Pela Superliga, Sesi-SP joga bem, mas perde para o Molico/Nestlé Osasco

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, da Vila Leopoldina

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Sheilla, com 22 acertos, foi a maior pontuadora do jogo. Foto: João Pires/Molico/Nestlé Osasco

No primeiro confronto depois da final do Campeonato Sul-Americano de Vôlei Feminino, as equipes do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Molico/Nestlé Osasco voltaram a se enfrentar na noite desta segunda-feira (17/02) – desta vez pela Superliga. Mesmo jogando bem, o Sesi-SP foi derrotado. Vitória das rivais por 3 sets a 1 (21/18, 24/22, 15/21 e 21/17) em jogo de 1h57 de duração no ginásio da Vila Leopoldina.

Apesar da derrota, o Sesi-SP mantém a quarta colocação, com 38 pontos, independentemente dos resultados do restante da rodada. O Banana Boat/Praia Clube, de Uberlândia, atualmente em 5º na tabela, tem 34 pontos, mas com um jogo a menos. Na próxima sexta-feira (21/02), o Sesi-SP visita o Rio de Janeiro (RJ) para a partida contra a Unilever (RJ). O confronto será às 20h, no ginásio do Tijuca Tênis Clube.

Para a oposta Ivna, a tendência é que os jogos fiquem cada vez mais difíceis na reta final da Superliga. “A partir de agora, as equipes estão ficando mais fortes e, como dizem, ‘o bicho vai pegar’, porque faltam poucas rodadas para os playoffs. Hoje foi um jogaço, perdemos pelos detalhes”, disse a jogadora, para quem a vitória sobre o Osasco na final do Sul-Americano, no domingo da semana passada (09/02), foi um fator a mais para acirrar a disputa. “A final também foi um grande jogo em que elas jogaram muito bem. Também foram os detalhes que fizeram a diferença.”

O técnico do Sesi-SP, Talmo de Oliveira, lamentou a derrota, mas destacou o bom desempenho da equipe. “Fizemos os dois primeiros sets muito bons, em que tivemos domínio até o 18º ponto. Mas a partir daí, elas encaixaram um momento bom e colocaram a gente em dificuldade. Mas foi um grande jogo. Jogamos bem, mas não aproveitamos os momentos.”

A oposta Sheilla, do Molico/Nestlé Osasco, foi a maior pontuadora da partida, com 22 pontos. A atleta recebeu o prêmio Viva Vôlei ao final do compromisso. Pelo Sesi-SP, Ivna foi a maior pontuadora, com 14 pontos, seguida por Fabiana e Suelle, ambas com 11. Também pontuaram Dayse (8), Bia (6) e Dani Lins (2).

O time titular do Sesi-SP foi formado pela central Fabiana, pela levantadora Dani Lins, pela ponteira Suelle, a oposta Ivna, a ponteira Dayse e a central Bia, além da líbero Suelen. A oposta Neneca e a levantadora Carol Albuquerque também entraram durante a partida.

O Molico/Nestlé Osasco do técnico Luizomar de Moura atuou com Fabíola, Sheilla, Thaísa, Adenizia, Sanja e Bosetti, além da líbero Camila Brait. Entraram: Ana Maria, Gabi, Lia.


O jogo

Em uma partida entre duas das equipes mais fortes da competição, esperava-se muito equilíbrio desde os primeiros pontos do primeiro set. Mas no início do jogo o Sesi-SP assumiu a liderança no placar e, mostrando maior controle do jogo, chegou na frente nos dois tempos técnicos obrigatórios (07/05 e 14/08). No finalzinho, o Osasco conseguiu a virada e fechou o set por 21/18.

No segundo set, o placar seguiu equilibrado, com alternância das duas equipes no comando do placar. As meninas do Sesi-SP mostraram muita garra, buscando bolas que pareciam perdidas e caprichando no ataque. A partir do empate em 19/19, a disputa foi ponto a ponto, com o Osasco levando a melhor e vencendo por 24/22.

O Sesi-SP entrou para o tudo ou nada no terceiro set e saiu, novamente, na frente. E, dessa vez, não teve espaço para a reação do adversário. Em um lindo ataque de Suelle, o Sesi-SP ganhou o set por 21/15.

Para evitar o tie-break, o Osasco voltou forte para o quarto set. Mas o Sesi-SP também queria a vitória. O resultado foi um set disputadíssimo, com vitória do Osasco por 21/17.

‘A conquista delas nos orgulha’, diz Serginho sobre o título do vôlei feminino do Sesi-SP

Guilherme Abati e Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A vitória da equipe feminina do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) no Sul-Americano Feminino de Clubes de Vôlei, neste domingo (09/02), sobre o Molico/Nestlé Osasco por 3 sets a 0 (25/21, 25/21 e 25/16), também motivou o time masculino da modalidade. Orgulhosos das companheiras, os jogadores da instituição elogiam a conquista e desde já desejam boa sorte para as atletas no Campeonato Mundial, na Suíça, em maio.

Entre os meninos, o central Sidão tem um motivo extra para celebrar o resultado: ele é noivo de Dani Lins. “Eu estava tão nervoso por elas que preferi ver o jogo de casa”, disse. “Elas sempre chegavam à final, agora deu tudo certo”.

Para o jogador, a conquista foi merecida. “O time delas está jogando muito bem neste ano. O volume do jogo está muito bom e a cobertura e o ataque, bem trabalhados. Até a vibração delas mudou”, afirmou.

O líbero Serginho foi outro que vibrou com a partida. “O mérito delas é muito grande”, disse. “Elas apresentaram um vôlei de alto nível e deram ao Sesi-SP um título importante, que prova a evolução da equipe”.

Serginho: “O mérito delas é muito grande”. Foto: Sesi-SP Mauá

Serginho: “O mérito delas é muito grande”. Foto: Sesi-SP Mauá

Para ele, além do orgulho, foi um estímulo e tanto para todos os atletas da modalidade na instituição. “A conquista delas nos motiva e nos orgulha”.

As outras que se cuidem

Segundo o ponta Lucarelli, as meninas do vôlei provaram ser “muito qualificadas”, já que tiveram um jogo “tranquilo”. “Elas estão de parabéns”, contou.

Tanto que o caminho está aberto para a obtenção de bons resultados no Campeonato Mundial, na Suíça, em maio. “Elas têm time para isso”, disse. “Quem deve se preocupar são os times de fora”.


 


Jogadoras do Sesi-SP comemoram vitória

Guilherme Abati e Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

É hora de comemorar. Entre as jogadoras da equipe feminina de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), o dia foi de boas lembranças diante da vitória impecável, neste domingo (09/02) sobre o Molico/Nestlé Osasco por 3 sets a 0 (25/21, 25/21 e 25/16).

Em partida realizada no ginásio José Liberatti, em Osasco, as meninas conquistaram o Sul-Americano Feminino de Clubes de vôlei. Com isso, se preparam para carimbar o passaporte em maio, quando viajam para o Campeonato Mundial, na Suíça.

Para Dani Lins, foi uma disputa de “pura superação”.  “Tentávamos bater o time favorito, com jogadoras de seleção”, disse. Segundo a atleta, para vencer o campeonato, não foi necessário apenas superar a qualidade das adversárias. “A Ju Costa, a Pri Daroit e a Mari Casemiro estavam contundidas, por isso precisamos jogar no limite”, disse.

Dani: disputa foi de “pura superação”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Dani: disputa foi de “pura superação”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Segundo a levantadora, a vitória é algo a se comemorar muito. “Achávamos que era impossível vencer como vencemos. A união do time e a nossa tranquilidade fizeram a diferença”, disse.

O campeonato, de acordo com a oposto Ivna, foi conquistado depois de um “treinamento pesado”. “Queríamos muito esse título. Treinamos pesado para isso”, afirmou. “Nossos saques e a nossa aplicação tática fizeram a diferença”. “Estou muito feliz”, revelou Ivna

Ivna: “Nossos saques e a nossa aplicação tática fizeram a diferença”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Ivna: “Nossos saques e a nossa aplicação tática fizeram a diferença”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

De acordo com a ponta Suelle, o título do Sul-americano Feminino de Clubes de vôlei é resultado do crescimento do grupo no último mês. “Mostramos a nossa evolução, resgatando o jogo coletivo e nos entregando totalmente”, disse.

Para ela, o título não vai sair da memória tão cedo. “Foi memorável pela forma como jogamos, consegui firmar a minha posição na equipe”.


Para contar aos netos

Suellen: “Aqui todo mundo joga pelo time”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Suellen: “Aqui todo mundo joga pelo time”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

A líbero Suellen foi outra jogadora que passou o dia nas nuvens depois da vitória. “Começamos o campeonato pensando nesse jogo, a gente se preparou muito bem”, contou. “Aqui todo mundo joga pelo time”.

Assim, no futuro, quando for falar sobre a conquista do campeonato para os netos, ela já sabe como vai contar essa história. “Vou dizer que nós vencemos um time que todo mundo achava imbatível”, disse. “Apenas fomos lá e fizemos o planejado”.