Foto: Fiesp recebe ministro da Defesa, Celso Amorim

Agência Indusnet Fiesp

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Celso Amorim e Paulo Skaf. Foto: Junior Ruiz/Fiesp


A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu na tarde desta terça-feira (18/06) o ministro da Defesa, Celso Amorim. O encontro teve a presença do presidente da entidade, Paulo Skaf, e de diversos diretores da entidade. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, também participou.

Reaparelhamento das Forças Armadas inclui sistema espacial, afirma Nelson Jobim

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Jairo Cândido, diretor do Comdefesa. Foto: Vitor Salgado

A renovação das instituições nacionais permanentes (Exército, Marinha e Aeronáutica) foi apresentada no seminário Reaparelhamento das Forças Armadas, nesta quarta-feira (6), na sede da Fiesp. Inserido no contexto mundial, o Brasil passa por novas estratégias e configurações nestes setores.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, fez uma abrangente exposição dos detalhes destes procedimentos a serem adotados para uma plateia repleta de integrantes e autoridades das Forças Armadas. O evento, realizado pelo Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa) da Fiesp, tem como objetivo participar dos processos de desenvolvimento do País.

“A Fiesp, por meio do Comdefesa, tem confiança absoluta que o futuro da indústria nacional de defesa será grandioso, como grandioso é o nosso Brasil”, afirmou Jairo Cândido, diretor-titular do departamento da entidade.

As ações do Comdefesa visam consolidar as relações com o ministério da Defesa e cooperar com o desenvolvimento da estrutura das Forças Armadas. A atuação da indústria é fundamental para o reaparelhamento destas imprescindíveis instituições, e a Fiesp trabalha no sentido de promover projetos alinhados com as premissas da Política Nacional de Defesa.

Diretrizes

De acordo com o ministro, a Estratégia Nacional de Defesa possui um arcabouço cooperativo com outros países da América do Sul e uma visão dissuasória com o resto do mundo. A tática tem como fundamento integrar a indústria defensiva à sociedade, como um escudo de proteção ao desenvolvimento autônomo nacional.

O Brasil tem 13 milhões de quilômetros quadrados de território emerso e imerso, com mais de 16 mil quilômetros de fronteira terrestre, o que torna impossível a presença das forças em todos os espaços. A partir da capacitação profissional oferecida pela pelas instituições aos recrutas, surgirão programas de vigilância de fronteiras e monitoramento do espaço aéreo.

Observação preventiva

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Nelson Jobim, ministro da Defesa. Foto: Vitor Salgado

Nelson Jobim defende a ideia um sistema espacial brasileiro para fins militares (de proteção), de conhecimento do território para a agricultura, saúde, monitoramento de incêndio em florestas, entre outros.

“É inconcebível virmos a comprar imagens de satélites controlados por outros países”, criticou o ministro, que percorreu toda a Amazônia e a fronteira terrestre do Brasil.

As diferenças observadas na extensa divisa entre o País e o restante da América do Sul apontaram as necessidades de cada ponto, como veículos terrestres, aviões de transporte de cargas e helicópteros para deslocamento de forças. Os itens estão previstos no orçamento de 27 bilhões de dólares que serão investidos na área de defesa.

Medidas

O ministro enfatizou que os conceitos de implementação e ações estratégicas são compostos por quatro itens:

  • Ciência e Tecnologia, que fomentará a pesquisa de materiais, equipamentos e sistemas militares e civil;
  • Recursos humanos, para criar um quadro de especialistas civis em defesa;
  • Indústria de material de defesa, que irá compatibilizar os esforços governamentais de aceleração do crescimento com as necessidades da defesa nacional;
  • Operações de paz, para estimular o adestramento de militares e civis para atuações emergenciais de manutenção da paz e reconstrução do País, como as recentes ações no Haiti.

A importância maior das ações pró-defesa no Brasil, segundo Nelson Jobim, é o resultado destas em um longo prazo, daqui a 50 anos. “Não estamos falando no período histórico da nossa geração, e sim de uma nação. Nossa responsabilidade é com o País”, concluiu o ministro.

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