Governo vai reduzir prazo para o pagamento de construtoras com obras do Fundo de Arrendamento Residencial

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O governo federal vai reduzir o prazo para o pagamento das construtoras com obras no Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) já em dezembro de 2016. O anúncio foi feito, após almoço na Fiesp, nesta segunda-feira (05/12), pela secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Henriqueta Arantes. Ela participou, também na federação, pela manhã, de painel do 12º ConstruBusiness – Congresso Brasileiro da Construção.

De acordo com Henriqueta, as obras do FAR estão sendo pagas em dia, mas na seguinte condição: após 30 dias de a medição ser aceita pela Caixa Econômica Federal no caso das pequenas construtoras, após 45 dias para as médias e 60 dias para as grandes.

“O ministro Bruno Araújo (das Cidades) anunciou que autorizava a redução desses prazos para 10, 20 e 30 dias, respectivamente, a partir de janeiro de 2017”, disse a secretária. “Mas foi pleiteado que essa antecipação fosse feita ainda em dezembro de 2016 e ele concordou”.

Para Henriqueta, será um respiro para as construtoras, que têm mais despesas em dezembro, como o pagamento do 13º salário dos funcionários.

“O governo quer que as empresas se sintam seguras”, disse ela. “Reduzir a defasagem entre obra, medição e acerto do pagamento”, explicou. “O apoio é para todas as empresas, especialmente para as pequenas, um estímulo para que todas retomem as suas atividades”.

Expectativa alta

Afirmando ter sempre “uma expectativa alta” quando o assunto é ConstruBusiness, Henriqueta disse que essa edição do evento foi acima da média. “Conseguimos reunir em um ambiente de alta credibilidade os empresários e os governos debatendo com objetividade temas que são importantíssimos para o Brasil”, afirmou. “E assim tivemos um compartilhamento em experiências em prol do país, não vi ninguém debatendo interesses pessoais”.

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Henriqueta: estímulo para que empresas retomem as suas atividades. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Limite do crescimento do gasto do governo é “PEC estadista”, afirma Skaf em reunião com ministro das Cidades

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, destacou nesta quinta-feira (6/10), durante reunião com o ministro das Cidades, Bruno Araújo, a importância de evitar o desperdício de recursos públicos. “Os governos querem aumentar impostos para cobrir os rombos”, declarou Skaf após ouvir o relado de Araújo sobre problemas que ele encontrou ao assumir a pasta. Skaf disse que é preciso apertar o cinto e defendeu a aprovação da PEC 241, que limita o aumento das despesas públicas à inflação do ano anterior. “Ela vai abrir caminho para a reforma da Previdência, para a queda de juros e para a recuperação da economia”, afirmou Skaf. “É uma PEC estadista”, disse, lembrando que o governo está propondo limitar seus próprios gastos. “Quem está pensando no Brasil não pode rejeitar um limite para os gastos.”

A pedido de Skaf, Araújo designou um interlocutor no Ministério das Cidades para a Fiesp e outras entidades ligadas à construção.

Em sua apresentação, o ministro disse que sua primeira decisão foi recompor a relação de credibilidade entre a pasta e o setor privado. Agora o Ministério das Cidades não deve nem um real a nenhuma construtora, ressaltou.

Recuperada a credibilidade, começou o aprimoramento. Araújo disse que pensa em todas as formas de melhorar o Minha Casa Minha Vida. “O programa tem que entrar numa fase de humanização”, disse, exemplificando com o acréscimo de paisagismo nos projetos. O Minha Casa Minha Vida passou a ser visto como um programa de Estado e precisa ser aprimorado, explicou Araújo, que anunciou que em 25 de outubro será assinada pelo presidente Michel Temer medida provisória para criar o cartão-reforma, que permitirá tratar de adensamentos urbanos com nível de precariedade de construção. Os moradores das áreas definidas por Estados e municípios receberão o cartão.

Inclui assistência técnica de arquitetos, engenheiros e outros profissionais, para a requalificação dessas áreas. “É um projeto barato quando se considera o benefício para a população”, afirmou. Serão R$ 500 milhões no primeiro ano, com R$ 5.000, em média, por tomador, num processo de aprendizado. Araújo espera que, como vai ser usado diretamente pela população, seja eficiente.

Araújo disse que se reunirá com a CEF para criar campanha para reduzir a inadimplência na faixa 1 do Minha Casa Minha Vida, que está na faixa de 25%. Falou sobre novas sugestões a levar para o BNDES sobre melhoras na regulação e que darão mais segurança na concessão de crédito para investimento no saneamento básico. Em sua opinião, haverá impulso para o saneamento, a partir de um modelo que dê resultado.

Araújo revelou também que está em estudo nova legislação fundiária, que permitirá enfrentar de forma mais rápida e barata uma questão de grande interesse social.

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Reunião na Fiesp com o ministro das Cidades, Bruno Araújo. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

“Temos muito que trabalhar”, diz na Fiesp a secretária Nacional de Habitação

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

O Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic) realizou na manhã desta segunda-feira (12/9) sua reunião mensal, na sede da entidade, para discutir as demandas do setor. Presente no evento, Maria Henriqueta Arantes Ferreira Alves, secretária nacional de Habitação, apresentou os planos do Ministério das Cidades para a área.

José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic e vice-presidente da Fiesp, conduziu a reunião. Ao apresentar Henriqueta, Oliveira Lima elogiou o trabalho da secretária e sua dedicação ao setor da construção e à questão habitacional. Também a convidou a participar do próximo ConstruBusiness (Congresso Brasileiro da Construção), realizado pela Fiesp, e cujo trabalho técnico para a edição deste ano também foi tema do encontro.

Em sua apresentação, a secretária disse que o ministério vê a habitação como um instrumento importante para desenvolver o país. “É um centro de desenvolvimento urbano sustentável, forte estimulador das economias locais e promove qualidade de vida”, afirmou. Segundo Henriqueta, o déficit brasileiro de moradias atinge 6 milhões de unidades habitacionais. “É preciso mudar o modelo para atender essa demanda. Até 2040, teremos estoque de 87 milhões de moradia, mas ainda teremos 2 milhões de família sem moradia. Temos muito que trabalhar”, afirmou.

Outra questão apontada por ela, com relação ao déficit habitacional, foi o ônus excessivo do aluguel. Em sua opinião, não se trata de falta de estoque de imóveis. “Atualmente, as pessoas estão dispostas a pagar mais caro para morar perto do trabalho, por exemplo. Temos também a questão dos jovens de hoje em dia não terem o sonho de ter a casa própria. Se não mudarmos o desenho das cidades, esse problema permanecerá”, afirmou.

Sobre o Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), Henriqueta informou que ainda para este ano a meta é viabilizar a contratação de 40 mil unidades na faixa 1,5 do Programa.  Já para 2017, o orçamento para o MCMV vai ganhar investimento de R$ 7 bilhões de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic e mediador da reunião, considera baixo esse valor. ““Precisamos de investimentos mais elevados, que possam minimizar o efeito da crise na cadeia produtiva da indústria da construção e proporcionar a retomada do crescimento. Vamos tentar entrar com R$ 10 bilhões, para conseguirmos fazer algo a mais”, solicitou.

Henriqueta também falou sobre a revisão do Plano Nacional de Habitação. Segundo a secretária, o trabalho é feito em quatro eixos: pessoas, com modelagem de ações com vistas à sustentabilidade das famílias beneficiárias; produtos, ampliando a qualificação dos produtos habitacionais ofertados pelo Governo Federal; investimentos, com modelagem de alternativas com vistas à sustentabilidade e qualificação do gasto público e ao estímulo à aplicação do capital privado; e processos, com aprimoramento dos processos internos de gestão com vistas à melhoria da eficiência, eficácia e efetividade dos programas habitacionais.

No evento, Nelson Antônio de Souza, vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, ressaltou a importância da preservação do FGTS e disse que há recursos para o setor. “Nós temos R$ 93 bilhões em caixa, sendo R$ 60 bilhões do FGTS, e o restante de SBPE e similares. A grande dificuldade que temos hoje é a demanda. Não adianta só ter recursos, é preciso ter a possibilidade também dessa demanda”, afirmou.

Desafios

Henriqueta falou sobre os grandes desafios que o ministério tem para o setor. “Precisamos adequar os compromissos assumidos às disponibilidades orçamentárias e financeiras, destinar equipamentos públicos para suporte aos empreendimentos do MCMV, demandar unidades habitacionais vinculadas a empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e atuar sobre a retomada de unidades ocupadas ilegalmente e na inadimplência no pagamento das prestações do MCMV – Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e entidades”. Segundo Henriqueta, a inadimplência atinge 25% das moradias entregues na faixa 1. Já nas faixas 2 e 3, a inadimplência está abaixo de 2%.

Novos projetos

A secretaria estuda a adoção de novos programas, como aluguel social, parcerias público-privadas para a produção habitacional, recuperação de empreendimentos, gestão de carteira de ativos, estímulos à instalação de fóruns de trabalho para promover novos avanços na Habitação de Interesse Social, e o Cartão Reforma em parceria com municípios para regularizar moradias precárias e proporcionar-lhes condições de habitabilidade. Além disso, também há uma proposta orçamentária para 2017, já enviada ao Conselho Curador do FGTS, de R$ 1 bilhão para pró-moradia, R$ 24 bilhões para carta de crédito individual, R$ 500 milhões para carta de crédito associativa, R$ 24 bilhões para apoio à produção e R$ 5 bilhões para pró-cotista.

Carlos Eduardo Auricchio, diretor do Departamento da Indústria da Construção da Fiesp (Deconcic) e vice-presidente do Consic, também esteve presente no encontro e disse que a preocupação do departamento é encontrar resposta sobre o que este governo não pode deixar de fazer nos próximos dias para o setor.  “Sabemos que a demanda é maior do que a capacidade de entrega do governo, mas o setor já sente os estragos, e temos que mudar esse cenário de qualquer forma”, disse. Oliveira Lima afirmou que este é o momento estratégico de conversar com o governo. “Desde 2014 nós não estávamos conseguindo conversar com o governo. O setor está numa queda livre, agora é a hora de trabalharmos juntos para minimizar essa situação.”

Participaram também da reunião Fernando Garcia, consultor do Deconcic; Nelson Antonio de Souza, vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal e membro do conselho; Renato José Giusti, vice-presidente do Consic, e Marcos Rodrigues Penido, presidente da CDHU e diretor do Deconcic.

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Reunião do Consic com a participação de Maria Henriqueta Arantes Ferreira Alves, secretária nacional de Habitação. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Na Fiesp, Ministério das Cidades explica oportunidades para o esporte em projetos de revitalização de áreas públicas

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

Foi dado o primeiro passo no relacionamento entre o Ministério das Cidades e o Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), durante a reunião plenária do comitê nesta segunda-feira (22/2), na sede da entidade. Moisés Moreira, assessor do ministro Gilberto Kassab, do Ministério das Cidades, comentou o projeto de revitalização de áreas públicas do ministério e sua relação com o esporte.

De acordo com ele, o Ministério das Cidades e o Ministério do Esporte enxergam uma grande oportunidade em projetos por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. O Ministério das Cidades, explicou Moreira, tem 3 grandes secretarias: de Habitação, Mobilidade Urbana e Saneamento. A maioria das obras que são realizadas por meio do Ministério tem algumas áreas que ficam ociosas e que poderiam receber recursos para a construção de praças públicas e praças esportivas, o que o objeto do contrato não contempla.

“Portanto, o Ministério das Cidades vê uma grande possibilidade para orientar os municípios que necessitam dessas obras, identificando quais seriam essas localidades, em parceria com o Ministério do Esporte. Acredito que essa possa ser uma grande porta para atender essa demanda que o poder público não vem conseguindo atender”, comentou o assessor. Moreira disse ainda que considera muito importante associar o esporte à prevenção e à saúde. “Atrelar projetos dessa natureza com o setor privado é uma ferramenta fundamental e de grande utilidade pública”, frisou.

Arialdo Boscolo, presidente da Federação Nacional de Clubes (FNC), comentou que a instituição está diretamente vinculada ao esporte, tendo como uma das missões acompanhar todos os procedimentos de realização esportiva dentro do Congresso Nacional. “Nós temos muitas frentes de discussão, hoje há uma preocupação no Ministério dos Esportes sobre como será o dia seguinte à realização dos jogos olímpicos e paraolímpicos, já que nos últimos anos realmente houve uma atenção muito especial do Governo Federal em função desses grandes eventos que foram realizados no Brasil ou com campeonatos sul-americanos, pan-americanos e a Copa do Mundo”.

Boscolo explicou que a preocupação é sobre o que será do segmento esportivo quando o ciclo de grandes competições e eventos internacionais terminar. “Há certa temeridade de que depois que os Jogos Olímpicos acabarem, o esporte perca muita visibilidade. E consequentemente perca recursos. Então, o grande legado que seria a realização de tantos eventos internacionais seria justamente a gente ter a solidificação de um ministério atuante, de programas atuantes”, disse.

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Reunião plenária do Code, com a participação de representante do Ministério das Cidades. Foto: Everton Amaro/Fiesp


O coordenador do Code, Mario Eugenio Frugiuele, defende a reestruturação do esporte no Brasil. Ele apontou problemas de gestão na área, que, de acordo com ele, deveria ter uma visão mais moderna e mais aberta. “Existe a necessidade de mudanças estruturais, não é com uma movimentação conjuntural, de um detalhe, que as coisas vão se resolver. É necessária uma discussão adulta e pragmática para se desenvolver o esporte no Brasil.”

“A iniciativa privada tem procurado se posicionar de maneira mais efetiva, e nós acreditamos que com entendimento e com uma conscientização de quem manda, que é o eleitor, que é o cidadão brasileiro, a tendência é que as coisas vão melhorando gradativamente, mas isso é um processo”, afirmou.

Dário Jorge Giolo Saadi, secretário de Esportes da prefeitura de Campinas, também esteve presente na reunião e comentou sobre o trabalho da Secretaria para capacitar entidades esportivas e ter projetos aprovados nas leis de incentivo, com banco de projetos e mantendo com a regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Campinas para possíveis parcerias e apoio aos projetos.

Desafios habitacionais devem ser resolvidos em parceria com o setor de construção, diz secretária do Ministério das Cidades na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A expansão dos projetos de habitação em São Paulo e no Brasil e os desafios do setor construtivo diante disso estiveram no centro dos debates da reunião do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizada na manhã desta quarta-feira (27/11), na sede da entidade, em São Paulo. O encontro foi conduzido pelo presidente do Consic, José Carlos de Oliveira Lima. E teve como convidados a secretária nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês da Silva Magalhães, e o secretário estadual da Habitação de São Paulo, Silvio França Torres.

De acordo com Inês, o programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, está em seu quarto ano com mais de 3 milhões de unidades habitacionais contratadas, das quais 1,4 milhão já entregues. Essas ações somam investimentos totais de R$ 194 bilhões.

“Em 2013, geramos 1,3 milhão de empregos diretos e indiretos, com R$ 12.2 bilhões movimentados no primeiro semestre pelas atividades do programa”, explicou a secretária nacional de Habitação do Ministério das Cidades.

Inês: mais de 3 milhões de unidades habitacionais contratadas no Minha Casa Minha Vida. Foto: Renan Felix/Fiesp

Inês: mais de 3 milhões de unidades habitacionais contratadas. Foto: Renan Felix/Fiesp

No saldo total, as unidades habitacionais entregues pela iniciativa ao longo deste ano responderão por um terço da produção habitacional no Brasil e por 48% das unidades voltadas para cidadãos de baixa renda.

Segundo Inês, além do aumento da oferta de moradia, há outras questões a resolver em parceria com o setor de construção, como a entrega de imóveis com menos impacto ambiental, ou seja, sustentáveis, e com custos de condomínio reduzidos. “Esse é também um desafio do setor, o mercado precisa fazer esse esforço, tem esse papel na área de habitação”, disse.

Em São Paulo

No estado de São Paulo, conforme informou na reunião do Consic o secretário estadual da Habitação, foram investidos R$ 2,2 bilhões em programas de moradia em 2013, por meio do Casa Paulista,  devendo essa cifra se repetir em 2014.

Em número de contratos, foram agilizadas 50 mil unidades ao longo do ano, podendo chegar a 60 mil. “Até o final de 2015, serão 120 mil contratos”, explicou Silvio França Torres. “Em torno de 80% dessas contratações já estão em obras”.

Torres: “Até o final de 2015, serão 120 mil contratos”. Foto: Renan Felix/Fiesp

Torres: “Até o final de 2015, serão 120 mil contratos”. Foto: Renan Felix/Fiesp

O fator sustentabilidade aliado a uma melhor qualidade dos imóveis entregues também é uma preocupação em São Paulo. “Antes eram apartamentos pequenos, sem muita qualidade de material”, afirmou Torres. “Agora usamos sistemas como o aquecimento solar, por exemplo, em alguns projetos”.

Outro foco do governo paulista na área é a ajudar numa melhor gestão de condomínios na moradia popular. “Em alguns casos, fazemos um aporte de dois anos para que os moradores se acostumem com o pagamento do condomínio”, disse.

De acordo com o secretário, outro objetivo é “ampliar as parcerias com o Governo Federal e com a Prefeitura de São Paulo” para aliviar o problema da falta de moradia no estado.

Oliveira Lima: “deficiência em pontos como infraestrutura e saneamento”. Foto: Renan Felix/Fiesp

Oliveira Lima: “deficiência em pontos como infraestrutura e saneamento”. Foto: Renan Felix/Fiesp

Déficit

Para o presidente do Consic, existe um déficit habitacional “muito grande” no país, além de uma “deficiência em pontos como infraestrutura e saneamento”. “O valor destinado ao crédito habitacional corresponde a 7,9% do PIB brasileiro”, explicou Oliveira Lima. “No Chile, esse percentual é de 11,5%. Na Grã-Bretanha, chega a 84%”.

Nesse ritmo, essa participação chegaria a 10% no país em 2015. “É muito vergonhoso, temos um problema sério nesse sentido”.

Secretária nacional da Habitação fala de desenvolvimento urbano e qualidade de vida

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

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Inês Magalhães, secretária nacional da Habitação do Ministério das Cidades. Foto: Julia Moraes

Durante o Construbusiness 2012 – 10º Congresso Brasileiro da Construção, que aconteceu na manhã desta segunda-feira (03/12), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a secretária nacional da Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães,  enfatizou que os números apresentados na abertura do evento expressam fortemente o esforço que o governo federal vem fazendo em relação à questão da habitação no Brasil.

De acordo com o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, o programa Minha Casa, Minha Vida completou a entrega de um milhão de moradias este ano e o governo deve superar a meta de três milhões de moradias até 2014.

Inês Magalhães explicou que, uma vez atingida a meta de contratação do programa, este passa a focar no tema da sustentabilidade na indústria da construção: “Olhamos para esse assunto como a qualidade de vida urbana”.

Segundo a secretária, o grande desafio do Ministério das Cidades é fazer com que o Minha Casa, Minha Vida se torne mais do que um instrumento importante do direito a moradia.

“O programa deve ser um instrumento da qualidade de vida urbana e da melhoria da sustentabilidade nas nossas cidades”, enfatizou. Para tanto, citou a importância da iniciativa privada: “Estamos trabalhando junto com o setor privado e as respostas têm sido muito positivas”.

Além disso, a secretária destacou a importância do poder público municipal, que em sua visão, tem um papel fundamental. “É o município que tem a obrigação e a competência constitucional de legislar sobre o uso do solo. Construir o Minha Casa, Minha Vida sem o apoio da Prefeitura é impossível”, afirmou.

Qualidade de vida

No desafio de construir uma agenda socioambiental, o Ministério enxerga a questão da habitação como um instrumento fundamental para diminuição da desigualdade social, visando melhoria da qualidade de vida.

Inês Magalhães destacou o investimento da indústria da construção em capacitação da mão de obra e melhoria da capacidade. “A oferta de habitação do Minha Casa, Minha Vida, em termos da contribuição daquilo que é gerado de moradia todo ano, corresponde a quase 30% da oferta de moradia regular no país”, disse.

De acordo com a secretária, é possível vislumbrar a possibilidade de que, através do programa, o Brasil atenda a uma parte muito expressiva de sua demanda, gerada por seu crescimento e pela formação de novas famílias. “O programa se consolida como um componente fundamental para essa oferta”, concluiu.

Fiesp entrega a Michel Temer e ministro das Cidades propostas para aumentar competitividade da cadeia da construção

Agência Indusnet Fiesp*

O vice-presidente da República, Michel Temer,  e o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, receberam na manhã desta segunda-feira (03/12), das mãos do presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, o caderno técnico com as propostas do 10º Construbusiness – Congresso Brasileiro da Construção 2012.

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José Carlos de Oliveira Lima (Presidente do Consic/Fiesp), Aguinaldo Ribeiro (Ministro das Cidades). Michel Temer (Vice-presidente da República), Paulo Skaf (presidente da Fiesp e Ciesp), Silvio Torres (Secretário de Estado da Habitação de São Paulo) e Carlos Eduardo Auricchio (diretor-titular do Deconcic). Foto: Everton Amaro.

O documento – também entregue ao secretário de Estado da Habitação de São Paulo, Silvio Torres, representando o governador Geraldo Alckmin – é um programa completo, chamado Compete Brasil, que oferece soluções em Planejamento e Gestão; Aspectos Institucionais e Segurança Jurídica; Funding; Mão de Obra; Impactos Tributários e Custos Produtivos, além de Sustentabilidade.

Em seu discurso, Michel Temer disse que o aumento de renda de uma camada da população, nos últimos anos, criou um círculo virtuoso que incentiva a construção. “Essas pessoas passaram a consumir. Quando se consome, se exige produção. Especialmente no caso da construção. Nós estamos num caminho muito adequado”, disse o vice-presidente da República.

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, cumprimentou a presença de todas as autoridades e disse que o evento tem a importância de discutir tudo aquilo que vai destravar o setor. “Não pode faltar funding para financiar a cadeia de construção. Nós estamos nos antecipando aos fatos para que não haja problema. mas só o alerta não basta. Temos que buscar as soluções.”

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Skaf: importância de reduzir a tarifa de energia para aumentar a competitividade. Foto: Everton Amaro.

Skaf lembrou ainda que a Fiesp vem defendendo a redução do custo da conta de luz para todos os brasileiros e mencionou os investimentos da indústria paulista em educação, por meio do Sesi-SP e do Senai-SP.

Também participam o deputado federal Vicente Cândido da Silva (SP); o deputado estadual Itamar Borges (SP); o secretário municipal de Habitação, Ricardo Pereira Leite, entre outras autoridades, parlamentares e um público formado por empresários e presidentes de sindicatos do setor.

O evento prossegue com com participações de Inês Magalhães, secretária Nacional da Habitação do Ministério das Cidades; Heloísa Menezes, secretária do Desenvolvimento de Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, representando o Ministro Fernando Pimentel; Silmara Vieira da Silva, da Diretoria de Gestão Ambiental Urbana do Ministério do Meio Ambiente, representando a Ministra Izabella Teixeira; Esther Dweck, chefe da Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, representando a Ministra Miriam Belchior; e Elder Vieira, Gerente Projetos do Ministério do Esporte, representando o Ministro Aldo Rebelo.

O evento foi encerrado com uma aprsClaudia Viegas, diretora da consultoria LCA, apresentou mais detalhes do Compete Brasil.


Outros pronunciamentos

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José Carlos de Oliveira Lima: setor da construção é forte indutor de empregos. Foto: Everton Amaro.

De acordo com Carlos Eduardo Auricchio, diretor-titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, o evento apresentará propostas para melhorar a competitividade do país no setor.

Segundo o presidente do Consic, José Carlos de Oliveira Lima, o efeito multiplicador da cadeia é muito forte e o setor é um forte indutor forte de empregos. “Cada um milhão de reais [investidos], geramos mais 70 trabalhadores. Empregamos 12 milhões de pessoas na cadeia produtiva da construção”, afirmou.

O secretário de Estado da Habitação de São Paulo, Silvio Torres, enumerou investimentos do governo do Estado em infraestrutura que demandam produtos e serviços da cadeia de construção.

O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, disse que desenvolver a sociedade em todas as suas camadas, é uma das principais diretrizes do governo federal. Citando o programa “Minha casa, minha vida”, Ribeiro disse que o governo celebra nesta terça-feira (03/12) a marca de dois milhões de contratos assinados. “Nossa presidente Dilma aumentou a meta e haveremos de chegar com 3 milhões e 400 mil unidades contratadas pelo programa”.