Especialistas apresentam oportunidades de mercado para micro e pequenas empresas

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

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Alessandra Andreazzi Peres, diretora-executiva da Tramity Business. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

“Negócios e oportunidades: onde estão os seus clientes” foi o tema do primeiro painel do VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta quinta-feira (10/10) no Hotel Renaissance. O debate teve a mediação de Marco Antonio dos Reis, diretor-titular-adjunto do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Fiesp.

A diretora executiva da Tramitty Business to Government, Alessandra Andreazzi Peres falou sobre as possibilidades de fazer negócio com o governo (B2G). “Não adianta querer vender para o governo e achar que em um ano vai ter resultado. É um plantio. É preciso ter persistência e se organizar para fazer isso”, disse ela, ressaltando a necessidade de fazer um planejamento e conhecer os órgãos governamentais, cuidar dos contratos e cumprir o que foi combinado.

Alessandra apresentou algumas diretrizes importantes para vender ao governo, como as modalidades de licitação e os caminhos para cadastro e documentação. Também destacou canais onde é possível encontrar apoio. “A Fiesp, por meio do Dempi ,tem pessoas que conhecem o mercado de governo, é um ponto de apoio. Também é possível contar com a ajuda do Sebrae local, as secretarias estaduais e municipais e as empresas especializadas.”

Para tratar de um dos mercados de maior destaque atualmente, Renato Meirelles, presidente do Data Popular, apresentou um raio-x da nova classe média brasileira. “Hoje, a classe C movimenta R$ 1 trilhão por ano. Se existisse um país chamado classe média brasileira, ele seria o 12º maior do mundo em população e o 17º maior em consumo. Ele estaria no G-20 do consumo mundial.”

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Renato Meirelles, presidente do Data Popular. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Segundo Meirelles, os grandes protagonistas da nova classe média brasileira são os negros e as mulheres. “Os negros, no Brasil, movimentam R$ 1,1 trilhão por ano. E ainda tem empresa que reluta em usar garoto-propaganda negro na sua comunicação”, disse. “Falando nas mulheres, nos últimos 20 anos, o número de mulheres com carteira assinada cresceu 87%. Se a mulher já mandava no dinheiro do homem, agora que ela ganha o próprio dinheiro, ninguém segura.”

O conselho do executivo é ter uma nova ótica para chegar a esse mercado. “Essa mudança que está acontecendo no País oferece inúmeras oportunidades para as micro e pequenas empresas que fizerem um exercício de humildade de olhar o consumo pela visão desses brasileiros que estão melhorando de vida, conquistando o coração, a mente e o bolso da nova classe média”, declarou.

Convênio com a Sorbonne

A gerente do Departamento Jurídico Corporativo da Fiesp, Luciana Freire, apresentou o convênio da federação com a Universidade de Sourbonne, que tem como objetivo unir a prática do empresário com a teoria o expertise da academia.

Como uma das primeiras ações da parceria, os professores da universidade francesa, Florence Pinot de Villechenon e Humberto Cesar López Rizzo apresentaram uma pesquisa sobre internacionalização de micro e pequenas empresas, em que conversaram com empresários europeus e também latino-americanos.

“Palavras como luta, esforço, trabalho são compartilhadas entre os pesquisados no Brasil e também do outro lado do Atlântico”, contou Florence. “Mas cada vez que falávamos com o responsável pelo negócio, seja ele brasileiro, mexicano, italiano, francês, espanhol ou português, encontramos também muito entusiasmo.”

O estudo também trouxe uma visão dos empresários estrangeiros, que classificaram o Brasil como um país difícil para entrar, porém um mercado relevante. “Eles afirmam que sofrem, mas estão satisfeitos por estar aqui. Dizem que o Brasil não é um país para amadores, demanda muita experiência, mas é atrativo e desafiante.”

Encerrando o painel, o professor da Fundação Instituto de Administração, Edson Barbero falou sobre a definição do melhor mercado para cada empresa. “A gente fala que os clientes nos escolhem, mas esquecemos que também temos que escolhê-los. Há o valor para o cliente que é o que eu oferto e o valor do cliente que ele oferta a mim.”

Para Barbero, o cliente é ponto-chave para descobrir o melhor mercado. “Converse com o seu cliente, faça as perguntas certas, se aprofunde na vida dele, seja ele pessoa jurídica ou física.”

Em reunião com diretoria da Fiesp, ministro Afif Domingos defende ‘janela única’ para a abertura de novas empresas

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O vice-governador de São Paulo e ministro da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, foi o convidado da reunião ordinária da diretoria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta segunda-feira (29/07).

Recebido pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, como “um defensor da iniciativa privada”, Afif explicou seus planos para a redução da burocracia e apoio à exportação pelas micro e pequenas. Entre eles, a criação de uma “janela única” para a abertura de novas empresas e a adoção de um cadastro único para empreendimentos com esse perfil.

Afif (ao centro) e Skaf  na reunião ordinária da diretoria da Fiesp: menos burocracia para as micro e pequenas empresas. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

Na foto, o 2º vice-presidente, João Guilherme Sabino Ometto, o ministro Guilherme Afif Domingos (ao centro) e o presidente Paulo Skaf na reunião ordinária da diretoria da Fiesp: Afid defendeu menos burocracia. Foto: Junior Ruiz/Fiesp


Ao apresentar o convidado, Skaf ressaltou que há uma pauta grande a ser discutida para esse segmento de empresas e reconheceu que muitos dos avanços históricos na área têm a “mão e o coração” de Afif. “Mesmo com todas as limitações, temos você lá, o que compensa tudo isso para conseguir resultados concretos”, disse.

O presidente da Fiesp destacou questões como o faturamento gradual. “Passou um tostão da faixa, que é R$ 3,6 milhões, [e] pronto, perdeu o direito àquelas vantagens, o que estimula a empresa a não se desenvolver ou a sonegar”, explicou. Em seguida, Skaf abriu espaço para que Afif falasse sobre ações e projetos para a pasta.

Afirmando se sentir “em casa” na Fiesp, o ministro lembrou que as micro e pequenas empresas são as grandes geradoras de empregos no Brasil e no mundo. “Hoje, 98% do universo empresarial no país é formado por esse grupo”, disse. “E com uma participação de 57% na mão de obra ocupada”.

Afif explicou que o seu ministério é uma pasta “de articulação” e que assume a “responsabilidade de traçar uma política para a micro e pequena empresa”.

Janela única

Nesse sentido, o principal objetivo, agora, é criar uma “janela única” para a abertura de novas empresas. “O empresário só vai ter que procurar um balcão”, afirmou Afif. “Vamos introduzir um cadastro único, que vai ser respeitado pelo estado e pelo município, por exemplo”.

Além do cadastro, também devem ser simplificados os licenciamentos. “Cerca de 90% das empresas do Brasil são de baixo risco de licenciamento ambiental, da vigilância sanitária ou do Corpo de Bombeiros”, explicou. “Então, por que não facilitar os licenciamentos com o preenchimento de um questionário pela internet? Quem não cumprir com as suas obrigações vai ser punido depois”, disse. De acordo com Afif, a burocracia “não confia, não acredita, não orienta e não capacita”.  “Nós não prestigiamos a boa fé”, afirmou.

Dessa forma, segundo o ministro, será organizado um “mega portal” que facilite a vida do micro e pequeno empreendedor nos próximos meses. “Será o primeiro grande passo para passarmos da era medieval para a era digital”, explicou.

Mais exportações

Nessa linha, serão estimuladas ainda as exportações entre os pequenos. “Por que não temos um tratado para estimular as exportações dos micro e pequenos?”, observou Afif. Segundo o ministro, é preciso investir num sistema logístico para esse grupo, nos moldes do Exporta Fácil dos Correios. “Convido a Fiesp a participar dessa discussão conosco”, afirmou.

O convite foi aceito: “Colocamos a Fiesp à disposição para a realização de um grande debate aqui mesmo, na nossa sede, sobre esses assuntos”, disse Skaf.


Info MPMIs – O boletim das Micro, Pequenas e Médias Indústrias

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O Info MPMIs  é um boletim mensal, produzido pelo Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp.

Ele traz informações sobre as melhores formas de financiamento e investimentos, as novidades legislativas, além das atuações do poder executivo e judiciário que impactem no dia a dia das micro, pequenas e médias empresas.

Você poderá  ter acesso aos artigos de renomados professores das principais universidades do País com foco na gestão de empresas e saber dos  eventos realizados pela Fiesp e Sindicatos de indústrias.

Acesse os últimos boletins, no menu ao lado.




VII Congresso da MPI: burocracia dificulta o acesso ao crédito para as micro e pequenas indústrias

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Linhas de crédito e financiamentos acessíveis são fundamentais para que as micro e pequenas empresas (MPEs) possam ampliar investimentos em inovação, acesso a novos mercados e tecnologia. Porém, a burocratização adotada por instituições financeiras dificultam o acesso ao crédito dos pequenos empreendedores.

O tema foi discutido durante o painel Financiamento para o Crescimento, durante o VII Congresso da Micro e Pequena Indústria – Da sobrevivência a excelência, evento realizado nesta quarta-feira (10/10) no hotel Renaissance, em São Paulo, pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

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José Antonio Cipolla, diretor do Dempi/Fiesp

José Antonio Cipolla, diretor do Dempi, ressaltou que as linhas de crédito disponíveis no mercado não atendem às reais necessidades dos empreendedores das MPEs.

Excesso de burocracia e elevadas taxas de juros são gargalos. “Os bancos não podem ter um lucro excessivo enquanto os empresários não têm acesso ao crédito com taxas de pagamento que nossas empresas comportam pagar”.  E completou: “Você joga o cara para a inadimplência, cobrando juros extorsivos. E aí chega a um ponto que ele não consegue cumprir”, enfatizou.

De acordo com Denis Forte, professor adjunto na programa stricto sensu pós-graduação do Mackenzie, o marco regulatório proporcionou um avanço no sistema financeiro brasileiro. A medida, segundo ele, permitiu a portabilidade de crédito e de cadastro, e a transparência das taxas de juros. É preciso, porém, segundo ele, a criação de linhas de crédito que atendam às necessidades dos empreendedores.

“Grandes empresas são procuradas todos os dias por 50 bancos com oferta de linhas de créditos. Diferente do que acontece com as pequenas e médias empresas”, avaliou Forte.

Novos caminhos

O superintendente regional de micro e pequena empresa da Caixa Econômica Federal, Paulo José Galli, enfocou a redução das taxas de juros aplicadas pelos bancos públicos, medida que segundo ele estimulou a criação de novas linhas de crédito com juros acessíveis dedicadas aos micro e pequenos empresários.

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Paulo José Galli, superintendente de MPI da Caixa Econômica Federal

“A partir deste movimento que os bancos públicos fizeram, o Brasil começa a entrar na rota dos juros internacionais. Nós não chegamos ainda, mas estamos próximos. Isso permitirá que os empresários brasileiros tenham condições de competir no mundo naquilo que o serviço financeiro possa oferecer”, afirmou.

Opinião compartilhada pelo diretor de micro e pequena empresa do Banco do Brasil, Adilson do Nascimento Anísio. Ele ressaltou o processo de desburocratização que, conforme explicou, foi adotado pela instituição financeira para facilitar o relacionamento do cliente com o banco.

“Os bancos precisam se reinventar. Precisamos repensar o relacionamento com estes segmentos. As micro, pequenas e médias empresas às vezes acabam pagando um custo maior pelo financiamento devido à complexidade deste relacionamento”, afirmou.

De acordo com o presidente da agência estadual Desenvolve SP, Milton Luiz de Melo Santos, as linhas de crédito e  longo prazo – restritas no mercado – contribuem com o crescimento estruturado das MPEs. Segundo Santos, o Banco Central precisa adotar medidas que proporcionem o aumento destas linhas de créditos.

“É preciso que haja uma reflexão sobre as normas do Banco Central. Elas precisam ser revistas para que as instituições financeiras tenham condições de avançar um pouco mais com relação aos riscos de financiamento de médio e longo prazo para as micro e pequenas empresas.”

O painel foi moderado pelo assessor do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi), Flávio Luís Jardim Vital, e contou ainda com a participação do diretor executivo da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/SP), Paulo Arthur Lencioni Goes, e do diretor do Dempi, Claudio Luís Miquelin.

Entrevista com Milton Bogus, diretor do Dempi/Fiesp: ‘Quem não inovar vai ficar para trás’

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp


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Milton Bogus, diretor-titular do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi) da Fiesp

As micro e pequenas constituem 98% das empresas brasileiras, segundo o Sebrae Nacional. Apesar da melhora nos últimos anos após a promulgação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, o segmento ainda sofre com alguns gargalos: falta de capacitação e de acesso ao crédito são as principais ameaças à sobrevivência aos negócios desse porte, de acordo com Milton Bogus, diretor-titular do Departamento de Micro e Pequena Indústria (Dempi) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Em entrevista ao portal da Fiesp, Bogus comenta os desafios e oportunidades para as micro e pequenas indústrias – alguns dos temas em debate no VII Congresso da Micro e Pequena Indústria,  que acontece quarta-feira (10/10), no Hotel Renaissance, em São Paulo.

E faz um alerta: “Quem não inovar vai ficar para trás”.

Veja a entrevista com o titular do Dempi/Fiesp.

O Congresso da Micro e Pequena Indústria da Fiesp está chegando a sua 7ª edição. Na sua avaliação, nesses últimos sete anos, o cenário das micro e pequenas indústrias melhorou? Quais as principais conquistas, na sua opinião?

Milton Bogus – Sem dúvida nenhuma, o cenário das micro e pequenas empesas melhorou e procuramos contribuir para isto. A Lei Geral [das Micro e Pequenas Empresas foi um dos fatores principais para a redução de tributos, para ampliar acesso a mercados e ao ambiente de crédito e para a simplificação e desburocratização na abertura e fechamento de empresas.

Quais obstáculos ainda afetam a sobrevivência das pequenas empresas no Brasil?

Milton Bogus – Na minha visão a falta de capacitação e o acesso ao crédito hoje são gargalos das pequenas empresas. Apesar da melhoria da burocracia, ainda temos um ambiente complexo para as micro e pequenas empresas, como por exemplo: acesso ao crédito, concorrência predatória nas importações, a falta de capacitação e a dificuldade da inovação. E, no caso das pequenas empresas que não estão no regime Simples, o excesso de tributos e a carga tributária dificultam a sobrevivência desse segmento.

O tema do Congresso MPI deste ano é justamente Da Sobrevivência à Excelência. Isso sugere uma mudança na visão do empresário com foco concentrado no tema da competitividade? Quais enfoques sobre a busca por excelência serão dados no Congresso?

Milton Bogus – Com certeza é a melhoria da competitividade. E essa melhoria deve ser feita através da gestão de pessoas, do conhecimento dos meios de financiamento à produção e dos mecanismos para inovação, bem como a utilização das formas mais atuais de acesso ao mercado e de comunicação. Esses serão os principais enfoques.

Gestão de pessoas e inovação, portanto, devem fazer parte da visão estratégica das empresas? 

Milton Bogus Eu diria que quem não inovar vai ficar para trás. A inovação é fundamental para manutenção do crescimento das empresas, e quem realiza essas inovações são as pessoas. Gerenciar este recurso voltado para inovação é estratégico para as empresas. Formar equipe é fundamental para o crescimento das empresas – cada um fazendo a sua parte para um objetivo comum. 

As micro e pequenas indústrias têm grande relevância na economia do País, gerando emprego e renda e movimentando diversos setores. Como elas podem buscar suporte ou recursos para implementar itens como inovação e capacitação profissional, crédito, ou novas tecnologias de comunicação para aumentar suas vendas?

Milton Bogus – As empresas podem e devem procurar suas entidades de classe, universidades, institutos de pesquisa, escolas técnicas, entre outras instituições, que apoiam e capacitam as micro e pequenas empresas.

Em relação ao crédito, as micro e pequenas empresas devem buscar informações sobre linhas de financiamento existentes e se prepararem para o relacionamento com os agentes financeiros.

E quanto às novas tecnologias, as micro e pequenas empresas precisam conhecer mais as novas mídias que a cada dia crescem com rapidez e devem avaliar quais mecanismos existem para entrar nesse mercado, pensando sempre em seu público-alvo.

Qual a contribuição do Dempi/Fiesp e entidades parceiras nesse sentido?

Milton Bogus – Em capacitação, o Dempi/Fiesp implementou uma parceria com mais de 20 universidades e institutos de ensino, estabelecendo uma via de mão dupla entre o ambiente acadêmico e o empresarial.

Realizamos, ainda, parcerias com instituições financeiras e agentes de desenvolvimento para atender às empresas e informar as linhas de financiamento e garantias existentes para facilitar o acesso ao crédito.

E também temos atuado nas frentes parlamentares e nos fóruns do segmento para a construção de políticas públicas voltadas às micro e pequenas empresas.

Fiesp fecha parceria com o Itaú Unibanco para a Sala de Crédito

Agência Indusnet Fiesp

Com objetivo de ampliar o acesso das micro e pequenas empresas ao crédito e às melhores linhas de financiamento, a Fiesp fechou parceria com o Itaú Unibanco para promover ações conjuntas em crédito. A previsão é que ainda em 2010 o banco esteja presente em seis Salas de Crédito e, em 2011, em outros 15 eventos por todo estado de São Paulo.

“A intenção é desenvolver, em conjunto com o Itaú Unibanco, ações com foco nos pequenos industriais filiados aos sindicatos associados da Fiesp”, explica Milton Bogus, diretor do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi) da federação.

“A iniciativa tem como objetivo reforçar o posicionamento de banco parceiro dos empreendedores e que leva conteúdo relevante para a comunidade empresarial”, afirma Carlos Eduardo Maccariello, diretor da Área Empresas do Itaú Unibanco. Ele completa: “Acreditamos que oferecer crédito pelo crédito não seja o melhor caminho para transformar um empreendedor em um empresário de sucesso. Acreditamos que o banco tem papel fundamental na produção e disseminação de conhecimento que ajude o empresário a sustentar e desenvolver a sua empresa”.

Atendimento personalizado

Promovida pelo Dempi, a Sala de Crédito conta com a sinergia das principais instituições financeiras do País, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco e Santander.

Com atendimento personalizado aos empresários junto aos bancos parceiros, oferece consulta às empresas fora das agências bancárias, com tempo de atendimento para o esclarecimento da linha mais adequada à demanda de recursos das empresas.

Além disso, dá oportunidade para as empresas conhecerem os produtos com diversos bancos, atendimento com o BNDES e taxas de juros especiais para as linhas de capital de giro.

A Sala de Crédito apresenta, ainda, novidades de acesso ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), instrumento de substituição de garantias nas linhas de capital de giro do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

Área Empresas Itaú

O Itaú atua no mercado de micro, pequenas, médias e grandes empresas buscando identificar as melhores soluções em negócios para necessidades específicas de seus clientes.

Pensando no crescimento sustentável das empresas, o banco se estruturou para ser um grande parceiro de negócios de seus clientes, prestando consultoria financeira e buscando orientá-los não só sobre as necessidades do dia a dia, mas sobre temas que agreguem valor e efetivamente contribuam para a melhoria do desempenho financeiro dos negócios.

Esse papel consultivo se traduz, dentre outras iniciativas, na realização de eventos como o Crescer Empresas, Turbine seus Negócios. Nas ocasiões são abordados temas como educação e gestão financeira, cenário macroeconômico,agilidade nos processos, tecnologia, gestão de mudanças e segurança.

Mês da micro e pequena empresa é encerrado com espetáculo musical em Rio Claro

Rubens Toledo, Agência Indusnet Fiesp

Conserto da Orquestra Sinfônica Nacional, regida pelo maestro Walter Lourenção, encerrou na noite de quinta-feira (28), em Rio Claro, a programação do Mês da Micro e Pequena Indústria (MPI), promovido pelo Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi), da Fiesp, com apoio do Ciesp, Sebrae-SP e Secretaria Municipal de Desenvolvimento.

Com foco no mundo empresarial, o espetáculo musical contou com participação do grande público e autoridades locais, incluindo a primeira-dama do município, além de diretores do Ciesp e Fiesp.

“As micro e pequenas empresas têm maior capacidade de se adaptar a mudanças, muito mais do que as médias e grandes”, destacou o maestro Lourenção, que fez um contraponto entre a regência de uma orquestra e a gestão de uma empresa. “Em ambos os casos é preciso que todos os componentes estejam afinados”, comparou.

Ao longo do dia, na sede da Regional do Ciesp rio-clarense, cerca de 50 representantes de empresas acompanharam ciclo de palestras sobre Estratégias de Marketing, gestão e desenvolvimento empresarial.

De acordo com o diretor da Fiesp em Indaiatuba, Leonardo Bussi, participaram do evento três dos mais requisitados consultores e também professores da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e de outras universidades, como Paulo Lucas de Oliveira, Gilmar Marques e Alexandre Saad.

O Mês da Micro e Pequena Empresa foi aberto no V Congresso da MPI, no último 14 de outubro no Hotel Rennaissance, na Capital, que recebeu mais de mil participantes.

Os temas foram regionalizados e levados ao Interior paulista. Além de Rio Claro, a programação foi levada também às cidades de jaú (28) e Presidente Prudente (21).

Pesquisa da Fiesp mostra que empresas vão investir mais em 2010

Entre os dias 1 de dezembro de 2009 e 11 de janeiro de 2010, a Fiesp, por meio de seu Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), foi a campo com o objetivo de avaliar o desempenho das empresas durante o segundo semestre de 2009 e suas expectativas com relação a 2010.

O estudo, que levou em conta a opinião de 365 micro, pequenos, médios e grandes empresários, mereceu destaque do jornal O Estado de S. Paulo, nesta quarta-feira (17).

Com o título “Produtividade e dificulta expansão do emprego na indústria”, a matéria assinada por Marcelo Rehder traz entrevista com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e detalhes da análise, a qual mostra, entre outros pontos, que “o aumento da produtividade dos trabalhadores durante o período da retomada da atividade industrial está impedindo a criação de empregos na mesma proporção e velocidade da recuperação”.

Veja aqui a íntegra da notícia.