‘Não podemos parar’, diz Skaf em abertura do 12º Congresso da Micro e Pequena Indústria da Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

“Em paralelo a qualquer crise, não podemos parar”. Foi com esse convite ao trabalho que o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, abriu, na manhã desta segunda-feira (22/05), o 12º Congresso da Micro e Pequena Indústria (MPI), realizado ao longo do dia, no Hotel Renaissance, na capital paulista. O evento é organizado pelo Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Fiesp.

“Começar a segunda-feira com um evento como esse ‘energiza a gente’”, disse Skaf.

De acordo com o presidente da Fiesp, “vivemos a quarta revolução industrial”. “Primeiro foi a máquina a vapor, depois a eletricidade, o advento digital e a automação”, disse. “Temos que nos adaptar. Em paralelo a qualquer crise, não podemos parar”.

E o que fazer para que o país não pare? “Não se pode brincar com 14 milhões de desempregados do Brasil”, afirmou. “Vamos nos dedicar ao máximo para que essa roda não pare, para que as coisas não parem de caminhar”, explicou. “A necessidade é a mãe das invenções”.

Segundo Skaf, empresário brasileiro é que aquele “que levanta cedo e toca a sua padaria, a sua farmácia, a sua indústria”. “Que muitas vezes não se vê em condições de pagar seus impostos em dia, que tem que renegociar suas dívidas”, destacou.

Ele lembrou ainda que, no Senai-SP, é formada mão de obra “de primeiro mundo, em escolas de primeiro mundo”. “O professor Sunil Gupta, de Harvard, veio ao Brasil e conheceu a nossa escola em São Caetano do Sul”, contou. “Saiu impressionado e dizendo que ia leva a experiência do Senai-SP para Harvard”.

Para finalizar a sua apresentação, Skaf apresentou aos participantes um vídeo com uma declaração do papa Francisco dando uma lição sobre como superar dificuldades. Para ver o vídeo, é só clicar aqui.

>> Ouça boletim sobre o 12º Congresso MPI

Diretor titular do Dempi na Fiesp, Milton Bogus, destacou desafios das pequenas empresas como o acesso a novos mercados e a melhoria na produtividade, entre outras questões. “Não adianta reduzir a Selic se essa redução não chegar às taxas praticadas pelos agentes financeiros que atendem as micro e pequenas indústrias”, afirmou. “É preciso corrigir os gargalos e retomar o acesso ao crédito”.

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Skaf: “Não se pode brincar com 14 milhões de desempregados do Brasil”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Para ele, em 2017 o maior esforço vai ser “renegociar os empréstimos bancários”. “Investimentos em pesquisa e inovação são bandeiras antigas da Fiesp, que traz para esse evento parceiros que ajudam as empresas”.

Questão de foco

Deputado estadual e presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, Itamar Borges foi outro participante da abertura do 12º Congresso da Micro e Pequena Indústria (MPI).

“Essa é uma ótima oportunidade para os empresários debaterem a inovação, a renegociação e a tomada de novos créditos”, disse. “Precisamos ter foco na inovação, na internacionalização e na cultura empreendedora”, afirmou. “A palavra é foco”.

Também atento a essas questões, o presidente do Sebrae Nacional, Guilherme Afif Domingos citou iniciativas de apoio às micro, pequenas e médias empresas como o projeto Crescer sem medo. “Conseguimos a duras penas que o Crescer sem Medo entrasse em vigor a partir de 2018”, explicou. “Passamos de seis para vinte as faixas de faturamento previstas para os pequenos, evitando o efeito caranguejo, de não querer crescer para não mudar de faixa de imposto”.

Segundo Afif, outro problema a ser enfrentado é o do acesso ao crédito. “Nosso sistema financeiro é muito concentrado, não existe competição”, disse. “Só se dá prata a quem tem ouro, só se dá crédito a quem tem propriedades”.

Assim, uma meta é investir no empréstimo de recursos “para a produção local”. “Os gerentes de banco estão amarrados às condições de crédito, não se empresta mais dinheiro olhando no olho”.

Nessa linha, para ajudar os empreendedores, o Sebrae contratou ex-gerentes de banco para dar orientação de crédito em seus escritórios. “São eles quem vão pegar os empreendedores pela mão nesse emaranhado que é a concessão de crédito”, afirmou. “O Brasil é um dos países com a maior força empreendedora em todo o mundo”.

Participou ainda da abertura do evento o secretário especial da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República, José Ricardo da Veiga.

Primeiro painel

O primeiro painel de debates do 12º Congresso da Micro e Pequena Indústria (MPI) destacou justamente a necessidade de desburocratizar o acesso ao crédito.

Entre os participantes, o vice-presidente e diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho.

“O mais importante é sermos pragmáticos. Temos que descobrir como sair dessa crise, fazer as reformas necessárias”, disse. “Quebrar paradigmas: nem o governo nem o mercado resolvem tudo”.

Roriz Coelho lembrou que a recessão atual é a maior que o país já teve e a mais longa, com uma queda de PIB acumulada de mais de 7,5%. “Uma crise desse tamanho e por tão longo tempo afetou o dia a dia dos brasileiros”, explicou. “Só com aumento de investimento para reverter esse processo. Sem crescimento e sem geração de empregos não vamos conseguir”.

Roriz atacou ainda os elevados juros cobrado país e disse que “para sair desta crise, a grande mudança que deve ser feita é no sistema financeiro brasileiro”.

‘Com confiança forte, são muitos os investimentos que o Brasil vai receber’, diz Skaf em abertura do Seminário da Micro e Pequena Indústria 2016

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

“Com confiança forte, são muitos os investimentos que o Brasil vai receber.” Foi nesse clima de crescimento, com a criação de metas que ajudem o país a sair da crise, que o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, abriu, na manhã desta segunda-feira (24/10), o Seminário da Micro e Pequena Indústria 2016. O evento vai até o final do dia no Teatro do Sesi-SP, no prédio da Fiesp e do Sesi-SP na avenida Paulista, em São Paulo. Trata-se de uma iniciativa do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi) da federação, em conjunto com o Ciesp.

“O nosso foco é micro e macro. Nos preocupamos com todos os tipos de empresas”, disse Skaf. “Para nós, a existência de um único desempregado já é um problema muito sério. Doze milhões de desempregados significa 12 milhões de vezes um problema muito sério”.

Nesse sentido, não resta nenhuma outra saída a não ser “retomar o crescimento econômico e nessa agenda priorizar o que for de interesse estratégico para o país”. “Com confiança forte, são muitos os investimentos que o Brasil vai receber”, afirmou. “Confiança é a palavra-chave para a economia começar a rodar”.

Skaf sugeriu ainda a criação de uma pauta a partir do evento para que “a Fiesp e o Ciesp trabalhem esses assuntos”.

>> Ouça boletim sobre o Seminário MPI

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Skaf: “O nosso foco é micro e macro. Nos preocupamos com todos os tipos de empresas”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Vice-governador de São Paulo, Márcio França também esteve presente na abertura do congresso. E defendeu a “simplificação” em nome do desenvolvimento. “Precisamos simplificar o Brasil e diminuir o emaranhado de regras tributárias”, disse. “Todos esses nós que atrapalham tanto a vida da economia brasileira”.

Ao citar a vocação empreendedora de São Paulo, França disse que foram abertas 230 mil empresas no estado esse ano. E lembrou que aqui há 430 mil alunos de universidades gratuitas. “Precisamos distribuir esse conhecimento pelo Brasil”.

Outra autoridade participante foi o secretário especial da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República, José Ricardo de Freitas Martins da Veiga. “Precisamos de articulação e de uma busca incessante por políticas públicas nesse sentido, que apoiem as pequenas empresas”, afirmou. “A grande indústria, de uma forma ou de outra, tem setores dedicados a fazer essa convergência para os novos tempos. Com as pequenas isso não é igual”.

Agenda prioritária

Diretor titular do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi) da Fiesp, Milton Bogus também reforçou que a retomada do crescimento deve ser uma “agenda prioritária do Brasil”. “Mesmo com todas as dificuldades, 40% dos empresários já têm expectativas positivas para os próximos meses”.

Para Bogus, é preciso fortalecer o desenvolvimento sustentável das pequenas empresas por meio de políticas públicas. “São ações que passam por modelos colaborativos, pela internet das coisas e pela indústria 4.0”, afirmou. “O futuro já chegou”.






Índice de Confiança dos Empresários Industriais de São Paulo se aproxima da estabilidade

Agência Indusnet Fiesp

O Índice de Confiança dos Empresários Industriais de São Paulo (Icei-SP) registrou 49,4 pontos em setembro, avanço de 0,4 ponto na passagem do mês, para as pequenas indústrias (10 a 49 empregados). Com esse resultado o índice está muito próximo da linha divisória (50 pontos), indicando que a confiança do empresário da pequena indústria, em seu sexto mês consecutivo de avanço, está perto da estabilidade. O último resultado da pequena indústria paulista igual ou superior aos 49,4 pontos ocorreu em março de 2013, quando registrou 50,1 pontos.

Na média indústria (50 a 249 empregados) a confiança dos empresários avançou em setembro para 49,9 pontos, 4,1 pontos a mais que em agosto. É quinta alta consecutiva para esse segmento. Atingindo praticamente a linha divisória (50 pontos), indica que a onda de pessimismo vem perdendo força, e a continuidade na recuperação da confiança vem se fortalecendo.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (3/10) pelo Departamento da Micro, Pequena e Média Empresa da Fiesp (Dempi). Segundo Milton Antonio Bogus, diretor titular do Dempi, é possível afirmar que as perspectivas futuras são positivas. “Os indicadores de confiança sinalizam que os empresários paulistas já conseguem enxergar um futuro melhor.”

Avaliações

O indicador de condições da empresa avançou 0,2 pontos entre as pequenas indústrias, chegando a 41,9 pontos, indicando uma menor intensidade na queda. O indicador das condições da economia brasileira teve um ligeiro recuo, de 0,5 ponto, e chegou a 38,4 pontos em setembro.

Nas médias indústrias, o indicador de condições da empresa avançou 0,5 ponto, chegando a 40,8 pontos, indicando menor intensidade na queda. O indicador das condições da economia brasileira recuou 1,2 ponto, para 37,2 pontos em setembro.

Clique aqui para ter acesso à íntegra do levantamento.

Congresso da Micro e Pequena Indústria debate novos cenários

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

Sua empresa sabe lidar com mudanças? O cliente e o mercado estão no foco da sua estratégia? Que rumo está tomando seu negócio? Essas e outras questões serão debatidas no dia 23 de maio, durante a 11ª edição do Congresso da Micro e Pequena Indústria, realizado pela Fiesp e pelo Ciesp.

O evento, que acontece das 8h30 às 18h, no Hotel Renaissance, na capital paulista, apresenta novos rumos e oportunidades para o crescimento das empresas, analisando temas de grande importância no cenário atual, tais como: modelos alternativos de negócio, economia colaborativa, internacionalização, novas formas de relacionamento com fornecedores e clientes, mídias digitais, entre outros.

“É fundamental que as empresas entendam as mudanças e se adaptem ao mercado para alcançar bons resultados. O Congresso é uma excelente alternativa para ampliar essa visão e praticar novas tendências de negócios “, afirma o diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Empresa da Fiesp (Dempi), Milton Bogus.

Com uma vasta programação, o Congresso terá abertura às 8h. Na sequência será realizada a palestra inicial, com a contextualização do tema: “Descobrindo Rumos para seu Negócio”, que será proferida pelo diretor de Conteúdo da Academia da Estratégia, empresa especializada em educação corporativa, Alessandro Saade.

Das 10h20 ao meio-dia serão discutidos, no primeiro painel, os “Modelos de Negócios: Inovando e Engajando as Pessoas”, com temas como: conceito de modelo de negócio; processo de desenvolvimento; formas de aplicações; como gerar novas ideias; modelos de negócios inovadores e design Think e Re Think.

No período da tarde, o segundo painel terá como tema: “Comércio Exterior, Acessando o Mercado Externo”, no qual serão apresentados caminhos e exemplos práticos de como buscar ferramentas para atingir novos mercados. Já o terceiro painel terá como tema “Comunicação: Potencialize esta Ferramenta nos seus Negócios”, que irá discutir como as ferramentas digitais podem fortalecer os negócios e potencializar as estratégias de comunicação interna e externa.

Encerrando o Congresso, o filósofo e escritor Mario Sergio Cortella fará palestra com o tema “Da Oportunidade ao Êxito: Mudar é Complicado? Acomodar é Perecer”.

O é anual, realizado no Mês da Indústria, em maio, e dirigido a empresários de diversos segmentos. É uma grande oportunidade para networking, troca de experiências entre profissionais e contato com diversas instituições parceiras do Dempi.

Atividades paralelas 

Em paralelo aos painéis, o Congresso contará também com outras atividades, como a Sala de Crédito, um ambiente para o empresário se relacionar com diversas instituições financeiras parceiras, e o Modelo de Negócios, ação realizada em parceria com o Sebrae-SP e com o Senai-SP que apresenta a ferramenta Canvas, que permite esboçar e desenvolver um negócio com base em proposta de valor, segmentos de clientes, canais, relacionamento, fontes de receitas, recursos principais, atividades, parcerias-chave e estrutura de custos.

Já o MPI Exportador concentra, no mesmo espaço, a possibilidade de atendimento por diversas empresas e instituições essenciais nesse processo de acessar o mercado externo.

Os congressistas poderão participar também a Sala de Experiências Digitais, um espaço voltado a orientar as micro e pequenas empresas na utilização dos veículos de comunicação digital para agregar valor aos seus negócios.

Histórico do Congresso

Desde 2006, a Fiesp realiza o Congresso da Micro e Pequena Indústria, inicialmente em outubro, mês da micro e pequena empresa. Ele sempre teve o objetivo de apresentar temas e ferramentas que apoiem a gestão e a melhoria dos negócios das empresas deste segmento.

Ao longo destes 10 anos de realização, o Congresso MPI recebeu mais de 14 mil participantes debatendo diversos temas relevantes para gestão das micro e pequenas indústrias, tais como alternativas de crédito, legislação tributária e trabalhista, inovação, mídias digitais, gestão de pessoas, produtividade, internacionalização, acesso a mercados, entre outros.

Serviço
11º Congresso da Micro e Pequena Indústria.
Quando: 
23 de maio (segunda-feira), das 8h30 às 18h
Onde: Hotel Renaissance
Endereço: Alameda Jaú, 1.620, São Paulo (SP)
Inscrições: http://hotsite.fiesp.com.br/mpi/2016

No II Seminário da Micro e Pequena Indústria, diretor da Fiesp defende aumento do teto do Simples

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O aumento do teto de faturamento do Simples Nacional, de R$ 3,6 milhões para R$ 7,2 milhões em 2017, precisa ser aprovado no Congresso ainda este ano, defendeu nesta terça-feira (13) o diretor do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi) da Fiesp, Milton Bogus.

“Vamos pressionar para a votação final ainda este ano”, disse Bogus ao se referir ao texto-base do projeto, aprovado pela Câmara dos Deputados em setembro.

Durante a abertura do II Seminário da Micro e Pequena Indústria, Bogus reiterou que este segmento da economia consegue superar crises com mais agilidade.

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O diretor do Dempi, da Fiesp, Milton Bogus, no II Seminário da Micro e Pequena Indústria. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


“São as micro e pequenas que demitem menos. Enquanto elas fecharam 82 mil postos de trabalho este ano, as demais empresas fecharam mais de 200 mil postos”, disse.

Ele também acrescentou que, se houver uma estabilização do patamar cambial, a redução das importações pode favorecer a venda de componentes nacionais fabricados pelas micro e pequenas indústrias.

“Podemos encarar este momento como uma nova oportunidade, pois é possível prosperar na crise”, disse, em alusão ao tema do evento.

Nesta terça-feira, empresários de micro e pequeno porte devem discutir a importância do plano, da estratégia e das ações de marketing para superar a má fase da economia brasileira.
>> Ouça reportagem sobre o MPI

Inovação

Segundo o presidente da agência paulista de fomento à pequena e média empresa, a Desenvolve-SP, Milton Luis de Melo Santos, houve um aumento do número de empresas de pequeno porte que recorrem a agência de fomento de São Paulo para financiar projeto de inovação em seus processos e produtos.

“Nesse sentido, cresce de forma consistente o volume de financiamento e investimento em empresas de pequeno porte que têm apresentado soluções inovadoras em seus processos produtivos”.

O deputado estadual Itamar Borges, presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, também participou da abertura do seminário.

Sofrimento opcional

A autora do best-seller “Marketing na Era Digital”, Martha Gabriel, apresentou as mesas de debates do seminário, do qual ela é curadora.

Especialista em inovação e marketing, Martha Gabriel relembrou a máxima budista em sua apresentação para incentivar os empresários de micro e pequeno porte a superarem a crise: “A dor é inevitável, o sofrimento é opcional”.

Ela ressaltou ainda que a plano de marketing, tema principal do seminário desta terça-feira, é o principal instrumento para o empresário.

“Normalmente a gente planeja porque temos um problema para resolver ou um objetivo de crescer. E a gente faz plano o tempo todo. É um plano para vender um produto que daqui um ano estará à venda, mas, para o qual, vamos fazer um outro plano para corrigir algo ou para aumentar as vendas.”

Martha também destacou que a resiliência é uma importante característica que, infelizmente, está em falta nas empresas. “Isso não é algo que as empresas aprenderam a ter, que é permanecer, ter um problema, mas resolver. Ter confiança de que aos poucos vai acertando o caminho”.

Clique aqui para saber mais sobre o II Seminário da Micro e Pequena Indústria.

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A autora do best-seller “Marketing na Era Digital”, Martha Gabriel, curadora do II Seminário da Micro e Pequena Indústria. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

MPI: Diretor de micro e pequenas da Fiesp pede desburocratização

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Em meio à crise econômica, o que importa é comandar bem a empresa para resistir às dificuldades, afirmou nesta segunda-feira (25/5) o diretor do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Milton Bogus.

“Momentos de crise sempre existiram. Sejamos cautelosos”, disse Bogus durante a abertura do 10º Congresso da Micro e Pequena Indústria, organizado pelo Dempi na capital paulista.

O diretor da Fiesp aproveitou a ocasião para pedir por mais simplificação às empresas de micro e pequeno porte. “Apoiamos soluções para desburocratizar a vida das pequenas”.

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Milton Bogus, diretor do Departamento da Micro e Pequena Indústria. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Presente na abertura do Congresso, o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, informou que a partir de junho deste ano, o prazo médio para abertura de empresas será de cinco dias. Para abrir uma empresa no Brasil demora-se, atualmente, 102 dias.

A medida faz parte do programa Bem Mais Simples, apresentado por Afif no congresso desta segunda-feira.

Ajuste fiscal

Bogus reforçou ainda que o ajuste fiscal anunciado pelo governo deve se concentrar na redução dos gastos públicos.

“O governo necessita de mais disciplina e eficácia no gasto público. Vamos devagar com o andor desse ajuste fiscal”, afirmou Bogus.

Seminário da Micro e Pequena Indústria apresenta estratégias para vender mais e melhor

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp) realizam, em sua sede nesta terça-feira (07/10), o Seminário da Micro e Pequena Indústria (MPI). Durante todo o dia, estão programadas palestras com diversas especialistas da área de vendas, estratégias e inovação.

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Rafael Cervone:"recisamos de simplificação, desoneração e previsibilidade, que nos afeta nas questões trabalhistas e tributárias”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A abertura do seminário contou com a presença de Rafael Cervone Netto, presidente do Ciesp, e Milton Bogus, diretor titular do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi).

Cervone destacou a necessidade de simplificar o dia a dia das empresas e de melhorar o ambiente de negócios. “Nunca vi um ambiente de negócios tão hostil ao empreendedorismo”, lamentou.

Citando o estudo realizado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, o presidente do Ciesp comparou o tempo gasto para calcular, preencher e pagar impostos no país. No Brasil são gastas 2.600 horas por ano, em média. O número representa R$ 26 bilhões por ano. Em países desenvolvidos, no entanto, são gastas apenas 179 horas, nos países em desenvolvimento 250 horas e na China, 300 horas.

Para Cervone, o Brasil necessita de mudanças urgentes e a Fiesp e o Ciesp já estão em contato com os dois candidatos à Presidência para solicitar que, nos primeiros 90 dias de governo, os principais problemas da indústria sejam atacados, para retomar a competitividade.

“O Brasil está complicado demais. Precisamos de simplificação, desoneração e previsibilidade, que nos afeta nas questões trabalhistas e tributárias”, afirmou. “A micro e pequena empresa tem um poder de recuperação grande, basta que o sistema pare de atrapalhar.”

Cervone também comentou que conversou sobre a globalização dos meios de produção com Roberto Azevedo, na Organização Mundial do Comércio (OMC). “Se o mercado é globalizado, os meios de produção também têm que ser globais. Propus a ele que a OMC trabalhe com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) nessas questões da isonomia competitiva da produção.”

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Milton Bogus: “Precisamos investir constantemente na inovação e na gestão visando o crescimento da micro para a pequena, da pequena para a média e desta para a grande”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Muito além da inovação

O diretor titular do Dempi/Fiesp, Milton Bogus, concordou com a necessidade de mudança de cenário econômico para estimular as MPIs. “Para sobreviver não basta inovar, produzir mais e reduzir custos, as indústrias devem também vender mais e melhor em um mercado cada vez mais competitivo”, ressaltou.

Para auxiliar nessa busca pela sobrevivência e excelência, o diretor destacou as ações desenvolvidas pelo Dempi/Fiesp para levar propostas e soluções aderentes à realidade das empresas. Segundo ele, foram realizados mais de 48 eventos, além da atuação junto ao poder federal, estadual e o poder legislativo, para buscar a melhoria do ambiente, com bons resultados como a aprovação da revisão da lei geral das MPs.

Bogus destacou ainda a necessidade de inovação, para estar conectado com o mercado de forma global. “Precisamos investir constantemente na inovação e na gestão visando o crescimento da micro para a pequena, da pequena para a média e desta para a grande.”

Milton Bogus: ‘Quem tem informação, conhece o produto, identifica o canal, vende mais’

Guilherme Abati e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Em um cenário cada vez mais competitivo, as empresas de micro e pequeno porte precisam cada vez mais concentrar esforços na sua área de vendas para ampliar e gerar novos negócios. É o que defende o diretor titular do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Milton Bogus.

Não por acaso, o assunto é o tema central do “Seminário da Micro e Pequena Indústria (MPI)”, evento que a Fiesp promove nesta terça-feira (07/10), no Teatro do Sesi-SP. A programação da manhã tem palestras que inspiram a vender mais. Já a da tarde tem ênfase em mostrar como vender melhor.

“As empresas, hoje, necessitam descobrir novos mercados. E a nossa proposta é de instrumentar as micro e pequenas indústrias de como atingir esses clientes, fornecedores, parceiros”, explica Bogus.

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Milton Bogus: "Quem está na ponta, no dia a dia de vendas, apresentando a empresa e seus produtos deve conhecer muito bem o que está vendendo, para que a informação chegue mais completa, destacando-se da concorrência". Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


O diretor do Dempi/Fiesp comenta ainda os avanços existentes para as MPIs e os entraves que atrapalham essas empresas.

Leia a entrevista abaixo.

***

O tema desta edição do “Seminário da Micro e Pequena Indústria” é vender mais e melhor. Em um momento em que os indicadores econômicos apontam uma retração no país, que já atinge até mesmo o comércio, qual é a importância de as MPIs investirem em fortalecer sua área de vendas?

Milton Bogus – Um novo cenário, um novo ano vem chegando, e as micro e pequenas empresas precisam buscar novas alternativas de mercado. Em maio, focamos o nosso congresso no tema “Produzir Mais e Melhor”, trouxemos conteúdos sobre controles empresariais, ferramentas de colaboração, inovação e gestão de pessoas. Agora, trazemos o foco nas “Vendas”. As empresas, hoje, necessitam descobrir novos mercados. E a nossa proposta é de instrumentar as micro e pequenas indústrias de como atingir esses clientes, fornecedores, parceiros. Hoje, o ambiente de negócios está bem concorrido. E quem está capacitado, com uma equipe preparada, com certeza se destacará dos demais.

Por melhor que seja a qualidade do produto, é realmente necessário que as MPIs “arrumem a casa” e procurem refletir sobre os atrativos (nem sempre tangíveis) do produto, aprimorando os canais de venda e consolidando sua equipe de vendas?  Por quê?

Milton Bogus – Porque quem está na ponta, no dia a dia de vendas, apresentando a empresa e seus produtos deve conhecer muito bem o que está vendendo, para que a informação chegue mais completa, destacando-se da concorrência. Por isso, o primeiro painel vai mostrar este alinhamento de produto, canais e equipe, integrando cada vez mais para vender melhor. Hoje, quem tem informação, conhece o produto, identifica o canal, vende mais.

Nesse contexto, por que as indústrias devem cada vez mais procurar conhecer bem seus clientes e investir em novas formas e ferramentas de se relacionar com eles?

Milton Bogus – Não podemos esquecer que a razão de ser das indústrias é atender às necessidades de seus clientes. Portanto, é fundamental este conhecimento, melhorando continuamente seus produtos e serviços. Com a avanço das tecnologias e multiplataformas de comunicação, as indústrias precisam rever como se comunicar com seus clientes para ganhar agilidade e obter um relacionamento mais próximo.

Por que o Dempi escolheu nomes como Martha Gabriel, Samy Dana, Adir Ribeiro e Ernesto Costa Santos para conversar com participantes do evento?

Milton Bogus – Nosso objetivo, em todos os nossos encontros, é levar informação pragmática aos empresários e gestores das MPIs. Com isso, escolhemos o melhor time de especialistas capazes de agregar conteúdo às empresas participantes para que apliquem no seu dia a dia. Todos eles, em cada palestra , irão apresentar um roteiro do que fazer.

No decorrer dos últimos anos, as MPIs tiveram alguma conquista nos âmbitos estadual e federal que, de algum modo, melhorou o ambiente de negócios em que atuam ?

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Milton Bogus: é preciso alinhamento entre o Simples Nacional e o Regime de Lucro Presumido, possibilitando que as empresas possam crescer sem tantos problemas tributários. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Milton Bogus – No âmbito federal, tivemos avanços nos processos de abertura e fechamento de empresas, acesso a mercados de compras públicas, melhoria nas condições de exportação de valores menores, entrada de todos os setores no Simples nacional, dentre outros. No âmbito estadual podemos destacar o alongamento do prazo de pagamento para o ICMS [sigla que identifica o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação] para empresas optantes do Simples Nacional e a redução a zero da alíquota de ICMS dos microempreendedores individuais. Também tivemos a criação da Lei 15.099/2013 com avanços no financiamento a empresas inovadoras com a Lei de Inovação do estado de São Paulo.

Quais são principais entraves que as MPIs ainda enfrentam no dia a dia? Ainda são a burocracia e a elevada carga tributária? Ou há outros?

Milton Bogus – Sim, a burocracia e a carga tributária ainda se destacam como entraves para o crescimento das pequenas empresas, mas também a falta de acesso ao crédito e o acesso a inovação. No acesso ao crédito, a falta de informação sobre linhas de financiamentos, a dificuldade de informar o agente financeiro para que ele possa analisar a real capacidade de pagamento e a falta de garantia. Na inovação, destaco a falta de tecnologia e de conhecimento. Além disso, é preciso simplificar o acesso aos programas oficiais para pequenas. Também vale destacar os encargos trabalhistas e o excesso de tributos, que influem diretamente na competitividade.

O senhor certa vez afirmou que a revisão da substituição tributária deveria ser urgente para as pequenas empresas, enquadradas ou não no Simples. Qual a evolução obtida nesse aspecto?

Milton Bogus – Com relação à substituição tributária, tivemos um avanço com a aprovação da Lei Geral das MPEs, em agosto último, embora muito superficial, pois muitos setores ainda são passíveis deste mecanismo tributário. Continuamos trabalhando no sentido desta eliminação por completo.

Em sua visão, qual deve ser a agenda dos governantes eleitos, tanto na esfera federal como na estadual, para efetivamente facilitar a atividade econômica das MPIs no país e em São Paulo?

Milton Bogus – A pauta é bem extensa, mas sem dúvida, destaco a questão do alinhamento dos modelos tributários. Ter um alinhamento entre o Simples Nacional e o Regime de Lucro Presumido, possibilitando que as empresas possam crescer sem tantos problemas tributários, e uma melhor estrutura para as empresas do lucro presumido. Temos muitas pequenas empresas que estão no lucro presumido e que necessitam de um ambiente tributário mais adequado.

Caso essas boas reformas e medidas sejam implantadas, que efeitos positivos o estímulo às MPIs pode contribuir para o crescimento do país?

Milton Bogus – Temos, hoje, uma quantidade expressiva de empresas que conseguiram atender às demandas do mercado e crescem, mas terão uma penalidade por esse crescimento, e outras acabam optando por não crescer. Com uma adequação no ambiente de negócios, pelo menos não teríamos essa barreira e o crescimento desejado seria fomentado em vez de reprimido.

Por fim: independentemente de governos, em quê as MPIs devem se concentrar para crescer em 2015?

Milton Bogus – Em suas vendas. Estamos vivenciando um novo ambiente de negócios, cada vez mais competitivo, e é necessário se aprofundar neste assunto, dando foco para ampliar e gerar novos negócios para suas indústrias.

‘O pequeno empresário quer saber mais’, afirma Milton Bogus

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Com o auditório do Hotel Renaissance lotado, o diretor titular do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi), Milton Bogus, fez o encerramento do Congresso da Micro e Pequena Empresa (MPI 2014). O evento aconteceu ao longo desta segunda-feira (26/05), com o tema “Produzir Mais e Melhor”.

“O tema do MPI desse ano deixou claro que temos que levar mais informação para vocês. O pequeno empresário quer saber mais, quer saber como ele se posiciona, o que ele deve fazer e quais são as melhorias que ele pode ter”, afirmou Bogus, que ressaltou a presença maciça do público, o que garantiu o sucesso do evento.

Bogus: posicionamento e melhorias. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Bogus: posicionamento e melhorias para os pequenos e médios empresários. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Para terminar o congresso, o diretor chamou ao palco os diretores e funcionários que participaram da produção do MPI 2014 e convidou o público para um coquetel em comemoração ao dia da indústria.

IX Congresso da Micro e Pequena Indústria 2014 discute tendências e produtividade

Agência Indusnet Fiesp

Com o objetivo de apresentar estratégias e perspectivas para o setor, o Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), promove o IX Congresso da Micro e Pequena Indústria 2014 – Produzir Mais e Melhor, no dia 26 de maio, no Hotel Renaissance, em São Paulo. “É importante as empresas entenderem o processo e as ferramentas para melhorar os resultados e custos da sua empresa. O Congresso é uma excelente alternativa para ampliar esta visão”, afirma o diretor do Dempi, Milton Bogus.

A Conferência “Produtividade da Indústria Brasileira” abre o evento, com a palestra do diretor-titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp (Decomtec), José Ricardo Roriz Coelho. Depois a programação segue com o primeiro painel “Gestão, Controle & Resultados: domine sua empresa”, que acontece das 11h às 13h, discutirá controle de custos; análise das demonstrações financeiras; gerenciamento financeiro; sistemas integrados de gestão, dentre outros assuntos. Terá como palestrante, o professor da Fundação Instituto de Administração da Fundação Instituto de Administração (FIA), Roy Martelanc, que dará dicas de como a pequena e micro empresa pode dominar sua empresa.

Também participarão deste painel o especialista em Sistemas Integrados de Gestão da Professor do Instituto Mauá de Tecnologia, Fernando José Gonzalez; o presidente do Sindicato das Empresas de Serviço Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo (Sescon-SP), Sérgio Approbato Machado Júnior; o gerente regional da Caixa Econômica Federal, Fábio Henrique Secomandi e o diretor-titular do Departamento Sindical da Fiesp; Roberto Della Manna.

O evento conta ainda, com o painel “Cooperação Produtiva: amplie os resultados da sua empresa”, acontece das 14h30 às 17h e discutirá a rede tecnológica; liderança; comunicação interpessoal; marketing e vendas; como manter e atualizar uma empresa. Os palestrantes que vão focar as tendências digitais e ferramentas de produtividade para as MPEs. Dentre eles estão o professor e chefe do Departamento de Engenharia da Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, João Amato Neto; a diretora no Brasil da Mutopo, Marina Miranda; a gerente do Google, Fernanda Mascher e o professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), Sergio Nery.

“Experiências Empresariais de Ganhos em Produtividade” é o tema de encerramento do evento, que acontece das 17h às 18h. Para dividir suas experiências de sucessos, foram convidados o fundador e presidente da Prática Fornos, Luiz Rezende, o sócio-diretor da Alibra Alimentos, Humberto Salvador Afonso e  o fundador da Gelato Diletto, Leandro Scabin.

O Congresso anual – realizado no mês da Indústria, em maio – é dirigido a empresários de diversos segmentos, além de proporcionar um espaço para networking, troca de experiências entre profissionais e contato com diversas universidades parceiras do Dempi. O evento também terá um espaço com atividades paralelas, dentre elas exposições de produtos do Sesi-SP e Senai-SP, Espaço Universidades/Institutos e atendimento personalizado e exclusivo junto aos seis bancos participantes do Programa Sala de Crédito.

As inscrições (gratuitas) podem ser feitas pelo hotsite.fiesp.com.br/mpi, que traz a programação completa do evento.

Serviço 

IX Congresso da Micro e Pequena Indústria 2014 – Produzir Mais e Melhor

Data: 26 de maio, das 8h às 18h

Local: Hotel Renaissance, Alameda Jaú, 1.620

Acesse a programação: www.fiesp.com.br/congressompis

Diretores da Fiesp apontam perspectivas para 2014 em coletiva de imprensa da entidade

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Além do balanço de 2013 para a indústria e a economia brasileiras, apresentado pelo presidente da Federação e do Centro das Indústrias de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, a coletiva de imprensa de final de ano das entidades contou com a participação de diretores de várias áreas de atuação da indústria paulista.

Um desses participantes foi o superintendente do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Walter Vicioni Gonçalves.

Segundo Vicioni Gonçalves, o Sesi-SP e o Senai-SP se empenham e seguirão empenhados na oferta de educação de qualidade, o que também é uma forma de “estimular o desenvolvimento econômico”. “Em 2015, teremos 90 mil alunos na educação fundamental em regime integral no Sesi-SP”, disse.

Ele lembrou ainda que o Sesi-SP fez intervenções no currículo para estimular as áreas de ciência e tecnologia na rede. “E isso para os alunos desde os seis anos de idade”, explicou. “Temos laboratórios de química e física, por exemplo”.

Vicioni na coletiva de imprensa: educação de qualidade para “estimular o desenvolvimento econômico”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Vicioni: educação de qualidade para “estimular o desenvolvimento econômico”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Projetos como o Teatro Musical, de formação de atores na área, ligado ao setor de Cultura do Sesi-SP, também foram lembrados.

Assim como as unidades móveis do Senai-SP sobre áreas como nanotecnologia, robótica aquática e aviônicos. “Para a Fiesp a educação é uma ferramenta de desenvolvimento econômico”, disse Vicioni Gonçalves.

Meio ambiente

Também presente à coletiva de imprensa, o diretor-titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp, Nelson Pereira dos Reis, explicou que existe no estado de São Paulo um “arcabouço com mais de 800 normas ambientais”. “Isso gera uma enorme dificuldade de licenciamento e de processos de renovação de licenças”, disse.

Assim, o DMA está fazendo um ordenamento da legislação estadual a partir de um conjunto de 700 normas. “Estamos desenvolvendo uma proposta de código ambiental para facilitar a vida dos empresários”, afirmou. “É mais uma contribuição da Fiesp para ajudar São Paulo e o Brasil a serem mais competitivos”.

Reis: “Estamos desenvolvendo uma proposta de código ambiental para facilitar a vida dos empresários”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Reis: proposta de código ambiental para facilitar a vida dos empresários. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Pequena e média indústria

Diretor-titular do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi), Milton Bogus destacou a atuação da entidade no sentido de ajudar empreendedores de todos os portes. “Fechamos uma parceria com 20 universidades para atendimento, consultoria e palestras para mais de 6 mil empresas”, explicou.

Ele lembrou ainda que as salas de crédito realizadas na federação sempre contam com a participação dos seis principais bancos do país, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

De olho na Copa

No Departamento de Segurança (Deseg) da Fiesp, as atenções já estão voltadas para a Copa do Mundo de 2014. “Estamos focados na segurança privada no Brasil até por conta da Copa”, disse o diretor-titular do Deseg, Ricardo Lerner.

Nesse sentido, a federação deve receber, em sua sede na Avenida Paulista, em São Paulo, em 25 de fevereiro de 2014, um evento para discutir a segurança em cada uma das cidades que vão sediar o evento no Brasil no próximo ano.

Construindo oportunidades

Para o diretor titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio, o “destravamento do setor nos diversos aspectos que têm atrapalhado a construção” é uma prioridade do departamento para 2014.

Nacionais x importados

Coordenador adjunto do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria (Bio Brasil) na Fiesp, Paulo Fraccaro, é preciso estimular a discussão, em 2014, de temas como a dificuldade de concorrência entre produtos nacionais e importados na área da saúde.

“Hospitais e órgãos públicos importam artigos na área com isenção de tributos”, disse. “Precisamos de isonomia na área, de igualdade de competição”.

O debate também vale para o setor de defesa. “A nossa busca maior é buscar a equiparação da indústria nacional com a estrangeira”, afirmou o diretor-titular do Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa) da Fiesp, Jairo Cândido.

Reunindo cadeias produtivas

Para o diretor-titular do Departamento do Agronegócio (Deagro) da Fiesp, Benedito da Silva Ferreira, uma das principais missões da área em 2014 será continuar “reunindo cadeias produtivas”.

“Vamos sofisticar o nosso estudo Outlook com a inclusão de projeções de análise de cenários”, disse. “Por exemplo, se continuarem a existir restrições ao etanol, o que vai acontecer?”, afirmou.

Burocracia para abrir empresas no Brasil precisa diminuir, afirma diretor da Fiesp em reportagem do Valor Econômico

Agência Indusnet Fiesp

O diretor titular do Departamento de Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Milton Bogus, foi citado em reportagem do Valor Econômico nesta quarta-feira (30/10). O jornal publicou um suplemento especial sobre pequenas e médias empresas.

No texto “Entrega rápida”, sobre a promessa do Governo de criar um novo sistema que permita a abertura de uma empresa em cinco dias, reduzindo a burocracia, Bogus afirma que “em Portugal, é possível abrir uma empresa em um dia. Aqui no Brasil, até para os bombeiros se exige publicação em jornal. A burocracia precisa diminuir. É preciso integrar os serviços para que tudo seja feito num local só”.

O jornal destaca ainda que São Paulo é o alvo do Governo nesse campo, já que o Estado concentra 30% das empresas do país – e a capital, responsável por quase metade disso, é a cidade mais burocratizada e, portanto, a que empurra a média brasileira de dias para abertura e fechamento de empresas para o fim do ranking.

Para ler a reportagem, só conferir abaixo ou clicar aqui e fazer um cadastro no site do jornal (o acesso é livre para assinantes).

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Revisão da substituição tributária é urgente para as pequenas empresas, diz diretor da Fiesp em Congresso

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

As pequenas e micro empresas precisam de uma nova atitude para aproveitar a onda de consumo da nova classe média brasileira. No entanto, não é apenas o empresariado que precisa mudar de postura. O governo precisa fazer a sua parte e, como primeira medida, revisar a substituição tributária. A avaliação é do diretor-titular do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Milton Bogus.

“Entendemos que a revisão da substituição tributária é urgente para as pequenas empresas enquadradas ou não no Simples porque, na prática, essa forma de arrecadação elimina benefícios em geral”, afirmou Bogus durante a abertura do VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria, realizado pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), nesta quinta-feira (10/10), no Hotel Renaissance, na capital paulista.

Reivindicação da Fiesp, a substituição tributária no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é de responsabilidade dos estados. Empresários alegam que o sistema prejudica as empresas que optaram pelo Simples Nacional, já que as indústrias de menor porte pagam a mesma alíquota de ICMS que as médias e grandes companhias.

Outro entrave citado por Bogus é a falta de um sistema de atualização automática do limite de faturamento das empresas e de faixas progressivas de pagamentos de tributos. Sem estes mecanismos, as empresas acabam sendo punidas por crescerem, afirma o diretor do Dempi.

Bogus: necessidade de ter faixas progressivas de pagamentos de tributos. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Bogus: necessidade de adoção de faixas progressivas de pagamentos de tributos. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Para o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, a falta de atualização do limite de faturamento desestimula o desenvolvimento dos negócios no país.

“Hoje uma empresa se estimula para crescer, mas, quando ela passa do real, sai da faixa e a situação muda completamente. Isso desestimula o crescimento ou estimula a fazer coisa errada. As duas opções são ruins”, alertou Skaf. “Seria muito importante haver uma faixa progressiva”.

Atitude

A agilidade na tomada de decisões e a atitude empreendedora do empresário da micro e pequena indústria são foco dos debates no VIII Congresso MPI.

Segundo Bogus, da Fiesp, “as pequenas empresas precisam de uma nova atitude para competir no mercado interno e conquistar principalmente o grande contingente de consumidores conhecido como a nova classe média brasileira”.

Segundo informações do instituto Data Popular, a classe média brasileira movimenta um mercado de R$1 trilhão.


Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp participa de conselho de agência de desenvolvimento em São Paulo

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O Departamento da  Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) agora faz parte do Conselho Deliberativo da Agência São Paulo de Desenvolvimento (Ade Sampa). A iniciativa, criada por meio da Lei 15838, de 2013, tem como objetivos gerais promover o crescimento econômico e a geração de empregos na capital paulista.

Depois de agradecer o convite para a participação na Ade Sampa, o diretor titular do Dempi, Milton Bogus, indicou os nomes de dois diretores do departamento na Fiesp para o Conselho Deliberativo da agência: Carlos Monteiro e Benedito Sachhi Filho, esse último como suplente.

Além do foco no desenvolvimento da economia e na geração de empregos na maior metrópole brasileira, a Ade Sampa visa fortalecer e estimular projetos diversos voltados para as micro, pequenas e médias empresas. A iniciativa prevê ainda a criação do Programa para Valorização de Iniciativas Tecnológicas, chamado de “Vai Tec”.

A Ade Sampa está vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo.

Na Fiesp, o Dempi acompanha iniciativas diversas voltadas aos interesses da pequena e média indústria. Isso em âmbito municipal, estadual e federal.

Atitude, além do conhecimento, será o grande enfoque do Congresso da MPI, segundo Milton Bogus

Dulce Moraes e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Milton Bogus, diretor-titular do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi) da Fiesp

Dificuldades para abrir empresas, burocracia para pagamento de tributos, concorrência desleal de produtos importados e dificuldades de acesso a linhas de crédito são alguns dos conhecidos entraves que afetam o dia a dia de micro e pequenos empresários.

Apesar das dificuldades, é preciso que os empresários tenham ter novo olhar sobre as oportunidades que estão disponíveis, afirma Milton Bogus,  diretor do Departamento de Micro e Pequena Indústria (Dempi) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). “E principalmente, nos preparar cada vez mais para as novas que surgirão”, diz ele.

Em entrevista ao portal da Fiesp,  Milton Bogus relembra a importância desse segmento de empresas para economia brasileira, que tem sido o maior gerador de empregos no país. E o titular do Dempi, também destaca as novidades que serão tratadas no VIII Congresso da MPI “Novas atitudes, novos negócios”, que será realizado no próximo dia 10 de outubro, no hotel Renaissance, em São Paulo.

Leia, a seguir, a entrevista na íntegra:

Com o tema “Novas atitudes, novos negócios”, o Congresso da MPI deste ano está focado no que as empresas podem fazer internamente para alavancar os seus negócios. O senhor acredita, então, que deve existir uma nova visão para que os empresários consigam alcançar as mudanças de mercado e de tecnologias?

Milton Bogus – Sem dúvida. Os mercados estão muito mais dispersos pelo Brasil, tanto em relação à localização regional de seus clientes quanto ao perfil dos novos clientes. Por este motivo, devemos ter um novo olhar sobre as oportunidades que estão disponíveis e, principalmente, nos preparar cada vez mais para as novas que surgirão.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, comentou que o desejo de empreender, inovar e produzir é muito grande no Brasil, mas para que esses sonhos se tornem realidade é preciso simplificar e desburocratizar. Na sua avaliação, quais são os principais entraves burocráticos que atrapalham as MPIs?

Milton Bogus – Há dificuldade no ato da abertura da empresa, pois o empreendedor tem que buscar inscrições no âmbito federal, estadual e municipal. Isto é surreal. O CNPJ [Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica] deveria ser o suficiente para comprovar e registrar a abertura da empresa.

Outra burocracia é o atendimento das obrigações acessórias que tomam muito tempo da atenção do empresário, que deveria focar sua atenção e tempo no desenvolvimento de novos produtos e novos mercados.

Além da burocracia, quais são principais problemas externos, da porta para fora, que afetam as MPIs?

Milton Bogus – Da porta para fora, destaco a concorrência desleal com os produtos importados. Além das dificuldades de acesso ao crédito pelas micro, pequenas e médias empresas, por vários motivos. Entendemos que a revisão da Substituição Tributária é urgente para as Micro e Pequenas Empresas (MPEs), enquadradas ou não no Simples, pois na prática, esta forma de arrecadação elimina os benefícios da Lei Geral.

Além disto, é fundamental a ampliação do Supersimples para todas as empresas de pequeno porte, sem distinção de categoria, e a implementação da correção automática anual do limite de faturamento e o estabelecimento de faixas progressivas de pagamento de tributos, de forma que elas não sejam punidas pelo crescimento, além da desoneração da Folha de Pagamento para as empresas optantes do lucro presumido, que estejam nas atividades previstas no enquadramento do Supersimples.

E “da porta para dentro”, em que áreas as empresas precisam avançar?

Milton Bogus – Quanto aos gargalos internos, destaco a necessidade da evolução dos sistemas de gestão dentro das MPMIs, que estão sendo obrigadas a implantar, principalmente para atender ao fisco e demais agentes públicos.

Para uma busca inteligente de crédito, o empresário deve se estruturar para ter todos os documentos atualizados e seus projetos, o que o ajudará a identificar suas reais necessidades de crédito e assim saber o “que” e “como” demandar aos agentes financeiros.

E, por último, mas não menos importante, há necessidade de buscar a inovação constantemente, pois quem não inova, morre!

Pesquisa recente do Sebrae apontou um aumento substancial de pequenas empresas no Brasil. Os pequenos negócios, segundo o estudo, foram os responsáveis por praticamente todos os postos de trabalho criados no mês de agosto. Na sua avaliação, o que está estimulando esse movimento?

Milton Bogus – Com certeza é a própria situação econômica do país. A pesquisa elaborada pelo Renato Meirelles, que será um dos palestrantes do VIII Congresso da MPI, aponta que o brasileiro está ávido por aproveitar as oportunidades para abrir sua própria empresa, atendendo as novas demandas da população brasileira, que hoje está participando ativamente do mercado de consumo. O Meirelles irá apresentar essa pesquisa atualizando os dados deste estudo a que me referi.

O que fica claro é que esses novos empresários, ao abrirem seus negócios, geram emprego e renda a si próprios como micro empreendedor individual, às suas famílias e a comunidade onde empresa está inserida.

Além de ter sucesso em seus negócios, os empreendedores anseiam pela longevidade de suas empresas. Nesse sentido, quais itens (entre os que serão tratados do Congresso da MPI) o senhor acredita que mais contribuirão para informar e inspirar os empresários e empreendedores participantes do Congresso?

Milton Bogus – Com certeza, todos os temas que serão debatidos nos painéis do Congresso serão de extrema importância no desenvolvimento da gestão. Só que apenas conhecimento não é nada sem atitude. Por este motivo estamos focando no Congresso o mote “Atitude”.

Alguns temas que serão abordados no Congresso da MPI – como “foco na pesquisa de clientes”, “inovação” e “mídias digitais” – são percebidos pelo empresário como custo, e não como investimento? Como quebrar esse paradigma?

Milton Bogus – É simples, como tudo para as MPEs deve ser. No VIII Congresso da MPI “Novas atitudes, novos negócios” iremos apresentar o caminho das pedras, as ferramentas gratuitas ou com custos baixos que estão disponíveis para as empresas e que, por desconhecimento, não estão sendo utilizadas pelos empresários.

Inovação tecnológica é outro item que algumas empresas veem como fator de alto custo. Durante o Congresso haverá espaço para mostrar os serviços e parcerias disponibilizados por universidades e pelo Senai-SP. O senhor poderia descrever um pouco essas novidades?

Milton Bogus – No  Congresso  serão apresentados os serviços disponíveis às MPEs, bem como todos os subsídios que reduzem em até 2/3 – ou mais – os custos deste investimento em inovação, por meio do Sebraetec, por exemplo.

O interessante é que, para demonstrar a aplicabilidade das inovações, teremos também uma exposição dos serviços, laboratórios e uma maquete do laboratório móvel de nanotecnologia do Senai-SP. No Congresso,  haverá espaço para universidades oferecerem serviços e atendimento personalizado aos participantes.

Será um importante para todos que querem empreender ou alavancar a competitividade de seus negócios.  O objetivo é aproximar e simplificar os acessos. Além disso, ao participar do painel de inovação, os participantes conhecerão as linhas de financiamento com subsídios específicos para os projetos e programas de inovação.

O Congresso da MPI está chegando a sua 8ª edição. Ao longo desses anos, quais as principais conquistas alcançadas em relação às reinvindicações do setor? E quais os principais desafios que as MPIs ainda precisam vencer?

Milton Bogus – A Fiesp –  e o próprio presidente Paulo Skaf – dá atenção especial às micro, pequenas e médias industrias. Por meio do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi), a entidade busca constantemente gerar melhorias no ambiente das empresas deste porte, como por exemplo pelas novas legislações criadas neste período, como o próprio Simples, que incorporou várias de nossas sugestões. Mas ainda falta eliminar muitos gargalos que impactam a isonomia competitiva das MPEs.

Tivemos conquistas nas melhorias de acesso ao crédito, identificadas por meio do nosso programa Sala de crédito, como ampliação dos valores e a inclusão de novos setores no Cartão BNDES, aumento nos valores do ExportaFácil, a criação dos “Fundos de Aval e Garantidores para os Bancos e para o BNDES”, além de melhorias em procedimentos que identificamos junto aos bancos participantes deste programa.

Outro gerador de resultados foi a nossa aproximação com 25 universidades, visando levar conhecimento e inovação às MPES, bem como expor suas demandas no intuito de gerar pesquisa aplicada por parte de doutores e pesquisadores.

Enfim, a abrangência e profundidade dos temas deste  Congresso da MPI mostra que estamos no caminho certo de valorização das pequenas e médias indústrias do país.

Fiesp é da pequena e média empresa, afirma Ometto na abertura do VII Congresso da MPI

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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João Guilherme SabinoOmetto, 2º vice-presidente da Fiesp.

Ao contrário do senso comum, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) pertence mais às micro e pequenas empresas do que a grandes corporações, afirmou o 2º vice-presidente da entidade, João Guilherme Sabino Ometto, ao participar nesta quarta-feira (10/10), em São Paulo, da abertura do VII Congresso da Micro e Pequena Indústria, evento que tem realização conjunta da Fiesp e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

“O maior número de empresários da Fiesp é de pequena e média empresa. Além do departamento que cuida especificamente dessa área, os outros departamentos estão alinhados para defender essa pequena e média indústria”, disse Ometto, que representou o presidente da entidade, Paulo Skaf, que cumpre agenda no exterior.
Ometto disse ainda que é preciso sabedoria em tempos de globalização. “Não podemos só vender a nossa terra, os nossos commodities. Temos que ter a inteligência de ter as nossas empresas”.O 2º vice-presidente da Fiesp assinou um termo de cooperação para estimular o desenvolvimento das pequenas e médias empresas por meio de linhas de crédito pela Agência de Desenvolvimento Paulista (Desenvolve SP).

O presidente da Desenvolve SP, Milton Luiz de Melo Santos, também assinou o documento. “Iniciativas como a da Fiesp em realizar eventos dessa natureza é que permite aproximar entidades do governo com o empresariado brasileiro.”

Gargalo da inovação

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Rafael_Cervone, vice-presidente do Ciesp

Rafael Cervone Netto, vice-presidente do Ciesp , acredita que a principal dificuldade para o pequeno e médio empresário é o difícil acesso a inovação tecnológica em meio a uma complexidade tributária que exige muito mais tempo das empresas.

“Um dos gargalos que aflige o pequeno e médio empresário é o da inovação. As empresas usam muito mais tempo tratando as questões tributárias do que inovando”, afirmou Cervone Netto. Segundo levantamento da Latin Business Chronicle’s, empresas brasileiras gastam 2.600 horas por ano somente com trâmites tributários.

Milton Bogus, diretor-titular do Departamento de Micro, Pequena e Média Empresa (Dempi) da Fiesp, afirmou que o objetivo do VII Congresso é contribuir para que as empresas saiam da “sobrevivência para a excelência.”

“Que este congresso seja mais uma ferramenta para elevar as micro, pequena e médias empresas a um patamar de excelência.”

O deputado estadual Itamar Borges, coordenador da Frente Parlamentar do Empreendedorismo da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, também participou da cerimônia.

O congresso

O VII Congresso da Micro e Pequena Indústria acontece ao longo desta terça (10/10) no hotel Renaissance, em São Paulo.

O congresso anual – realizado sempre em outubro, mês da micro e pequena indústria – é dirigido a empresários de diversos segmentos, com o objetivo de apresentar estratégias e perspectivas para o setor, além de proporcionar um espaço para networking e troca de experiências entre profissionais.

A programação desta sétima edição é composta por quatro painéis com debates e palestras sobre temas como gestão de pessoas, inovação, crédito, empreendedorismo, marketing e vendas digitais.