Sara Sarres e a beleza de ser Dulcineia em ‘O Homem de La Mancha’

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Quando soube que seria uma das protagonistas de “O Homem de La Mancha”, espetáculo em cartaz no Centro Cultural Fiesp até 21 de dezembro, Sara Sarres se viu diante de um ponto de inflexão. “Há muito tempo eu não fazia um drama”, explica a atriz.

De fato, Sara vinha de uma sequência de três comédias (“A Família Adams”, “Shrek” e “A Madrinha Embriagada”) e sua participação em musicais como “Les Misérables”ou “West Side Story”, segundo ela, tinha um grau de exigência, como atriz, inferior ao do papel que assumiria nesse clássico baseado na obra de Miguel de Cervantes.

“Não tinha tanto texto, não tinha tanta explosão de emoção”, compara.

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Sara Sarres: “O texto traz coisas tão lindas. A gente chega num momento da vida em que, de repente, volta a falar de sonhos, de possibilidades, de sonhos impossíveis, de ética, de amor.” Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Para compor não uma, mas duas personagens (Aldonza/Dulcineia), ela precisou estudar. “Tive que resgatar em Stanislavski, nas coisas que eu estudei, voltar aos livros, às referências.”

Isso porque, diz Sara, é impossível um ator limitar-se à técnica em um texto como o da adaptação de Miguel Falabella para o original de Dale Wasserman. “Tem que buscar a verdade. Tenho como meta buscar a verdade e sair da forma em qualquer trabalho, seja drama, seja comédia ou qualquer gênero. Mas isso foi muito mais exigido pelo Miguel [Falabella, também diretor do espetáculo]. A gente não podia dar uma frase que saísse um pouco dura ou que saísse um pouco calculada. Ele batia a mão e parava. ‘Quero verdade, me tragam verdade. Leiam o texto, vão pra casa, estudem’ [narra ela com a voz do diretor]. E isso foi muito bom. Porque foi um motor para todos. E isso se reflete e toca o público de uma forma diferente.”

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Atriz vive Aldonza no manicômio. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Além do trabalho com Falabella, Sara pesquisou muito. “Eu gosto de mergulhar, de ver tudo que já foi feito, até porque sou muito fã de musical”, confessa. “Ator tem que estar sempre se reciclando. E como um ator se recicla? Assistindo. Então, gosto de assistir tudo: todas as versões, todas as montagens, gravações que já fizeram. Acho que tudo constrói, tudo contribui para o que você vai tentar buscar de melhor.”

E o melhor é um espetáculo que vem lotando o Teatro do Sesi-SP ao contar a história de Alonso Quijana (Cleto Baccic), que chega a um manicômio brasileiro nos anos 30 apresentando-se como Miguel de Cervantes, poeta, ator de teatro e coletor de impostos. Ele é abordado pelo Governador (Bispo do Rosário), que comanda os internos do hospital. Para dar a Cervantes a oportunidade de reaver um manuscrito tomado pelos internos, o Governador instala um julgamento. Cervantes organiza sua defesa convidando os loucos a encenarem com ele uma peça de teatro em que encarna o cavaleiro errante Dom Quixote. É aí que conhece Dulcineia (Sara Sarres), como ele vê a sofrida e amargurada prostituta chamada Aldonza.

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Sara Sarres: Aldonza não acha possível que um homem, o personagem de Cleto Baccic, seja capaz de amá-la como ela é. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Para reforçar a caracterização, Sara usa recursos distintos em seu canto . “Tentei imprimir na Aldonza/Dulcinéia, musicalmente, essa dualidade. Então, enquanto ela se sente Aldonza, canta de um jeito; quando se transforma e se aceita Dulcineia daquele homem, ela canta de outro. E as pessoas têm notado isso.”

Mas o que mais chama sua atenção no texto é a possibilidade de falar de sonhos impossíveis.

“O texto traz coisas tão lindas. A gente chega num momento da vida em que, de repente, volta a falar de sonhos, de possibilidades, de sonhos impossíveis, de ética, de amor. Ele tem mensagens muito fortes e muito bonitas. Acho que isso acaba tocando – não só a mim, mas a todo o elenco – de buscar essa transformação, de acreditar mais que é possível sonhar. Que, sim, que as coisas, por mais difíceis que pareçam, podem acontecer. Por que não? Sonhar é só primeiro passo. Eu acho que estou carregando esse lema comigo um pouquinho.”

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No camarim de Sara Sarres, imagens de Paulo Autran e Bibi Ferreira extraídas de uma revista dos anos 70. Foto: Juan Saavedra/Fiesp

O amor quixotesco por Dulcineia, na visão de Sara, tem um simbolismo que permanece válido. “Ela reluta muito que ela pode ser amada. A mulher contemporânea sofre um pouco isso também, a busca do amor verdadeiro, de se sentir amada, de se sentir querida. Hoje é tudo tão efêmero, com a velocidade das redes sociais, a informalidade… Não existe mais o galanteio, não existe mais o romantismo”, observa. “E é bonito isso: como ela reluta, como ela não acha possível que um homem seja capaz de olhar para ela e ver beleza, juventude, inocência e amá-la como ela é. Ela se pergunta o porquê. E acho que hoje a gente também passa um pouco por isso. É bem atual do universo feminino.”

Viver na pele um ícone da literatura é um presentão, considera a atriz. Sobretudo por ter sido um papel de um dos grandes nomes do teatro brasileiro, Bibi Ferreira. “Fiz uma pesquisa enorme da Bibi, queria ouvir a voz dela”, revela a atriz, que em seu camarim tem algumas fotos da diva recortadas de uma edição da finada revista Manchete, ainda da época da montagem anterior de “O Homem de La Mancha” (1972) estrelada por Bibi e Paulo Autran.

Ao conversar com a reportagem, que tinha assistido a uma das primeiras exibições do musical, Sara incentiva uma segunda conferida. “O espetáculo sempre amadurece. Ele é orgânico, vivo. Teatro é vivo. Cada dia é um dia, cada sessão é uma sessão, cada público é um público e a troca com o público existe, além da troca entre os atores. Toda semana temos uma reunião para apontamentos em que ele [o diretor cênico associado Floriano Nogueira] fala: ‘Isso está bom, isso está caindo a energia, isso está crescendo demais, segurem a onda…’ Esses temperinhos, a cada semana, vão mudando. É interessante. Como fã de teatro musical, gosto de assistir às minhas peças favoritas na estreia, no meio da temporada e no fim. E normalmente eu sempre observo grandes mudanças.”

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Sara Sarres: Miguel Falabella não quis atuação meramente técnica. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


O imenso sucesso no Teatro do Sesi-SP tem como consequência o aumento do assédio do público, ansioso por cumprimentar o elenco ao final de cada sessão – um simples aperto de mão, abraços, elogios e os onipresentes selfies. “Normalmente, em teatro musical, você fica tão caracterizado que, quando você sai do teatro, não existe muito desse reconhecimento. Mas as pessoas ficam esperando porque já assistiram várias vezes. E a gente fica muito feliz.”

Mas nada se compara à alegria dos atores com a reação de crianças e adolescentes nas sessões escolares – normalmente realizadas às quintas e sextas no horário da tarde. “É engraçado porque ao final do espetáculo eles têm uma explosão de aplausos completamente diferente. A grande maioria está vendo teatro musical pela primeira vez. É uma explosão que arrepia.”

Serviço

“O Homem De La Mancha”

Local: Teatro do Sesi-SP (456 lugares) – Avenida Paulista, 1313 – Bela Vista

Estreia: 13 de setembro
Temporada até 21 de dezembro
Recomendação: 10 anos
Duração: 1h45
Informações: (11) 3146-7405/7406
Entrada gratuita
Ingressos gratuitos reservados online pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi de 15 em 15 dias a partir do dia 25 de agosto.
Apresentações entre dias 1º e 15, publicação na internet dia 25 do mês anterior.
Apresentações entre dias 16 e 31, publicação na internet dia 10 do mesmo mês.
Serão distribuídos 50 ingressos por sessão na bilheteria, no dia do espetáculo, a partir do horário de abertura da bilheteria.
Horário da bilheteria: quarta a sábado, das 13h às 21h; domingo, das 11h às 19h. Quarta a sexta às 21h; sábado às 17h e 21h e domingo às 19h.

Jorge Maya e a coincidência de reviver um mito em ‘O Homem de La Mancha’

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Para construir o seu Sancho Pança, personagem que interpreta no musical “O Homem de La Mancha”, Jorge Maya preferiu não ver outras montagens. “Não gosto de ver para que não me contamine e não enrijeça o que está sendo proposto”, conta.

Sua opção foi elaborar o personagem com os companheiros de palco, com a direção musical e geral e ouvindo o feedback de quem acompanhou os ensaios. “Gosto de estar com a cabeça completamente aberta para pode ir construindo.”

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Jorge Maya (à direita), fiel escudeiro do protagonista Cleto Baccic (Dom Quixote/Miguel de Cervantes). Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Mas ele não nega que Grande Otelo – responsável pelo Sancho da outra montagem brasileira (1972/74) – teve influência em sua carreira.

“Já fiz muitos personagens que o Grande Otelo fez. No espetáculo ‘Teatro Brasileiro 2’, além de vários personagens que o Otelo já tinha feito durante a carreira toda, eu interpretava o próprio Otelo no Cassino da Urca”, lembra Maya.

E então veio o convite para o espetáculo em cartaz no Teatro do Serviço Social da Indústria de São Paulo, o Teatro do Sesi-SP. “São as coincidências que não acho tão coincidências assim. Meu temperamento de ator tem muito a ver com o Otelo mesmo. E assim também presto uma homenagem a esse ator extraordinário.”

O convite veio do diretor do espetáculo, Miguel Falabella. Carioca, Maya viajou para São Paulo, onde fez a audição e “ganhou” o Sancho Pança.

“Tinha acabado de gravar a novela ‘Jóia Rara’ na TV Globo e estava com outras perspectivas. Era uma coisa que jamais imaginaria que fosse acontecer nesse momento. Mas considero esse trabalho um presente”, declara o ator, que já havia trabalhado com Falabella em duas novelas e no espetáculo “Gaiola das Loucas”.

“Confio muito no que ele pode extrair de mim.”

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Jorge Maya: mais um personagem vivido por Grande Otelo. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Fonoaudiólogo, preparador vocal e professor de canto, Jorge Maya é um fã de teatro musical. “É um gênero maravilhoso. Tem tudo a ver com o brasileiro, porque somos um povo extremamente musical. Todas as nossas comemorações, nossas festividades, estão permeadas pela música”, afirma ele, que elogiou a iniciativa do Sesi-SP.

“O teatro musical está crescendo muito e precisando capacitar mais profissionais. Por isso, o grande mérito desse projeto é que ‘O Homem de La Mancha’ não é só uma peça para mostrarmos nosso valor artístico. É um projeto que embarca a formação de novos atores, com a escola profissionalizante, e de novos públicos”, diz.

“É um projeto de grande relevância e uma oportunidade maravilhosa. Estou muito feliz por fazer parte disso.”

Maya também destacou a participação do público para os momentos de emoção do espetáculo. “A gente vê pessoas muito emocionadas, agradecidas por estar aqui. Fico impressionado com a energia que eles passam pra gente.”

“É incrível poder mostrar um espetáculo dessa qualidade para todas as pessoas. Isso é um marco, uma coisa que nunca vivi na minha carreira. Fazer um trabalho com essa equipe, em um padrão altíssimo e de graça é maravilhoso.”

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Momento em que personagem vivido por Cleto Baccic apresenta-se como Miguel de Cervantes, na companhia de seu criado, Sancho. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Para ele, o texto de Cervantes é o que traz a maior emoção para quem assiste. “O teatro tem como tradição ser uma arte transformadora. E esse texto representa isso na sua forma total, porque é muito emocionante e muito oportuno para o que estamos vivendo hoje, um mundo que precisa reavaliar os valores.”

O ator também fala da discussão do conceito de loucura que o espetáculo propõe. Um dos momentos mais emocionantes do espetáculo, para Maya, é a parte final. “No quarto final, fico bem emocionado, porque começam a ser ditas coisas que têm a ver com o que eu penso e me questiono. Do momento em que o Quixote pergunta ao Duque: ‘o que é a loucura?’ até o fim, é muito emblemático para mim.”

“Estamos vivendo uma grande loucura. Sabemos que não podemos mais desequilibrar a natureza, mas as pessoas continuam. A corrupção é um alicerce da nossa cultura. Então, o que é a loucura? O que é ser ‘são’? É sobre isso que o espetáculo fala. Por isso toca tanto o coração das pessoas.”

Na loucura do Quixote, ele tem a companhia fiel de Sancho, que resgata valores importantes como a amizade.

“Ele embarca na mesma viagem do Quixote porque tem o valor da pureza, da amizade, do humanismo. Ele gosta do Quixote sem interesse. As pessoas precisam realmente reaver a vida delas nesse contexto que a gente está vivendo de muita loucura.

Serviço

“O Homem De La Mancha”
Local: Teatro do Sesi-SP (456 lugares) – Avenida Paulista, 1313 – Bela Vista
Temporada até 21 de dezembro
Recomendação: 10 anos
Duração: 1h45
Informações: (11) 3146-7405/7406
Entrada gratuita
Ingressos gratuitos reservados online pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi de 15 em 15 dias a partir do dia 25 de agosto.
Apresentações entre dias 1º e 15, publicação na internet dia 25 do mês anterior.
Apresentações entre dias 16 e 31, publicação na internet dia 10 do mesmo mês.
Serão distribuídos 50 ingressos por sessão na bilheteria, no dia do espetáculo, a partir do horário de abertura da bilheteria.
Horário da bilheteria: quarta a sábado, das 13h às 21h; domingo, das 11h às 19h. Quarta a sexta às 21h; sábado às 17h e 21h e domingo às 19h.

Miguel Falabella faz referência a Bispo do Rosário em ‘Homem de La Mancha

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Falabella: com "Homem de la Mancha", diretor faz seu segundo espetáculo no Teatro do Sesi-SP. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Para montar a versão de “O Homem de La Mancha”, espetáculo que estreia sábado (13/09) no Teatro do Sesi-SP, o diretor Miguel Falabella foi buscar inspiração na história do artista plástico sergipano Arthur Bispo do Rosário (1911-1989).

“Resolvi fazer o ‘Homem de La Mancha’ na Colônia Juliano Moreira, nos anos 1930, com toda a estética do Bispo do Rosário”, explica Falabella ao falar

“Então vai ser toda uma experiência junto com o musical e isso vai ser muito legal”, explica Falabella sobre a nova produção, resultado de uma realização do Serviço Social da Indústria do Estado de São Paulo (Sesi-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Diagnosticado com esquizofrenia logo que chegou à Colônia, onde ficou por mais de 50 anos, Bispo do Rosário entendia ter uma missão: apresentar o mundo a Deus no dia do Juízo Final. Para isso, dedicou-se a produzir bordados, a mumificar objetos e a construir painéis abstratos com objetos do cotidiano. A obra do artista já foi exibida em dezenas de exposições no país, incluindo mostras em Nova York e Londres.

Para Falabella, o que há de melhor em atuar como diretor em teatro musical é justamente a possibilidade de fazer a sua leitura. “Cada tem sua própria viagem. E quando bem feitas, elas chegam ao coração do público”, conta o ator e diretor.

É o que ele faz na montagem que fica em cartaz até 21 de dezembro no Teatro Sesi-SP. Falabella faz referência a Bispo do Rosário para caracterizar o “Governador” – no texto original um preso da Inquisição que comanda os outros presos.

Na versão, ele comanda outros internos da Colônia Juliano Moreira no final dos anos 30, quando um novo paciente é anunciado para internação e apresenta-se como “Miguel de Cervantes”, poeta, ator de teatro e coletor de impostos, que chega acompanhado de seu criado, Sancho.

Ele é abordado pelo então “Governador”, que, com ajuda do grupo, ataca seus pertences e lhe subtraem suas poucas posses. Cervantes, no entanto, fica preocupado apenas com um manuscrito, que é arremessado entre eles.

Para dar a Cervantes a oportunidade de reaver o objeto, o “Governador “instala um julgamento. E para apresentar sua defesa, Cervantes convida os internos a encenar com ele uma peça de teatro.

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Guilherme Sant'Anna vive o Governador, inspirado em Bispo do Rosário. Ao lado, o ator Cleto Baccic encarna Miguel de Cervantes. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


O “Homem de La Mancha” faz parte Projeto do Sesi-SP em Teatro Musical, que, além dos espetáculos como “A Madrinha Embriagada” (também dirigido por Miguel Falabella), abre oficinas  de vivência e curso de formação de atores em Teatro Musical. As oficinas proporcionam acesso à linguagem do teatro musical para os alunos da rede Sesi-SP de ensino, complementando seu desenvolvimento cognitivo e motor. Já o curso, implantado em março de 2014, tem duração de três anos com a finalidade de formar atores para o mercado com aulas de canto, dança e interpretação.


Serviço

“O Homem De La Mancha”
Local: Teatro do Sesi-SP (456 lugares) – Avenida Paulista, 1313 – Bela Vista
Estreia: 13 de setembro
Temporada até 21 de dezembro
Recomendação: 10 anos
Duração: 1h45
Informações: (11) 3146-7405/7406
Entrada gratuita
Ingressos gratuitos reservados online pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi de 15 em 15 dias a partir do dia 25 de agosto.
Apresentações entre dias 1º e 15, publicação na internet dia 25 do mês anterior.
Apresentações entre dias 16 e 31, publicação na internet dia 10 do mesmo mês.
Serão distribuídos 50 ingressos por sessão na bilheteria, no dia do espetáculo, a partir do horário de abertura da bilheteria.
Horário da bilheteria: quarta a sábado, das 13h às 21h; domingo, das 11h às 19h. Quarta a sexta às 21h; sábado às 17h e 21h e domingo às 19h.

‘O Homem De La Mancha’ comemora os 50 anos do Teatro do Sesi-SP

Agência Indusnet Fiesp

O Teatro do Sesi-SP apresenta a partir de 13 de setembro, às 21 horas, o musical O Homem De La Mancha, com versão e direção de Miguel Falabella, texto original de Dale Wasserman, músicas de Mitch Leigh e letras de Joe Darion.O espetáculo é uma produção do Atelier de Cultura e integra a programação especial dos 50 anos do teatro da entidade, um dos marcos culturais da avenida Paulista. Os ingressos são gratuitos.

“Meu Quixote é brasileiro! Assim, a tênue fronteira entre a loucura e o sonho impossível encontra a inspiração ideal na história e na arte de Arthur Bispo do Rosário”, antecipa Falabella sobre sua montagem.

Na sequência de A Madrinha Embriagada (Melhor Musical – Prêmio Aplauso Brasil 2013 e dez indicações ao Prêmio Bibi Ferreira 2014), espetáculo assistido por mais de 150 mil pessoas em temporada de 11 meses, Miguel Falabella oferece uma encenação original e surpreendente, 42 anos após a primeira temporada brasileira de O Homem de La Manchadirigida por Flávio Rangel, em 1972.

Inspiração brasileira

Miguel Falabella inspirou-se em Bispo do Rosário para caracterizar o Governador (no texto original um preso da Inquisição que comanda os outros presos), interpretado por Guilherme Santana (ganhador do prêmio Shell de Melhor Ator em 2012), ambientando a trama de seu O Homem de La Mancha em um manicômio brasileiro do final dos anos 30.

O marinheiro sergipano Bispo do Rosário foi internado na Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro, em 1938, e lá permaneceu por 50 anos, até sua morte, em 1988. Poucos anos antes, algumas pessoas tiveram acesso à sua arte. Autodidata, jamais se considerou um artista plástico. A primeira exposição de sua obra foi organizada por Lígia Clark, em 1989. Bispo tinha uma missão: apresentar a Deus o mundo e suas coisas, no dia do Juízo Final. Produziu bordados de imagens e de escritos, mumificou objetos com linhas azuis descoloridas, construiu inúmeros painéis de seriação de objetos do cotidiano, em composições abstratas.

Sua obra encontra-se intacta, sob a curadoria do Museu de Arte Contemporânea Arthur Bispo do Rosário, na Colônia Juliano Moreira. Dezenas de exposições no Brasil e no mundo já exibiram sua extensa produção, destacando-se o Gugenhein Museum, de Nova Iorque, o Victoria and Albert Museum, em Londres, a Bienalle di Venezia, na Itália e a Bienal de São Paulo. Seu trabalho, frequentemente comparado a Marcel Duchamp e Andy Warhol, é considerado um dos pilares da arte contemporânea brasileira, e seus traços podem ser observados na produção de diversos artistas plásticos da atualidade.

Sinopse do musical

Um manicômio brasileiro no final dos anos 30. Um paciente é anunciado para internação. Apresenta-se como Miguel de Cervantes, poeta, ator de teatro e coletor de impostos. Chega na companhia de seu criado, Sancho.

Ele é abordado pelo Governador, louco que comanda os internos do hospital.  O grupo ataca seus pertences e lhe subtraem suas poucas posses. Cervantes se preocupa apenas com um manuscrito, que é arremessado entre eles.  Para dar a Cervantes a oportunidade de reaver seu manuscrito, o Governador instala um julgamento.

O Duque faz a acusação. Cervantes organiza sua defesa convidando os loucos a encenarem com ele uma peça de teatro.

É a história de D. Alonso Quijana, um velho fazendeiro aposentado, ávido leitor, desgostoso com os maus-tratos dos homens para com seus semelhantes. Melancólico com as injustiças do mundo e tomado pela loucura, imagina ser D. Quixote Senhor de La Mancha, um Cavaleiro Errante, atrás de aventuras que lhe permitam combater o mal, assistir os indefesos e praticar o bem.

Serviço

O Homem De La Mancha
Local: 
Teatro do Sesi-SP (456 lugares) – Avenida Paulista, 1313 – Bela Vista
Estreia: 13 de setembro
Temporada até 21 de dezembro
Recomendação: 10 anos
Duração: 1h45 minutos
Informações: (11) 3146-7405/7406

Entrada gratuita

Ingressos gratuitos reservados online pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi de 15 em 15 dias a partir do dia 25 de agosto.

Apresentações entre dias 1º e 15, publicação na internet dia 25 do mês anterior.
Apresentações entre dias 16 e 31, publicação na internet dia 10 do mesmo mês.

Serão distribuídos 50 ingressos por sessão na bilheteria, no dia do espetáculo, a partir do horário de abertura da bilheteria.

Horário da bilheteria: quarta a sábado, das 13h às 21h; domingo, das 11h às 19h. Quarta a sexta às 21h; sábado às 17h e 21h e domingo às 19h.

‘A Madrinha Embriagada’ tem maior número de indicações ao Prêmio Bibi Ferreira

Agência Indusnet Fiesp 

Na segunda edição do mais importante prêmio do teatro musical brasileiro, o Bibi Ferreira, o espetáculo “A Madrinha Embriagada” recebeu 10 indicações. É o musical que concorre no maior número de categorias.

Cena de “A Madrinha Embriagada”: peças leves e femininas, que lembram lingerie. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Sara Sarres concorre ao prêmio de melhor atriz pela interpretação de Jane Valadão em “A Madrinha Embriagada. Foto: Everton Amaro/Fiesp

“A Madrinha Embriagada” foi indicada aos prêmios de melhor musical, melhor atriz (Sara Sarres), melhor ator (Ivan Parente), melhor atriz coadjuvante (Kiara Sasso), melhor direção (Miguel Falabella), melhor coreografia (Kátia Barros), melhor direção musical (Carlos Bauzys), melhor figurino (Fause Haten), melhor desenho de som (Gabriel D’Angelo) e melhor versão (Miguel Falabella).

Produzido pela Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), “A Madrinha Embriagada” ficou em cartaz por 11 meses, no Teatro do Sesi São Paulo, com a distribuição gratuita de cerca de 150 mil ingressos (saiba mais no infográfico sobre o espetáculo).

As indicações divulgadas são para a escolha do júri. Os indicados a melhor musical – voto popular serão divulgados no dia 15 de agosto. O prêmio será entregue no dia 13 de outubro, em uma cerimônia que terá Chico Buarque como homenageado.

Mais informações no site do Prêmio Bibi Ferreira.

Miguel Falabella: ‘A Madrinha Embriagada’ foi um momento especial para todos nós’

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Em noite de emoção no palco e na plateia, com direito a muitos aplausos em cena aberta, chegou ao final, neste domingo (29/06), a temporada do musical A Madrinha Embriagada no Teatro do Sesi-SP, na capital paulista. O espetáculo, montado com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), estreou em agosto de 2013 e teve 325 apresentações gratuitas, com público de 150 mil pessoas.

A Madrinha Embriagada foi um momento especialíssimo na vida de todos nós”, afirmou o diretor da peça, Miguel Falabella, no palco, ao final da apresentação. “O teatro musical chega com mais facilidade que outros gêneros ao coração das pessoas”.

Falabella: “O teatro musical chega com mais facilidade que outros gêneros ao coração das pessoas”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Falabella: “O teatro musical chega com mais facilidade ao coração das pessoas”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Falabella agradeceu o empenho do elenco, da equipe técnica e do então presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf, pelo apoio para a realização do projeto.

Presente à última sessão da temporada, uma das autoras das músicas e letras do musical, uma adaptação de The Drowsy Chaperone, Lisa Lambert, fez questão de registrar a sua admiração pela montagem brasileira comandada por Falabella. “Essa foi a performance mais emocionante que eu já vi do espetáculo”, afirmou Lisa. “Nunca fui tão tocada pela peça quanto esta noite”.

Para a superintendente do Sesi-SP, Débora Botelho, a expectativa de é que o musical seja “o primeiro de muitos” a ser montado com o apoio da instituição e da Fiesp. “Vocês são todos brilhantes”, elogiou.

Débora: que 'A Madrinha Embriagada seja o primeiro de muitos musicais montados com o apoio da Fiesp e do Sesi-SP. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Débora: que 'A Madrinha Embriagada seja o primeiro de muitos musicais montados com o apoio da Fiesp e do Sesi-SP. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Outro que não conteve a emoção foi o diretor geral de produção e intérprete do personagem Aldolpho, Cleto Bacicc. “Foi muito bom participar de um projeto de cunho social e cultural com essa qualidade e com 150 mil ingressos distribuídos gratuitamente”, disse. “Sem falar que os embriagados nos surpreenderam com todas as suas participações”, afirmou ele numa alusão aos fãs da peça, que lotaram o Teatro do Sesi-SP e cantaram muitas canções, de cor, com os atores.

Um doce para O Homem da Poltrona

Além de palavras de carinho ao elenco e muitos aplausos em cena aberta, até mesmo de pé, em alguns momentos, os fãs do espetáculo surpreenderam os artistas com iniciativas como a entrega de um doce para Ivan Parente, que interpreta o Homem da Poltrona, numa das cenas. O ator devorou o mimo na hora.

Ao final da apresentação, os “embriagados” entregaram presentes a todos os integrantes do elenco, que também receberam flores da produção.

Com o palco lotado por todos os envolvidos na produção, incluindo as mais variadas equipes técnicas, como a de fisioterapeutas, Falabella fechou a noite com um convite: “Em setembro, teremos O Homem de La Mancha aqui no Teatro do Sesi-SP”, contou ele, animado com o seu próximo projeto de teatro musical a ser viabilizado com o apoio da indústria paulista.

Falabella, ao centro, com o elenco e a equipe técnica de 'A Madrinha Embriagada': noite de emoção. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Falabella, ao centro, com o elenco e a equipe técnica de 'A Madrinha Embriagada': emoção. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Fãs de ‘A Madrinha Embriagada’ já sentem saudade e prestigiam final da temporada

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Na noite deste domingo (29/06), a estudante de teatro musical e atendente Priscila Carvalho, de 29 anos, vai ao Teatro do Sesi-SP, na Avenida Paulista, em São Paulo, para ver, pela 80ª vez, seu musical predileto. Fã que é, não poderia ficar de fora da sessão de encerramento da temporada de “A Madrinha Embriagada”, espetáculo montado com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). Assim como Priscila, outros admiradores viram o seu amor pelos palcos crescer depois de conhecer a saga de personagens como O Homem da Poltrona, Jane Valadão, o Sr. Iglesias ou Adolpho, apenas para citar alguns.

“‘A Madrinha’ é um espetáculo especial”, diz Priscila. “Primeiro pela entrada gratuita, uma iniciativa ótima da Fiesp e do Sesi-SP, depois pelo elenco e, em terceiro lugar, pelo fato de ser uma comédia muito divertida, capaz de fazer qualquer um esquecer do mundo lá fora”.

Apta a repetir todas as falas e de cantar todas as músicas da peça, a atendente elege “Surpresa Fatal” como a sua canção predileta.

Priscila ao lado de Cleto Bacicc: “A Madrinha é um espetáculo especial”. Foto: Arquivo Pessoal

Priscila ao lado de Cleto Baccic: “A Madrinha é um espetáculo especial”. Foto: Arquivo Pessoal


Conhecida de todo o elenco, é cumprimentada pelo nome nos bastidores e já tirou fotos “com todos os atores”. Uma empolgação multiplicada entre os amigos. “Já levei mais de dez pessoas para assistirem o musical”, conta.

Embriagados

Prestes a ver “A Madrinha Embriagada” pela 30ª vez, também neste domingo (29/06), a biomédica Graziela Vieira, de 23 anos, é outra admiradora que levou muita gente para o Teatro do Sesi-SP nos últimos 11 meses. Uma missão que ganhou força depois da criação de uma página sobre o espetáculo na rede social Facebook.

“Tivemos mais de 3 mil curtidas na página e, com isso, formei um grupo de 30 pessoas que estão sempre em contato para ir ao teatro e conversar sobre A Madrinha”, diz. Segundo ela, são todos “embriagados” pelo projeto.

Graziela: “Fui embora para casa com os olhos brilhando e o coração apertado quando vi pela primeira vez”. Foto: Arquivo Pessoal

Graziela: “Fui embora para casa com os olhos brilhando e o coração apertado quando vi pela primeira vez”. Foto: Arquivo Pessoal

As razões de tanto amor? “A peça é emocionante e gratuita, oferecendo oportunidade para todas as pessoas que nunca tinham visto um musical antes”, conta. “Fui embora para casa com os olhos brilhando e o coração apertado quando vi pela primeira vez”.

O elenco, formado pela “nata dos atores” do gênero, também é destacado. “São todos maravilhosos, sem falar nos figurinos criados pelo Fause Haten e na direção do Miguel Falabella”.

Para não morrer de saudade com o fim das apresentações, Graziela já faz planos de comparecer, com a mesma assiduidade, às sessões de “O Homem de La Mancha”, o próximo musical a ser montado com o apoio da Fiesp e do Sesi-SP e direção de Miguel Falabella, com estreia prevista para setembro de 2014. “Nem vi ainda e já digo que sou fã”, garante.




Sesi-SP lança curso de atores em show com a ‘nata’ do teatro musical brasileiro

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp 

Mais de 3.000 de pessoas assistiram, na noite desta segunda-feira (24/03), a trechos de montagens como “A Bela e a Fera”, “My Fair Lady”, “A Noviça Rebelde”, “Os Miseráveis”, “O Fantasma da Ópera” e outras. O espetáculo, de mais de duas horas, aconteceu no palco do Teatro do Sesi São Paulo e comemorou o lançamento do primeira turma do curso de formação de atores em teatro musical do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

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Vicioni: "Por meio do projeto educacional Sesi-SP em Teatro Musical, abrimos as portas para a imaginação, a magia, a arte, a música, o canto, o teatro." Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Apresentado pelo ator e diretor Miguel Falabella, o show homenageou o teatro musical com direito a participações de nomes de peso do gênero como Cláudia Raia, Kiara Sasso, Saulo Vasconcelos e Sara Sarres.

Durante o espetáculo, o palco recebeu Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello (Crazy For You), Lílian Menezes e Leo Diniz (Elis – A Musical), Emílio Dantas (Cazuza), Danilo de Moura (Tim Maia), Saulo Vasconcelos (A Bela e a Fera), Sara Sarres (O Fantasma da Ópera), Kiara Sasso (A Noviça Rebelde), Ester Elias e Marcos Tumura (Les Misérables), Amanda Acosta (My Fair Lady), Rachel Ripani, Andrezza Massei e Kiara Sasso (Mamma Mia!), Cleto Baccic (Cats), Bianca Tadini (West Side Story), Claudio Galvan (Império), Paula Capovilla (Evita) e o elenco de “A Madrinha Embriagada”.

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Na plateia do lançamento do curso de teatro musical, da esquerda para a direita, Sara Sarres, Paulo Skaf, Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Segundo o superintendente do Sesi-SP, Walter Vicioni Gonçalves, o evento reflete a valorização da cultura na entidade por meio da educação. “Por meio do projeto educacional Sesi-SP em Teatro Musical, abrimos as portas para a imaginação, a magia, a arte, a música, o canto, o teatro. Abrimos as portas desse mundo para os futuros atores”, afirmou.

As aulas do curso profissionalizante de teatro musical, oferecido no Sesi-SP da Vila Leopoldina, começaram em 10 de março. Ao todo, são duas turmas, pela manhã e à tarde, com 32 alunos cada. O curso tem duração de três anos, com o objetivo de formar atores especializados em teatro musical, com habilidades de canto, dança e interpretação.

“Cada um é testemunha de que o projeto, que hoje é coroado com a apresentação de nossos alunos e que expressa nossos ideais, se realizou. Que essa realização nos dê a certeza de que podemos continuar voando alto na busca de novos sonhos e que juntos possamos tecer os fios que transformam tais sonhos em realidade, uma realidade que estamos vivendo hoje”, completou.

Centenas se emocionam ao ver trechos de musicais da Broadway pela primeira vez

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp 

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Giovanna Benavides, 11 anos, estudante de teatro. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Giovanna Benavides tem 11 anos, estuda teatro, canto e dança. Acompanhada pela mãe, Lídia Fernandes Benavides, 46 anos, ela chegou por volta das 16h nesta segunda-feira (24/03) ao Teatro do Sesi-SP para assistir ao espetáculo de lançamento do curso de formação de atores em Teatro Musical do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). Assistiu a quase tudo em um espaço na sede da Fiesp reservado, com transmissão simultânea por um telão, mas na última apresentação da noite, conseguiu entrar no teatro. Na saída contou, orgulhosa, o quanto valeu a pena ter passado os últimos minutos na plateia.

“Consegui tirar foto com o Miguel Falabella, ver o final. Quase chorei”, contou Giovanna, ainda eufórica. “A Cláudia Raia é incrível, não tem como explicar o que ela é, eu não consigo falar”, acrescentou.

A mãe, Lídia, contou que ela e a filha acompanham o Sesi-SP pelas redes sociais e, quando souberam da distribuição gratuita de ingressos, apressaram-se para conseguir um lugar. “Chegar aqui e não ter conseguido entrar [no teatro] foi um pouco frustrante, mas minha filha conseguiu entrar no final e ter essa experiência. Isso valeu”, disse.

O estudante Igor de Azevedo, 18 anos, contou que valeu a pena matar aula na escola para conhecer ao vivo trechos de musicais que ele sempre quis conhecer.

“Eu acho importante deixar registrado que cabulei as duas últimas aulas do colégio, você pode ver que ainda estou com uniforme da escola. Para estar aqui, valeu a pena. Isso é muito amor pelo teatro”, garantiu. “Foi maravilhoso. Tinha muito musical que eu não consegui assistir”. Ele elegeu como favorito o trecho de “O Fantasma da Ópera”, interpretado por Sara Sarres e Saulo Vasconcelos. “Não deu para segurar a emoção. Chorei mesmo”.

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Igor de Azevedo, 18 anos, e as amigas Isabela Chagas, 17 anos, e Juliana Lucena, 17 anos. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Centenas de pessoas assistiram na noite desta segunda-feira a trechos de montagens como “A Bela e a Fera”, “My Fair Lady”, “A Noviça Rebelde”, “Os Miseráveis”, “O Fantasma da Ópera” e outras. O espetáculo de mais de duas horas fez parte do lançamento do primeira turma do curso de formação de atores em Teatro Musical do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

Apresentado pelo ator e diretor Miguel Falabella, o show homenageou o teatro musical com direito a participações de nomes de peso do gênero como Cláudia Raia, Kiara Sasso, Saulo Vasconcelos e Sara Sarres.

Cultura, Brasil e infância

Para a estudante de artes cênicas Luiza Galavotti, 18 anos, a montagem de vários espetáculos em uma única noite foi “sensacional”.  Ela gostou mais da interpretação de uma das canções de “Império”, comédia musical criada e dirigida por Miguel Falabella, no Rio de Janeiro. Com música valorizando as influências históricas do Brasil, a montagem resgata um período no primeiro reinado, nos anos 1820.

“Os espetáculos da Broadway são legais, mas acho que o Brasil também precisa valorizar a sua cultura”, defendeu a estudante. No Teatro do Sesi-SP, Cláudio Galvan interpretou a canção “Lembranças de Debret”.

Com uma bolsa amarela do musical da Broadway  “O Rei Leão”, Jaqueline de Lima, 18 anos, foi uma das primeiras a deixar o teatro no final do espetáculo. Na opinião da estudante, espetáculos como esse democratizam a cultura para os que não tem como pagar para assistir a uma produção musical.

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As estudantes Jaqueline de Lima, 18 anos, e Luiza Galavotti, 18 anos. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

“Eventos assim motivam o público a gostar de musical. É muito legal misturar tudo e dar oportunidade às pessoas que não têm condições de pagar para assistir algo assim”, disse a estudante de engenharia química.

A estudante de dança Gabriela Rodrigues Martins, 19 anos, chegou de Minas Gerais a São Paulo há três semanas para estudar. Apesar de assistir pela transmissão simultânea no telão ao lado do teatro, ela afirmou que ganhou a noite.

“Na minha cidade não tem esse tipo de cultura. Então já foi mágico estar aqui sabendo que eles estão ao lado fazendo essas apresentações. Pra mim foi ao vivo”, disse. Para ela, o melhor da noite foi o trecho dos musicais “Elis”, interpretado por Laila Garin, e “Crazy For You”, por Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello.

Sesi-SP anuncia nova montagem do musical ‘O Homem de La Mancha’

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

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Miguel Falabella é o diretor da nova montagem do musical 'O Homem de La Mancha', que estreia no dia 03/09, no Teatro do Sesi-SP. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Durante o espetáculo que marcou o início do curso de formação de atores em Teatro Musical do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), na noite de segunda-feira (24/03), no Teatro do Sesi-SP, o presidente da instituição e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, informou que “O Homem de La Mancha”, musical baseado na obra de Miguel de Cervantes e dirigido por Miguel Falabella, é o novo espetáculo a ser lançado pelo Sesi-SP, com estreia no dia 03 de setembro. A peça entrará em cartaz para substituir “A Madrinha Embriagada”, que encerra a temporada em 29/06.

“Haverá uma nova estreia no dia 03/09, um novo musical: ‘O Homem de La Mancha’. Esta será a oportunidade para mais de 200 mil pessoas assistirem a um musical, em uma das 443 apresentações dos 16 meses em cartaz”, afirmou o presidente ao parabenizar a todos pelo espetáculo da noite. “O curso de formação de atores era um sonho e hoje já é uma realidade. A noite de hoje é inesquecível.”

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Depois do sucesso de "A Madrinha Embriagada", presidente da Fiesp e do Sesi-SP anuncia novo musical. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

O presidente das entidades lembrou, também, que o Sesi-SP dá a 150 mil pessoas – até o final da temporada – a oportunidade de assistir a um musical gratuitamente ao longo do último ano. “Muitas dessas pessoas nunca tinham tido a oportunidade de assistir a um musical, que não é barato. E o Sesi-SP proporcionou isso”, disse.

O ator e diretor Miguel Falabella mostrou-se animado com a nova parceria. “É uma honra e alegria, no palco do Teatro do Sesi-SP – onde fui tão feliz com ‘A Madrinha Embriagada’ –, montar ‘O Homem de La Mancha’, que é um dos musicais mais bonitos da história dos musicais norte-americanos. Um clássico com grandes canções que todo mundo conhece e já ouviu”, afirmou.

O “O Homem de La Mancha” (no original, Man of La Mancha) é um musical escrito por Dale Wasserman, com música de Mitch Leigh e letras de Joe Darion, baseado em Don Quixote, obra de Miguel de Cervantes. Na Broadway, o musical foi apresentado pela primeira vez em 1965, teve 2.329 apresentações e ganhou cinco prêmios Tony. A canção “The Impossible Dream” tornou-se um clássico, interpretado por nomes como Frank Sinatra e Elvis Presley.

No Brasil, a adaptação da peça estreou em 1972 no Teatro Municipal de Santo André, contando com a participação dos atores Paulo Autran, Bibi Ferreira e Dante Rui nos papéis de Dom Quixote, Dulcinéia e Sancho Pança, respectivamente. A peça, então, foi dirigida por Flávio Rangel, que traduziu o texto ao lado de Paulo Pontes. Chico Buarque de Holanda e Ruy Guerra fizeram a versão adaptada das canções para o português.

Foto: Miguel Falabella apresenta noite histórica no Teatro do Sesi-SP

Agência Indusnet Fiesp

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Miguel Falabella e Claudia Raia no evento Teatro Musical em Festa. Foto: Talita Camargo/Fiesp


Um público de mais de 460 pessoas acompanha no Teatro do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) na noite desta segunda-feira (24/03) uma aula show comandada pelo ator e diretor Miguel Falabella para apresentar a primeira turma do curso de Formação de Atores em Teatro Musical, no Teatro do Sesi São Paulo, às 20h30.

O evento é uma homenagem ao legado do teatro musical brasileiro, reunindo protagonistas de musicais que marcaram época e de produções em cartaz no Brasil.

No início do espetáculo, números de espetáculos como “Mamma Mia” (Rachel Ripani, Kiara Sasso e Andrezza Massei), “Cats” (Cleto Baccic) e “Les Misérables” (Ester Elias e Marcos Tumura), além da comédia musical “A Madrinha Embriagada”, em cartaz no Sesi-SP.

Acompanhe a transmissão online do evento

Canal do Sesi-SP no YouTube 

Teatro Musical ganha noite de homenagem inédita na Paulista

Agência Indusnet Fiesp 

O Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizam, na segunda-feira (24/03) uma aula show comandada pelo ator e diretor Miguel Falabella para apresentar a primeira turma do curso de Formação de Atores em Teatro Musical, no Teatro do Sesi São Paulo, às 20h30. O evento, uma homenagem ao legado do teatro musical brasileiro, reunirá protagonistas de musicais que marcaram época e de produções em cartaz no Brasil. Os ingressos serão distribuídos por ordem de chegada, a partir das 19h30, na bilheteria do Teatro do Sesi-SP, no dia do evento (24/3).

Durante o show, estarão atuando no mesmo palco Cláudia Raia e Jarbas Homem de Mello (Crazy For You), Laila Garin (Elis A Musical), Emílio Dantas (Cazuza), Danilo de Moura (Tim Maia), Saulo Vasconcelos (A Bela e a Fera), Sara Sarres (O Fantasma da Ópera), Kiara Sasso (A Noviça Rebelde), Paula Capovilla (Evita), Ester Elias e Marcos Tumura (Les Misérables), Amanda Acosta (My Fair Lady), Rachel Ripani, Andrezza Massei (Mamma Mia!), Cleto Baccic (Cats), Bianca Tadini (West Side Story), Cláudio Galvan (Império), Paula Capovilla (Evita) e o elenco de “A Madrinha Embriagada”.

Curso de Formação de Atores em Teatro Musical

Inédito no Brasil, o curso de formação de atores irá beneficiar a indústria brasileira de entretenimento por meio da formação de atores. O objetivo da iniciativa é combinar o desenvolvimento do potencial criativo dos alunos da rede Sesi de ensino, a capacitação profissional de atores e a formação de plateia para espetáculos de teatro musical.

Com o programa, o Sesi-SP alcança sua terceira meta no Projeto Educacional em Teatro Musical, iniciado em meados do ano passado.  Em agosto de 2013, a entidade apresentou o espetáculo gratuito “A Madrinha Embriagada” – já assistido por mais de 100 mil pessoas e em cartaz até junho de 2014 – e, semestralmente, oferece 390 vagas em oficinas de vivência em teatro musical em duas unidades da capital (Vila Leopoldina e A.E. Carvalho) e em Campinas, São Caetano e São José dos Campos.

Ao todo, são duas turmas, pela manhã e à tarde, com 32 alunos cada. O curso tem o objetivo de formar atores especializados em teatro musical, com habilidades de canto, dança e interpretação.

O programa tem como coordenador geral, Cleto Baccic, ao lado dos coordenadores de área (maestro Carlos Bauzys, música; Sara Sarres, canto; Vivian Albuquerque, corporal; Saulo Vasconcelos, interpretação; e Christina Trevisan, coordenadora pedagógica).

Programa do show

Cláudia Raia e Jarbas Homem de Mello – Crazy for you
Emílio Dantas – Cazuza pro dia nascer feliz, o musical
Sara Sarres – 
O Fantasma da Ópera
Saulo Vasconcelos – A Bela e a Fera
Bianca Tadini – West Side Story
Rachel Ripani e Andrezza Massei – Mamma Mia!
Cláudio Galvan – Império
Laila Garin – Elis, A Musical
Danilo de Moura – Tim Maia – Vale Tudo
Kiara Sasso – A Noviça Rebelde
Ester Elias e Marcos Tumura – Les Misérables
Amanda Costa – My Fair Lady
Cleto Baccic – Cats
Paula Capovilla – Evita


Serviço

Aula show com Miguel Falabella e homenagem ao Teatro Musical
Data e horário: 24 de março, segunda-feira, às 20h30
Local: Teatro do Sesi São Paulo e Espaço Fiesp I (Av. Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)
Classificação etária: 10 anos
Duração: aproximadamente 1h50

Entrada gratuita (os ingressos serão distribuídos por ordem de chegada, a partir das 19h30, no dia do evento).

Retrospectiva 2013 – Um ano para ser lembrado

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Foi um ano para não ser esquecido. E que há de ser lembrado com orgulho como um período de muitas conquistas para a indústria paulista. Passos importantes dados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) que você poderá relembrar, por área, nos textos das nossas retrospectivas, na seção Notícias do site.

Estão lá fatos como a vitória que foi a liminar concedida pelo Tribunal da Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), no dia 11 de dezembro, suspendendo o aumento do IPTU na cidade de São Paulo.

E tem mais: o Superior Tribunal de Justiça (STJ) indeferiu, no dia 18 de dezembro, em Brasília (DF), o pedido da Prefeitura de São Paulo para cassar a liminar que suspende o aumento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) no município. Com a decisão, o aumento do IPTU continua suspenso.

Também vale a pena ler de novo sobre a visita de chefes de estado como os presidentes François Hollande, da França, e Dilma Rousseff, do Brasil, à Fiesp, em 13 de dezembro. Na ocasião, o presidente da Fiesp, do Sesi-SP e do Senai-SP, Paulo Skaf, destacou a necessidade de estabelecer melhores relações comerciais entre os países.

“Presidente Hollande, para que possamos dar um passo à frente, é fundamental que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia prospere”, afirmou Skaf na ocasião.

Hora de reindustrializar o Brasil

No balanço de 2013, não pode ser esquecida uma das principais realizações do Departamento de Competitividade (Decomtec) da Fiesp foi colocar na pauta do debate político a importância da reindustrialização para o país.

No mês de agosto, foi realizado o seminário “Reindustrialização do Brasil – Chave para um projeto nacional de desenvolvimento”, um evento assistido por mais de 3 mil pessoas no qual especialistas discutiram propostas de políticas para reindustrializar e dinamizar a economia brasileira.

Ainda na seara do Decomtec, foi novamente divulgado um estudo para avaliar a posição de competitividade do Brasil dentro de um conjunto com 43 países (cerca de 90% do PIB mundial), o Índice de Competitividade das Nações (IC-Fiesp). 

Com resultados divulgados em novembro, o trabalho revelou que o Brasil ocupa, atualmente, a 37ª posição, liderada, nesta ordem, pelos EUA, Suíça e Coréia do Sul. Apesar de melhorar 1,1 ponto em sua nota, continuou no grupo de países com baixa produtividade, atrás do México, Tailândia e Filipinas.

Que 2014 seja melhor para a economia

Na área econômica, de acordo com o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini, “2013 vai ficar no passado como um ano não agradável de ser lembrado”.

Isso porque a atividade industrial de São Paulo, medida pelo INA, deve encerrar o ano com ganho de 2,5%. Embora seja positivo, o crescimento não recupera as perdas registradas em 2012, quando a produção manufatureira paulista, na mesma medida, caiu 4,1%.

Ao longo do ano, o Depecon divulgou 11 índices de atividade industrial de São Paulo.  De janeiro a outubro de 2013, o INA registrou variação positiva de 2,8%.

O comportamento do setor manufatureiro em novembro e dezembro será conhecido no começo de 2014, quando a divulgação dos índices retoma a agenda. Mas Francini alerta que o resultado do ano está fadado a ser “medíocre”.

Educação para o desenvolvimento

As ações da indústria paulista na área de educação só ganharam força nos últimos 365 dias.

“Em 2013, as ações educativas realçaram o incentivo ao estudo da ciência e da tecnologia a partir do ensino fundamental e, posteriormente, no ensino médio”, disse o superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni Gonçalves. “Esse aprendizado foi fortalecido nas oficinas e laboratórios. Assim, vamos ampliar a difusão da ciência, da tecnologia e de conceitos de engenharia e matemática também aos jovens do ensino fundamental”.

Segundo Vicioni Gonçalves, o Sesi-SP e o Senai-SP se empenham e seguirão empenhados na oferta de educação de qualidade, o que também é uma forma de “estimular o desenvolvimento econômico”. “Em 2015, teremos 90 mil alunos na educação fundamental em regime integral no Sesi-SP”, disse.

Investimento em cultura

O ano cultural foi marcado pelo lançamento do Projeto Sesi-SP em Teatro Musical – que inclui o espetáculo ‘A Madrinha Embriagada’, dirigido por Miguel Falabella, diversas exposições e peças teatrais, mostras variadas na Galeria de Arte Digital do Sesi-SP, apresentações musicais e debates.

Abaixo, os links de todas as retrospectivas publicadas no site da Fiesp. Boa leitura!

Ação Regional
Agronegócio
Biotecnologia 
Capital Humano
Competitividade
Construção
Couro, Calçados e Acessórios
Cultura
Defesa
Economia
Educação
Empreendedorismo
Esporte
Infraestrutura
Internacional
Jurídico
Meio Ambiente 
Mineração
Papel, Gráfica e Embalagem
Pequena e Média
Pesca
Petróleo e Gás
Qualidade de Vida
Relações Trabalhistas e Sindicais
Responsabilidade Social
Saúde
Segurança
Têxtil, Confecção e Vestuário


‘A Madrinha Embriagada’: musical em cartaz no Centro Cultural Fiesp é elogiado em crítica da Folha de S. Paulo

Agência Indusnet Fiesp

O jornal Folha de S. Paulo, publicou, nesta quinta-feira (05/12), no caderno Ilustrada, crítica elogiosa ao musical “A Madrinha Embriagada”, em cartaz no Teatro do Sesi-SP, na capital paulista, e financiado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). A peça foi adaptada e dirigida por Miguel Falabella a partir do espetáculo canadense “The Drowsy Chaperone”.

Em seu texto, o crítico Marcio Aquiles destaca o tom de paródia da trama e afirma que “Falabella se sai bem ao transpor a história para São Paulo. Adapta nomes e lugares, brinca com sotaques paulistas e regionaliza o enredo sem fazê-lo perder o charme”.

Os figurinos, assinados pelo estilista Fause Haten, também mereceram elogios: “O belo figurino de Fause Haten tem trajes femininos com silhuetas tubulares e cós baixo, fidedignos ao vestuário do final da década de 1920”.

Cena de “A Madrinha Embriagada”: peças leves e femininas, que lembram lingerie. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Cena de “A Madrinha Embriagada”: peças leves e femininas, típicas dos anos 1920. Foto: Everton Amaro/Fiesp


E isso não foi tudo: o elenco também foi destacado. “Além de técnica vocal, o elenco tem versatilidade. Frederico Reuter canta, dança, sapateia e anda de patins. Cleto Baccic destaca-se com uma interpretação hilária para Aldolpho, conquistador argentino cheio de trejeitos.”

Para ler a crítica completa, só clicar aqui.

“A Madrinha Embriagada” é um musical sobre o amor aos musicais, sendo conduzido pelo “Homem da Poltrona”, o narrador da história. A trama se passa os anos 1920, com todo o charme da época.

Ficou com vontade de ver? Pois saiba que o espetáculo é gratuito. A reserva on-line deve ser feita no site do Sesi-SP pelo link http://www.sesisp.org.br/meu-sesi

Os ingressos para o mês seguinte são sempre disponibilizados a partir do dia 20 do mês anterior. O sistema será utilizado ao longo das 325 apresentações agendadas para a temporada. A última apresentação está programada para 29 de junho de 2014.

Além disso, há sempre 50 ingressos disponíveis para quem quiser retirar na hora. Entradas não retiradas até 15 minutos antes do espetáculo também são liberadas para quem estiver na fila.

Serviço

‘A Madrinha Embriagada’
Dias e Horários: Quartas, quintas e sextas, às 21h. Sábados às 16h e 21h. Domingos às 21h.
Local: Teatro do Sesi-SP – Avenida Paulista 1313, São Paulo.
Telefone: (11) 3146-7405
Reservas pelo site: http://www.sesisp.org.br/meu-sesi
Grátis

Fiesp e Sesi-SP comemoram com elenco 100 apresentações de ‘A Madrinha Embriagada’

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Com bolo cenográfico e cupcakes, o elenco e a equipe técnica do musical “A Madrinha Embriagada” comemoraram na noite desta sexta-feira (08/11) a centésima apresentação do espetáculo – uma iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

O evento, aberto à imprensa, contou com a presença do presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf, e do diretor Miguel Falabella, responsável pela adaptação do texto original de “The Drowsy Chaperone”.

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Elenco, equipe e produção posam no palco para foto oficial da 100ª apresentação de "A Madrinha Embriagada". Ao centro, Stella Miranda, Miguel Falabella, Paulo Skaf, Cleto Baccic e Sara Sarres. Foto: Ayrton/Vignola/Fiesp


Ao falar com a imprensa, Skaf comentou sobre a importância de a indústria proporcionar um espetáculo gratuito. “Sendo gratuito, dá oportunidade de todos assistirem. Cada vez que abre pela internet as reservas, rapidamente enche. Vamos estar durante 11 meses dando oportunidade de assistir um musical. Muitos que assistiram alguma dessas apresentações nunca tinham assistido um musical na vida”, disse Skaf, acrescentando que o projeto do Sesi-SP oferece ainda oficinas para jovens e crianças e vai instituir um curso de formação de atores.

Fallabella também comentou sobre esse aspecto.“Isso é que eu acho o grande barato de ‘A Madrinha Embriagada’. Ser de graça. Ser para todo mundo. Para todo mundo ter a experiência do teatro musical, com orquestra ao vivo, que é muito caro, de modo geral.”

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Bolo cenográfico feito para a comemoração. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

O ator Cleto Baccic, que interpreta Adolpho, disse que a reação do público ao espetáculo vem superando suas expectativas.

“A Madrinha Embriagada” teve sua primeira apresentação no Teatro do Sesi-SP, na Avenida Paulista, no dia 12 de agosto. São oito apresentações por semana – duas para agendamento de escolas. Entre sexta e domingo tem duas sessões.  O espetáculo fica em cartaz até junho de 2014.

Nesse período foram distribuídos 46 mil ingressos gratuitos. Ao todo, o elenco encarou 200 horas de cenas e fez seis mil trocas de figurinos. São 150 profissionais envolvidos em cada sessão e já foram gastos 130 mil lenços de remoção de maquiagem, 15 litros de cola para peruca e 800 metros de tecido.

Popularizar a cultura é ação de responsabilidade social da indústria

 Agência Indusnet Fiesp (com colaboração de Karen Pegorari Silveira)

O silêncio toma conta do anfiteatro e surge no palco o reconhecido ator e diretor Miguel Falabella. É o primeiro dia de apresentação da temporada de “A Madrinha Embriagada”  no Teatro do Sesi-SP, em São Paulo, aberto apenas a um público interno. Falabella abre o coração e conta como surgiu sua paixão pelo teatro.

“Minha avó adorava teatro, mas éramos 15 primos e ela não podia levar todos, claro. Por isso havia uma tradição na família que, no dia do aniversário, o presente era ir ao teatro”, contou. “Com nove anos foi a minha primeira vez e essa experiência me transformou numa outra pessoa”, disse o diretor.

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Paulo Skaf e Miguel Falabella na estreia para convidados de 'A Madrinha Embriagada'. Foto: Julia Moraes/Fiesp


A realização desse projeto prevê um investimento de R$ 12 milhões sem utilização de leis de incentivo e tem o foco principal de democratizar a cultura, levando apresentações gratuitas a toda a população. Na visão de Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), responsável pela iniciativa do musical junto com o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), além da sala de aula e dos laboratórios, a educação está nas atividades culturais, no esporte, no teatro, na dança e assim por diante. “A gente vem estimulando bastante esses projetos que são bons para o Brasil, para as pessoas, para a formação, para a educação, para o entretenimento, para a alegria e para a emoção”, explicou Skaf.

Além das apresentações gratuitas de “A Madrinha Embriagada”, foi lançado paralelamente o Projeto Educacional em Teatro Musical, também do Sesi-SP e da Fiesp, com oficinas de vivências e um curso de formação de atores. O objetivo é profissionalizar artistas e formar público para o teatro musical brasileiro.

Um dos idealizadores desse projeto, o ator e produtor Cleto Baccic, emocionou o público da plateia ao afirmar que o lançamento representa a realização de um sonho. “Sonhar é elevar o intelecto humano e agir pelo bem das pessoas. O sonho que hoje compartilho com vocês é um ato de amor pelo teatro brasileiro e uma ação de responsabilidade social”, disse.

Cena do musical em cartaz no Teatro do Sesi-SP: ação da indústria. Foto: Arquivo Fiesp

Cena do musical em cartaz no Teatro do Sesi-SP: ação da indústria em nome da arte. Foto: Everton Amaro/ Fiesp


O funcionamento do projeto terá três eixos principais: as oficinas de vivência em Teatro Musical, o curso de formação de atores e a montagem do musical “A Madrinha Embriagada”que ficará 11 meses em cartaz com entrada gratuita.

As oficinas de vivência fazem parte de um programa de extensão educacional em que monitores vão utilizar as técnicas do teatro musical em uma nova forma de capacitação dos alunos das escolas mantidas pelo Sesi-SP na capital e no interior do estado. Em 2014, terá início o primeiro curso de formação de atores do teatro musical, iniciativa inédita no país, que formará intérpretes hábeis em cantar, dançar e interpretar.

“A Madrinha Embriagada” terá oito sessões por semana e os ingressos podem ser adquiridos no site www.sesisp.org.br/meu-sesi. Cada pessoa tem direito a dois convites. E, ainda, para aqueles que não possuem acesso à Internet, serão reservados 50 ingressos por sessão, que poderão ser retirados diretamente na bilheteria.

Para saber mais sobre o musical, acesse www.sesisp.org.br/Cultura/a-madrinha-embriagada.htm

Figurinos dão o tom de liberdade e estilo em ‘A Madrinha Embriagada’

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Sejam bem-vindos a um mundo de vestidos soltos, com muito brilho e renda, que vestem mulheres que usam batom escuro nos lábios e enfeites na cabeça. Tudo muito feminino e leve. Entre os homens, ternos bem cortados, ao melhor estilo gângster. Criador dos figurinos de “A Madrinha Embriagada”, o estilista Fause Haten é o responsável pelo desfile para os olhos que são as roupas dos anos 1920 usadas pelo elenco do musical, em cartaz no Teatro do Sesi-SP, na capital paulista, desde agosto, numa iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). Mesmo preferindo a moda que se vê nas ruas hoje, Haten se diz orgulhoso do trabalho, principalmente pela boa parceria com o diretor do espetáculo, Miguel Falabella, e pela oportunidade de trabalhar com uma época que ele nunca tinha destacado em nenhuma coleção.

Cena de “A Madrinha Embriagada”: peças leves e femininas, que lembram lingerie. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Cena de “A Madrinha Embriagada”: peças leves e femininas, que lembram lingeries. Foto: Everton Amaro/Fiesp


“Nunca tinha trabalhado com os anos 1920 antes”, diz. “Mas gosto do estilo principalmente porque ele marca um momento de liberdade da mulher, com vestidos mais soltos e curtos”, explica.

Passada em 1928, a peça destaca o amor pelos musicais no período. E traz todos os elementos típicos das roupas usadas então, como franjas, braços de fora e modelos que muitas vezes lembram lingeries. “Também gosto dos ternos estilo gânster dos homens”, afirma Haten.

Figurinos masculinos criados por Fause Haten que lembram as roupas dos gângsters. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Figurinos masculinos criados por Fause Haten que lembram as roupas dos gângsters. Foto: Everton Amaro/Fiesp


O vestido mágico 

Outro detalhe ligado ao figurino que chama a atenção do público do espetáculo é a hora em que a personagem Jane Valadão, interpretada pela atriz Sara Sarres, tem uma troca de roupas em pleno palco, diante de todos, sem que se perceba como um vestido se transforma em outro. Uma espécie de mágica cujo segredo não se decifra da plateia. E nem é explicado pelo responsável pelo truque, “para não perder a graça”. “Só digo que aquele é um vestido mágico”, brinca o estilista. “O próprio vestido se transforma, se desdobra para virar outra peça”, diz. “Deu trabalho para cortar e ajustar, mas como desenho roupas e sei como elas vão ser construídas, deu certo”.

Vestidos soltos e muitos enfeites de cabelo para marcar os anos 1920 no musical em cartaz no Teatro do Sesi-SP. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Vestidos soltos e muitos enfeites de cabeça para marcar os anos 1920 no musical. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Para Haten, o bom resultado do trabalho está ligado ainda à boa parceria com o diretor de “A Madrinha Embriagada”, Miguel Falabella. “É muito bom trabalhar com o Miguel”, conta. “Temos uma sintonia boa”.

O musical em cartaz no Teatro do Sesi-SP é o segundo trabalho da dupla, já que Haten também assinou os figurinos de “Allo Dolly!”, dirigido por Falabella em 2012. Além disso, Haten cuidou das peças de “O Médico e o Monstro”, em 2010, e de “O Mágico de Oz” e “Romeu e Julieta da Turma da Mônica”, ambos no ano passado.

Haten ajusta peça usada por atriz de "A Madrinha Embriagada": primeira vez no estilo. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Haten ajusta peça usada por atriz do musical: primeira vez no estilo dos anos 1920. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Ingressos gratuitos

Ficou com vontade de ver “A Madrinha Embriagada”? Os ingressos para o espetáculo são disponibilizados de forma inteiramente gratuita e com reserva on-line no site do Sesi-SP pelo link http://www.sesisp.org.br/meu-sesi.

Os ingressos para os próximos meses da temporada serão disponibilizados sempre a partir do dia 20 do mês anterior.

O sistema será utilizado ao longo das 325 apresentações agendadas para a temporada – a última apresentação está programada para  29 de junho de 2014.

A democratização da cultura

A democratização da cultura

Paulo Skaf 

Construir uma sociedade independente, livre e democrática passa pela qualidade da educação que todos recebem desde a infância. É nisso que a indústria acredita. Por isso investe em escolas que têm como prioridade o cidadão. Escolas que unem o ensino à arte, à música, ao teatro, ao esporte e à ciência.

Nós acreditamos que a educação só é completa quando o cidadão tem a oportunidade de conhecer outras expressões de arte, pois elas trazem conhecimento e estimulam as pessoas a fazer diferente, a ousar, a criar.

Quando formamos a orquestra Bachiana Sesi-SP, regida pelo maestro João Carlos Martins,  levamos à população a oportunidade de ver os mais variados concertos de música clássica. Foi um estrondoso sucesso. Só em 2012, a orquestra foi vista por mais de três milhões de pessoas.

Nos teatros e anfiteatros das escolas do Sesi-SP, sempre estimulamos as apresentações de grupos profissionais e amadores que pudessem disseminar cultura e informação entre nossos alunos.

Dentro dessa filosofia, criamos o Projeto Educacional Sesi-SP em Teatro Musical, com o objetivo de oferecer aos alunos oficinas de vivência, capacitar atores para os musicais e também formar plateia para espetáculos deste gênero.

A estreia do musical “A Madrinha Embriagada”, dirigido por Miguel Falabella, no sábado passado, veio coroar esse importante movimento da indústria para oferecer à população o que há de melhor em cultura.

Durante onze meses, mais de 150 mil pessoas poderão assistir gratuitamente a um espetáculo que até agora estava restrito apenas aos que podiam pagar. Estamos mudando este cenário. Agora os musicais estarão ao alcance de todos. Isso é democratizar a cultura! Você é nosso convidado. Acesse o site www.sesisp.org.br/ingressomadrinha e reserve o seu ingresso.

Criadores do musical que deu origem a ‘A Madrinha Embriagada’ elogiam versão brasileira

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Criadores de “The Drowsy Chaperone”, Don McKellar e Lisa Lambert, assistiram, na noite desta quarta-feira (14/08), “A Madrinha Embriagada”, versão brasileira da peça dirigida por Miguel Falabella.

“O espetáculo é muito bem feito e foi adaptado de um jeito tão inteligente para o público brasileiro pelo Miguel [Falabella]”, conta Lisa Lambert, que, ao lado de Greg Morrison, criou as músicas e letras de “The Drowsy Chaperone”.

“E com um elenco e um figurino maravilhosos. É uma honra ver seu trabalho adaptado de um jeito tão competente”, diz. “O espetáculo tem uma cara própria. Os atores criaram coisas originais. Adorei o que vi”, explicou a americana.

Lisa também falou sobre o projeto do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que tornará os espetáculos musicais, geralmente eventos com alto custo para o público, acessíveis, gratuitos.

“Saber que esse musical faz parte de um projeto tão importante e que fará muita gente ter contato pela primeira vez com o gênero musical traz muita responsabilidade”, concluiu.

Dom McKeller, criador do texto original, também assistiu à peça e falou sobre as diferenças entre a versão brasileira e a original. “Muitas piadas que não funcionaram na nossa versão acabaram funcionando nessa”, disse.

Dom (o primeiro à esquerda) e Lisa: boa adaptação das piadas e do humor do musical. Foto: Everton Amaro/Fiesp

McKellar (primeiro à esquerda) e Lisa: versão brasileira da peça tem "cara própria". Foto: Everton Amaro/Fiesp


McKeller conta que ficou bastante animado e surpreso enquanto assistia a peça. “Essa versão é cheia de surpresas e novidades. É tão incrível saber que muitas pessoas verão ‘A Madrinha Embriagada’ e que a peça será a primeira experiência de muita gente com musicais”, concluiu.

“A Madrinha Embriagada” estreia no dia 17 de agosto para o público no Teatro do Sesi-SP. Trata-se de um espetáculo conhecido em todo o mundo e que estreou em 1988, em Toronto, no Canadá, chegando à Broadway em maio de 2006. De lá para cá, além do Canadá e dos Estados Unidos, foram várias montagens em países como a Inglaterra e o Japão.

Passada em 1928, a comédia musical é conduzida pelo “homem da poltrona”. O narrador em questão é um fã de musicais que, numa noite, decide parar para ouvir um de seus discos prediletos, chamado “A Madrinha Embriagada”. Dessa forma, os personagens das canções terminam invadindo a sua casa. E tem início a trama que tem tudo para encantar o público em sua temporada no Teatro do Sesi-SP.

Ingressos

Os ingressos para “A Madrinha Embriagada” são disponibilizados de forma inteiramente gratuita para reserva on-line no site do Sesi-SP pelo linkhttp://www.sesisp.org.br/meu-sesi.

Para as apresentações em agosto, os ingressos já estão esgotados.

Os ingressos para os próximos meses da temporada serão disponibilizados a partir do dia 20 do mês anterior.

O sistema será utilizado ao longo das 325 apresentações agendadas para a temporada – a última apresentação está programada para  29 de junho de 2014.

Fiesp e Sesi-SP recebem convidados para pré-estreia de ‘A Madrinha Embriagada’

Ariett Gouveia e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) receberam na noite de quarta-feira (14/08), no Centro Cultural Fiesp, centenas de profissionais do teatro, da TV e das artes, entre outros convidados, para a pré-estreia da comédia musical  “A Madrinha Embriagada”. A estreia para o público está marcada para sábado (17/08), com ingressos (gratuitos) já esgotados.

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Paulo Skaf e Miguel Falabella na estreia para convidados de 'A Madrinha Embriagada'. Foto: Julia Moraes/Fiesp

O presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf, esteve presente no evento e falou sobre a importância do projeto para a indústria do teatro. “O Sesi-SP abraçou a ideia do projeto em teatro musical porque há muito a ser feito nessa área no Brasil. Além da peça ‘A Madrinha Embriagada’, o projeto engloba um trabalho completo, com a formação de atores em musical e oficinas nas escolas”, explicou.

O evento contou com a participação do diretor do espetáculo, Miguel Falabella, responsável pela adaptação da peça original “The Drowsy Chaperone”, e de dois dos quatro autores do espetáculo – Don McKellar (que assina o texto ao lado de Bob Martin) e Lisa Lambert (autora das músicas ao lado de Greg Morrison). Ambos vieram ao Brasil especialmente para a pré-estreia.

“O teatro musical é muito bonito, une dança, interpretação e canto. Mas é caro, no mundo inteiro, e não são todos que têm acesso a um espetáculo como esse. O diferencial é que, durante 45 semanas, todas as pessoas vão ter acesso a essa peça porque a indústria está oferecendo ao povo de São Paulo”, afirmou o presidente.

Elogios dos convidados também não faltaram, ao espetáculo, ao elenco e à iniciativa do Sesi-SP. Confira abaixo.

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Oscar Magrini, ator. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Oscar Magrini, ator

“É um ‘presentaço’ do Sesi-SP! A cultura do Brasil é televisiva; depois, ir ao cinema e, se sobrar um tempo, dinheiro e vontade, aí ir ao teatro. Então, esse projeto do Sesi-SP é convidativo para quem não tem oportunidade de ir ao teatro porque é caro. E essa peça maravilhosa, tudo o que o Miguel [Falabella] faz, é fantástico. Adorei muito. São quase duas horas de pura diversão!”

Fause Haten, estilista e figurinista da peça ‘A Madrinha Embriagada’

“Ver o trabalho pronto, no palco, é muito gostoso. Para mim, que venho da moda e estou acostumado a fazer desfiles tão rápidos, é muito prazeroso ver uma obra que vai ficar quase um ano em cartaz. Além disso, trabalhar com o Miguel [Falabella] é incrível e esse elenco é muito especial. Estou muito feliz.”

Fernanda Chamma, coreógrafa

“Faltava isso não só para o Brasil, mas para o mundo, porque a gente não vê uma iniciativa desse porte em nenhum lugar. Algo que já começa com uma qualidade incrível como essa é um estímulo, um incentivo e, para nós, profissionais da área, é um presente. Quanto mais se estimula o gênero, mais plateia, mais espetáculos, mais espaços, mais elenco. Só temos que agradecer e torcer para que tudo continue correndo bem. Hoje, os internacionais têm vindo para o Brasil e nos elogiam e copiam ações e projetos. Esse projeto de Teatro Musical do Sesi-SP é para o mundo. É uma nova fase do teatro musical brasileiro. Estou orgulhosa do projeto, de ser brasileira, de a gente ter conseguido chegar onde a gente chegou.”

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Amilcare Dalevo, presidente da Rede TV. Foto: Julia Moares/Fiesp

Amilcare Dallevo, presidente da Rede TV

“É extremamente importante essa iniciativa do Paulo Skaf porque o teatro musical é muito incipiente no Brasil ainda. Hoje, não estamos aqui só para assistir uma peça, mas começar um conceito novo, de treinamento e desenvolvimento de atores e autores. É um momento muito importante para o teatro brasileiro.”


Nando Prado, ator de musicais

“O projeto do Sesi-SP é um marco. Aprendemos muitas coisas com as grandes produções de fora, mas temos uma criatividade diferente. É uma grande vitória e dá muito orgulho ver que podemos mostrar a qualidade do trabalho que a gente tem, mas que estava restrita a um público muito pequeno e de condição financeira privilegiada. Parabéns à produção, à Fiesp, ao Sesi-SP e a todo o elenco por essa conquista.”

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José Possi Neto, diretor de teatro. Foto: Julia Moraes/Fiesp

José Possi Neto, diretor de teatro

“A peça é deliciosa, muito engraçada. Ela traz um estilo dos anos 20, de interpretação, de impostação. E, acima de tudo, é uma peça instrutiva e formadora de público. Acho fantástica a iniciativa do Sesi-SP de criar uma escola de musical, para formar atores. O mercado brasileiro se abriu para isso e o país é o terceiro mercado de musical no mundo, passou a Austrália e a Alemanha. Era algo que nós não tínhamos como segmento, mas veio crescendo nos últimos 15 anos. O Sesi-SP teve a sensibilidade para criar um espetáculo assim, que instrui o público para gostar de musical, e ter essa escola, que vai criar elenco para nós, que produzimos e dirigimos.”

Jacqueline Dalabona, atriz e apresentadora de TV

“A peça é maravilhosa! Leve, pra cima e com um toque de realidade, que vem por meio do narrador. A maneira que a gente tem de extravasar as frustrações da vida, como acontece com ele na peça, é pela arte, participando da vida dos personagens. O figurino está lindo, a luz está incrível e a adaptação do Miguel [Falabella] é sensacional. O projeto me chama muita atenção pelo cuidado com a educação voltada para a área do teatro. Para se formar, os atores procuravam os complementos para poder cantar ou dançar em estradas paralelas. Poder centralizar isso em um lugar, com a credibilidade do Sesi-SP e da Fiesp e sob a batuta do Paulo Skaf, não tem como esse projeto não dar certo.”


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Suzana Pires, atriz. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Suzana Pires, atriz

“Assisto tudo que o Miguel Falabella faz, sou apaixonada pelo trabalho dele, pela pessoa que ele é e pelo que pensa de teatro. A versão dele para ‘A Madrinha Embriagada’ é incrível, com a figura do narrador, que faz observações que fazem parte de cada um de nós. Esse é o grande mérito do Miguel: ele olha para o público e por isso consegue nos encantar. É um elenco bárbaro, uma produção muito caprichada. Estamos no nível da Broadway. A iniciativa do projeto é a cara do Sesi-SP, que já dá um apoio fundamental ao teatro há algum tempo. Já temos grandes talentos na área do musical e agora é o momento de expandir. Parabéns ao Sesi-SP!”

Ingressos

Os ingressos para “A Madrinha Embriagada” são disponibilizados de forma inteiramente gratuita para reserva on-line no site do Sesi-SP pelo link http://www.sesisp.org.br/meu-sesi.

Para as apresentações em agosto, os ingressos já estão esgotados.

Os ingressos para os próximos meses da temporada serão disponibilizados a partir do dia 20 do mês anterior.

O sistema será utilizado ao longo das 325 apresentações agendadas para a temporada – a última apresentação está programada para  29 de junho de 2014.