Norma Técnica sobre Mercado Voluntário de Carbono é lançada na Fiesp

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

O mercado voluntário de créditos de carbono passa a contar com uma regra própria, a ABNT NBR 15948:2011, lançada no último dia 1º, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, em encontro realizado na Fiesp.

Para o coordenador da Comissão de Estudo Especial de Mercado Voluntário de Carbono da ABNT, Marco Antonio Fujihara, “mercado bom é mercado regulado, que estabelece as regras do jogo. Este é um primeiro passo que permitirá que o Brasil ingresse em um novo patamar de redução de emissões, de modo que as empresas não apenas forneçam créditos, mas também possam comprá-los”.

O especialista explicou que foram constituídos três grupos na elaboração da norma: um conceitual, o segundo sobre o mercado financeiro e o terceiro dedicado a aspectos legais. Um quarto grupo está se formando somente para tratar de florestas.

“O mercado de carbono está em gestação, mas é importante ter normas que reflitam a realidade local, que auxiliem na governança interna”, refletiu Guilherme Fagundes, gerente de Produtos Ambientais da BM&F Bovespa. Em sua opinião, a sustentabilidade deve fazer parte da diretriz da empresa que será demandante dos créditos.

A posição teve a concordância de Carlos Santos Amorim, diretor de Relações Externas da ABNT: “Tem peso no mercado externo a preocupação com a sustentabilidade. Queremos levar esta norma no âmbito da ISO, auxiliando na construção de políticas públicas”.

Para Manoel Francisco Pires da Costa, conselheiro do Instituto Roberto Simonsen e ex-presidente da BM&F, a norma não só beneficia o meio ambiente como cria um mercado primário, um instrumento financeiro para equilíbrio maior na preservação do meio ambiente.

A norma especifica princípios, requisitos e orientações para comercialização de Reduções Verificadas de Emissões (RVE) no País. O objetivo da NBR é ser uma ferramenta que facilite o acesso das organizações a este mercado e que seja um instrumento financeiro.

ABNT e Fiesp lançam norma técnica sobre Mercado Voluntário de Carbono

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

O mercado voluntário de créditos de carbono passa a contar com uma regra própria, a ABNT NBR 15948:2011, que será lançada nesta quinta-feira (1º/12), na Fiesp, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, com a entrega de um exemplar a cada participante.

A norma especifica princípios, requisitos e orientações para comercialização de Reduções Verificadas de Emissões (RVE) no país, o que inclui transparência de informações e registro de projetos também.

O objetivo da NBR é ser uma ferramenta que facilite o acesso das organizações a este mercado. Para o coordenador da Comissão de Estudo Especial de Mercado Voluntário de Carbono da ABNT, Marco Antonio Fujihara, este “é um primeiro passo que permitirá que o Brasil ingresse em um novo patamar de redução de emissões, de modo que as empresas não apenas forneçam créditos, mas também possam comprá-los, contribuindo ainda mais no combate às mudanças climáticas”.

Serviço
Data/horário: 1º de dezembro, quinta-feira, das 9h às 11h30
Local: na sede da Fiesp, Av. Paulista, 1313, capital
Mais informações: http://www.fiesp.com.br/agenda/ 

Normatização do mercado voluntário de carbono é tema de debate do Cosema/Fiesp

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp 

Marco Antonio Fujihara durante reunião do Cosema/Fiesp

A normatização da venda do mercado voluntário de carbono brasileiro foi o tema apresentado pelo especialista em mudanças climáticas e conselheiro da Fiesp, Marco Antonio Fujihara, nesta terça-feira (24), durante a reunião mensal do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Fiesp, na sede da federação.

Durante o encontro, Fujihara destacou que o projeto teve inicio após uma proposta apresentada por representantes do Cosema.

No dia 7 de abril de 2010, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), em parceira com a Fiesp, lançou a Comissão de Estudo Especial de Mercado Voluntário de Carbono (ABNT/CEE-146). A iniciativa resultou na normalização, inédita, das diretrizes do mercado voluntário interno de carbono.

“Eu não conheço nenhum país no mundo com uma norma que ofereça total transparência no processo de comercialização de carbono”, disse o especialista. E completou: “A ideia dessa normatização é oferecer aos mercados voluntários um norte de regulamentação”.

Walter Lazzarini, presidente do Cosema, agradeceu a presença dos representantes da ABNT e cumprimentou os conselheiros pela iniciativa, pioneira, de normatizar a regulamentação do mercado voluntário de carbono.

“Quero parabenizar, em nome do nosso Conselho, pela dedicação, competência e esforço e pelo trabalho executado. Aqui se iniciou essa ideia. Esse trabalho deve continuar e ser consolidado”, analisou Lazzarini.

Fujihara agradeceu a confiança e o apoio dos representantes do Cosema. “Muito obrigado pelo conselho ter delegado essa responsabilidade ao nosso grupo e esperamos ter cumprido os objetivos e ter feito corretamente o nosso dever de casa”, disse Fujihara.

O lançamento oficial da ABNT/CEE-146 acontecerá no mês de agosto. Para facilitar as negociações com o mercado internacional, a ABNT disponibilizará uma versão da normatização em inglês.