Com aeroporto, Guarulhos foi o município brasileiro que mais cresceu nos últimos 100 anos

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O desenvolvimento da infraestrutura é um dos maiores aliados do mercado da construção. E a cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo, é uma prova disso. Para debater o assunto, foi realizada, na manhã desta quarta-feira (30/11), a reunião do Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra), com o tema “A Infraestrutura e o Mercado Imobiliário”. O encontro teve a participação do presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), Flavio Amary. E foi coordenado pelo presidente do Coinfra, Marcos Marinho Lutz.

“Obras de infraestrutura e investimentos em construção estão ligados”, disse Amary. “Todas as obras na área são muito importantes para nós”.

Em estudo realizado pelo Secovi sobre o assunto, Guarulhos, na Grande São Paulo, foi apontada como exemplo dessa tendência. “O aeroporto fez com que Guarulhos tivesse o maior percentual de crescimento de um município no país nos últimos 100 anos”, afirmou.

Tanto que, hoje, a cidade de Cumbica é a 13ª mais populosa do Brasil, com 1,3 milhão de habitantes, sendo ainda o 13º maior PIB municipal (R$ 49,3 bilhões) e o 13º município com a maior quantidade de domicílios particulares ocupados (360 mil).

“Temos hoje no Brasil quatro projetos de construção de aeroportos, o que sempre impacta o nosso setor”, explicou Amary.

Na contramão, Santos, no litoral paulista, hoje sofre com o excesso de expectativas em relação às obras do pré-sal, com a perspectiva de construção de uma sede da Petrobras no local. “Com isso, o mercado imobiliário alcançou um aumento de preços e oferta elevados entre 2010 e 2013”, disse o presidente do Secovi-SP.

Menos lançamentos

De acordo com Amary, São Paulo teve 24.687 unidades lançadas nos primeiros nove meses de 2015, para 15.727 no mesmo período de 2016. “Uma queda de 25%”, afirmou. “A nossa média de unidades lançadas era de 31,1 mil por ano na capital”.

Mesmo diante desse cenário, o foco dos empreendedores da construção está no futuro. “O importante é que a demanda seguirá forte”, afirmou. “Temos dados demográficos que provam isso”.

Entre esses dados, estão, por exemplo, os 300 mil divórcios registrados por ano no Brasil, o que leva à necessidade por uma nova residência. Ou o percentual de 11% dos domicílios com apenas um morador. “A família tradicional, formada por um casal com filhos, tem diminuído bastante”, explicou.

Assim, para atender a essas e a outras demandas, segundo Amary, será necessário um incremento de 14,5 milhões de unidades habitacionais até 2025 no Brasil. “Sendo o maior incremento para pessoas com renda até R$ 3 mil”, disse.

A reunião do Coinfra: foco no futuro, com perspectivas de aumento na demanda por novos imóveis. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Vencedores do Acelera Startup comemoram expansão e reconhecimento do mercado

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A vida deles nunca mais foi a mesma. E o que importa: mudou para melhor depois que eles decidiram se inscrever no Concurso Acelera Startup, maior competição de empreendedores do Brasil, organizada pelo Comitê Acelera Fiesp (CAF) desde 2012. Vencedores na disputa, viram seus negócios deslancharem e suas redes de contatos cresceram numa velocidade jamais imaginada antes. E estimulam todos os interessados em empreender a fazerem o mesmo. A oitava edição do evento começa nesta terça-feira (05/07), na sede da Fiesp, na capital paulista, se encerrando na quarta (06/07), com a divulgação dos resultados.

Além de incentivar o empreendedorismo, o Acelera Startup aproxima projetos e empresas de investidores.

“Não tivemos crise em 2016”, conta Valmir Valverde Júnior, da Carrega +, que fornece carregadores portáteis de celulares e tablets para eventos e empresas. O empresário ficou em segundo lugar na quarta edição do Acelera, em 2014. “Crescemos mais de 300% ao ano desde que participamos do concurso”.

Hoje membro do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, Júnior diz que o maior ganho foi o reconhecimento trazido pela conquista. “O mercado passou a nos respeitar”, conta.

Além de fornecer os carregadores para eventos, a Carrega + ainda disponibiliza esses objetos para estabelecimentos como restaurantes, vendendo espaço publicitário nas peças, atividade que já responde por 80% do faturamento da empresa.

Não menos animado, Sergio de Andrade Coutinho Filho, da Sayou, de tecnologia de capina elétrica, diz que o primeiro lugar na 3ª edição do Acelera, em 2013, “abriu uma nova rede de contatos e despertou o interesse dos investidores”.

Nesse embalo, a linha de produtos da empresa cresceu e hoje tem produtos de capina elétrica para os mercados agrícola, urbano e florestal, com o lançamento de opções para uso residencial no varejo em 2017.

“O Acelera é uma das melhores iniciativas de empreendedorismo existentes no Brasil hoje”, diz. “Crescemos 100% ao ano, sou muito grato à Fiesp”.

Quase um noivado

Campeão na categoria Energia na 6ª edição do evento, em 2015, o responsável pela área de Investimentos da Somatec, Paulo Morais, diz que a vitória acabou com o “ceticismo de mercado” em relação aos produtos da marca. O carro-chefe da linha da empresa é o retentor eletromagnético, que ajuda as indústrias a consumirem menos energia, entre outros benefícios.

“Existimos desde 1999, mas foi só depois do concurso que nos tornamos conhecidos e reconhecidos”, explica ele. “Agora crescemos 80% ao ano”.

Morais, da Somatec: “Só depois do concurso nos tornamos conhecidos e reconhecidos”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Com mais de 2 mil equipamentos instalados em indústrias de todo o país, a Somatec está em fase de negociação com alguns investidores. “Passamos a ser procurados e ouvimos algumas propostas”, conta. “Posso dizer que estamos namorando sério e caminhando para um noivado”, brinca.

Por isso, a gratidão com a disputa de empreendedores promovida pelo CAF é eterna. “O Acelera é um dos eventos mais importantes do Brasil e da América Latina na área, tem um peso imenso”.

Nas últimas edições do evento, foram recebidas mais de 11.500 inscrições de todo o Brasil e participaram mais de 400 mentores e mais de 250 investidores, sendo anjos, representantes de fundos de investimentos e empresas que trabalham com inovação aberta. Somando as edições anteriores (2011, 2012, 2013, 2014 e 2015), o evento já gerou investimentos de mais de R$ 5 milhões.

Confira a programação completa na página do concurso: http://hotsite.fiesp.com.br/acelera/

 Serviço

Concurso Acelera Startup

Data: 5 e 6 de julho

Local: Edifício-sede da Fiesp.

Endereço: Avenida Paulista, 1313. São Paulo

Jovens, mulheres e negros são protagonistas no mercado consumidor brasileiro

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Mulheres, idosos, jovens, negros e a nova classe C foram os públicos destacados como os atuais protagonistas do consumo no Brasil pelos palestrantes do seminário “A indústria e seu mercado consumidor”. O evento foi realizado nesta terça-feira (15/04), na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estados de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

O diretor da Quorum Brasil Informação e Estratégia Claudio Silveira fez a apresentação “Comportamento do consumidor – o que têm em comum as mulheres, homens, jovens e idosos?”. Por meio de dados obtidos com pesquisas, ele trouxe novas informações sobre o que busca cada um desses públicos.

As pesquisas indicaram, por exemplo, que os idosos reclamam por não encontrarem roupas, comida e hotéis feitos para pessoas com mais de 65 anos. E dizem que não gostam de serem chamados de “terceira idade”. “Mais do que poder de compra, eles também influenciam nas compras da família”, alertou Silveira.

Sobre os jovens brasileiros na faixa dos 13 a 19 anos, o diretor destacou que esses correspondem a um mercado de R$ 32 bilhões. “Os jovens cada vez mais pensam no futuro e gostam das marcas, mas estão atentos ao dinheiro.”

Silveira: empresas precisam estar atentas aos interesses de idosos, jovens e mulheres. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Silveira: empresas atentas aos interesses de idosos, jovens e mulheres. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

As mulheres são um público que pensa diferente e gosta que todos saibam disso, segundo o diretor da Quorum. “Cerca de 75% das mulheres não se enxergam nas propagandas dirigidas para elas. Essas consumidoras adoram uma cozinha limpa, mas sem elas mesmas com o rodo na mão e um pano de chão.”

Segmentar a comunicação para cada público é fundamental, de acordo com Silveira. “Não adianta dizer ‘eu vou vender para a classe B’ ou ‘eu vou vender para a classe C’, porque esses grupos são formados por pessoas. É preciso pensar ‘eu vou vender para uma mulher de 35 anos, casada, que se comporta de tal forma’ ou para ‘um jovem de 18 anos que compra de determinada maneira’.”

Ele destacou também a necessidade de colocar a inovação como foco na empresa. “A informação é de que 23% dos empresários dizem que inovação eleva a competitividade, mas só 10% falaram que têm investimentos voltados para a área”, explicou. “A gente continua sendo impulsionado para a inovação pela concorrência e não porque isso está no DNA da companhia.”

Nova classe média

Marcio Falcão, gerente de novos negócios do Data Popular, apresentou algumas características de um dos mercados de mais destaque hoje: a nova classe média. “Só a classe C do Brasil está em 18º lugar em consumo no mundo e em 12º em termos de população. Para ser líder de mercado no seu segmento, tem que brigar.”

E o que significa consumo para essa classe média? Segundo as pesquisas do Data Popular, representa inclusão e pertencimento, oportunidade e investimento, satisfação de necessidades e sensação de prazer.

“Muita gente olha com preconceito e pensa que essas pessoas estão apenas comprando smartphones, bens de consumos duráveis. Isso é verdade, mas também há uma preocupação muito forte com a educação”, disse Falcão. “Isso acontece por dois fatores: um ano de estudo a mais pode representar até 15% de aumento na renda dele. O outro é a meta de ser o primeiro ‘doutor’ da família, o primeiro que se formou”.

Os três grandes protagonistas da nova classe média brasileira, segundo o Data Popular, são as mulheres, os negros e os jovens. “A renda das mulheres cresceu, nos últimos dez anos, quase o dobro se comparada a dos homens, o que se deve ao acesso ao mercado de trabalho”, relatou o gerente do instituto. Já 75% das pessoas que ascenderam para a classe média nos últimos anos são negros, é preciso olhar para esse mercado.”

Sobre os jovens, Falcão diz que eles são 42 milhões de pessoas com idade entre 18 e 30 anos e que 55% deles já estão na classe média e com uma inserção social melhor do que seus pais tiveram. “Se compararmos o jovem de uma família de classe alta e um de classe média, para cada R$ 100 que o pai coloca em casa, o jovem da classe alta coloca R$ 47 e o da classe média, R$ 89. Quem vai ter um poder de decisão pela família maior?”.

O executivo concluiu falando da necessidade de quebrar barreiras na questão do consumo para esse público. “Para chegar a esse consumidor, é preciso criar uma comunicação específica e também vencer a questão de preconceito”, explicou.

 

Especialistas apresentam oportunidades de mercado para micro e pequenas empresas

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Alessandra Andreazzi Peres, diretora-executiva da Tramity Business. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

“Negócios e oportunidades: onde estão os seus clientes” foi o tema do primeiro painel do VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta quinta-feira (10/10) no Hotel Renaissance. O debate teve a mediação de Marco Antonio dos Reis, diretor-titular-adjunto do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Fiesp.

A diretora executiva da Tramitty Business to Government, Alessandra Andreazzi Peres falou sobre as possibilidades de fazer negócio com o governo (B2G). “Não adianta querer vender para o governo e achar que em um ano vai ter resultado. É um plantio. É preciso ter persistência e se organizar para fazer isso”, disse ela, ressaltando a necessidade de fazer um planejamento e conhecer os órgãos governamentais, cuidar dos contratos e cumprir o que foi combinado.

Alessandra apresentou algumas diretrizes importantes para vender ao governo, como as modalidades de licitação e os caminhos para cadastro e documentação. Também destacou canais onde é possível encontrar apoio. “A Fiesp, por meio do Dempi ,tem pessoas que conhecem o mercado de governo, é um ponto de apoio. Também é possível contar com a ajuda do Sebrae local, as secretarias estaduais e municipais e as empresas especializadas.”

Para tratar de um dos mercados de maior destaque atualmente, Renato Meirelles, presidente do Data Popular, apresentou um raio-x da nova classe média brasileira. “Hoje, a classe C movimenta R$ 1 trilhão por ano. Se existisse um país chamado classe média brasileira, ele seria o 12º maior do mundo em população e o 17º maior em consumo. Ele estaria no G-20 do consumo mundial.”

Renato Meirelles, presidente do Data Popular. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Segundo Meirelles, os grandes protagonistas da nova classe média brasileira são os negros e as mulheres. “Os negros, no Brasil, movimentam R$ 1,1 trilhão por ano. E ainda tem empresa que reluta em usar garoto-propaganda negro na sua comunicação”, disse. “Falando nas mulheres, nos últimos 20 anos, o número de mulheres com carteira assinada cresceu 87%. Se a mulher já mandava no dinheiro do homem, agora que ela ganha o próprio dinheiro, ninguém segura.”

O conselho do executivo é ter uma nova ótica para chegar a esse mercado. “Essa mudança que está acontecendo no País oferece inúmeras oportunidades para as micro e pequenas empresas que fizerem um exercício de humildade de olhar o consumo pela visão desses brasileiros que estão melhorando de vida, conquistando o coração, a mente e o bolso da nova classe média”, declarou.

Convênio com a Sorbonne

A gerente do Departamento Jurídico Corporativo da Fiesp, Luciana Freire, apresentou o convênio da federação com a Universidade de Sourbonne, que tem como objetivo unir a prática do empresário com a teoria o expertise da academia.

Como uma das primeiras ações da parceria, os professores da universidade francesa, Florence Pinot de Villechenon e Humberto Cesar López Rizzo apresentaram uma pesquisa sobre internacionalização de micro e pequenas empresas, em que conversaram com empresários europeus e também latino-americanos.

“Palavras como luta, esforço, trabalho são compartilhadas entre os pesquisados no Brasil e também do outro lado do Atlântico”, contou Florence. “Mas cada vez que falávamos com o responsável pelo negócio, seja ele brasileiro, mexicano, italiano, francês, espanhol ou português, encontramos também muito entusiasmo.”

O estudo também trouxe uma visão dos empresários estrangeiros, que classificaram o Brasil como um país difícil para entrar, porém um mercado relevante. “Eles afirmam que sofrem, mas estão satisfeitos por estar aqui. Dizem que o Brasil não é um país para amadores, demanda muita experiência, mas é atrativo e desafiante.”

Encerrando o painel, o professor da Fundação Instituto de Administração, Edson Barbero falou sobre a definição do melhor mercado para cada empresa. “A gente fala que os clientes nos escolhem, mas esquecemos que também temos que escolhê-los. Há o valor para o cliente que é o que eu oferto e o valor do cliente que ele oferta a mim.”

Para Barbero, o cliente é ponto-chave para descobrir o melhor mercado. “Converse com o seu cliente, faça as perguntas certas, se aprofunde na vida dele, seja ele pessoa jurídica ou física.”

Expectativa de crescimento do setor de tecnologia em segurança é de 11% em 2013, afirma diretora da Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Selma Migliori: setor deverá crescer 11% em 2013 (Foto: Hélcio Nagamine)

Selma Migliori: setor deverá crescer 11% em 2013 (Foto: Hélcio Nagamine)

O mercado de sistemas eletrônicos de segurança cresceu 9% em 2012, representando um faturamento total de 4,2 bilhões de reais.  Para este ano, a expectativa é ainda mais positiva. O setor deverá crescer 11%, segundo dados da Associação Brasileira das empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese).

Os dados foram apresentados por Selma Migliori, presidente da Abese e diretora do Departamento de Segurança (Deseg) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), durante o seminário “Tecnologia em Segurança”, agenda da Feira Exposec 2013 que acontece até quinta-feira (16/05) no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

Migliori ressaltou o potencial de crescimento do setor, que representa 1,7 milhões de empregos indiretos e 200 mil diretos.  “De um total de 6,18 milhões de imóveis com possibilidade de receber sistemas de alarmes monitorados, apenas 12% desse total ou 800 mil imóveis são monitorados no país.”

A diretora da Fiesp apresentou dados sobre a atual configuração do setor.  Segundo ela, em 2012, o setor de segurança residencial representou 15% do consumo de produtos, superando os 12% de 2011. O setor não residencial, representado por indústrias, bancos, lojas e condomínios, abocanhou 85% do consumo de sistemas eletrônicos de segurança.

No encerramento de sua exposição, a diretora apontou as melhores opções de atuação para empresas do setor. “Há espaço no setor residencial e no setor imobiliário em geral, que está em expansão”, encerrou.

Além de Migliori, participaram do seminário nomes como o especialista em segurança urbana Fernando Ornellas, que

Evento foi o primeiro promovido em parceria entre o Deseg e Abese (Foto: Hélcio Nagamine)

abordou o tema da integração da segurança púbica e privada na transformação da segurança das cidades, e do consultor de segurança privada, Adelar Anderle. Ex-coordenador geral de controle de segurança privada da Polícia Federal, Anderle falou sobre a nova regulação do Estatuto da Segurança Privada.

“Conseguimos reunir mais de 100 profissionais do setor de segurança pública e empresarial para debater modernas questões relacionadas à proteção social e ao desenvolvimento deste crescente mercado”, afirmou Roberto Costa, diretor do Deseg e mediador do evento.

Entrar no mercado de Petróleo e Gás é foco de participantes do curso NAGI-PG

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Cerca de 50 empresários participaram de palestras no primeiro módulo do NAGI-PG, realizado nesta 3ª feira (29/01) na Fiesp/Ciesp

A principal aspiração de alguns participantes do curso Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás é ampliar conhecimento sobre o que é necessário para entrar nesse mercado de alta exigência tecnológica.

É o caso de Marcelo Freitas, diretor de pesquisas e desenvolvimento da indústria Planeta Azul, fabricante de desengordurantes de uso industrial e produtos para tratamento de água.

Ele explica que sua empresa fornece produtos para indústrias siderúrgicas e mecânicas, mas que, há cerca de três anos, tenta, sem sucesso, entrar no mercado de petróleo e gás.

“Sei que é um mercado de difícil penetração, devido as suas inúmeras especificações técnicas e exigências. Mas minha intenção, no curso, é justamente aprender com os demais participantes todas essas etapas e exigências do setor de Petróleo e Gás”, disse.

O programa

Durante esta terça-feira (29/01), cerca de 50 empresários participaram de palestras e trocaram cartões no primeiro módulo do NAGI-PG – programa da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp) em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) para treinar, até 2014, 400 empresas para atuam ou desejam atuar no setor. Os principais temas da agenda foram: gestão da inovação, planejamento e gestão estratégica.

De acordo com os organizadores, os objetivos são estimular práticas de inovação nas empresas e criar condições favoráveis para o fornecimento de equipamentos e serviços para a cadeia de petróleo e gás por meio da indústria nacional.

O programa NAGI-PG conta com o apoio financeiro da Financiadora de Projetos (Finep) e do  Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), de cerca de R$ 2 milhões.

Após São Paulo, vai atender a empresas cadastradas no Vale do Paraíba, nos dias 22 e 23 de fevereiro (Ciesp São José dos Campos). Ainda em fevereiro, o deve capacitar empresas inscritas em Sertãozinho.

Palestras do Seminário A Indústria e a Necessidade de Conhecer seu Mercado

O evento – realizado no dia 18 de outubro de 2012, na Fiesp –   teve por objetivo disseminar conceitos mercadológicos junto ao público industrial, como a importância do conhecimento do mercado para o planejamento estratégico das indústrias e para a implementação de planos de ação.

Palestras disponibilizadas.

  • Musculatura Comercial da Micro e Pequena Indústria. Como Desenvolver e manter par uma sobrevivência saudável e independente. – André Ganzelevith, Consultor, AG Consultoria
  •  As Oportunidades de Negócios Provenientes da Ascenção das Novas Classes
    Prof. Edson Barbero, Fundação Instituto de Administração – USP
  • Como Gerar mais Receitas no Cenário Competitivo Atual.
    Antonio Almeida, MBA Marketing FGV Management

 

  Para visualizar ou baixar os arquivos acesse o menu ao lado.

 

Bolsa norte-americana quer atrair mais empresas brasileiras

Agência Indusnet Fiesp,

Duncan Niederauer, presidente da Bolsa de Valores de Nova Iorque

O presidente da Bolsa de Valores de Nova Iorque, Duncan Niederauer, afirmou nesta quarta-feira (18) que as companhias brasileiras de capital aberto estão em vantagem frente ao mercado global, devido à estabilidade da economia e do sistema financeiro do País.

Niederauer está no Brasil, pela segunda vez, para atrair empresas nacionais para o pregão nova-iorquino.

“Só a Bolsa brasileira não é suficiente para atrair capital externo”, disse o CEO durante encontro com empresários na Fiesp. Além do Brasil, Duncan Niederauer ressaltou os demais países do Bric (Rússia, Índia e China) como as “melhores opções de investimentos” em todo o mundo, por apresentarem taxa de crescimento mais acelerada que a de países desenvolvidos.

Entre os países do Bric, o norte-americano destacou o Brasil, “pela excelência nas leis e regulações”. Ele preconizou que, se o País continuar a ascendência do crescimento econômico, ocupará o quinto lugar no ranking das maiores economias do mundo, em 2016.

Salientou, ainda, que os grandes eventos esportivos que o Brasil sediará nos próximos anos devem impulsionar o crescimento do País e aguçar o interesse de investidores estrangeiros.

Atualmente, as empresas brasileiras com maior destaque no mercado global têm ações negociadas na Bolsa de Nova Iorque como, por exemplo, a Petrobras, Vale, CSN e Brasken. O Brasil é o terceiro país com o maior número de empresas listadas na Bolsa norte-americana, 28 no total.

Presidente da Bolsa de Valores de Nova Iorque vem à Fiesp nesta quarta-feira, 18

Agência Indusnet Fiesp,

Um dos mais influentes CEOs do mundo, Duncan L. Niederauer, que comanda a Bolsa de Valores de Nova Iorque, tem um encontro marcado com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta quarta-feira (18), às 10h.

A reunião contará com a presença de algumas das 30 empresas brasileiras listadas na Bolsa norte-americana. Otimista com o Brasil, tendo o País como um dos mais importantes mercados do mundo, o CEO quer difundir por aqui a visão do mercado de capitais da Bolsa.

Mercado brasileiro teve maior expansão internacional dos últimos anos

Kacy Lin, Agência Indusnet Fiesp

Alessandro Teixeira, presidente da Apex. Foto: Kênia Hernandes

O equilíbrio da conjuntura internacional vem mudando rapidamente nos últimos dez anos. De acordo com o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Alessandro Teixeira, a internacionalização de empresas da Ásia, América Latina e África aumentou os investimentos e a participação de novos mercados. Mas o país que mais se expandiu foi o Brasil.

Uma prova disso, apontou Teixeira, foi um acordo inédito entre a grande indústria farmacêutica nacional EMS e o governo cubano, que movimentará um montante de US$ 100 milhões. Destacou também a expansão da rede brasileira de comida árabe Habib’s, que no próximo ano vai inaugurar dez lojas na China.

Há oito anos os investimentos externos do Brasil somavam U$ 15 bilhões e ainda neste ano devem fechar entre 25 e 27 bilhões de dólares, com expectativa de alcançar a marca de U$ 35 bilhões em 2010, estimou.

“A capacidade do País de atrair investimentos chega a U$ 40 bilhões hoje em dia, o que representa o poder de competitividade brasileiro”, sublinhou o presidente da Apex durante o seminário “Internacionalização de Empresas Brasileiras”, nesta segunda-feira (7), na sede da Fiesp.

Segundo ele, atualmente a Europa detém 38% da captação de investimentos do mundo, contra 50% em 2000. Já a China, que absorvia apenas 2%, hoje ultrapassou os dez pontos percentuais.

Subsídios ilegais

Alberto Pinto Souza Júnior, assessor especial da Receita Federal. Foto: Kênia Hernandes

O assessor especial da Receita Federal, Alberto Pinto Souza Júnior, chamou atenção aos riscos da desoneração fiscal às exportações. Embora considere a medida importante para a projeção internacional, afirmou que, dependendo do caso, os subsídios podem ser vistos como ilegais para a Organização Mundial do Comércio (OMC).

“Temos que tomar cuidado com os alívios que concedemos, principalmente com os impostos que incidem diretamente sobre os produtos”, destacou.

Outro ponto abordado pelo assessor foi sobre a bitributação dos produtos estrangeiros. Segundo ele, o fato do Brasil não cobrar nenhuma taxa dos parceiros pode prejudicar suas negociações. “Isso é péssimo para nós, porque os dividendos estão a 0%. Perdemos boa parte da capacidade de barganha”, explicou. Países como os Estados Unidos, exemplificou, chegam a cobrar até 30% da alíquota.

Parceria é indispensável

Norton Rapesta, diretor do Ministério de Relações Exteriores. Foto: Kênia Hernandes

Na avaliação do diretor do Ministério de Relações Exteriores (MRE), Norton Rapesta, o maior empecilho à internacionalização física de indústrias nacionais é a insegurança com o mercado externo.

Assim, o representante do Itamaraty disse que o governo tem de aproveitar o bom momento de economia interna para dar apoio às empresas. “Uma das melhores iniciativas que podemos tomar é o mapeamento das oportunidades internacionais”.

Roberto Giannetti, diretor-titular do Derex/Fiesp. Foto: Kênia Hernandes

Neste mesmo sentido, o diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti, acrescentou que o Brasil está numa fase de maturidade de sua projeção internacional e que, por isso mesmo, o governo deve aumentar seus esforços para garantir o aproveitamento máximo dos benefícios internacionais.

“Diversos setores do Governo são indispensáveis para este momento da indústria. A Receita Federal com as normas de tributação; o Banco Central com a regulamentação cambial e o Itamaraty mediando os acordos com mercados específicos”, argumentou.