Oportunidades oferecidas pelos aplicativos são debatidas em reunião do CJE na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A noite desta terça-feira (04/02) foi de debate das possibilidades oferecidas pelos aplicativos na reunião do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O evento, realizado na sede da entidade, em São Paulo, teve como tema “Como ter sucesso com aplicativos mobile & bate-papo preparatório do 2º Hackathon”, reunindo experts na área como Bruno Yoshimura, Alexandre Tarifa e Marina Miranda.

A segunda edição da prova Hackathon será realizada na Fiesp entre os dias 14 e 16 de março. Do que se trata? De um desafio que propõe a criação, durante três dias, de um aplicativo gratuito para dispositivos móveis. Na ocasião, programadores, designers, hackers e cientistas da computação deverão criar um sistema que solucionará problemas na área de segurança pública.

Abrindo o debate, o sócio e diretor do site Minha Vida, Alexandre Tarifa, destacou a trajetória de sucesso de sua empresa.  O Minha Vida tem hoje duas unidades, a Dieta e Saúde e a própria Minha Vida. “Em dez anos de empresa, 1 milhão de pessoas já emagreceram conosco”, disse Tarifa.

Para o empreendedor, “faz muito sentido a mobilidade para quem está fazendo dieta”. “Ninguém faz dieta na frente do computador, mas na festa, na hora em que está num aniversário, decidindo o que comer, por exemplo”.

Daí a necessidade de pensar no aplicativo como uma ferramenta  “humana e tecnológica, divertida e responsável”. “Não é só uma telinha no celular, tem muita coisa por trás”, destacou.

Tarifa: “Não é só uma telinha no celular, tem muita coisa por trás”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Tarifa: “Não é só uma telinha no celular, tem muita coisa por trás”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Assim, o serviço do site voltado para emagrecimento pelo celular já tem mais de 3 milhões de downloads, com 400 mil usuários únicos mensais. “Em Janeiro de 2013, ficamos em quinto lugar geral nos aplicativos mais baixados na Apple Store”, contou.

Aos empreendedores que, como ele, querem avançar na área, uma dica importante: “Não tenha preconceitos contra plataformas. As pessoas têm todos os tipos de celulares. As tecnologias são lançadas e as pessoas estão desesperadas por conteúdo, precisamos estar em todos os lugares”.

E tem mais: “Em mobile você tem que estar preparado para atender uma demanda enorme. Hoje tem muito mais gente usando o Dieta e Saúde no celular do que no computador”, orientou Tarifa.

Tempo de mudança

Segundo a criadora da Conferência de Crowdsourcing e de Crowderfounding no Brasil e especialista em tendências econômico-técnico-mercadológicas, Marina Miranda, é preciso levar em conta que o mercado “mudou completamente”. “No caso dos aplicativos, existem mais possibilidades de criar espaços para comentários e discussões”.

Por isso é tão importante ficar de olho no público alvo do seu negócio. “É preciso estar atento às informações que as pessoas estão gerando”.

Marina: “É preciso estar atento às informações que as pessoas estão gerando”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Marina: “É preciso estar atento às informações que as pessoas estão gerando”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Sobre a expansão dos sites colaborativos e de financiamentos, Marina destacou que os internautas “se sentem mais à vontade para contribuir com projetos sociais e culturais”.

Segundo ela, no Brasil, o Catarse, principal site de financiamento coletivo, já arrecadou R$ 10 milhões. “Parece pouco, mas essa é uma área em crescimento”, disse. “No mundo, foram US$ 5,1 bilhões movimentados dessa forma em 2013”.

Aprenda com os bons

Fundador do Kekanto, rede social ao melhor estilo “boca a boca on-line”, com a troca de opiniões sobre lugares e serviços, Bruno Yoshimura contou que a iniciativa surgiu da própria necessidade, dele e dos seus dois sócios, de encontrarem bons profissionais na área de construção civil.

“A ideia surgiu de uma necessidade, achamos que podíamos fazer algo muito maior”. E fizeram: “Temos 1 milhão de usuários cadastrados e 1 milhão de aplicativos instalados”, contou Yoshimura.

Como orientação para os empresários da área, ele diz que é preciso desenvolver sistemas que sejam intuitivos, fáceis de usar. “E não peça muitas permissões, isso assusta os usuários, que ficam com medo, celular é algo muito pessoal”, explicou.

A reunião do CJE: muitas possibilidades à disposição dos empreendedores. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A reunião do CJE: muitas possibilidades à disposição dos empreendedores. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Além disso, é preciso ter “muito cuidado” com a primeira experiência de uso. “Seu aplicativo é apenas mais um, precisa fazer a diferença”, afirmou. “Você compete diariamente com novos aplicativos, é preciso ser o melhor entre aqueles que o usuário pensa em instalar”.

A reunião foi mediada por  Robert William Velasquez Salvador, diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp.

Michel Temer: ‘Construbusiness é uma importante conexão entre iniciativa privada e governo’

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

O vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta segunda-feira (03/12), durante o   Construbusiness 2012 – 10º Congresso Brasileiro da Construção, que se um observador estrangeiro avaliasse o Brasil, diria que ele não é mais um “país do futuro”. O Brasil é um “país do presente”.

10º Construbusiness - Michel Temer, vice-presidente da República. Foto: Everton Amaro

Michel Temer: 'Sabemos que o poder público não tem a capacidade executória e construtiva de fazer tudo por si. Deve precisamente contar com a iniciativa privada'

O primeiro passo para o avanço do Brasil, segundo ele, se deu quando o país “acordou”, a partir da Constituição de 1988, e estabeleceu critérios do Estado Liberal (garantindo as liberdades individuais garantidas) e do Estado Social.

“Hoje nós vivemos um clima institucional extraordinariamente pacificado e uma segurança jurídica igualmente extraordinária”, afirmou o vice-presidente.

Temer relembrou que, ao longo do tempo, foram sendo estabelecidas regras e emendas constitucionais pautadas por esses critérios, que nos permitem fazer o que fazemos hoje. Um exemplo disso é o direito à moradia, garantido em lei, que deu sentido impositivo às políticas públicas e culminando em importantes programas de habitação popular.

Emprego

Em relação ao caráter provisório da mão de obra na construção civil, Temer mostrou-se otimista com os números apresentados pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro. Sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida ele destacou que amanhã será comemorada a entrega de 1 milhão de moradias. “E agora serão assinados contratos para mais 2 milhões e 400 mil unidades habitacionais. Com isso, eu posso dizer que este emprego provisório, praticamente, se torna permanente.”

Temer disse que acompanha o Construbusiness desde que era presidente da Câmara dos Deputados. “Sempre avaliei como é importante para o país uma entidade como a Fiesp, com suas coligadas, se dedicar intensamente a esses trabalhos.”

Para o vice-presidente da República, esse fórum de debates e propostas revela mais uma conexão entre a atividade pública e a atividade privada. “Todos nós sabemos que o poder público não tem a capacidade executória e construtiva de fazer tudo por si. Ele deve precisamente contar com a iniciativa privada.”

Governo deve entregar 3,4 mi de moradias do Minha Casa, Minha Vida até 2014, diz ministro das Cidades

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, completou a entrega de um milhão de moradias este ano, afirmou o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, durante a abertura do Construbusiness 2012 – 10º Congresso Brasileiro da Construção  – evento realizado na manhã desta segunda-feira (03/12) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

10º Construbusiness - Ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro. Foto: Everton Amaro

Ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro: 'Haveremos de chegar em 2014 com 3,4 milhões de unidades contratadas no programa'. Foto: Everton Amaro

Segundo Ribeiro, o governo deve superar a meta de três milhões de moradias até 2014. “Amanhã vamos participar de um evento para celebrarmos um milhão de moradias entregues ao povo brasileiro”, ele antecipou durante o evento.

O ministro informou que a meta de três milhões de moradias até 2014 foi acrescida de mais 400 mil unidades. “Haveremos de chegar em 2014 com 3,4 milhões de unidades contratadas no programa.”

Pelos cálculos de Ribeiro, o Minha Casa, Minha Vida gerou em 2011 uma renda de R$ 23,6 bilhões em empregos diretos. A expectativa para 2012 é de uma renda de R$ 34 bilhões.

“O setor da construção civil gera emprego de forma imediata. Isso faz com que a nossa economia possa ser ativada, impulsionada de forma igualmente rápida”, comentou.

A continuidade do programa se deu após a Fiesp sugerir, durante um encontro do Construbusiness, o aumento no subsídio para habitação voltada à população de baixa renda.

Programa Compete Brasil

10º Construbusiness - José Carlos de Oliveira Lima. Foto: Everton Amaro

José Carlos de Oliveira Lima: 'Com a adoção das ações propostas, vamos construir um Brasil competitivo'. Foto: Everton Amaro

Em sua 10ª edição, o Construbusiness elaborou um programa completo, chamado Compete Brasil, com soluções para resolver dificuldades ainda não solucionadas no setor de Construção até 2022 (ano do bicentenário da República).

Elaborado pela Fiesp, o documento oferece propostas em Planejamento e Gestão; Aspectos Institucionais e Segurança Jurídica; Funding; Mão de Obra; Impactos Tributários e Custos Produtivos, além de Sustentabilidade.

O objetivo central da federação é elevar o Brasil à condição de 5ª economia do planeta, uma vez que o setor de Construção responde por 8% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e por 42% da Formação Bruta de Capital Fixo.

Para cada R$ 1 produzido nesse setor, R$ 1,88 são adicionados à produção total do país; a cada R$ 1 milhão investidos em Construção, 70 novos empregos são criados no Brasil. A construção remunera seus trabalhadores, em média, 11,7% acima de outros setores da economia.

“Com a adoção das ações propostas, vamos construir um Brasil competitivo”, afirmou José Carlos de Oliveira Lima, vice-presidente e presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) da Fiesp.