Atitude, além do conhecimento, será o grande enfoque do Congresso da MPI, segundo Milton Bogus

Dulce Moraes e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539695151

Milton Bogus, diretor-titular do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi) da Fiesp

Dificuldades para abrir empresas, burocracia para pagamento de tributos, concorrência desleal de produtos importados e dificuldades de acesso a linhas de crédito são alguns dos conhecidos entraves que afetam o dia a dia de micro e pequenos empresários.

Apesar das dificuldades, é preciso que os empresários tenham ter novo olhar sobre as oportunidades que estão disponíveis, afirma Milton Bogus,  diretor do Departamento de Micro e Pequena Indústria (Dempi) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). “E principalmente, nos preparar cada vez mais para as novas que surgirão”, diz ele.

Em entrevista ao portal da Fiesp,  Milton Bogus relembra a importância desse segmento de empresas para economia brasileira, que tem sido o maior gerador de empregos no país. E o titular do Dempi, também destaca as novidades que serão tratadas no VIII Congresso da MPI “Novas atitudes, novos negócios”, que será realizado no próximo dia 10 de outubro, no hotel Renaissance, em São Paulo.

Leia, a seguir, a entrevista na íntegra:

Com o tema “Novas atitudes, novos negócios”, o Congresso da MPI deste ano está focado no que as empresas podem fazer internamente para alavancar os seus negócios. O senhor acredita, então, que deve existir uma nova visão para que os empresários consigam alcançar as mudanças de mercado e de tecnologias?

Milton Bogus – Sem dúvida. Os mercados estão muito mais dispersos pelo Brasil, tanto em relação à localização regional de seus clientes quanto ao perfil dos novos clientes. Por este motivo, devemos ter um novo olhar sobre as oportunidades que estão disponíveis e, principalmente, nos preparar cada vez mais para as novas que surgirão.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, comentou que o desejo de empreender, inovar e produzir é muito grande no Brasil, mas para que esses sonhos se tornem realidade é preciso simplificar e desburocratizar. Na sua avaliação, quais são os principais entraves burocráticos que atrapalham as MPIs?

Milton Bogus – Há dificuldade no ato da abertura da empresa, pois o empreendedor tem que buscar inscrições no âmbito federal, estadual e municipal. Isto é surreal. O CNPJ [Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica] deveria ser o suficiente para comprovar e registrar a abertura da empresa.

Outra burocracia é o atendimento das obrigações acessórias que tomam muito tempo da atenção do empresário, que deveria focar sua atenção e tempo no desenvolvimento de novos produtos e novos mercados.

Além da burocracia, quais são principais problemas externos, da porta para fora, que afetam as MPIs?

Milton Bogus – Da porta para fora, destaco a concorrência desleal com os produtos importados. Além das dificuldades de acesso ao crédito pelas micro, pequenas e médias empresas, por vários motivos. Entendemos que a revisão da Substituição Tributária é urgente para as Micro e Pequenas Empresas (MPEs), enquadradas ou não no Simples, pois na prática, esta forma de arrecadação elimina os benefícios da Lei Geral.

Além disto, é fundamental a ampliação do Supersimples para todas as empresas de pequeno porte, sem distinção de categoria, e a implementação da correção automática anual do limite de faturamento e o estabelecimento de faixas progressivas de pagamento de tributos, de forma que elas não sejam punidas pelo crescimento, além da desoneração da Folha de Pagamento para as empresas optantes do lucro presumido, que estejam nas atividades previstas no enquadramento do Supersimples.

E “da porta para dentro”, em que áreas as empresas precisam avançar?

Milton Bogus – Quanto aos gargalos internos, destaco a necessidade da evolução dos sistemas de gestão dentro das MPMIs, que estão sendo obrigadas a implantar, principalmente para atender ao fisco e demais agentes públicos.

Para uma busca inteligente de crédito, o empresário deve se estruturar para ter todos os documentos atualizados e seus projetos, o que o ajudará a identificar suas reais necessidades de crédito e assim saber o “que” e “como” demandar aos agentes financeiros.

E, por último, mas não menos importante, há necessidade de buscar a inovação constantemente, pois quem não inova, morre!

Pesquisa recente do Sebrae apontou um aumento substancial de pequenas empresas no Brasil. Os pequenos negócios, segundo o estudo, foram os responsáveis por praticamente todos os postos de trabalho criados no mês de agosto. Na sua avaliação, o que está estimulando esse movimento?

Milton Bogus – Com certeza é a própria situação econômica do país. A pesquisa elaborada pelo Renato Meirelles, que será um dos palestrantes do VIII Congresso da MPI, aponta que o brasileiro está ávido por aproveitar as oportunidades para abrir sua própria empresa, atendendo as novas demandas da população brasileira, que hoje está participando ativamente do mercado de consumo. O Meirelles irá apresentar essa pesquisa atualizando os dados deste estudo a que me referi.

O que fica claro é que esses novos empresários, ao abrirem seus negócios, geram emprego e renda a si próprios como micro empreendedor individual, às suas famílias e a comunidade onde empresa está inserida.

Além de ter sucesso em seus negócios, os empreendedores anseiam pela longevidade de suas empresas. Nesse sentido, quais itens (entre os que serão tratados do Congresso da MPI) o senhor acredita que mais contribuirão para informar e inspirar os empresários e empreendedores participantes do Congresso?

Milton Bogus – Com certeza, todos os temas que serão debatidos nos painéis do Congresso serão de extrema importância no desenvolvimento da gestão. Só que apenas conhecimento não é nada sem atitude. Por este motivo estamos focando no Congresso o mote “Atitude”.

Alguns temas que serão abordados no Congresso da MPI – como “foco na pesquisa de clientes”, “inovação” e “mídias digitais” – são percebidos pelo empresário como custo, e não como investimento? Como quebrar esse paradigma?

Milton Bogus – É simples, como tudo para as MPEs deve ser. No VIII Congresso da MPI “Novas atitudes, novos negócios” iremos apresentar o caminho das pedras, as ferramentas gratuitas ou com custos baixos que estão disponíveis para as empresas e que, por desconhecimento, não estão sendo utilizadas pelos empresários.

Inovação tecnológica é outro item que algumas empresas veem como fator de alto custo. Durante o Congresso haverá espaço para mostrar os serviços e parcerias disponibilizados por universidades e pelo Senai-SP. O senhor poderia descrever um pouco essas novidades?

Milton Bogus – No  Congresso  serão apresentados os serviços disponíveis às MPEs, bem como todos os subsídios que reduzem em até 2/3 – ou mais – os custos deste investimento em inovação, por meio do Sebraetec, por exemplo.

O interessante é que, para demonstrar a aplicabilidade das inovações, teremos também uma exposição dos serviços, laboratórios e uma maquete do laboratório móvel de nanotecnologia do Senai-SP. No Congresso,  haverá espaço para universidades oferecerem serviços e atendimento personalizado aos participantes.

Será um importante para todos que querem empreender ou alavancar a competitividade de seus negócios.  O objetivo é aproximar e simplificar os acessos. Além disso, ao participar do painel de inovação, os participantes conhecerão as linhas de financiamento com subsídios específicos para os projetos e programas de inovação.

O Congresso da MPI está chegando a sua 8ª edição. Ao longo desses anos, quais as principais conquistas alcançadas em relação às reinvindicações do setor? E quais os principais desafios que as MPIs ainda precisam vencer?

Milton Bogus – A Fiesp –  e o próprio presidente Paulo Skaf – dá atenção especial às micro, pequenas e médias industrias. Por meio do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi), a entidade busca constantemente gerar melhorias no ambiente das empresas deste porte, como por exemplo pelas novas legislações criadas neste período, como o próprio Simples, que incorporou várias de nossas sugestões. Mas ainda falta eliminar muitos gargalos que impactam a isonomia competitiva das MPEs.

Tivemos conquistas nas melhorias de acesso ao crédito, identificadas por meio do nosso programa Sala de crédito, como ampliação dos valores e a inclusão de novos setores no Cartão BNDES, aumento nos valores do ExportaFácil, a criação dos “Fundos de Aval e Garantidores para os Bancos e para o BNDES”, além de melhorias em procedimentos que identificamos junto aos bancos participantes deste programa.

Outro gerador de resultados foi a nossa aproximação com 25 universidades, visando levar conhecimento e inovação às MPES, bem como expor suas demandas no intuito de gerar pesquisa aplicada por parte de doutores e pesquisadores.

Enfim, a abrangência e profundidade dos temas deste  Congresso da MPI mostra que estamos no caminho certo de valorização das pequenas e médias indústrias do país.

Fiesp reúne instituições financeiras para atendimento exclusivo às micro e pequenas empresas

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Com a participação de quatro bancos e duas instituições de fomento, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizou nesta quarta-feira (22/05) mais uma “Sala de Crédito”, evento bimestral tem a finalidade de facilitar o acesso ao crédito às micro e pequenas empresas.

Durante todo o dia, profissionais especializados da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Santander, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Agência Desenvolvimento Paulista (Desenvolve SP) passaram informações sobre financiamentos a longo prazo, renegociação de débitos, opções para capital de giro, projetos de pesquisa, desenvolvimento e sustentabilidade, entre outros atendimentos.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539695151

Sala de crédito realizou cerca de 100 atendimentos nesta quarta-feira

No total, aproximadamente 100 atendimentos foram realizados. A iniciativa é resultado de uma parceria da Fiesp, por meio de seu Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi), com as instituições financeiras.

Para o empresário da área de bens de capital, André Passoni, a experiência foi proveitosa. “Agendei cinco entrevistas, para sentir as possibilidades de negócio. Aproveitei para marcar também com a Desenvolve-SP, que eu tinha interesse de conhecer melhor o trabalho. É uma boa oportunidade de ter todas essas instituições à disposição no mesmo lugar”, afirmou.

Rosangela Uliana Claudio, do setor de fabricação de portas e janelas, também saiu satisfeita depois de passar pelo atendimento de todas as instituições.  A empresária veio do município de Tietê, no interior de São Paulo, para participar da “Sala de Crédito”.

“Nosso objetivo é buscar crédito para capital de giro e reestruturar a empresa e essa oportunidade que a Fiesp está dando é muito positiva. É diferente do atendimento que recebemos de um gerente de banco comum. Os profissionais que estão aqui estão focando em buscar soluções para as pequenas empresas.”

“Sempre fui apaixonada pelas micro e pequenas empresas”, diz Luiza Trajano

Rosângela Bezerra, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539695151

Luiza Trajano, presidente do Magazine Luiza, encerrou o VI Congresso da Micro e Pequena Indústria da Fiesp

“Na Europa é assim: PPP – Pense Primeiro nas Pequenas, porque no mundo elas são responsáveis pela geração de empregos. Eu sempre fui muito apaixonada pelas pequenas e micro empresas”, disse a empresária Luiza Helena Trajano, durante a palestra de encerramento do VI Congresso da Micro e Pequena Indústria, promovido nesta terça-feira (18) pela Fiesp.

A presidente do Magazine Luiza lembrou que o consumidor adora comprar e que as indústrias têm investido muito para entender como ele se comporta. E ressaltou a importância de as empresas conhecerem a cultura regional brasileira para saber quais são as preferências de cada população, bem como o perfil desses consumidores, a fim de priorizar o atendimento ao cliente.

“Tenho uma linha direta com o cliente. Sou ligada no consumidor 24 horas por dia, pois é ele quem paga as minhas contas. Telefono para o meu cliente e peço desculpas pelas falhas ocorridas”, afirmou a empresária que também integra o Conselho Superior Estratégico da Fiesp, o que, segundo ela, tem contribuído bastante para aprimorar seu perfil. “Antes eu era muito focada no varejo. Neste Conselho, convivo com pessoas de outras áreas e isso me ajuda a entender melhor como a indústria funciona.”

Luiza Trajano aconselhou os empresários das micro e pequenas empresas a estarem atentos para aprender com seus colaboradores, e ressaltou a importância da capacidade de inspirar as pessoas a desempenharem suas funções cada vez melhor.

Ao avaliar o cenário econômico internacional, a empresária observou que o País está mais bem preparado para enfrentar a atual crise mundial do que em 2008. “Hoje toda crise global respinga aqui, mas muito menos no Brasil do que em outros países. O País tem reservas. Nós temos consumo interno”, finalizou.

Fiesp apoia medidas que beneficiam micro e pequenas empresas

Nota oficial

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) vê como muito positivo o conjunto de medidas anunciado pelo Governo Federal para as micro e pequenas empresas.

Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, o aumento do teto para enquadramento de empresas no Simples, de R$ 2,4 milhões de faturamento para R$ 3,6 milhões, e o parcelamento da dívida tributária em 60 meses são essenciais para manter essas PMEs na legalidade sem perda de competitividade.

“O assunto foi amplamente discutido entre o Governo Federal e a Fiesp. Tivemos a iniciativa de propor alguns dos principais pontos que agora estão contemplados no texto enviado ao Congresso”, afirmou. “Não se pode esquecer que as micro e pequenas são importantes geradores de emprego e renda.”

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)

Sebrae anuncia os ganhadores do Prêmio MPE Brasil

Agência Indusnet Fiesp

No dia 18 de novembro, durante a Feira do Empreendedor, aconteceu a final paulista do Prêmio MPE Brasil de Competitividade, promovido pelo Sebrae-SP. Das 17 empresas finalistas, oito venceram nas categorias serviços, indústria, agronegócios, serviços de TI, comércio e responsabilidade social.

Cada ganhadora recebeu um troféu e também o selo de vencedor para ser utilizado durante um ano em material promocional, além da oportunidade de concorrer à etapa nacional com todas as despesas pagas.

Realizado desde 2006, o Prêmio MPE Brasil é um reconhecimento às iniciativas, ações e atividades das micro e pequenas empresas paulistas. Tem como objetivo perceber a aplicação de tecnologia e método de gestão de cada uma delas, bem como os resultados em ganhos, produtividade, rentabilidade e competitividade, além de melhorar a vida das comunidades em que atuam. A Fiesp apoia o evento desde sua primeira edição.

De acordo com os organizadores, este ano o número de indústrias concorrentes ao prêmio superou a marca do ano passado, chegando a 464 empresas inscritas (248% mais do que na edição anterior) e 76 candidatas.

O diretor-superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, relatou sua satisfação com esse crescimento: “É um orgulho e uma honra ver eles se superarem, porque desta forma também nos superamos. Inovar é um pré-requisito necessário para o mercado que exige cada vez mais”.

Além de Ricardo Tortorella, a cerimônia de premiação contou com a presença de Paulo Arruda, diretor técnico do Sebrae; Juliana Iten, da Fundação Nacional da Qualidade; Manuel Canosa, diretor do Departamento de Competitividade da Fiesp; Vladimir Batista, da Gerdau; e José Luis Abasolo, do Ipec; entre outras personalidades.

Saiba mais sobre o prêmio no site: http://www.mbc.org.br/mpe/sp/.

Veja aqui a lista dos vencedores.

Meta de 10% da PDP será superada com participação expressiva das micro e pequenas

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

As micro e pequenas empresas estão nas macrometas da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), ressaltou nesta terça-feira (2) o secretário nacional de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Edson Lupatini Júnior, no painel “Dinamização das MPEs”, em Seminário da Fiesp sobre as metas da PDP.

Entusiasmado, o secretário afirmou que a meta prevista, de 10%, poderá ser superada devido à participação das micro e pequenas exportadoras. “Vamos colocar o comércio exterior de serviços na pauta do dia”, confirmou. Para Lupatini, nessa meta não estão incluídas as prestadoras de serviço, cuja previsão é de exportações em torno de US$ 40 bilhões.

Outra notícia dada pelo secretário é que, no início de janeiro, há previsão de implantação da segunda geração do “empreendedor individual”. O interessado preencherá, no computador, uma tela com, no máximo, 15 informações.

O processo será extremamente simplificado e impessoal, sem a necessidade de remessa de documentos. A previsão é ter um milhão de inscritos até julho de 2010.

É possível exportar mais.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Merheg Cachum, revelou que o consumo per capita de plástico no Brasil (27,7 kg/hab, em 2008) é pequeno em relação a outros países. Ele reforçou que há espaço para o crescimento do setor.

Milton Cardoso dos Santos Filho, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), frisou que apesar de o calçado ser um item importante na pauta, este ano houve queda de um terço das exportações, em função da crise. E alertou: “É preciso diversificar os mercados para enfrentar problemas de competitividade devido aos calçados vindos da China”.

A mediação do debate ficou a cargo de Milton Bogus, diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi).

Perfil

Segundo dados de 2005, 99% das empresas formais em operação no Brasil estão na categoria de micro e pequenas empresas. Elas respondem por mais de 50% dos empregos formais e quase 50% delas são exportadoras (11.120), tendo movimentado, no ano passado, mais de US$ 7 milhões. Há participação expressiva das áreas de comércio, serviços, construção e indústria, entre outros. As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Governo quer ampliar contratações públicas das micro e pequenas indústrias

Com apenas 12,7% de participação na contratação de serviços pelos governos federal e estaduais, as pequenas empresas vão contar com nova medida que visa ampliar sua cota nas compras estatais.

O anúncio será feito pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), durante o


4º Congresso das Micro e Pequenas Empresas


, que a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) promovem no Hotel Renaissance, na próxima terça-feira (20), em São Paulo.

De acordo com o secretário de Comércio e Serviços do MDIC, Edson Lupatini, um novo projeto pretende expandir o alcance da Lei Geral das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, que reserva exclusividade para empreendimentos de pequeno porte em contratações públicas de bens, serviços e obras de até R$ 80 mil.

“A participação de pequenas empresas nas compras governamentais é muito pequena para um país em que 98% dos empreendimentos são deste tipo”, afirma Lupatini.

O secretário indica que a porcentagem de contratação está abaixo do esperado porque a Lei Geral foi regulamentada por somente 13% dos municípios brasileiros. O próximo passo do governo federal será levantar as principais deficiências das regiões do País que impedem a implantação da medida.

“Conhecendo as necessidades de cada região, poderemos instaurar políticas que aumentem o crédito e o financiamento para o segmento”, ressaltou Lupatini.


Serviço

4º Congresso das Micro e Pequenas Indústrias


Data: 20 de outubro, das 9h às 19h

Local: Hotel Renaissance (Alameda Santos, 2233, Jardins, São Paulo)

Informações: tel. (11) 3549-4499 ou e-mail: 


relacionamento@fiesp.org.br

Leilões de dólares favorecem pequenas empresas, afirma presidente do BC

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539695151

Henrique Meirelles

O governo brasileiro decidiu aumentar o raio de alcance das medidas destinadas ao financiamento das exportações. A previsão é leiloar U$ 20 bilhões “sem direcionamento” para irrigar a base do sistema financeiro nacional, por meio de bancos menores, conforme revelou nesta segunda-feira (13) o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

“Aumentamos a abrangência dos recursos direcionados para o comércio exterior. Isso permitiu que fosse feita a captação de recursos no Brasil para emprestar a qualquer empresa com demanda por crédito”, declarou Meirelles, durante a abertura do Fórum do Impacto da Crise na Micro, Pequena e Média Indústria, realizado na sede da Fiesp e do Ciesp.

Já foi repassado US$ 1,3 bilhão para bancos de pequeno e médio portes, segmento responsável pela maior parte dos financiamentos concedidos às micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

De acordo com Meirelles, as medidas visam ao restabelecimento do crédito. “Há um plano do governo e uma ação forte dos bancos públicos para garantir leilões de dólares a bancos pequenos e oferta [de crédito] crescente”, revelou.

Competitividade

O presidente do BC anunciou que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) passa por reformulações para facilitar a captação de recursos por bancos de menor porte. Entre as mudanças:

  • Ampliação da garantia para depósitos a prazo para até R$ 20 milhões, estando todos os depósitos do sistema (não somente ‘a prazo’) de até R$ 60 mil assegurados;
  • Aumento do prazo de devolução para até 60 meses pelos bancos;
  • Valor máximo de R$ 5 milhões por instituição financeira.Segundo Henrique Meirelles, as medidas estão permitindo a captação de recursos que são repassados às MPMEs. “A ideia é irrigar a base do sistema com os leilões de dólares sem direcionamento e fazer com que o crédito seja restabelecido no País muito antes do que no exterior”, garantiu.SelicMeirelles reconheceu que a autoridade monetária é moderada ao promover cortes na Selic. “Não há dúvida de que o Brasil tem uma taxa básica muito alta, mas que vem caindo nos últimos anos”, considerou. “Uma economia que cresce 9,3% [na demanda interna] não é uma economia que tem um Banco Central conservador.”

    De acordo com o presidente do BC, o Comitê de Política Monetária (Copom) tem como perspectiva reduzir os juros no longo prazo para não desestabilizar a economia. “É importante garantir o crescimento sustentado, com juros reais e taxas nominais mais baixas no futuro, sem que isso possa desequilibrar a inflação”, sinalizou.