‘Vamos trabalhar para inseri-los no mercado’, afirma diretor de Ação Regional da Fiesp em formatura do projeto Meu Novo Mundo

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Não faltou emoção na formatura de mais uma turma do projeto Meu Novo Mundo, realizado na manhã desta sexta-feira (13/04), na Escola Senai Almirante Tamandaré, no Centro da capital paulista. A iniciativa envolve um curso de formação profissional e apoio à entrada no mercado de trabalho com três anos de duração. Assim, mais 19 participantes agora possuem a formação de assistente administrativo. O Meu Novo Mundo tem a assinatura da Fiesp, do Sesi-SP e do Senai-SP e já formou 72 estudantes de Araras, Osasco, São Bernardo do Campo, São Paulo, Sertãozinho e Taubaté. Há outros 219 inscritos fazendo o curso no momento. Trinta empresas são parceiras.

Estiveram presentes na cerimônia o diretor adjunto do Departamento de Ação Regional  (Depar) da Fiesp, Sylvio de Barros, e a deputada federal Mara Gabrilli.

Presidente da Fiesp, do Sesi-SP e do Senai-SP, Paulo Skaf fez questão de mandar uma mensagem em vídeo para os formandos. “Quero parabenizar a todos vocês, que agora são donos do seu futuro e da sua carreira”, disse. “Tenho orgulho de saber que o Senai-SP ajudou a fazer a diferença na vida de vocês, que agora estão preparados para o futuro”.

Para Mara Gabrili, que é tetraplégica, os novos assistentes administrativos “estão prontos para o mundo do trabalho”. “A educação é a política pública mais eficaz para a gente promover o desenvolvimento”, afirmou. “Enxerguem o tamanho do potencial que vocês têm, toda a bagagem da disciplina, da superação e da gratidão”.

Segundo a deputada, a Lei Brasileira de Inclusão foi o projeto mais democrático do legislativo brasileiro, tendo recebido mais de mil contribuições em sua elaboração. “Nós, pessoas com deficiência, temos um efeito pedagógico por onde a gente passa”, afirmou. “Precisamos da força de trabalho de pessoas que se transformaram em verdadeiros leões”, disse. “Vocês são diferenciados e vão conseguir trabalhar, produzir, ser felizes”.

Paraninfo da turma, Sylvio de Barros destacou que a formatura era importante para todos, inclusive para as empresas que ofereceram oportunidades para os formandos. “O sentido de novo mundo é recíproco, talvez traga mais novidades para nós do que para as pessoas com deficiência”, afirmou. “Agora os nossos alunos sabem quem são e o que representam”, disse. “Há casos de pessoas que mal saíam de casa e agora têm uma vida ativa”.

Os formandos do Meu Novo Mundo acompanhados das autoridades: uma vida ativa e cheia de significado. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Os formandos do Meu Novo Mundo acompanhados das autoridades: uma vida ativa. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

De acordo com Barros, o apoio aos alunos continua depois do curso. “Temos um cadastro dos formandos para oferecer às indústrias”, explicou. “Vamos trabalhar para inseri-los no mercado”, disse. “Temos pela frente um novo mundo para todos vocês”.

Assistente administrativo, Vinícius Tavares Lima, de 22 anos, era um dos formandos mais animados. Cadeirante, ele contou que aprendeu muito, principalmente conhecimentos de informática. “Já fiz três entrevistas de emprego e agora espero um retorno”, disse. “Foi emocionante participar do projeto”.

Também formando, Lucas Santos Silva, de 23 anos, afirmou que vai levar para sempre “o conhecimento e as amizades” adquiridos. “Mandei alguns currículos, estou animado”.

Deficiente visual, Silva destacou o trabalho do professor Rafael Fortes Brás, que também não enxerga e deu aulas durante todo o curso.

Docente regular do Senai-SP em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, Brás dá aulas de conteúdos administrativos, logística e informática adaptada, entre outros temas. Ele perdeu a visão gradativamente entre os 20 e os 33 anos. Aos 37, sabe que encontrou seu propósito. “Estudei no Sesi-SP e no Senai-SP”, disse. “Agora vejo que estar aqui foi um divisor de águas, entendi qual é a minha missão”.

 

Programa Meu Novo Mundo forma primeira turma

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

A expressão no rosto dos formandos era de muita alegria. Afinal, depois de três anos de muito esforço, eles se tornaram os primeiros da Grande São Paulo a concluir o curso de Aprendizagem Industrial de Assistente Administrativo do Programa Meu Novo Mundo. A solenidade de formatura foi realizada às 16 horas desta quarta-feira (21 de fevereiro), no Senai de Osasco. Visivelmente emocionados, os concluintes eram unânimes ao definir o fim desse ciclo em uma só palavra: superação.

“Também diria que o sentimento é de dever cumprido. Aprendemos muitas coisas nesse período, e não foi apenas o curso. Além de poder dizer que tenho uma profissão, conheci novos amigos e me tornei uma pessoa melhor”, afirmou Ademilton da Silva Barros, formando que discursou para a plateia.

Ele também disse ser muito grato a todos os que tornaram possível a conclusão do curso e que o projeto Meu Novo Mundo possibilitou novas perspectivas para todos. “Foi um período de troca de experiências entre os alunos, docentes, profissionais das empresas participantes e outras pessoas envolvidas nesse grande programa.”

Sua opinião também foi compartilhada por Ana Cristina Mendonça Oliveira, que destacou a superação pessoal. “O projeto resgatou minha determinação. Saio mais esperançosa e sabendo que sou capaz de aprender e vencer desafios dia após dia”; comemorou a formanda, que realizava o trajeto de Itapevi para Osasco em transporte público. “Acessibilidade nos transportes ainda é um enorme obstáculo”, emenda.

Concebido pela Fiesp, Sesi-SP e Senai-SP, o projeto tem por objetivo a inclusão profissional de pessoas com deficiência nas indústrias, o que ocorre por meio da aprendizagem, e também a inclusão na área social e no esporte. O programa é voltado a pessoas com deficiência a partir dos 14 anos, alfabetizadas, sem limite de idade, e às empresas do setor industrial que possuem 100 ou mais funcionários com matriz no Estado de São Paulo.

Além de ajudar as indústrias a cumprir as cotas estabelecidas por lei, o projeto promove a efetiva inclusão das pessoas com deficiência no mundo de trabalho. Contratada na condição de aprendiz, a pessoa com deficiência tem acesso a um programa especial de capacitação profissional por meio dos cursos do Senai-SP e participa de atividades no Sesi-SP, que vão desde ações sobre cidadania até a prática esportiva. O programa tem duração de três anos.

O idealizador do programa, Sylvio de Barros, diretor do Departamento de Ação Regional da Fiesp (Depar), destacou a experiência humana do projeto. “Os participantes não saem apenas com um certificado em mãos. Eles saem mais autoconfiantes, com mais autonomia e vistos com mais respeito.”  O programa prioriza as individualidades de cada participante, que recebe certificação de acordo com as competências alcançadas.

A representante da empresa Engrecon, Márcia Nadalini, elogiou muito o Programa Meu Novo Mundo por ser um projeto sensível, que lida com pessoas. “Nós também fomos transformados por essa experiência, por ver as dificuldades que eles têm, e que nos fez ver o que tínhamos de mudar na própria empresa para recebê-los”, diz a diretora-proprietária, que já efetivou uma aprendiz.

Além da empresária, estavam presentes na formatura representantes da Basf e Chiesi Farmacêutica, que participaram do programa. Também o diretor do Senai de Osasco, José Saturnino Poepcke, a diretora do Sesi de Osasco, Carla Lellis, o diretor do Depar, Sylvio de Barros, e o diretor do Ciesp Castelo, Fábio Starece Fonseca, paraninfo da turma.

Formatura da primeira turma do Programa Meu Novo Mundo. Foto: Everton Amaro/FiespP

Depar e empresas parceiras apresentam resultados do programa Meu Novo Mundo

Agência Indusnet Fiesp

Para falar das experiências das empresas na realização do programa Meu Novo Mundo, que promove a inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, o Departamento de Ação Regional da Fiesp (Depar) realizou um encontro nesta terça-feira (28 de novembro) em São Paulo.

Na ocasião, o presidente da Fiesp, Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP, Paulo Skaf, parabenizou todos os envolvidos na promoção e implementação do programa, que teve início em fevereiro de 2015, além de receber um troféu das mãos do diretor titular do Depar, Sylvio de Barros, por sua participação e apoio aos programas de cunho social no mundo corporativo.

De acordo com Sylvio de Barros, em todo o Estado de São Paulo, cerca de 1.500 crianças que estudam no Sesi possuem algum tipo de deficiência, enquanto no Senai essa fatia soma 8.000 jovens. “Usamos as instalações do Sesi-SP e do Senai-SP para auxiliar uma integração dessas pessoas. Começamos com 405 matrículas, 30 empresas e 37 escolas”, lembrou.

Deste total, 304 alunos deverão concluir o programa até 2018 com o apoio de 30 empresas parceiras. A maior parte dos alunos atendidos pelo Novo Mundo apresentam deficiências visual e intelectual, com maior vulnerabilidade fora do mercado de trabalho, sem limite de idade.

Na avaliação do superintendente regional do Trabalho em São Paulo, Eduardo Anastasi, o projeto é visto com bons olhos na esfera privada e pública. “Vamos trabalhar juntos pela continuidade e prorrogação de iniciativas como essa, o ministro simpatiza com a ideia. Teremos um bom caminho por aí com uma possível ampliação do projeto até para outros Estados”, completou.

A especialista em Educação Profissional Senai-SP Sandra Chang explicou que, na formatura do programa, os alunos participantes receberão o diploma do Novo Mundo, uma medalha especial em braile e os certificados profissionalizantes do Sesi e do Senai. Segundo ela, muitos dos alunos tiveram suas primeiras oportunidades de trabalho no projeto, alguns nunca tiveram carteira assinada ou saíram de casa para uma oportunidade profissional ou de estudo inclusiva. “Nosso objetivo era trazer para as empresas aquelas pessoas que ainda não eram profissionais e um grupo de qualidade ajudou os alunos no nivelamento de conhecimentos”, disse.

Bruno Barreto, da área de gestão de talentos da Basf, que participa do Meu Novo Mundo desde o lançamento, conta que a empresa conseguiu promover uma interessante imersão dos alunos do programa por seis semanas, o que ajudou a companhia a compreender como o ambiente corporativo pode ser mais inclusivo.

Já na Biosev, a especialista Rachel Carneiro disse que o programa foi incorporado pelo núcleo de gestão de pessoas e auxilia na incorporação da cultura de inclusão na companhia.

No departamento de recursos humanos da Chery, o analista Eliezer Rangel afirmou que a montadora emprega atualmente 12 aprendizes como parte do programa e tem obtido resultados surpreendentes. Após o término do contrato, a empresa contratará todos os alunos para seu quadro efetivo de funcionários, de acordo com Rangel.

No mesmo sentido, o gerente de recursos humanos da farmacêutica Chiesi Herbert Saldanha explicou que a principal contribuição do programa tem sido a formação e consolidação de um valor de inclusão na empresa.

Além da Basf, Biosev, Chery e Chiesi, também participaram do encontro e receberem troféus como forma de agradecimento da Fiesp as empresas Elring Klinder, Lilly, Mitsui Alimentos, Pellegrini, Porto Forte Construções, Metalúrgica Prada, Renovias Concessionárias, SKF, Tiisa e Trans Sistemas de Transportes.

Reunião do Depar para apresentação de resultados do programa Meu Novo Mundo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Skaf apresenta programa Meu Novo Mundo ao Ministério Público do Trabalho

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

Na manhã desta segunda-feira (9/11), o presidente da Fiesp, do Sesi-SP e do Senai-SP, Paulo Skaf, recebeu no Centro de Atividades Sesi Vila Leopoldina os procuradores Sandoval Alves da Silva e Sofia Vilela de Moraes e Silva.

Respectivamente coordenador e vice-coordenadora da Coordenadoria Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade), do Ministério Público do Trabalho, eles vieram a São Paulo especialmente para conhecer o programa “Meu Novo Mundo”, desenvolvido pela Fiesp, em parceria com Sesi-SP e Senai-SP para promover a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Depois de receber as boas vindas de Paulo Skaf, os procuradores, acompanhados pelo diretor da Fiesp responsável pela criação e implantação do programa, Sylvio de Barros, conheceram uma das turmas do programa, que participava de jogos em uma das quadras do Sesi-SP.

Em seguida, a comitiva seguiu para visita a outras turmas no Senai-SP de Osasco e de Itu.

Faziam parte do grupo também a secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo, Marianne Pinotti e a superintendente Regional do Trabalho de São Paulo, Vilma Bernardes Gil.

Reunião entre o Ministério Público do Trabalho e a Fiesp sobre o projeto Meu Novo Mundo. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Atletas do Parapan recebem mensagens de boa sorte de pessoas com deficiência participantes de programa da Fiesp

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

Integrantes do programa “Meu Novo Mundo”, desenvolvido pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), que promove inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, enviaram vídeo desejando boa sorte para os 15 atletas do Serviço Social da Indústria (Sesi-SP), que integram a equipe brasileira nos Jogos Parapan-americanos desde a última sexta-feira (7), em Toronto, Canadá.

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As mensagens foram para Verônica Hipólito (atletismo); Guilherme Germano Moraes (bocha); Alex de Melo Sousa e Josemarcio da Silva Sousa (goalball masculino); Ana Carolina Custodio, Gleyse Priscila Portioli e Simone Camargo Rocha (goalball feminino); Fabricio da Silva Pinto (vôlei sentado masculino) Andressa Luiza Santos, Edwarda de Oliveira Dias, Gilvania José de Lima, Gizele Maria da Costa Dias, Janaina Petit Cunha, Nathalie Filomena de Lima e Suellen Cristine Dellangelica Lima (vôlei sentado feminino)

Com cartazes, desenhos, frases de incentivo e gritos de guerra, a torcida, muito animada, preparou a surpresa durante as aulas de capacitação técnica e integração em unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) e do Sesi-SP, instituições parceiras do programa. Os professores, por sua vez, aproveitaram para explicar a origem dos jogos Parapan-americanos e características de cada esporte disputado. Um vídeo com essas imagens foi enviado digitalmente para cada atleta do Sesi-SP que representa o Brasil nos jogos.

Iniciado em fevereiro de 2015, o programa Meu Novo Mundo conseguiu adesão de 30 empresas até o momento, que contrataram mais de 400 pessoas com deficiência para o cargo de aprendiz, por três anos. Simultaneamente essas pessoas iniciam os cursos no Senai-SP e Sesi-SP, em busca de qualificação técnica para o trabalho, maior integração com outros alunos e até para descoberta de talentos no esporte.

Pé-quente

Parece que as boas vibrações estão dando certo e se transformando em medalhas para os atletas paraolímpicos.

Na noite desta segunda-feira (10/8), a velocista do Sesi-SP Verônica Hipólito garantiu medalha de ouro e bateu recorde na prova dos 100 metros rasos, classe T38 (paralisados cerebrais), com o tempo de 13s29.

Na segunda-feira, as seleções masculina e feminina do Brasil de goalball – com dois e três atletas do Sesi-SP respectivamente – conquistaram mais uma vitória cada, a terceira seguida. Nos dois casos, os brasileiros venceram os Estados Unidos.

No vôlei sentado, Fabrício da Silva Pinto e companhia venceram a Costa Rica No feminino, a seleção, que conta com sete atletas do Sesi-SP, venceu o time do Canadá. Gizele da Costa Dias, jogadora da indústria, foi a segunda maior pontuadora da partida, com oito pontos.

Novos bons resultados na terça-feira (12). Foi um duplo 10 a 0 no goalball (no feminino o Brasil venceu a Nicarágua, e no masculino, derrotou a Venezuela) e um 3 a 0 no vôlei sentado (masculino, frente à Colômbia). As meninas do Brasil perderam de 3 a 0 dos EUA.

Dia “D” do programa Meu Novo Mundo atrai mais de 100 pessoas com deficiência em busca de vagas

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

Nesta quinta-feira (16/7), a unidade da Vila Leopoldina do Serviço Social da Indústria (Sesi-SP) recebeu mais de 100 pessoas com deficiência para cadastro no programa Meu Novo Mundo, que prevê inclusão no mercado de trabalho, em um evento especial denominado Dia “D”.

O objetivo da ação foi atrair pessoas com deficiência para preencher vagas de trabalho oferecidas por empresas que aderiram ao programa. Assim que contratados, os aprendizes iniciam simultaneamente cursos no Senai-SP e participam de atividades esportivas e de artes, entre outras, no Sesi-SP.

De acordo com o diretor do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Sylvio de Barros, responsável pela implantação do programa Meu Novo Mundo, a ação foi bem-sucedida. “Eu considerei esse dia um sucesso, nós tivemos quase 200 pessoas [incluindo familiares dos candidatos] interessadas em começar e vamos atender as indústrias rapidamente.”

Para a manicure Ângela Patrícia, mãe de Fabiana, 20 anos, que tem deficiência visual, a expectativa é boa para a filha, que tem procurado cursos e atualizações, após a conclusão do ensino médio na escola pública. “Vai abrir portas para ela”, diz Ângela.

A técnica de laboratório Neusa Ribeiro de Santana – mãe de Milena, 16, que tem síndrome de Williams, responsável por um déficit de aprendizagem – considera o Meu Novo Mundo “uma luz no fim do túnel”.  “Aqui ela vai deslanchar.”

>>Ouça boletim sobre o programa Meu Novo Mundo

Candidatos ao programa Meu Mundo Novo se inscrevem no Dia D, no Sesi da Vila Leopoldina. Foto Everton Amaro/Fiesp

 

O programa

Idealizado pela Fiesp, em parceria com Sesi-SP e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP), o Meu Novo Mundo é realizado em conjunto com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE-SP) e teve as primeiras turmas iniciadas em fevereiro de 2015.

Atualmente, 434 pessoas com deficiência, contratadas por 30 empresas, participam ou vão iniciar cursos de capacitação em 31 escolas do Sesi-SP e Senai-SP. No Estado de São Paulo, outras 152 escolas das duas instituições estão prontas para receber turmas.

Como funciona

Ao participar, a pessoa com deficiência é contratada por três anos como aprendiz por uma das indústrias que aderiram ao programa Meu Novo Mundo – recebendo salário e benefícios oferecidos pela empresa desde o início.

Simultaneamente, o aprendiz inicia cursos de capacitação técnica no Senai-SP, como assistente administrativo, almoxarife, assistente técnico de Tecnologia de Informação (TI) ou inspetor de qualidade e participa de atividades esportivas e de qualidade de vida, no Sesi-SP.

Pessoas com deficiência que quiserem participar e indústrias que queiram contratar podem se cadastrar diretamente pelo site www.meunovomundo.org.br ou fazer contato com o Sesi-SP pelo telefone: (11) 3146-7375.

“Sucesso que a gente esperava ultrapassou um pouco”, afirma diretor da Fiesp sobre Meu Novo Mundo

 Amanda Demétrio, Agência Indusnet Fiesp

A meta da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) é que pessoas com deficiência que participam do projeto possam conviver e trabalhar normalmente em qualquer empresa. Foi com essa afirmação que o diretor do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, Sylvio de Barros, e responsável pela implantação do programa “Meu Novo Mundo”, abriu a apresentação dos resultados dos primeiros três meses do projeto, nesta segunda-feira (18/5).

“O sucesso que a gente esperava ultrapassou um pouco. Nós tínhamos a ideia de capacitar pessoas, mas nós nunca imaginamos que íamos mexer com a sensibilidade dessas pessoas e mexemos muito. Elas se tornaram felizes e entenderam que tem oportunidades reais”, disse o diretor.

Com a presença da deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP), da secretária municipal das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti, e o adjunto da pasta, Tuca Munhoz, o diretor fez uma apresentação do projeto, que contou com depoimentos dos próprios contemplados pelo programa.

São 2.141 pessoas com deficiência cadastradas no programa, das 405 foram contratadas por 26 empresas participantes. O “Meu Novo Mundo”, que tem como objetivo promover a inclusão da pessoa com deficiência (PcD) no mercado de trabalho, funciona em 24 escolas do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Ana Cristina, uma das participantes de projeto, contou, em um depoimento exibido durante a apresentação, as mudanças ocorridas nos últimos três meses.

“É um divisor de águas. Procurei emprego e só encontrei portas fechadas, me casei, mas seguia desmotivada com a minha vida. Quando fiquei sabendo do projeto logo me inscrevi e hoje penso em dar um futuro melhor para a minha filha. Eu encontrei uma empresa que me abriu as portas. Agora eu sei que sou capaz”, finalizou a jovem.

A dona de casa Daguimar Aparecida Candido mora em Taubaté e também comemora os resultados do projeto e a atual fase da família. Ela é mãe de Arthur Silva, 27 anos, autista, e esposa do Antônio Carlos, 33 anos, deficiente visual, que é aluno do curso técnico administrativo no Senai-SP.

“Meu marido já está no programa há três meses e tudo mudou. Até então ele não tinha perspectiva de emprego, já corremos atrás e nada. Ele entrou em depressão e desenvolveu uma labirintite, coisa que hoje está sendo superada com o projeto e é o que eu quero proporcionar ao meu filho. Já inscrevemos ele no programa também”.

Após a apresentação do “Meu Novo Mundo”, a deputada federal Mara Gabrilli elogiou a iniciativa.

 

Programa “Meu Novo Mundo” promove a contratação de 400 aprendizes em três meses

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

Os aprendizes do programa “Meu Novo Mundo”, que prepara pessoas com deficiência para inclusão no mercado de trabalho, estão mudando o dia a dia dos alunos e funcionários das escolas do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP), avaliaram nesta terça-feira (5/5) os professores e diretores das instituições.

Durante a primeira reunião com empresários para balanço do programa, iniciado em fevereiro de 2015 pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), os representantes do Sesi-SP e do Senai-SP informaram que foram contratados, até o momento, ao menos 400 aprendizes com deficiência.

 

Alexandre Pflug,do Sesi-SP, Sylvio de Barros, da Fiesp, e Ricardo Terra, do Senai-SP, em reunião do "Meu Novo Mundo" na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Segundo o diretor do Senai-SP de Taubaté, Fernando Gonçalves, o entusiasmo dos aprendizes com deficiência faz a diferença.

“Eu tenho funcionários que reclamam praticamente de tudo, mas quando se deparam com esses alunos brincando, fazendo dinâmica de grupo, aprendendo mesmo com sua deficiência, aí param de reclamar e começam a interagir com esse público, com o qual tinham distância”.

O diretor explica que, em três meses, o ganho de autonomia desses aprendizes foi surpreendente e hoje conseguem realizar atividades práticas como comprar e pagar sua conta e entregar documentos. “Esse é nosso objetivo: fazer com que eles tenham autonomia para assumir um posto de trabalho na indústria”

O gerente de diversidade e inclusão da Basf, Guilherme Bara, também participou da reunião. Ela lembrou que o programa de inclusão profissional interfere em muitas outras questões ligadas à inclusão e mobilidade.

“Quando a pessoa com deficiência vai ao Sesi-SP e Senai-SP para fazer a capacitação, ela está pressionando para a acessibilidade da calçada, no transporte público. Ela passa a ter seu próprio dinheiro e poder de compra, é respeitada como consumidor. Então a inclusão profissional é o grande catalisador da inclusão social”, afirmou.

Para o diretor do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, responsável pela implantação do programa, Sylvio de Barros, o programa pode ser sugerido como política pública em outros estados e municípios.

“O governo talvez possa utilizar nossa experiência para fazer uma política eficaz para deficientes, não forçar uma contratação, mas deixar que eles tenham a própria vida e consigam entrar no mercado de trabalho de maneira eficiente, com a possibilidade de fazer. Eles querem fazer, mas não têm a oportunidade”, afirma.

O programa “Meu Novo Mundo” conta com a adesão de 24 empresas que contratam como aprendizes pessoas com deficiência, participantes de cursos de capacitação do Sesi-SP e Senai-SP.

Programa ‘Meu Novo Mundo’ da Fiesp ganha 100 adesões em escolas da rede Cieja

Agência Indusnet Fiesp

Nos dias 3, 4 e 5 de dezembro, a equipe do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), juntamente com técnicos do Serviço Social da Indústria (Sesi-SP) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), apresentaram o programa “Meu Novo Mundo” em três Centros Integrados de Educação de Jovens e Adultos (Cieja) da rede municipal de ensino da cidade de São Paulo.

Sylvio de Barros, do Depar da Fiesp, apresenta programa "Meu Novo Mundo" em escolas municipais. Foto: Divulgação/Depar

A programação teve início no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência (03/12), no Cieja de Campo Limpo, e continuou na quinta-feira (04/12), no Cieja do Jardim Maracanã, e na sexta-feira (05/12), no Cieja do Butantã. O programa foi muito bem recebido em todas as comunidades, com salas lotadas em todas as localidades. Aproximadamente 100 pessoas foram entrevistadas pelas equipes do Sesi-SP e do Senai-SP.

Durante o encontro no Cieja de Campo Limpo,  o diretor titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, Sylvio de Barros Filho, fez uma breve apresentação do programa “Meu Novo Mundo”, reforçando que a iniciativa proporciona uma oportunidade de capacitação, profissionalização e inserção no mercado de trabalho.

O evento contou com participação da secretária da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura, a médica Marianne Pinotti, que ressaltou a importância dessa iniciativa.

O “Meu Novo Mundo” é um programa da Fiesp, em parceria com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo (SRTE-SP), que propõe a capacitação de pessoas com deficiência para a efetiva inclusão no mercado de trabalho, sendo mais uma alternativa para as empresas cumprirem a Lei de Cotas.

Como funciona o programa

Nos encontros nos Ciejas, Mario Quaranta, supervisor de Qualidade de Vida da Divisão de Esportes e Qualidade de Vida do Sesi-SP, explicou o funcionamento do programa “Meu Novo Mundo”.  Ssegundo ele, o objetivo da iniciativa, é oferecer vagas de aprendiz para pessoas com deficiência na indústria, permitindo o acesso à profissionalização por intermédio do Senai-SP e, com apoio do Sesi-SP, trabalhar a autoestima e as habilidades intelectuais e corporais.

As empresas, instituições e órgãos públicos podem se cadastrar no programa e oferecer oportunidade de emprego para quem precisa. Desta forma, promovem o desenvolvimento socioeconômico e cumprem a Lei de Cotas.

Os técnicos do Sesi-SP e do Senai-SP explicaram às pessoas com deficiência e seus familiares todos os detalhes do programa. A mobilização envolveu os especialistas da escola do Senai-SP de Itu (especializada em treinamento de pessoas com deficiência e em adaptação de equipamentos e máquinas para esse público) e contou com tradução simultânea em linguagem de libras.

Ezequiel Marcelo da Costa, atleta do Sesi-SP, incentivou a todos com sua história de vida. Foto: Divulgação

O atleta do Sesi-SP Ezequiel Marcelo da Costa, baseado na pedagogia do exemplo, contou sua história de superação. Após um acidente de trabalho eçe teve o braço direito amputado. Hoje, o atleta coleciona conquistas como a medalha de ouro no Circuito Paraolímpico de Atletismo nos 5.000m (Classe T46 – amputado de braço).

Em 2015 o programa iniciará as primeiras turmas e continuará a divulgação para empresas para gerar mais oportunidades para as pessoas com deficiência.

Fiesp e Basf assinam compromisso para implantar Programa ‘Meu Novo Mundo’

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) deu um importante passo para a evolução do programa “Meu Novo Mundo”, iniciativa em parceria com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo (SRTE-SP) que tem a finalidade de preparar pessoas com deficiência (PCDs) para a efetiva inclusão no mercado de trabalho.

Em cerimônia na tarde desta terça-feira (28/10), a entidade assinou com a Basf um termo de cooperação em que a multinacional de origem alemã adere ao programa. Além de São Paulo, a Basf vai implementar o programa em suas unidades de São Bernardo do Campo e de Guaratinguetá. As atividades começam em dezembro de 2014.

Fiesp e Basf assinam acordo de cooperação para inclusão de pessoas com deficiência. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O “Meu Novo Mundo” proporciona a PCDs o acesso à profissionalização por intermédio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e, com apoio do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), trabalhar autoestima e habilidades intelectuais e corporais.

Na avaliação de Thomas Reineke, vice-presidente de Recursos Humanos da Basf para a América do Sul, o termo de compromisso representa um esforço da companhia, da Fiesp e do Ministério Público para fomentar a inclusão social de PCDs.

“A Basf tem um compromisso com a diversidade. Pessoas com deficiência fazem parte desse conceito e via esse programa conseguimos combinar essa ideia de fomentar a diversidade com a inclusão social, disse Reineke, que vê nesse projeto um piloto, com possibilidade de expansão para outras unidades produtivas da Basf do Brasil.

Thomas Reineke, João Guilherme Sabino Ometto e Sylvio de Barros. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

De acordo com o 2º vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, a adesão demonstra a visão empresarial da Basf e serve como estímulo para que outras empresas de todos os portes possam ingressar no programa.

“Ela realmente é pioneira, está abrindo caminhos. E isso é muito bom ser divulgado. O programa é muito importante e mostra o nosso trabalho de inclusão. Tenho certeza que vai dar grandes resultados. Não é apenas com leis que se regulam as coisas, mas com boa vontade, tecnologia, inovação, para que as pessoas que estão começando a entrar no mercado de trabalho sejam respeitados e possam ter uma integração com a sociedade.”

Guilherme Bara, gerente de Diversidade e Inclusão da Basf para a América, disse que para a Basf é um privilégio participar do programa. “Isso complementa as nossas ações. Hoje temos mais de 140 pessoas com deficiência trabalhando na Basf em diversos cargos, desde o assistente até um vice-presidente. E trabalhar essa parceria com a Fiesp – onde a gente consegue fazer o que chamamos de inclusão 360 graus, com inclusão no trabalho, na cultura, no esporte – vem ao encontro do nosso desejo para contribuir para uma sociedade mais inclusiva.”

Para o diretor titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, Sylvio de Barros, a adesão de uma companhia com a Basf é uma mensagem importante para todas as demais. “Era preciso assinar o termo com uma empresa que trouxesse uma segurança para o mercado. É uma empresa multinacional, que estudou todos os instrumentos jurídicos. É uma empresa que entendeu que tem uma segurança jurídica entrando no programa.”

Para Guilherme Bara, gerente de Diversidade e Inclusão da Basf para a América, é um privilégio participar do programa. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

De acordo com Sylvio de Barros, a assinatura é importante também porque o primeiro mês de inscrições revelou um surpreendente interesse de PCDs. “Temos muito mais candidatos do que empresas estruturadas para participar”, explicou o diretor, revelando que a expectativa do programa até o final de 2015 é de atingir 10.000 participantes contratados por intermédio do programa.

“O próximo passo é difundir esse programa para que a gente não frustre as 380 pessoas que estão aguardando uma oportunidade.”

Também participaram da assinatura do termo de compromisso o gerente de Assistência a Empresa e a Comunidade do Senai-SP, Celso Taborda Kopp, e o diretor de Educação e Cultura do Sesi-SP, Fernando Carvalho.

Diretores regionais avaliam projetos realizados em 2014 e perspectivas para 2015

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na manhã desta segunda-feira (27/10), o Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) se reuniu para avaliar as principais iniciativas promovidas no ano de 2014 e estudar o que deverá ser intensificado no ano 2015. Estiveram presentes diretores regionais de várias localidades da capital e do interior do estado de São Paulo.

Diretores regionais do Depar avaliam projetos de 2014 e perspectivas para 2015. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

O diretor titular do Depar, Sylvio de Barros Filho, mencionou os projetos promovidos pelo departamento que permitiram trazer soluções para indústria promovendo sinergia entre as entidades, como o “Fórum Sou Capaz”, que alcançou dez regiões do estado com eventos itinerantes, além dos lançados neste ano: “Meu Novo Mundo” e “Mural da Indústria”.

Entre os diretores regionais ouvidos durante a reunião, foi consenso que tais ações estimularam um maior entrosamento entre a Fiesp, o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), o Serviço Social da Indústria do Estado de São Paulo (Sesi-SP) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Tarsis Amoroso, diretor titular da regional Zona Leste de São Paulo, destacou a importância de levar os empresários para conhecer de perto as unidades do Sesi-SP e do Senai-SP da região.

Leonardo Ugolini, diretor titular da regional Zona Sul da capital, disse que isso já é uma realidade em sua região. A próxima reunião do conselho consultivo do Sesi-SP/Senai-SP, segundo ele, será na escola Senai Suíço-Brasileiro, em Santo Amaro, contando com a participação do Rotary Club e do Ciesp. “Acredito que, cada vez mais, seja importante a união entre as entidades”, afirmou, enfatizando que o projeto “Meu Novo Mundo” tem colaborado para essa sinergia.

Para o gerente do Ciesp Cubatão, Valmir Ramos Ruiz, que representou o diretor regional Valdir José Caobianco no encontro, a aproximação entre as diretorias do Ciesp e do Depar tem sido extremamente positiva. “Juntos podemos nos mostramos mais fortes perante o empresário”, destacou.

 

Sylvio de Barros, diretor titular do Depar, esclarece dúvida dos diretores regionais sobre projetos . Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Referindo-se à afirmação de Sylvio de Barros, de que com o projeto “Meu Novo Mundo” pela primeira vez Sesi-SP e Senai-SP trabalharam juntos, o diretor adjunto da regional São Bernardo do Campo, José Alcades Theodoro, disse que com o Ciesp não foi diferente. “Temos percebido mais interação, agora, com o Sesi-SP e com o Senai-SP nas regiões.”

Sylvio de Barros relembrou o projeto “Mural da Indústria” – recentemente lançado em São Bernardo do Campo numa versão piloto que irá atender as empresas de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema e Mauá – surgiu de uma sugestão apresentada em uma reunião de Conselho Consultivo Sesi-SP/Senai-SP. “A participação de todos vocês, com sugestões e trazendo as dificuldades enfrentadas pelas empresas locais, é de vital importância”, destacou.

O diretor titular da regional Rio Claro, Assed Bittar Filho, concordou que as reuniões de Conselho ampliam as oportunidades de troca de ideias e mencionou que já apresentar amo projeto “Meu Novo Mundo” a um grupo de profissionais de Recursos Humanos das indústrias locais. “Para o próximo ano, gostaríamos de disponibilizar um curso para os profissionais técnicos das empresas se aprimorarem no tema da Norma Reguladora NR12”, sugeriu.

Mural da Indústria

Sobre o projeto “Mural da Indústria“, Sylvio de Barros declarou que a ideia é ter uma ligação direta entre os industriários da região e o Sesi-SP e Senai-SP.  “No primeiro momento, a ideia é levar aos industriários tudo o que acontece no Sesi-SP e Senai-SP da região”. Segundo ele, inicialmente, isso será feito com um cartaz para ser afixado no mural de avisos das indústrias e também um site, mas já existe um grupo trabalhando para que, no futuro, os industriários possam recebem a programação em seu celular.

O diretor titular enfatizou a importância de se disseminar o que o Sesi-SP e Senai-SP têm realizado. “Em São Bernardo, por exemplo, o Senai-SP vai inaugurar um Laboratório de Nanotecnologia que irá analisar polímeros. Tem várias empresas, como a Dow Química, que importam certos tipos de polímeros. E a Dow Química já chegou à conclusão que é possível fazer esse tipo de polímero aqui com a ajuda desse laboratório no Brasil, com a autorização da matriz. Com isso, vamos criar também um novo tipo de aprendiz no Senai-SP que vai conhecer esse tipo de tecnologia”, ressaltou.

A inclusão de Pessoas com Deficiência (PCDs)

Durante o encontro, Sylvio de Barros, apresentou alguns dados que motivaram a criação dos projetos “Sou Capaz” e “Meu Novo Mundo”, cujo propósito final é ajudar as industrias a cumprirem a cota de contratação de PCDs exigida por lei.

“No estado de São Paulo, detectamos que são 4.730 indústrias que têm mais de 100 funcionários, o que equivaleria a um número de 91 mil PCDs a serem contratadas. A indústria paulista tem contratado, segundo dados do Caged, 41 mil PCDs e temos ainda 50 mil pessoas que precisam ser contratadas para cumprir as cotas.”

O diretor titular do Depar explicou detalhadamente o funcionamento dos dois projetos, esclareceu as principais dúvidas dos diretores regionais e ouviu sugestões para aprimoramento.

Sylvio de Barros anunciou que no dia 1º de dezembro já está agendado um evento com médicos do trabalho para avaliação do procedimento padrão para atestar a comprovação de deficiência do trabalhador. O evento contará com palestras do Superintendência Regional do Trabalho e do Sesi-SP.

Sylvio de Barros fala sobre importância da inclusão de pessoas com deficiência

Agência Indusnet Fiesp

Em artigo publicado nesta terça-feira (16/09) nos jornais Correio Popular, de Campinas, e Diário de Sorocaba, Sylvio de Barros, diretor do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) fala sobre a inclusão profissional de pessoas com deficiência.

Ele cita o projeto Meu Novo Mundo, lançado em agosto pela Fiesp em parceria com o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e a Superintendência Regional do Trabalho e do Emprego no Estado de São Paulo (SRTE-SP), que tem como objetivo verificar a aptidão e o nível de conhecimento das pessoas com deficiência, e assim, treiná-las e motivá-las para que se sintam parte integrante do ambiente de trabalho.

“Para nós, da Fiesp, o melhor caminho para fazer com que as pessoas com deficiência se fixem nas empresas, criem vínculos e façam carreira é investir em aprendizagem. Isto fará com que o projeto de inclusão se transforme em plano de vida, de carreira, e não simplesmente um cumprimento de normas que tem data para iniciar e terminar”, afirma Sylvio de Barros.

Veja o recorte do artigo abaixo ou acesse os sites dos jornais Correio Popular e Diário de Sorocaba.

Sucesso do ‘Meu Novo Mundo’ é resultado da aliança Senai-SP e Sesi-SP

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

O projeto “Meu Novo Mundo”, iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em conjunto com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo (SRTE-SP), viabiliza ações conjuntas para a inclusão profissional de pessoas com deficiência em indústrias cuja matrizes estejam localizadas no Estado de São Paulo.

A iniciativa articula cursos de aprendizagem industrial oferecidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e atividades esportivas e de cidadania por intermédio do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). Tudo isso em articulação com instituições que atuam no setor

Para cada semana, a pessoa com deficiência tem 16 horas de atividades no Sesi-SP e no Senai-SP e quatro horas na empresa. Apenas podem ser contratados aprendizes a partir de 14 anos.

Pela grade horária, o aluno recebe formação profissional às segundas, quartas e sextas, sendo apenas um desses dias na empresa e os demais no Senai-SP. Às terças e quintas, as atividades serão no Sesi-SP.

O módulo básico explora linhas didáticas na área vocacional para o mundo do trabalho e diversas formas de comunicação, além de estimular a cidadania, de modo que o aprendiz possa conhecer direitos e deveres e noções de matemática.

“O grande link do Sesi-SP e do Senai-SP é por meio do desenvolvimento de valores como respeito aos outros e às regras, trabalho em equipe, cooperação, responsabilidade, amizade, comprometimento e confiança”, explicou Mario Quaranta, supervisor de Qualidade de Vida da Divisão de Esportes e Qualidade de Vida do Sesi-SP.

“Nossa visão de futuro é que o programa seja bom para todos, que todos tenham um ganho de aprendizado. Vamos fazer de tudo para que isso dê certo˜, disse Daniela Rocha, especialista em Educação Profissional da Gerência de Educação da Diretoria Técnica do Senai-SP.

Quarenta e Daniela: valores destacados em nome do rendimento dos participantes. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Quaranta e Daniela: valores destacados em nome do rendimento dos participantes. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Entenda o papel de cada instituição

Senai-SP –  O Senai-SP vai proporcionar a formação profissional. Para essa fase inicial foram escolhidas cinco ocupações. Entre elas, auxiliar (de linha) de produção; assistente administrativo e almoxarife; e assistente técnico de Tecnologia da Informação e inspetor de qualidade. Entre outras funções, o Senai-SP tem ainda o papel de colaborar para a adaptação de máquinas e equipamentos, prover suporte para a acessibilidade, atuar na formação de equipes e na preparação das empresas parceiras para a inclusão.

Sesi-SP – O Sesi-SP trabalhará a parte social da iniciativa, com atividades que aliam esporte , educação, cultura e qualidade de vida. Entre elas, a integração com programas já existentes como Atleta do Futuro, Princípio Acidente Zero, Educação de Jovens e Adultos e orientação nutricional. Entre outro serviços, o Sesi-SP pode cuidar ainda de atividades de sensibilização nas empresas, reabilitação clinica, e quando possível, envolver os atletas de alto rendimento para inspirar os aprendizes, dentro do programa Pedagogia do Exemplo. Também atuará no desenvolvimento do relacionamento interpessoal e da criatividade dos aprendizes por meio da atividades artísticas.

Fiesp – A Fiesp faz a coordenação do projeto, a articulação institucional com os atores envolvidos, a mobilização das empresas e as parcerias com instituições.

Instituições – As instituições vão indicar participantes para o programa e sensibilizar famílias sobre a importância da inclusão.

Empresas – Fazem a contratação dos aprendizes com deficiência e prepara ambiente e equipes para a inclusão ao longo do programa.

Órgãos públicos – Têm o papel de mapear possíveis participantes e políticas publicas de apoio ao projeto, como por exemplo, iniciativas que facilitem o transporte público.

>> Site do projeto ‘Meu Novo Mundo’

 

Site do projeto ‘Meu Novo Mundo’ está no ar

Agência Indusnet Fiesp

Já está no ar o site do projeto “Meu Novo Mundo”, iniciativa do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em parceria com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo (SRTE-SP), que prepara pessoas com deficiência para a efetiva inclusão no mercado de trabalho.

O Programa vai proporcionar o acesso à profissionalização por intermédio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e, com apoio do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), trabalhar autoestima e habilidades intelectuais e corporais.

Empresas, instituições e órgãos públicos podem se cadastrar no projeto e, assim, oferecer uma oportunidade de emprego para quem precisa, além de promover o desenvolvimento socioeconômico.

Para as pessoas com deficiência, o “Meu Novo Mundo” proporciona a chance de capacitação, profissionalização e inserção no mercado de trabalho.

Acesse o site www.meunovomundo.org.br e cadastre-se.

‘Meu Novo Mundo’: mudança a partir do esporte, qualidade de vida e autoestima

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

“Minha vida mudou totalmente, primeiro em relação à autoestima. Conheci pessoas como eu e hoje sonho em representar o Brasil numa paraolimpíada”. Realizado com a carreira de atleta  do vôlei sentado do  Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), Daniel Yashizawa fez questão de dar o seu depoimento, na manhã desta quarta-feira (20/08), durante o lançamento do projeto Meu Novo Mundo, na sede do Sesi-SP e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

Prova de que qualquer limitação pode ser vencida com vontade e apoio, Yashizawa contou que, se antes “só ficava dentro de casa” e se “escondendo por conta da deficiência”, hoje tem uma carreira pelo qual é apaixonado, sem economizar planos. “Entrei na seleção brasileira de vôlei sentado e conheci países que nunca imaginei conhecer”, disse.

Yashizawa: “Entrei na seleção brasileira de vôlei sentado e conheci países que nunca imaginei conhecer”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Yashizawa (ao microfone): “Entrei na seleção brasileira e conheci países que nunca imaginei conhecer”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Ao seu lado no evento, o treinador de esporte paraolímpico do Sesi-SP, Ronaldo de Oliveira, destacou que quaisquer “complicações para a sociabilidade são dizimadas pelo esporte”. “A sociedade tem uma atitude ainda muito estanques diante das pessoas com deficiência”, afirmou. “O Projeto Meu Novo Mundo é importante porque reúne esporte, trabalho e estudo, dando a essas pessoas oportunidades maiores”.

Estiveram presentes na cerimônia ainda atletas como Verônica Hipólito (atletismo) e Marco Aurélio (arremesso de peso), também do Sesi-SP.

Motivação

De acordo com o diretor titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, Sylvio de Barros, um dos responsáveis pela iniciativa, o esporte é uma motivação para que “as pessoas entrem no mercado de trabalho de uma maneira boa”. “Temos 4,7 mil empresas com mais de cem funcionários em São Paulo, sujeitas, portanto,  à Lei de Cotas, com 106 mil pessoas com deficiência empregadas no estado”, disse. “Nesse cenário, a indústria emprega 39% do total de pessoas com deficiência, estando de parabéns por isso”.

Um compromisso com esses profissionais que só deve ganhar força com o Meu Novo Mundo. “A gente tem agora a obrigação de trazer essas pessoas para o mercado”.

Superintendente em exercício do Sesi-SP e diretora regional em exercício do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Débora Cypriano Botelho lembrou que a iniciativa tem foco na formação profissional, suporte aos portadores de deficiência e qualidade de vida. “Esse projeto já é um sucesso”, afirmou.

A “criatividade” no modo como a iniciativa foi pensada foi apontada pelo procurador do Ministério Público do Trabalho da 2ª Região Ramon Bezerra dos Santos. “O esporte vai permitir trazer as pessoas com deficiência para as empresas e convencer, de forma mais impactante, os empresários que ainda estão reticentes a contratar esses trabalhadores no futuro”.

Ana: “Essa é uma iniciativa é fantástica”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Ana: “Essa é uma iniciativa é fantástica”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Em se tratando de futuro, aliás, a coordenadora da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho, Ana Alencastro, torce para que o projeto idealizado em São Paulo com o apoio da Fiesp, Sesi-SP e Senai-SP ganhe o país. “Essa é uma iniciativa é fantástica, preciso cumprimentar a coragem de vocês”.

Fiesp e SRTE-SP assinam termo para viabilizar ‘Meu Novo Mundo’

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Em evento na manhã desta quarta-feira (20/08), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo (SRTE-SP) assinaram um termo de cooperação que viabiliza o projeto “Meu Novo Mundo”.

A iniciativa oferece ações conjuntas para a inclusão profissional de pessoas com deficiência em indústrias cuja matrizes estejam localizadas no Estado de São Paulo por meio de um programa abrangente, que articula cursos de aprendizagem industrial oferecidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e atividades esportivas e de cidadania por intermédio do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

João Guilherme Sabino Ometto e Luiz Antônio de Medeiros Neto (ao centro) com o termo assinado. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O ato teve a assinatura do 2º vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, e do superintendente regional do Trabalho e Emprego de São Paulo, Luiz Antônio de Medeiros Neto, representando o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias.

Em seu discurso, Ometto cumprimentou o diretor titular do Departamento de Ação Regional (Depar), Sylvio de Barros, pela idealização de articulação do projeto e expressou seu contentamento por assinar o ato. “Quero partilhar minha alegria e emoção de assinar pela Fiesp esse projeto de tamanha importância”, disse o 2º vice-presidente da Fiesp.

Ometto: “Esse é um programa diferenciado, que engrandece e fortalece a indústria paulista."Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Ometto disse ainda que a essência para a verdadeira inclusão é descobrir o potencial das pessoas e colocá-las no lugar certo. “Esse é um programa diferenciado, que engrandece e fortalece a indústria paulista˜, ressaltou, afirmando estar feliz pela união de esforços de diversos poderes e instituições em torno da iniciativa.

Medeiros, superintendente regional do Trabalho e Emprego de São Paulo, assinalou que o objetivo do Ministério não deve ser o de multar, mas de sanear os problemas, e que a iniciativa não burla a Lei de Cotas. “Tem que flexibilizar para que as empresas possam cumprir a lei de outras maneiras. Tudo que não flexibiliza, quebra”, ressaltou.

“Esse é um marco. Estamos buscando formas diferentes de cumprir a Lei de Cotas, ponderou Medeiros. “Temos um grande desafio: buscar pessoas que estão em casa, absolutamente desmotivadas, que recebem uma pensão do Estado e estão com autoestima lá embaixo, gente que não pertence à classe média e não tem oportunidade de comprar seus equipamentos. [Temos que ] Trazer as pessoas e motivar as pessoas, de um jeito ou de outro, motivar pelo esporte, pela profissão, pela convivência com os outros”, completou o superintendente, cumprimentando em seguida auditores do Ministério do Trabalho pelo entendimento que possibilitou a assinatura do termo de cooperação.

O evento contou com a participação de Marianne Pinotti, secretária Municipal das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo, representando o prefeito Fernando Haddad. Afirmando que a gestão atual da prefeitura procurou lançar um olhar social para a questão, mais além da adequação urbana , a secretaria elogiou o programa “Meu Novo Mundo”.

“Essa ideia será vitoriosa”, resumiu Marianne.

Sylvio de Barros disse que projeto aproveitou know-how do Sesi-SP e do Senai-SP. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O diretor titular do Depar/Fiesp, Sylvio de Barros, destacou que a Fiesp já fez uma reunião com a prefeitura visando a otimização de esforços nessa área. Falou ainda sobre o programa. “Temos uma grande alegria porque conseguimos alcançar os nossos objetivos. Queremos realizar um projeto que promova a real inclusão no mercado profissional, o que vai acontecer de uma maneira tranquila e alegre porque teremos o esporte sempre presente. Aproveitamos todo o know-how que o Sesi-SP e o Senai-SP possuem.”

O evento contou ainda com apresentações de representantes do Sesi-SP e do Senai-SP sobre como o programa será implementado e da gerente do Departamento Jurídico Estratégico da Fiesp, Luciana Freire, que detalhou as ações adotadas para proporcionar segurança jurídica a todas as partes, em particular as indústrias interessadas em aderir ao programa.

Em linha com a legislação

Na análise do médico e auditor fiscal José Carlos do Carmo (Dr. Kal),  coordenador do Projeto de Inclusão de Pessoas com Deficiência da SRTE-SP, a representação ministerial não deixará de fiscalizar a legislação.

O que atraiu a SRTE-SP para o projeto foi o aspecto de envolver qualificação das pessoas, muito além do mero cumprimento de cotas.

Ele destacou ainda que o projeto tem como público-alvo pessoas com maior vulnerabilidade social. “Por uma questão de justiça social devemos votar a tenção para as pessoas de deficiência mais grave. Existe esse compromisso sincero de todos nós de voltar a atenção para essas pessoas. Dar chance ao jovem que não sabe nada do mundo de trabalho e que nem sabe qual é a sua vocação. ”

>> Site do programa ‘Meu Novo Mundo’

Projeto prevê capacitação, prática esportiva e inclusão de trabalhadores com deficiência

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

No que depender da indústria paulista, há um mundo de possibilidades à espera dos trabalhadores com algum tipo de deficiência em São Paulo. Foi apresentado, na manhã desta segunda-feira (04/08), para um grupo de convidados, o projeto Meu Novo Mundo, iniciativa do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para a qualificação e inclusão desses profissionais no mercado. O encontro, coordenado pelo diretor titular do Depar, Sylvio de Barros, foi realizado na sede da federação, do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), na capital paulista. A ação é apoiada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo (SRTE-SP).

A iniciativa será lançada oficialmente no próximo dia 20 de agosto. E tem como objetivo viabilizar ações conjuntas para inclusão profissional de pessoas com deficiência em indústrias cujas matrizes fiquem em São Paulo. O programa envolverá curso de aprendizagem industrial, inclusão digital, atividades esportivas e cidadania. Tudo para que o emprego de pessoas com esse perfil vá além do cumprimento de cotas estabelecido por lei, colaborando para uma melhor formação e aproveitamento das habilidades desses trabalhadores.

O encontro que apresentou o projeto Meu Novo Mundo para um grupo de convidados nesta segunda-feira (04/08). Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O encontro que apresentou o projeto Meu Novo Mundo para convidados nesta segunda-feira. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

O projeto será tocado sob a coordenação da Fiesp, mas com o suporte do Sesi-SP e do Senai-SP respectivamente no que se refere à prática de atividades esportivas e à capacitação profissional.

Estão envolvidas ainda entidades de apoio à pessoa com deficiência e prefeituras, entre outros agentes.

“Vamos apresentar um mundo novo para esses trabalhadores”, disse Barros. “Proporcionar às pessoas com deficiência um número grande de atividades, incluir de forma honesta e inteligente”, explicou. “Esse é um dos maiores projetos de inclusão social já feito para profissionais com deficiência”.

A partir da esquerda: Barros, com Marco Aurélio e Veronica. “Incluir de forma honesta e inteligente”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A partir da esquerda: Barros, com Marco Aurélio e Veronica. “Incluir de forma honesta e inteligente”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O encontro desta segunda-feira contou com a presença de personalidades como o superintendente regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo, Luiz Antônio de Medeiros Neto, a auditora fiscal e coordenadora do Projeto de Fiscalização – Inserção de Aprendizes da SRTE-SP, Alice Grant Marzano, o chefe da Fiscalização do Trabalho da SRTE-SP, Marco Antonio Melchior,  o auditor fiscal e coordenador do Projeto de Inclusão de Pessoas com Deficiência da SRTE-SP, José Carlos do Carmo, a secretária municipal das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo, Marianne Pinotti, o vice-presidente da AACD, Norberto Farina, e a deputada federal Mara Gabrilli, entre outros nomes.

Os atletas paralímpicos do Sesi-SP Marco Aurélio (dardo e disco) e Veronica Hipólito (atletismo) também participaram do evento.

Senai-SP deve superar 8.500 matrículas para pessoas com deficiência em 2014

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp 

O número de matrículas para cursos de capacitação profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) para pessoas com deficiência saltou de 255 em 2005 para 8.080 em 2013 e deve superar a marca de 8.500 em 2014, informou nesta segunda-feira (31/03) o diretor técnico da entidade, Ricardo Terra.

Segundo ele, toda a rede Senai do estado de São Paulo está preparada, em articulação com a escola de Itu, para receber alunos com deficiência física.

Ricardo Terra: Senai-SP está preparado, em articulação com a escola de Itu, para receber alunos com deficiência física. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A unidade do Senai-SP em Itu funciona como um “centro de inteligência especializado nesse aprendizado”, disse Terra no Fórum Sou Capaz – Promovendo a Inclusão Profissional, organizado pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Em sua apresentação, o diretor técnico explicou o modelo de ensino elaborado pelo Senai-SP para atender à formação de pessoas com deficiência. Para atender às necessidades desse aluno, a escola inicia um diálogo com ele, um diálogo com a empresa e a partir dessa aproximação, propõe a solução para a inclusão.

“Só existe educação plena quando você combina uma boa educação geral com uma boa educação profissional. E no diálogo com o sujeito você consegue compreender melhor quais são os gaps que existem naquela pessoa do ponto de vista de habilidades básicas da educação e a partir daí combina, através de um programa, uma orientação de escolarização junto com a formação profissional”, explicou.

“Então você tem uma solução efetiva de inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho”, completou Terra.

Inclusão no Esporte

Durante a abertura do Fórum Sou Capaz, a Fiesp e a Superintendência Regional do Trabalho do Estado de São Paulo assinaram uma carta de intenções para a criação do programa “Meu Novo Mundo”.

O objetivo do projeto, conforme explicou o diretor titular do Departamento de Ação Regional da Fiesp, Sylvio de Barros, é o de inserir pessoas com deficiência no Programa Atleta do Futuro (PAF), do Serviço Social d Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

A abertura do evento contou com a participação da secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti, e do Tribunal Regional do Trabalho e do ministério do Trabalho.

Sobre o Sou Capaz 

O  Sou Capaz tem como finalidade oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos por meio da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes.

Por meio de fóruns e cursos em modelo itinerante, que percorrem diferentes regiões do estado de São Paulo, bem como da ação contínua do Depar, o programa aborda assuntos legais, jurídicos e institucionais com a finalidade de obter resultados positivos nos níveis de empregabilidade, possibilitando também que instituições de formação profissional otimizem sua oferta de pessoas com deficiência e aprendizes para a indústria.

Acompanhe a programação completa da iniciativa, que prevê ações em Jundiaí, Sorocaba e Marília, entre outras cidades, no site do programa: http://hotsite.fiesp.com.br/soucapaz/#home.

O Sou Capaz é organizado pela Fiesp e pelo Ciesp, com patrocínio da Bayer e da Eaton.

Instituições firmam carta em prol da inserção de pessoas com deficiência

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

Criar o programa “Meu Novo Mundo”. Este é o objetivo da carta de intenções assinada na manhã desta segunda-feira (31/03) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Superintendência Regional do Trabalho do Estado de São Paulo. O acordo foi firmado durante a abertura do Fórum Sou Capaz, que acontece na sede da Fiesp.

O programa “Meu Novo Mundo” consiste na inserção de pessoas com deficiência no Programa Atleta do Futuro (PAF), do Serviço Social d Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

Da esquerda para a direita: Sylvio de Barros (Fiesp), e os auditores Alice Grant Marzano e José Carlos do Carmo (Superintendência Regional do Trabalho do Estado de São Paulo). Carta de intenções tem o objetivo de criar o programa "Meu Novo Mundo". Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

“O PAF conta hoje com mais de 100 mil crianças.  Entendemos que o esporte leva às crianças ao contato com outras oportunidades e que, portanto, o PAF poderia ser adaptado às crianças com deficiência, por meio dos esportes paralímpicos praticados no Sesi-SP”, explicou o diretor titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, Sylvio de Barros.

Além disso, o programa envolve atividades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Entre essas ações, inclusão digital, programas de cidadania e um projeto vocacional. “O objetivo é apresentar vários cursos de aprendizado e quando o aluno descobrir sua melhor aptidão, o Senai-SP irá inseri-lo na capacitação dentro dessa aptidão”, informou Barros.

A carta de intenções foi assinada por Sylvio de Barros, pela Fiesp, e pelos auditores da Superintendência Regional do Trabalho do Estado de São Paulo, Alice Grant Marzano e José Carlos do Carmo.

“Se hoje ainda temos muito a avançar no processo de inclusão e resgate dos direitos das pessoas com deficiência de modo geral, maior ainda é a nossa tarefa com aqueles que moram nas periferias dos grandes centros e nas áreas rurais mais isoladas”, afirmou Carmo, que também é coordenador do Projeto de Fiscalização e Inclusão de Pessoas Com Deficiência da Superintendência Regional do Trabalho.

Sobre o Sou Capaz 

O  Sou Capaz tem como finalidade oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos por meio da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes.

Por meio de fóruns e cursos em modelo itinerante, que percorrem diferentes regiões do estado de São Paulo, bem como da ação contínua do Depar, o programa aborda assuntos legais, jurídicos e institucionais com a finalidade de obter resultados positivos nos níveis de empregabilidade, possibilitando também que instituições de formação profissional otimizem sua oferta de pessoas com deficiência e aprendizes para a indústria.

Acompanhe a programação completa da iniciativa, que prevê ações em Jundiaí, Sorocaba e Marília, entre outras cidades, no site do programa: http://hotsite.fiesp.com.br/soucapaz/#home.

O Sou Capaz é organizado pela Fiesp e pelo Ciesp, com patrocínio da Bayer e da Eaton.