Ministro da Saúde fala em ganho de R$ 1 bi com melhor gestão e aponta investimento em produtos e tecnologia

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, fez nesta sexta-feira (4/11) na Fiesp um balanço de seu período à frente da pasta e falou sobre perspectivas para 2017. Segundo Barros, a maior eficiência na gestão resultou em economia de R$ 1 bilhão nestes 100 dias. Isso permitiu habilitar 99 UPAs, que receberão R$ 184 bilhões por ano. Para hospitais filantrópicos irão R$ 370 bilhões.

Um dos pontos destacados pelo ministro foi a ampliação de recursos para parcerias para o desenvolvimento produtivo (PDPs), em medicamentos, insumos e tecnologias em saúde. Serão R$ 6,4 bilhões em dois anos, e Barros estima a criação de 7.400 empregos. Entre as metas estão medicamentos sintéticos, biológicos e equipamentos considerados estratégicos para o Brasil. Dos R$ 15 bilhões empregados na compra de medicamentos, cerca de metade vai para produtos biológicos, explicou o ministro. Para suprir essa demanda serão construídas três fábricas via PDP.

Outro ponto abordado por Barros foi a reorganização dos laboratórios públicos, que os tornará mais competitivos e sustentáveis e permitirá a incorporação de tecnologia para a qual não há capacidade hoje. E haverá reforço importante para a produção de penicilina, necessária para combater a sífilis.

“Temos muito interesse no desenvolvimento de novos produtos e novas tecnologias”, disse o ministro, salientando que muitos podem ser incorporados com redução de custo para a saúde.

Fazendo a lição de casa, o Brasil terá condição de ser competitivo na produção voltada à saúde, afirmou Barros. O ministério se empenha para isso, por exemplo com a recente promoção de seminários sobre conectividade, competitividade e outros temas.

>> Ouça boletim sobre o balanço de Ricardo Barros

O ministro disse que a prioridade de sua gestão é a informatização. A meta é que em 60 dias todos os municípios brasileiros tenham adotado prontuário eletrônico no atendimento ao paciente.

Barros também citou a iniciativa do governo para reduzir a judicialização (apelo à Justiça para pagar tratamentos não cobertos pelo SUS), com a assinatura de termo de cooperação técnica com o CNJ para fornecer estudos e pareceres com evidências científicas para os juízes. Custo da judicialização para todos os entes pode chegar a R$ 10 bilhões por ano, disse.

Ruy Baumer, coordenador do Comitê da Bioindústria da Fiesp (BioBrasil), disse que o setor conhece as deficiências do setor de saúde e tem disposição para colaborar na solução. Em entrevista coletiva depois da reunião com Barros, Baumer afirmou que um dos objetivos da indústria é destravar os processos, que dependem do Ministério da Saúde, para permitir a inovação. Ressaltou a liberação de recursos, redução da burocracia em alguns processos e o incentivo à inovação em alguns casos.

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O ministro da Saúde, Ricardo Barros (dir.) fez na Fiesp balanço de sua gestão. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Secretário diz que setor da saúde tem medidas ‘sustentáveis’ a médio e longo prazo

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

O resultado das eleições sempre é capaz de interferir no cenário das políticas públicas, mas na opinião de Fausto Pereira dos Santos, secretário da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS) do Ministério da Saúde, o setor abre perspectiva de uma certa previsibilidade, sem alterações mais bruscas.

“Temos conjunto de medidas que são sustentáveis a médio e longo prazo. Não existe cavalo de pau na saúde. Quem chegar achando que vai fazer grandes transformações vai dar com os burros n’água”, disse o secretário, um dos convidados de reunião promovida na tarde de quinta-feira (28/08) pelo Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria (BioBrasil) da Fiesp .

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Secretário disse que, no pacto federativo, responsabilidade compartilhada leva a um processo de desresponsabilização. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Entre as medidas, o secretário citou projetos ambiciosos  em andamento no parque tecnológico, a expansão da radioterapia, do reaparelhamento do conjunto de unidades  básicas no país. “Tem política agressiva de reestruturar o atendimento em muitos vazios assistenciais”, mencionando ainda a interiorização das residências médicas no país, entre outras medidas.

De acordo com o secretário, vários problemas foram superados como a malária, tuberculose e hanseníase e hoje existe uma nova ordem de desafios, como, por exemplo, o atendimento de emergência a traumas cada vez mais graves decorrentes da gravidade de acidentes automobilísticos.  “Esse tipo de paciente mudou o perfil das emergências. É preciso que a rede de assistência mude. Isso significa a incorporação de tecnologia nos equipamentos, novo tipo de profissional, nova formação. Esse processo está em andamento e está garantido.”

De acordo com Fausto dos Santos, o setor, tanto na esfera pública como privada, está sujeito ao cenário econômico. “Os recursos são totalmente vinculados. A vinculação ao panorama econômico é uma regra que protege a saúde; por outro lado, coloca um certo teto. Aquilo que era pra ser piso acaba sendo teto.”

Segundo ele, a saúde acaba funcionando como colchão em cenários de crise econômica e não chegou a sofrer o mesmo impacto que outros setores sentiram após a crise ocorrida em todo o mundo a partir do final de 2008. “A saúde acaba funcionando não como um motor, mas como um amortecedor; se não permite um planejamento totalmente assertivo, diminui as incertezas. “

O secretário da SAS listou alguns dos desafios do setor. Um deles é o pacto federativo, com divisão de atribuições entre estados, municípios e União. “Por mais que tenha se tentado avançar, não deixou claro quais são as responsabilidades. A responsabilidade compartilhada leva a um processo de desresponsabilização, a um jogo de empurra. A Justiça não consegue identificar quem é quem. É a responsabilidade difusa. Isso gera déficits importantes. Essa questão do pacto federativo deve ser enfrentada.”

Outro problema, segundo ele, é a questão do financiamento do setor. A gestão da saúde no Brasil é outro desafio, tanto pela descontinuidade da macrogestão como nas unidades, que, em sua visão, têm “um conjunto de formatos de gestão que não dão conta de responder às necessidades”.

Outro problema, segundo, o secretário, é o modelo de atenção, “caro, custoso e pouco resoluto” dentro de um cenário de mudança de perfil de doenças, de epidemiológicas para doenças crônicas. Ele disse acreditar que o Brasil ainda está a “anos luz “ de um mínimo disciplinamento de incorporação de tecnologia. Em sua visão, houve um salto na atenção básica com programas como o Mais Médicos e o Requalifica,  mas na atenção especializada ainda falta uma integração de procedimentos. Segundo ele, é preciso romper com a visão de que pagamento só deve ser feito por procedimento e estabelecer linhas de pacotes mais fechados. “Acho que esse é o principal gargalo do sistema.”

Apesar de observar que a partir de 5 de outubro o Congresso terá um conjunto de deputados reeleitos e de outros que não conseguiram a reeleição, Fausto dos Santos observou que é possível vislumbrar um cenário um pouco melhor no que se refere ao orçamento público no ano de 2015.

>> Na Fiesp, representantes do Ministério da Saúde e da ANS falam sobre desafios e perspectivas do setor em 2015

Campanha contra o Câncer Bucal é realizada em frente ao edifício-sede Fiesp

Dulce Moraes, Agência Indusnet

Pouco se fala, mas o câncer bucal – que acomete os lábios e o interior da cavidade oral – está entre os de maior incidência no Brasil . É o sexto tipo de câncer mais comum entre os homens e o oitavo, entre as mulheres.

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A modelo Caroline Bittencourt, madrinha da campanha, mostra os cinco passos para o autoexame

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), todos os anos, no Brasil, 11 mil novos casos da doença são registrados e, desses cerca 4 mil estão no Estado de São Paulo. Outro dado desalentador é que o câncer bucal ainda possui alta mortalidade (80%) no país devido ao diagnóstico tardio.

Na manhã desta segunda-feira (17/03), um grupo de cirurgiões-dentistas recrutados pela Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas (ABCD) prestou atendimento gratuito à população para exames de detecção precoce de câncer bucal, encaminhando os casos identificados para tratamento na rede pública.

A ação foi realizada em um consultório odontológico móvel estacionado em frente ao edifício-sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)

Foram distribuídos kit de higiene bucal às pessoas atendidas, além de folhetos explicativos dando dicas de prevenção da doença e orientação de como fazer o autoexame. Mais informações podem ser obtidas no site do Conselho Regional de Odontologia: www.crosp.org.br.

Apoio à campanha

A iniciativa conta com o apoio da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratório (Abimo) que faz parte do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria (BioBrasil) e Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde (Comsaude) da Fiesp. Também apoiam a campanha a Associação Paulista de Cirurgião-Dentistas (APCD), Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp), entre outras entidades.

A ação educativa e de utilidade pública faz parte da “Campanha Nacional Contra o Câncer de Boca ‘Sorria para si mesmo’” promovida pelo Instituto Conexão Saúde, com apoio do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Nos cartazes da campanha, a modelo Caroline Bittencourt, madrinha da campanha, mostrando os cinco passos para o autoexame.

Outros artistas que apoia a causa são as atrizes Regina Duarte, Maria Fernanda Cândido, o ator Dalton Vigh, o cantor Daniel e a dupla Chitãozinho & Xororó.

Setores público e privado do Complexo da Saúde estudam oportunidades e acordos em reunião na Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp 

Ao menos 200 representantes do empresariado e do governo se reuniram nesta quinta-feira (11/04) para lançar programas de saúde e assinar acordos voltados para o desenvolvimento e inovação do setor no Brasil.

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Da esquerda para a direita: secretário da SCTIE/, Ministério da Saúde, Carlos Augusto Grabois Gadelha; ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; presidente da Fiesp, Paulo Skaf; governador de São Paulo, Geraldo Alckmin; e Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

Empresários e membros do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde (Comsaude) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), membros do Grupo Executivo do Complexo da Saúde (Gecis), do Ministério da Saúde, ministros e outras autoridades realizaram nesta tarde uma reunião conjunta na sede da Fiesp.

“Todas as vezes que vocês quiserem fazer essa reunião aqui, isso vai nos dar muita satisfação”, afirmou Paulo Skaf, presidente da Fiesp ao participar da abertura do encontro.

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Geraldo Alckmin, governador do Estado de São Paulo, durante reunião do Comsaude. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, também participou da abertura e afirmou que “o maior PIB do mundo ainda vai ser da saúde, também a maior quantidade de empregos que o mundo vai ter”.

Na ocasião foram lançados o Profarma III e o Inova Med, pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Inova Farma, pelo presidente da Financiadora de Estudos Projetos (Finep/MCTI).

Ministério da Saúde e Prefeitura de São Paulo assinam convênio, na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

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Gilberto Kassab, Alexandre Padilha e Paulo Skaf, em encontro na Fiesp: assinatura de convênio entre Prefeitura de SP de Ministério da Saúde



O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, assinaram termo de cooperação, nesta sexta-feira (8), durante o encontro promovido na Fiesp.

Em 2003, o Ministério da Saúde havia financiado um sistema de informação visando ao atendimento básico – batizado de Siga São Paulo –, a fim de acompanhar a situação dos centros de saúde e o histórico de pacientes, para estruturar um sistema nacional de informações.

O software livre, aprimorado pela Prefeitura de São Paulo, será disponibilizado agora para todo o Brasil. “Trata-se de um grande avanço”, afirmou o ministro, após a assinatura. Ele será adaptado às necessidades do País, atendendo a um programa de política de melhorias.

Durante a assinatura de termo de cooperação, o prefeito Gilberto Kassab (SP) reforçou a importância do trabalho integrado com o Ministério da Saúde. “Essas ações em conjunto melhoram a qualidade de atendimento. É gratificante colocar à disposição de todo o País essa tecnologia”, disse.

Segundo explicou o secretário municipal da Saúde, Januário Montone, de 2004 a 2010, foram investidos R$ 211 milhões, incluindo a informatização do sistema de saúde do município, e R$ 38 milhões apenas no software.

Ministro da Saúde participa de encontro na Fiesp

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, durante reunião na sede da entidade



Em visita à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, conversou com o presidente Paulo Skaf sobre projetos e ações na área de saúde realizado pela federação e o poder público.

Skaf destacou os programas desenvolvidos pelo Sesi-SP, de orientação nutricional para os estudantes, trabalhadores de empresas e a população em geral. “Vamos formar um grupo de trabalho junto com o Ministério de Saúde, no qual apresentaremos os projetos do Sesi-SP e da Fiesp”, disse.

Padilha destacou a assinatura, nesta quinta-feira (7), do termo de compromisso entre o Ministério da Saúde e associações que representam os produtores de alimentos processados. O acordo prevê a redução gradual da porcentagem de sódio presente em 16 categorias de alimentos, começando por massas instantâneas e pães. A meta deverá ser cumprida até 2012.

“O programa é fundamental porque traz a indústria de alimentos para esse debate. O Brasil é pioneiro no estabelecimento de um acordo voluntário entre o governo e as indústrias”, argumentou o ministro.

Greve

Durante o encontro, Padilha comentou a paralisação de advertência dos médicos de todo o País credenciados às operadores de planos de saúde. Segundo os manifestantes, as convênios não repassam aos médicos os reajustes que cobram dos pacientes.

“Qualquer reivindicação deve ser ouvida, e o diálogo é muito importante. O Ministério torce e trabalha para que a população não seja prejudicada por conta da discussão do acordo salarial entre médicos e planos de saúde”.

Ministério da Saúde e setor produtivo estabelecem grupo misto de trabalho

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

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Da esq. p/ dir.: Ruy Baumer, Alexandre Padilha, Paulo Skaf e Adib Jatene, durante reunião com representantes do setor produtivo, na Fiesp



O saldo positivo da reunião entre o ministro Alexandre Padilha, da Saúde, e o presidente Paulo Skaf, da Fiesp, além de representantes do setor produtivo, inclui a construção de grupo misto de trabalho, atuante no setor de saúde. Outro ponto diz respeito às possíveis parcerias público-privadas e a intensificação da campanha de combate à dengue no estado de São Paulo.

Skaf lembrou que o Sesi-SP conta com programas como Prazer de Estar Bem (mais de 300 mil crianças atendidas, visando à integração da alimentação equilibrada e das práticas esportivas) e o Alimente-se Bem. “Em termos de prevenção de saúde ao trabalhador, foram alcançadas mais de cem mil pessoas”, explicou.

Padilha lembrou que já existe um termo de cooperação com o Sesi Nacional, a fim de acompanhar a qualidade de vida dos seus trabalhadores, e que poderá ser ampliado. E frisou os próximos passos dados em termos de telemedicina e acesso permanente via internet, para melhoria de diagnósticos, que podem contar com parcerias público-privadas.

“Em São Paulo, há um modelo de PPP com a indústria e o comércio quanto a procedimentos administrativos para ampliação e qualificação dos serviços na área da saúde”, confirmou Padilha.

Ele ainda informou aos representantes do setor produtivo, presentes ao encontro, que se encontra disponível para consulta pública, desde esta quinta-feira (7), programa de avaliação e desempenho do Sistema Único de Saúde (SUS), a fim de obter um índice de expressão nacional, estadual e municipal como instrumento de aprimoramento de gestão pública.

“Trata-se de política permanente de qualificação”, explicou Padilha, reforçando que quer promover esse debate com diversos setores da sociedade e conta com o apoio da indústria.

Parceria contra a dengue

De acordo com levantamento do Ministério da Saúde, houve recuo do número de casos de dengue registrados no país, nos primeiros três meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. O total de óbitos retrocedeu 62% e os casos graves caíram 69%. No cômputo geral, houve 43% menos casos notificados.

No entanto, o ministro Alexandre Padilha alertou que ainda é preciso manter a vigilância. Em seu entendimento, a mobilização da população contribuiu para essa redução dos índices. Segundo o Ministro, a rede de saúde suplementar está menos preparada para detectar os sinais graves de dengue e nela se concentra a maior parte dos casos que leva a óbito.

O presidente Paulo Skaf colocou à disposição a experiência do setor produtivo. A Fiesp desencadeou campanha contra a dengue alcançando todas as unidades do Sesi/Senai no estado. A campanha ganhará contornos mais intensos nas regiões de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, locais onde há maior número de casos registrados.

Indústria alimentícia se compromete a não veicular publicidade a menores de 12 anos

Agência Indusnet Fiesp

Na manhã de terça-feira (25/08), foi firmado um compromisso público em benefício da qualidade de vida das futuras gerações. Ao todo, 24 indústrias alimentícias assinaram o documento, que será encaminhado ao Ministério da Saúde, no qual ratificam a não veiculação de publicidade dirigida a crianças com menos de 12 anos.

A iniciativa, encabeçada pela Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia) e pela Associação Brasileiras de Anunciantes (Aba), segue exemplo da prática adotadas em outros países, como Estados Unidos, Canadá, Austrália e União Européia.

De acordo com Edmundo Klotz, presidente da Abia, a intenção em firmar o acordo é inteiramente voluntária e espontânea, relembrando que o setor alimentício, além de ser o maior do País, depois do Petróleo, é também o que mais investe em educação visando melhoria da qualidade de vida e saúde da população.

“A indústria já vem realizando esse trabalho há cinco anos, por meio do projeto Prazer de Estar Bem, com 230 mil alunos das escolas do Sesi-SP, onde se enfatiza educação básica, educação alimentar, atividades físicas e atendimentos médico, odontológico, psicológico e social”.

Klotz afirmou que a indústria sempre tem acompanhado o desenvolvimento científico, corrigido possíveis falhas e se adequado às exigências do mundo moderno, a exemplo da retirada da gordura trans dos alimentos até o ano de 2010. Contudo, a ênfase também tem que ser dada a educação. “Não é o alimento que faz engordar ou faz mal. É a dieta que deve ser adequada”, enfatizou.

Rafael Sampaio, vice-presidente executivo da ABA, ressaltou que a questão de controle da obesidade infantil é multifatorial e que, a exemplo do que se tem constatado em outros países, somente a restrição da propaganda não resolverá o problema. Mas a iniciativa brasileira, com a adesão de 24 empresas, é um excelente começo, segundo o executivo.

“Na implantação de medida semelhante nos Estados Unidos, somente 15 empresas aderiram; na União Européia apenas 11 e na Austrália, oito”, pontuou Sampaio. Vale lembrar que as signatárias brasileiras representam 75% do investimento de publicidade e abarcam cerca de 500 marcas de produtos.

Regras básicas

Em termos práticos, o compromisso firmado pelas indústrias visa adotar uma publicidade responsável de alimentos e bebidas para crianças, cumprindo as normas do Código Brasileiro de Auto-Regulamentanção Publicitária (Conar), relativas a esse tema.

As empresas se comprometem a não fazer publicidade de alimentos e bebidas (com exceção aos com perfil nutricional for baseado em evidências científicas) às crianças com menos de 12 anos de idade, em veículos de comunicação de massa (televisão, rádio, mídia impressa ou internet), que tenham 50% ou mais de audiência constituída por crianças dessa faixa etária. O mesmo será válido para atividade promocional de caráter comercial em escolas.

Também se comprometem a promover em seu material publicitário, quando possível, práticas e hábitos saudáveis, como adoção de alimentação balanceada e atividades físicas. Até o dia 31 de dezembro deste ano, as empresas divulgarão suas políticas próprias de publicidade para o público infantil já alinhadas com o compromisso firmado.

Empresas que firmaram o compromisso de Publicidade Responsável:

AmBev (Companhia de Bebidas das Américas); Batavo (BRF – Brasil Foods S/A); Bob’s (Verbo Comércio de Alimentos Ltda); Burguer King (Burger King Corporation); Cadbury (CAdbury Brasil Comércio de Alimentos Ltda); Coca-Cola Brasil (Recofarma Ind. Amazonas Ltda); Danone (Danone Ltda); Elegê (Avipal Nordeste S/A); Ferrero do Brasil (Ferrero do Brasil Ind. Doceira e Alimentar Ltda); Garoto (Chocolates Garoto S/A); General Mills Brasil (General Mills Brasil Ltda); Grupo Bimbo (Bimbo do Brasil Ltda); Grupo Schincariol (Primo Schincariol Ind. Cerveja e Refrigerantes S/A); Kellogg´s (Kellogg´s Brasil Ltda); Kraft Foods (Kraft Foods Brasil S/A); Mars Brasil (Masterfoods Brasil Alimentos Ltda); McDonald´s (Arcos Dourados Comércio de Alimentos Ltda); Nestlé Brasil (Nestlé Brasil Ltda); Parmalat Brasil (Parmalat S/A Ind. de Alimentos); PepsiCo – Alimentos (Pepsico do Brasil Ltda); PepsiCo – Bebidas (Pepsico do Brasil Ltda); Perdigão (BRF – Brasil Foods S/A); Sadia (Sadia S/A); e Unilever Brasil (Unilever Brasil Ltda).