Convenção sela acordo entre trabalhadores, indústria e governo

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540120012

Roberto Della Manna, diretor do Departamento Sindical. Foto: Vitor Salgado

A Comissão Paritária composta por sindicatos dos trabalhadores, patronais e governo assinou, na sexta-feira (24), a convenção coletiva de melhoria das condições de trabalho em prensas e equipamentos similares, injetoras de plásticos e tratamento galvânico de superfícies nas indústrias metalúrgicas no estado de São Paulo.

A cerimônia realizada na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) marcou a relação tripartite na área de Segurança e Medicina do Trabalho. O documento foi firmado por 67 sindicatos de trabalhadores e 17 patronais.

“Nós temos a obrigação de defender a saúde e a proteção dos nossos trabalhadores”, afirmou Roberto Della Manna, vice-presidente e diretor-titular do Departamento Sindical (Desin) da Fiesp, ao lembrar que pela primeira vez essa convenção foi assinada na entidade – um marco, em sua opinião. Esse trabalho foi iniciado em 1995 pelo Ministério do Trabalho e Emprego, representado pela Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo (DRT/SP), em parceria com a Fundacentro e a Fiesp.

Della Manna se dispôs a envolver outros sindicatos ligados ao setor de máquinas, pois há 136 entidades envolvidas na federação. Ele frisou que é preciso maior envolvimento e divulgação em torno do tema tratado desde 1990 e renovada a cada dois anos.

Regulamentação

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540120012

Celso Haddad, superintendência da DRT-SP. Foto: Vitor Salgado

A convenção coletiva assinada desde 1999 serviu como base para a alteração da NR-12, Norma Regulamentadora que trata de máquinas e equipamentos.

A NR-12 é considerada um mecanismo para a segurança da saúde do trabalhador e tem, portanto, relevante importância social.

Para Celso Haddad, da superintendência da Delegacia Regional do Trabalho (DRT-SP), a normatização é apenas uma etapa cumprida. “É preciso aprimorar as normas regulamentadoras de outras máquinas”, pontuou ao refletir o trabalho conjunto desenvolvido, que visa mais a orientação do que a punição quando o assunto é segurança no trabalho.

“O papel do novo sindicalismo é reivindicar, negociar, mas também propor”, avaliou Adi dos Santos Lima, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SP), ao tratar da modernização da relação capital-trabalho.

O representante da Federação dos Sindicatos Metalúrgicos (FEM-CUT/SP), Walmir Marques da Silva, reforçou que essa convenção “está acima de qualquer discussão econômica e ideológica”, pois o importante é garantir condições adequadas de trabalho.

Também estiveram presentes à cerimônia representantes da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e da Força Sindical, além de Oduvaldo Álvaro, do Sindicato da Indústria de Artefatos de Metais não Ferrosos no Estado de São Paulo (Sianfesp) – a quem coube coordenar os trabalhos por parte dos empregadores–, e o diretor da Fiesp, José Rogério Miguel Medela, presidente do Sindicato das Indústrias de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento do Ar do Estado de São Paulo (Sindratar).