Comdefesa recebe ministro da Defesa Silva e Luna na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê de Segurança e Defesa da Fiesp (Comdefesa) recebeu nesta terça-feira (24/7) o ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna. Em reunião plenária na sede da federação, mediada pelo diretor titular do Comdefesa, Carlos Erane de Aguiar, o ministro falou sobre a indústria nacional de defesa e suas estratégias como indutora do desenvolvimento econômico brasileiro.

Para Silva e Luna, “o mundo vem experimentando um novo período de acomodação de poder”. A capacidade de influência de alguns países está sendo redesenhada, com destaque para regiões como a Ásia, segundo ele. “Não existem mais problemas locais, o mundo está totalmente interligado. Não há mais agentes irrelevantes”, afirmou.

O ministro detalhou ainda os desafios de segurança e defesa do país. Para além dos fatores geográficos continentais e de sua capacidade econômica, o Brasil representa uma grande oportunidade de troca de experiências e integração com os demais países da América Latina.

Também participaram do encontro do Comdefesa o general de Exército, Ramos, comandante militar do Sudeste, e o general de divisão, Adalmir, comandante da 2ª Região Militar.

Encontro ocorreu na sede da federação em São Paulo. Crédito: Everton Amaro/Fiesp

Informativo COMDEFESA: “Certificação das Empresas Estratégicas de Defesa (EED) e Acordo de Cooperação entre o EB e a ABIMDE”

Este é um boletim periódico, produzido pela equipe do Departamento da Indústria de Defesa da Fiesp, que traz as últimas noticias e informações mais relevantes da cadeia produtiva da indústria de defesa do Brasil.

Na última edição, o Departamento da Indústria de Defesa (COMDEFESA) acompanhou cerimônias no Ministério da Defesa e no Escritório de Projetos do Exército (EPEx) em Brasília.

 

Para ver o boletim acesse o menu ao lado.

 

Autoridades discutem segurança internacional sob a ótica regional

O Ministério da Defesa (MD) realizará na próxima quarta-feira (5/5), às 9h, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o seminário “Segurança Internacional: Perspectivas Brasileiras”. O evento pretende contribuir para a construção de uma visão sobre as grandes questões que envolvem o Brasil nos assuntos de Segurança e Defesa.

Participarão o ministro da Defesa, Nelson Jobim; o presidente da Fiesp, Paulo Skaf; o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia; Fabian Calle, do Instituto de Segurança e Conselho Argentino; Mônica Herz, do Instituto de Relações internacionais da PUC-Rio; embaixador Marcos Vinícius Pinta Gama; o empresário Marcelo Odebrecht; e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

As palestras tratarão dos seguintes temas:

  • Recursos naturais e conflito no subcontinente Sul Americano;
  • América do Sul como zona de paz;
  • Reaparelhamento ou competição: sobre a ideia de corrida armamentista na região;
  • Conselho de Defesa Sul Americano e sua instrumentalidade;
  • Viabilidade da formação de um cluster de indústrias de defesa na América do sul;
  • Estado de arte do desenvolvimento tecnológico na América do Sul e possibilidades de cooperação no campo da indústria de material de defesa.”O Brasil não tem tradição de discutir os assuntos de Defesa e esta é uma grande oportunidade para envolver a sociedade no debate”, argumenta o diretor-titular do Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa) da Fiesp, Jairo Cândido. A meta é que o resultado dos seminários se transforme num livro a ser editado pelo Ministério da Defesa.

Para ver a programação, clique aqui.

Serviço

Seminário Internacional: Perspectivas Brasileiras
Data: 5 de maio (quarta-feira), das 9h30 às 15h
Local: Sede da Fiesp (Av. Paulista, 1313, 15º andar, São Paulo)

Governo pretende ampliar infraestrutura com privatização

Respicio Espirito Santo (Foto: Vitor Salgado)

A Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) e o Ministério da Defesa estudam um modelo de concessão de aeroportos à iniciativa privada, que será definido no Plano Nacional de Desestatização (PND) do setor – projeto sob responsabilidade do Conselho de Aviação Civil (Conac).

Entre as medidas apresentadas na Conferência Internacional sobre Capital Privado em Aeroportos, realizado nesta quinta-feira (23), na sede da Fiesp e do Ciesp, em São Paulo, estãoConcessão individual de aeroportos lucrativos, cujo foco será a descentralização econômica e operacional;

  • Exploração de unidades deficitárias, com subsídios do governo;
  • Repasse de “blocos de aeroportos” (grupo) para reduzir custos de licitações.“Há uma sincronia nos trabalhos do modelo de concessão do marco regulatório, que será mais detalhado na resolução do Conac do ano que vem”, antecipou o gerente de acompanhamento de mercado da Anac, Rogério Teixeira Coimbra.De acordo com o executivo da superintendência de serviços aéreos da Agência, o cronograma das diretrizes a ser incluído no PND deve ser definido pela Anac em julho. Depois disso será apresentado ao Presidente da República, a quem caberá a decisão final sobre o sistema de privatização a ser adotado pelo País.

Concorrência
A nova legislação deve adotar o modelo de “integração vertical”, que deve determinar a responsabilidade de operadores aeroportuários e de empresas de transporte aéreo.Segundo Rogério Coimbra, o objetivo será incentivar a “concorrência dentro do aeroporto e não entre aeroportos” na oferta de serviços, que será medida tecnicamente de acordo com um indicado de qualidade a ser definido.

O ajuste de tarifas deve ser feito de acordo com o grau de investimentos previstos no edital de concessão, assim como o prazo de exploração do terminal aeroportuário.


Multiplicador de negócios

Na opinião do presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Estratégicos e de Políticas Públicas em Transporte Aéreo (Cepta), Respício Espírito Santo Júnior, presente ao encontro na Fiesp, a concentração do marco regulatório do Conac na ampliação da infraestrutura dos terminais aeroportuários está equivocada.

Respício Jr. considera que, embora o tráfego doméstico de vôos tenha crescido a taxa média de 7,5% ao ano (1990-2007), os aeroportos têm de ser pensados como “multiplicadores de negócios, social e cultural”, importantes para o desenvolvimentos de cidades com aeroportos.

“Na grande maioria dos casos não é necessário ampliar a infraestrutura dos aeroportos, mas investir em tecnologia”, critica o presidente do Cepta, que também é professor do Departamento de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Não precisamos construir novos terminais, mas melhorar os procedimentos. É preciso criar um índice de qualidade para avaliar o atendimento dado ao passageiro, além de formas de administração em parceria com empresas aéreas e prestadores de serviços aeronáuticos”, sugere Respício Jr.