Mais 40 milhões de brasileiros foram resgatados da miséria por meio do ODM, diz secretário-geral da República

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Os municípios envolvidos com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, oito metas definidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para solucionar os principais problemas da humanidade, foram responsáveis pela inclusão econômica, social e política de 40 milhões de brasileiros nos últimos anos, afirmou o secretário geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.

“Vocês fazem parte dessa grande vitória que tivemos que é o resgate de mais 40 milhões de brasileiros de uma vida de exclusão”, disse o secretário-geral e da República, por meio de uma gravação, durante o seminário de lançamento da 5ª Edição do Prêmio ODM Brasil – Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, realizado na sede da Federação das Indústrias do estado de São Paulo (Fiesp), na manhã desta terça-feira (02/07).

A abertura de lançamento do Prêmio ODM Brasil, feita por Loures. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A abertura de lançamento do Prêmio ODM Brasil, feita por Rodrigo Rocha Loures. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


A abertura oficial do lançamento em São Paulo foi feita pelo secretário executivo do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade, e presidente do Conselho Superior de Inovação e Competitividade da Fiesp (Conic), Rodrigo Rocha Loures.

Carvalho apresentou um balanço do programa de desafios humanitários a serem cumpridos até 2015 e convidou representantes de cidades a inscreverem projetos de inclusão social na iniciativa da ONU.

“Em 2015 a ONU vai fazer um balanço dos ODMs e avaliar a situação de cada um dos países”, afirmou Carvalho. “O Brasil está muito próximo de conseguir todos os oito objetivos do milênio, portanto vamos trabalhar forte e fazer com que cada município possa aderir a esse programa e essa ambição de preenchermos os oito objetivos do milênio”, completou.

Carvalho enviou uma gravação para ser exibida no evento: a mortalidade infantil caiu de 26,1 óbitos em 2001 para 15,7 em 2011. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Carvalho enviou uma gravação para ser exibida no evento: mortalidade infantil caiu de 26,1 óbitos em 2001 para 15,7 em 2011. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Segundo Carvalho, o Brasil tem se destacado no cumprimento das metas do milênio, que são: acabar com a fome; educação básica de qualidade; igualdade entre sexos e valorização da mulher; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde das gestantes; combater a AIDS, malária e outras doenças; qualidade de vida e respeito ao meio ambiente e o trabalho conjunto para o desenvolvimento.

Segundo dados do governo, a mortalidade infantil caiu de 26,1 óbitos em 2001 para 15,7 em 2011, fazendo com o que o Brasil atingisse a meta com quatro anos de antecedência. Mas o país ainda não cumpriu a meta de redução da mortalidade materna — morte de mulheres ocorrida durante a gravidez, o aborto, o parto ou até 42 dias após o parto.  Em 1990, a taxa era de 141 óbitos por 100 mil nascidos vivos, em 2010 o índice chegou a 68 óbitos por 100 mil nascidos vivos. A meta do ODM é de 35 óbitos por 100 mil nascidos vivos.

Embora o Brasil esteja bem posicionado no cumprimento das Metas do Milênio, “temos ainda tristes ilhas de isolação”, afirmou Carvalho. Segundo ele, o governo federal deve aumentar o número de municípios premiados pelo ODM. O programa também deve ganhar abrangência estadual. A expectativa é premiar 30 projetos nacionalmente reconhecidos em 2014.

‘Cumprimento das metas do milênio deve ser um objetivo de todos’, afirma Paulo Skaf

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp 

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Sesi-SP, defendeu a criação de indicadores que controlem os objetivos

Com o objetivo de sensibilizar e capacitar diretores e funcionários dos seus 53 Centros de Atividades (CAT), o Serviço Social das Indústrias do Estado de São Paulo (Sesi-SP) deu início nesta segunda-feira (07/05), na capital, ao Seminário Sesi-SP e os Objetivos de Desenvolvimento do MilênioO evento prossegue até terça-feira (08/05) com palestras e dinâmicas de grupo. A ideia é apresentar o tema como ferramenta no processo educacional de gestão para a sustentabilidade.

Na abertura do seminário, o presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf, deu ênfase aos investimentos da indústria paulista na educação básica de qualidade, especialmente com a construção de 100 novas escolas. A educação básica de qualidade em período integral, oferecida pelas unidades do Sesi-SP, lembrou Skaf, contribui para a formação plena de crianças e jovens com idade entre seis e 15 anos que, além das atividades curriculares, têm acesso a uma alimentação balanceada e ao incentivo à prática esportiva.

“O cumprimento das metas do milênio deve ser um objetivo de todos. E nós estamos imbuídos e com muita vontade de fazer com que todos eles sejam alcançados. Para isso é fundamental a criação de indicadores que controlem todos estes objetivos. Desta forma, nós teremos um país com desenvolvimento sustentável, respeito ao meio ambiente, com equilíbrio que beneficiará a todos os brasileiros”, avaliou Skaf.

O superintendente operacional do Sesi-SP e diretor regional Senai-SP, Walter Vicioni, destacou os esforços promovidos por Paulo Skaf na promoção do desenvolvimento humano, com destaque para os investimentos na área da educação. “Não é sem razão, portanto, que o Sesi e o Senai integram esse movimento dos objetivos do milênio, contribuindo não só para medição desses indicadores e o seu acompanhamento, mas sobretudo no desenvolvimento de ações que possam de fato contribuir com iniciativas que façam com que o Brasil seja um país economicamente e socialmente desenvolvido”, afirmou Vicioni.

César Callegari, secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, parabenizou a instituição pelo evento e lembrou a importância dos investimentos na área de comunicação para o cumprimento das metas. “Todas as ações relacionadas ao objetivo do milênio dizem respeito aos objetivos de educação. Que proporciona a formação da pessoa humana em uma perspectiva de desenvolvimento integral”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou com as presenças de representantes do governo estadual e federal: Giovanni Guido Cerri, secretário do Estado da Saúde, e Glória Vaz, da assessora de Projetos Especiais da Secretaria Geral da Presidência da República. Também participou do evento o secretário-executivo do Movimento Social pela Cidadania e Solidariedade, Rodrigo Costa da Rocha Loures.

Objetivos do Milênio

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) são um conjunto de oito metas que devem ser atingidas por 191 países até 2015, por meio de ações que proporcione o desenvolvimento humano sustentável.

Saiba mais sobre as metas do milênio no site Nós Podemoshttp://www.nospodemos.org.br/o-movimento

Brasil poderá cumprir Objetivos do Milênio propostos pela ONU até 2015

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Wagner Caetano, da Secretaria Nacional de Estudos e Pesquisas Político-Institucionais da Presidência da República


Os governos, sozinhos, não conseguirão vencer as dificuldades da realidade brasileira e cumprir os Objetivos do Milênio, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) a tempo, ou seja, até 2015.

A análise partiu de Wagner Caetano, da Secretaria Nacional de Estudos e Pesquisas Político-Institucionais da Presidência da República, representante do governo federal durante apresentação do 4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos ODMs no País, na sede da Fiesp nesta terça-feira (10). “É preciso que a sociedade participe ativamente”, conclamou.

Os avançados recursos tecnológicos, aliados aos ativos financeiros atuais, são auxiliares essenciais na erradicação da fome no mundo, informou Jorge Chediek, representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) no Brasil.

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Jorge Chediek, representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud)

Para Chediek, os objetivos só serão alcançados com a participação do setor privado, apontando os atuais gargalos brasileiros: maior atenção à saúde da gestante, aliada ao combate à mortalidade materna e a sustentabilidade ambiental.“Os países-membros da ONU assumiram um compromisso público para a construção de um mundo mais pacífico para o século 21. Trata-se de um compromisso moral”, afirmou, categórico.





Brasil: país escolhido pela ONU

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Rodrigo Loures, do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade

Também integrou o encontro Rodrigo Loures, do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade, representando o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

A apresentação detalhada ao público do 4º Relatório Nacional ficou a cargo de Jorge Abrahão, diretor de Estudos Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).Loures destacou o protagonismo do País: “O Brasil foi escolhido para fazer a apresentação do seu case por ocasião da próxima Assembléia Geral das Nações, em setembro, pautada no acompanhamento dos Objetivos do Milênio”.

“O relatório incorpora as últimas sugestões metodológicas feitas pela ONU, como a nova linha de pobreza e o dólar PPC (mede quanto determinada moeda pode comprar em termos internacionais, normalmente em dólar)”, avaliou Abrahão.

Foi ressaltada a importância das políticas sociais e econômicas para se atingir os ODMs, além do atual período de estabilidade monetária:

  • continuidade e a articulação das políticas sociais ajudaram as famílias pobres a terem renda e suprirem outras necessidades além da renda, por meio de serviços públicos.
  • mercado de trabalho e as políticas sociais garantiram a melhor distribuição de renda.
  • Os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, Previdência Rural, BPC têm papel importante no combate à fome e à pobreza.
  • política do salário mínimo têm sido um dos mais importantes fatores de promoção do bem-estar nos últimos anos.