Martha Gabriel fecha seminário MPI enfatizando importância da tecnologia

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Martha Gabriel, autora do livro Marketing na Era Digital, fez nesta terça-feira (13/10) a palestra de encerramento do II Seminário da Micro e Pequena Indústria (MPI) – Prosperando na crise. Falando sobre o tema “Tendências de Negócios para Micro e Pequenas Indústrias”, fez uma densa introdução, em que frisou a importância da tecnologia, ressalvando que é preciso saber o que fazer com ela. “Muitas empresas compram a tecnologia e não sabem usá-la” – e ficam frustradas pela falta de resultados. “Sem acompanhar a mudança”, explicou, há o risco de oferecer uma solução velha para uma situação nova.

O mundo cada vez mais complexo, continuou Martha, faz com que seja necessária a colaboração na hora de implantar algo na empresa. Também é preciso aumentar a sofisticação de quem atua.

Tecnologia, disse Martha, provoca desintermediação, eliminando empresas do meio. Exemplo é a 99Táxi, que faz via tecnologia a conexão direta do usuário com o prestador de serviços.

Citou estudo que mostra que a disrupção digital vai matar 40% das empresas do mundo. E outro, segundo o qual a tecnologia criou mais empregos do que eliminou, mas quem faz operações repetitivas tende a ser substituído pelos computadores. Nunca houve época tão boa para quem tem habilidades tecnológicas nem tão ruim para quem faz atividades repetitivas, disse. O que o computador ainda não faz, explicou, é criar emoção, criar empatia.

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Martha Gabriel durante o II Seminário da Micro e Pequena Indústria da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Talentos

Martha falou sobre a importância do propósito, afirmando que há um apagão de talentos e que para atrair pessoas e mantê-las, o essencial é o sonho, não o dinheiro. Nas startups, exemplificou, há pessoas interessadas em mudar o mundo, em fazer parte de algo maior, de fazer a diferença.

A lógica do mundo mudou, segundo Martha, e o poder está nas mãos de quem sabe programar. Brasil tem deficiência na área, não forma alunos de exatas.

Depois do susto, Martha entrou no campo das perspectivas e dos atenuantes. Disse que uma vantagem das pequenas empresas é a flexibilidade, a velocidade para mudar.

Apesar do ritmo exponencial de mudanças, existem ferramentas que fazer os ajustes conforme as coisas se alteram. E lembrou que coisas como valores e princípios não mudam nessa velocidade.

A nova geração, a Z, não é materialista. É para ela que é preciso olhar. “Dá o passo do futuro preocupada com o ambiente, com valores”, disse.

Tendências

Martha falou sobre as megatendências, aquelas que devem continuar importantes pelos próximos anos, dando exemplos de produtos que podem ser desenvolvidos para se encaixar nelas.

O mobile, os dispositivos móveis de Internet, são a primeira das megatendências, disse. Em 3 a 5 anos, disse, 50% de todo o acesso à Internet será mobile. “É o que as pessoas farão o tempo todo”, e os empresários precisam estar preparados para isso. A experiência mobile, afirmou é muito ruim em muitas empresas. Dá como dica, para todos, entrar no mobile.

A segunda megatendência é a de data economy. Não existe mais marketing sem tecnologia, disse. Pincelou como exemplos: impressão 3D de casas, usando energia solar, água e barro, sem trabalhadores. Impressão de produtos na casa ou escritório do consumidor, eliminando logística e otimizando recursos. E até impressão de comida, com o envio de códigos para criar os pratos a partir de insumos comprados pelo consumidor.

Realtime é a terceira megatendência. Conseguir atenção, afirmou, é cada vez mais difícil. Diferencial não é a informação, e sim, como conectá-la para criar valor. Ter criatividade.

O social, as redes sociais, continuarão como forte megatendência. Martha recomendou que as empresas abracem o ambiente digital, aprendam a usá-lo. Como exemplo, o AliExpress, uma grande vitrine online que pode ser canal para as micro e pequenas. O mesmo vale para a WestWing, que faz curadoria, uma camada de serviços em cima de produtos, mostrando as possibilidades de combinação. E também o shopping virtual para pequenos no Buscapé. Instagram é outro exemplo de ferramenta a ser considerada. E o Facebook, que para muitas lojas é o único canal. “É preciso entender como a tecnologia muda a lógica do negócio”, afirmou.

Por fim, a quinta megatendência, a sustentabilidade, com foco no ser humano, “que está fragilizado”. Nosso problema, disse, passa a não ser o ambiente, mas as pessoas.

Benefícios para os pequenos

Milton Bogus, diretor do Dempi, encerrou os trabalhos. Considerou o dia muito produtivo, lembrando que o objetivo, cumprido, era fazer mais do que um seminário. Ele também deu uma dica para os participantes, a recente regulamentação da compra governamental até R$ 80 mil apenas dos pequenos. Em sua avaliação, é uma opção de venda que deve ser observada e buscada. E recomendou que as empresas sejam ágeis.
>> Saiba mais sobre a regulamentação das compras

Entender o negócio é primeiro passo para plano de marketing, dizem palestrantes do MPI

Amanda Viana e Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O primeiro painel do II Seminário da Micro e Pequena Indústria (MPI) – Prosperando na crise abordou a temática da análise estratégica do marketing para micro e pequenas indústrias, com o objetivo de ampliar os resultados das empresas. O MPI, promovido pelo Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), foi realizado nesta terça-feira (13/10), na sede da entidade.

Com 40 anos de experiência em consultoria empresarial, a professora e administradora Laura Gallucci fez uma análise sobre os ambientes macro e micro de marketing. “Ter um olhar no que está fora, para ver como eu batalho, como eu supero, para chegar aos meus objetivos, sem perder tempo. Isso é observar o macroambiente”, disse.

O impacto das variáveis macroambientais nos produtos e negócios, de acordo com a palestrante, vem das características políticas (políticas legislativas, aprendizado da legislação do seu setor), econômicas, socioculturais (em termos de constantes mudanças), demográficas (perfil do público, do consumidor da empresa), tecnológicas (mais mudanças e inovação) e naturais (pressão crescente para convivência pacífica).

Em relação ao microambiente, Laura Gallucci afirma que a análise abrange as características do mercado (vendas totais, por região, segmento, participação do mercado por concorrente, sazonalidade das vendas), público-alvo (análise dos clientes e consumidores deve ser feita com base em estudos de tendências do mercado, por segmento) e concorrência (saber quem são seus principais concorrentes, evolução da participação de mercado de cada concorrente por área/segmento, estratégia, imagem, forças e fraquezas de cada concorrente).

“É fundamental entender o setor em que atuamos de forma global, sistêmica, compreendendo a dinâmica da cadeia produtiva à qual pertencemos”, explicou Laura. A palestrante fez ainda uma reflexão sobre sobrevivência empresarial, usando como exemplos três tipos de empresas: a empresa dinossauro, a empresa camaleão e a empresa Ícaro.

“A empresa dinossauro é aquela que não consegue se adaptar às mudanças. Está ultrapassada. A empresa camaleão é aquela que consegue se transformar junto com o ambiente, adaptando-se”, disse. Segundo ela, a empresa camaleão frequentemente é a saída para as pequenas empresas, mas o modelo ideal seria o das empresas Ícaro, fazendo uma alegoria à mitologia grega. “A empresa Ícaro, ou poderia dizer Dédalo, é aquela que é símbolo da inovação, não fica parada, faz acontecer a mudança. Até as empresas pequenas são capazes de fazer isso, porque a inovação não precisa necessariamente de tecnologia”, comentou Laura Gallucci.

Ambiente interno

Rodrigo Amantea, coordenador acadêmico de Educação Executiva do Insper, fez uma análise sobre o ambiente interno das empresas, sobre a importância da marca e sugeriu uma reflexão sobre as práticas atuais de marketing das empresas. Para ele, a análise do ambiente interno é um momento de questionar, olhar para dentro de sua empresa e fazer um diagnóstico.

“O ambiente interno é olhar suas forças e fraquezas como empresa. O conhecimento do ambiente interno permite avaliar de forma pragmática quais objetivos e estratégias são possíveis e promissoras”, explicou Amantea.

O palestrante explicou que ao olhar para o ambiente interno precisamos levar em consideração quais são seus elementos centrais e suas competências. “Precisamos analisar a situação financeira, gestão e cultura, questionando o quanto a minha empresa está pronta para mudar. Uma competência central é um importante alicerce para a sua estratégia”, disse.

Amantea afirmou que a marca precisa ter credibilidade quando vai ao mercado, e que hoje em dia há uma exposição muito maior à opinião alheia, seja de formadores de opinião ou dos consumidores. “A propaganda não é mais a única forma de apresentação da marca, o boca-a-boca também conta bastante.”

Segundo ele, para ser verdadeira, a marca tem de ser construída de dentro para fora. “O que sustenta até o que é apresentado para fora depende do ambiente interno”, explicou. Ele disse ainda que falhas nas práticas internas podem prejudicar a imagem da empresa.

Para Amantea, refletir sobre as práticas atuais da empresa, verificando se estratégias e objetivos estão claros, além de avaliar indicadores de vendas, forças e fraquezas, são ações necessárias para um bom desempenho das empresas. “É muito mais caro adquirir um cliente novo do que vender para aquele cliente que já conhecemos. Por isso, é preciso medir o nível de satisfação do cliente. O pós-compra é importante, mostra a preocupação em fazer o cliente comprar novamente”, comentou.

Para avaliar a força de sua marca, Amantea explica que, internamente, é preciso notar o quanto a sua organização está preparada e alinhada para entregar o que promete e, externamente, o quanto uma marca impacta positivamente o consumidor e suas escolhas. “A marca é uma ferramenta de engajamento. Uma marca forte é construída e sustentada pelas interações com clientes”, afirmou.

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Primeiro painel do MPI teve como tema "Análise estratégica de Marketing para Micro e Pequenas Indústrias". Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Matriz de análise

Alessandro Saade, especialista em educação corporativa e professor da Business School São Paulo, falou sobre a matriz Swot (ou, na sigla em português, PFOA, de Potencialidades/Fraquezas, Oportunidades/Ameaças). Começou sua apresentação dizendo que é um empreendedor compulsivo, que aprendeu a duras penas a substituir a abertura de negócios próprios pela ajuda a outros empreendedores – com menos risco e a mesma satisfação. Deu como primeiro conselho não tentar criar várias empresas ao mesmo tempo. “Faça o negócio andar, depois monte outro.”

Frisou a importância de pensar sobre a estratégia da empresa, por mais difícil que seja sair do dia a dia para olhar para o negócio. Saade explicou que a matriz Swot é um sistema de posicionamento do negócio, útil para analisar cenários. Permite fazer um diagnóstico rápido, inserindo numa matriz as informações internas e externas. O especialista a considera peça chave no planejamento. Sabendo as condições que cercam a empresa, há diminuição de riscos – que, lembrou, afetam muita gente além dos sócios.

Saade detalhou as siglas da matriz Swot/PFOA. Potencialidades/Fraquezas incluem os fatores existentes no negócio e sobre os quais o empresário tem controle.

Oportunidades/Ameaças são fatores externos, aquilo sobre o qual a empresa não tem controle. Deu como exemplo a Natura, que tem linhas de produtos exclusivamente naturais, dependentes de clima e outros fatores. Segundo Saade, no início houve problemas, por falta de safra dos produtos usados como insumo, impedindo a entrega de produtos que já tinham sido encomendados.

O consultor disse que em cada quadrante da matriz é preciso inserir de 3 a 10 pontos de atenção, que devem ser classificados por importância ou dependência, o menor ou maior impacto no negócio). Para cada um dos principais –pelo menos os 3 primeiros- o empresário deve definir um plano de ação. “É preciso ter um plano B”, explicou.

Usou como exemplo a Coca-Cola, que se moveu para outros produtos, como sucos de frutas e água, para compensar fraquezas de seu negócio. Em alguns casos, comprou concorrentes que não conseguia superar.

Apenas fazer a matriz não é o bastante. É preciso alinhá-la à estratégia da empresa e engajar as pessoas (se não elas andam sozinhas). “Precisam estar imbuídos do mesmo espírito”, afirmou o especialista.

Saade despertou o interesse da plateia, que fez perguntas, por exemplo, sobre quem deve fazer a análise. Apenas gente de dentro da empresa ou também de fora? Segundo o palestrante, é importante, se possível, misturar pessoas de dentro (sempre necessárias) e de fora (que não têm a visão contaminada pelo dia a dia), em quem se confie. Há muitas formas, disse de fazer isso. Uma sugestão sua é trazer gente de outro segmento, com um olhar diferente.

Na questão sobre como engajar as pessoas, Saade lembrou que é preciso haver um propósito para a empresa. “Não é apenas para ganhar dinheiro”, disse. Martha Gabriel, mediadora do painel, deu sua colaboração. “Como engajar para coisas que originalmente as pessoas não querem fazer?”, perguntou. Além de educar, explicou, é preciso haver a estrutura. Entra então em cena o estímulo, que pode ser positivo (algum tipo de prêmio) ou negativo (multa, por exemplo). Recomendou a leitura em seu blog do texto “Os 3 Es do Engajamento Social” .

No II Seminário da Micro e Pequena Indústria, diretor da Fiesp defende aumento do teto do Simples

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O aumento do teto de faturamento do Simples Nacional, de R$ 3,6 milhões para R$ 7,2 milhões em 2017, precisa ser aprovado no Congresso ainda este ano, defendeu nesta terça-feira (13) o diretor do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi) da Fiesp, Milton Bogus.

“Vamos pressionar para a votação final ainda este ano”, disse Bogus ao se referir ao texto-base do projeto, aprovado pela Câmara dos Deputados em setembro.

Durante a abertura do II Seminário da Micro e Pequena Indústria, Bogus reiterou que este segmento da economia consegue superar crises com mais agilidade.

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O diretor do Dempi, da Fiesp, Milton Bogus, no II Seminário da Micro e Pequena Indústria. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


“São as micro e pequenas que demitem menos. Enquanto elas fecharam 82 mil postos de trabalho este ano, as demais empresas fecharam mais de 200 mil postos”, disse.

Ele também acrescentou que, se houver uma estabilização do patamar cambial, a redução das importações pode favorecer a venda de componentes nacionais fabricados pelas micro e pequenas indústrias.

“Podemos encarar este momento como uma nova oportunidade, pois é possível prosperar na crise”, disse, em alusão ao tema do evento.

Nesta terça-feira, empresários de micro e pequeno porte devem discutir a importância do plano, da estratégia e das ações de marketing para superar a má fase da economia brasileira.
>> Ouça reportagem sobre o MPI

Inovação

Segundo o presidente da agência paulista de fomento à pequena e média empresa, a Desenvolve-SP, Milton Luis de Melo Santos, houve um aumento do número de empresas de pequeno porte que recorrem a agência de fomento de São Paulo para financiar projeto de inovação em seus processos e produtos.

“Nesse sentido, cresce de forma consistente o volume de financiamento e investimento em empresas de pequeno porte que têm apresentado soluções inovadoras em seus processos produtivos”.

O deputado estadual Itamar Borges, presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, também participou da abertura do seminário.

Sofrimento opcional

A autora do best-seller “Marketing na Era Digital”, Martha Gabriel, apresentou as mesas de debates do seminário, do qual ela é curadora.

Especialista em inovação e marketing, Martha Gabriel relembrou a máxima budista em sua apresentação para incentivar os empresários de micro e pequeno porte a superarem a crise: “A dor é inevitável, o sofrimento é opcional”.

Ela ressaltou ainda que a plano de marketing, tema principal do seminário desta terça-feira, é o principal instrumento para o empresário.

“Normalmente a gente planeja porque temos um problema para resolver ou um objetivo de crescer. E a gente faz plano o tempo todo. É um plano para vender um produto que daqui um ano estará à venda, mas, para o qual, vamos fazer um outro plano para corrigir algo ou para aumentar as vendas.”

Martha também destacou que a resiliência é uma importante característica que, infelizmente, está em falta nas empresas. “Isso não é algo que as empresas aprenderam a ter, que é permanecer, ter um problema, mas resolver. Ter confiança de que aos poucos vai acertando o caminho”.

Clique aqui para saber mais sobre o II Seminário da Micro e Pequena Indústria.

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A autora do best-seller “Marketing na Era Digital”, Martha Gabriel, curadora do II Seminário da Micro e Pequena Indústria. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Projetos inovadores do Senai-SP são exibidos no Congresso da Micro e Pequena Indústria

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) também marcou presença na edição 2014 do Congresso da Micro e Pequena Indústria (MPI) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

No evento realizado nesta segunda-feira (26/05), a instituição expôs no Hotel Renaissance, em São Paulo, projetos inovadores que repensam práticas comuns nas indústrias.

Saiba mais sobre alguns deles:

Cockpit Simulador de Empilhadeira

Criado em parceria com a empresa Zaxistools, o maquinário mantém a ergonomia das empilhadeiras reais, com objetivo de formar operadores qualificados na função.

O projeto já está em fase piloto em três unidades do Senai-SP, em São Bernardo do Campo, Osasco e Jundiaí. E atende nesta fase inicial cerca de 90 alunos.

“O equipamento otimiza custos e potencializa o aprendizado dos futuros trabalhadores, que alternam contato com maquinário real e com o cockpit”, explica Gustavo Oliveira, gerente de projeto da empresa parceira Zaxistools.

“O projeto está à disposição desde novembro de 2013, com previsão de expansão, e gera capacitação harmoniosa entre máquina e aluno”, completa Angela Puhlmann, assessora técnica da Gerência de Inovação e Tecnologia do Senai-SP.


Eficiência Energética

Outro projeto interessante do Senai-SP é o atendimento às empresas para melhoria de eficiência energética.

O engenheiro eletrônico e técnico em ensino, Silvio Luiz Amalfi, da Escola Jorge Mahfuz, em Pirituba, explica muitas das micro e pequenas empresas não são profissionalizadas desconhecem fatos básicos para a redução de gastos com energia.

“Atendemos empresas, prestamos consultoria e fazemos um diagnóstico por meio da utilização de equipamentos de última geração, para a melhoria da eficiência energética da planta de uma indústria, por exemplo”, explica Amalfi.

Segundo ele, as ações do Senai-SP reduzem em média de 20% a 25% dos gastos elétricos de micro e pequenas empresas.


Design Revolucionário

Um dos projetos mais interessantes em exposição foi o “Ambulância”.

Nascido de uma demanda de uma pequena empresa transformadora de interiores de veículos, de São Caetano, o projeto idealizado pelos jovens designers do Senai-SP Guilherme de Carvalho, 27 anos, e Ana Lúcia Domingues, 30, já venceu o Idea Brasil, maior prêmio do design brasileiro, e, atualmente está exposto no Museu Henry Ford, em Nova York.

O projeto repensa a maneira como pacientes, médicos e enfermeiros são transportados dentro das ambulâncias, e também como o material utilizado nos interiores dos veículos. O resultado do projeto é uma ambulância que parece vir do futuro. Além de econômica.

Carvalho explica que o projeto nasceu a partir de entrevistas realizadas com enfermeiros e médicos.  Assim os designers entenderam as necessidades desses profissionais. “Fizemos uma extensa pesquisa”, disse.

Os dois basearam a estrutura do novo design com o polímero “ultra resistente” ABS.

O novo design reduz o peso do veículo em 250 quilos, o que gera redução de gastos com combustíveis e problemas mecânicos.

“O projeto agora está em fase de capacitação e pode revolucionar a maneira como as pessoas pensam as ambulâncias”, conclui Ana Lúcia.

Modelos de gestão empresarial são tema de painel do MPI 2014

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Roy Martelanc, professor da FIA: análise de desvios é importante por levar à correção de planos e à revisão de metas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Especialistas em gestão empresarial participaram, no fim da manhã desta segunda-feira (26/05), do painel “Gestão, Controle e Resultados: Domine sua Empresa”, parte da programação do Congresso da Micro e Pequena Indústria (MPI). O evento é uma realização da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Roy Martelanc, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), falou sobre modelos de gestão e formas de controle que podem melhorar o desempenho das indústrias. “O controle estabelece metas e objetivos por meio de planejamentos que contemplem diversos cenários”, afirmou Martelanc.

O processo seguinte, de acordo com o professor da FIA, leva em consideração a execução do planejamento, “através da mensuração e comparação da análise de desvios”.

“É nesse momento que o controle de gestão começa.”

Segundo ele, a análise de desvios é importante porque “leva à correção de planos e à revisão de metas, e também à correção de execução de planos”.

Martelanc também citou os atuais modelos de gestão empresarial. “Temos o modelo de gestão de empresas abertas, as quais possuem foco em lucro, com gerenciamento de resultados”, afirmou.

Outros modelos abordados pelo palestrante foram o modelo de grupo estável e o novo modelo, o empreendedor, que se caracteriza por empresas e indústrias “com alta carga de informalidade e personalismo.”


Enterprise Resource Planning

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Fernando José Gonzalez, consultor do Instituto Mauá: ERP aumenta a produtividade. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em seguida, Fernando José Gonzalez, consultor empresarial do Instituto Mauá de Tecnologia, falou sobre Enterprise Resource Planning (ERP).

Para Gonzalez, o ERP é importante para as micros e pequenas indústrias, porque “aumenta a produtividade, eliminando interferências, com centralização e segurança de informações, e redução de despesas administrativas e controle de processos”.

Sérgio Approbato Machado Júnior, presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo (Sescon-SP) também esteve presente ao painel.

Machado Júnior ressaltou a necessidade da informação de qualidade para as tomadas de decisão em gestão empresarial. Na sua visão, a contabilidade também é um quesito que deve ganhar atenção por parte dos empresários.


NR 12

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Luciana Freire. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A Norma Regulamentadora 12 (NR12) foi abordada durante o encontro. A norma, bastante criticada pelos empresários, estabelece as medidas de segurança e higiene do trabalho manutenção de máquinas e equipamentos, visando à prevenção de acidentes do trabalho.

Para Luciana Freire, gerente do Jurídico Estratégico da Fiesp, muitos microempresários estão encontrando dificuldades para se adequarem à norma. Segundo ela, as empresas não foram propriamente consultadas.

“A saída seria uma revisão da norma”, disse.

Burocracia é criativa em encontrar alternativas de cobrança, diz presidente de Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Embora a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa tenha significado um ganho para o desenvolvimento dos negócios da micro e pequena indústria no país, a burocracia brasileira ainda consegue encontrar alternativas para cobrar e “fazer valer seu poder”, de acordo com o deputado federal Guilherme Campos ao participar do VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria, realizado nesta quinta-feira (10/10) pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Campos é presidente da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa. Ele afirmou que a correção da faixa de faturamento das empresas enquadradas no Simples Nacional, a simplificação no cálculo do imposto devido e a universalização dos tributos estão entre as principais reivindicações da frente no Congresso.

“São os principais pontos colocados nesse momento para alteração”, afirmou. “As nossas burocracias federal, estadual e municipal são muito criativas e conseguem achar alternativas”, completou o deputado.

No encerramento do evento, o 2º vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, disse que a entidade pertence aos empresários da micro e pequena indústria e está à disposição para conhecer os problemas do setor e propor soluções e parcerias para estimular sua atividade.

“Pensam, por aí, que a Fiesp é feita por grande industriai. Mas ela é feita, em sua maior parte, pelas micro  e pequenas empresas”, afirmou Ometto. “É muito importante vocês comparecerem. A Fiesp, o Senai-SP [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo] é a casa de vocês. E fazendo essa aproximação, procuramos ajudar na elaboração de movimentos que permitam mais facilidade”, acrescentou.

O diretor-titular do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi), Milton Bogus, fechou o evento com mais algumas palavras. “Se todos ficaram até esse horário, significa que nosso congresso foi bem produtivo.”

VIII Congresso de MPI: empresários mostram como a atitude pode transformar um negócio em sucesso

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

“A atitude empreendedora: a razão do seu sucesso” foi tema de discussão durante o VIII Encontro de Micro e Pequena Indústria, em painel coordenador pelo diretor do Departamento de Micro e Pequena Indústria (Dempi) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Vicente Manzione, na tarde desta quinta-feira (10/10), no Hotel Renaissance, na capital paulista.

Com o objetivo de provocar o público a pensar não apenas no seu negócio, mas sim como empresários, o representante do MSI Washington DC, Mauro Pedro Lopes, destacou a figura do empresário e a importância da atitude frente aos empreendimentos.

“Vivemos numa intercessão de um mundo que está acabando e um novo que está iniciando”, afirmou Lopes ao lembrar que, antigamente, a indústria ganhou muito dinheiro com a produção em escala, mas que hoje há um cenário em que se ganha muito dinheiro com a inteligência. “Com todas as informações de tecnologia, mercado e negócios, o que é possível fazer, como atitude, para prosperar os negócios?”, questionou.

Lopes: “Vivemos numa intercessão de um mundo que está acabando e um novo que está iniciando”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Lopes: intercessão de um mundo que está acabando e um novo que está iniciando. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


De acordo com a apresentação de Lopes, em nove países do G-20, incluindo o Brasil (Áustria, França, Alemanha, Japão, Korea, Inglaterra e Estados Unidos), 12% da população que trabalha está envolvida em atividades empreendedoras. Além disso, as pequenas e médias empresas são responsáveis por 52% do Produto Interno Bruto e 64% dos empregos desses países. “Os empreendedores estão reformatando o mundo não só pela tecnologia e pelos novos processos, mas com as suas atitudes. O século 21 é do empreendedor”, destacou.

Para ele, o Brasil ainda tem uma cultura empreendedora sob a ótica da necessidade e não da oportunidade. “É preciso fortalecer um ecossistema fértil, com um ambiente legal, regulatório e econômico favorável”, explicou.

Lopes destacou que é preciso inovar, ter novas ideias. “O processo de deter informação acaba nos bloqueando. Essa é a principal diferença de um técnico para os empreendedores”, afirmou.

“O empreendedor vê oportunidades onde as pessoas geralmente enxergam problemas. Ele muda a percepção da realidade e tem uma atitude propositiva”, destacou Lopes ao afirmar que ‘empreender é sair fora do quadrado e ir além dos seus limites’.

Na opinião dele, as ideias surgem da identificação de defeitos e recursos aproveitáveis. “É preciso pensar de forma simples. E cuidado, porque nem todos os sonhos podem virar um negócio. Podemos encontrar as soluções tecnológicas, mas será que existe um mercado para esse negócio?”, alertou.

Ao finalizar, Lopes lembrou que ser inovador não significa inventar, mas sim mudar um modelo de negócio para se adaptar às mudanças do novo mundo. “O sucesso da novação deve ser a estratégia do seu negócio, com uma solução criativa de um problema que você enxerga”, disse.


Cases de sucesso

Para complementar o debate sobre empreendedorismo e atitudes que podem mudar o rumo dos negócios, os empresários Beatriz Cricci, da Br Goods; Manuella Curti de Souza, da Purificadores Europa; e Jairo Megumi Uemura, diretor-presidente da Mebuki e Comércio Ltda, contaram suas trajetórias de sucesso profissional e lembraram que o caminho para chegar lá é longo e doloroso.

“Eu era uma executiva de uma empresa internacional, ganhava muito dinheiro. E, quando fui ter o meu próprio negocio, percebi que não sabia nada”, disse Beatriz, que hoje cresceu e expandiu seu empreendimento para o mercado internacional.

“O conhecimento muda as pessoas. Depois de fazer uma pós-graduação, passei a ganhar cinco vezes mais e a ter uma maturidade maior em cima da empresa e entender o negócio como tal”, afirmou.

“O processo não é fácil. Tudo assusta. Não adianta só ter uma ideia, é preciso colocá-la em prática e ir readaptando tudo para as pessoas entenderem e interiorizarem isso. Muitas vezes, a solução está com sua própria equipe. É importante andar junto com ela”, destacou.

Porta a porta

 Já Manuela lembrou que a Purificadores Europa foi fundada num momento de necessidade de seu pai, que identificou uma oportunidade. “A gente não criou o purificador, mas criou um mercado e uma cultura. Ficamos felizes em ser os percursores disso. A marca se consolidou através do seu modelo de negócio, porta a porta”.

A jovem empreendedora, que assumiu a frente da empresa depois da morte de seu pai e de seu irmão, comentou a importância de mostrar para os colaboradores e parceiros que, apesar do período de luto, o negócio vai continuar. E dar certo. “A partir de então, mudamos o modelo de gestão da empresa, migrando para uma forma mais descentralizada e participativa, menos conservadora. Além disso, recuperarmos o reposicionamento da marca, buscando novas tecnologias e novas maneiras de se relacionar com o cliente. Hoje, a empresa está melhor do que nunca”, afirmou.

Ao concluir, Manuela disse que entende a organização como parte ativa da sociedade. “Minha visão de futuro é construir uma empresa que sirva à sociedade e não apenas para encher os bolsos dos acionistas”, finalizou.

Uemura concorda. Na visão dele, o empresário, de uma forma geral, deve se envolver em ações sociais e ter disposição de ajudar as pessoas. “Devemos sair da zona de conforto e descruzar os braços”, concluiu.

Atitude, além do conhecimento, será o grande enfoque do Congresso da MPI, segundo Milton Bogus

Dulce Moraes e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Milton Bogus, diretor-titular do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi) da Fiesp

Dificuldades para abrir empresas, burocracia para pagamento de tributos, concorrência desleal de produtos importados e dificuldades de acesso a linhas de crédito são alguns dos conhecidos entraves que afetam o dia a dia de micro e pequenos empresários.

Apesar das dificuldades, é preciso que os empresários tenham ter novo olhar sobre as oportunidades que estão disponíveis, afirma Milton Bogus,  diretor do Departamento de Micro e Pequena Indústria (Dempi) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). “E principalmente, nos preparar cada vez mais para as novas que surgirão”, diz ele.

Em entrevista ao portal da Fiesp,  Milton Bogus relembra a importância desse segmento de empresas para economia brasileira, que tem sido o maior gerador de empregos no país. E o titular do Dempi, também destaca as novidades que serão tratadas no VIII Congresso da MPI “Novas atitudes, novos negócios”, que será realizado no próximo dia 10 de outubro, no hotel Renaissance, em São Paulo.

Leia, a seguir, a entrevista na íntegra:

Com o tema “Novas atitudes, novos negócios”, o Congresso da MPI deste ano está focado no que as empresas podem fazer internamente para alavancar os seus negócios. O senhor acredita, então, que deve existir uma nova visão para que os empresários consigam alcançar as mudanças de mercado e de tecnologias?

Milton Bogus – Sem dúvida. Os mercados estão muito mais dispersos pelo Brasil, tanto em relação à localização regional de seus clientes quanto ao perfil dos novos clientes. Por este motivo, devemos ter um novo olhar sobre as oportunidades que estão disponíveis e, principalmente, nos preparar cada vez mais para as novas que surgirão.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, comentou que o desejo de empreender, inovar e produzir é muito grande no Brasil, mas para que esses sonhos se tornem realidade é preciso simplificar e desburocratizar. Na sua avaliação, quais são os principais entraves burocráticos que atrapalham as MPIs?

Milton Bogus – Há dificuldade no ato da abertura da empresa, pois o empreendedor tem que buscar inscrições no âmbito federal, estadual e municipal. Isto é surreal. O CNPJ [Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica] deveria ser o suficiente para comprovar e registrar a abertura da empresa.

Outra burocracia é o atendimento das obrigações acessórias que tomam muito tempo da atenção do empresário, que deveria focar sua atenção e tempo no desenvolvimento de novos produtos e novos mercados.

Além da burocracia, quais são principais problemas externos, da porta para fora, que afetam as MPIs?

Milton Bogus – Da porta para fora, destaco a concorrência desleal com os produtos importados. Além das dificuldades de acesso ao crédito pelas micro, pequenas e médias empresas, por vários motivos. Entendemos que a revisão da Substituição Tributária é urgente para as Micro e Pequenas Empresas (MPEs), enquadradas ou não no Simples, pois na prática, esta forma de arrecadação elimina os benefícios da Lei Geral.

Além disto, é fundamental a ampliação do Supersimples para todas as empresas de pequeno porte, sem distinção de categoria, e a implementação da correção automática anual do limite de faturamento e o estabelecimento de faixas progressivas de pagamento de tributos, de forma que elas não sejam punidas pelo crescimento, além da desoneração da Folha de Pagamento para as empresas optantes do lucro presumido, que estejam nas atividades previstas no enquadramento do Supersimples.

E “da porta para dentro”, em que áreas as empresas precisam avançar?

Milton Bogus – Quanto aos gargalos internos, destaco a necessidade da evolução dos sistemas de gestão dentro das MPMIs, que estão sendo obrigadas a implantar, principalmente para atender ao fisco e demais agentes públicos.

Para uma busca inteligente de crédito, o empresário deve se estruturar para ter todos os documentos atualizados e seus projetos, o que o ajudará a identificar suas reais necessidades de crédito e assim saber o “que” e “como” demandar aos agentes financeiros.

E, por último, mas não menos importante, há necessidade de buscar a inovação constantemente, pois quem não inova, morre!

Pesquisa recente do Sebrae apontou um aumento substancial de pequenas empresas no Brasil. Os pequenos negócios, segundo o estudo, foram os responsáveis por praticamente todos os postos de trabalho criados no mês de agosto. Na sua avaliação, o que está estimulando esse movimento?

Milton Bogus – Com certeza é a própria situação econômica do país. A pesquisa elaborada pelo Renato Meirelles, que será um dos palestrantes do VIII Congresso da MPI, aponta que o brasileiro está ávido por aproveitar as oportunidades para abrir sua própria empresa, atendendo as novas demandas da população brasileira, que hoje está participando ativamente do mercado de consumo. O Meirelles irá apresentar essa pesquisa atualizando os dados deste estudo a que me referi.

O que fica claro é que esses novos empresários, ao abrirem seus negócios, geram emprego e renda a si próprios como micro empreendedor individual, às suas famílias e a comunidade onde empresa está inserida.

Além de ter sucesso em seus negócios, os empreendedores anseiam pela longevidade de suas empresas. Nesse sentido, quais itens (entre os que serão tratados do Congresso da MPI) o senhor acredita que mais contribuirão para informar e inspirar os empresários e empreendedores participantes do Congresso?

Milton Bogus – Com certeza, todos os temas que serão debatidos nos painéis do Congresso serão de extrema importância no desenvolvimento da gestão. Só que apenas conhecimento não é nada sem atitude. Por este motivo estamos focando no Congresso o mote “Atitude”.

Alguns temas que serão abordados no Congresso da MPI – como “foco na pesquisa de clientes”, “inovação” e “mídias digitais” – são percebidos pelo empresário como custo, e não como investimento? Como quebrar esse paradigma?

Milton Bogus – É simples, como tudo para as MPEs deve ser. No VIII Congresso da MPI “Novas atitudes, novos negócios” iremos apresentar o caminho das pedras, as ferramentas gratuitas ou com custos baixos que estão disponíveis para as empresas e que, por desconhecimento, não estão sendo utilizadas pelos empresários.

Inovação tecnológica é outro item que algumas empresas veem como fator de alto custo. Durante o Congresso haverá espaço para mostrar os serviços e parcerias disponibilizados por universidades e pelo Senai-SP. O senhor poderia descrever um pouco essas novidades?

Milton Bogus – No  Congresso  serão apresentados os serviços disponíveis às MPEs, bem como todos os subsídios que reduzem em até 2/3 – ou mais – os custos deste investimento em inovação, por meio do Sebraetec, por exemplo.

O interessante é que, para demonstrar a aplicabilidade das inovações, teremos também uma exposição dos serviços, laboratórios e uma maquete do laboratório móvel de nanotecnologia do Senai-SP. No Congresso,  haverá espaço para universidades oferecerem serviços e atendimento personalizado aos participantes.

Será um importante para todos que querem empreender ou alavancar a competitividade de seus negócios.  O objetivo é aproximar e simplificar os acessos. Além disso, ao participar do painel de inovação, os participantes conhecerão as linhas de financiamento com subsídios específicos para os projetos e programas de inovação.

O Congresso da MPI está chegando a sua 8ª edição. Ao longo desses anos, quais as principais conquistas alcançadas em relação às reinvindicações do setor? E quais os principais desafios que as MPIs ainda precisam vencer?

Milton Bogus – A Fiesp –  e o próprio presidente Paulo Skaf – dá atenção especial às micro, pequenas e médias industrias. Por meio do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi), a entidade busca constantemente gerar melhorias no ambiente das empresas deste porte, como por exemplo pelas novas legislações criadas neste período, como o próprio Simples, que incorporou várias de nossas sugestões. Mas ainda falta eliminar muitos gargalos que impactam a isonomia competitiva das MPEs.

Tivemos conquistas nas melhorias de acesso ao crédito, identificadas por meio do nosso programa Sala de crédito, como ampliação dos valores e a inclusão de novos setores no Cartão BNDES, aumento nos valores do ExportaFácil, a criação dos “Fundos de Aval e Garantidores para os Bancos e para o BNDES”, além de melhorias em procedimentos que identificamos junto aos bancos participantes deste programa.

Outro gerador de resultados foi a nossa aproximação com 25 universidades, visando levar conhecimento e inovação às MPES, bem como expor suas demandas no intuito de gerar pesquisa aplicada por parte de doutores e pesquisadores.

Enfim, a abrangência e profundidade dos temas deste  Congresso da MPI mostra que estamos no caminho certo de valorização das pequenas e médias indústrias do país.

Fiesp tem estande na Feira Internacional de Graxarias

Agência Indusnet Fiesp

O Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) montou um estande (nº 16)para a edição 2013 da Feira Internacional de Graxarias (Fenagra), evento programado para os dias 24 e 25 de abril no espaço Via Appia Eventos, a aproximadamente  7 km do centro de Campinas (SP).

O estande vai apresentar produtos e serviços da Fiesp destinados às micro, pequenas e médias empresas.

A Fenagra tem o objetivo de aproximar os mercados da indústria pet food com as indústrias de farinhas e gorduras, reúne alguns dos principais representantes dessa cadeia produtiva: fabricantes de alimentos pet food e de máquinas e equipamentos, de insumos e matérias primas, palatabilizantes, graxarias, frigoríficos, prestadores de serviços, corantes, aromas, ingredientes, embalagens, vitaminas, leveduras, atacadistas e etc.

Mais informações sobre o evento: www.fenagra.com.br e www.fiesp.com.br/sincobesp/noticias/8a-edicao-da-fenagra/

Fiesp participa da Panexpo com palestras gratuitas e sala de crédito

Agência Indusnet Fiesp

A partir desta quarta (07/11) e até sexta-feira (09/11), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio do seu Departamento de Micro e Pequena Indústria (Dempi), estará presente na Feira Internacional de Equipamentos, Produtos e Serviços para Panificação, Confeitaria e FoodService (Panexpo), no Pavilhão Vera Cruz, em São Bernardo do Campos, SP.

O evento, realizado pelo Sindicado da Indústria de Panificação e Confeitaria de Santo André (Sinpan), tem como público-alvo profissionais, empresários e empreendedores do setor de panificação brasileira de todos os Estados, estudantes e aprendizes. O objetivo é profissionalizar o setor de panificação e confeitaria, criar novas áreas de comunicação, desenvolvimento do setor, novidades tecnológicas.

No estande da Fiesp (nº 6, 7 e 8), o visitante poderá participar de palestras gratuitas sobre temas como Boas Práticas na Manipulação; Recomendações Alimentares para Hipertensão Alimentar; Design de Embalagem; Liderança e Gestão de Pessoas; e Gestão Financeira.

No mesmo local, terá a oportunidade de conhecer a Sala de Crédito – um espaço reservado ao atendimento empresarial exclusivo, no qual o empreendedor tem acesso às melhores linhas de financiamento oferecidas pelas instituições Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Santander, BNDES e Desenvolve-SP que mais se adequam às suas necessidades, como:

  • Compras de máquinas e equipamentos;
  • Construção ou reformas de instalações;
  • Projetos de pesquisas e desenvolvimento;
  • Exportação;
  • Projetos de sustentabilidade;
  • Capital de giro;
  • Compra de matéria-prima;
  • Fundo Garantidor de Operações (FGO), que poderá apoiar na composição de garantias de seu funcionamento.

Serviço
Feira Internacional de Equipamentos, Produtos e Serviços para Panificação, Confeitaria e FoodService (Panexpo)
Data: de 7 a 9 de novembro de 2012, das 14h30 às 21h30
Local: Pavilhão Vera Cruz
Endereço: Av. Lucas Nogueira Garcez, 856, Jardim do Mar Expo Center, São Bernardo do Campo, SP

Gestão de pessoas e inovação estão na pauta do VII Congresso da Micro e Pequena Indústria

Agência Indusnet Fiesp

Estão abertas as inscrições para o VII Congresso da Micro e Pequena Indústria (7º MPI). O evento, que tem realização da Federação e do Centro das Indústrias de São Paulo (Fiesp e Ciesp), acontece no dia 10 de outubro, no hotel Renaissance, em São Paulo.

O congresso anual – realizado sempre em outubro, mês da micro e pequena indústria – é dirigido a empresários de diversos segmentos, com o objetivo de apresentar estratégias e perspectivas para o setor, além de proporcionar um espaço para networking e troca de experiências entre profissionais.

A programação desta sétima edição é composta por quatro painéis com debates e palestras sobre temas como gestão de pessoas, inovação, crédito, empreendedorismo, marketing e vendas digitais.

A palestra de abertura tem como convidado o professor-doutor e consultor Antonio Correa de Lacerda. Seu tema é “Cenários Econômicos, tendências e oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas”.

Ao longo do dia acontecem mais três painéis: “Financiamento para o crescimento”, “Inovar para agregar valor ao seu negócio” e “A micro e pequena empresa no comércio eletrônico e nas mídias sociais”.

Um talk show encerra a programação: Sandra Boccia, diretora da Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN), modera uma conversa com o empresário Carlos Alberto Mestriner, da Klin Produtos Infantis. O tema é “Erros e Acertos: Empresários de Sucesso contam suas Histórias”.

O 7° MPI conta com o patrocínio do Banco do Brasil, Caixa, governo federal, Agência de Desenvolvimento Paulista, governo do Estado de São Paulo, Claro, Dell, Visa Empresarial, Sebrae-SP. O apoio de mídia é da revista PEGN.

As inscrições (gratuitas) podem ser feitas no hotsite do evento, que traz a programação completa do evento.

Evento esclarece dúvidas sobre linhas especiais de financiamento para MPIs

Rosângela Bezerra, Agência Indusnet Fiesp

A Fiesp, por meio de seu Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi), firmou convênios com as principais instituições financeiras para facilitar o acesso ao crédito às micro e pequenas empresas, principalmente para financiamentos de longo prazo.

Para promover esses acordos, a entidade realiza periodicamente eventos chamados Sala de Crédito. Nesta quarta-feira (30), acontece no último encontro do ano entre as empresas e os gerentes das instituições financeiras, a fim de esclarecer dúvidas e encaminhar demandas de financiamento de curto e longo prazo.

Os produtos e serviços oferecidos são:

  • Compras de máquinas e equipamentos;
  • Construção ou reformulação de instalações;
  • Projetos de pesquisas e desenvolvimento;
  • Exportação;
  • Projetos de sustentabilidade;
  • Capital de giro;
  • Compra de matéria-prima.

O Dempi conta com técnicos para auxiliar as indústrias na elaboração dos projetos de investimento e das operações de crédito. Entre as instituições parceiras estão o Santander, Itaú, Bradesco, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Nossa Caixa Desenvolvimento (Agência de Fomento do Estado de São Paulo).

Serviço
Evento: Sala de Crédito
Local: Fiesp – Av. Paulista, 1313, 11º andar, capital
Data/horário: 30 de novembro de 2011, quarta-feira, das 9h às 17h

Congresso abre nova cruzada pelas micro e pequenas

Rubens Toledo, Agência Indusnet Fiesp

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O presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, discursa na abertura do V Congresso da Micro e Pequena Indústria, que reuniu mais de 1.000 participantes no Hotel Renaissance, Capital. Foto: Kenia Hernandes



O dilema das micro e pequenas empresas, que temem crescer e perder os incentivos fiscais para MPIs, abriu os debates do V Congresso da Micro e Pequena Indústria.

O teto para enquadramento no Simples, hoje fixado em R$ 2,4 milhões de faturamento anual, é uma camisa-de-força para as empresas que estão em crescimento, apontou Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp, na abertura do encontro na manhã desta quinta-feira (14), no Hotel Renaissance, Capital.

“Esse limite está defasado. Deveria estar em pelo menos R$ 3 milhões, se considerada a inflação dos últimos três anos. Vamos fazer com que esse limite aumente, porque isso é justo e necessário”, sublinhou Skaf.

A segunda questão que deve representar mais uma bandeira de ação imediata nas entidades é, segundo Skaf, o impacto negativo da lei de substituição tributária sobre as MPIs, que, na maior parte dos casos, retirou os benefícios do Simples.

“O fornecedor de bens ou serviços nesse regime tem tido dificuldade de creditar-se dos impostos que lhe são repassados pelo cliente”, sintetizou.

Ainda de acordo com Skaf, elevação do teto e solução do nó imposto pela substituição tributária são apenas aspectos de uma reforma tributária mais ampla que precisa ser enfrentada pelo próximo governo, logo após o término do processo eleitoral. “Esse tipo de medida precisa ser tomada logo na largada do novo mandato, para surtir efeito”, afirmou.

Propostas serão levadas ao novo governo

O Congresso inclui várias atividades paralelas, como Sala de Crédito, Rodada de Negócios e Sala de Capacitação, onde são ministradas palestras de professores de cinco universidades.

“Mais do que um fórum de debates, aqui estão também as ferramentas e o conhecimento para promover o empreendedorismo”, destacou Milton Bogus, diretor-titular do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Fiesp.

A proximidade com o pleito eleitoral, que vai definir os novos rumos do País, deve aprofundar os debates desta quinta edição, observou Bógus. As propostas, a serem fechadas nos próximos dias, serão apresentadas ao novo mandatário da Nação, afirmou o diretor, satisfeito com o evento.

“Estamos batendo recordes a cada ano. Temos 1.700 inscritos contra 1.300 inscrições registradas no ano passado”, comparou Bógus, destacando a presença de empresas não só da Capital, mas também do Interior paulista.

“As 38 Diretorias Regionais estão presentes, bem como muitas das milhares de empresas associadas”, confirmou Rafael Cervone, 1º vice-presidente do Ciesp. “O tema da Micro e Pequena Empresa é da mais alta relevância porque é o setor que movimenta nossa economia, gera emprego e renda e requer esforço ainda maior de todos nós para discutir a questão do teto, que está desatualizado e precisa ser elevado com urgência, senão ficamos na síndrome de Peter Pan”, reforçou.

A participação de membros do Legislativo pôs um pouco de calor aos discursos da manhã, quando se pronunciaram o deputado federal Cláudio Vigatti, membro da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, e o deputado Vicente Cândido, da Frente Parlamentar de Apoio à Micro e Pequena Emrpesa na Assembléia Legislativa, e ainda o vereador de São Paulo, Floriano Pesaro, presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Microempresas, das Empresas de Pequeno Porte, dos Microempreendedores Individuais e das Cooperativas, na Câmara paulistana.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) foi representado pelo secretário Edson Luparini Júnior. Já o Executivo estadual, pelo secretário de Desenvolvimento, Luciano Almeida, que discorreu sobre projetos do Governo paulista em prol das MPIs.

“As incubadoras de empresas se firmam como um dos principais instrumentos de apoio ao empreendedorismo”, salientou Almeida.

Evento prossegue com Rodada de Negócios

O V Congresso da Micro e Pequena Indústria registra mais de 1.000 participantes. O evento prossegue ao longo desta tarde com Rodada de Negócios e atividades nas Salas de Capacitação e Sala de Crédito, no Hotel Rennaissance, Capital (Alameda Jaú, 1620).