilidade global
Data: De 24 a 26 de agosto de 2010
Local: Sede da Fiesp, Av. Paulista, 1313 (em frente ao Metrô Trianon)
Informações e inscrições gratuitas:
http://www.fiesp.com.br/socioambiental/

Giovane Gávio, Montanaro e Ana Mozer debatem inclusão social

Agência Indusnet Fiesp,

Na próxima terça-feira (24), das 14h às 15h30, dentro da programação da 4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental da Fiesp/Ciesp, os atletas Giovane Gávio, José Montanaro Jr. e Ana Mozer debatem com os participantes sobre “Inclusão Social por meio do Esporte”. A atividade física é estratégia eficiente de inserção.

Um dos melhores jogadores da geração de ouro do voleibol brasileiro, Giovane Gávio contará sua experiência como treinador do time de voleibol Unisul, especialmente situações vividas nas quais teve oportunidade de integrar diversos jovens de Joinville e região de Santa Catarina à prática da modalidade, bem como revelar novos talentos.

Hoje, aos 39 anos e bicampeão olímpico, Giovane atua como técnico do time do Sesi-SP e já conquistou o bicampeonato da Copa São Paulo (2009/2010) e o Campeonato Paulista (2009).

Já Montanaro, atual gestor das categorias de base das equipes masculina e feminina de vôlei do Sesi-SP, tratará da importância do esporte na vida de quem deseja praticá-lo e como ele atua como ferramenta de integração bem-sucedida na vida de um jovem.

O próprio atleta participou durante anos dos Jogos Desportivos Operários do Sesi, hoje JOIS, e essa experiência, segundo ele, foi essencial para o desenvolvimento de sua carreira.

“Trabalhar com as categorias de base do Sesi-SP está sendo maravilhoso. Faço isso há mais de 20 anos e com resultados excelentes: demos oportunidades a centenas de jovens todos os anos e revelamos vários craques campeões olímpicos e mundiais”, conta.

A forma de colocar em andamento projetos esportivos de inclusão social e os bons resultados obtidos serão dois focos importantes do debate que acontece na próxima semana, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

Movelaria solidária terá destaque na 4ª Mostra de Responsabilidade Social da Fiesp/Ciesp

Agência Indusnet Fiesp,

Tendo como princípio os chamados “três Rs” – Reduzir, Reutilizar e Reciclar –, 56 empresas já aderiram à iniciativa e produzem, por meio de seis linhas de montagem, 155 peças, entre estantes, cabeceiras, camas com gavetas, bancadas de estudo, bancadas móveis, mesas, prateleiras e gabinetes de pia.

O sucesso do projeto “Movelaria Solidária”, que tem como princípio melhorar a qualidade de vida de crianças, jovens e idosos pela confecção de móveis sustentáveis, poderá ser conferido no próximo dia 25 de agosto, durante a 4ª Mostra de Responsabilidade Social da Fiesp/Ciesp.

“A ideia foi concebida pelo Sebrae-SP, e os empresários a transformaram num plano para ações de responsabilidade social. Queremos que existam Arranjos Produtivos Locais (APLs) da indústria moveleira ou de materiais de construção, para que o projeto seja divulgado e implementado”, diz Rose Mary Estácio, da Unidade de Atendimento e Fomento do Sebrae-SP.

De acordo com Rose Mary, a primeira atuação do Movelaria Solidária foi concluída no dia 3 de julho e beneficiou a Casa da Criança e do Adolescente Gente Feliz – Associação A Tenda de Cristo.

O programa durou um ano e meio e possibilitou criar metodologia que pode ser seguida em todo o País. Foram parceiros da iniciativa o Grupo Segeti e a assessoria do arquiteto Augusto Citrângulo, responsável pelo levantamento das necessidades da Tenda de Cristo, e que desenhou a nova linha de móveis composta por seis móveis.

As peças criadas farão parte de uma central de projetos do APL Movelaria Paulista e as empresas poderão produzi-las para atender o público das classes de baixa renda e a demanda do programa Minha Casa, Minha Vida do Governo Federal.


Para participar
Para ser beneficiada pelo Programa Movelaria Solidária, a instituição carente deverá passar por análise de documentação, visitas ao local, além de atender a diversos critérios, como estar localizada na mesma região de empresas APL Movelaria Paulista, possuir sede própria e assistir um número determinado de beneficiados.

“Em um primeiro momento, nossa intenção não é beneficiar grandes instituições, mas aquelas em que nossas ações realmente façam a diferença”, explica Claudio Gumieiro, diretor da Prospectus Móveis e coordenador do Eixo de Marketing Institucional do Movelaria Paulista.

Especialistas internacionais vêm pela 1ª vez ao Brasil debater a mobilidade urbana

Agência Indusnet Fiesp,

Os congestionamentos são problemas comuns às grandes cidades, e alternativas para a mobilidade urbana têm lugar privilegiado na mesa de discussões da 4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental da Fiesp/Ciesp. No próximo dia 26 de agosto, debate-se “Um novo olhar para a mobilidade das cidades”.

Palestrantes internacionais, os engenheiros Brian Lagerberg (EUA) e Martin Lutz (Alemanha), relatam as experiências em seus países que resultaram na primeira lei mundial que trata de mobilidade sustentável e no Programa LEZ (Zonas de Baixa Emissão de CO2) da Comunidade Europeia.

Ao lado dos especialistas, os secretários municipais Miguel Bucalem (Desenvolvimento Urbano), que também preside o Comitê Municipal de Mudanças Climáticas, e de Marcelo Cardinale Branco (Transporte).

Para Eliane Belfort, à frente do Comitê de Responsabilidade Social (Cores), idealizadora e responsável pela Mostra, em uma cidade com a mobilidade de São Paulo, soluções inovadoras e sustentáveis promovem a competitividade e a saúde dos seus habitantes.

“São essas provocações que faremos ao juntar os especialistas em Mobilidade de Washington e de Berlim, além dos nossos secretários municipais”, esclareceu.

Empresas podem se beneficiar com planos de mobilidade
Para o moderador da mesa, Lincoln Paiva, diretor da Green Mobility, consultoria especializada em mobilidade sustentável, é preciso engajamento, pois a cidade de São Paulo requer transporte público eficiente e ações para o controle dos poluentes.

Soluções viáveis podem incluir adoção de horários flexibilizados, acompanhada de mudanças culturais. Em sua avaliação, “a cidade tem deslocamento urbano de países desenvolvidos, mas infraestrutura de terceiro mundo”.

Ele ressalta que a Política Municipal de Mudanças Climáticas (Nº Lei 14.933/09), contempla, em seu 7º artigo, ações de incentivos fiscais e financeiros. Paiva sugere, nesse sentido, que se pense em alternativas à mobilidade urbana corporativa com reflexos positivos no inventário compulsório das empresas. Esse assunto é pouco debatido no Brasil e é um dos pontos que ele pretende abordar na 4ª Mostra.

São Paulo abriga uma das maiores frotas de veículos do mundo resultando em trânsito caótico, excesso de acidentes, elevação do nível de estresse e da poluição, além de enorme perda de tempo e consumo desnecessário de energia.


Exemplo que vem da Alemanha

O projeto Zonas de Baixa Emissão de CO², que limita a circulação de veículos poluidores nas cidades europeias, será detalhado por Martin Lutz, diretor de Saúde e Meio Ambiente do Senado de Berlim. Nessa cidade, os veículos poluentes são proibidos de trafegar em áreas de alta concentração, em função de política rígida e multas para quem transgredir as regras.

Martin Lutz foi o responsável pela implantação do ousado plano de redução de gases tóxicos devido ao número expressivo de mortes registradas no continente europeu, especialmente na Alemanha e Inglaterra. Ele tratará das dificuldades da implantação do plano e a necessária adaptação dos carros, além das possíveis parcerias público-privadas.


Primeira lei voltada à mobilidade sustentável foi criada nos EUA
Brian Lagerberg é o principal responsável pela implantação do Commute Trip Reduction (CTR), programa que hoje é lei, sobre redução de viagens motorizadas individuais para driblar os congestionamentos significativos em Washington. A iniciativa resultou na primeira lei mundial que trata de mobilidade sustentável.

Os resultados animam: as empresas investiram aproximadamente US$ 45 milhões em mobilidade, obtendo US$ 35,70 para cada US$ 1 aplicado pelo Estado (2006).

O governo local inclui empresas com mais de 100 funcionários no projeto, subsidiando deslocamentos de funcionários com isenção de taxas vinculadas ao trânsito. Assim, as empresas fazem mapeamentos próprios e estimulam a carona solidária. Em Washington, incentivos e prêmios aos participantes é uma prática.

Segundo Lagerberg, o CTR auxilia no combate aos efeitos das alterações climáticas e diminui os atrasos ao retirar aproximadamente 28 mil veículos das ruas, diariamente.

Incentiva-se o uso de meios de transportes coletivos, metrô e ônibus, e a opção por alternativas como bicicletas e caminhadas, além da utilização dos bolsões de estacionamentos em áreas recuadas das zonas congestionadas.


Serviço
4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental da Fiesp/Ciesp
Tema: Desastres climáticos, epidemias, pandemias, drogas e envelhecimento – Ação coordenada para a sustentabilidade global
Data: de 24 a 26 de agosto de 2010
Mesa-redonda
“Um novo olhar para a mobilidade das cidades”, no dia 26/8, das 10h às 12h, no Salão Nobre, 15º andar
Local: Sede da Fiesp, Av. Paulista, 1313 (em frente ao Metrô Trianon)
Informações e inscrições gratuitas: http://www.fiesp.com.br/socioambiental/