Em encontro na Fiesp, ministro argentino apresenta oportunidades no setor energético

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

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Skaf alertou para a necessidade de um "planejamento global na área de infraestrutura"

O setor energético argentino pode ser um celeiro de oportunidades de negócios para empresários brasileiros. Entre as possibilidades está a construção das usinas hidrelétricas “Presidente Néstor Kirchner” e “Gobernador Jorge Cepernic”, ambas situadas sobre o rio Santa Cruz. O projeto foi apresentado nesta quinta-feira (20/09) pelo ministro do Planejamento e Investimento Público da Argentina, Julio de Vido, em evento realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Com investimento estimado em U$S 4,8 bilhões, as usinas terão um potencial energético total de 1.740 MW. Segundo Vido, as hidrelétricas aumentarão a produção de energia e permitirão a diversificação das matrizes energéticas no país.

“Os empresários brasileiros mostraram muito interesse pelo projeto”, salientou o ministro argentino logo após encontro com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

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Julio de Vido: 'Ofereceremos todos os mecanismos que estiver ao nosso alcance para que os empresários brasileiros possam se associar ao projeto argentino'. Foto: Junior Ruiz

Julio de Vido acrescentou que o governo argentino oferecerá linhas de créditos para os investidores. “Ofereceremos todos os mecanismos que estiver ao nosso alcance para que os empresários brasileiros possam se associar ao projeto argentino e aproveitar as ofertas econômicas e financeiras”, afirmou.

Skaf elogiou o projeto desenvolvido pelo governo argentino e observou que as parceiras comerciais contribuem para a aproximação entres os países, mas alertou para a necessidade de um “planejamento global na área de infraestrutura”.

O ministro agradeceu o apoio da Fiesp e ressaltou que a parceria proporcionará um aumento no fluxo comercial entre os dois países. “Vamos colocar a nossa equipe em contato com a Fiesp para trabalhar em um projeto concreto, com prazo de tempo determinado, que gere crescimento e deixe as nossas economias em contato”, disse Vido.

O diretor-titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, Carlos Cavalcanti, elogiou o projeto e disse que a construção das usinas representa um passo na integração energética da América do Sul. “Após este encontro, o empresário brasileiro pode perceber o nível de detalhamento técnico e a transparência do governo argentino”, concluiu.