Brasil é exemplo de desenvolvimento industrial a ser seguido, afirma presidente do Egito

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Morsi: Buscamos aprender com a experiência social e econômica que o Brasil possui. Foto: Hélcio Nagamine

O Brasil é um exemplo de desenvolvimento industrial e comercial, um modelo que serve de exemplo. A afirmação é do presidente do Egito, Mohamed Morsi, em reunião com empresários brasileiros nesta quinta-feira (09/05) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“A indústria é a base para qualquer projeto de desenvolvimento econômico. Buscamos aprender com a experiência social e econômica que o Brasil possui”, disse o chefe de estado no Encontro Empresarial Brasil-Egito.

O presidente egípcio afirmou que há vontade por parte de seu país em se aproximar e estreitar laços comerciais entre as duas nações. A visita de Morsi é a primeira de um chefe de estado egípcio ao Brasil.

“Buscamos atrair investimentos que gerem frutos para as duas nações e que favoreçam os pobres e a sociedade. Temos comprometimento com projetos que gerem desenvolvimento, tanto nos campos da agricultura e construção, como no campo de transporte”, disse.

Entre os projetos em andamento no país africano, Morsi destacou a implantação de uma via férrea de mil quilômetros que ligará o Egito ao sul da África.

Morsi fez questão de afirmar que a situação política egípcia já está equilibrada e que o país se abre para investimentos internacionais, garantindo segurança para qualquer empresário.

“Nossa atual situação nos dá esperança de que é possível aprofundar os investimentos entre Brasil e Egito”, garantiu.

Segundo o chefe de estado, o Egito vive um renascimento social, econômico e político. “Gostaria de ver mais projetos de intercâmbio entre os países. Afinal, há grande horizonte para cooperação mútua. Gostaríamos de uma linha aérea entre Cairo e São Paulo ou Brasília  – para facilitar e encorajar os negócios”, disse.

“O Egito é destino para investimentos seguros, um país de posição estratégica. É também a porta de entrada para um mercado de 500 milhões de pessoas”, encerrou.

Visita é divisor de águas, diz Skaf

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, mostrou satisfação em receber o chefe de estado egípcio. “É com muito prazer que vejo o interesse brasileiro em se aproximar do Egito. A visita é um divisor de águas na relação entre os dois países”, disse Skaf.

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Skaf: Egito é um mercado importante que se abre aos nossos investimentos. Foto: Hélcio Nagamine

De acordo com o presidente da instituição, o encontro aumentará a corrente de comércio entre os países. “Podemos comprar do Egito e vender mais, além de realizar investimentos em muitas áreas”, afirmou.

Segundo Skaf, o Egito tem baixos custos de produção, além de energia e mão de obra competitivas. “É um mercado importante que se abre aos nossos investimentos”, disse. “Podemos ter uma relação ampla, não apenas na esfera dos negócios”, encerrou.

Após o encontro entre os dois presidentes, Elias Miguel Haddad, vice-presidente da Fiesp,  e Antônio Bessa, diretor titular adjunto do Departamento de Relações Exteriores (Derex) da Fiesp, falaram para membros da comitiva egípcia sobre as oportunidades existentes na economia brasileira. “O Egito está descobrindo o Brasil. Que a visita seja o inicio de uma relação proveitosa entre as duas nações”, disse Haddad.