Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto realiza sua última reunião de 2014

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na tarde desta segunda-feira (08/12) foi realizada a última reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com a presença do ministro Vilmar Coutinho Júnior, da assessoria Internacional do Ministério do Esporte, e do ex-piloto de Formula Indy, Luiz Garcia Júnior, membro do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539973959

Ministro Vilmar Coutinho Júnior (segundo da esquerda para a direita): Câmara Setorial terá sucesso desde que a indústria participe efetivamente. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


No encontro foram apresentados detalhes do convênio firmado entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Cômitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio-2016.

Cristiano Antônio da Silva, representante da CNI, destacou que ainda há oportunidades para que as indústrias se candidatem como fornecedoras para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos que acontecerão no Rio, em 2016. “Dos R$ 3 bilhões disponíveis ainda há R$ 1 bilhão disponíveis para contratação até o mês de maio”, afirmou.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539973959

Cristiano da Silva, da CNI. “Ainda há R$ 1 bilhão disponíveis para contratação até o mês de maio”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Segundo Silva, as oportunidades principais são para as indústrias dos setores gráfico, alimentício, madeira e móveis, metal-mecânico, construção e vestuário. As empresas interessadas devem fazer o seu cadastro no site http://portaldesuprimentos.rio2016.com e, desta forma, estarão previamente habilitadas para o processo seletivo que é realizado pelo setor de suprimentos do Comitê.

Silva explicou também que o Sebrae também fez um acordo para a capacitação das micro e pequenas indústrias, de maneira que elas também possam participar do processo.

Câmara Setorial do Esporte

O coordenador do Code, Mario Frugiuele, destacou que a recente instalação da Câmara Setorial da Indústria, Comércio e Serviços do Esporte significa uma das conquistas para a cadeia produtiva. “O Code fará parte dessa Comissão que, com certeza, terá bons frutos. É um ponto a favor para o esporte ter essa Comissão Interministerial com a participação da iniciativa privada”, afirmou Frugiuele.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539973959

Mario Frugiuele: Câmara Setorial significa uma das conquistas para a cadeia produtiva. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O ministro Vilmar Coutinho Júnior também comentou sobre a instalação da Câmara Setorial, que terá a coordenação do próprio Ministério do Esporte, mas com a participação de outros ministérios como o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Coutinho explicou que a constitucionalidade da Câmara ainda está sendo composta mas, paralelamente, deverão ser levantadas as reivindicações das indústrias para serem apresentadas à Câmara.

“A Câmara terá sucesso e poderá fazer um bom trabalho desde que a indústria consiga , de fato, aproveitar esse fato de forma efetiva e trazer as ideias”, afirmou Coutinho, sugerindo que as propostas sejam discutidas previamente e apresentadas de forma mais concreta para garantir mais celeridade.

Momento de oportunidade

Mauricio Fernandez, coordenador adjunto do Code, ressaltou a necessidade de sensibilizar e capacitar as indústrias diante das oportunidades que se apresentam, tanto os Jogos Olímpicos e Paralímpicos como o crescente mercado de esportes no país. “É preciso chacoalhar e acordar a indústria para as oportunidades. O dinheiro existe, é real, mas a gente tem uma dificuldade enorme de despertar a indústria para as oportunidades”, afirmou, destacando a importância da realização de rodadas de negócios.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539973959

Luiz Garcia Junior, do Comitê Paralímpico Brasileiro: "Brasil vive um momento de oportunidade para o esporte". Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Luiz Garcia Júnior, do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), comentou que os bons resultados obtidos por atletas brasileiros, como a equipe de natação, não são por acaso. “Mais recentemente, desde quando o Brasil conquistou o direito de sediar os Jogos, tem muito mais recursos sendo colocados em projetos, tanto lá no CPB como nas diversas Confederações. Então, os atletas estão tendo uma preparação melhor também”.

Garcia Júnior afirma que a palavra-chave hoje é oportunidade. “Estamos em um momento de oportunidades no esporte, como a gente nunca teve aqui no país. É um momento de oportunidade para a indústria, comércio, serviços e para as diversas áreas envolvidas. A indústria pode e deve se qualificar. A gente tem condições, sim, de fazer equipamentos a nível de serem homologados internacionalmente”, declarou.

Ministério do Esporte cria Câmara Setorial; Fiesp tem assento com coordenador do Code

Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539973959

Mario Frugiuele: um dos representantes do setor produtivo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Em portaria publicada no início deste mês no Diário Oficial da União, o Ministério do Esporte criou a Câmara Setorial da Indústria, Comércio e Serviços de Esporte e Atividades Físicas. A finalidade do organismo – com representantes dos setores produtivo e esportivo, da sociedade civil e do governo – é subsidiar a pasta em assuntos de sua competência.

Um dos representantes do  setor produtivo é o coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) e segundo diretor secretário da entidade da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Mario Eugenio Frugiuele.

Também integram a Câmara, entre outras organizações, representantes dos comitês olímpico e paralímpico, das confederações de futebol, vôlei, atletismo, basquete, e dos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A portaria foi assinada pelo ministro Aldo Rebelo, que participou de uma reunião do Code em março deste ano.

>> Comitê do Desporto da Fiesp pede apoio a Aldo Rebelo para fortalecimento da indústria brasileira

Cadeia produtiva do esporte está no caminho certo, afirma coordenador do Code

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539973959

Frugiuele: Code é instrumento benéfico para toda a cadeia produtiva do país. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) se reuniu no fim da tarde desta quarta-feira (24/09), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). No encontro foram debatidas as demandas da cadeia produtiva e informadas as principais ações realizadas pelo comitê.

Para o coordenador do Code, Mario Eugenio Frugiuele, há avanços nas demandas da cadeia produtiva do esporte.

“O esporte é uma área que cria emprego, um grande negócio que gera investimento, que distribui renda. E isso tem que ser visto. É um momento positivo para que a cadeia produtiva consiga resultados interessantes. As coisas estão acontecendo, tendo resultados. O esporte está no caminho certo”, afirmou.

Frugiuele ainda ressaltou a importância do Code como instrumento benéfico para toda a cadeia produtiva com abrangência nacional. “Estamos criando, através do comitê, uma ferramenta, um fórum que o setor pode utilizar. Temos força e poder de sensibilizar, com credibilidade”, disse.

Modernizar a tributação

Um dos temas debatidos pelos membros do comitê da Fiesp durante o encontro foi o posicionamento do governo federal ao analisar um pleito do Code: a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para os segmentos e setores que integram a cadeia produtiva, visando aumentar a competitividade em relação a produtos importados, que são manufaturados em condições econômicas mais favoráveis nos seus países de origem.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539973959

Helcio Honda: “Hoje, o esporte é uma necessidade, um conceito de saúde. Importante levar essa adequação ao governo, com essa necessidade de modernizar a tributação”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Segundo Hélcio Honda, diretor titular do Departamento Jurídico (Dejur) da Fiesp, a solicitação do comitê não deverá ser deferida neste ano.

“É preciso fazer um filtro, uma identificação em relação a itens mais prioritários”, informou Honda. “Importante fazer uma depuração, uma triagem, através de uma discussão setorial, para trabalhar com um espectro menor de produtos a ter a carga tributária reduzida”, sugeriu.

Em alguns casos, disse Honda, a redução deve acontecer por isonomia tributária; em outros, pelo aumento de competitividade. Segundo o diretor-titular do Dejur da Fiesp, é importante que o setor continuar a buscar a adequação e a modernização da tributação.

“Hoje, o esporte é uma necessidade, um conceito de saúde. Importante levar essa adequação ao governo, com essa necessidade de modernizar a tributação”, disse Honda.

Reunião com ministérios em Brasília

Outro tema debatido entre os membros do comitê foi a reunião realizada em Brasília entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e o Ministério do Esporte, com participação do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que contou com a participação de membros da Fiesp.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539973959

Mauricio Fernandez: demandas levadas à Brasília darão força e consistência para a cadeia. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

De acordo com Marcos de Castro Lima, chefe do escritório da Fiesp de Brasília, a cadeia produtiva do esporte, até então, não estava sendo tratada como um “produto econômico”.

Em sua visão, o esporte “estava sendo analisado apenas em relação aos grandes eventos, à discussão de eventos, infraestrutura, desempenho de atletas”.

Lima informou que durante a reunião, que contou com a participação de Aldo Rebello, Ministro do Esporte, foram criados simbolicamente dois organismos: um conselho no âmbito do Ministério do Esporte e uma Câmara Setorial no âmbito do MDIC.  “É um ponto inicial para que o governo passe a tratar o esporte como um fator para o desenvolvimento econômico”, analisou Lima.

Para ele, a Fiesp precisa encaminhar um documento para reforçar que há interesse da entidade em participar do conselho e da câmara setorial. “Precisamos, para isso, criar uma pauta consensual entre os elos da cadeia.”

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539973959

Paulo Vieira: setor precisa estar preparado para enfrentar um debate no Congresso Nacional. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Mauricio Fernandez, coordenador adjunto do Code, também participou do encontro em Brasília. “Conseguimos colocar a indústria do esporte como uma plataforma. Essas demandas levadas à Brasília darão força e consistência para a cadeia. Temos planos sólidos e um projeto para ser desenvolvido para todas os seguimentos da cadeia”, afirmou Fernandez. “Foi uma reunião muito positiva”, concluiu.

Para Paulo Vieira, coordenador do Ministério do Esporte, o setor “precisa estar preparado para que possa enfrentar um debate no Congresso Nacional de maneira mais unificada”.

Outro ponto destacado por Vieira é a importância da permanência de uma pasta para cuidar do esporte no próximo governo federal. “A continuidade de uma pasta especifica para o setor do esporte é uma bandeira imprescindível. Esporte não é mais coadjuvante”.

Vilmar Coutinho, assessor especial do Ministro do Esporte, também participou do encontro.

Rodadas de Negócios em dezembro

Outro ponto destacado pelos membros do comitê foi a reunião do comitê com o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp e com câmaras de comércio internacionais para divulgação de rodadas de negócio a ser realizado em dezembro.

Segundo Vladimir Guilhamat, diretor titular adjunto do Derex/Fiesp, o objetivo das rodadas é identificar que tipos de empresas querem vir ao Brasil.

“Buscamos empresas com qualidade que querem fazer parcerias, joint-ventures, e realizar transferências de tecnologia, consolidando novos mercados e oportunidades”, informou.

>> Reunião na Fiesp apresenta ‘Sports Business 2014’ para câmaras de comércio estrangeiras 

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539973959

Reunião do Comitê do Desporto da Fiesp tratou dos avanços e das demandas do setor. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Ministério do Planejamento destaca importância de investimentos em infraestrutura para setor da construção no Brasil

Marília Carrera e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Em palestra ministrada durante o Construbusiness 2012 – 10º Congresso Brasileiro da Construção – evento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta segunda-feira (03/12) –, a chefe da Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Esther Dweck, apontou as vantagens da captação de investimentos para a indústria da construção no Brasil.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539973959

Esther Dweck: 'Crescimento da indústria da construção vem se consolidando pelo consumo e pelo mercado interno'. Foto: Julia Moraes

De acordo com ela, o setor no país é puxado, principalmente, pelos investimentos em edificações, em montagem industrial e em obras de infraestrutura. “A capacidade de mobilizar recursos é essencial para garantir as obras de infraestrutura”, afirmou ao ressaltar que os investimentos cresceram ao longo dos tempos, devido à capacidade da cadeia produtiva da construção em reter o capital que recebe.

Esther Dweck destacou que o crescimento da indústria da construção vem se consolidando pelo consumo e pelo mercado interno, cujo papel é ampliar a demanda e a capacidade de investimentos em diversos setores da indústria nacional.

“O Brasil virou um país de oportunidades. E um dos objetivos do segmento da construção é desenvolver-se de forma sustentável, estabelecendo uma aliança entre novos empregos, aumento da produção, gestão de recursos naturais e competitividade, o ponto central do “ciclo virtuoso” do setor no país”, enfatizou a palestrante.

Ela frisou a importância das colaborações do governo federal para a indústria da construção no Brasil, estendendo-as ao âmbito dos transportes; da energia, ressaltando aqui a necessidade de sua universalização, qualidade e custo acessível; e do eixo social e urbano, como exemplo, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“O PAC é uma nova maneira de pensar como os programas de infraestrutura precisam ser feitos”, sublinhou, destacando a importância do planejamento de outros os fatores que condicionam a melhoria dos projetos de construção no país, como visão de futuro, articulação intersetorial, pactuação federativa e parcerias do setor privado.

Segundo a chefe de Assessoria Econômica, o PAC inovou como novo processo de gestão de monitoramento, ampliação da participação do setor privado e ampliação dos mecanismos fiscais, de financiamentos e garantias e qualificação de mão de obra.

Esportes

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539973959

Elder Vieira destacou importância de o governo criar um ambiente propício para acelerar o desenvolvimento econômico e diminuir as desigualdades sociais. Foto: Julia Moraes

O gerente de projetos do Ministério do Esporte, Elder Vieira, lembrou a importância de o governo federal criar um ambiente propício para acelerar o desenvolvimento econômico e diminuir as desigualdades sociais. E destacou nesse sentido o papel do Ministério dos Esportes, que investe em infraestrutura esportiva de alto rendimento e de esporte e lazer social.

Como exemplo prático, citou a construção da Arena Corinthians, o Itaquerão. “Este é um investimento que impulsiona os demais investimentos na região”, afirmou Vieira, ao citar o desenvolvimento da região do bairro de Itaquera, zona leste de São Paulo. “Além dos empresários, a prefeitura e o governo do Estado também investem, principalmente nas áreas de educação e cultura”, explicou.

Vieira elencou outros projetos do Ministério do Esporte, como as praças de esporte e cultura e os centros de treinamentos de alto rendimento. “Esse tipo de investimento gera empregos e colabora com a melhoria da mobilidade da cidade, ressignificando o espaço público e impulsionando o desenvolvimento social de um município”, afirmou.

O gerente de projetos explicou que tudo isso vai “redimensionando e repensando o espaço urbano”. E concluiu: “É dessa maneira que o Ministério do Esporte, em conjunto com os demais ministérios do governo federal, propicia a ambiência para que se manejem os elementos de desenvolvimento social por parte da sociedade”.