Comitiva da Fiesp e do Ciesp à China realiza visitas técnicas ao Cityshop, 6+365, Hema e Starbucks

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp, em Shanghai

Em seu primeiro dia de agenda técnica em Shanghai, a comitiva empresarial da Fiesp e do Ciesp à China conheceu importantes instalações de redes de supermercados chineses nesta quinta-feira (8 de novembro).

A primeira parada do grupo foi a Cityshop, uma das maiores redes regionais de supermercados especializado sem alimentos gourmet do mundo. Da consultoria Cost Saving, Felipe Teixeira atentou para a prioridade que a rede ainda dá para qualidade e a produção chinesa. “Nos indicaram parcerias com os contatos locais, os distribuidores deles. Do Brasil por lá, por enquanto, só café”, explicou.

Em seguida, os empresários puderam conhecer o Centro de Exposição 6+365. O centro comercial do grupo Orient Internacional, o maior de Shanghai, indica distribuidores para quem deseja fazer negócios na China. A ideia do 6+365 é manter uma plataforma online permanente de produtos. Os produtos oferecidos na China Internacional Import Expo deste ano, por exemplo, terão espaço lá até junho de 2019. O gerente de comércio global da Uno Mundo, Marcos Manozzo, não se identifica com o modelo de negócio, mas considerou que para empresas que querem uma porta de entrada rápida para China, a plataforma pode ser uma solução.

No Hema Supermarket, do conglomerado Alibaba, os empresários conheceram uma extensa estrutura de negócios comandada apenas por um aplicativo. O consumidor abre sua conta e pode fazer compras pelo celular que serão entregues em até 30 minutos em áreas de até 3 km das lojas da rede. O pagamento pode ser feito por QR code e, em algumas lojas, por reconhecimento facial, descontado diretamente da conta do cliente. A loja abriga ainda frutos do mar vivos para compra e preparo na hora para consumo no local, uma preferência dos chineses. Alguns produtos frescos também possuem validade de apenas um dia, sendo descartados após esse período. Na comparação com outros supermercados, a diferença é variada, o grupo não busca uma concorrência por preço no mercado chinês.

A última visita passou pela loja conceito da cafeteria americana Starbucks em Shanghai, uma das de maior destaque no mundo.

Integrantes da missão da Fiesp e do Ciesp à Ciie no Centro de Exposição 6+365. Foto: Mayara Baggio/Fiesp

Integrantes da missão da Fiesp e do Ciesp à Ciie no Centro de Exposição 6+365. Foto: Divulgação/Fiesp

Em Shanghai, seminário preparatório dá dicas de acesso ao mercado chinês

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp, de Shanghai

Um dia antes da abertura oficial da China Internacional Import Expo (CIIE 2018), na última segunda-feira (5 de novembro) em Shanghai, a comitiva de empresários da Fiesp e do Ciesp participou de um novo seminário preparatório com dicas de acesso à segunda maior economia do mundo.

Durante o encontro, aberto pelo 2°vice-presidente das entidades e chefe da missão à China, José Ricardo Roriz e mediado pelo diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex), Harry Chiang, o embaixador do Brasil na China, Marcos Caramuru de Paiva, contou como a feira de importação proposta pelo governo chinês tende a apresentar aos estrangeiros os novos consumidores chineses, que cada vez mais buscam produtos saudáveis e originais.

“Os jovens de 20 e 30 anos já cresceram internacionalizados, vão ao exterior uma ou duas vezes ao ano e mudam de preferências rapidamente. Eles querem produtos variados e interessantes”, explicou o embaixador.

Os empresários puderam conhecer ainda a experiência do vice-gerente regional da Dezan Shira & Associates, Riccardo Benussi, especializado em assessorar empresas da América do Norte e do Sul com investimentos na China, incluindo instalação de escritórios e registro de marcas, estratégia importante para as empresas que desejam fazer parte do mercado chinês.

David Chau, diretor da companhia logística Cohesion, detalhou fases do crescimento do transporte marítimo na cidade de Shanghai, cenário que ele acompanha desde os anos 90. Chau tratou de temas como regras para aprovação de rótulos, produtos e certificações. Nesse sentido, a professora e pesquisadora da Shanghai University of Internacional Business and Economics Zhang Juan mostrou como a zona de livre comércio de Shanghai tem buscado constantemente soluções inovadoras para as políticas comerciais da região.

Na sequência, houve uma apresentação sobre a estrutura e cobertura do Bank of China para os empresários estrangeiros

O economista da Hong Kong Trade Development Council em Shanghai (HKTDC) Louis Chan, por sua vez, trouxe o destino de Hong Kong com o mais uma opção de investimento aos empresários brasileiros. “Somos uma cidade que recepciona 65 milhões de turistas por ano, 44 milhões só da China. Um país forte em alimentos como o Brasil seria um fornecedor bem-vindo para nossa rede de 14.000 restaurantes”, afirmou.

Para tratar da área de e-commerce na China, a delegação acompanhou a experiência da representante da agência de marketing digital Web2Asia, Renata Thiébaul, e da executiva da Tmall Global, do grupo Alibaba, Victoria Stive.

Seminário em Shanghai prepara empresários da missão da Fiesp e do Ciesp para negociar com a China. Foto: Mayara Baggio/FIesp

Seminário em Shanghai prepara empresários da missão da Fiesp e do Ciesp para negociar com a China. Foto: Mayara Baggio/FIesp

Com ministros Aloysio Nunes, Marcos Jorge e Maggi, missão prospectiva da Fiesp inicia atividades em Shanghai

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp, de Shanghai

Na manhã deste domingo (4 de novembro) os 120 participantes da missão prospectiva de negócios da Fiesp à China Internacional Import Expo (CIIE) deram início a suas atividades em Shanghai.

Durante um encontro de alinhamento e boas-vindas realizado no hotel oficial da delegação brasileira na cidade chinesa, os empresários receberam o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Marcos Jorge, e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi.

Na avaliação do chefe da delegação empresarial e 2º vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz, o grande objetivo dessa missão é colocar as pequenas e médias empresas brasileiras na lista de compras do mercado chinês, o maior do mundo. “Algumas empresas não projetavam exportações e após intensa preparação estão aqui. Trata-se de uma importante mudança cultural sobre a importância de desenvolver novos mercados”, afirmou.

Além disso, Roriz frisou a importância do engajamento industrial para a economia do país. “Quanto você agrega valor aos produtos, você cria empregos de qualidade. Quanto mais sofisticada for a nossa exportação, com produtos elaborados e manufaturados, maior será nossa contribuição para a balança comercial brasileira”, completou.

Do Itamaraty, o ministro Aloysio Nunes falou da extraordinária mudança pela qual a China passou nos últimos anos, tornando-se um mercado exigente e sofisticado, e de como o Brasil está presente na economia chinesa por meio dos acordos e grupos internacionais. “A China é hoje um parceiro incontornável que não pode ser afastado ou subestimado. Só no ano passado foram US$ 20 bilhões em negócios, e nos primeiros nove meses deste ano já ultrapassamos essa marca”, detalhou. Na visão do ministro, a visita da delegação brasileira mostra apetite de exposição, de encontrar pessoas, prospectar mercados e agregar valor aos produtos nacionais, a receita para uma nova inserção internacional, que ele chamou de mais ampla e competitiva.

O ministro Blairo Maggi, por sua vez, considerou encantador estar na China. Para ele, apesar do regime diferente, a mentalidade chinesa de desenvolvimento ajuda a compreender como devemos planejar o futuro. “Até 2030, o aumento de renda é praticamente estático em todo o mundo, menos na China. As perspectivas são de que o mercado chinês compre 50 milhões de suínos nos próximos anos, por exemplo. Mais do que o total produzido pelo Brasil atualmente”, disse.

Já Marcos Jorge falou da China como permanente parceiro estratégico do Brasil, mesmo durante momentos de tensão comercial. O responsável pelo MDIC observou ainda um recente aumento da disposição do empresariado brasileiro por um movimento de expansão de mercado, também na área de serviços.

Na visão do embaixador do Brasil na China, Marcos Caramuru de Paiva, o diálogo diplomático brasileiro com a China é positivo. “Com essa feira, para além das questões políticas, a China mostra uma disposição de cooperação em relação ao mundo, esperando dos países parceiros uma ampliação do volume de negócios. Fiquei particularmente satisfeito em ver como Brasil reagiu a esse chamado, com uma delegação dessa dimensão e real interesse em negócios”, afirmou.

Para o embaixador e presidente da Apex-Brasil, Roberto Jaguaribe, o Brasil tem complementariedades evidentes com a China, com posições semelhantes e coordenadas sobre diferentes temas da política internacional. “A China é distante, diferente e complicada, a língua não é fácil, mas já conquistou a posição de maior mercado consolidado do mundo e daqui 12 anos, 2030, terá o dobro do tamanho”, frisou. Jaguaribe apontou ainda que, apesar de sua dimensão e estrutura poderosa, a China tem um futuro previsível de demandas muito pesadas em áreas como agricultura, energia e minérios, nas quais o Brasil é forte.

Finalmente, o vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Gedeão Silveira Pereira, chamou a atenção da delegação da Fiesp para o crescente consumo que a China agrega anualmente, o volume de um país como a Argentina. “Viemos com uma postura inovadora, para além da soja, na tentativa de criar mercado para os setores de frutas e lácteo”, defendeu.

Reunião no primeiro dia de atividades da missão prospectiva da Fiesp a Shanghai. Foto: Mayara Baggio/Fiesp

Reunião no primeiro dia de atividades da missão prospectiva da Fiesp a Shanghai. Foto: Mayara Baggio/Fiesp

Departamento da Construção da Fiesp promove missão na França

Agência Indusnet Fiesp

O Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realiza nesta semana, entre segunda-feira (02/06) e sexta (06/06), uma missão estratégica na França.

Contando com o apoio da Embaixada do Brasil em Paris, a missão tem a finalidade de conhecer as estratégias e os mecanismos adotados pelos agentes franceses, bem como os incentivos e as contrapartidas do setor empresarial que levaram alcançar os elevados índices de sustentabilidade, utilizando a metodologia BIM (Modelagem da Informação da Construção), na ocasião estão previstas visitas a empresas e órgãos do governo francês.

A iniciativa é coordenada pelos diretores titulares adjuntos do Deconcic, Mario William e Maria Luiza Salomé, e conta com o apoio do gerente do Departamento, Filemon Lima.

Também participam da missão o diretor das Indústrias Intensivas em Mão de Obra e Recursos Naturais do Ministério do Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior (MDIC), Marcos Otávio Bezerra Prates; o diretor da escola “Orlando Laviero Ferraiuolo”, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Abilio Weber, e um técnico de ensino dessa unidade, Márcio de Oliveira Cruz; além do diretor operacional da empresa Leonardi Construção Industrializada, Carlos Alberto Gennari.

Fiesp realiza missão com empresários à China para conhecer tecnologias do mercado de segurança

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Um grupo com 20 empresários coordenado pelo Departamento de Segurança (Deseg) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) conheceu fabricantes de equipamentos de segurança e seus  componentes, visitou entidades públicas e privadas e participou da maior feira do setor, a CPSE 2013,  em uma missão para a China. O evento aconteceu entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro, no Shenzhen Convention & Exhibition Center, em Hong Kong.

Segundo o vice-presidente da Fiesp e diretor do Deseg, Ricardo Lerner,  o objetivo da missão foi “prospectar novas tecnologias e conceitos que podem ser aplicados no setor de tecnologia em segurança no Brasil”.

Os empresários visitaram o Hong Kong Trade Development Council (HKTDC), órgão de apoio ao comércio da cidade, e foram recebidos pela gerente de relações internacionais do Departamento de Relações Internacionais e China Continental.  O grupo também conheceu as instalações da Polícia de Hong Kong.

Os empresários da missão à China na feira CPSE 2013: as mais recentes tecnologias do setor. Foto: Arquivo Fiesp

Os empresários da missão à China na feira CPSE 2013: as mais recentes tecnologias do setor. Foto: Arquivo Fiesp


“Durante a visita à Polícia de Hong Kong, conhecemos como eles articulam a integração da segurança pública com a segurança privada”, contou.

Em Shenzhen

Já em Shenzhen, um dos principais centros financeiros da China, na província de Guandong, os empresários compartilharam experiências na 14ª China Public Security Expo, com os mais 100 mil visitantes diários.

A edição deste ano da feira teve 1,5 mil expositores. Shenzen é um polo de produção de dispositivos de segurança. Empresas como a Sony e Huawei têm sede na cidade.

Em Shangai, o grupo da Fiesp conheceu instalações de fabricantes de equipamentos de controle de acesso.  O diretor-geral de Segurança Corporativa da IBM, por exemplo, apresentou os procedimentos globais de segurança da companhia.

De acordo com informações do Deseg, o grupo se reuniu ainda com o superintendente do Banco do Brasil em Shangai para discutir sobre as relações comerciais entre Brasil e China.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), a indústria de tecnologia em segurança gerou 1,7 milhão de empregos indiretos e 200 empregos diretos em 2012. Pelas contas da associação, o número de empresas do setor chegou a 18 mil no ano passado enquanto o mercado para esse tipo de serviço cresceu 9% no mesmo período.

Em comparação aos chamados tigres asiáticos, A China ainda mantém posição privilegiada. Os investimentos em infraestrutura e a alta oferta de trabalho, resultados de seguidos anos de crescimento constante, estão provocando aumento do consumo interno.

De acordo com o diretor da China Link, que acompanhou toda missão do Deseg/Fiesp, a crescente demanda por produtos internacionais está gerando um fluxo de investimentos de origem ocidental. “É importante para o empresário que esteja fazendo negócios com empresas chinesas ser bem representado e tomar todas as precauções necessárias para ter o resultado esperado”, explicou Fracari.


Veja as fotos da missão empresarial da Fiesp à China 


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Missão de empresários do Senegal vem à Fiesp para buscar cooperação em agronegócio

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Presidente da Confederação das Indústrias do Senegal, Mansour Cama, na Fiesp. Foto: Everton Amaro

Presidente da Confederação das Indústrias do Senegal, Mansour Cama, na Fiesp

Em missão no Brasil, uma comitiva de empresários senegaleses se reuniu nesta quarta-feira (11/07), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com representantes de empresas brasileiras para negociar acordos de cooperação, principalmente em agenda relacionadas a maquinários agrícolas e tecnologia para desenvolvimento de sementes de soja, milho, trigo e outras commodities agrícolas.

O diretor-titular-adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Newton de Mello, apresentou ao grupo – liderado pelo presidente da Confederação das Indústrias do Senegal, Mansour Cama – as áreas de atuação da entidade, incluindo os centros de formação básica e profissional da entidade, o Serviço Social da Indústria (Sesi-SP) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP).

“Tivemos a oportunidade de visitar o Sesi de Indaiatuba, é realmente uma coisa admirável. Qualidade em recursos humanos é importante para nós. Temos a esperança de ter o mesmo modelo Sesi e Senai no Senegal”, afirmou o presidente da Confederação das Indústrias do Senegal, que está no Brasil desde segunda-feira (09/07) apresentando oportunidades de negócios do país da África Ocidental para empresários e autoridades brasileiras.

“Queremos promover uma cooperação maior entre Brasil e África, sendo o Senegal a porta de entrada de um mercado com 200 milhões de consumidores, e aproveitar a experiência da Fiesp para melhorar certas práticas da indústria”, completou Mansour Cama, também CEO da Senegal Investment Company, organismo que supervisiona negócios desde a pesca até a distribuição de água.

Feira

Também faz parte da agenda de negociações a realização de uma feira cujo foco é apresentar a produção brasileira ao Senegal. “Nesta missão estamos com o projeto de organizar uma feira de produtos brasileiros no Senegal. Queremos conversar com a Fiesp sobre um possível apoio à essa feira”, afirmou o presidente da Confederação das Indústrias do Senegal.

Newton de Mello, do Derex, ofereceu apoio da entidade aos projetos do grupo senegalês: “Estamos aqui na Fiesp abertos a colaborar com vocês”.