Itália busca novos investimentos no Brasil

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp 

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Embaixador Umberto Vattani, presidente do ICE

“O Brasil é surpreendente. Com uma economia em franco desenvolvimento e ideias criativas o País alcança objetivos que para nós, humanos, parecem impossíveis”. A análise é do embaixador Umberto Vattani, presidente do Instituto Italiano para Comércio Exterior (ICE), que abriu nesta segunda-feira (14), na sede da Fiesp, o seminário “Missão Empresarial Brasil-Itália “Grandes Eventos Esportivos”.

O evento, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Econômico de Relação Exteriores da Itália, Instituto Italiano para Comércio Exterior (ICE), com o apoio da Confederação Nacional da Indústria Italiana, contou com a participação de mais de 60 empresas italianas.

José Carlos de Oliveira Lima, vice-presidente e diretor-titular do Departamento da Indústria de Construção (Deconcic) da Fiesp, agradeceu a presença dos convidados e reiterou o apoio da Fiesp no desenvolvimento de ações que estimulem as parcerias comerciais entre os dois países.

Bebeto Haddad, secretário municipal de Esporte, Lazer e Recreação, destacou as oportunidades de investimento na capital paulista em setores estratégicos como infraestrutura, mobilização urbana e construção civil.

“Venham investir na cidade de São Paulo. As possibilidades de negócios, nos próximos quatro anos, são imensas. Estamos de braços abertos esperando por vocês”, incentivou o secretário.

O vice-presidente de Relações Internacionais da Confindustria, Paolo Zegna, sugeriu a criação de políticas de incentivo fiscal. Para Zegna, o valor da taxa alfandegária inibe os investimentos no Brasil.

Infraestrutura do Brasil é desafio para além da Copa do Mundo e Olimpíadas

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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José Carlos de Oliveira Lima, vice-pres. da Fiesp e pres. do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic)

Os desafios do País com a infraestrutura não se limitam às instalações para receber a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos 2016. Os planos com a construção civil e o transporte no longo prazo não devem cair no esquecimento. Essa preocupação foi confirmada por alguns dos inúmeros participantes da Missão Empresarial Brasil-Itália, organizada na sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) nesta segunda-feira (16).

“O Brasil vive uma expansão muito grande tanto no setor habitacional quanto na infraestrutura. Estamos preocupados também com os portos, aeroportos, ferrovias e rodovias”, afirmou José Carlos de Oliveira Lima, vice-presidente da Fiesp e presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic).

Ele ressaltou a necessidade de exportação de novas tecnologias e conhecimentos para atender à crescente demanda do mercado imobiliário: “Vivemos um ciclo virtuoso: o número maior de jovens no mercado de trabalho e o aumento de famílias que se constituem mais cedo acarretam a necessidade de se ampliar a construção de novas moradias. Para atender a essa demanda, precisamos contratar ou incentivar o uso das tecnologias oferecidas por países como a Itália”, acrescentou.

Oportunidades e desafios

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Manuel Rossito, diretor-titular adjunto do Deconcic, e diretor do Sinicesp

A Missão Brasil-Itália, organizada em parceria pela Fiesp, o Instituto Italiano para Comércio Exterior (ICE) e a Confederação Nacional da Indústria Italiana, contou com a participação de aproximadamente 100 empresários, entre brasileiros e italianos.

Oliveira Lima fortalece o coro daqueles que recomendam o Brasil ao investidor estrangeiro. Para ele, o País se encontra em uma situação muito atrativa ao olhar externo. “O Brasil hoje tem um ambiente de segurança jurídica, estabilidade econômica e política, isso está provado.”

Apesar de ganhar os holofotes na posição de celeiro de oportunidades, o País ainda esbarra em questões de logística, como, por exemplo, aeroportuária. “Este não é um problema para a Copa, mas um gargalo que o Brasil enfrenta já há alguns anos”, explicou Manuel Rossito, diretor-titular adjunto do Deconcic, e diretor do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo (Sinicesp).

Vidraça ou vitrine

Em sua apresentação, Oliveira Lima simplificou a expectativa do mundo com relação ao Brasil durante os grandes eventos esportivos programados para os próximos anos: “Ou seremos vidraças, ou seremos vitrines, vai depender da nossa capacidade.”

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Leon Myssior, vice-presidente de Arquitetura do Sinaenco

Como ponto forte, ele destacou a atuação da economia brasileira frente à crise financeira internacional que começou em 2008. “As ações rápidas das autoridades brasileiras e a resposta do setor (privado) durante o tempo de crise nos transformou no país do desenvolvimento.”

Já Leon Myssior, vice-presidente de Arquitetura do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco), defendeu a necessidade de investimento privado na infraestrutura. “O melhor negócio do mundo é investir em aeroportos no Brasil”, disse Myssior, acrescentando que as obras previstas para os aeroportos brasileiros “já não atendem à demanda atual.”

Myssior é favorável ao mercado privado e levanta a bandeira da identidade brasileira no ramo dos negócios. Em sua avaliação, a chegada desses eventos mundiais do esporte deve servir de impulso para desenvolvimentos de infraestrutura no longo prazo. “Que país queremos ser em 2015? Com o advento da Olimpíada, esse desafio fica ainda mais importante, ainda mais complexo.”

Até a Copa do Mundo, São Paulo deve investir R$ 50 bilhões no setor de mobilidade urbana

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp 

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Da esq. p/ a dir.: Joel Benin, Marcos Vinicius de Souza, Renato Viegas e Pedro Pereira Benvenuto durante evento na Fiesp.



As possibilidades de negócios no setor de infraestrutura, transporte e construção civil na Grande São Paulo, nos próximos três anos, foram os temas do painel “Copa do Mundo 2014 – Investimentos previstos pelo Governo Federal”, durante o seminário “Missão Empresarial Brasil e Itália: Grandes eventos esportivos”, realizado na Fiesp, nesta segunda-feira (16).

Pedro Pereira Benvenuto, coordenador de Planejamento e Avaliação da Secretária do Estado de Planejamento e Desenvolvimento Regional, apresentou os projetos de ampliação da malha metroviária, ferroviária e de rodovias, necessária para realização da Copa do Mundo.

Segundo ele, os investimentos no setor de mobilidade urbana devem ultrapassar os R$ 50 bilhões: “Nos próximos anos faremos um investimento maciço no transporte urbano sobre trilho”, afirmou Benvenuto.

Renato Viégas, diretor-presidente da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano, apontou o crescimento econômico da Macrometrópole paulista, formada por cidades da Grande São Paulo, Baixada Santista e Campinas. A região abriga 72% da população do estado e produz cerca de 80% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

Governo Federal

Joel Benin, assessor especial do Ministério do Esporte, acredita que a Copa do Mundo de 2014 contabilizará um rendimento direto de R$ 47 bilhões no PIB Nacional. Além de contribuir com a abertura de 700 mil empregos diretos e indiretos.

“Nosso principal objetivo é promover o Brasil no mundo, gerando um salto de qualidade nos serviços e modernização da infraestrutura”, analisou Benin. E completou: “O evento auxiliará no fortalecimento das relações do País com o mundo”.

Marcos Vinicius de Souza, diretor de Fomento à Inovação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), frisou aos empresários italianos as vantagens de investimento no País. Entre as ações, destacou as linhas de crédito oferecidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Além disso, Souza destacou o projeto de isenção de tributos como IPI, PIS/Confins e taxas de exportação, que beneficiará as empresas que participam dos projetos de construção das 12 Arenas Esportivas.