Sinergia entre indústrias melhora vida do consumidor

Agência Indusnet Fiesp,

A preocupação da indústria em desenvolver produtos saudáveis ao consumidor foi o tema da palestra Indústria Alimentícia Orientada para a Saúde do Consumidor , realizada nesta quinta-feira (26), no último dia da 4ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, com a participação de especialistas do setor.

O mediador Alberto Ogata, integrante do Cores e presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), abriu os debates ressaltando que a mudança de hábitos alimentares assume importância cada vez maior na vida das pessoas. Especialmente quando pesquisas revelam que, em mais de 70% dos casos, doenças crônicas não transmissíveis como AVC, câncer e diabetes são reflexos de má qualidade de vida e alimentação inadequada.

“Esses mesmos estudos comprovam que o brasileiro não come frutas, verduras e hortaliças e prefere alimentos gordurosos. É preciso haver uma mudança cultural, inclusive”, pontuou Ogata.

Medidas

É fato que existem vilões responsáveis pela incidência dessas doenças, como açúcares, gordura trans (formada a partir de ácidos graxos altamente nocivos à saúde) e sódio.

Com base nisso, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentação (Abia), orgão técnico de consulta e referência no setor da alimentação, aliada ao Ministério da Saúde, está tomando uma série de medidas para reduzir o índice de gordura trans e sódio nos produtos comercializados, como destacou a diretora técnica da associação, Amanda Poldi.

“O próximo passo da Abia será um acordo de cooperação com o Ministério da Saúde, cobrando posicionamento das indústrias sobre essas reduções nos alimentos”, informou.

A técnica observou, no entanto, que um dos principais problemas na legislação que institucionalizará essas mudanças estará no preço: “É um desafio para a indústria. Alimentos que contém menos gordura trans e sódio são mais caros no mercado, o que acaba desestimulando o consumo. É preciso que se crie alternativas para que substitutos mais saudáveis não sejam tão onerosos para o consumidor”.

Compromisso
O responsável pela área de desenvolvimento de produtos da Pepsico, Sergio Júlio, disse que a empresa está alerta ao problema desde os anos 1990, quando, em 1999, eliminou a gordura trans de alguns de seus salgados comercializados no mercado, como os da Elma Chips.

“A saúde dos consumidores sempre teve papel fundamental no desenvolvimento de nossos produtos. Há três anos, lançamos um produto para as crianças (batatinhas) com redução de sódio e gordura saturada em até 25%.”

De acordo com Júlio, a Pepsico tem um compromisso global no fornecimento de alimentos mais saudáveis e na redução da média de sódio por porção nas principais marcas globais da companhia, em torno de 25% até 2015, em comparação com os níveis de 2006.

A mesma regra vale para a redução de gordura trans, só que em torno de 15% até 2020, quando comparado aos níveis de 2006: “Gostaria apenas de observar que nós já reduzimos em até 38% o índice estabelecido em relação ao sódio”.

Sérgio Júlio concordou com o alerta de Ogata sobre a mudança cultural. E lembrou que o consumo de salgados no País é de 900 gramas por habitante, ao passo que o de aveia, altamente saudável e que contribui para a redução de peso, é de apenas 100 gramas.

Ciente do problema, a Pepsico, fabricante da Aveia Quaker, lançou no final do ano passado um tipo de aveia de bolso, a preços mais acessíveis e que pode ser encontrado em algumas praças como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. “Com isso estimulamos o consumo de aveia, que faz muito bem à saúde, em qualquer momento do dia, inclusive no trabalho”, explicou o responsável pela área de desenvolvimento de produtos.

Saudáveis e atrativos
Dayane Rosalyn Isidoro, pesquisadora técnica da Nutrimental, responsável pelos produtos Nutry, chamou atenção para o desafio da empresa em reduzir elementos como açucares, gordura trans e sódio e, ainda assim, mantê-los atraentes ao consumidor.

A Nutrimental desenvolveu projeto que elimina 100% a quantidade desses produtos em seus alimentos. Além disso, a empresa estimula o consumo de alimentos comercializados, ricos em aveia, frutas e fibras. “Nossos produtos trazem um alto teor de elementos que ajudam a pessoa a ter uma vida bem mais saudável”, explicou a técnica.

Segundo Dayane Isidoro, em janeiro deste ano, a Nutrimental lançou três sites com informações sobre alimentação adequada, entre outros assuntos: o Quero Viver Bem (ww.queroviverbem.com.br), o Stressblog (http://stressblog.com.br/) e o Nutrycionista (www.nutrycionista.com.br/). “Todos eles priorizam a qualidade de vida”, sublinhou a especialista.

Empresas alertam seus funcionários sobre o voto consciente

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Monna Chamma, coord. de Respons. Social da Ind. Química Givaudan.

Você se lembra em quem votou nas últimas eleições? Você acompanhou o desempenho do seu candidato? Em um Estado Democrático de Direito, com o sistema eleitoral mais informatizado do mundo, essas perguntas deveriam passar longe de qualquer tipo de questionamento ou contestação, porém, não é o que acontece.

Durante o último dia (26) da 4ª edição da Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental da Fiesp, algumas empresas trouxeram experiências de campanhas para a conscientização política dos funcionários. Os resultados mostraram que boa parte dos colaboradores gostaria de vivenciar mais a política. No entanto, por falta de estímulos e de conhecimento, eles acabam perdendo o interesse e se alienando.

A coordenadora de Responsabilidade Social da Indústria Química Givaudan, Mona Chamma, salientou que empresas e instituições também têm o dever de informar e disseminar a consciência política de seus cidadãos/funcionários. “O voto não termina após o depósito na urna. É preciso acompanhar a rotina e o desempenho de seu candidato”, afirmou.


Sensibilização

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Juliana Gil, executiva da FSBFoods

Já a estratégia da FSBFoods, que atua na área de alimentação, foi o da participação ativa, por meio da realização de eleição interna dos funcionários para o cargo de Presidente da República.A empresa desencadeou processos de sensibilização nas eleições de 2006, 2008 e, agora, em 2010, para seus mais de 300 funcionários. A estratégia incluiu peças de comunicação, e-mail marketing, além de palestras com consultores e cientistas políticos a fim de enfatizar a importância de escolher sabiamente um candidato, checando o histórico do que ele já fez e o que se propõe a fazer.

“Nestas eleições, poderemos fazer uma análise comparativa com as eleições de 2006”, explicou a executiva da Givaudan.

Os candidatos-voluntários elaboraram propostas de governo nas áreas de educação, economia, infraestrutura, qualidade de vida, saúde e meio ambiente, inclusive, contando com o apoio de suas famílias.

“Essa experiência fez com que eles entendessem não só a importância de estar atento às propostas dos candidatos para o País como o seu papel no governo”, concluiu a executiva da FSBFoods, Juliana Gil.

Programas de qualidade de vida resultam em melhor produtividade

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Denise Luz da Costa Carvalho,assistente social da Cemig

As corporações que já investem em programas de qualidade de vida de seus colaboradores estão descobrindo que a aplicação de recursos com este fim retornam em ganho de produtividade. Este foi o relato de representantes de empresas do setor elétrico que participaram nesta quinta-feira (26) da 4ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental .

A assistente social da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Denise Luz da Costa Carvalho, disse que desde o ano passado a empresa adotou o Inventário Social . “É um levantamento minucioso de variáveis como saúde, questões financeiras e familiares, que podem levar a acidentes do trabalho”.

A demanda pode vir do trabalhador, do seu superior ou de algum membro da família. De acordo com Denise, o tratamento do problema melhora o clima e a produtividade da empresa. Consequentemente, diminui o número e a gravidade dos acidentes. “Existe um trabalho para atuar de forma preventiva”, explicou Denise Carvalho.

Qualidade de vida

Já na Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), os funcionários que estão acima do peso são estimulados a participar do programa Gestão da Obesidade. “Não dá para imaginar um colaborador com mais de 100 quilos subindo numa escada”, ilustrou o coordenador do programa, Luiz Carlos de Miranda Júnior.

Um fluxograma de fácil acesso à presidência da empresa permite que os programas de qualidade de vida na CPFL tenham êxito. “Percebemos que ao melhorarmos a qualidade de vida do trabalhador revertemos em ganhos para a empresa”, confirmou.

No Nordeste brasileiro, os empregados da Companhia Hidro Elétrico do São Francisco (Chesf ), do grupo Eletrobras, têm à disposição o programa Viver Bem. Conforme a representante da empresa, Heloísa Nóbrega, eles podem frequentar uma completa academia e fazer massagem.


Saúde e segurança
Uma das companhias pioneiras em programas de qualidade de vida, a Eletrobras Furnas mantém, há 25 anos, atividades para seus funcionários com foco na saúde e segurança. “Propomos aos colaboradores encarar o trabalho de maneira positiva, como algo que permite novas conquistas”, ressaltou o professor de educação física, Wagner Leroy.

O diretor-adjunto do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) e presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), Alberto Ogata, acrescentou que “é importante utilizar como um dos indicadores de performance os fatores de risco, que podem ser evitados com os programas de qualidade de vida”.

Governos e sociedade devem agir em consonância nas questões ambientais

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Ivo Bucaresky, chefe de gabinete do MMA

No sentido de contribuir com os debates previstos na 4 ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, a mesa-redonda Sustentabilidade sob a ótica oficial, mediada pelo presidente do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Fiesp, Walter Lazzarini, expôs as opiniões de especialistas e representantes dos governos federal e estadual.

Ivo Bucaresky, chefe de gabinete do Ministério do Meio Ambiente, lembrou que no passado a visão do governo, dos agentes econômicos e da sociedade era de que o desenvolvimento econômico implicava uma alta exploração dos recursos naturais, o que gerou uma série de degradações no meio ambiente. Vários destes recursos perderam ou tiveram dificuldades na capacidade de renovação, afetando as florestas e a biodiversidade em todo o planeta.

“O governo tem a função principal de articulação, mas se as empresas e a população não participarem, de nada adiantará o esforço”, alertou Bucaresky. E emendou: “É um trabalho de todos. O Brasil é o país mais biodiverso do mundo, não pode consumir mais que o necessário e deve priorizar a eficiência energética, ou seja, produzir mais com menos”.

Qualidade de vida

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Casemiro Tércio Carvalho, coordenador da Secretaria de Estado do Meio Ambiente

Para que isso aconteça, a coerência na gestão é fundamental, argumentou o coordenador, usando como exemplo as campanhas de uso racional de água, que surtiram efeito após um grande investimento da Sabesp. “Ninguém mais escova os dentes ou faz a barba com a torneira aberta. Isso é um exercício de cidadania”, afirmou Carvalho.Não basta fazer política. Se não transformar os projetos em responsabilidade compartilhada e os incentivos econômicos entre o estado e os órgãos, não haverá evolução no aspecto ambiental. A ideia defendida por Casemiro Tércio Carvalho, coordenador da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, atesta que os indicadores de desenvolvimento humano, alinhados com a política social, mudam os paradigmas da sociedade.

Sustentabilidade legal

Na visão de Celso Pacheco Fiorillo, vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB-SP, o fato é que a sustentabilidade faz parte da relação jurídica constitucional e vincula todos os empreendedores, governos e sociedade. As decisões acerca do tema cabem estritamente ao Poder Judiciário.

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Mario Hirose, conselheiro do Cosema da Fiesp

Os bens ambientais, previstos na Constituição Federal de 1988, não se esgotam na fauna e na flora. Como a lei permite o uso comum desses recursos, devem ser estabelecidos parâmetros a respeito desta utilização entre a União, estados e municípios. “O mito de que bem ambiental existe e não pode ser tocado é tecnicamente inconstitucional”, ressaltou Fiorillo.



Meio ambiente e saúde são “menina dos olhos” de empresas brasileiras

Se para muitos lutar por um planeta que possa atender a todas as necessidades da humanidade parece algo distante e a longo prazo, para outros já é realidade. Foi o que algumas empresas constataram nesta terça-feira (24), segundo dia da
4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental 
, realizada na Fiesp.

A Carbocloro, por exemplo, apresentou o projeto Voluntários do Rio. A iniciativa idealizada pela empresa que atua em Cubatão contou com a participação da comunidade na limpeza dos rios e mangues.

Vivendo em condições precárias nas chamadas “palas” sobre águas poluídas, a população sofria com a destruição do meio ambiente e os sérios riscos do efeito do lixo sobre a saúde.

Para resolver o problema, desenvolveu-se um trabalho de conscientização entre crianças de 4ª e 5ª série. O projeto foi aplicado em cinco escolas da região e dividido em quatro etapas. Entre elas, o recolhimento do lixo do mangue usando canoagem e a criação de peças teatrais para despertar a conscientização das crianças para o meio ambiente.

Também foram distribuídos materiais didáticos, realizaram oficinas de reciclagem e um concurso familiar, que premiou as cinco melhores redações sobre o meio ambiente com bicicletas e passeios de barco pelo rio.

“Trabalhamos questões ambientais que impactam diretamente na saúde, devido às condições de vida das pessoas”, disse Sylvia Vieira, assessora de comunicação externa da Carbocloro, referindo-se aos mangues da baixada Santista.

Experiência Semelhante

Outra experiência de sucesso foi apresentada pela Duratex. Considerada a maior empresa do hemisfério Sul em painéis de madeira, ela criou o projeto Planeta Água – um mundo sustentável.

O teatro itinerante foi o agente responsável pelo despertar das crianças sobre a importância da preservação do meio ambiente. A primeira edição aconteceu em 2003, alcançou em 18 cidades e atingiu 25 mil crianças.

“O objetivo é transmitir aos alunos, de forma lúdica e poética, conceitos relacionados ao consumo sustentável, reutilização de materiais e água”, explicou Cassius Marcellus Zomignani, gerente da Consultoria Legislativa da Diretoria de Planejamento Industrial da Itaúsa Empreendimentos S.A. e membro do Núcleo de Estudos de Relações do Trabalho do Departamento Sindical (Desin) da Fiesp.

As crianças também ganharam cartilhas, jogos e participaram de um concurso de desenhos. Os melhores foram publicados no livro Mata Atlântica . “A finalidade desse projeto é plantar sementes e conceitos de desenvolvimento”, enfatizou Cassius.

Total apoio

Não há como pensar em meio ambiente sem ressaltar as questões da saúde. Com o Slogan “Um novo modo de pensar e fazer a saúde”, o projeto Operação Cata Bagulho tem mobilizado a região da Cidade Ademar, zona sul de São Paulo, em busca da revitalização do meio ambiente.

A parceria é da Organização Social Associação Congregação de Santa Catarina(OS-ACSC), com a subprefeitura da região. Coordenado pela diretora Maria Gloria Zenha Wieliczka, a operação é divulgada pelos agentes de saúde do bairro: “Eles avisam a população sobre a importância de recolher o lixo e informam o dia e horário em que o cata bagulho irá fazer a coleta”.

O projeto tem total apoio da população, que carece de saneamento básico na área de mananciais (represa Bilings). Maria Gloria esclareceu que o foco é orientar a comunidade local, combater pontos de resíduos e, principalmente, evitar acúmulo de lixo e água parada.

Além da mobilização pública, há a distribuição de materiais educativos e envolvimento das instituições locais como escolas, professores e educadores ambientais.

Todas as iniciativas resultaram no total empenho da população local que, além de compreender a importância da preservação do meio ambiente, estão ganhando mais qualidade de vida e saúde. “Não há como separar a questão da saúde da questão da educação ambiental”, concluiu Maria Gloria.

Sesi e Senai-SP investem na prática de responsabilidade social

Na tarde de quarta-feira (25), durante painel apresentado na 4ª edição da Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, Osvaldo Lahoz Maia, gerente de Inovação e Tecnologia do Senai-SP, intermediou o debate sobre a importância da indústria no processo de formação do cidadão e ações de responsabilidade socioambientais, como ferramentas de incentivo ao aumento da produtividade e qualidade de vida do colaborador.

Maia reforçou algumas atividades realizadas pelo Senai-SP que envolvem os alunos e a comunidade, como coleta seletiva, meta de redução de energia nas unidades, campanha do agasalho, arrecadação de brinquedos e a coleta de óleo comestível.

A fim de acompanhar o avanço tecnológico, segundo ele, novas ações voltadas à destinação correta dos resíduos das indústrias de tecnologia de informação estão sendo realizadas para o descarte de monitores, placas e CPUs, que com o passar do tempo se tornam obsoletas.

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Alex Mansur, gerente-executivo do Sesi Nacional

Alex Mansur, gerente-executivo do Sesi Nacional, apresentou o Modelo Sesi de Sustentabilidade no Trabalho, programa aplicado em empresas com o objetivo de promover a qualidade de vida do trabalhador e estimular a gestão industrial.

Este projeto, explicou Mansur, surgiu da necessidade de ferramentas para a reflexão sobre os processos de gerenciamento e práticas que estimulem a produtividade e competitividade empresarial, preservando a qualidade de vida do trabalhador.


Parcerias de sucesso

Durante o debate, foram apresentados dois cases que reforçam a importância das parcerias feitas entre empresas e o Senai-SP para o processo produtivo.

Cassius Zomignani, representante da Duratex, líder no segmento de madeiras, metais e louças sanitárias da América do Sul, relatou o sucesso da parceria da Escola de Marcenaria Tide Setúbal com o Senai de Lençóis Paulista: “Com força de vontade e objetivos definidos, podemos unir esforços e construir um futuro mais promissor”, ressaltou.

A unidade, localizada em Agudos, no interior de São Paulo, desenvolve programas voltados à profissionalização de jovens carentes, proporcionando o aprendizado técnico de qualidade, além de movimentar o setor na região.

Fundada em 2000, a escola oferece o curso Oficial de Marceneiro e todo acompanhamento pedagógico é feito por profissionais do Senai de Lençóis Paulista. O curso tem duração de 720 horas e já formou 320 alunos. A meta é oferecer novas atividades para ampliar o atendimento.

Com o sucesso da escola de marcenaria, a Duratex inaugurou, em 2008, o Centro de Formação Tide Setúbal, entidade que promove ações de educação, cultura, esportes e lazer. O centro também é parceiro do Programa Sesi Atleta do Futuro, que beneficia crianças e adolescentes de 7 a 18 anos. Esta iniciativa promove, por meio de atividades socioeducativas, a prática esportiva e o desenvolvimento de potencialidades e valores.


Inclusão social

O segundo case mostrado no painel foi a criação de cursos de capacitação para deficientes auditivos e o ingresso destes jovens no mercado de trabalho. A iniciativa resultou na parceria da escola Senai Manuel Garcia Filho, localizada em Diadema, com a Scania.

O diretor da escola Senai de Diadema, professor Wagner Innarelli, e o representante da montadora, Carlos Augusto Silva, lembraram o início deste trabalho.

De acordo com eles, em 2002, criou-se o primeiro curso de mantenedor de microcomputadores, direcionado a jovens com deficiência auditiva, com o apoio da Associação Suíço-Brasileira de Ajuda à Criança (Brascri).

Para estruturar o modelo de ensino, o Senai-SP contratou professores e intérpretes de Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) com formação técnica. Esses profissionais ajudaram a formatar conceitos específicos traduzidos por gestos que facilitassem o entendimento das aulas. “Estes jovens são muito disciplinados e buscam sempre superar os desafios propostos”, ressaltou Innarelli.

Devidos aos excelentes resultados, foram incluídos módulos de formação de elétrica, mecânica de usinagem e desenhista mecânico.

Já o primeiro curso técnico surgiu a partir do interesse da Scania em integrar os deficientes auditivos em sua equipe de colaboradores. A empresa desenvolveu um trabalho de acolhimento apoiado no tripé: sensibilização de inclusão entre os colaboradores; curso de libras para gestores e funcionários; e apoio piscossocial.

“Nosso compromisso empresarial também é dar oportunidades para a formação pessoal e profissional de nossos colaboradores”, concluiu o representante da Scania, Carlos Augusto Silva.

Estudos para construção de cenário sustentável no futuro serão apresentados na Mostra

Agência Indusnet Fiesp,

A sustentabilidade é estratégica em virtude das alterações climáticas e da tendência de aumento populacional no mundo todo somadas ao crescimento desordenado das cidades. Em função da urgência em se discutir esses temas, serão divulgados dois importantes estudos que esboçam desenhos para as cidades, no futuro, durante a 4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental da Fiesp/Ciesp , que acontecerá de 24 a 26 de agosto.

Um deles, o “Relatório Vision 2050: The new agenda for business“, documento lançado em fevereiro pelo World Business Council for Sustainable Development-WBCSD, será apresentado por Haroldo Mattos de Lemos, presidente do Instituto Brasil Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).

Para o representante das Nações Unidas, o pioneirismo do Vision 2050 é que as propostas de planejamento podem ser discutidas e adotadas por governos, empresas e sociedade civil, para que o mundo chegue a 2050 com 9 bilhões de habitantes tendo suas necessidades básicas atendidas.

O Relatório nasceu do debate de 29 empresas, em 20 países ao redor do mundo, envolvendo centenas de empresários e especialistas com os olhos voltados para as próximas quatro décadas. Ou seja, estudos com foco no longo prazo.

De acordo com Lemos, o Relatório aponta sete ações fundamentais, para promover mudança de comportamento e inovação social, ação tão importante quanto a utilização das tecnologias. Mas isso requer novo estilo de governança com impactos na economia e na maneira de se fazer negócios.

Ainda sem a merecida visibilidade no Brasil, o documento poderá ser conhecido de perto na Mostra promovida pelo Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo até ganhar, em breve, sua versão em português.

Há indicações para a solução de problemas comuns a serem resolvidos pelos países, como alimentação, habitação, acesso à água potável, saneamento básico, mobilidade urbana, educação e saúde.

O primeiro passo “na conquista da sustentabilidade é a erradicação da pobreza extrema”, reforçou Lemos. Para isso, o mundo já tem conhecimento, tecnologia, habilidade e recursos financeiros suficientes para se alcançar as metas traçadas pelo Vision 2050, segundo conclusões do estudo.


Como as cidades serão construídas no futuro
O segundo trabalho a ser apresentado aos participantes da Mostra é o Cities of Opportunity, em sua terceira edição, que se baseia no perfil de centros econômicos e culturais.

A PricewaterhouseCoopers (PwC), em parceria com a Partnership for New York City, avaliou 21 cidades do mundo, incluindo São Paulo. Um dos objetivos é responder para qual caminho pende o crescimento das metrópoles.

O capital intelectual é entendido como combustível econômico no século XXI, mas a questão é criar um ambiente que atraia, desenvolva e seja capaz de reter talentos. Neste quesito, São Paulo encontra-se em posição interessante comparada às demais. A educação, porém, é desafio a ser enfrentado para melhor posicionamento futuro.

A pesquisa é constituída de dados quantitativos e qualitativos, composta de 58 variáveis a partir de números de agências nacionais de estatística, organizações multilaterais de desenvolvimento global (Banco Mundial e FMI) e institutos privados de pesquisa.

Entre os indicadores a serem apresentados por João Lins, sócio-diretor da PwC estão: influência econômica, facilidade para se fazer negócios, incluindo ambiente regulatório, saúde e segurança, sustentabilidade e qualidade de vida.

Segundo o estudo, São Paulo, como a quarta maior cidade do mundo e porta de entrada para os negócios na América Latina, necessita superar rapidamente questões históricas que somam desigualdades sociais, infraestrutura precária e problemas básicos nas áreas de saúde e segurança.

No entanto, detectou-se que as vocações da capital paulista vão além de simples polo financeiro com forte capital intelectual e cultural: tende a ser polo expressivo de inovação e tecnologia.

O documento aponta que tanto as áreas urbanas maduras como as emergentes têm desafios semelhantes pela frente. A tendência é que as grandes cidades serão ainda maiores a cada ano que passa.

A complexa lição de casa é encontrar soluções para um crescimento econômico e social ordenado e sustentável a fim de se obter o sonhado equilíbrio entre progresso e a qualidade de vida, em um futuro bem próximo.


Serviço
4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental da Fiesp/Ciesp
Tema: Desastres climáticos, epidemias, pandemias, drogas e envelhecimento – Ação coordenada para a sustentabilidade global
Data: De 24 a 26 de agosto de 2010
Mesa-redonda Desenvolvimento e Sustentabilidade – Debate sobre os relatórios Cities of Opportunity e Vision 2050, no dia 25/8, das 9h às 12h, no Salão Nobre, 15º andar
Local: Sede da Fiesp, Av. Paulista, 1313 (em frente ao Metrô Trianon)
Informações e inscrições gratuitas: http://www.fiesp.com.br/socioambiental/

Ações efetivas na área de Educação promovem mudanças sociais

Agência Indusnet Fiesp,

Na apresentação de cases sobre Educação que faz a diferença, a ser realizada na próxima terça-feira (24), presenças confirmadas da Intel e Microsoft. As empresas darão exemplos práticos de sua participação na agenda social do País, durante a realização da 4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental da Fiesp/Ciesp (24 a 26 de agosto).

A Microsoft aposta na construção de uma educação pública de qualidade, incentivando a formação de educadores com o apoio dos recursos do mundo digital por meio de seu projeto Parceiros na Aprendizagem.

Parceiros é uma iniciativa mundial da empresa e integra o programa Potencial Ilimitado, que desde 2003 já beneficiou mais de cinco milhões de brasileiros com investimentos superiores a R$ 114 milhões, segundo informações de Priscilla Cortezze, gerente geral de Imagem Corporativa e Cidadania da Microsoft, que apresentará esse case de sucesso.

Essa ação da Microsoft alcança 21 mil instituições e escolas da rede pública de ensino do País. Nos sete anos de existência do projeto, 441 mil gestores e professores foram treinados no uso da tecnologia e sua aplicação em sala de aula. No mesmo período, foram capacitados 335 mil alunos.

Em parceria com o Ministério do Trabalho e a ONG Oxigênio, promoveu-se a inclusão digital de 1,5 milhão de brasileiros e incentivou-se a criação de 1.300 novas empresas de base tecnológica, no Brasil, devido à doação de software, treinamento e consultoria em informática e negócios.


Ações responsáveis
A Intel, maior compradora de energia renovável nos Estados Unidos, em 2009 (fonte: Agência de Proteção Ambiental-EPA), investiu U$ 1 bilhão em ações sociais, mundialmente, somando três milhões de horas de voluntariado dos seus funcionários nos últimos 10 anos. Os projetos Intel Educar e Aprender serão apresentados na Mostra.

O Educar capacita professores na integração da tecnologia, em sala de aula, e na consequente melhora da aprendizagem dos alunos. Há dez anos o programa está certificando profissionais da rede pública com cursos presenciais e on-line. Em 2009, foram investidos R$ 850 mil no Brasil. Na América Latina, a meta é treinar um milhão de professores até o final deste ano.

Já o Aprender é um curso extracurricular, de educação não formal, destinado a centros comunitários e escolas, visando jovens e crianças com idade entre 10 e 18 anos, residentes em regiões com pouco acesso à tecnologia. No Brasil, em 2009, mais de 7 mil pessoas foram beneficiadas.


Serviço
4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental da Fiesp/Ciesp
Tema: Desastres climáticos, epidemias, pandemias, drogas e envelhecimento – Ação coordenada para a sustentabilidade global
Data: De 24 a 26 de agosto de 2010
Mesa-redonda “Educação que faz a diferença“, no dia 24/8, das 14h às 15h30, nas salas 1110 e 1120, no 11º andar
Local: Sede da Fiesp, Avenida Paulista, 1313 (em frente ao Metrô Trianon)
Informações e inscrições gratuitas:
http://www.fiesp.com.br/socioambiental

Possibilidades do esporte como ferramenta na formação dos cidadãos

Agência Indusnet Fiesp

A mesa-redonda Um novo olhar para o esporte, integrante da Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, foi mediada pelo diretor de Esporte e Lazer do Sesi-SP, Alexandre Pflug.

Entre os convidados para debater a relevância do esporte como ferramenta na formação do cidadão estavam Giovane Gávio, técnico do time de vôlei do Sesi-SP, Felipe Fagundes, representante do Sesi nacional e Berivaldo Araújo, diretor-executivo do Instituto Alpargatas.

Araújo ressaltou a necessidade do envolvimento das empresas em atividades sociais, entre elas o esporte, apontado como um forte motivador no crescimento do indivíduo. Segundo ele, o Instituto Alpargatas desenvolve projeto de educação por meio das atividades esportivas nas comunidades onde existem fábricas da entidade. A ação atende crianças de 7 a 17 anos das escolas públicas da região.

“Quando chegamos, 52% dos alunos tinham notas abaixo da média. Um ano depois, erradicamos a reprovação entre os estudantes e hoje a média das notas é de 8,6”, exemplificou Araújo, acrescentando que o projeto abrange também a capacitação dos profissionais, a premiação de incentivo aos alunos e a prática esportiva aliada ao ensino interdisciplinar.

Programa Sesi Esporte

O representante do Sesi nacional apresentou outras possibilidades benéficas formadas através do investimento no esporte. Para a instituição, o Programa Sesi Esporte tem como objetivo promover em caráter socioeducativo, fundamentado na participação, formação e no rendimento, tendo em vista a valorização humana, a promoção social e qualidade de vida.

Sendo assim, a entidade, há dez anos aposta no Programa Atleta do Futuro – uma proposta de desenvolvimento integral e ampliação da cultura esportiva com a meta de formar cidadãos.

“Queremos atingir 500 mil crianças até 2015. Crianças não só para se transformarem em atletas olímpicos, mas especialmente cidadãos que possam fazer diferença no país”, confirmou Fagundes.

Outra iniciativa de sucesso apresentada na mesa-redonda foi a criação dos Jogos do Sesi. Instituído em 1947, o torneio hoje reúne, nas etapas estaduais, dois milhões de trabalhadores, representando 25% do universo das 7.500 indústrias do país.

Exemplo de sucesso

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Giovane Gávio, bicampeão mundial de voleibol e técnico da equipe masculina do Sesi-SP

Giovane Gávio contou um pouco de toda a sua trajetória como atleta. E foi através do esporte que o bicampeão olímpico aprendeu importantes valores de vida.

“Quando me mudei pra São Paulo para jogar, aos 16 anos, morava em uma casa com 23 atletas. Dois deles alcançaram a seleção brasileira: eu e Marcelo Negrão. Imaginem se pudéssemos atingir 23 mil garotos”, exclamou o treinador de vôlei do Sesi-SP.

Giovane também reforçou que o investimento no esporte de alto rendimento pode fomentar o interesse das crianças para fortalecer a base da modalidade. “Nós somos exemplo e, através disso, podemos fazer um grande bem para a sociedade”, concluiu.

Papelão, pneus e câmaras de caminhões: arte e economia

Mesas de cones e poltronas de papelão; pufes coloridos de plástico transparente “recheados” com retalhos de pano e vistosas luminárias feitas com fundo de garrafas pet. A arte ambientalmente correta compõe a paisagem da Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, que termina nesta quinta-feira (27), na sede da Fiesp.

Dispostas entre diversos cenários, as obras representam e ambientam os conceitos de sustentabilidade, inclusão social e reaproveitamento de resíduos, os motes dos debates do evento.

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Produtos ecológicos na Mostra Socioambiental

Em ação

Um dos responsáveis pela confecção dos objetos é o designer Nido Campolongo, que no início dos anos 80 abriu as portas para um novo mercado ao utilizar o papel reciclado no design. Apesar do papelão derivado do resíduo industrial ser sua principal matéria-prima, ele também faz uso de pneus, câmaras de caminhões e bicicletas e vinis de banners.

“Na época em que comecei, esse tipo de atividade ‘verde’ era menos valorizada. Hoje em dia, com movimentos ambientais mais ativos e as pressões internacionais, os empresários têm mostrado bastante interesse por produtos e ambientes sustentáveis”, explica Campolongo.

Segundo ele, o fato de a imagem das empresas se valorizar quando ligada ao respeito social e ambiental, fez com que produtos ecologicamente corretos expandissem um novo mercado, cada vez mais procurado no Brasil.

“Nos últimos cinco anos houve um crescimento muito rápido na busca por produtos que utilizam resíduos e materiais reciclados como fonte. Atualmente, 90% da minha vem da área da sustentabilidade”, ressalta o designer. O artista, que também atua como decorador, dá a dica: “Artistas plásticos e cooperativas devem ficar mais atentos a esse novo trabalho”.

As mesas de cones, as poltronas de papelão e os pufes coloridos de plástico preenchidos por retalhos de pano são alguns dos trabalhos de Nido Campolongo expostos na Mostra.


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Pufes de plástico recheados com retalhos e luminária feita de garrafas PET, de Nido Campolongo, confeccionados pela Cooperaacs

É preciso criar condição econômica para a reforma tributária verde, dizem especialistas

Agência Indusnet Fiesp

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Presidente do Instituto Brasil PNUMA, Haroldo Mattos

É impossível alcançar o desenvolvimento sustentável sem colocar a economia a favor dele. A constatação é do presidente do Instituto Brasil Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e diretor do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp, Haroldo Mattos Lemos.

“Não basta fazer leis. É preciso criar uma condição econômica, senão continuaremos dando murro em ponta de faca”, resumiu Lemos, na mesa-redonda Reforma Tributária Verde – A Economia a favor da Sustentabilidade, realizada nesta quarta-feira (26) durante a Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental.

Segundo o especialista, para respeitar os limites físicos da biosfer

a – garantir a disponibilidade de recursos naturais estratégicos para o desenvolvimento sustentável e evitar gerar mais resíduos e poluição do que é possível absorver, como ocorre com o acúmulo de CO2, principal vilão do aquecimento global –, é necessário estimular ações ambientalmente corretas e desestimular práticas inadequadas ao meio ambiente.

“Devemos taxar mais o que queremos reduzir e taxar menos o que queremos aumentar. Por exemplo, aumentar a tributação sobre resíduos e poluição e usar o recurso para reduzir as taxas sobre emprego e renda”, indicou Lemos. “Essa é a grande filosofia que está por trás de qualquer reforma ecológica que queiramos fazer.”


Primeiro passo

Tramita no Congresso a Proposta de Emenda à Constituição – PEC 353/09, que aguarda parecer do relator da proposta, deputado Marcelo Ortiz (PV-SP), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal.

Caso aprovada, a PEC dependerá ainda de regulamentação. “Esse é apenas um passo para a reforma tributária verde. Mas é um sinal de que o País vem acordando para essa questão”, afirmou o autor da proposta, deputado Roberto Rocha (PSDB-MA).

Segundo o deputado, a vantagem da PEC 353 é a “extrafiscalidade”, enquanto outras propostas que tramitam no Congresso tratam apenas da simplificação tributária. “É uma tentativa de mudar o comportamento das pessoas, com o objetivo de tributar de acordo com os benefícios ou prejuízos ambientais gerados”, explicou.

Uma das vertentes propõe beneficiar diretamente o contribuinte com a imunidade fiscal, por exemplo, em atividades como reciclagem e comercialização de máquinas e equipamentos não poluentes, e com a tributação progressiva em impostos sobre o patrimônio (IPVA e IPTU).

O benefício também valeria para estados e municípios que tenham patrimônio natural e respeitem sua conservação. Um exemplo é o chamado “ICMS verde”, já praticado em alguns estados, como São Paulo, repassado aos municípios de acordo com o critério ambiental. Segundo o deputado Roberto Rocha, a repartição ecológica também poderia ser aplicada em impostos federais, como IPI e Imposto de Renda.


É preciso mudar a cultura

O incentivo ambiental em impostos e contribuições é realidade em países europeus, como a Suécia, que criou uma taxa sobre a emissão de carbono fóssil e simplificou o imposto de renda da população. Da mesma forma, a Noruega instituiu em 1994 um imposto sobre o carbono emitido e reduziu as taxas sobre emprego. Na Dinamarca, 10% de todo o recolhimento de impostos também é nesta direção.

Na avaliação de Celso Antonio Pacheco Fiorillo, especialista em direito ambiental, é preciso considerar a realidade brasileira, em que são claras as desigualdades sociais regionais, como ponto de partida para uma reforma. Segundo ele, a lógica consolidada na Constituição de 1988 deve ser levada em conta para viabilizá-la.

“Um dos fundamentos normativos diz que os bens são destinados ao uso comum do povo. Sem a apropriação dos bens ambientais, pensando em gerar produtos e serviços pelo interesse da população, não existirá economia capitalista”, argumentou Fiorillo.

Portanto, em um jogo de palavras, o especialista colocou a necessidade de se pensar em uma “reforma ambiental tributária”, e não simplesmente em uma reforma tributária ambiental que considere apenas alguns aspectos ecológicos.

“Não podemos ficar apenas na intenção. O aspecto mais relevante de uma reforma é procurar modificar a cultura, e não apenas impor uma condição por um mero instrumento jurídico”, defendeu.

No mesmo sentido, o deputado Roberto Rocha ressaltou que a PEC 353 tem a intenção de levar conhecimento e informação à população, e começar a discutir o assunto. “É evidente que os padrões de produção só mudarão quando se modificarem os padrões de consumo. Mas, com a PEC, estamos quebrando uma inércia”, apostou.

Educação deve interligar aspectos que levem ao desenvolvimento sustentável

Agência Indusnet Fiesp

O desenvolvimento sustentável, diferentemente do que muitos acreditam, vai muito além da dimensão do meio ambiente. Quem chama a atenção para o tema é o superintendente do Sesi-SP, Walter Vicioni, que o abordou nesta quinta-feira (27), durante a Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Sociambiental.

“Muitos fatores devem estar interligados para que possamos de fato atingir crescimento com sustentabilidade”, explicou Vicioni. Para ele, sete aspectos fundamentais devem estar agregados: político, ambiental, social, ético, cultural, econômico e o espacial.

O papel da educação é justamente aglutinar todas essas frentes, porque seu maior desafio é dotar o indivíduo de comportamentos, conhecimentos e competências “que lhe permitam tomar decisões que beneficiem a si mesmo e aos demais, tanto quanto para saber por em prática tais decisões”, argumentou o superintendente.

Os agentes pedagógicos devem, portanto, investir na interdisciplinaridade e na multidisciplinaridade, a exemplo do que já praticam o Sesi e o Senai, indicou. Segundo Vicioni, nestas instituições “o projeto pedagógico para os níveis técnico e tecnológico são ligados a todas as outras etapas da educação, como os ensinos médio e fundamental, na tentativa de cumprir as metas da sustentabilidade”.

Com este intuito, continuou, “esperamos que a educação seja o caminho para novas relações entre os homens e que traga uma interação de respeito da humanidade com a natureza”.


A desejar

Mozart Ramos, diretor do Movimento Todos pela Educação, afirmou que para o Brasil atingir patamares realmente sustentáveis, há necessidade de investimento em planos educacionais mais consistentes.

Em sua avaliação, as estatísticas nacionais da rede pública de ensino deixam a desejar: ao fim do primário, somente 21% dos alunos apreenderam o conhecimento desejável em matemática. Quando concluem o Ensino Fundamental, apenas 14% sabem o necessário. No fim do Ensino Médio, esse número cai para 9%. “Ou seja, mais de 90% dos estudantes que finalizam a educação básica não têm a noção esperada na disciplina”, enfatizou o educador.

A educação também é um diferencial prioritário para o aumento de renda no País, apontou Ramos. De acordo com ele, em média, cada ano estudado no ensino fundamental acrescenta 6% à renda de um trabalhador; já no ensino superior, um ano agrega 40% ao valor do salário.


Os desafios do professor

Ficarmos atentos ao papel e ao desempenho dos profissionais da educação é cada vez mais importante para aumentarmos a qualidade do ensino, ressaltou a presidente do Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial) da Fiesp, Maria Helena de Castro.

Na opinião da ex-secretária, sem o trabalho docente apropriado não há estrutura que garanta a sustentabilidade no ensino. “A facilidade de ingressar em cursos de licenciatura tem atraído jovens menos preparados à sala de aula, o que prejudica a educação em geral”, lamentou.

Para que a educação desponte com qualidade, a situação do professor, geralmente precária, deve ser entendida e modificada, defendeu o diretor do Movimento Todos pela Educação. Na opinião de Mozart Ramos, quatro principais problemas devem ser enfrentados:

  • Salário inicial– Atualmente, o ensino público paga muito mal o professor em início de carreira, o que afasta os profissionais mais talentosos;
  • Plano de Carreira– Sem perspectiva de melhoras profissionais, o docente se sente desestimulado e, logo, seu desempenho será pior. O estado de São Paulo possui um dos mais baixos ajustes salariais do País;
  • Formação– A Universidade não está em sintonia com a realidade educacional. Assim, é preciso fazer uma reforma pedagógica que dê conta dos novos desafios do ensino;
  • Condições de Trabalho– O duro cotidiano, com salas superlotadas, indisciplina e falta de estrutura adequada às atividades, representa grande barreira ao professor.

Futuro do clima depende de mudança cultural da sociedade

Agência Indusnet Fiesp

Independente do acordo que deverá ser firmado na próxima Conferência do Clima, que será realizada em dezembro na Dinamarca (a COP-15), uma mudança no comportamento da sociedade mundial será decisiva para frear as ações de degradação do meio ambiente.

Este foi o consenso apontado pelos participantes do painel “A Evolução do Protocolo de Kyoto e a expectativa do Brasil em Copenhague”, realizado nesta quarta-feira (26), dentro da Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental.

“Nada irá funcionar se não houver mudança na mentalidade das pessoas”, afirmou o embaixador extraordinário para Mudanças Climáticas do Ministério de Relações Exteriores (MRE), Sérgio Serra. Para ele, as negociações que ficaram estagnadas nos últimos 30 meses avançaram durante a pré-conferência, realizada este mês em Bonn, na Alemanha, mas os números apresentados ainda são modestos. “As diferenciações se darão pelas ações e, neste sentido, o Brasil pretende levar números ambiciosos para a COP-15”, reiterou.

O Brasil deverá levar à Conferência do Clima metas orientadas pela Ciência, partindo das seguintes premissas:

  • Os países desenvolvidos deverão se comprometer com a redução de gases de efeito estufa entre 25 e 40% até 2020;
  • Os países em desenvolvimento se comprometerão em reduzir a curva de crescimento das emissões.

De acordo com o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, as emissões brasileiras deverão ser reduzidas a partir das modificações do uso do solo e baseado em desenvolvimento de baixo carbono.


Floresta

A secretária de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Suzana Khan Ribeiro, disse que o Brasil pretende negociar os interesses do País levando em conta a manutenção dos sistemas climáticos. “Não podemos comprometer o crescimento do Brasil, mas também não podemos comprometer a segurança climática”, comentou.

O País trabalha com uma mudança limite de 2º C para alterações climáticas suportáveis e adaptáveis. Segundo Suzana Ribeiro, o governo enxerga a importância da participação do setor produtivo na discussão e a necessidade de redução de volume expressivo no desmatamento da Amazônia.

O consultor do clima, Fábio Feldmann, fez uma análise do debate desde os primeiros movimentos mundiais realizados nos anos 90 do século passado, tendo como marco a Eco-92. “Aquela imagem mostrando o buraco na camada de Ozônio foi determinante para a criação do debate”, recuperou.

Entretanto, ele lembrou que até agora pouco se sabe sobre os impactos do aquecimento global. “E temos pouco tempo para mitigar a emissão de gases de efeito estufa”, alertou. Para o especialista, é preciso pensar em mecanismos imediatos de implementação.


Sociedade

O diretor do Departamento de Infraestrutura-Energia (Deinfra-Energia) da Fiesp, César Luis de Godoy Pereira, argumentou que o posicionamento brasileiro não será apenas uma ação do governo.

“Toda sociedade, inclusive a indústria, está participando deste processo. Portanto, será uma decisão do governo com a sociedade”, pontuou. Pereira lembrou que o Brasil poderá ganhar muito com os créditos de carbono que os países com metas que deverão ser cumpridas, especialmente por países ricos.

O segundo vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, a Fiesp, articulada com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), está trabalhando para a definição de um posicionamento da indústria sobre as mudanças climáticas.

“O brasileiro tem muita boa vontade e conscientização sobre o assunto. Entendemos que a negociação internacional não será fácil, e por isso, envolvemos cinco áreas”, comentou.

O grupo de trabalho envolve os seguintes departamentos da Fiesp: Competitividade e Tecnologia; Economia; Agronegócio; Meio Ambiente; Infraestrutura-Energia; e Relações Internacionais e Comércio Exterior.

Recuperação precisa ser sustentável e só emprego acaba com a recessão, diz professor

O professor José Goldemberg, presidente do Conselho de Estudos Ambientais da Fecomercio, concorda que é preciso apostar na economia verde, pois grande parte da economia mundial se baseia em combustível fóssil.

A afirmação feita durante debate sobre a A Revolução Industrial, Econômica, Ambiental, Social e Política no Pós-crise Mundial, na Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental que acontece de 25 a 27 de agosto, no prédio da Fiesp.

“A matriz energética brasileira – com 46% de energia renovável – é o sonho de outros países. O que não podemos fazer é virar as costas para a energia eólica e as hidrelétricas”. Foi uma crítica aos últimos leilões de energia elétrica ganhos por usinas térmicas, poluentes, andando na contramão do meio ambiente.

“Um crescimento como ocorria no passado não tem vida longa. A recuperação precisa ser sustentável, não dependendo do petróleo”, analisou Goldemberg. Foi uma referência à economia chinesa que não se sustentará com a construção de usinas termoelétricas, ou seja, poluentes, na opinião de Goldemberg.

Francisco Graziano Neto, secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, concorda: “O Estado deve ser mais ativo no cenário que se vislumbra nessa nova economia verde que fará bem a todos, e ao Planeta também”, disse.

Eduardo Jorge Sobrinho, da secretaria do Verde e do Meio Ambiente do Município, completa: “não há solução isolada para a crise, que passa por questões econômicas e ambientais”.


China deve ter explosão de consumo

De acordo com Octavio de Barros, economista-chefe do Banco Bradesco, as previsões indicam que a China será a locomotiva global com crescimento previsto de 7% para 2010, em um cenário comedido, e quase 12%, sendo otimista. Esse crescimento será acompanhado por explosão de consumo: “a China, sozinha, será responsável por 10% do consumo de todo o planeta. Se houver brusca elevação, equiparando-se ao consumo norte-americano, será o caos”.

Outro prognóstico reforça essa previsão preocupante: “daqui a seis anos as economias emergentes superarão as economias desenvolvidas e, em 12 ou 13 anos, o PIB chinês vai se equiparar ao dos Estados Unidos. Assim, o centro de gravidade da economia global se deslocará da América para a Ásia”, completa.

O professor Goldemberg indica uma alternativa: “se há algo que irá nos tirar da recessão, é o emprego”, lembrando que as energias limpas geram mais postos de trabalho. Ao citar números, comparou a produção da Petrobras, de 2 milhões de barris/dia, que dá, em média, uma proporção de 40 mil barris por funcionário. A Petrobras tem 50 mil. Já o etanol, com produção média diária equivalente a 300 mil barris de petróleo/dia gera 700 mil empregos.

O emprego também é preocupação de Elsbeth Tronstad, vice-presidente da NHO – Confederação das Indústrias Norueguesas. Não deve se alterar em pouco tempo a redução da força de trabalho em 0,8% no país. As empresas veem a política de empréstimos bancários como desafio enorme a ser enfrentado e pedem regras mais flexíveis diante do quadro atual, especialmente em relação a impostos trabalhistas.

Encontrar o ponto de equilíbrio será o grande desafio da Noruega. “Os investimentos voltados à construção também se retraíram, bem como o portfólio dos serviços bancários, apesar das medidas monetárias e fiscais adotadas, finalizou Tronstad.

Na Mostra realizada no ano passado, a Fiesp firmou Protocolo de Intenções com a NHO para cooperação entre os dois países na aplicação de medidas de responsabilidade social e ambiental. A Confederação abriga 90 mil empresas que empregam mais de meio milhão de pessoas, em um país com população de 5 milhões de habitantes.

Programação da Mostra Fiesp/Ciesp inclui desfile de moda sustentável


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Desfile de moda sustentável

A Plastivida, Instituto Socioambiental dos Plásticos, vai divulgar o conceito dos 3 R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) durante a Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental. Na abertura do evento, dia 25/8 às 13h25, a entidade apresentará um desfile de moda sustentável – roupas e acessórios criados pela estilista Consuello Matroni com plásticos reutilizados (sacolinhas de supermercado, tubos de pasta de dente, embalagens de xampu, tampas de garrafas PET, entre outros materiais).

A Plastivida também terá um estande onde, além de mostrar objetos de decoração feitos com plásticos retirados do lixo, mostrará um pouco sobre as atividades de educação ambiental.

Atenta à conscientização da sociedade sobre o consumo responsável e a importância da coleta seletiva e reciclagem, a Plastivida incentiva a reciclagem do poliestireno expandido e extrudado (EPS e XPS), conhecido pela marca Isopor®, material que poucos sabem ser um plástico e 100% reciclável.

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Modelo feito de plástico reutilizado

O projeto Repensar foi criado pela entidade e se realiza em parceria com grandes redes, como Carrefour, Pão de Açúcar, Walt-Mart, Magazine Luiza, Casas Bahia e Laboratório Roche. Em 2008, rendeu um total de 114.588 kg do material coletado e reciclado.

Outro exemplo é a parceria com a prefeitura de São Paulo que incentiva a coleta seletiva. Os Pontos de Entrega Voluntária Monitorado (PEVs-M) são contêineres inspirados em bancas de jornal, com compartimentos projetados para receber e armazenar adequadamente plásticos, incluindo Isopor® e sacolas plásticas, papel, metal, vidro e óleo de cozinha usado.

Foram instalados, no ano passado, três PEVs-M, uma na Lapa (Pelezão), outro na Vila Brasilândia (junto ao Projeto Criança Esperança) e um no Parque do Ibirapuera.

Segundo Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Plastivida, “a entidade acredita que a sustentabilidade não se baseia em soluções mágicas e sim em ações de educação e responsabilidade”.


Sobre a Plastivida

É a entidade que representa institucionalmente a cadeia produtiva do setor, para divulgar a importância dos plásticos na vida moderna e promover sua utilização ambientalmente correta, ao mesmo tempo em que prioriza iniciativas de responsabilidade social. Visite o site da Plastivida:

www.plastivida.org.br

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