Michel Temer: ‘Construbusiness é uma importante conexão entre iniciativa privada e governo’

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

O vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta segunda-feira (03/12), durante o   Construbusiness 2012 – 10º Congresso Brasileiro da Construção, que se um observador estrangeiro avaliasse o Brasil, diria que ele não é mais um “país do futuro”. O Brasil é um “país do presente”.

10º Construbusiness - Michel Temer, vice-presidente da República. Foto: Everton Amaro

Michel Temer: 'Sabemos que o poder público não tem a capacidade executória e construtiva de fazer tudo por si. Deve precisamente contar com a iniciativa privada'

O primeiro passo para o avanço do Brasil, segundo ele, se deu quando o país “acordou”, a partir da Constituição de 1988, e estabeleceu critérios do Estado Liberal (garantindo as liberdades individuais garantidas) e do Estado Social.

“Hoje nós vivemos um clima institucional extraordinariamente pacificado e uma segurança jurídica igualmente extraordinária”, afirmou o vice-presidente.

Temer relembrou que, ao longo do tempo, foram sendo estabelecidas regras e emendas constitucionais pautadas por esses critérios, que nos permitem fazer o que fazemos hoje. Um exemplo disso é o direito à moradia, garantido em lei, que deu sentido impositivo às políticas públicas e culminando em importantes programas de habitação popular.

Emprego

Em relação ao caráter provisório da mão de obra na construção civil, Temer mostrou-se otimista com os números apresentados pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro. Sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida ele destacou que amanhã será comemorada a entrega de 1 milhão de moradias. “E agora serão assinados contratos para mais 2 milhões e 400 mil unidades habitacionais. Com isso, eu posso dizer que este emprego provisório, praticamente, se torna permanente.”

Temer disse que acompanha o Construbusiness desde que era presidente da Câmara dos Deputados. “Sempre avaliei como é importante para o país uma entidade como a Fiesp, com suas coligadas, se dedicar intensamente a esses trabalhos.”

Para o vice-presidente da República, esse fórum de debates e propostas revela mais uma conexão entre a atividade pública e a atividade privada. “Todos nós sabemos que o poder público não tem a capacidade executória e construtiva de fazer tudo por si. Ele deve precisamente contar com a iniciativa privada.”