Ford, Habitar e Eletropaulo vencem 24º Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental

Agência Indusnet Fiesp

A Ford Motor Company Brasil venceu o 24º Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental entre as empresas de grande porte. Na categoria de pequeno porte, a vencedora foi a Habitar Construções Inteligentes. Em responsabilidade social, o prêmio foi para a Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo. O anúncio foi feito nesta terça-feira (5 de junho), no final do primeiro dia das atividades da Semana de Meio Ambiente da Fiesp.

O Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental é uma das principais iniciativas de reconhecimento das ações da indústria na área de sustentabilidade. Foram mais de 400 projetos inscritos nos últimos 10 anos, e os números comprovam o crescente engajamento das empresas em questões ambientais. A edição deste ano teve o recorde de projetos inscritos. Foram 65, de 57 empresas, conforme enfatizou Nelson Pereira do Reis, diretor titular do Departamento de Desenvolvimento Sustentável (DDS) da Fiesp e do Ciesp. “Os bons números traduzem o reconhecimento dos esforços empreendidos pelas empresas, bem como a evolução de seus índices”, disse.

Os projetos traduzem a dedicação e a competência das empresas e servem de exemplo a outros, o que já é um ganho expressivo, segundo Walter Lazzarini, presidente do Conselho Superior de Meio Ambiente da Fiesp.

Para a diretora do Comitê de Responsabilidade Social da Fiesp (Cores), Gracia Fragalá, a agenda do desenvolvimento sustentável traz fortemente a questão do social, pois não há desenvolvimento econômico sem o ambiental e o social. “Mesmo diante da crise, os projetos de responsabilidade social continuaram a ser executados e a sociedade espera que as lideranças empresariais assumam este papel”, concluiu.

Vencedores do 24º Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O projeto que deu o prêmio à Ford foi o Manual para indústria alcançar o resíduo zero para aterro. Ele engloba diversos fatores, como a diminuição de resíduos gerados, maior quantidade de produtos em reúso e reciclagem, incentivo para a educação ambiental, além de ideias inovadoras. O projeto envolveu os colaboradores de todas as plantas com o seguinte foco: gerenciamento de resíduos, desde sua origem até a destinação final, com etapas padronizadas que contemplam adequação de estrutura; caracterização dos resíduos; triagem; armazenamento do resíduo; estudo da possibilidade de reaproveitamento do resíduo gerado; avaliação de parceiros ambientais e empresas recicladoras; disposição final adequada; avaliação das possibilidades de prevenção ou minimização da geração de resíduos; monitoramento do processo contínuo; ecoeficiência da coleta seletiva e conscientização.

Em janeiro de 2017 foi alcançada a meta Zero Resíduos para Aterro em todas as Plantas do Brasil: em São Paulo, fábricas de motores e transmissões de Taubaté (em 2014), planta de São Bernardo (em 2016), mais o campo de provas, em Tatuí, além da fábrica de motores de Camaçari (Bahia) que foi lançada em 2014 já com o conceito de aterro zero. O resultado: evitou-se a destinação de aproximadamente 4 milhões de quilos de resíduos para aterro por ano.

Para Edmir Mesz, supervisor de Qualidade Ambiental da Ford América do Sul, a meta global para se alcançar o aterro zero era 2020, mas foi obtida antes do prazo estabelecido para o final de 2018, em função de iniciativas como ênfase na segregação, conscientização de todos os cooperadores e o apoio da alta administração. O segredo? Apenas gestão e mudanças eficientes no processo e a disponibilização do seu Manual para ser compartilhado por outras empresas para que também zerem sua pegada ambiental com práticas sustentáveis.

Menções honrosas:

HP Brasil – Economia circular nas operações de manufatura da HP Brasil

Companhia Brasileira de Alumínio – Gestão preventiva para melhoria do desempenho ambiental, social e econômico da transformação plástica do alumínio

Eaton – Aterro zero

BASF – Projeto Triple E – Excelência em eficiência energética

MRV Engenharia e Participações – Plano de gestão de carbono MRV

O projeto vencedor da categoria de pequeno porte, da Habitar Construções Inteligentes foi Entulho zero na construção civil. A construção civil é responsável por cerca de 14% do PIB nacional, gerando grande quantidade de entulho e gerando impactos no meio ambiente. Entre os objetivos do projeto, relatar o desenvolvimento da tecnologia desenvolvida na cidade de Pindamonhangaba-SP; reduziu o desperdício dos insumos na construção civil dos atuais 35% para menos de 2%; reduziu o tempo de obra em aproximadamente 30%; reduziu os custos da obra em aproximadamente 20% comparado aos sistemas construtivos atuais. O projeto se utilizou de tecnologias mais modernas para a construção civil a fim de alcançar a meta de desperdício zero com a inovação dos processos produtivos neste segmento.

O diretor da Habitar, Gustavo Faria, enfatizou que a empresa tem 4 anos de existência, surgiu em um momento de economia difícil especialmente para o setor de construção civil, um segmento que sente a crise em primeiro lugar e demora a se recuperar quando a economia retoma o seu ritmo.

Segundo ele, o objetivo traçado no projeto foi de aproveitamento máximo e desperdício ínfimo. “É possível sim ter sucesso na parte social e de sustentabilidade”, disse ao reforçar que a empresa está seguindo o caminho certo.

Menções honrosas:

GEDI – Desenvolvimento e inovação – Projeto de reutilização do lodo da ETA para produção de cargas para tintas acrílicas;

Solum Ambiental e Equipamentos Eletromecânicos – Vorax DuoTherm – Equipamento para processamento de resíduos de qualquer classe através de gradiente térmico.

Responsabilidade Social

A Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo foi a vencedora na categoria Responsabilidade Social, graças ao projeto Transformação de Consumidores em Clientes (TCC). Como maior distribuidora de energia elétrica do país, 18 milhões de pessoas são atendidas em 24 municípios da região metropolitana de São Paulo, incluindo a capital, que produzem 17% do PIB nacional. No Brasil, o consumo de energia elétrica dobrou nos últimos 20 anos, mas 350.000 residências ainda não têm acesso ao serviço. Portanto, a regularização de ligações clandestinas é oportunidade para conter os elevados custos de manutenção, redução de margem de lucratividade, prejuízos à qualidade do fornecimento, além de oferecer risco à população. Com ligações estáveis e seguras, há menor probabilidade de pane e sobrecargas no sistema, que podem ocasionar incêndios e queima de eletrodomésticos. Em 2017, foram realizadas 65.500 regularizações, em comunidades de baixa renda, superando a meta estabelecida para o período, e estreitando relações com as mesmas. Os principais resultados do TCC abrangem benefícios ambientais – com a troca de equipamentos ocorre a diminuição de emissão de gases poluentes –, sociais, com a melhoria da qualidade de vida, e econômicos. Desde o início do projeto, em 2004, foram beneficiadas 1.595 comunidades de baixa renda, envolvendo 3,3 milhões de pessoas, 2,8 milhões de lâmpadas substituídas, 69.000 geladeiras substituídas e 12.500 chuveiros econômicos instalados. No cômputo total, mais de 825.000 novas unidades consumidoras até dezembro do ano passado.

Ao saber da premiação, Patricia Vasconcelos, especialista em sustentabilidade da Eletropaulo, “houve o reconhecimento do projeto e sua contribuição para a sociedade, que faz a diferença quando se leva energia de qualidade, minimizando risco de acidentes e incêndios e proporcionando o desenvolvimento da comunidade”, disse. Para ela, foi muito importante o projeto ter conquistado o reconhecimento da indústria neste 24º Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental. “A importância do projeto vai além da entrega de energia, entrega-se cidadania”, concluiu.

Menções honrosas:

Cervejaria AMBEV – Cervejaria Ambev e a responsabilidade socioambiental: Água AMA, mais que uma água, uma causa;

Siemens – Projeto Experimento;

CPFL Energias Renováveis – Programa Raízes: segurança hídrica no Semiárido do Rio Grande do Norte;

Tereos Açúcar e Energia Brasil – Risco zero em casa

Para saber mais sobre os cases do 24º Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental visite as páginas listadas a seguir.

Cases vencedores: http://www.fiesp.com.br/indices-pesquisas-e-publicacoes/24o-premio-fiesp-de-merito-ambiental-vencedoras-2018/

Menções Honrosas: http://www.fiesp.com.br/indices-pesquisas-e-publicacoes/24o-premio-fiesp-de-merito-ambiental-mencoes-honrosas/

Destaque Responsabilidade Socioambiental: http://www.fiesp.com.br/indices-pesquisas-e-publicacoes/24o-premio-fiesp-de-merito-ambiental-destaque-responsabilidade-socioambiental/

24º PRÊMIO FIESP DE MÉRITO AMBIENTAL – MENÇÕES HONROSAS

A edição 2018 do prêmio promovido pelo Departamento de Desenvolvimento Sustentável da Fiesp recebeu 65 cases. Os finalistas premiados com Menção Honrosa receberam o diploma de Mérito Ambiental.

Saiba mais sobre os cases vencedores das menções honrosas nos links abaixo:

Empresas de médio e grande porte:

HP Brasil

Economia Circular nas operações de manufatura da HP Brasil

Companhia Brasileira de Alumínio

Gestão preventiva para melhoria do desempenho ambiental, social e econômico da transformação plástica do alumínio

Eaton

Aterro Zero

BASF

Projeto Triple E – Excelência em Eficiência Energética

MRV Engenharia e Participações

Plano de Gestão de Carbono MRV

 

Empresas de micro e pequeno porte:

GEDi – Desenvolvimento e Inovação

Projeto de reutilização do Lodo da ETA para produção de cargas para Tintas Acrílicas

Solum Ambiental e Equipamentos Eletromecânicos

Vorax DuoTherm – Equipamento para processamento de resíduos de qualquer classe através de gradiente térmico

24º PRÊMIO FIESP DE MÉRITO AMBIENTAL – DESTAQUE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

A edição 2018 do prêmio promovido pelo Departamento de Desenvolvimento Sustentável – DDS e Comitê de Responsabilidade Social – Cores da Fiesp recebeu 16 cases de sucesso na temática responsabilidade social, onde os finalistas premiados receberam a placa de Destaque Responsabilidade Socioambiental.

Saiba mais sobre os cases vencedores acessando os links abaixo:

Vencedor 

Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo

Transformação de Consumidores em Clientes

 

Destaques Responsabilidade Socioambiental

Cervejaria Ambev

Cervejaria Ambev e a responsabilidade socioambiental: Água AMA, mais que uma água, uma causa

CPFL Energias Renováveis

Programa Raízes: Segurança hídrica no Semiárido do Rio Grande do Norte

Siemens

Projeto Experimento

Tereos Açúcar e Energia Brasil

Risco Zero em Casa

Sinctronics, Brulim e Tetra Pak vencem 23ª edição do Prêmio de Mérito Ambiental

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Em sua 23ª edição, o Prêmio de Mérito Ambiental da Fiesp e do Ciesp foi concedido à Sintronics (entre empresas de grande porte), Brulim (micro e pequeno porte) e Tetra Pak (responsabilidade social). O anúncio foi feito nesta terça-feira (6 de junho), durante a Semana de Meio Ambiente da Fiesp e do Ciesp. Em 2017, foram inscritos 52 projetos, de 51 empresas.

Promovido anualmente, desde 1995, o Prêmio de Mérito Ambiental tem o objetivo de incentivar as empresas a desenvolver boas práticas, respeitando o meio ambiente. Trata-se de uma forma de reconhecer o trabalho desenvolvido pelas indústrias que se destacaram com resultados significativos na implementação de projetos ambientais no Estado de São Paulo.

Os projetos contemplaram um ou mais dos seguintes temas: gestão ambiental, eficiência energética, educação ambiental, gestão de resíduos, gestão de emissões de gases de efeito estufa (GEE), gestão de emissões atmosféricas, construção sustentável, mudanças climáticas, recuperação de áreas degradadas, remediação de áreas contaminadas, soluções sustentáveis, sustentabilidade e responsabilidade socioambiental.

O diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp, Nelson Pereira dos Reis, demonstrou o significado dessas iniciativas. “No conjunto das empresas, obteve-se a redução de 430 mil toneladas de insumos e matérias-primas, uma economia equivalente a 8 milhões e 600 mil sacos de cimento. Outro benefício alcançado foi o não-envio para aterros sanitários de 25 milhões de toneladas, que se traduz em mais de 3 milhões de caminhões compactadores. Com esses projetos, foram engajadas e impactadas mais de um milhão e 300 mil pessoas e foram plantadas mais de 4 milhões e 700 mil mudas de árvores ou quatro vezes a quantidade de árvores existentes no Parque Ibirapuera”, revelou Reis.

Empresas de grande porte

A Sinctronics conquistou o 1º lugar na categoria grande porte com o projeto Extração de matéria-prima a partir de produtos pós-consumo: tecnologia e inovação a serviço do meio ambiente.

Segundo Carlos Henrique Ohde,  diretor da indústria, “o objetivo foi dar nova destinação aos resíduos eletrônicos, a fim de transformá-los em novo produto. Para isso, era preciso ter como foco a qualidade mecânica e das cores em um processo industrial robusto e com apoio tecnológico”. Trata-se de uma possibilidade de negócio diante do consumo cada vez maior de aparelhos eletroeletrônicos e, igualmente, o chamado “lixo” pós-consumo. O conceito dentro da planta industrial começou a ser amadurecida desde 2010, e até a fabricação propriamente dita de um novo produto foi preciso apostar no desenvolvimento de máquinas e na compra de outras. Conclusão: uma solução inovadora. 

O projeto inclui coleta, processamento e reciclagem de equipamentos eletroeletrônicos, fechando o ciclo de vida do produto, migrando da transição linear para o modelo circular e compreendendo que tudo é matéria-prima e o conceito de lixo não existe mais. O projeto atende à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) é desenvolvido em harmonia com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Segundo a empresa, com base em dados da ONU, o lixo eletrônico cresce três vezes mais do que o convencional e, só no Brasil, é gerado meio quilo de descartes de componentes eletrônicos por habitante. Dados do Tecmundo indicam 2,6 kg de lixo eletrônico por habitante. Por ano, são fabricados cerca de 10 milhões de computadores, e apenas 2% dos produtos eletrônicos são descartados de maneira correta.

A Sinctronics surgiu em 2013 a fim de dar destinação ao resíduo eletroeletrônico, como uma unidade de negócios da Flex Brasil, uma das maiores indústrias de manufatura de eletroeletrônicos do mundo, com unidades em mais de 30 países e 3 unidades no Brasil.

Há quatro anos a Sinctronics oferece o serviço de logística reversa, que pode custar 30% menos para a indústria. Desenvolveu sistema próprio de gerenciamento que permite acompanhar os equipamentos do local de coleta até a entrada na fábrica, onde são reciclados e apenas 4% são utilizados na geração de energia, atendendo ao conceito de “resíduo zero” – nenhum material segue para aterro.

A malha logística atende a 100% do território nacional, com mais de 400 pontos fixos, com saldo de mais de 10.000 coletas realizadas ao ano. São processados e gerenciadas 1.700 toneladas de resíduos eletroeletrônicos ao ano, dos quais 257 toneladas são compostas por plásticos que retornam como resina plástica recicladas. Essas resinas são totalmente aproveitadas na fabricação de partes e peças de produtos novos, como gabinetes, partes internas e alças de embalagens.

O desafio foi viabilizar processo e tecnologia que permitissem recuperar os diversos tipos de plásticos utilizados e transformá-los em resina reciclada. Superada essa barreira técnica, o preço da resina reciclada tornou-se competitivo em relação à resina virgem. Essa resina ganhou marca própria, e seu diferencial é o apelo da economia circular com os dizeres na embalagem “Powered by circular economy”, um caso de sucesso que fecha o ciclo no setor eletroeletrônico: economia energética e menor emissão de carbono.

Com o processo implantado e consolidado em 2014, foi possível apurar uma redução das emissões de carbono na ordem de 284 toneladas de carbono equivalente (COeq) ano, segundo estudos realizados pela Universidade de São Carlos. Não apenas case de sucesso, mas modelo de negócio.

Menções honrosas

Novelis do Brasil – Ruptura de paradigmas: gestão sustentável de resíduos na unidade da Novelis em Pindamonhangaba (SP)

CP Kelco Brasil – Braspolpa – alimento sustentável para animais

Eaton – Zero resíduos para aterro sanitário (unidade de Mogi Mirim)

Ambev – Caminhos para construir um mundo melhor: ecoeficiência na Cervejaria Agudos

Entrega do Prêmio do Mérito Ambiental em sua 23ª edição. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Micro e pequeno porte

O 1º lugar na categoria micro e pequeno porte coube à Brulim Comércio de Produtos Odontológicos, com o projeto Ecoinovação de produtos de processo em indústria de gesso.

“O segredo é estar ali na empresa, no dia a dia, com os funcionários e perceber o que pode ser melhorado no processo produtivo”, afirmou Ivete Maurício Bruno, sócia proprietária da Brulim, que conquistou bons resultados e o prêmio apenas com pequeno ajuste no processo produtivo, sem necessidade de investimento, mas com muita criatividade.

O objetivo do projeto foi apresentar ações de produção mais limpa tomadas em uma indústria de transformação mineral, a Ortho Gesso, como estudo de caso, uma MPE que industrializa gipsita (minério) para fins ortodônticos.

Após análise, foram identificadas falhas na cadeia produtiva relacionadas ao desperdício de recursos e alta geração de resíduos. Por meio de inovação de produto e melhorias de processo, a empresa aumentou em 6% a eficiência de consumo do recurso natural gesso, o que reduziu os riscos ambientais inerentes à geração de resíduos e possibilitou um aumento de faturamento de 27%. Na avaliação da empresa, gerar menos resíduos significa melhor utilização de insumos, e a transformação de resíduo em produto tem vantagens ambientais e econômicas.

O gesso produzido pela Ortho passa por peneiramento para elevar a qualidade do produto a fim de retirar resíduos (argila e grãos que não são cozidos) que somam 3% da matéria-prima e eram destinados ao descarte final. Outro momento de desperdício – por se tratar de pó de fácil dispersão – se refere ao gesso que se deposita fora do recipiente adequado e que somava 10% da matéria-prima peneirada.

Para evitar a perda de um recurso natural finito, foi realizado o treinamento dos colaboradores e a padronização do processo manual de peneiramento, além da adequação do local onde isso era feito para que fosse possível centralizar ainda mais o material peneirado. Essas ações tiveram como resultado redução de 50% do material perdido no peneiramento: era de 1 kg a cada 10 kg e foi reduzido para meio quilo. E, ainda, eliminando-se o acondicionamento intermediário, e realizando o ensaque final, a dissipação do produto, 1%, foi eliminada. Após as ecoinovações, o aproveitamento do lote aumentou de 86% para 92%, mantendo apenas os 3% de impurezas.

Menções honrosas

GEDI – Desenvolvimento e Inovação – CarbonZ – aplicativo de celulares para o cálculo de pegada de carbono e neutralização através do plantio de árvores em áreas degradadas

SP Pesquisa e Tecnologia – Desenvolvimento de Reatores de Pirólise de processo contínuo para transformação de resíduos e aplicação sustentável dos produtos gerados na indústria de borracha e no agronegócio

Commerciale Indústria e Comércio de Equipamentos Elétricos – Lavador Automático

Eccaplan consultoria em desenvolvimento sustentável – Campanha Sou Resíduo Zero

Categoria responsabilidade social

A categoria de responsabilidade socioambiental no Prêmio de Mérito Ambiental é uma oportunidade para profícua troca de experiências, na opinião de Gracia Fragalá, diretora do Comitê de Responsabilidade Social da Fiesp (Cores) . Dos 52 projetos, 15 deles foram voltados para essa categoria. “Essas empresas são protagonistas desse movimento global que é o desenvolvimento sustentável e estão contribuindo para a transformação de vidas.”

A Tetra Pak se destacou em todas as categorias de responsabilidade social com o projeto Cuidando do futuro, lançado em 2014 com o objetivo de desenvolver líderes que possam gerir as cooperativas de catadores de materiais recicláveis no Brasil. A estratégia foi promover reuniões presenciais com consultores especializados na formação de liderança corporativa para que os integrantes conheçam o papel do gestor, o processo de tomada de decisão em grupo e até como identificar sucessores.

A partir desse projeto, a empresa atingiu 23% da taxa de reciclagem de suas embalagens pós-consumo. Como resultado, desde 2014 o projetou já capacitou 105 lideranças de 23 cooperativas de 13 municípios do Estado de São Paulo. A meta é expandir a iniciativa para outras regiões do Brasil.

A ideia do projeto surgiu em função da necessidade de fortalecer as cooperativas de catadores, preparando-as para enfrentar as fortes demandas em função do crescimento da cadeia de reciclagem. A iniciativa faz parte das ações da Tetra Pak no âmbito da Coalizão Embalagens, formada por 28 associações do setor empresarial engajadas na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

A Tetra Pak é líder mundial em soluções para processamento e envase de alimentos, e todas as embalagens da companhia, compostas por camadas de papel, plástico e alumínio são 100% recicláveis.

Conheça os destaques por indicadores:

Votorantim Cimentos – Abrangência, penetração e capacidade de mobilização

AES Eletropaulo – Impacto positivo gerado

Visafértil Indústria e Comércio de Fertilizante Orgânico – Regularidade

Concessionária Auto Raposo Tavares – Alinhamento ao negócio

Sindicato das Indústrias da Construção do Mobiliário e de Cerâmicas – Inovação e criatividade

Copastur Viagens e Turismo – Indicadores de gestão e acompanhamento de resultados

Para saber mais sobre os projetos, visite o site do prêmio, em http://hotsite.fiesp.com.br/meritoambiental/2017/cd/.

Ação Fiesp: Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental 2016 amplia reconhecimento

Por Karen Pegorari Silveira

A Fiesp há mais de 20 anos reconhece as empresas industriais que se destacam na busca da melhoria da qualidade ambiental no Estado de São Paulo e a partir deste ano o Departamento de Meio Ambiente (DMA), em parceria com o Comitê de Responsabilidade Social (Cores), incluiu um novo reconhecimento para o Prêmio Mérito Ambiental, o Destaque Responsabilidade Socioambiental – que vai homenagear projetos com foco social direcionados às comunidades locais e ao público interno da indústria

De acordo com Nelson Pereira dos Reis, vice-presidente da Fiesp e diretor titular do DMA, “a empresa que além de buscar a sustentabilidade, no seu tripé ambiental, econômico e social, e acaba muitas vezes suprindo a falta de ações mais contundentes do setor público em favor da população do entorno da fábrica com ações nas áreas da saúde, educação e geração de renda também precisa ser premiada”.

É mais um reconhecimento da Casa da Indústria para as empresas que se empenham e melhoram as condições de vida em nosso Estado.

Grácia Fragalá, vice-presidente do Conselho de Responsabilidade Social (Consocial) e diretora titular do Cores, destaca ainda que esta é uma grande oportunidade para as indústrias divulgarem suas ações sociais que impactam de forma tão positiva e profundamente a vida da comunidade do entorno e do seu público interno.

Receberão o Destaque Responsabilidade Socioambiental até dois projetos de empresas que implantarem ações de apoio às comunidades locais com foco em:

– Educação: estímulo à permanência nas escolas com atividades complementares ao currículo, como aulas suplementares das disciplinas exigidas pelo Ministério da Educação, projetos sociais de formação e capacitação profissional às comunidades carentes;

– Cultura: que possibilitem às comunidades acesso às atividades relacionadas à música, às artes plásticas, à dança, ao teatro, às manifestações da cultura local, etc.;

– Políticas públicas: fomento ao desenvolvimento de políticas que beneficiem a comunidade/ sociedade;

– Geração de renda e capacitação: incentivo ao desenvolvimento econômico das comunidades do entorno e, ao mesmo tempo, desenvolvimento para potencial profissional;

– Responsabilidade social corporativa na cadeia de valor: projetos que visem à melhoria da gestão de riscos sociais na produção, distribuição e comercialização.

Já os projetos para o Público interno serão avaliados por:

– Incentivo ao desenvolvimento profissional/pessoal por meio do acesso à formação e ao aperfeiçoamento continuado;

– envolvimento dos funcionários em alguma ação social que ajude a melhorar as condições de vida de uma comunidade e/ou público;

– engajamento para a sustentabilidade com orientação sobre questões sociais e ambientais e estimulo a adoção de uma nova postura;

– qualidade de vida com ações e iniciativas que reduzam o estresse, os desagastes físico e emocional e melhorem a performance e a produtividade dos funcionários.

Mais informações:

Data-limite para pré-inscrição online e entrega de trabalhos:  15/4/2016 

Saiba mais: http://www.fiesp.com.br/meritoambiental

Data da premiação: em junho, durante a realização da Semana do Meio Ambiente

Contato: 3549-4675 ou meritoambiental@fiesp.com

21º Prêmio de Mérito Ambiental incentiva empresas a apresentarem projetos criativos e eficientes

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Na 17ª Semana de Meio Ambiente foram conhecidos os premiados do 21º Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental, cujo objetivo é reconhecer as boas práticas corporativas em ações sustentáveis como a redução de consumo e reúso de materiais e recursos naturais.

Desde 1995, foram recebidos 426 projetos de empresas dos mais variados segmentos e premiados 25 projetos nas categorias “indústria de micro e pequeno porte” e “indústria de médio e grande porte”.

Este ano a vencedora na categoria “média e grande porte” foi a Baxter Hospitalar, e os demais projetos ganharam menções honrosas.

Baxter aposta na redução do consumo de energia

A Baxter Hospitalar, empresa do ramo farmacêutico, está presente no Brasil há mais de 50 anos. Com mais de mil funcionários em 4 unidades, fabrica e comercializa produtos de biotecnologia, terapias especializadas e equipamentos médicos.

Entrega do 21º Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental. Foto Everton Amaro/Fiesp

Entrega do 21º Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental. Foto Everton Amaro/Fiesp

 

O objetivo do projeto apresentado para concorrer ao Prêmio, Gestão dos Recursos Naturais, foi demonstrar o trabalho desenvolvido há anos com foco na redução do impacto das atividades da Baxter no meio ambiente.

As iniciativas envolveram as áreas de Operações de Manufatura e Cadeia de Suprimentos (Supply Chain) a fim de minimizar o consumo de recursos naturais com o programa Energia Lean e reduzir as emissões de CO2 no transporte de matéria-prima e produto acabado.

De 2005 a 2013, a Baxter reduziu o consumo de energia a partir de operações em 27% ( indexado à receita). A meta para 2015 é diminuir o uso de energia proveniente de operações em 30% indexado à receita, em comparação a 2005.

Para Daniel Gaspar Coelho, diretor de manufatura da Baxter Hospitalar, o prêmio foi o reconhecimento do trabalho e da dedicação da equipe, atenta aos seus indicadores. “O benefício não é só financeiro, para excelência operacional da qualidade do produto, mas também pessoal, pois essas ações as pessoas levam para a sua vida”, afirmou.

Ao ser questionado se iniciativas deste porte são vistas como custo ou investimento, Coelho foi enfático ao compreender que ações ambientais são investimentos, sim, e reforçou que hoje o consumo de água é menor do que há dez anos atrás e, mesmo assim, se produz mais.

“Não se trata de um projeto, mas um programa existente há mais de dez anos, e isto na Baxter Brasil é muito forte. Nossa unidade é referência em uso sustentável de recursos em comparação com outras plantas”, completou. Há indicadores próprios para avaliar o consumo de água, de energia elétrica, de gás e até de matéria-prima utilizada por unidade produzida.

Menções Honrosas às iniciativas de três empresas

As empresas que mereceram menção honrosa foram Deca, Duratex e Companhia Brasileira de Alumínio.

O projeto Reaproveitamento de resíduos e a economia circular, da Deca, pertencente ao grupo Duratex, desenvolveu projeto piloto que dava desconto de 10% ao consumidor que levasse metal, louça sanitária ou chuveiro elétrico usado quando fosse comprar produtos Deca ou Hydra. Além do incentivo ao descarte correto do material, recolhido às fábricas, ele foi reutilizado na fabricação de novos produtos, reduzindo os custos da compra da matéria-prima no mercado.

O projeto foi desenvolvido para reaproveitamento de 33% do total do refugo de louças. A primeira fábrica a realizar um piloto deste projeto foi a unidade de Louças Jundiaí, que recebeu investimento de R$ 1,5 milhão. A Deca também reutilizará, em seus processos internos, 180 toneladas de bronze e latão por ano.

Já a Duratex S.A., presente em diversos estados brasileiros, apresentou o projeto Ecotransformação de resíduos através do aproveitamento de Lodo de Estação de Tratamento de Efluente Industrial e Cinzas de Biomassa para produção de Fertilizante Orgânico Composto em sua unidade de Agudos.

A iniciativa de 2013 contou com investimento local aproximado de R$ 4,9 milhões e global de R$ 7,3 milhões em pouco menos de 3 anos. Entre os resultados, a eliminação na destinação de resíduos de lodo e cinzas da ordem de 19.000 toneladas em 2014. Para 2015, a companhia deixará de destinar 31.000 toneladas de resíduos provenientes de sua produção industrial de Agudos (SP) e Uberaba (MG). Há ganhos em redução de custos reais da ordem de R$ 2,4 milhões em 2014, com projeção de R$ 3 milhões para 2015.

O projeto Melhorias ambientais da fundição através da implantação de projetos com Lean Six Sigma, da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), da Votorantim Metais, teve como foco a redução do consumo de gás natural e geração de escória.

A aplicação da metodologia Lean Six Sigma (técnicas de definição do problema, mensuração e análise para controle de desvios) foi aplicada à área da Fundição, em 2014, para obtenção de redução de consumo de gás natural em área que abrange 12 fornos de espera de 40 toneladas de capacidade. Com a instalação de novas bicas de carregamento de metal líquido para evitar a necessidade de abertura da porta do forno e consequente perda de calor, obteve-se a redução de 22% no consumo específico de gás natural, além da estabilização do processo operacional. O investimento foi de R$ 28 mil, e a economia gerada alcançou R$ 1,6 milhão em 2014.

O projeto Caldeira de biomassa: autossuficiência energética e sustentabilidade do negócio, da International Paper, foi implantado em sua fábrica em Mogi Guaçu, planta que conta com mais de 1.200 profissionais e produz aproximadamente 400 mil toneladas de celulose por ano.

A iniciativa contou com várias motivações: desde o início da década, os preços da eletricidade aumentaram dramaticamente em função do esgotamento do fornecimento de eletricidade gerada através das hidroelétricas e a dependência maior das termoelétricas, com potencial poluidor maior.

Uma nova caldeira de biomassa substituiu outras três, gerando energia de fonte renovável suficiente para abastecer grande parte da fábrica.

Entre os resultados sociais, o estabelecimento de parcerias e de fomento com diversos produtores rurais no entorno. Com implantação da nova caldeira, a fábrica se tornou 90% autossuficiente em energia, reduzindo a compra externa. O investimento alcançou US$ 90 milhões. Com a queima da biomassa, obteve-se redução de mais de 70% das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no período 2011-2014.

Utilização para matérias de pós-consumo: PETs e fosfogesso

Na categoria micro e pequeno porte, as menções honrosas foram conquistadas pela GED – Inovação, Engenharia e Tecnologia e pela Green do Brasil.

Esta última, localizada em Campinas, apostou na inovação tecnológica para o desenvolvimento do produto Green Fiber, monofilamentos sintéticos à base de polímeros. O processo de fabricação inicia-se pela aquisição de matéria-prima (PET) em diferentes formas (garrafas, bandejas, borras, etc) e sua classificação, separação, trituração e peletização para uso em extrusoras.

Entre suas utilidades, o produto pode ser utilizado no concreto servindo para diversos tipos de construções, como por exemplo, pisos industriais, grandes áreas concretadas como pista de aeroportos, pontes e túneis – nos quais inclusive são utilizados para o revestimento das paredes por meio de jateamento – e ainda contenção de encostas e barrancos. O principal benefício ambiental é a utilização de uma matéria pós-consumo.

Já a GED – Inovação, Engenharia e Tecnologia desenvolveu pesquisa voltada ao aproveitamento de subproduto das indústrias de fertilizantes, o fosfogesso (gesso químico).

Estima-se que no Brasil haja cerca de 160 milhões de toneladas deste material disponíveis para utilização. Atualmente, somente, 15% do fosfogesso gerado no mundo é reciclado. Entre suas reutilizações, materiais para construção de pré-moldados, como blocos, pisos, placas para forros e divisórias, fabricação de cimento, complemento de adubação e condicionador de solo.

O fosfogesso está sendo utilizado na produção de tintas acrílicas voltadas a ações socioambientais e revitalização de áreas públicas. Foram realizadas 6 ações até março de 2015 na região de São Paulo e principalmente Cubatão/SP, cidade mais impactada por este tipo de resíduo. O fosfogesso utilizado no projeto foi oriundo da empresa Vale Fertilizantes, em Cubatão.

Para o desenvolvimento da pesquisa, foram utilizados 16 produtos químicos necessários à produção das ecotintas. Com isso, foi possível realizar uma mudança da formulação das tintas e incorporar até 40% de fosfogesso tratado na composição das mesmas.

Fotos da Cerimônia de Entrega do 19º Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental 2013

Confira as fotos da cerimônia de entrega do 19º Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental 2013