Na Fiesp, Turquia anuncia vinda de missão empresarial a São Paulo em novembro

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Em reunião do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp (Coscex) em 23 de agosto, representantes da Turquia anunciaram a vinda de uma missão comercial do país a São Paulo em novembro. Será a 49ª missão empresarial entre os dois países e terá a Fiesp como base.

Segundo Elias Miguel Haddad, vice-presidente da Fiesp, o comércio bilateral entre Brasil e Turquia está em crescimento (de US$ 600 milhões em 2006 para US$ 3 bilhões), e a meta é que atinja US$ 5 bilhões daqui a cinco anos.

Entre as razões para a cooperação, Mithat Cansız, copresidente do Conselho Empresarial Brasil-Turquia, membro do DEiK (conselho de relações internacionais da Turquia) e presidente e CEO da Turkish Petroleum International Company, citou na reunião do Coscex semelhanças culturais, complementariedade de suas economias, a não existência de conflitos entre ambos e o fato de os dois fazerem parte do G20. Um desafio destacado por ele é a inexistência de um acordo de livre-comércio.

O embaixador Rubens Barbosa, presidente do Coscex, lembrou que há muito a explorar nas oportunidades entre Turquia e Brasil. Ele conduziu a reunião, que teve também exposição feita por Rodrigo de Azeredo Santos, chefe do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Ministério das Relações Exteriores, sobre “A Promoção Comercial no Novo Cenário Econômico Brasileiro”.

Também participaram da reunião Hüseyin Diriöz, embaixador da Turquia no Brasil, Ömer Tosun, vice-presidente do Conselho Empresarial Brasil-Turquia, membro do DEiK e Presidente da Indigo Group of Companies, e Özgün Arman, cônsul geral da Turquia em São Paulo.

Reunião do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp em que foi anunciada missão da Turquia. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Comitiva chinesa visita Fiesp em busca de oportunidades de negócios no setor de agronegócio

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Subdiretor-geral do Departamento de Cooperação Internacional da China, Xie Jianmim, quer conhecer as demandas do mercado brasileiro. Foto: Everton Amaro

Em visita ao Brasil, o subdiretor-geral do Departamento de Cooperação Internacional da China, Xie Jianmim, participou nesta quinta-feira (29/11) de um encontro empresarial promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) .

Jianmim veio acompanhado por uma comitiva de 20 pessoas, entre representantes do governo e de grupos empresariais do setor de agronegócio chinês.

De acordo com Jianmim, a visita da comitiva chinesa tem como principal objetivo conhecer as demandas do mercado brasileiro e, também, prospectar ações e projetos de cooperação comercial no setor de agronegócio entre os países, contemplando as áreas de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica.

“Nós queremos ouvir o empresário brasileiro e tenho certeza de que este encontro organizado pela Fiesp vai aprofundar o nosso conhecimento sobre o mercado. Vamos saber de que forma podemos cooperar com o país”, salientou o representante do governo chinês.

O interesse da comitiva na área de inovação e tecnologia foi visto com bons olhos pelo presidente do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp, João Sampaio Filho.

João Sampaio Filho, presidente do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag): China e Brasil têm um potencial enorme neste campo – pesquisa, tecnologia e inovação agrícola. Foto: Everton Amaro

“A China e o Brasil têm um potencial enorme neste campo [pesquisa, tecnologia e inovação agrícola] e tenho certeza que, se juntos encararmos este desafio, muito conseguiremos fazer em busca da segurança alimentar e do alimento seguro”, afirmou.

Neste sentido, o diretor de assuntos comerciais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Benedito Rosa, ressaltou a importância deste processo de aproximação comercial entre os países. “Hoje se abre uma oportunidade histórica nas relações comerciais entre Brasil e China. E o governo federal e a Fiesp passaram informações para os empresários chineses sobre o potencial de crescimento e expansão da agricultura para novas áreas no Brasil”, avaliou Rosa.

Durante o encontro, os empresários chineses manifestaram interesse em futuras parcerias comerciais no setor de insumos agropecuários – o que coincide com uma prioridade nacional, tendo em vista a grande dependência do Brasil nas importações – e, ainda, em logística, armazenamento de portos e processamento dos produtos agrícolas.

Valor agregado

Embaixador Sérgio Amaral, presidente do Conselho Empresarial Brasil-China: parceria em crescimento. Foto: Everton Amaro

De acordo com o presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, embaixador Sérgio Amaral, a parceria comercial entre os países registrou um franco crescimento nos últimos anos. Prova disto, segundo o embaixador, é que nós últimos dois anos a China investiu US$ 24 bilhões no mercado brasileiro.

No entendimento de Amaral, o Brasil pode ampliar a oferta de produtos manufaturados para o mercado chinês – principalmente no setor de alimentos. Atualmente, 90% das exportações brasileiras para China são de soja, ferro e petróleo – produtos estes mais baratos se comparados aos importados que o Brasil traz do gigante asiático.

Benedito da Silva Ferreira, diretor-titular do Departamento do Agronegócio também participou do evento. Foto: Everton Amaro

“A exportação de produtos primários, por si só, tem um alto valor de produto agregado. Mas nós temos a intenção de ampliar um pouco este nível de agregação de valor. Então, vamos começar pelos setores em que somos mais competitivos. E a competitividade da agricultura e da pecuária brasileira é inegável”, afirmou o embaixador.

Na avaliação de Amaral, o encontro na Fiesp apresentou uma série de oportunidades de novas parcerias entre os setores produtivos dos dois países: “Acredito que esta visita foi muito oportuna e servirá como o primeiro passo na identificação de parcerias extremamente importantes entre empresas brasileiras e chinesas, que, a meu ver, devem envolver todo o espectro das relações de agronegócio brasileiras”.

Missão empresarial à China

No final do encontro, o presidente do Conselho Superior de Agronegócio (Cosag) da Fiesp, João Sampaio Filho, respondendo favoravelmente a um convite oficial de Xie Jiammim, sugeriu que a federação organizasse uma missão empresarial para a China no primeiro semestre de 2013. O encontro, de acordo com o presidente do Cosag, dará continuidade ao processo de aproximação entre os empresários dos dois países.

“O desafio é muito grande e temos uma grande gama de oportunidades. Então, a gente está incentivando isso: que as empresas do agronegócio lideradas pela Fiesp possam ir à China e, quem sabe, possam concretizar bons negócios” , concluiu Sampaio Filho.

Empresas brasileiras deveriam olhar privatização da TAP com enorme interesse, diz Giannetti

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Portugal. Roberto Giannetti da Fonseca. Foto: Everton Amaro

Roberto Giannetti da Fonseca, diretor do Derex/Fiesp, aponta setores estratégicos para empresariado brasileiro em Portugal. Foto: Everton Amaro

Após se reunir pela manhã e realizar um seminário com autoridades portuguesas, o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Roberto Giannetti da Fonseca, afirmou nesta quarta-feira (05/09) que a privatização da companhia aérea portuguesa TAP é movimento estratégico para empresas brasileiras que desejam internacionalizar.

“A privatização da TAP é algo que as empresas brasileiras deveriam olhar com enorme interesse. Refiro-me à TAM, Avianca, Gol, empresas que poderiam se internacionalizar mais ainda”, disse Giannetti em coletiva depois de encerrar o seminário Oportunidades de Investimento em Portugal, realizado pela Fiesp.

O presidente-executivo da TAP é Fernando Pinto, ex-presidente da Varig. Segundo Giannetti, a companhia aérea portuguesa realiza pelo menos 54 voos por semana para “várias capitais brasileiras”.

Outros setores apontados pelo diretor do Derex como estratégicos para o empresariado brasileiro são o de estaleiros, que, em sua avaliação, pode ser muito útil nas plataformas de petróleo do pré-sal, e o de aeroportos.

“Há também na área de concessão os aeroportos portugueses”, destacou Giannetti. “Tem empresas brasileiras que estão investindo, tanto aqui quanto lá, nessa especialização que é administração de aeroportos, algo que o Brasil poderia também se destacar no processo de internacionalização”, completou.

O governo português abriu processos de privatização para as estatais EDP Energias e Galp (empresa de combustível e petróleo), para a companhia aérea TAP e para a operadora aeroportuária ANA.

Ministro de Estado e Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas. Foto: Everton Amaro

Ministro de Estado e Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas. Foto: Everton Amaro

Questionado se o investidor brasileiro vai investir em concessões em Portugal enquanto o Brasil está no mesmo processo, o ministro de Estado e Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, afirmou acreditar que seu país está aberto às novas economias, às economias emergentes, mas sua obrigação neste processo é “ser discreto”.

“Os processos de privatização estão abertos. Agora, o ministro deve ser bastante sóbrio e discreto. As privatizações precisam se reguladas pelas melhores praticas”, afirmou Portas.

Fiesp lança missão empresarial para a África do Sul e Moçambique

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Da esq. p/ dir.: Yusuf Omar, Newton de Melo, Jacob Moatshe e Rodrigo Iglesias, em reunião na Fiesp

“Precisamos olhar um pouco para os lados, e não somente para o norte como os brasileiros tem feito”. A frase de Newton de Melo, diretor-titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, revela que o continente africano tem muito a oferecer ao Brasil. Para ele, a visão de afinidades com a África do Sul, ao contrário dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), contempla a cultura e a localização geográfica, fatores que aproximam os dois países.

Também estiveram presentes ao lançamento Yusuf Omar, cônsul geral da República da África do Sul em São Paulo, e Jacob Moatshe, cônsul comercial da África do Sul em São Paulo.

Convidado a elaborar um trabalho para auxiliar a definição de setores, organização e estrutura, Rodrigo Iglesias, da Unidade de Inteligência Comercial e Competitiva da Apex-Brasil, apresentou um resumo com informações relacionadas ao mercado sul-africano e moçambicano.

Segundo o representante da Apex, as perspectivas de negócios para o Brasil nestes dois mercados são promissoras, visto que o potencial econômico, principalmente da África do Sul, é muito grande. “A economia do País, em relação a outras nações desenvolvidas, recuperou-se da crise financeira mundial com muito mais rapidez”, afirmou Iglesias.

Indicadores

Moçambique importou em 2010 cerca de US$ 4 bilhões, o que representa uma participação de 1,1% de todo o continente africano, e há perspectiva de alta de 18% até 2014. Um dinamismo intermediário em relação aos países africanos, mas enérgico perante o mundo. Já a África do Sul, que importou cerca de US$ 82 bilhões no mesmo ano, representa expressivos 20% do total das importações.

Além dos números apresentados, Rodrigo Iglesias detalhou destaques e tendências para o próximo quadriênio em Moçambique e os grupos de produtos com maior potencial de negócios. Destacam-se carnes de aves, amendoim e sementes oleaginosas (exceto soja), alimentos para animais, móveis, máquinas e equipamentos, motores geradores e transformadores, tratores, artigos de couro e chassis para automóveis.

Governo de Mendoza convoca empresários brasileiros a participar de projeto da Vale

Mariana Ribeiro, de Mendoza, Argentina, para Agência Indusnet Fiesp

Em reunião com representantes da missão brasileira na Casa de Governo de Mendoza, o ministro de Produção, Tecnologia e Inovação da província, Raúl Mercau, também acenou com uma abertura aos negócios com o Brasil.

Na ocasião, ele anunciou que a Vale vai investir US$ 4 bilhões na província, em um projeto de extração de sal de potássio que deverá gerar 4.000 empregos nos próximos três anos.

“É um investimento histórico para a província e para o país. A Vale vai demandar uma quantidade de bens e serviços que as empresas mendocinas não têm condições de suprir. A integração das nossas cadeias produtivas também é muito importante nesse processo”, ressaltou Mercau.

A missão chefiada pelo Ciesp levou um grupo de 15 empresários brasileiros a Mendoza, entre 30 de novembro e 4 de dezembro. A agenda incluiu a participação na primeira edição da Expo Pura Energia e rodadas de negócios com empresários argentinos, ligados aos setores de petróleo e gás, mineração, energia elétrica e fontes renováveis.

Parcerias

Segundo o ministro, a Vale se comprometeu a contratar mão de obra local e privilegiar a compra de insumos das empresas de Mendoza no projeto de extração do minério. Isso poderia beneficiar as indústrias brasileiras no fornecimento de equipamentos e serviços para esse mercado. O investimento deve movimentar a construção de 325 quilômetros de linha férrea na região.

“Associados com as empresas brasileiras, teremos escala para fornecer. É uma oportunidade de US$ 600 milhões anuais”, frisou o ministro.

O diretor do Ciesp, Ricardo Martins, recebeu com entusiasmo a proposição do governo de Mendoza, que pode resultar em parcerias, joint ventures e acordos para compra de tecnologia.

“É uma oportunidade nova que nem vislumbrávamos, e que pode abrir um leque de negócios para o Brasil. Temos que tirar proveito disso, ou seja, se eles não têm condições de fornecer, vão precisar de nós”, reforçou Martins.

Outra proposta para avançar na integração de cadeias produtivas dos dois países é a realização da Semana de Mendoza em São Paulo, na sede do Ciesp/Fiesp, em 2011. O evento deverá receber os empresários mendocinos para rodadas de negócios nos moldes da programação organizada pelo Ciesp na capital da província argentina.

Ciesp chefia missão empresarial em Mendoza, Argentina

Agência Indusnet Fiesp

Desde o dia 30 de novembro até 4 de dezembro, o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) lidera uma missão empresarial na capital da província de Mendoza, na Argentina, importante polo de refinamento de petróleo. A convite do governo local, os empresários brasileiros buscam parcerias com as companhias daquela região.

Participam da missão empresas do setor metalomecânico; fabricantes de equipamentos para o setor de petróleo, gás e mineração; além de representantes da área de energia elétrica e fontes renováveis. Também serão organizadas, pelo Ciesp e a Fundação ProMendoza, rodadas de negócios, as quais a delegação brasileira participará da primeira edição na feira Expo Mendoza – Pura Energia.

“O foco principal é promover o intercâmbio na área de Petróleo e Gás. Várias empresas argentinas, fabricantes de válvulas, flanges e conexões, acabam não tendo acesso às oportunidades geradas pela exploração da indústria de petróleo no Brasil, principalmente com o pré-sal”, afirma Ricardo Martins, diretor de Relações Internacionais e

Comércio Exterior do Ciesp, que acompanhará a missão.

Cadeia do petróleo

Segundo Julio Diaz, diretor de Infraestrutura do Ciesp, para cumprir o plano de negócios da Petrobras todo o parque industrial precisa se preparar. A meta leva em conta uma produção de 3,9 milhões de barris de petróleo/dia em 2020. Ou seja, 70% de conteúdo nacional.

Entre os desafios:

  • Ampliar a capacidade produtiva de setores altamente competitivos;
  • Desenvolver concorrência em setores de média competição;
  • Incentivar a associação entre companhias nacionais e internacionais, além da instalação de empresas estrangeiras no Brasil para transferência de tecnologia.

 

“Temos que motivar essa aproximação. Só desenvolvimento, só laboratório de pesquisa, não vai nos dar a tecnologia necessária para participar desse processo”, defende Diaz.

Mendoza se destaca por ser o terceiro maior produtor nacional de petróleo e abriga a segunda maior refinaria da Argentina, depois de La Plata. Controlado pela espanhola Repsol, o polo processa 200 mil barris/dia na localidade de Luján de Cuyo.

Mercosul

Polo estratégico do oeste argentino e ligação entre o Mercosul e o porto do Chile, as exportações da província de Mendoza subiram 15% no primeiro semestre de 2010, com relação ao mesmo período do ano passado.

As remessas estrangeiras atingiram US$ 874 milhões em comparação com os US$ 759 milhões alcançados até junho de 2009. No total, as vendas somaram US$ 1,48 bilhão no ano passado. O Brasil detém quase 20% das exportações mendocinas.

Missão empresarial da Fiesp participa do Dia do Brasil na Expo Xangai

Agência Indusnet Fiesp,

A missão empresarial da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) participou, na quinta-feira (3), do Dia do Brasil, na World Expo Xangai, na China, celebrado com uma série de eventos no Expo Center e no Pavilhão do Brasil.

Na solenidade de abertura, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou a relação cada vez mais próxima dos dois países. “As trocas comerciais entre Brasil e China aumentaram de US$ 4 bilhões, em 2002, para US$ 140 bilhões, em 2009”, destacou. Para ele, os interesses comuns dos Brics – grupo formado por Brasil, China, Índia e Rússia – ajudam a criar um novo cenário para a economia mundial e são responsáveis pelo crescimento que está revertendo os efeitos da crise.

O ministro das finanças chinês, Xie Xuren, ressaltou, em discurso, a importância de aumentar a amizade entre os povos do mundo e destacou a diversidade brasileira e o intercâmbio cultural e comercial entre Brasil e China.

Só no primeiro trimestre deste ano, Brasil e China cresceram a uma taxa de 10% e estão entre os países menos afetados pela recente crise europeia. Aspectos como estrutura dinâmica de produção, alta produtividade e grandes avanços na área tecnológica ajudam os dois países a obter bons resultados. Para Mantega, a maior participação do governo na economia também contribui com o crescimento dos dois países.

Guido Mantega defendeu que Brasil e China realizem comércio nas moedas nacionais e que desenvolvam instrumentos financeiros comuns para incrementar a relação bilateral e reduzir os custos da intermediação financeira.

O evento que deu início ao Dia do Brasil contou com a presença de várias autoridades brasileiras, como o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, o embaixador do Brasil na China, Clodoaldo Hugueney, além dos diretores da Fiesp, Roberto Giannetti e Ricardo Martins.

O diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) destacou que a celebração de um dia especial para o Brasil na Expo, com a presença de autoridades chinesas, é um símbolo de amizade, respeito e interesse dos anfitriões em relação ao nosso país.


Ritmo brasileiro

A solenidade foi animada por Mart’nália e Carlinhos Brown, convocados a apresentar um pouco da cultura verde e amarela. Os cantores levantaram a plateia em um rápido show, que também levou o ritmo brasileiro aos pés dos chineses presentes.

As comemorações continuaram no pavilhão brasileiro, onde autoridades participaram de almoço e puderam conhecer um pouquinho mais do espaço idealizado pelo arquiteto Fernando Brandão e coordenado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

Missão da Fiesp leva mais de 80 empresários ao Peru

Agência Indusnet Fiesp

Nesta sexta-feira (11), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, chefiará comitiva com cerca de oitenta empresários brasileiros, em Missão Empresarial ao Peru, a pedido do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em encontro com Lula e o presidente peruano, Alan García, Skaf retomará a discussão iniciada com o chefe peruano, que há um ano participou de missão empresarial na Fiesp, sobre a necessidade de reconstruir os instrumentos de integração continental, como o Pacto Andino e o Mercosul.

Além disso, Skaf quer fortalecer a presença de companhias brasileiras em terras peruanas, principalmente as dos setores de siderurgia, cimentos e fertilizantes. “As empresas brasileiras podem ampliar de forma significativa seus investimentos no País vizinho, que ficará ainda mais perto com o corredor interoceânico”, argumenta.

As relações entre Peru e a Fiesp se iniciaram em 2006, com a visita do presidente peruano e de 250 empresas daquele país à entidade. De lá para cá, foram realizados seminários, encontros e rodadas de negócios.

As ações de aproximação entre a entidade e o país de Alan Garcia já mostram alguns resultados. Desde 2006, a corrente de comércio saiu de US$ 2,3 bilhões para US$ 3,3 bilhões, o que representou um aumento de 43,4%.

Por que Peru?

País com economia em franca expansão, crescendo a taxas superiores a 6% ao ano e apresentando um volume de importações de quase US$ 30 bilhões em 2008, o Peru revela-se uma excelente oportunidade de negócios para exportadores brasileiros. O Brasil é o terceiro fornecedor de produtos para o mercado peruano e o sexto maior destino das exportações daquele país.

Somente de janeiro a setembro de 2009, as exportações brasileiras para o Peru cresceram cerca de 40%. A participação na missão empresarial a esse mercado promissor poderá significar novos e bons negócios às empresas participantes.

São oportunidades nas áreas de agronegócios, automobilístico, consultoria/engenharia, construção civil, infraestrutura, logística, mineração, produtos de segurança e defesa, telecomunicações, têxteis, turismo e serviços, para a interconexão entre Peru e Brasil.

Hoje a exportação brasileira para o Peru é mais concentrada em produtos industriais: veículos (17,2%), máquinas e aparelhos mecânicos (14,3%), combustíveis (13,6%) e máquinas e materiais elétricos (9,2%). Já nas importações brasileiras predominam cobre, pedras e metais preciosos e minérios, que, juntos, totalizam quase dois terços dos produtos comercializados.

Conselho Empresarial Brasil-Peru

Durante a manhã da sexta-feira (11), será criado o Conselho Empresarial Brasil-Peru (CEBP), que tem como objetivo estabelecer um espaço para debate, formação e implantação de políticas para impulsionar os negócios entre os dois países.

Do lado brasileiro, o Conselho será formado pela Fiesp e por um grupo de empresários de diversos setores. Pelo Peru, sete empresários de diversos setores integram o bloco: Mario Brescia Caferatta, Miguel Vega Alvear, Raúl Barrios Orbegoso, Roque Benavides Ganoza, José Graña Miro Quesada, Pedro Grijalba Vásquez, José Antonio Olaechea Alvarez Calderón.

A ideia do novo fórum é tratar de diversos temas que afetam diretamente o ambiente de negócios entre os países vizinhos e propor soluções práticas. Dentre as discussões para a primeira reunião do Conselho, está a busca por formas de aprofundamento do acordo comercial Brasil-Peru e da implantação da Convenção para evitar a bitributação e prevenir a evasão fiscal em relação ao Imposto sobre a Renda, ratificada em agosto deste ano.