Na estreia pela Superliga feminina, vôlei do Sesi-SP vence São José por 3 sets a 0

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp, de São José dos Campos

Em seu primeiro jogo pela Superliga de vôlei, a equipe feminina do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) fez prevalecer o favoritismo e superou o São José por 3 sets a 0 (25/17, 25/16 e 25/11) na noite desta segunda-feira (10/11).

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Equipe comemora ponto em jogo que se resolveu de forma relativamente tranquila. Foto: Lucas Dantas/Sesi-SP Divulgação

Foi uma estreia tranquila, sem sustos. Jogando com seriedade, o time foi superior em todos os aspectos, dando pouquíssimos pontos de erros para as adversárias e impondo seu ritmo na casa do adversário.

No segundo set, foram 10 pontos “dados” pelo São José. O saque também entrou, com nove pontos em todo o jogo. A grande responsável nesse quesito foi a levantadora Carol Albuquerque, que marcou quatro aces só no início do segundo set – parecia que ela tinha um GPS na mão, encontrando os espaços na quadra adversária.

“A sequência inicial foi boa para abrir vantagem. Mas da mesma forma que a gente conseguiu abrir os pontos, também levou uns quatro em sequência. Foi um resultado muito bom para dar tranquilidade na estreia, conseguir os três pontos e se preparar para o próximo jogo, contra o Maranhão, que será mais difícil. Mas teremos a Fabi de volta, o entrosamento é cada vez melhor e só temos a crescer”, disse Carol, que jogou a partida inteira. Talmo quis dar ritmo e trocou Claudinha pela campeã olímpica de 2008, acenando com a possibilidade de repetir o revezamento ao longo da competição.

“Todo mundo tem que estar preparado. A Carol vinha treinando bem, a Claudinha também. Eu quis dar ritmo de jogo, deixar todo mundo pronto. A experiência da Carol é importante para as demais e todas têm que jogar. Posso fazer isso mais vezes, se achar necessário.”

A maior pontuadora da partida foi Monique, com 17 pontos, sendo um de saque e dois de bloqueio, e que levou o Viva Vôlei.

O time que jogou a partida inteira foi a levantadora Carol Albuquerque, a oposta Monique, as ponteiras Pri Daroit e Suelle, as centrais Bárbara e Bia, além da líbero Suelen. No final do terceiro set, Talmo fez a única inversão, colocando a levantadora Claudinha e a oposta Liz.

Agora, o time se prepara para o próximo confronto, sexta-feira (14/11), às 20h, na Vila Leopoldina, contra o Maranhão.

O jogo

Sem dar chances para surpresas, o Sesi-SP trabalhou sua superioridade desde o início. Sacando bem e atacando com precisão, a equipe da Vila Leopoldina tomou conta do set mantendo uma diferença de quatro a cinco pontos em boa parte da etapa. Após o segundo tempo técnico (16/11), o time deslanchou com Monique e Bia pontuando em todas as viradas, além dos erros cometidos pelo São José. A distância só aumentou e o time fechou em 25/17 em 25 minutos, após ataque de Pri Daroit.

O segundo set seguiu a mesma toada. Carol foi implacável no início, sacando muito bem e ajudando o time a abrir 08/02 no primeiro tempo técnico. Na volta, o time caiu um pouco o rendimento  tomou quatro pontos, forçando Talmo a pedir tempo. Casa arrumada e o ritmo voltou a crescer, novamente com Monique sobrando na saída de rede. O Sesi-SP travou o São José e chegou ao segundo tempo técnico com o dobro de pontos (16/08), mantendo o volume até fechar em 25/11, em 25 minutos.

Tamanha superioridade se fez presente mais uma vez no terceiro e último set. Mesmo empurradas pela torcida, as jogadoras do São José tinham muita dificuldade para superar o bloqueio e conseguir botar a bola no chão adversário. Enquanto isso, as Meninas da Vila não encontraram resistência na rede e seguiam pontuando. Novamente o primeiro tempo técnico foi de larga vantagem (08/02), o segundo foi ainda maior (16/06) e o resultado final de 25/11 apenas sacramentou a diferença técnica das equipes.

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Última contratação a chegar, Monique se apresenta ao Sesi-SP

Agência Indusnet Fiesp

Finalmente, chegou a hora da última contratação da temporada chegar à Vila Leopoldina. A oposta Monique Pavão se apresentou nesta segunda-feira (15/09) e já se colocou à disposição de Talmo de Oliveira para vestir a camisa do Sesi-SP no confronto contra o Uniara, terça-feira (16/09), em Sorocaba, às 19h, reforçando a equipe na busca pelo primeiro título estadual.

Reforço no ataque, com 345 pontos na Superliga 2013/2014, e também na defesa, onde foi eleita a melhor do último campeonato nacional com eficiência de 55%, a futura dona da camisa 15 foi “pedra no sapato” do Sesi-SP nas últimas duas Superligas, quando jogava pelo Praia Clube. As equipes se enfrentaram nas quartas de final com vitória do Sesi-SP nas duas ocasiões. A oposta era a “jogadora a ser marcada” do time mineiro. Agora, Monique está do outro lado e lembra dos confrontos.

“Sempre vi o Sesi-SP como um grande adversário a ser batido. Caímos nesses dois anos nas quartas em jogos muito disputados. A gente queria muito a vaga e sempre era uma equipe muito forte. Todo mundo tinha que jogar muito bem e com conjunto para tentar ganhar. Agora que estou aqui, quero fazer o máximo para chegar longe com a equipe”.

A irmã gêmea de Monique, Michelle, jogou no primeiro time feminino do Sesi-SP, em 2011. Naquela época, a equipe ainda era nova e tinha que procurar seu espaço. Hoje, Monique já fala do Sesi-SP como um time consolidado no cenário nacional.

“O que vi dos últimos anos foi que o Sesi-SP cresceu muito no Brasil. Muitas atletas queriam vir para cá, porque se tornou um time sólido, não era mais uma dúvida se continuaria no final da temporada. No meu caso também. Eu pensava se teria uma proposta do Sesi-SP quando acabasse a temporada, pela segurança que tem aqui. E ela finalmente surgiu. Agora vou aproveitar da melhor maneira”.

Monique não fará sua estreia apenas com o time, mas, também no Campeonato Paulista. Pela primeira vez jogando num time do estado, a atacante mostra empolgação com a nova fase na carreira e elogia o campeonato, considerado o mais forte do Brasil.

“O que sempre achei que seria legal de jogar em São Paulo é que aqui dá para ganhar ritmo de jogo para a Superliga. No Rio e em Uberlândia, a gente não jogava muito e chegava na Superliga meio crua. As equipes paulistas já estavam entrosadas. A gente demorava quase um turno inteiro para entrosar e pegar o ritmo, enquanto elas já estavam lá na frente. Sempre tive muita vontade jogar em São Paulo e vou trabalhar para entrosar o quanto antes com a equipe e aproveitar o Paulista para chegar com tudo na Superliga”.

Se por um lado a chegada de Monique dá alegrias ao time, a perda da ponteira Dayse traz um grande problema para Talmo. A jogadora sofreu o rompimento do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo ao fazer um ataque na partida contra o Vôlei Bauru e precisará passar por cirurgia, podendo ficar até seis meses afastada do time. Segundo o treinador, vai ser difícil arrumar uma substituta para Dayse, considerando o nível que ela estava jogando.

“Ela estava voando, jogando muito bem. Vamos procurar uma jogadora, mas ela fará falta”.

Ficha da atleta

Nome: Monique Marinho Pavão
Nascimento: 30/10/1986, Rio de Janeiro
Peso: 79 kg
Altura: 1,84 m
Posição: Oposta
Nº Camisa: 15
Clubes               De       Até
Macaé/Oi           2004    2007
Rexona/Ades       2007    2009
Unilever            2009    2010
Macaé Sports      2010    2011
Praia Clube        2011    2013

Vôlei feminino do Sesi-SP aposta na força do grupo para buscar os títulos

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Depois de chegar à final da Superliga derrotando a forte equipe do Osasco, a equipe de vôlei feminino do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) ficou marcada pela alegria dentro de quadra e pelo espírito de equipe. Mas, mesmo com algumas mudanças na equipe para a nova temporada, essas marcas devem se manter.

“A gente sempre trabalha com o objetivo de chegar às finais e conquistar títulos. Mas prezamos a pedagogia do exemplo e sabemos que não adianta ser campeão ultrapassando a barreira da ética, do respeito, do companheirismo, da cooperação”, diz o técnico do time feminino, Talmo de Oliveira. “No Sesi-SP, plantamos tudo isso e colhemos bons frutos nesses três anos, esperando colher por muitos anos ainda.”

Talmo ainda não treina com a equipe completa, já que as recém-contratadas Monique e Claudinha estão à disposição da seleção. Mas as expectativas são as melhores. “Quando as jogadoras chegarem, vamos trabalhar para que elas se encaixem e descobrir o que essa equipe pode render. Vai ser um processo de treinamento e amadurecimento em que vamos achar os pontos fortes e minimizar os pontos fracos.”

O time de vôlei feminino do Sesi-SP: integração, alegria e vontade de vencer. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O time de vôlei feminino do Sesi-SP: integração, alegria e vontade de vencer. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Na avaliação do técnico, as novas integrantes da equipe já mostraram empenho. “A Michelle já jogou no Sesi-SP e a felicidade dela está em retornar mostra que esse foi um trabalho que deu resultado”, diz. Ela está se preparando muito bem, se dedica o tempo inteiro e a equipe ganha muito com o volume de jogo que ela traz”, avalia.

“A Liz é uma jogadora inteligente, que tem uma qualidade técnica de ataque muito boa e está se enquadrando muito bem. Com a Monique e a Claudinha ainda não treinamos, mas pelo que eu acompanho são jogadoras inteligentes, que têm experiências e estão dispostas a entrar em um projeto para fazer a diferença.”

Liz e Michele

Para a ponteira Liz, essa temporada é sua primeira jogando pelo Sesi-SP. Ela conta que já tinha uma impressão positiva da equipe. “Pude confirmar a fama que o Sesi-SP tem entre os atletas: que a estrutura é boa, as pessoas são muito bacanas e instituição faz um trabalho sério”, afirma a jogadora, que destacou também o projeto Pedagogia do Exemplo adotado pela instituição.

“Tive a oportunidade de participar de uma edição da Grande Sacada e gostei muito. Porque não somos só jogadoras de vôlei, também somos exemplos para as crianças.”

As expectativas de Liz para a temporada são as melhores possíveis. “Particularmente, espero evoluir como jogadora e, dessa forma, ajudar o time da melhor maneira possível. O Sesi-SP fez uma boa temporada no ano passado e, com a qualidade dos treinamentos, sei que pode evoluir ainda mais. Estou realmente muito contente por ter vindo para a equipe.”

Já a líbero Michelle volta ao Sesi-SP depois de uma temporada na equipe de Campinas. “Fico feliz por retornar, sabendo que a equipe foi para uma final importante no ano passado, desbancando Osasco e fazendo história no voleibol. É bom voltar com a equipe estruturada desse jeito, com meninas de seleção, mas dando importância ao grupo.”

E se depender da jogadora a alegria do time vai continuar ajudando a conquistar vitórias.  “Esse é um grupo feliz, que vibra junto, que tem alegria dentro da quadra”, afirma. “Vim para contribuir. Tenho essa característica de puxar a equipe, ser aguerrida. Com certeza, estou voltando para contribuir com essa energia boa que o Sesi-SP tem.”