Site da Olimpíada do Conhecimento 2014 traz notícias e informações sobre o evento

Agência Indusnet Fiesp

Já está no ar o site da Olimpíada do Conhecimento 2014, evento aberto nesta quarta-feira (03/09) em Belo Horizonte, Minas Gerais. Trata-se de uma competição realizada a cada dois anos, desde 2001, sendo a maior na área de educação profissional nas Américas. Participante do evento, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) tem 53 alunos entre os competidores, disputando medalhas em 48 modalidades das 58 existentes.

No site, é possível encontrar informações sobre o evento em si, notícias com os estudantes do Senai-SP e reportagens sobre as provas.

Outro assunto destacado é o Inova Senai, realizado como parte das atividades da Olimpíada, que destaca projetos desenvolvidos pelos alunos de escolas técnicas de todo o país, em áreas variadas. Na edição 2014 da iniciativa, dos 50 projetos selecionados, 19 têm origem nas escolas do Senai-SP.

Para acessar o site da Olimpíada, só clicar aqui.

Reserva de gás em São Francisco pode mudar o mercado de gás do Brasil, diz superintendente da Cemig

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Reservas de gás natural em terra, como a bacia de São Francisco, em Minas Gerais, têm potencial para mudar o mercado energético brasileiro, afirmou o superintendente de Gás da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Roberto Ferreira Borges.

Ele vai participar do 14º Encontro Internacional de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em um painel sobre reservas não convencionais de gás.

“O tempo do não convencional caiu em nosso colo, no centro do Brasil, em uma bacia entre Brasília e Belo Horizonte. Então, é muito oportuno começar a pensar em não convencional”, afirmou Borges. “É uma bacia que tem potencial para mudar o mercado brasileiro de gás”.

O gás natural convencional e o não convencional são iguais – a diferença está no tipo de reservatório. A reserva convencional possui uma pressão natural; a não convencional precisa ser estimulada, em um tipo de extração mais complexa e mais cara, que provoca fraturas no reservatório.

“É uma produção mais cara, mas não absurdamente porque ela tem certa ordem de escala industrial”, disse Borges. “Se você fratura mais, você produz mais. É mais caro fraturar, mas você tem mais produção”, explicou.

Para o superintendente de gás da Cemig, melhor que falar em gás convencional ou não convencional é explorar a oportunidade de gás em terra, um modelo de produção que depende menos de investimentos em infraestrutura, por exemplo, e por estar localizado fora da Bacia de Campos, interioriza o consumo de gás no país.

As melhores perspectivas para exploração e produção de gás estão nas bacias de São Francisco (MG), Parnaíba (MA-PI) e Parecis (AM), apontam estudos.  Em abril deste ano, a Petra Energia fez duas descobertas de gás em terra em São Francisco.

“Fazendo pesquisa em terra você vai depender menos de gasodutos grandes. Se você descobre mais uma imensa bacia de gás em Campos, por exemplo, você não muda o mercado, é mais do mesmo, mas reservas como São Francisco têm uma chance de interiorizar o gás”, afirmou Borges.

Mudança de preço

Embora ainda não haja comprovação da capacidade de produção das reservas de gás no Brasil, a redução do preço para a indústria, principal consumidor, ainda não pode ser quantificada.

“A indústria se beneficia de maneira geral se houver uma oferta de gás mais consistente. Setores de cerâmica são mais sensíveis a preços, mas não significa que eles vão ter uma condição melhor de preço. Ainda falta conhecimento para isso”, alertou Borges. “Mudar o mercado também é questão de preço. Essas bacias têm uma possibilidade muito maior de fazer isso pela sua localização”, ponderou.

 

Brasil terá safra recorde de soja 2012/13, aponta estudo Rally da Safra

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

O desempenho histórico das lavouras do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul contribuíram para que o Brasil registrasse uma safra recorde de soja 2012/13. O volume alcançará 84,4 milhões de toneladas de soja – contra 66,4 milhões de toneladas em 2011/12, totalizando um aumento de 27,7%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (26/03) durante a coletiva do estudo Rally da Safra 2013, em evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

André Pessôa, coordenador geral do Rally da Safra: 'Logística mais cara é aquela que não existe. Estamos no limite do uso da que temos. Precisamos de medidas emergenciais para não penalizar o setor pelo nosso sucesso'. Foto: Julia Moraes/Fiesp

A expedição técnica percorreu mais de 60 mil quilômetros entre os dias 28 de janeiro e 13 de março, coletando amostras nas lavouras de milho e soja em 12 unidades da federação: Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins. Estas unidades representam 96,6% da área cultivada da soja e 72,3% da área de milho no Brasil.

Com o registro de uma colheita recorde, o Rio Grande do Sul foi o destaque desta edição. De acordo com André Pessôa, coordenador geral do Rally da Safra e diretor da Agroconsult, apesar da estiagem do mês de dezembro, o estado produziu 49 sacas por hectares de soja e safra de 13,5 milhões de toneladas. “Este número é espetacular. É mais do que o dobro da produção da temporada passada [6,5 milhões de toneladas]. Tanto na colheita de soja quanto na de milho, o estado teve uma safra muito boa. O desempenho do sul do país contribuiu para que a gente tivesse uma safra de soja acima do esperado”, avaliou Pessôa.

Já o Paraná registrou a maior produtividade do Brasil, com 56 sacas por hectares e produção de 15,8 milhões de hectares – em 2011/12 foi de 10,9 milhões de toneladas. Santa Catarina chegou a 54 sacas por hectares e 1,6 milhões de toneladas.

Na região centro-oeste, o destaque positivo é Goiás, com 54 sacas por hectares. Mato Grosso ficou pouco abaixo do esperado, com média de 52 sacas por hectares. Um dos motivos, apontados por Pessôa, foi o excesso de chuvas no processo da soja tardia.

A região nordeste registrou uma queda significativa na colheita, com destaque para Piauí, que teve a pior produtividade no país, em função da estiagem de 45 dias, totalizando 31 sacas por hectares. A Bahia também teve um desempenho abaixo do esperado, com uma produção de 42 sacas por hectares.

Outro problema que assolou as lavouras brasileiras, de acordo com o coordenador geral do Rally da Safra, foi a incidência de pragas, que aumentou os custos da produção de soja e milho brasileira.

Milho verão

O milho verão alcançou 36,7 milhões de toneladas na safra 2012/13, com produtividade média de 85 sacas por hectares. Na safra 2011/12 o número foi de 75 sacas por hectares. Com destaque para o Paraná, cuja produção recorde chegou a 145 sacas por hectares. Santa Catarina registrou 120 sacas por hectares e o Rio Grande do Sul atingiu 97 sacas por hectares. Goiás de também apresentou uma ótima produtividade, com 144 sacas por hectares, seguido por Minas Gerais, que registrou 102 sacas por hectares.

Década de crescimento

De acordo com Pessôa, o Brasil registrou um crescimento significativo no setor do agronegócio nos últimos 10 anos. Segundo coordenador geral do Rally da Safra, neste período a área de plantio de soja brasileira cresceu 50% – de 18,5 milhões de hectares em 2002/03 para 27,8 milhões de hectares em 2012/13, uma expansão de 4,1% ao ano. Neste mesmo período, a produção aumentou 62%, de 52 milhões de toneladas (2002/03) para 84,4 milhões de toneladas (12/13).

No caso do milho, a área plantada foi ampliada em 18% – de 13,2 milhões de hectares em 2002/03 para 15,6 milhões de hectares em 2012/13, uma elevação de 1,7% ao ano.

Porém, no entendimento de Pessôa, a falta de investimento em logística e o apagão da mão de obra no setor agrícola são grandes empecilhos para o crescimento da agricultura brasileira.

Segundo o coordenador do Rally da Safra, apenas 16% do volume de exportações de soja e milho brasileiro é realizado pelos portos do nordeste, o que, no seu entendimento é pouco funcional, tendo em vista que a região norte/nordeste é responsável por 83,5% da produção de soja e milho do país.

De acordo com Pessôa, os custos para exportação do produto pelos portos da região sul/sudeste provocam morosidade e ônus para os produtores da região norte/nordeste, com um custo médio de US$ 100 por frete.

“A logística mais cara é aquela que não existe. E nós estamos no limite do uso da que temos. E precisamos de medidas emergenciais para não penalizar nosso setor pelo nosso sucesso”, alertou.

 

Governador de Minas Gerais fala sobre gestão pública em reunião do Consea/Fiesp

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu segunda-feira (20/08), em sua sede, o governador do Estado de Minas Gerais, Antonio Anastasia. Convidado da reunião do Conselho Superior de Estudos Avançados (Consea) da Fiesp, Anastasia apresentou um panorama das ações da gestão pública mineira. O encontro fez parte da série de debates ‘Repensando o Brasil’, mediado por Ruy Altenfelder, presidente do Consea.

Governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, participa debate mediado por Ruy Altenfelder, presidente do Consea, em reunião do conselho da Fiesp

Anastasia cumprimentou o colegiado da Fiesp por abordar o tema da gestão pública que, segundo ele, por séculos foi desdenhado pelo Brasil. “Durante muito tempo a gestão pública foi um assunto estranho e de menor importância, ao contrário das questões econômicas. E hoje pagamos o preço por não ter investido em valores humanos”, explanou o governador.

O chefe do executivo mineiro lembrou que na década de 1990, com a estabilidade da moeda, houve a primeira reviravolta na administração em seu Estado. “Até então, a inflação que protegia o poder público, que vivia de aplicações financeiras, não permitia o planejamento.  Com o choque de gestão, foi possível colocar a casa em ordem.”

Na primeira geração do choque de gestão mineiro em 2003, lembrou o governador, o patamar era desfavorável pela precariedade da infraestrutura e dos serviços públicos, com dificuldades de honrar em dia as obrigações e para captação de recursos. “Naquele ano, o déficit era de R$ 2,4 bilhões. Em 2004, conseguimos revertê-lo e houve equilíbrio fiscal nas contas públicas”, afirmou.

Procedimento distinto

Com a ideia do Planejamento, de reduzir drasticamente as ações governamentais onde fosse necessário, promoveu-se uma série de medidas, como a priorização do fluxo de recursos, plataforma de gerenciamento de metodologia diferenciada e monitoramento de projetos, visando o atingimento das metas.

Já entre 2004 e 2006, segundo Anastasia, 31 projetos estruturadores do governo mineiro representaram 4% da despesa orçamentária. Nos anos seguintes até 2010, os projetos estruturadores aumentaram para 57, elevando a 11,5% a despesa orçamentária.

O governador expôs o plano mineiro de desenvolvimento integrado 2007-2023, que prevê a perspectiva integrada do capital humano, integração territorial competitiva, equidade e bem-estar e sustentabilidade que, segundo ele, foi concebido com planejamento detalhado e acompanhamento passo a passo.

“Temos que levar o governo, através dos resultados, para perto das pessoas que passaram a sentir a ação do poder público. É fundamental que as pessoas participem, para valorizarem aquilo que lhes pertence. O dinheiro do governo é o dinheiro da sociedade”, enfatizou Anastasia, acrescentando que Minas Gerais “é um dos melhores Estados para se viver, pela prosperidade, cidadania e qualidade de vida.”

Ao finalizar sua exposição, o governador de Minas Gerais destacou a educação como um dos principais pilares de sua gestão: 1º lugar no ranking nacional do Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico (Ideb) em 2011; melhor desempenho brasileiro em matemática e língua portuguesa; aumento de 67,7 pontos na proficiência dos alunos em leitura.

Governador de Minas Gerais debate gestão pública no Brasil em reunião na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

O Conselho Superior de Estudos Avançados (Consea) da Fiesp receberá, na próxima segunda-feira (20/08), o governador do Estado de Minas Gerais, Antonio Anastasia.

Ele participará de debate com os conselheiros da entidade sobre o tema “Repensando o Brasil: A gestão pública”.

Dorothea Werneck, secretária de Estado do Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, também participará da reunião.

Serviço
Data/horário: 20 de agosto de 2012, segunda-feira, das 10h às 12h30
Local: sede Fiesp – Av. Paulista, 1313, 15º andar, São Paulo, SP