Skaf recebe ministro da Secretaria de Governo em almoço na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, recebeu em almoço, na sede da entidade, em São Paulo, nesta terça-feira (16/01), o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun. No encontro, foram debatidos temas como a reforma da previdência e a situação macroeconômica do Brasil, entre outros.

Para Marun, a reforma “precisa ser completada”. “A reforma será votada em fevereiro”, disse. “O setor empresarial está preocupado com isso, estamos aceitando todos os convites para dialogar”.

Segundo Skaf, estiveram presentes no encontro líderes de todas as áreas, não só da indústria. “Conversamos aqui hoje com representantes do comércio, serviços, saúde, engenharia, transportes, tecnologia, cooperativas, muitos outros”, afirmou. “Entidades que representam empresas que empregam milhões de brasileiros”.

Para o presidente da Fiesp, existe a consciência de que se deve discutir “um projeto de país, não de governo”. “A conta tem que fechar. Para o Brasil, é importante que a reforma aconteça”, disse. “O encontro de hoje vai além das fronteiras da indústria e de São Paulo”.

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Skaf (ao microfone) e Marun, à esquerda: debate sobre um projeto de país. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

‘O Brasil precisa de menos disputas e de mais cooperação’, diz ministro do TCU na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Cooperação em nome da segurança jurídica. E do melhor andamento dos chamados acordos de leniência. O assunto esteve no centro do debate da reunião do Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos (Conjur) da Fiesp, na manhã desta segunda-feira (26/09).  Assim, para falar sobre o  Tribunal de Contas da União (TCU) e os acordos de leniência, o ministro do TCU Bruno Dantas foi o principal convidado do encontro, que foi mediado pelo presidente do Conjur, Sydney Sanches.

Os acordos de leniência são aqueles fechados com pessoas físicas ou jurídicas autoras de infração contra a ordem econômica, permitindo ao infrator colaborar nas investigações e no processo administrativo, apresentando provas para a eventual condenação dos demais envolvidos na infração. Em troca, os benefícios envolvem o fim da ação punitiva da administração pública ou a redução da penalidade imposta pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

“Os acordos são instrumentos importantes de investigação e conservação da vida das empresas envolvidas em atos de corrupção”, explicou Dantas. “São acordos associados à função social das empresas, aos princípios que vão permear a manutenção dessas”.

Para Dantas, o Brasil adotou um sistema de unicidade da jurisdição, tendo o judiciário “ampla competência para conhecer infrações no âmbito privado e administrativo”. “O maior problema para lidar com os acordos é o excesso de atores”, disse. “São muitos atores, mas o palco é pequeno”.

Nessa linha, conforme esclareceu o ministro, o “ajuizamento de ação civil pública não retira a competência do Tribunal de Contas de eventuais ressarcimentos ao erário”. “Está muito claro na Constituição, no artigo 71: quem dá a última palavra em ressarcimento de danos ao erário é o controle externo, a cargo do Congresso Nacional e com o auxílio do Tribunal de Contas da União”, explicou.

De acordo com Dantas, existe uma “sobreposição de instâncias e órgãos de controle”. “O Ministério Público pode propor ação questionando os fatos avaliados em âmbito administrativo, é um quadro complexo e que revela os aspectos dessa dualidade de controle”, disse. “Mas acordo de leniência é um ato administrativo. Não há como escapar da abrangência do TCU”.

Dantas: "O máximo de cooperação que tivermos será importante para termos segurança jurídica". Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

O ministro citou ainda o Artigo 16 da Lei 12.846, de 2013, que trata da previsão legal dos acordos de leniência. “Pelo artigo, a autoridade máxima de cada órgão ou entidade pública poderá celebrar acordo de leniência com as pessoas jurídicas responsáveis pela prática dos atos previstos na lei, como fatos de corrupção que colaborem efetivamente com as investigações e o processo administrativo”, afirmou.

Entre as vantagens dos acordos de leniência para as empresas está o afastamento da multa ou a redução de 2/3 dela, que vai de 0,1% a 20% do último faturamento bruto da pessoa jurídica. “Mesmo se houver acordo de leniência e o Ministério Público julgar que deve haver ação de improbidade administrativa, esses pontos estarão preservados”, disse. “O acordo de leniência não exime a pessoa jurídica de reparar danos ao erário, a nossa jurisdição está associada à reparação de dano”.

Segundo Dantas, existem fontes de insegurança jurídica que são os pontos que precisam ser resolvidos para que os acordos de leniência deslanchem. Entre as soluções, está a participação do Ministério Público. “É um processo, ainda estamos engatinhando, mas o máximo de cooperação que tivermos será importante para termos segurança jurídica”, disse. “A Controladoria Geral da União não deve afastar o acompanhamento do TCU, o Brasil precisa de menos disputas e de mais cooperação”.

 

‘É fundamental retomar o crescimento industrial a curto prazo’, diz ministro da Indústria, Comércio e Serviços em seminário na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Em debate sobre como recuperar o crescimento econômico, na manhã desta segunda-feira (19/09), no seminário “Perspectivas para a economia brasileira nos próximos anos”, na sede da Fiesp, em São Paulo, o ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Marcos Pereira, destacou a importância de investir em produtividade.

Pereira afirmou ainda que estão em andamento quatro reformas no país: trabalhista, tributária, previdenciária e política. “A previdenciária e a política são as mais urgentes, devem ser aprovadas com mais agilidade”, disse. “Estamos investindo em desburocratização”.

Entre essas ações, o ministro citou o programa “Brasil mais produtivo”, tocado em parceria por um conjunto de 22 órgãos públicos ou privados para dar consultoria para pequenas empresas. “Ajudamos essas empresas a rever seus processos produtivos e fazer uma manufatura enxuta”.

Para Pereira, tudo o que eleva o chamado custo Brasil atrapalha a produtividade das empresas. Entre as ações para minimizar esses problemas, ele citou o novo portal único de comércio exterior, criado para facilitar os processos de exportação e importação. “Precisamos elevar a eficiência também dos entes que trabalham com atividades de fiscalização e regulação”, afirmou. “É nessa linha que nós precisamos avançar”.

Pereira: desafio de aumentar a eficiência em todas as esferas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Ainda no que se refere às relações internacionais, o ministro citou as negociações de acordos bilaterais de comércio com a Colômbia e o Chile, um acordo automotivo com a Argentina e o aprimoramento do programa Reintegra, que prevê a reintegração de valores tributários.

“O nosso ministério quer construir uma política industrial realista, feita com as entidades de representação das indústrias, melhorar o ambiente de negócios e as exportações”, afirmou. “É fundamental retomar o crescimento industrial a curto prazo, aumentar o nível de emprego e de renda”.

Ministro das Minas e Energia participa de reunião na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp 

O ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, esteve na sede da Fiesp, em São Paulo, na manhã desta segunda-feira (15/08), para participar de reunião com o presidente da instituição, Paulo Skaf. Esteve presente ainda o presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêa, entre outros convidados.

Ao abrir o encontro, Skaf destacou a importância do setor de energia, petróleo e gás no Brasil, mesmo diante de todas as dificuldades enfrentadas.

Segundo Filho, uma das prioridades de sua pasta é abrir a agenda, “ouvir”. Isso lembrando que as empresas privadas podem colaborar muito com a retomada do crescimento. “Temos problemas regulatórios e um excesso de intervencionismo que prejudicam o setor”, afirmou. “Todos os elos do setor elétrico passam por dificuldade, com a transmissão um pouco melhor, mas também preocupada”.

Assim, para abrir o diálogo, nada melhor do que debater esses temas na Fiesp. “Vim aqui para ouvir o setor produtivo na casa da indústria de São Paulo e do país”, disse Filho. “Quanto mais a gente ouve, menos a gente erra”.

A partir da esquerda: Filho, Skaf e Gouvea: debate dos problemas do setor com a iniciativa privada. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

 

 

 

Empreendedores do agronegócio premiados pelo Rally da Safra na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A noite desta terça-feira (01/04) foi de reverência aos empreendedores do agronegócio nacional. Para fechar as atividades do Rally da Safra 2014, levantamento com projeções da safra de grãos no país, foram premiados os destaques do setor em cerimônia realizada na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O evento teve a participação do diretor da Agroconsult, André Pessoa, que apresentou os resultados do estudo de campo realizado este ano. A consultoria é a responsável pela iniciativa.

Além disso, estiveram presentes na ocasião o segundo vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Nery Geller, o membro do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp, coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues e o diretor titular do Departamento de Agronegócio (Deagro) da Fiesp, Benedito da Silva Ferreira.

“O André Pessôa, como um verdadeiro bandeirante, adentrou as áreas de plantio do país para fazer o Rally da Safra”, disse Ometto.

De acordo com o segundo vice-presidente da Fiesp, 24% da representação da entidade está ligada à indústria de insumos e alimentos. “Temos uma grande vocação na área”, disse. “Estamos aqui para trabalhar para o Brasil, todas as nossas posições são construtivas”.

Ometto: “Estamos aqui para trabalhar para o Brasil, todas as nossas posições são construtivas”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Ometto: “Estamos aqui para trabalhar para o Brasil”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Segundo diretor titular do Deagro, as condições enfrentadas pelos produtores rurais muitas vezes são “adversas”. “Por isso a importância de iniciativas como essa: a cada edição do Rally da Safra nos sentimos mais motivados a estreitar essa parceria”.

Em sua apresentação, Pessôa lembrou que o Rally é um esforço no sentido de “reduzir a assimetria das informações no agronegócio”. “Percorremos 65 mil quilômetros de praticamente todas as regiões do país, mobilizando uma equipe de 112 pessoas e envolvendo 2,2 mil produtores”, afirmou.

Ao longo do levantamento feito pelo Rally da Safra, conforme Pessôa, até mesmo as condições das estradas e as características físicas e nutricionais da soja no Brasil foram consideradas.

Quem tem compromisso

Para o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é preciso ajudar a “reduzir os gargalos que atrapalham o desenvolvimento”. “Temos que trazer para dentro do agronegócio quem tem compromisso com a produção”, disse Geller.

Geller: para promover a inovação tecnológica. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Geller: foco na inovação tecnológica. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

“No ministério, estamos focados em trazer conhecimento para ajudar a resolver problemas”, afirmou. “Não é só disponibilizar recursos, mas também promover programas de acesso à inovação tecnológica”.

O homem que empurra o barco

Alvo da homenagem especial do prêmio Rally da Safra 2014, o fundador do Grupo Manah, de fertilizantes, Fernando Penteado Cardoso, emocionou a plateia ao destacar a “força humana” do agronegócio. “Parabenizo todos os premiados pela sua eficiência”, disse. “Que continuem a representar a força humana da nossa agricultura. A qualidade do homem que empurra o barco é muito importante”.

Representante do Grupo Bom Jesus, do Mato Grosso, na cerimônia, Nelson Vígolo recebeu o prêmio de “Produtor do Ano”. “Essa é uma grande satisfação para mim e para a minha família, que acreditou no cerrado e na produção de soja”, disse. “O Brasil é gigante na agricultura e pode crescer bem mais”.

Já a jornalista Sônia Bridi, da Rede Globo, destacada com o “Prêmio Especial Régis Alimandro de Jornalismo”, fez questão de citar a sua história pessoal com o campo. “Fiquei mais do que envaidecida e orgulhosa com esse prêmio: sou da primeira geração da família Bridi que nasceu fora da lavoura”, contou. “Foi a expansão da lavoura no país que mudou o meu destino”.

Para Sônia, é importante lembrar que existe um Brasil agrícola “eficiente e de altíssima produtividade”.

Confira abaixo a relação completa de premiados pelo Rally da Safra 2014:

Produtividade

Irmãos Cambruzzi (SC)

Excelência Agronômica

Geraldo H. Morsink (PR)

Gestão da Propriedade Agrícola

Fazenda Progresso (PI)

Produtor do Ano

Grupo Bom Jesus (MT)

Prêmio Régis Alimandro de Jornalismo

Gustavo Bonato – Thomson Reuters

Prêmio Especial Régis Alimandro de Jornalismo

Sônia Bridi – Rede Globo

Homenagem Especial

Fernando Penteado Cardoso (Fundador do Grupo Manah, de fertilizantes)

O Rally da Safra

Iniciado em 2004, o Rally da Safra vai a campo, todos os anos, para avaliar as condições das lavouras de soja e milho no Brasil. A expedição é realizada entre janeiro e março. O roteiro é escolhido com o objetivo de percorrer os principais polos produtores.

‘Queremos aperfeiçoar a administração pública no país’, diz presidente do TCU em reunião na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

“O nosso desafio é melhorar a governança no Brasil, queremos aperfeiçoar a administração pública no país”. Foi com o objetivo de abrir um debate público sobre o assunto que o ministro Augusto Nardes, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), participou, nesta quinta-feira (28/11), de uma reunião na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Estiveram no encontro o presidente da entidade, Paulo Skaf, e diversos outros diretores e executivos da federação, como o primeiro vice-presidente Benjamin Steinbruch.

Augusto Nardes explicou, em linhas gerais, como funciona o trabalho do TCU, destacando que o desafio maior do Tribunal é lutar contra as fragilidades gerenciais na aplicação dos investimentos no Brasil. “Precisamos prestar serviços melhores”, disse. “E esse é um problema da União, dos estados e dos municípios”.

De acordo com o presidente do TCU, o estado brasileiro gasta 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, ou seja, perto de R$ 2 trilhões dos R$ 4,4 trilhões de riquezas geradas no Brasil. “Desses quase R$ 2 trilhões, 52% são para encargos especiais e 48% para as demais despesas”, afirmou.

Dentro do bloco das “demais despesas”, confirme informou Nardes, a Previdência fica com 42,9% dos recursos. “Com isso os nossos investimentos são muito baixos em outras áreas, como infraestrutura, por exemplo”, disse. “Muito menores que os investimentos dos países desenvolvidos”.

Nardes, ao centro, e Skaf, à direita: investimentos baixos em infraestrutura no país. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Nardes, ao centro, e Skaf, à direita: Brasil tem investimentos baixos em infraestrutura. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Segundo Nardes, para melhorar a chamada governança no Brasil, é preciso investir em pontos como responsabilidade fiscal, educação, pesquisa e inovação, infraestrutura, inclusão social e regional e racionalização do gasto público.

Para melhorar as coisas nesse sentido, o TCU fiscaliza se os recursos federais estão sendo bem aplicados e se os interesses dos cidadãos estão sendo bem atendidos.

Especialização

Uma medida importante adotada pelo TCU nessa direção foi, conforme Nardes, investir em especialização. “Fizemos isso de acordo com função do governo, como saúde, educação, meio ambiente e assim por diante”, explicou. “Temos 22 secretarias especializadas”.

Outra ação digna de nota são as chamadas auditorias coordenadas. “Descobrimos que 300 mil mortos recebiam dinheiro do Bolsa Família, por exemplo”, afirmou Nardes. “São informações que o governo não tem como descobrir. Por isso, a importância do trabalho do TCU”.

Um problema de gestão

Após a apresentação, Paulo Skaf fez questão de reafirmar o apoio da entidade às metas do TCU de ajudar a melhorar a administração dos serviços públicos no Brasil. “Temos toda a intenção de construir parcerias”, afirmou o presidente da Fiesp.

Segundo Skaf, o país enfrenta problemas de gestão. “É pura gestão: num país em que se arrecadam R$ 1,6 trilhão em impostos não faltam recursos”, explicou. “O que existe é incompetência, falta de honestidade e compromisso com os resultados”.

Agenda: Fiesp promove nesta 4ª feira (05/09) seminário sobre investimento em Portugal

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realiza, nesta quarta-feira (05/09), seminário “Oportunidades de Investimento em Portugal”, com a presença do ministro de Estados e Negócios Estrangeiros do país, Paulo Portas.

Portugal busca, no Brasil, atrair investimentos para seu setor de construção civil e, principalmente, para seu programa de privatização, já que o governo colocou à venda as empresas estatais EDP e Galp (do setor de energia), a companhia aérea TAP e a operadora aeroportuária ANA.

Durante o seminário, o ministro Paulo Portas apresentará os detalhes das desestatizações e as vantagens do país europeu como porta de entrada para as indústrias que querem se internacionalizar com foco na África.

Esta é a terceira vez que o governo de Portugal envia um representante à Fiesp. O secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moeda, e o ministro da Economia do país, Álvaro Santos Pereira, também estiveram na entidade em busca de capital estrangeiro.

Nelson Jobim diz que não há respaldo constitucional para prorrogar concessões de energia

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Em 1995, por conta da transição política que o país experimentava, não havia outra alternativa senão a prorrogação das concessões de energia elétrica, na análise do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF),  Nelson Jobim. Mas agora não há respaldo constitucional que justifique a repetição desse processo, explicou Jobim em sua participação no debate de abertura do 13º Encontro Internacional de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) – o evento reuniu ainda outros ex-presidentes do Supremo: Ellen Gracie e Sydney Sanches.

Nelson Jobim, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF)

“Não tinha outro jeito porque [o Brasil] estava num período de transição. O que estava se tratando em 1995 era um efeito de transição porque em 1988, 1989, 1990, 1991, 1992 não havia condição política de [abrir esse debate] em face de desordem política que se estabeleceu”, avaliou o ex-ministro do Supremo.

O sistema legal brasileiro, segundo Jobim, aproveitou-se do momento de adaptação entre um regime antigo, que resultou no impeachment do então presidente Fernando Collor, com o regime novo em 1995.

“A circunstância de fato era o convívio do regime novo com o regime antigo. Isso se esgotou. Lá se vão 20 anos e agora se fala numa transição, mas transição do quê? Uma transição que se inicia 20 anos depois, tendo sido ela regulamentada antes?”, questionou Jobim.

Tarifa elevada

Ellen Gracie e Sydney Sanches, ex-presidentes do STF

O Brasil tem umas das fontes de geração de energia mais baratas do mundo, mas mantém uma das tarifas mais elevadas. O preço médio praticado pelas usinas hidrelétricas mais antigas, cujo gasto com investimento já foi pago pelo consumidor, é de R$ 90,98, mas o custo médio de produção dessa energia é de R$ 6,80.

“Num momento em que o próprio governo federal edita uma lei de transparência das informações de forma radical, a opção, portanto, é a seguinte: ou deixamos que o preço da energia seja fixado, estabelecido pela via do debate público da licitação, ou [que] esta tarifa seja o resultado de uma ajuste às sombras do gabinete das autoridades”, enfatizou Jobim.

Alteração legislativa

A ex-presidente do STF, Ellen Gracie, também participou da abertura do encontro de energia da Fiesp. O painel que abriu o encontro debateu a constitucionalidade da prorrogação das concessões do setor elétrico.

“O objetivo de renovar concessões só pode ser alcançado mediante alteração legislativa. Hoje nós temos um marco legal que proíbe a renovação dessas concessões”, explicou Ellen Gracie ao lado de Sydney Sanches, também ex-presidente do Supremo, que atuou como moderador do debate.

“Há algum tempo se dizia que era muito cedo para tomar providencias necessárias e, logo em seguida, se dirá que já é muito tarde e não há mais tempo”, alertou Ellen Gracie.

Skaf pede a Mantega para aumentar em 60 dias prazo para recolhimento de impostos

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, aproveitou a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega, na manhã desta quarta-feira (04/07), na sede da entidade, para sugerir a ampliação do prazo para recolhimento de impostos, em mais 60 dias, como medida de curto prazo para estimular a competitividade da indústria brasileira.

“Seria até a oportunidade de propor uma medida dos governos federal e estadual, de alongar em mais 60 dias o prazo para o recolhimento de impostos. Isso irrigaria a economia com recursos de forma linear, democrática, correta, horizontal, e daria imediatamente um folego para a economia no ano de 2012. Isso é uma medida de curto prazo”, afirmou Paulo Skaf durante abertura do Seminário Econômico Fiesp e Lide – “Agenda Brasil, Proposta para o Avanço Acelerado do País”.

Organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), o seminário aborda propostas para o aumento da eficiência no setor público, transformação de juros em infraestrutura local, eficiência fiscal e competitiva, socialização da riqueza nacional e do tripé educação, inovação e sustentabilidade como pontos cruciais para o crescimento do Brasil. Cerca de 400 empresários participam dos debates.

Na avaliação do presidente da Fiesp, com a inflação controlada, é possível retomar a prorrogação do prazo para a indústria brasileira recolher os impostos. “Há 30 anos, nós tínhamos até 120 dias para recolher. Então as empresas compravam sua matéria-prima, transformavam, recebiam do cliente e depois pagavam o imposto. Com a alta da inflação, os prazos tanto de para venda de mercadoria quanto para recolhimento dos impostos foram sumindo. Quando a inflação ficou sob controle, o prazo para venda das mercadorias foi prorrogado de novo, mas o prazo para os impostos foi muito pouco prorrogado”, enfatizou Skaf, ao abrir o seminário ao lado do ministro Guido Mantega e do secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Andrea Calabi.

Segundo Skaf, o setor produtivo financia uma defasagem de 49 dias em relação ao pagamento de impostos e o lucro: “Ou seja, as empresas pagam os impostos e, só 49 dias depois, a maioria dos setores recebe de seu cliente. Isso tem de ser corrigido”, reforçou.

Médio prazo

Para o médio prazo, o presidente da Fiesp propôs a adoção por parte do governo de uma agenda mais voltada para superar obstáculos à competitividade da produção brasileira, como os custos com energia, logística e infraestrutura deficientes, inovação tecnológica e educação e formação de mão de obra.

“Educação de qualidade, questões de infraestrutura e logística são coisas que poderão resolver, realmente, o problema. Isso depende de nós. O problema da Grécia, da Espanha, depende deles, mas quanto mais fizermos a nossa parte, mais fortes estaremos para o desenvolvimento do nosso país e mais resistentes estaremos em relação aos outros países”, argumentou Skaf.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a crise atual é tão intensa quanto a de 2008 e afeta mais a indústria. Comentou ainda que sua expectativa de crescimento econômico para o Brasil é de um percentual entre 4% e 5% nos anos de 2013 e 2014.

Paulo Skaf recebe ministro da Hungria na Fiesp

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Em busca de oportunidades de negócio com o Brasil, o ministro de Negócios Estrangeiros da Hungria, János Martonyi, esteve nesta quinta-feira (17/05) na sede Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde conversou com o presidente Paulo Skaf sobre a crise econômica europeia e as diferenças entre o sistema tributário dos dois países.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, e ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, János Martonyi

O ministro húngaro informou o interesse de seu país em realizar um seminário Brasil-Hungria e pediu o apoio da Fiesp na organização do evento, com indicativo de realização para os meses de outubro ou novembro. Em contrapartida, o presidente da Fiesp propôs a possibilidade de sediar as rodadas de negócios entre empresários brasileiros e húngaros caso o evento ocorra em São Paulo.

Skaf destacou a importância de um acordo de cooperação entre os países, que, em sua avaliação, poderá resultar em excelentes oportunidades de negócios, especialmente para as áreas de tecnologia e inovação. O presidente da Fiesp delegou ainda ao Departamento de Relações Internacionais (Derex) da entidade a missão de elaborar um estudo detalhado sobre o assunto.

Sobre a Hungria

Com população estimada em 10 milhões de habitantes, a Hungria fica no centro da Europa , fazendo fronteira com a Eslováquia, Ucrânia, Romênia, Sérvia, Croácia, Eslovênia e Áustria. Sem saída para o mar, o país tem no rio Danúbio, o segundo maior da Europa, uma importante via comercial. Sua capital, Budapeste, tem mais de 1,7 milhão de habitantes.

Ministro de Negócios do novo governo britânico reúne-se com empresários na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp,

O Ministro de Negócios, Inovação e Treinamento do Reino Unido, Vince Cable, lidera uma delegação com 25 grandes empresas que estará na Fiesp nesta quarta-feira(1º/9), às 9h.

Com a previsão de que o Brasil se torne a quarta maior economia do mundo em 2050, esta é a segunda visita que cumpre a promessa do governo de coalizão de consolidar relações com parceiros-chave no século XXI.

Além disso, Vince Cable também vai explorar o potencial desta parceria em diversos setores. Os objetivos são de desenvolver a expertise mundial necessária para garantir Jogos Olímpicos bem-sucedidos em Londres, em 2012, e no Rio, em 2016, além de encorajar a cooperação industrial em setores como defesa e segurança, energia e engenharia avançada.

Antes de iniciar sua visita ao Brasil, Vince Cable ressaltou a importância do País. “O governo britânico acredita que é prioritário fortalecer nossas relações com parceiros-chave. Assim sendo, decidi que uma das prioridades seria encontrar pessoalmente meus colegas no Brasil, que é a nova potência crescente das Américas”, explicou.

“O Brasil é a oitava maior economia do mundo, respondendo por metade do PIB total da América do Sul. Estou muito animado com o fato de que as exportações de produtos britânicos mais do que dobraram desde 2004, alcançando £1,7 bilhão em 2009, apesar da recessão. O Reino Unido pode exercer um grande papel à medida que mais e mais empresas brasileiras buscam a internacionalização”.

Empresas britânicas são líderes em muitas áreas de real importância para a economia brasileira, e muitas delas já operam no País:

Educação – Um exemplo é a Pearson, que fornece serviços educacionais para a crescente força de trabalho do Brasil;

Energia – A Shell e a Cosan acabam de assinar acordo para suprir biocombustíveis; a BG é a maior investidora no setor de óleo e gás no Brasil;

Infraestrutura – A Halcrow realizou estudo de viabilidade para o trem de alta velocidade que ligará Rio de Janeiro e São Paulo;

Engenharia avançada – A Rolls Royce e a GKN são fornecedores líderes de mercado;

Biotecnologia e Farmacêutica – A AstraZêneca e a GlaxoSmithkline são também key players no mercado brasileiro.