Governo e Prefeitura de SP oferecem apoio à mobilização contra desindustrializacão do país

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

Em reunião conjunta entre os líderes do ato em defesa da indústria e do emprego que aconteceu nesta segunda-feira (19) na Prefeitura de São Paulo e no Palácio dos Bandeirantes, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, e demais organizadores do movimento receberam apoio do prefeito Gilberto Kassab e do governador Geraldo Alckmin.

A manifestação conjunta foi idealizada e está sendo organizada pelas principais centrais, federações e sindicatos, tanto de trabalhadores quanto do setor produtivo nacional. O movimento acontece no dia 4 de abril, em frente à Assembleia Legislativa de São Paulo, e depois segue para outras capitais do país.

Governador Geraldo Alckmin (ao centro), recebe o presidente da Fiesp, Paulo Skaf (3º da esq. p/ dir.), e sindicalistas no Palácio dos Bandeirantes

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que a situação da Indústria é preocupante e salientou que é nítida a desindustrialização em curso no país. Ele citou dados que provam essa involução: “Em janeiro deste ano percebemos um crescimento de 15,8% na arrecadação de ICMS total em relação ao mesmo período do ano passado”, destacou. “Entretanto, a arrecadação de ICMS proveniente da Indústria caiu 0,9% na mesma comparação.”

Já nos dois primeiros meses deste ano, a queda no ICMS da Indústria foi de 2% em relação ao mesmo período de 2011. “Essa mobilização é importante, pois a Indústria está na base do desenvolvimento do país. Podem contar com o Governo do Estado de São Paulo para o que for preciso”, concluiu.

Para o prefeito Gilberto Kassab, é importante que a sociedade brasileira compreenda o processo de desindustrialização pelo qual o país vem passando e as consequências futuras que isso pode ter na geração de empregos e dependência do Brasil em relação a outras nações. “A Prefeitura atende ao pedido das entidades organizadoras do ato e dará todo o apoio para que ele tenha a visibilidade necessária”, disse. “Faremos tudo o que nos couber juridicamente para ajudar, como organização do trânsito na região, limpeza, segurança etc.”

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, alertou para a necessidade de “subir o tom” para que o governo federal escute os pleitos de trabalhadores e representantes do setor produtivo e se sensibilize com a situação da Indústria Brasileira. “Estudos mostram que hoje é mais caro produzir no Brasil do que nos EUA, em países da Europa, Ásia e nos países vizinhos. Nosso país não pode aceitar perder sua competitividade construída ao longo de 200 anos”, afirmou.

“O Brasil não pode perder a sua Indústria por razões que estão da porta para fora das fábricas. As razões que levam à redução da participação acelerada da Indústria no PIB vêm da conjuntura econômica do país, com câmbio, juros, preço de energia, carga tributária, burocracia, incentivos fiscais a produtos importados, infraestrutura deficiente etc. Num ambiente assim, qualquer empresa, por mais eficiente que seja, não conseguiria manter sua competitividade”, completou Skaf.

Para o deputado federal Paulo Pereira da Silva (Paulinho, da Força), o apoio da Prefeitura de São Paulo é decisivo para o êxito do movimento, que pretende reunir mais de 100 mil pessoas.