Brasil disputa mercado chinês com Japão, Vietnã e Coreia do Sul, afirma coordenador da Apex-Brasil

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Marcos Lélis, da Apex-Brasil, analisa o mercado chinês em seminário na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine

Acompanhado por países vizinhos, o Japão tornou-se um dos principais fornecedores de mercadorias para a China na última década.

Entre 2001 e 2011, 22,4% das exportações japonesas destinaram-se ao mercado chinês e apenas 0,8% foram exportados para os Estados Unidos, informou nesta terça-feira (06/10) o coordenador da Inteligência Comercial e Competitiva da Apex-Brasil, Marcos Lélis, ao participar do seminário “Mercado Foco China”, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Na década anterior, entre 1990 e 2000, acontecia o inverso, já que 22,7% das mercadorias japonesas eram destinadas aos EUA, segundo números apresentados por Lélis, para quem, no que diz respeito à concorrência comercial, o foco da preocupação sobre a China deve ser ampliado aos países vizinhos, os quais vêm abocanhando fatias significativas do mercado chinês – principal destino das exportações brasileiras.

“A nossa concorrência não é só a China. Porque, quando a gente for vender sapato lá, vamos concorrer com o sapato do Vietnã. Quando for vender uma máquina lá, a gente provavelmente vai concorrer com uma máquina japonesa”, salientou o coordenador da Apex-Brasil.

De acordo com Lélis, a China compra 43% das exportações da Coreia do Sul, 35% das mercadorias exportadas pelo Japão e 20% dos produtos exportados pela Índia. O mercado chinês continua sendo o principal destino das exportações brasileiras, com uma fatia de 58% comercializada naquele país.