Fiesp cria Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura

Flávia Dias e Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp

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Ideli Salvatti e Paulo Skaf durante encontro na Fiesp, em que foi anunciada a criação do Comitê

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) deu importante passo no sentido de organizar o setor de pesca e da aquicultura, com a criação de um comitê específico para a cadeia produtiva. A oficialização ocorreu nesta quinta-feira (14), durante encontro da

, Ideli Salvatti, com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e empresários do setor, na sede da entidade.

“Estamos sendo bem-sucedidos no Ministério em parcerias como esta que a Fiesp está fazendo conosco hoje. A criação do Comitê equivale a dobrar o orçamento do Ministério”, afirmou Ideli. Ela salientou ainda que a iniciativa da Fiesp sinaliza “sucesso” e o “enorme” potencial de crescimento do setor.

Com mais de oito mil quilômetros de costa marítima, o Brasil também é dono de 13% de toda água doce do planeta, conforme lembrou a ministra. “Temos água para desenvolver a pesca desportiva, pesca industrial e pesca amadora”, explicou. A meta do Ministério é ampliar a produção industrial de pesca e aquicultura, dos atuais 1,2 milhão de toneladas por ano para 7 milhões de toneladas por ano.

Industrialização

Outro tema discutido foram os investimentos na produção de equipamentos nacionais para industrialização do pescado e pesca amadora. “Nossa cadeia produtiva tem um grande potencial. Não falta nicho de mercado para os empreendedores colocar investimentos no setor de pesca”, analisou.

O presidente Paulo Skaf também destacou o potencial e a necessidade de construção de políticas públicas para o setor. “Precisamos olhar para questões ambientais, tributárias e de inovação”, acrescentou. De acordo com ele, existem muitas iniciativas que precisam ser ordenadas e que poderão ser concretizadas por meio do Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura da Fiesp.

Financiamento

A ministra Ideli Salvatti disse que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nunca tinha financiado um projeto de pesca e aquicultura. Entretanto, um recente estudo de negócios do banco revelou viabilidade econômica para planos do setor. “A grande novidade é que o BNDES está abrindo linhas de financiamento e o Ministério já encaminhou projetos para serem analisados”, comentou.

O auxilio contribuirá com o aumento da produção de pescado. Nos últimos anos, o cultivo nacional de pescado passou de 990 mil toneladas/ano para 1,241 milhão de toneladas, crescimento de 25%. Para atender a demanda interna, porém, a indústria pesqueira precisa ampliar a sua oferta em 16%.

“O financiamento deve contemplar todos os elos da cadeia, desde a produção da ração até a comercialização do produto”, analisou a ministra.