Solução para mercado imobiliário deve ser regionalizada, afirma executivo do Secovi

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

As soluções para o mercado imobiliário devem ser adequadas para cada região do país e, apesar da oferta ainda aquecida de crédito para moradia, a locação é um nicho que deve ser incentivado, afirmou João Batista Crestana, presidente do Conselho Consultivo do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539741990

João Batista Crestana, do Secovi

Ele participou na manhã desta segunda-feira (20/08) do 1º Congresso Internacional do Instituto Brasileiro de Direito da Construção, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“As soluções devem ser regionalizadas. O produto imobiliário em São Paulo é diferente do necessário em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e muito mais diferente daquele necessário em Teresina (PI)”, disse Crestana, que palestrou em um painel sobre os desafios para o setor imobiliário brasileiro.

Segundo ele, a falta de terrenos é o problema que a construção civil do mercado imobiliário vai enfrentar no futuro. “Foi exposto à então ministra Dilma Rousseff e ela determinou imediatamente que esse problema fosse solucionado. Os empresários fizeram sua parte, mas até hoje esse problema não foi resolvido porque esbarra no Ministério das Cidades e em atuantes do Ministério Público que se regem muito mais por questões ideológicas”, rebateu.

Aluguel

De acordo com pesquisa do Secovi, o número de imóveis vendidos na capital paulista apresentou um quadro de retomada no primeiro semestre de 2012. O sindicato apurou que as vendas de janeiro a junho na cidade de São Paulo totalizaram 11.981 unidades, ante as 11.680 registradas em igual período de 2011, o equivalente a um aumento de 2,6%.

Ainda assim, Crestana acredita que o segmento de locação de imóveis merece atenção de investidores dada a nova tendência de mudança de endereço do brasileiro.

“Nossos jovens mudarão muito mais de casa do que nós. Hoje existe a seguinte expectativa: o brasileiro mudava de casa a cada 10 anos, no futuro vai mudar a cada três anos porque hoje ele vai trabalhar aqui, mas amanhã vai trabalhar a milhares de quilômetros de distancia”, explicou o presidente do Secovi. “Então a locação é um instrumento que deverá ser desenvolvido e incentivado com benefícios para pequenos e grandes investidores”, concluiu.