Atividade industrial paulista cai 3,4% no segundo trimestre

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Houve queda de 3,4% na atividade industrial paulista na passagem do primeiro trimestre de 2015 para o segundo, de acordo com o Indicador do Nível de Atividade (INA) da  Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), divulgado nesta quinta-feira (30/7).

Entre maio e junho, o nível de atividade caiu 1,3%, e na comparação com junho de 2014, o recuo foi de 2,9%. No período de janeiro a junho de 2015, o INA mostra retração de 3,3% em relação ao primeiro semestre de 2014.

A queda na atividade foi praticamente generalizada, atingindo 14 dos 20 setores acompanhados.

O cenário para a indústria de transformação continuará desafiador no segundo semestre. O expressivo aumento dos custos, na esteira da elevação da tarifa de energia elétrica e de tributos, o aperto da política monetária, a elevada incerteza no cenário econômico e o processo de enfraquecimento do mercado de trabalho apontam para a manutenção da fraqueza da indústria nos próximos meses.

“O mais dramático é que ao se olhar nos vários campos – na estrutura econômica, política, jurídica – o que nos aguarda no futuro, percebe-se que vai piorar”, diz Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, ao comentar a tendência a estimativas pessimistas dos empresários nos diversos itens pesquisados.

“É um ano terrível”, afirma Francini. “2015 vai ser o pior ano dos últimos anos da economia brasileira”, diz. “A queda prevista é em torno de 2% para o PIB. A indústria de transformação, depois de ter caído 6% no ano passado, cai mais 5%.” Francini comentou também a falta de perspectiva para o ano que vem. “Em 2016, vem aí a recuperação pretendida, esperada, ansiada? Não temos a resposta ainda. Se 2016 vai continuar caindo, isso só o tempo vai responder.”

>>Ouça comentários de Paulo Francini sobre o INA

Setores

O setor de móveis, já descontadas as influências sazonais, registrou queda de 5,1% na passagem de maio para junho. O indicador do Total de Vendas Reais teve contração de 9,6% na passagem mensal.

O resfriamento do mercado de trabalho é em grande medida responsável pelas perdas no setor moveleiro. O aumento do nível de desemprego afeta negativamente a massa salarial do trabalhador, contribuindo para a redução do consumo de bens duráveis.

Na metalurgia, a queda foi de 0,3% na passagem de maio para junho. Segundo o Instituto Brasileiro de Siderurgia, a produção total de aço bruto, laminados e ferro-gusa apresentou retração de 0,8% em junho, na comparação com o mês imediatamente anterior, após ajuste sazonal.  Apesar da alta de 7,6% no Total de Vendas Reais do setor, o recuo do nível de atividade em junho reflete o baixo dinamismo da indústria de transformação, porque o setor de metalurgia fornece insumos para várias cadeias produtivas.

O setor farmacêutico paulista mostrou bom desempenho no sexto mês do ano, com elevação de 2,0% da atividade e crescimento de 5,2% no Total de Vendas Reais, mas as perspectivas para este ano não são boas, devido à constante queda da renda da população. De janeiro a junho deste ano, o INA do setor já acumula queda de 11,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

Sensor em julho

A percepção do setor produtivo em relação à atividade industrial, indicada pela pesquisa Sensor, mostrou discreta melhora em julho (47,6 pontos, contra 46,8 pontos em junho). Apesar da alta do indicador, ele continuou abaixo dos 50,0 pontos, sinalizando queda da atividade industrial para o mês.

O indicador das condições de mercado chegou a 48,3 pontos em julho, contra 47,5 em junho. Abaixo dos 50,0 pontos, sinaliza arrefecimento nas condições de mercado. Houve resultado negativo no indicador de vendas, que caiu de 50,7 pontos em junho para 48,6 em julho. Por estar abaixo do patamar de 50,0 pontos, o indicador aponta queda das vendas no mês em evidência.

Ficou praticamente estável o indicador de emprego (de 48,3 em junho para 48,5 em julho). O patamar do índice (abaixo dos 50,0 pontos) indica expectativa de demissões para o mês.

O nível de estoque avançou de 41,8 para 48,0 pontos, ainda em situação de sobrestoque, representada por leituras inferiores a 50,0 pontos.

Brazil Automation ISA 2012 acontece de 6 a 8 de novembro em SP

Agência Indusnet Fiesp

Apresentar tendências tecnológicas e os mais expressivos lançamentos do mercado mundial no setor de automação. Este é o objetivo do Brazil Automation ISA 2012 – 16º Congresso Internacional e Exposição de Automação, Sistemas e Instrumentação, que acontece de 6 a 8 de novembro no Expo Center Norte, São Paulo.

Consagrado entre os profissionais da área como o mais amplo fórum de debates sobre o estado da arte da tecnologia e, ainda, como a maior vitrine de produtos e soluções das Américas, o evento é uma realização da Associação Sul-Americana de Automação – ISA Distrito 4, coligada à ISA – International Society of Automation, principal organização mundial do setor de automação, que reúne cerca de 30 mil membros em mais de 50 países.

Há 16 anos funciona como ambiente para negócios entre empresas e profissionais interessados em estreitar relações e firmar parceiras comerciais em diferentes segmentos industriais, com ênfase para os setores de óleo e gás, químico e petroquímico, papel e celulose, mineração, metalurgia e siderurgia, alimentos, bebidas e embalagens, açúcar e etanol, saneamento, farmacêutico, manufatura, predial, dentre outros.

Nesta edição, além das novidades para o setor de automação, o Brazil Automation ISA 2012 irá proporcionar capacitação técnica e uma ampla integração entre usuários, fabricantes, distribuidores, pesquisadores, estudantes, prestadores de serviços e demais profissionais.

A expectativa dos organizadores é a de que o evento conte com a participação de 150 conferencistas no Congresso, 130 expositores e receba 16 mil visitantes. Mais informações no site: http://www.brazilautomation.com.br

Serviço
Brazil Automation ISA 2012 – 16º Congresso Internacional e Exposição de Automação, Sistemas e Instrumentação
Data: 6 a 8 de novembro de 2012
Local: Expo Center Norte – Pavilhões Branco 7 e 8, São Paulo, SP
Contatos: tel. (11) 5053-7400, e-mail: isa2012@isadistrito4.org.br

Moldes ABM 2011 abordará inovação e competitividade

Agência Indusnet Fiesp (com informações de Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração)

Considerando a inovação um diferencial competitivo, a Comissão Organizadora do 9º Encontro da Cadeia de Ferramentarias, Moldes e Matrizes – Moldes ABM 2011 escolheu o tema Inovação nas ferramentarias – Soluções para o aumento da competitividade para nortear as discussões do próximo evento, em agosto deste ano.

“Vamos buscar trabalhos técnicos que foquem a questão da inovação porque acreditamos que este é o caminho para a implementação da competitividade”, assegura Wagner Aneas, membro da comissão.

Para Aneas, é necessário investir na profissionalização da gestão e nas novas tecnologias. “Precisamos criar produtos e processos mais competitivos. E tudo isso é tema para o nosso encontro, pois é um espaço onde se debate todos os problemas e podemos enxergar oportunidades. O Moldes ABM é um evento consolidado que procura difundir informação entre empresas e universidades”. Wagner enfatiza que, além de adquirir conhecimento e aplicá-lo na fábrica, durante o evento o profissional pode fazer network com possíveis parceiros, fornecedores e até clientes.

O estímulo para trabalhar esse tema é devido ao fato de a inovação ser uma demanda real do mercado neste momento. “O debate sobre inovação é algo recente. E já que o assunto é um novo desafio no setor, transformaremos isso em uma oportunidade”, propõe Aneas.

Competividade

Silvio Antonio Bauco, um dos coordenadores do evento, diz que a expectativa para a edição de 2011 é sempre otimista. “Este encontro é fundamental para a cadeia, precisamos fazer com que o setor seja mais unido para brigar pelo mercado. O cenário asiático, por exemplo, é forte e possui prazos bastante agressivos. Lá, os concorrentes se juntam para conquistar o mercado externo. Precisamos adquirir o mesmo pensamento aqui no Brasil”.

Já Carlos Eduardo Pinedo, coordenador técnico do Moldes ABM, afirma que a grande importância do evento é tornar a cadeia sempre mais competitiva. “Temos um problema de importação e, para melhorar esta questão, necessitamos não somente do trabalho da engenharia como também envolver os setores de Planejamento e Custos”.

Pinedo adverte ainda que só com competitividade no mercado interno este problema será diluído. “Enxergamos a cadeia de forma bastante ampla, por isso é preciso que haja melhor integração entre as áreas – como marketing, gerencial etc – para conseguir aprimorar o produto e vender no Brasil”.

O coordenador técnico tem a expectativa de que o evento seja crescente em relação a 2010. “O importante é ter mais participação do público e diversificação com a presença de diferentes setores da cadeia de moldes, como por exemplo: fornecedores de aço, tratamento térmico, projetistas de moldes, injetores, bem como os setores gerenciais, administrativos e de custos”.

Mesas-redondas

Em relação à programação, Pinedo comenta que os trabalhos técnicos podem tratar não somente de Engenharia, como também de Fabricação de Moldes e Sistemas de Controle. Quanto às mesas-redondas, serão debatidos os aspectos mais importantes do ano que passou e do próximo que virá. “A comissão analisa o cenário do segmento e define os assuntos mais relevantes para alavancar o setor brasileiro”. Além disso, o encontro também contará com palestras convidadas e selecionadas pela comissão.

O 9º Encontro da Cadeia de Ferramentarias, Moldes e Matrizes – Moldes ABM 2011 será realizado nos dias 10 e 11 de agosto de 2011, na sede da ABM – Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração – localizada à Rua Antonio Comparato, 218, no Campo Belo, em São Paulo.

Os interessados em apresentar trabalhos no evento devem enviar os resumos até o dia 4 de fevereiro, pelo site http://www.abmbrasil.com.br/seminarios/moldes/2011/. Os trabalhos podem abranger os temas de Gestão, Manufatura, Mercado, Projeto e Prazos.

Mais informações sobre inscrições de trabalhos pelo telefone (11) 5534-4333, pelo ramal 124, com Margareth (margareth.nunes@abmbrasil.com.br), ou pelo ramal 173 com Renata (renata@abmbrasil.com.br). Informações gerais sobre o evento pelo ramal 123, com Ludmila (ludmila@abmbrasil.com.br) ou 118, com Rosângela (rosangela@abmbrasil.com.br).