Mercado de moda deve crescer 3,1% ao ano até 2021

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Marcelo Prado, diretor titular adjunto do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário da Fiesp (Comtextil), fez nesta terça-feira (22 de maio) balanço de 2017 do setor têxtil e de confecção e apresentou as perspectivas para 2018, além de estimativas para os próximos 4 anos. A palestra ocorreu durante reunião plenária do Comtextil, conduzida por seu diretor titular, Elias Miguel Haddad. Depois da apresentação de Prado, Haddad se mostrou otimista. “Pelo retrovisor vi um panorama ruinzinho, mas olhando pelo parabrisa há a demanda reprimida e a perspectiva de crescimento de 3,1% ao ano. Estamos às vésperas de uma coisa maravilhosa.”

Os resultados de 2017 mostram que é possível voltar a crescer um pouquinho no Brasil, disse Prado ao iniciar sua apresentação.

O Brasil no comércio internacional de têxteis e vestuário é pouco expressivo, sendo o 41º exportador, com apenas 0,3% do valor total exportado, e o 30º importador, com 0,7% do valor total importado.

São 27.000 indústrias na cadeia têxtil brasileira. Houve recuo de 17,2% no número de empresas têxteis e de 18% nas de vestuário entre 2012 e 2017. O número de empregos caiu 5,3% na cadeia têxtil e 3,4% no vestuário.

As manufaturas têxteis movimentaram R$ 164,7 bilhões e, 2017, aumento de 10,1% em relação ao ano anterior, em termos nominais.

A estimativa Iemi do volume produzido de têxteis é de crescimento de 5,1%, e em 2017 o aumento foi de 5,8%.

Houve recuo de 16,1% nas exportações de têxteis entre 2012 e 2016.

A produção de vestuário teve pico em 2010, com 6,4 bilhões de peças. Caiu de 2012 até 2016, mas em valores nominais houve crescimento de 23,3%. Em 2017 houve alta de 3,2% em peças e de 1,3% em valores nominais. E para 2018 a estimativa é crescer 2% em volume.

Em 2017 houve alta de 23,3% nas importações e de 13,6% nas exportações de vestuário.

As vendas no varejo de vestuário somaram R$ 220 bilhões em 2017, 9% mais que em 2016, com 6,2 bilhões de peças (8,1% mais que no ano anterior). A alta estimada para 2018 é de 5% em volume e de 7,6% em receitas nominais.

Dos 149.100 pontos de venda de vestuário, cerca de 52.000 (35%) estão em 571 shoppings. A crise levou ao fechamento de 17.000 pontos de venda de moda. As lojas independentes ainda são o principal canal de varejo do vestuário, com 36% do volume comercializado.

De 2013 a 2017 caiu 3,3% em peças o varejo de vestuário.

Alta estimada de 5% em 2018, depois de 8,1% em 2017 nas vendas em volume no varejo de moda.

Prado também mostrou números do comércio eletrônico, que em 2017 teve 55,1 milhões de consumidores, 16% mais que em 2016, com faturamento de R$ 47,7 bilhões (alta de 7,5%) em 112 milhões de pedidos. Em primeiro lugar no número de pedidos está Moda e Acessórios (14,2%, com 15,8 milhões de pedidos).

O B2B, comércio eletrônico entre empresas, movimentou R$ 420 bilhões, nove vezes mais que o B2C.

Até 2021 a estimativa é de crescimento acumulado de 13% do mercado de moda no Brasil, com média de 3,1% ao ano, o que pode levar a recorde de produção, de 6,68 bilhões de peças. A demanda deve superar a oferta somente em 2020, destacou Prado.

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Reunião do Comtextil sobre números de 2017 e perspectivas para 2018. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Missão à China

A missão empresarial à China International Import Expo também foi tema da reunião. Harry Chiang, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex) explicou a importância do evento e convidou os empresários presentes a participar. “Os objetivos da missão são vender, vender e vender.” A Fiesp vai tentar preparar os empresários que não têm experiência em vender para a China.

Segundo Chiang, há interesse da China em comprar do Brasil produtos mais sofisticados do setor de confecção. Recomendou aos participantes da reunião conhecer o Shanghai Fashion Center.

A China, disse, está promovendo, pela primeira vez, reuniões regulares com governos, inclusive o brasileiro, para que a feira seja bem-sucedida. A China pretende importar até US$ 10 trilhões nos próximos 5 anos. “O Brasil está em ótima posição para exportar”, afirmou, lembrando que as disputas comerciais entre China e EUA abrem oportunidades.

A classe média chinesa está aumentando, disse Chang, e tem grande interesse em produtos importados. E o Brasil é bem visto por ela. Nos próximos 3 anos (até 2020), mais 100 milhões de chineses deverão sair do campo para morar em áreas urbanas.

Devem passar 150.000 compradores pela feira, que ocupará 240.000 metros quadrados e terá a participação de 120 países. Destacou dos 8 pavilhões o de bens de consumo, que inclui vestuário. Realizada de 5 a 10 de novembro em Xangai, é a primeira feira organizada pelo governo central da China.

Para viajar no tempo e relaxar entre clássicos, musas e figurinos

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Não é preciso ter interesse especial por moda ou por cinema para gostar de 101 filmes para quem ama moda, escrito pela jornalista Alexandra Farah e publicado pela Senai-SP Editora, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo. Por reunir tantos bastidores, fotos de encher os olhos e lembranças de bons momentos da sétima arte, a leitura flui e informa de forma leve, divertida.

Dividido em quatro blocos temáticos (Estilistas, Documentários, Cinema Brasileiro e Musicais), o livro faz um passeio por épocas variadas, citando os mais diferentes estilos e propostas de figurinos.

Começando pelos estilistas, estão lá, entre outros, Coco Chanel, Hubert de Givenchy e Yves Saint Laurent.

Na obra, ficamos sabendo que Chanel reclamava que as atrizes eram “enfeitadas demais”. E que a revista The New Yorker escreveu que “Chanel faz uma mulher parecer uma mulher, e Hollywood quer que uma mulher pareça duas”. De todo modo, a francesa assinou os figurinos de Esta noite ou nunca, A Regra do Jogo e Ano passado em Marienbad.

Dono eterno da admiração dos fashionistas por ter vestido Audrey Hepburn em clássicos como Sabrina e Bonequinha de Luxo, Givenchy encheu os olhos do mundo com clássicos como o tubinho preto e a combinação de calça justa com sapatilha. Simples e chique demais.

Já Saint Laurent assinou trabalhos do porte de A Pantera Cor de Rosa e A Bela da Tarde, esse último um clássico com Catherine Deneuve linda e jovem no papel da mulher que, entediada no casamento, se prostituía escondida do marido.

No item documentários, há indicações de filmes que inclusive trazem críticas à indústria da moda, como O Verdadeiro Custo, que denuncia algumas práticas da chamada fast fashion, produção em série de roupas em escala semanal, com peças produzidas em países pobres e em condições desumanas de trabalho.

Made in Brazil

Entre as produções locais destacadas no livro, estão películas como O Cangaceiro, com figurinos de ninguém menos que o artista plástico Carybé. Uma informação luxuosa e desconhecida por muita gente que viu o filme. Para que a equipe de gravação pudesse visualizar a posição das peças em cena, ele fez uma série de desenhos cenográficos que mostravam os cenários, um trabalho apurado de produção.

Vai mais uma referência clássica aí? Em Todas as mulheres do mundo, declaração de amor de Domingos de Oliveira à musa Leila Diniz, algumas das peças saíram do acervo pessoal da atriz, como o biquíni de Maria Alice e o tubinho branco.

Para fechar, dicas de musicais muito fashion, como Entre a Loira e a Morena, estrelado pela diva Carmem Miranda e seus turbantes, e Os homens preferem as loiras, com ninguém menos que Marilyn Monroe brilhando de tomara que caia rosa e cantando que os diamantes são os melhores amigos de uma garota.

Diversão garantida ou o seu ingresso de volta.

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O livro da Senai-SP Editora com dicas de filmes para quem ama moda: leitura leve e repleta de bastidores. Reprodução: Everton Amaro/Fiesp

“Para o consumidor comprar, tem que valer muito a pena”, afirma especialista em varejo têxtil

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

Os desafios da cadeia fornecedora brasileira foram debatidos, na tarde desta terça-feira (12/4), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), durante a reunião de seu Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário (Comtextil), coordenado por Elias Miguel Haddad.

O encontro teve como palestrante convidado o diretor executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), Edmundo Lima. A associação representa as principais redes do varejo nacional que comercializam vestuário, bolsas e acessórios de moda, além de cama, mesa e banho. A entidade apoia ações que visem a responsabilidade social, a formalização nas relações comerciais e o combate à concorrência fraudulenta.

Durante o encontro, Edmundo falou da realidade do setor e das tendências. “O consumidor está mais arredio e exigente, preocupado com a qualidade e com o preço”. Para atender melhor o setor, o especialista sugere foco no produto: desenvolvimento, agilidade e flexibilidade (no conceito de fast fashion).

Ele ainda enumera outras ações, como a gestão de fornecedores; substituição dos produtos importados pelo nacional; busca pela eficiência operacional; construção de relacionamento com a cadeia de fornecedores; olhar aprofundado para a sustentabilidade; dentre outras.

“Em tempos de crise econômica, para o consumidor comprar, tem que valer muito a pena”, afirmou. De acordo com Edmundo, é fundamental que os empresários apostem nesta tendência para ampliar o seu futuro no mercado.

Edmundo enfatizou na reunião que o consumidor não aceita mais comprar produtos iguais e que as novelas muitas vezes dita a moda lá fora. “O que a televisão mostra em um dia, o consumidor procura no dia seguinte nas lojas. O nosso diferencial é justamente a flexibilidade da moda e com propostas que façam sentido para o consumidor.”

O especialista conta que o varejista valoriza o produto nacional e que é muito rigoroso com prazos. No entanto, em tempos de fast fashion, tudo deve ser adaptado. “Temos que ter a capacidade de resposta às mudanças no consumo, flexibilidade na produção de novos modelos e agilidade em prazos. Tudo com baixo custo de produção e alta produtividade, sem perder o alto padrão de qualidade”, concluiu.

Também participaram da reunião os coordenadores adjuntos do Comtextil Francisco Ferraroli, Paulo dos Anjos e Ramiro Sanches.

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Reunião do Comtexti, da Fiesp, com a participação de diretor da ABVTEX. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Preparação para a mudança é mensagem de apresentação no Comtextil sobre conferência anual da ITMF

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Francisco Ferraroli fez apresentação nesta terça-feira (17/11) em reunião do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário da Fiesp (Comtextil), do qual é coordenador adjunto, sobre a conferência anual da ITMF (sigla em inglês de Federação Internacional de Produtores Têxteis). Realizada em San Francisco (EUA) de 10 a 12 de setembro, teve como tema Produção inteligente e responsável da matéria-prima até o consumidor final.

Ferraroli destacou apresentação sobre o novo consumidor, feita durante a ITMF pela Cotton USA, entidade que promove mundialmente o algodão norte-americano e produtos manufaturados com ele. A Cotton mostrou números para 2030, como US$ 2,6 trilhões gastos em vestuário, 4,5 bilhões de pessoas online e 1 em cada 5 pessoas no mundo com mais de 60 anos de idade.

Na Europa e no Japão a Internet é muito menos usada que nos EUA e na China para comparar preços, escolher estilos e ler críticas, o que é um desafio para a indústria. Ferraroli falou sobre a tendência à adequação por parte dos fabricantes e cadeias produtivas. Novas estratégias de vendas, por exemplo com entrega grátis e devolução também grátis, estão entre as armas.

Como curiosidade, citou a Patagonia, para a qual a sustentabilidade é valor chave. A empresa criou serviço móvel para reparos de roupas da marca, evitando o desperdício. Só que graças a iniciativas como essa, com o apelo da sustentabilidade, a Patagonia vem crescendo fortemente, o que cria um dilema para a empresa.

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Reunião do Comtextil com apresentação sobre o Congresso ITMF 2015. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Outro ponto destacado é a diferença no comportamento da chamada Geração Y (nascidos entre a década de 1980 e meados da década de 1990) em relação à média da população. Por exemplo, 48% dos homens da Geração Y gostam de comprar roupas, contra 38% dos homens em geral. 47%, contra 34%, gostam de estar na moda, e 61%, contra 47%, preferem comprar novos estilos.

A Geração Y é menos avessa a gastar em roupas o dinheiro que estiver sobrando e tem maior proporção de compradores leais a marcas que fornecem informação útil. Também os latinos são mais propensos a comprar e mais leais que a média.

Outro tema foi o do conforto ativo. É cada vez maior a influência no dia a dia da roupa esportiva, que incorpora sensações agradáveis. Casual wear e active war crescem. Suas vendas devem aumentar 33% nos EUA, 30% na Europa e 40% na América Latina até 2020.

O levantamento da Cotton mostra que o algodão é preferido por conforto, versatilidade, respirabilidade, durabilidade em relação ao tecido sintético, mas não há recursos naturais para suprir a crescente demanda pelo tecido.

O tema do tecido sintético versus algodão voltou à discussão mais tarde. Elias Miguel Haddad, coordenador do Comtextil, defendeu o conforto do tecido misto algodão-poliéster. Ferraroli argumentou que a discussão sobre o que é melhor não tem cabimento – a indústria tem que achar o que atende ao público.

O novo consumidor traz oportunidade para o algodão, mas é preciso estabelecer relacionamento próximo com novos consumidores, distanciar-se dos velhos modelos de negócios e partir para a personalização, encontrar soluções para ampliar base de consumidores.

A segunda apresentação da ITMF comentada por Ferraroli foi a feita por Michael Dart, coautor de As Novas Regras do Varejo (editora Figurati). Depois de explicar as ondas do varejo (grosso modo, 1850 – poder do produtor; 1950 – poder do marketing; 1980 – poder do consumidor; 2011 – poder pela experiência), disse que o consumidor está no comando. Isso exige esforço enorme e grande dificuldade para fazer algo que chame a atenção. A grande questão é: o que querem os novos consumidores?

Algumas respostas:

1-   Mudar de precisar de coisas para exigir experiências.

2-   Sair do que serve para o personalizado.

3-   Da plutocracia (coisas para poucos) para a democracia, mas com qualidade.

4-   Do novo para o novo, já. Levantamento mostra que 30% do que se compra é influenciado pelo que se vê no celular. A informação é instantânea

5-   Do individual para o comunitário.

6-   Da tecnologia voltada ao trabalho para a tecnologia voltada à vida, ao bem-estar.

“Temos”, disse Ferraroli, “que nos preparar para 2020. O mundo não vai esperar o Brasil.”

A apresentação de Dart destacou a chamada quarta onda, da tecnologia/poder da experiência, típica da chamada Era Jobs (referência a Steve Jobs, que revolucionou o mercado com a Apple). Dart cita como novas regras do varejo a conectividade neurológica, que é atrair e conquistar a mente do consumidor, além de apelar a seus cinco sentidos. Será necessário antever o que os consumidores querem, como a Zara, “com a mão no pulso do consumidor” para reagir cada vez mais rapidamente.

Para Dart, haverá três segmentos competitivos no varejo. Um baseado na distribuição e comodidade, com players como Amazon.com, Walmart, Kohl’s, e a novíssima JET (que cobra taxa de adesão e depois vende a preço de custo).

O segundo segmento é o omni-channel, cujos participantes terão que se voltar ao celular e se preparar para novas opções de entrega e compra. Por fim, o varejo de produtos em que o preço é o grande fator.

Nos próximos anos, a previsão de Dart é que terão desaparecido 50% de todas as marcas e varejistas. Para Ferraroli, a questão é quais conseguirão fazer a virada?

Os consumidores, disse, estão cada vez mais informados, com acesso mais rápido, capazes de ir buscar na hora o que querem. Querer uma nova roupa de festa mudou para querer uma nova roupa depois de aparecer na foto do dia…

Uma equação ainda não resolvida, segundo Ferraroli, é a aspiração à sustentabilidade das novas gerações e o fast fashion.

Millenium e fast fashion – como se resolve a equação? Não há resposta ainda, de acordo com Ferraroli.

Lembrou que cada vez mais vai haver influência maior da possibilidade de alugar coisas, em vez de vender. Utensílios domésticos e ferramentas, por exemplo.

“Isso vai mexer conosco. Precisaremos encontrar quem nos ajude a encontrar resposta para isso.”

Elias Miguel Haddad elogiou a apresentação de Ferraroli. “A grande lição que tirei hoje é que temos que estar abertos a experiências”, disse Haddad. Lembrou que a Kodak inventou, mas não soube explorar, a câmera digital. “Não soube se adaptar à mudança.” Outro exemplo que usou foi da Sears, que era a maior varejista dos EUA, vendia por catálogo e não soube se adaptar.

Sociedade está mais atenta à sustentabilidade, diz especialista em moda

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A indústria confeccionista de vestuário comete um importante erro ao direcionar sua estratégia de criação e produção para a marca, em vez de pensar no consumidor final, avaliou nesta terça-feira (22) a especialista em moda Patricia Sant´Anna, fundadora da consultoria Tendere.

“O confeccionista acha que está produzindo para a marca, mas tem que pensar no cliente final, porque é ele que legitima toda a cadeia produtiva”, afirmou Patricia ao palestrar sobre a sustentabilidade e a indústria da moda. O seminário, voltado para profissionais dessa indústria, foi organizado pelo Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp e realizado na sede da entidade.

Segundo a especialista, a sociedade está mais atenta e exigente com relação à sustentabilidade. “Isso tem relação com geração Y e Z, que vai ser mais de 50% da sociedade consumidora ativa em 2017.”

Ela afirmou ainda ser urgente que a indústria da moda, que compreende os segmentos têxtil-confeccionista, calçadista e acessórios, joias e semijoias e beleza (cosméticos e maquiagem), deixe de subestimar o consumidor brasileiro.

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Patricia Sant'Anna durante a palestra "Indústria da Moda e Sustentabilidade", na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


“O consumo é um ato de afirmação. Se, no primeiro momento o brasileiro pensou muito em comprar em quantidade, agora ele está deixando isso de lado cada vez mais e busca marcas específicas”, disse.

Negócio sustentável

Na avaliação da especialista, o momento da indústria da moda é de mudança de paradigma, para um modelo que busque criar um produto com mais durabilidade não só física, mas simbólica.

“Pensar na durabilidade da peça tanto em termos material quanto simbólicos faz a o produto ser muito mais difícil de ser elaborado”, disse. “E a gente precisa reinventar uma maneira de ganhar dinheiro na verdade, para uma nova realidade, realmente assumir que isso é uma necessidade. Não adianta insistir num formato que está no caminho de ser superado.”

Patricia destacou algumas barreiras para novos modelos de negócios no universo da moda. Uma delas é a “herança escravocrata” que compromete o desenvolvimento de profissionais dessa indústria.

“Há uma hierarquia que inibe funcionários. É importante investir na pessoa, deixá-la florescer na empresa. Às vezes, essa pessoa pode sair da empresa depois e não tem problema nenhum. Ao deixá-la ir para outro lugar, a empresa melhora o seu ambiente competitivo.”

Ela também defendeu que a redução de recursos naturais é uma estratégia de sustentabilidade que gera riquezas para as empresas.

“Ao reduzir o consumo de recursos naturais, os empreendimentos também economizam recursos financeiros. Estamos numa lógica capitalista, então, se a gente não ganhar dinheiro, significa que o processo não funciona.”

Senai Mix Design: Bem-vindos ao outono-inverno 2016

Isabela Barros

Bem-vindos ao outono-inverno de 2016. Entre os designers e especialistas em moda do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), a temporada de frio do próximo ano já inspira tendências variadas, referências a serem trabalhadas pela indústria para chegar às vitrines mais adiante. Assim, para ajudar quem produz, a instituição lançou, nos dias 01 e 02 de julho, o projeto Senai Mix Design. A iniciativa incluiu palestras, apresentações de empresas, oficina e o lançamento da publicação Direções Criativas para o Outono-Inverno 2016.

O Senai Mix Design divulga informações de moda e tendências de comportamento e consumo para os setores de vestuário, calçados, botas, joias folheadas e bijuterias. Para levantar esses dados, foram realizadas visitas a feiras internacionais, análise de relatórios de agências especializadas e monitoramento de jornais, sites e revistas, entre outros meios de comunicação.

De acordo com a designer e consultora Andressa Campideli, da Escola Senai “Francisco Matarazzo”, no Brás, na capital paulista, o tema central das referências para a próxima temporada de frio é “paradoxos”. Já as chamadas direções criativas, ou seja, as tendências em si, são divididas em três grupos: “medo encantado”, “ficção realista” e “coletivo particular”.

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Oficina do Senai Mix Design em São Paulo: tendências para orientar a indústria. Foto: Divulgação


O “medo encantado” envolve peças românticas, leves, mas com um certo ar sombrio. Como isso pode virar realidade nas lojas? A partir de roupas com bordados ou padronagens florais, mas com fundo escuro, por exemplo. E, conforme Andressa, “uma certa dramaticidade”. “Teremos muitas pregas, laços, golas altas. Tudo com um toque vitoriano”, explica. Entre as cores de referências estão nude, vinho e azul escuro.

Já a “ficção realista” une “tecnologia e tradição”. “A androginia é chave para entender o que vai fazer sucesso no próximo outono-inverno”, diz Andressa. “As roupas vão além dos gêneros, com peças de alfaiataria para mulheres”, afirma. “O toque feminino fica por conta de um cinto, um detalhe, por exemplo”. Cores para esse grupo de tendências? Azul mais claro, cinza e verde intenso, entre outras.

Fechando as direções criativas, o “coletivo particular” discute a noção do “coletivo que fortalece o individual”. “Aqui entra em cena a liberdade de expressão nas roupas”, diz Andressa. “E isso com muita influência dos anos 1960 e 1970, com experimentações estéticas”. Nesse item, as cores predominantes são aquelas mais vivas, como verde e coral.

Segundo Andressa, empresários do setor têxtil podem se inspirar nas três direções criativas e suas características para pensar no que produzir. “Uma boa dica é pensar num balanço dessas três referências, avaliar com quais dela as marcas mais vão se identificar”, afirma.

Quer saber mais? Essas e outras informações estão disponíveis no caderno produzido pelo Senai Mix Design, que pode ser adquirido no site do projeto: http://mixdesign.sp.senai.br

Além disso, é possível conferir, no portal, quando a iniciativa chegará a outras cidades do estado de São Paulo. Estão previstas palestras em Americana, Limeira, Franca e Jaú.

Vestido de noiva sustentável vence concurso de moda do Sesi-SP

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

A designer de moda Telma Maria Pereira é a grande vencedora do concurso “Sesi-SP cria moda sustentável”, iniciativa do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) que reúne estudantes e profissionais da área de moda com a finalidade de revelar novos talentos e incentivar a aplicação de conceitos sustentáveis à moda comercial. O resultado foi anunciado na noite desta quarta-feira (26/11), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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Telma Maria Pereira (à direita), abraçada à modelo que desfilou com o vestido de noiva que criou. A peça valeu à designer o primeiro lugar no concurso do Sesi-SP. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Sem medo do desafio de unir glamour e sustentabilidade, Telma criou um vestido de noiva produzido com técnicas ambiental e socialmente responsáveis. “O concurso foi a oportunidade de mostrar que é possível fazer um vestido de noiva usando tecidos reciclados e com sustentabilidade. Consegui juntar minhas duas paixões.”

No vestido de noiva que Telma apresentou no desfile, a sustentabilidade está em cada detalhe. “No meu look usei as ourelas (sobras de tecido), além dos tecidos reciclados fornecidos pela empresa Etex e, na parte da transparência, pesquisei e encontrei uma empresa do Paraná que trabalha de forma artesanal, que incentiva a comunidade local.”

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Vestido de noiva usando tecidos reciclados e emprega uma transparência produzida por empresa paranaense que incentiva a comunidade local. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Formada em Tecnologia e Design de Moda pela Faculdade Anhanguera, a primeira colocada ganhou um manequim para modelagem Propavit, uma máquina de costura doméstica Janome, um kit de costura e moda e um livro de moda da Sesi-SP Editora.

Como finalista, Telma participou dos workshops oferecidos pelo Sesi-SP e elogiou o conteúdo. “Os prêmios que eu ganhei vão me ajudar no ateliê, mas fiquei encantada com a técnica de modelagem que aprendemos no Sesi-SP. É muito prático e vou usar muito no meu trabalho”, contou a vencedora, que usa o reaproveitamento de tecido e a produção artesanal no dia a dia do seu ateliê, especializado em vestidos de festa.

Foi a primeira vez que ela participou do concurso. “Me chamou a atenção por destacar a sustentabilidade, um conceito que eu acredito muito.”

Em segundo lugar, o premiado foi Alan Alves, do Centro Universitário Senac, que apresentou um macacão desmontável e dupla face, o que permite que ele seja transformado em outras pelas como uma bermuda, uma jaqueta ou um colete. Em terceiro, Camila Monteiro, do Senai-SP Francisco Matarazzo, que criou um colete ecofashion, com tecidos reciclados e retalhos, e uma saia midi, feita a partir de uma peça sem uso. Eles ganharam máquina de costura, kit de moda e livro.


Exposição e palestra

Antes do desfile e da premiação, o público que participou do evento teve acesso a uma exposição que mostrou a evolução das máquinas de costura e reuniu manequins e tecidos sustentáveis.

Além disso, pôde acompanhar a palestra Moda e Sustentabilidade, realizada por Nina Braga, diretora do Instituto-E, organização que busca posicionar o Brasil como o país do desenvolvimento humano sustentável.

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Nina Braga, diretora do Instituto-E: moda só faz sentido se ética e estética andarem juntos. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Ela criticou a tendência do “fast fashion”, impulsionada pela produção asiática. “É uma moda que cria desejos artificiais, sem muita reflexão. É algo compulsivo e descartável. Não é um consumo consciente. Com o barateamento da produção, as pessoas não pensam se a camiseta não vai resistir a várias lavagens ou se foi feita por meio de trabalho escravo.”

Como oposição ao fast fashion ou luxo negativo, que tem como base o consumismo e o esnobismo, Nina apresentou os conceitos da moda sustentável (ou o luxo positivo), que traz refinamento, satisfação e respeito, influenciando na moda.

“Para mim só faz sentido se ética e estética andarem juntos. Não consigo achar bonita uma peça que eu sei que envolveu trabalho escravo ou infantil ou foi feita em um processo extremamente poluente”, afirmou.

Nina também falou sobre os projetos do Instituto-E. Entre eles, a pesquisa de materiais sustentáveis que podem ser usados na moda brasileira, como seda orgânica, algodão reciclado, juta e pele de pirarucu.

>> Galeria: veja as fotos da final do concurso ‘Sesi-SP cria moda sustentável

Diferenciais podem estar nos detalhes, defendem designers do Senai Mix Design

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Se o fabricante produz 50 modelagens, que aumente esse número para 54, mostre quatro produtos diferenciados e ofereça-os aos poucos para o mercado, orienta a designer de artefatos de couro e instrutora do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Melissa Bosquê.

Ela é uma das autoras do box Senai Mix Design Outono/Inverno 2015, formado por quatro livros que reúnem tendências e inspirações para os setores de vestuário, artefatos de couro, calçados e joias folheadas e bijuterias.

“É difícil sair da cópia porque, quando o empresário vai vender, as pessoas já estão querendo o que está na tendência e ele sente a necessidade de seguir esse parâmetro”, reconhece Melissa. “Mas é possível ganhar o volume de dinheiro com o que o mercado está pedindo e, em paralelo, fazer algumas experiências”, complementa.

Melissa destaca que as empresas que têm mais liberdade para sair dessa opção são as que atuam em segmentos específicos.

Melissa: desafio de inovar sem perder o foco no mercado. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Melissa: desafio de inovar na produção sem perder o foco no mercado. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


“A gente conhece uma empresa que fabrica bolsas para cinegrafistas. Ela atende o pessoal que trabalha em TV, portanto não tem muito concorrente e consegue sair mais da tendência”, conta. “Agora quem trabalha com a bolsa para moda precisa fazer realmente o que o mercado aceita, mas sem deixar de ter diferenciais. Se você tem 50 peças, faça 54 e mostre quatro opções diferenciadas”, orienta a designer.

Questão de estilo

O desafio de sair da cópia também se aplica ao setor de semi joias e bijuterias finas. Na avaliação da designer e também autora do Senai Mix Design Maysa Neves Pimenta, o conforto de copiar ainda se sobrepõe ao desafio de criar.

“Não só no setor da joia, mas em todos os setores é muito mais cômodo olhar o que lançou na novela, no desfile e copiar. É importante acreditar no trabalho do designer e ter isso como um norteador, ter a visão de que a marca precisa ter um direcionamento e estilo”, defende.

Embora defenda a independência criativa do fabricante, Maysa ressalta a importância do equilíbrio entre tendência global e o viés da cultura local para emplacar um produto no mercado.

“Não é só uma questão de tendência de moda, mas de consumo. Então pode ser um produto totalmente autoral, mas ele tem de ter uma carinha do que está sendo traçado internacionalmente, caso contrário ele não está inserido no mercado”.

Sustentabilidade

Referência de moda e comportamento, a produção e o consumo sustentáveis de vestuário e acessórios também podem ser aplicados à realidade dos fabricantes de pequeno porte.

A designer Melissa alerta, no entanto, para que a mudança de hábito da empresa ocorra aos poucos. “Não adiantar levar a fábrica de ponta cabeça. O negócio é fazer inovação com uma linha pequena de produto com matéria-prima 100% orgânica e testar a reação dos clientes. Depois ele [empresário] pode investir mais no processo inteiro”, orienta.

Para micro e pequenas empresas

Os cadernos de inspirações do Senai Mix Design Outubro/Novembro – 2015 são voltados para a empresa de micro e pequeno porte, afirma Melissa Bosquê.

“O empresário grande sai para pesquisa, eles estão nas feiras de matéria-prima, têm equipes próprias para esse trabalho. O box é mais um material que ele consegue. Para a pequena e micro empresa, é um material essencial, com todas as informações compiladas para que ele as use no dia-a-dia”, explica a designer.

Há uma preocupação da equipe do Senai Mix Design, segundo Melissa, em adequar as tendências encontradas nas feiras e nos desfiles fora do país para a realidade do consumidor brasileiro. “A gente traz tudo o que viu de matéria-prima em feiras e desfiles lá fora como filtro para o Brasil”, conta.

A designer de joias, Maysa Neves Pimenta, pensou até no empresário que fabrica suas peças sozinho enquanto elaborava o caderno de joias folheadas e bijuterias finas. “Eu enxergo o Senai Mix Design como um orientador para que essas pessoas desenvolvam produtos com diferencial e não tenham que brigar só pelo preço, mas ter seu lugar no mercado com identidade de marca”, garante.


Senai Mix Design apresenta tendências de moda e estilo para a indústria

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Uma tendência minimalista, que prima pela reaproximação do indivíduo com a natureza e se reflete em tons terrosos e acabamento fosco para as peças de couro e materiais como madeira reciclada para as semi joias e bijuterias. Essas e outras inspirações foram apresentadas para empresários e profissionais da indústria de artefatos de couro e de semi joias na noite desta quarta-feira (30/07).

A iniciativa faz parte do projeto Senai Mix Design Outono/Inverno – 2015, que envolve um box com um compilado de direções criativas que, a partir de pesquisas das principais tendências globais, apresentam referências de moda e estilo para a indústria.

Segundo a designer Melissa Bosquê, instrutora de artefatos de couro do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), verifica-se uma tendência global muito forte para uma fuga ao imaginário, ao mundo da fantasia.

“É um mundo romântico, com muitos detalhes, mas também muito sombrio. A gente vai ver muito preto e tons mais fechados, como o vinho”, afirmou Melissa ao apresentar a cartela de cores para os artefatos de couro.

Camurças e napas

Os materiais que devem ser mais usados, segundo a designer, são as camurças e napas de pelos bovinos e caprinos. “Como o nosso inverno é menor que o europeu, temos que ter o cuidado de usar os pelos apenas nos detalhes da peça, num punho da jaqueta, por exemplo”, alertou.

Para o fabricante de bolsas, a dica da designer é apostar em muitas aplicações em uma mesma peça. A regra do uso de pelos bovinos e caprinos, nesse caso, é um pouco diferente. “Nesse caso a bolsa pode ser pequena e toda de pelo”.

Os recortes assimétricos para vestuário de couro devem ser predominantes. “A saia rodada também vai ser bastante vista”, disse. “Mas pode explorar a saia plissada também, embora essa seja mais cara para fazer”.

Sem brilho

Melissa explica que as peças sem brilho, com poucas aplicações, sobretudo de metal, e jaquetas com mangas mais ajustadas devem agradar aos que seguem a tendência minimalista. “Para as bolsas, acreditamos que devem ser exploradas os modelos satchel ou sacola”, disse.

Outra inspiração criativa elaborada pela design é o conceito experimental, o qual acena para a experiência com novas misturas, potencializadas pela tecnologia. “Nessa direção há uma necessidade de criação, o aspecto tecnológico também está muito presente. Há um apelo artístico, de colocar o seu olhar”, orientou Melissa.

Todas as inspirações apresentadas por Melissa estão mais detalhadas no box do Senai Mix Design. Mas algumas dicas apresentadas pela designer já alcançaram pessoas como Kelly Cristina Cavani, assistente comercial de uma fabricante de brindes em couro e sintético.

Kelly: materiais e texturas aplicados à produção de brindes. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Kelly: materiais e texturas aplicados à produção de brindes. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

“Minha área é de confecção de brindes para fabricantes de cosméticos, a gente produz estojos e necessaires para maquiagens. Vamos conseguir aplicar alguns tipos dos materiais e texturas que foram apresentados”, contou Kelly Cristina logo após a apresentação do novo catálogo.

Um recomeço

A designer de joias Maysa Neves Pimenta, instrutora no Senai de Limeira, também apresentou as inspirações do próximo outono/inverno para o mercado de joias folheadas e bijuterias.

Para os temas que remetem ao minimalismo e à natureza, a frente deve ter materiais de madeira reciclada ou com aspecto ecológico, com banhos em prata e ouro. “O MDF com corte a laser também pode ser usado, dá um aspecto rústico e tem baixo custo”.

Os banhos em prata e materiais acrílicos em diversas formas e cores traduzem o conceito da tendência experimental para as semi joias e bijuterias. Já os banhos e ouro e ródio negro, além de materiais como pérolas, pedras preciosas, cristais e tecidos expressam a chamada vertente surreal do trabalho.

As direções criativas de Maysa foram de encontro com a fase de recomeço de Sandra Regina Gonçalves de Oliveira Bento, de 56 anos. Ela é uma empresária de semi joias e bijuterias finas que tenta retomar as atividades de sua oficina.

Em 2008, Sandra iniciou uma cooperativa virtual de design de bijuterias finas com ao menos 12 artesãs de estados diferentes. “A gente fez nossa primeira coleção em 2008, tudo feito à distância. Isso deu certo durante um tempo, mas, era uma questão de logística, elas moravam muito longe”, relembrou Sandra.

Sandra: recomeço a partir das tendências apresentadas pelo Senai Mix Design. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Sandra: recomeço a partir das tendências apresentadas pelo Senai Mix Design. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Antes de o projeto ser desfeito em 2011, Sandra chegou a expor as peças da cooperativa em feiras no interior e na capital de São Paulo. Algumas chegaram a ser exportadas. Agora sem as artesãs, Sandra se prepara para retomar seu negócio.

“A minha oficina está lá eu quero continuar com a empresa em uma nova cara, o meu forte mesmo vai ser a bijuteria fina com couro e pedras. Estou me preparando para recomeçar com uma visão mais profissional”, garantiu.

Sesi-SP premia melhores criações de moda e sustentabilidade

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Trazendo o conceito de slow fashion, o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) realizou nesta quarta-feira (18/12) o evento de premiação do concurso “Sesi-SP cria moda sustentável”, no Espaço Fiesp, em São Paulo. A 1ª colocada foi a estilista Marcela Pankowsk, da Faculdade Santa Marcelina. Ela recebeu um troféu, um manequim para modelagem Draft, uma máquina de costura doméstica Janome 3160QDC, um kit e um livro de costura e moda.

“Eu queria construir uma marca atemporal e que tivesse algo mais a acrescentar para o meu consumidor. Trabalhava no mercado da moda, mas não me sentia feliz. Por isso fui buscar algo diferente e decidi seguir o caminho da moda sustentável”, contou a vencedora, que criou uma peça modular (que permite usos diferentes) com tecido 100% reciclado.

A segunda colocada foi Fernanda Locatelli Tubak, da Faculdade Paulista de Artes, e a 3ª, Andrezza Bandeira, das Faculdades Metropolitanas Unidas. Ambas receberam troféus, máquinas de costura (Janome 2030QDC para a 2ª e Janome 2008 para a 3ª), kit e livro de costura e moda.

Os 19 estilistas selecionados apresentaram suas criações em um desfile, mostrando as peças que confeccionaram utilizando processos e tecidos renováveis e/ou sustentáveis. Não foi permitido o uso de materiais “alternativos” como sacos plásticos e garrafas pet.

Neste ano, o concurso trouxe o conceito de slow fashion, que tem como premissa a criação de peças feitas sob medida, perene, de qualidade, significativa e extensiva ao usuário.

O júri do concurso foi formado pela pesquisadora de tendências de consumo, designer e professora de moda, Letícia Diniz; o professor do Senai-SP nas áreas têxtil e moda, Odair Tuono; a presidente do Instituto Ecotece – Centro de Estudos e Desenvolvimento de Práticas do Vestir Consciente, Lía Spínola; e a ex-modelo, estilista e uma das grandes defensoras da moda sustentável, Chiara Gadaleta.

Para selecionar os vencedores,  os jurados consideraram critérios como adequação ao tema, originalidade, criatividade, reaproveitamento de materiais e qualidade do produto final.



Nova era da moda

Antes do desfile e da premiação, Chiara Gadaleta fez uma apresentação sobre o tema “Eco Era: unindo estilo e sustentabilidade”. Ela falou sobre como os movimentos sociais influenciam a moda e também como a moda pode impactar na sociedade.

“Temos que cuidar do hoje da melhor forma possível, sem esquecer o amanhã, pensando no que vamos deixar para as próximas gerações. É exatamente aí que a moda entra, já que ela tem um grande potencial de viralizar uma mensagem com muita rapidez. Por isso temos que nos unir para trabalhar de forma sustentável.”

Para Chiara, todos que consomem moda podem ter ações sustentáveis. “É preciso se questionar sobre o consumo, apoiar marcas conscientes e responsáveis e buscar sempre soluções sustentáveis, sem deixar de lado seu estilo.”

Sesi-SP divulga classificados do concurso ‘Sesi cria moda sustentável’

Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544403025O Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) divulgou nesta quarta-feira (06/11) o nome dos 20 classificados do concurso “Sesi cria moda sustentável’, voltado para estudantes de cursos diversos na área de moda dos níveis técnicos, de graduação ou pós-graduação e livres de escolas de São Paulo e Grande São Paulo

Os selecionados vão produzir suas peças durante o curso intensivo de 40h utilizando o Método Sesi -SP de Modelagem Plana. No dia 18/12, durante o evento Moda e Sustentabilidade, que será realizado no Espaço Fiesp, terão a oportunidade de desfilar suas criações.

Conheça os classificados

– André Abreu Ferreira – Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU)
– André Carvalho Fortes – Senai Francisco Matarazzo
– Breno Lifonso do Nascimento – Senai Francisco Matarazzo
– Cristiane Mendes Seixas – Universidade São Paulo (EACH – USP)
– Eduardo de Oliveira Junior – Projeto Sob Medida (Associação dos Alfaiates e Camiseiros do Estado de São Paulo – AACESP)
– Fernanda Locatelli Tubaki – Faculdade Paulista de Artes (FPA)
– Helena Akemi Kavano – Centro Universitário Anhanguera de São Paulo
– João Diogo Furtado Machado – Senai Francisco Matarazzo
– Leonara Freire Stella Universidade Anhembi Morumbi
– Lucas Matheus de Souza Esteves – ETEC Carlos de Campos
– Lucas Menezes de Souza – Senac
– Luiz Otávio de Miranda Matias – Senai Francisco Matarazzo
– Marcela Bachilli Pankowsk – Faculdade Santa Marcelina
– Marilia Justo de Almeida – IED Instituto Europeo de Design
– Natallye Mantovani Nonato – Universidade Anhembi Morumbi
– Nathalia do N. Moraes – ETEC Carlos de Campos
– Priscila Mariano dos Santos – Sesi-SP
– Rodolpho da Silva Castro – Universidade Bandeirantes de São Paulo
– Timeni Andrade Gonçalves – Centro Universitário Belas Artes de São Paulo
– Winne Pio da Silva – ETEC Carlos de Campos

>> Mais informações sobre o concurso ‘Sesi cria moda sustentável’

Concurso de Moda Sustentável do Sesi-SP, voltado a estudantes da área, tem inscrição prorrogada para 28/10

Agência Indusnet  Fiesp  

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544403025Estudantes de cursos diversos na área de moda, desde o nível técnico à pós-graduação e cursos livres, poderão mostrar os seus talentos no concurso “Sesi Cria Moda Sustentável”,  promovido pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

As inscrições foram prorrogadas para o próximo dia 28 de outubro.

A seleção fará parte  do evento Moda e Sustentabilidade realizado pelo Centro de Pesquisa e Treinamento em Costura e Moda do Sesi-SP,  localizado na Rua Catumbi, no bairro do Belenzinho, na capital paulista.

O evento pretende aproximar os participantes dos cursos e oficinas do Sesi-SP com os profissionais de moda, além de incentivar novos talentos da área e agregar valor aos programas da entidade.

Mesclando os conceitos da moda com os da sustentabilidade, pretende-se marcar o início de um processo de reflexão para uma moda ética, unindo o fashion, o comercial e o sustentável nos produtos.

O concurso é aberto aos estudantes de cursos diversos na área de moda dos níveis técnicos, de graduação ou pós-graduação e livres de escolas localizadas na capital e Grande São Paulo.

A iniciativa conta com o apoio do Senai-SP, das indústrias Draft Manequins Industriais e Janome do Brasil e do Instituto Ecotece.

As inscrições são gratuitas e deverão ser efetivadas  até o 28/10/2013.

Para obter mais informações e os formulários necessários para a inscrição, clique aqui.

Sesi Catumbi apresenta alternativas de moda sustentável

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544403025

Leticia Diniz: 'Na moda não há um parâmetro correto para o gerenciamento dos impactos ambientais'. Foto: Helcio Nagamine

Aumentar o tempo de vida útil dos insumos têxteis, adaptando as peças com a inclusão de cores, aviamentos e pedrarias que sejam compatíveis com as tendências da moda. Esta é, na avaliação da designer de moda Letícia Diniz, uma das alternativas que contribuirá para o consumo consciente e, também, para a sustentabilidade do planeta.

O tema foi discutido durante o seminário Sesi-SP Cria Moda Sustentável, realizado nesta terça-feira (13/11) no Teatro do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso com a participação de cerca de 120 estudantes do ensino médio da unidade do Sesi Catumbi, em São Paulo.

De acordo com Letícia, o ser humano descarta em média 24,5 quilos de roupa por ano, o que, no seu entendimento, compromete a sustentabilidade do planeta, tendo em vista que uma peça de poliamida (mais conhecida como elastano), por exemplo, demora em média 30 anos para se decompor.

“Na moda não há um parâmetro correto para o gerenciamento dos impactos ambientais”, observou a designer, ao enfatizar o aumento da preocupação dos consumidores com o impacto que determinado produto pode ocasionar ao meio ambiente.

Como exemplo, Letícia apresentou cases de indústrias que adotam práticas sustentáveis no processo de produção.

“O comércio justo visa isso [sustentabilidade], uma abordagem do consumo interligado à postura ética adotada durante todas as etapas do processo de produção”, destacou. E completou: “Quando a gente escolhe uma camiseta made in Brasil, a gente está dando emprego para o cidadão daqui, auxiliando no desenvolvimento do design e da indústria têxtil nacional”.

Empresário consciente

O gerente de resíduos têxteis do Sindicato das Indústrias Têxteis do Estado de São Paulo (Sinditêxtil-SP), Sylvio Tobias Nápolis Júnior, apresentou o projeto Retalho Fashion – iniciativa promovida pelo Sinditêxtil, que promove a coleta de resíduos têxteis das confecções instaladas no bairro do Bom Retiro.

Segundo ele, o material é utilizado por comunidades de catadores da região na confecção fios, forração de automóveis, tecidos, tapetes, sacolas de supermercados, bolsas e roupas.

“Os empresários precisam ter uma mudança de postura. O Brasil não dá valor a nenhum recurso natural. A gente desperdiça água, energia elétrica e todos os recursos naturais”, afirmou.

Nápolis Júnior acredita que o projeto Retalho Fashion é uma resposta antecipada do setor às regras da Politica Nacional de Resíduos Sólidos, que entrará em vigor para as empresas do setor têxtil a partir de 2014.

“Se as empresas não se adaptarem a dar um destino perfeito ao descarte de material, serão multadas. Por isso, é muito importante que estas empresas se preparem”, salientou.

O seminário foi encerrado com a apresentação da 2ª edição do Desfile Eco-Literário, com peças confeccionadas pelos alunos do ensino médio do Centro de Atividades (CAT) do Sesi Catumbi, a partir de conceitos como ecologia, arte, moda, literatura e sustentabilidade.

Exposição apresenta know-how de escola do Senai especializada em artefatos de couro

Agência Indusnet Fiesp

Senai Artefatos de Couro está presente na exposição "A evolução das bolsas e acessórios femininos". Foto: divulgação

Senai Artefatos de Couro está presente na exposição "A evolução das bolsas e acessórios femininos". Foto: divulgação

Quem passar pelo shopping Frei Caneca, na região da Consolação, em São Paulo, tem a chance de ver a exposição “A evolução das bolsas e acessórios femininos”, realizada em parceria com o Senai Artefatos de Couro.

A mostra, aberta até o dia 30 de setembro, apresenta 13 modelos de bolsas que ilustram a evolução deste acessório que está presente no guarda-roupa feminino, com modelos fabricados durante a década de 1910 até os dias de hoje. Para este evento, os profissionais do Senai-SP produziram cinco modelos de bolsas com as tendências da coleção Primavera/Verão 2013.

Os modelos são exibidos por décadas e reúnem características de cada época – de bordados de pedras com cores fortes e vibrantes até tons mais neutros e minimalistas.

“O objetivo da exposição não é somente apresentar a moda passado em bolsas e acessórios, mas principalmente divulgar o trabalho realizado pela unidade junto à indústria”, explica Renato Daracdjian, diretor da Escola Senai Maria Angelina Vicente de Azevedo Franceschini.

A escola, de acordo com Daracdjian, conta com o único laboratório de ensaios mecânicos credenciado pelo CGCRE e está habilitada para a realização de ensaios laboratoriais de matérias-primas e de produtos acabados para sofás, bolsas, calçados, bancos automotivos, necessaires para indústria cosmética, cintos, dentre outros.

“Nossa unidade de artefatos de couro é referencia mundial na qualificação de profissionais do segmento, no desenvolvimento estratégico do design como diferencial de moda”, observa Daracdjian.

Serviço
Exposição “A evolução das Bolsas e acessórios femininos”
Visitação até 30/09/12, de segunda a sábado, das 10h às 22h. Domingos e feriados das 12h às 20h
Shopping Frei Caneca – Rua Frei Caneca, 569, Consolação São Paulo
Entrada gratuita

Conheça os premiados do concurso Jovens Talentos da Moda Senai-SP

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Jean Carlos recebe o prêmio do concurso Jovens Talentos da Moda Senai-SP. Egberto Alves

Jean Carlos recebe o prêmio do concurso Jovens Talentos da Moda Senai-SP. Foto: Egberto Alves

Clássico da literatura infantil, Alice no país das Maravilhas, do escritor Charles Lutwidge Dogson, serviu de inspiração para coleção do estilista Jean Carlos, ex-aluno do curso de desenho técnico do Senai-SP, vencedor da 6ª edição do concurso Jovens Talentos da Moda.

O evento, realizado na noite desta quarta-feira (22/08), no auditório do Senai Francisco Matarazzo, contou com a participação de cerca de 500 pessoas, entre empresários do setor têxtil, estudantes e docentes da instituição. Esta edição do concurso recebeu no total 30 projetos, dos quais foram selecionados os cinco finalistas.

A coleção faz uma comparação do mundo fantástico de Alice com o ambiente virtual, que permite ao indivíduo novos conhecimentos, experiências e amizades, sem sair de casa. Com um look moderno, a Alice cibernética perde a inocência e utiliza roupas que marcam a cintura e valorizam a região do quadril.

O estilista optou por uma cartela de cores vibrantes e o uso de mix de texturas, como o couro e a renda: “Cintura marcada para mim é indispensável. Eu tirei um pouco da inocência dela [Alice] trazendo um pouco de caveira e o preto”, afirmou.

Jean Carlos foi premiado com três máquinas de costura profissional, softwares e a assinatura de sites e revistas especializadas. “Os prêmios vieram em boa hora. O que mais me fez falta durante o processo de produção eu estou ganhando agora, que foram as máquinas de costura”, comemorou o estilista. E arrematou: “Se tudo der certo, agora posso trabalhar por conta própria”.

Do croqui à passarela

Nesta edição, os candidatos foram convidados a embarcar no mundo Fashionville: meu avatar não sai de moda, onde os participantes desenvolveram uma minicoleção, composta por 10 croquis, com modelos inspirados no mundo cibernético.

Para o desfile, os finalistas produziram seis looks completos: dois utilizados para exposição e os demais, para o desfile. Com um critério rígido de avaliação, os finalistas foram avaliados nos quesitos desenho (técnico e artístico), modelagem, ficha técnica, escolha da matéria-prima e aviamentos, acabamento e produção do desfile.

Veja abaixo o resumo dos projetos finalistas:

  • 2º lugar: Agda Martins Feitosa e Angélica Aparecida Pamplona

Divas Futuristas: Inspiradas nos blogs das it-girls e fashionistas do momento, a coleção apresentou peças estruturadas que afinam a silhueta e valorizam a região do quadril da mulher sem deixar o look vulgar.

  • 3º lugar: Mayra Teixera e Suely Rocha

Ensaios sobre a perfeição: A mulher contemporânea, que transita bem entre o mundo e também o virtual, e que tem o poder de concretizar os seus ideais de beleza, seja por meio de cirurgia plástico ou uma nova coloração de cabelo, são as fontes de inspiração da dupla de estilistas, que na apresentação das peças abusaram das cinturas marcadas, dos decotes profundos e o uso da transparência, tornando o look sensual e feminino.

  • 4º lugar: Uiara Humberto Peixeiro

Gamificação: Os componentes técnicos e hardwares serviram de inspiração para a estilista que desenvolveu uma estamparia exclusiva baseado no formato da placa mãe do computador. O resultado foi uma estampa que de longe remete a moda dos lenços, presente na coleção do estilista brasileiro Alexandre Herchcovitch e da marca Dolce & Gabana, mas que de perto lembram o formato do componente eletrônico. A estilista apresentou peças com cintura marcada e peças sem volume.

  • 5º lugar: Guilherme Diniz e Cledir Salgado

La vie en Rose: Inspirado no requinte e elegância da mulher parisiense, os estilistas apresentaram uma coleção com peças delicadas e minimalistas, com corte de alfaiataria, uso de fendas e plissados, segundo os estilistas: “Uma moda que poetiza o corpo da mulher”.

Senai-SP realiza palestra sobre tendência do mercado internacional de moda e apresenta livro colecionável para o setor

Agência Indusnet Fiesp

O Senai-SP lança nessa terça-feira (21/08), às 19 horas, na Escola Senai Francisco Matarazzo, no Brás, o livro de moda Apontamento, Inspirações e Memórias, da Senai-SP Editora. A apresentação do book será seguida por palestra sobre tendências para a temporada outono/inverno 2013. O lançamento faz parte de evento homônimo que, durante dois dias, promoverá gratuitamente workshops e palestras para estudantes e profissionais da área de pesquisa e desenvolvimento de moda.

Na quarta-feira, às 20 horas, haverá um desfile de moda promovido pelos novos talentos do Senai-SP.

Até o dia 18 de setembro, outros sete ciclos de palestras e lançamentos estão previstos em sete municípios: (28/08); São José do Rio Preto (29/08); Ribeirão Preto (31/08); Americana (3/09); Cerquilho (5/09); Santo André (11/09); e Ibitinga (18/9).

As atividades são gratuitas e voltadas a empresários e profissionais dos segmentos têxtil, do vestuário, de couro e calçados. As inscrições devem ser realizadas por meio do site www.sp.senai.br/vestuario.

Os eventos irão falar sobre as tendências do mercado internacional de moda para as próximas estações. Para incentivar o design autoral e criativo serão trabalhadas as memórias afetivas de cada participante, aplicadas na criação de produtos de moda e no desenvolvimento de minicoleções baseadas nas informações das próximas tendências.

As palestras realizadas por profissionais da área e do Senai-SP ressaltam a importância da pesquisa e do planejamento estratégico no desenvolvimento de novos produtos. O objetivo da iniciativa é estimular as empresas a observar o comportamento e os perfis de seus consumidores para a criação de produtos diferenciados e competitivos, que atendam as necessidades e os desejos do público-alvo.

O conceito da primeira edição do livro Apontamentos, Inspirações e Memórias é a importância de aspectos como a leveza, a delicadeza e o respeito praticado entre as pessoas na realidade cotidiana das metrópoles. O caderno traz além das próximas tendências, orientações de estampas, peças-chaves e cartela de cores.

Serviço

Palestras e Workshops sobre Moda e Lançamento do livro Apontamentos, Inspirações e Memórias.
Datas: 21 e 22 /8/2012
Horário: das 8h às 19h
Local: Escola Senai Francisco Matarazzo – R. Correia de Andrade, 232 – Brás São Paulo

Senai-SP antecipa tendências da moda do inverno 2013

Flavia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Visando apresentar tendências do mercado internacional de moda para a temporada outono/inverno 2013, o  Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) promove entre os dias 21 e 22 de agosto, na capital paulista, o evento “Apontamento, inspirações e Memórias”.

Dirigida aos profissionais da área de pesquisa e desenvolvimento de produto, a iniciativa conta com uma série de palestras e workshops gratuitos, no Senai Francisco Matarazzo (Rua Correia de Andrade, 232 , Brás, São Paulo). As vagas são limitadas. A ocasião marca ainda o lançamento da oitava edição do Caderno Perfil Moda Inspirações + Tendências Inverno 2013 do Senai-SP.

As palestras e workshops serão ministrados por docentes do Senai-SP, que ressaltarão a importância da pesquisa e do planejamento estratégico no desenvolvimento de novos produtos.

Além da capital, o circuito de palestras e a apresentações do Caderno Perfil Moda serão realizados nos município de Americana, Araçatuba, São José do Rio Preto, Ibitinga, Franca, Cerquilho, Ribeirão Preto e Santo André. As inscrições podem ser feitas via on-line (clique aqui).

Já os profissionais interessados em inscrever-se no workshop precisam enviar uma carta (papel timbrado), redigida pela empresa, que comprove a participação do candidato no quadro seu funcional. O documento deve ser enviado para o e-mail redededesign110@sp.senai.br. As inscrições serão avaliadas pela organização do evento.

Confira a programação do workshop:

21 de agosto (terça-feira)
Apresentação de Tendências outono/inverno 2013
Laboratório Criativo + Planejamento de Coleção

22 de agosto (quarta-feira)
Laboratório Criativo + Modelagem
Apresentação dos trabalhos

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail redededesign110@sp.senai.br ou na própria unidade do Senai Francisco Matarazzo, na Rua Correia de Andrade, 232 , no bairro do Brás, São Paulo, capital.

Desfile de moda marca ressocialização de detentas

Alice Assunção e Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544403025

Na passarela, coleção criada por detentas de vários presídios do Estado

Um desfile diferente movimentou a sede da Fiesp na manhã desta terça-feira (6). A grife de moda Daspre, nome que faz referência ao fato de as roupas serem produzidas por detentas (das presas), demonstrou todo o potencial criativo e a capacidade de ressocialização de um grupo de sete mulheres paulistas.

Todas elas cumprem pena em regime semiaberto no Centro de Progressão Feminina do Butantã, em São Paulo. A primeira-dama de São Paulo e presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado, Lu Alckmin, é madrinha do projeto, lançado em 2008 pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap).

“Me sinto muito honrada de ter sido escolhida madrinha desse projeto que resgata o ser humano. Que elas aproveitem a segunda chance que estão tendo em suas vidas”, disse, emocionada, a primeira-dama antes da apresentação.

Foram 16 entradas na passarela para exibir a coleção de roupas, que incluía

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544403025

Após o desfile, modelos posam com Lu Alckmin (2ª da dir.p/esq.), madrinha do projeto

um vestido de noiva, criada por detentas de vários presídios do Estado. O programa ainda incluiu a colação de grau de um grupo de detentas e egressas do sistema carcerário de São Paulo, que receberam certificados de conclusão de cursos de Corte e Costura, Crochê, Bordados em Linha e Pedraria.

“As mulheres foram capacitadas para serem multiplicadoras na escola de moda. Aprenderam por dois meses, quatro horas por dia de segunda a sexta, técnicas de costura e modelagem e as tendências da moda”, disse Lu Alckmin.

O desfile integrou o segundo dia do Encontro Nacional do Começar de Novo, programa do Conselho Nacional de Justiça em convênio com a Fiesp e o Senai.