Informe Ambiental Fiesp

 

Boletim mensal produzido pela FIESP

 

O Informe Ambiental fornece de forma rápida e objetiva informações referentes ao acompanhamento de legislações ambientais, além de destaques técnicos, eventos da área, premiações e divulgação da atuação da Fiesp em ações relacionadas ao meio ambiente.

ACESSE AQUI AS EDIÇÕES MAIS RECENTES                                    

 

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Semana de Meio Ambiente – Seminário: A Importância Estratégica dos ODS e exemplos de sucesso na implementação

 

 

 

Confira as apresentações realizadas no seminário “A Importância Estratégica dos ODS e exemplos de sucesso na implementação” realizado na Fiesp no dia 07 de junho.

 

Painel: A Importância Estratégica dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

 

Secretaria Nacional de Articulação Social, Secretaria de Governo da Presidência da República

Sergio Kelner – Diretor do Departamento de Educação para a Cidadania e Inovação 

 

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária –Embrapa

Daniela Lopes  Pesquisadora 

 

Painel: Exemplos de Sucesso na Implementação dos ODS´s

 

empresa de pequeno porte – Metalúrgica Inca Ltda.

Luis Bello – Gerente

 

empresa de médio porte – Micro-Química Ltda.

Cláudio Hanaoka – Diretor

 

empresa de grande porte – Embraer S.A.

Mayara Ribeiro – Analista de sustentabilidade

Palestras – SISTEMA DE LOGÍSTICA REVERSA DE EMBALAGEM EM GERAL

 

Confira as apresentações realizadas no seminário “SISTEMA DE LOGÍSTICA REVERSA DE EMBALAGEM EM GERAL” realizado na Fiesp no dia 05 de junho.

 

Sistema de logística reversa de embalagens em geral

  • Anicia B. A Pio – Gerente técnica da Fiesp/Ciesp

 

Desafios para a Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos no Brasil

  • Carlos Roberto da Silva Filho – Diretor Presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais – Abrelpe e Vice-presidente “The International Solid Waste Association – ISWA”

 

Valorização de resíduos sólidos

  • Giancarlo Sposito, Diretor Comercial da Silcon Ambiental

 

Tecnologias para valorização de resíduos

  • Fabio Verzbickas – Gerente Regional Comercial – Valorização de Resíduos da Estre
  • Flavio Gusi – Gerente de Operações – Valorização de Resíduos da Estre

 

Descaracterização de produtos e embalagens

  • André Navarro, Diretor da RCR Ambiental

 

Caso prático – A gestão de resíduos sólidos urbanos em Itu

  • Bruno Ventre, Gerente de Marketing e Qualidade de Vida do Grupo EPPO – Cidades Inteligentes
  • Géssica Stinghen, Gestora de Desenvolvimento Sustentável do Grupo EPPO – Cidades Inteligentes

 

Caso prático – Sustentabilidade na gestão dos resíduos sólidos urbanos

  • Suzane de Souza Gomes, Gerente de Desenvolvimento da Corpus Saneamento e Obras

 

 

24º PRÊMIO FIESP DE MÉRITO AMBIENTAL – MENÇÕES HONROSAS

A edição 2018 do prêmio promovido pelo Departamento de Desenvolvimento Sustentável da Fiesp recebeu 65 cases. Os finalistas premiados com Menção Honrosa receberam o diploma de Mérito Ambiental.

Saiba mais sobre os cases vencedores das menções honrosas nos links abaixo:

Empresas de médio e grande porte:

HP Brasil

Economia Circular nas operações de manufatura da HP Brasil

Companhia Brasileira de Alumínio

Gestão preventiva para melhoria do desempenho ambiental, social e econômico da transformação plástica do alumínio

Eaton

Aterro Zero

BASF

Projeto Triple E – Excelência em Eficiência Energética

MRV Engenharia e Participações

Plano de Gestão de Carbono MRV

 

Empresas de micro e pequeno porte:

GEDi – Desenvolvimento e Inovação

Projeto de reutilização do Lodo da ETA para produção de cargas para Tintas Acrílicas

Solum Ambiental e Equipamentos Eletromecânicos

Vorax DuoTherm – Equipamento para processamento de resíduos de qualquer classe através de gradiente térmico

24º PRÊMIO FIESP DE MÉRITO AMBIENTAL – DESTAQUE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

A edição 2018 do prêmio promovido pelo Departamento de Desenvolvimento Sustentável – DDS e Comitê de Responsabilidade Social – Cores da Fiesp recebeu 16 cases de sucesso na temática responsabilidade social, onde os finalistas premiados receberam a placa de Destaque Responsabilidade Socioambiental.

Saiba mais sobre os cases vencedores acessando os links abaixo:

Vencedor 

Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo

Transformação de Consumidores em Clientes

 

Destaques Responsabilidade Socioambiental

Cervejaria Ambev

Cervejaria Ambev e a responsabilidade socioambiental: Água AMA, mais que uma água, uma causa

CPFL Energias Renováveis

Programa Raízes: Segurança hídrica no Semiárido do Rio Grande do Norte

Siemens

Projeto Experimento

Tereos Açúcar e Energia Brasil

Risco Zero em Casa

‘Temos muito o que evoluir’, diz vice-presidente da Fiesp na abertura de seminário e 20ª Semana do Meio Ambiente

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

“O tema da sustentabilidade entrou na pauta estratégica da indústria paulista”. Foi assim, com um convite ao debate, que foi aberto o Seminário “A indústria recicla – Sistemas de Logística Reversa em Operação no Brasil”. Quem destacou o assunto foi o vice-presidente da Fiesp e diretor titular do Departamento de Desenvolvimento Sustentável da federação, Nelson Pereira dos Reis, que deu as boas-vindas aos participantes do encontro. O seminário faz parte da 20ª Semana do Meio Ambiente da Fiesp e do Ciesp, iniciada na manhã desta terça-feira (05/06).

Reis lembrou que a relação da indústria paulista com a causa do meio ambiente começou em 1973, quando foi formada uma comissão temática. “Criamos uma área ambiental antes que o poder público o fizesse em São Paulo”, disse. “Nossa atuação institucional chega ao âmbito internacional”, destacou.

Segundo ele, é importante trabalhar para que a legislação e as normas “tenham consistência técnica e viabilidade de realização”. “Também publicamos conteúdos para ajudar os empresários e valorizamos as boas práticas, como a realização do 24º Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental”.

Para Reis, “o tema da sustentabilidade entrou na pauta estratégica da indústria paulista”. “Temos muito o que evoluir”, disse.

Vereador de São Paulo, Gilberto Natalini também participou da abertura do seminário e da Semana do Meio Ambiente.

“As leis têm que pegar”, afirmou. “Que a gente possa preservar a nossa casa comum”.

Natalini disse “admirar muito a Fiesp”. “Vocês discutem questões de vanguarda, por isso venho aqui sempre que convidado”.

Deputado federal pelo estado, Arnaldo Jardim foi outro participante.  “Prefiro ver o copo meio cheio, isso dá sentido ao que ainda temos que fazer”, disse. “Temos uma das legislações mais completas do mundo na área ambiental”, afirmou. “Quero saudar a Fiesp pela militância e compromisso”.

Primeira palestra

Após a abertura dos eventos, foi realizada a primeira palestra do seminário. O tema foi a “Logística Reversa de Eletroeletrônicos”, abordado pelo gerente do Departamento de Sustentabilidade da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Ademir Brescansin.

Brescansin destacou a atuação da Green Eletron, entidade civil criada pela Abinee para debater questões como a legislação, eficiência e segurança em relação ao uso de itens como pilhas e baterias, sempre discutindo que destino dar aos eletrônicos descartados.

“Temos termos de compromisso assinados com o estado de São Paulo para expandir o sistema de logística reversa de eletroeletrônicos”, disse.

Dessa forma, existem 20 pontos coletores da Green Eletron na capital, instalados em shoppings, escolas e praças públicas, por exemplo. “Vamos avaliar, numa segunda fase, se o comércio é o melhor ponto para o descarte de eletroeletrônicos”.

Outra ação recente foi a parceria com o Movimento Greenk, criado com a missão de conscientizar a população sobre o descarte correto do lixo eletrônico. “Fizemos uma parceria para coleta de materiais, ações educacionais para 80 escolas e até uma gincana para levar eletroeletrônicos”, disse. “Foram 74 toneladas coletadas na feira Greenk Tech Show, entre 25 e 27 de maio últimos”.

Agora, a próxima missão da Green Eletron é gerenciar, durante um ano, 15 coletores em praças municipais em São Paulo.

Para conferir a programação completa da 20ª Semana do Meio Ambiente da Fiesp e do Ciesp, é só clicar aqui.

Reis (ao centro): “Publicamos conteúdos para ajudar os empresários e valorizamos as boas práticas”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

13º PRÊMIO DE CONSERVAÇÃO E REÚSO DE ÁGUA – MENÇÕES HONROSAS

O Prêmio Fiesp/Ciesp de Conservação e Reúso de Água objetiva conhecer, difundir e homenagear, anualmente, empresas que utilizam boas práticas na promoção do uso eficiente de água, com medidas efetivas na redução do consumo e do desperdício de água, gerando benefícios ambientais, econômicos e sociais e aumentando a competitividade do setor, bem como dar ampla publicidade às ações realizadas pela indústria paulista na construção do desenvolvimento sustentável.

Clique nos links abaixo para ver os projetos das empresas ganhadoras das Menções Honrosas.

Categoria de pequeno porte

  • Eco Panplas Indústria e Comércio de Plásticos

Projeto: Uma solução sustentável para a reciclagem das embalagens plásticas contaminadas com óleo

  • Planeta Ecco Produtos Químicos

Projeto: Redução no consumo de água em lavanderias através da implantação de sistema de reúso de baixo custo

 

Categoria de médio/grande porte

  • Avon Industrial

Projeto: Renovare Aqua

  • Companhia Brasileira de Alumínio

Projeto: Progressos no tratamento de água industrial e no uso de água no processo produtivo do alumínio para redução da captação de água nova

  • General Motors do Brasil

Projeto: Conservação e Reúso de Água

  • Raízen Energia

Projeto:Reúso de Águas na Raízen traz mais Energia

 

Conheça também os projetos vencedores da 13º edição do Prêmio Água!

Clique Aqui

13º PRÊMIO DE CONSERVAÇÃO E REÚSO DE ÁGUA – CASES VENCEDORES

 

 

 

 

 

 

 

O Prêmio FIESP de Conservação e Reúso de Água objetiva conhecer, difundir e homenagear, anualmente, empresas que utilizam boas práticas na promoção do uso eficiente de água, com medidas efetivas na redução do consumo e do desperdício de água, gerando benefícios ambientais, econômicos e sociais e aumentando a competitividade do setor, bem como dar ampla publicidade às ações realizadas pela indústria paulista na construção do desenvolvimento sustentável.

Em 2018 foram 25 projetos inscritos para concorrerem ao Prêmio, nos links abaixo é possível conferir os projetos das empresas vencedoras.

Médio/Grande Porte

  • L’oreal Brasil

Projeto: Visão Fábrica Seca – Uma abordagem para redução do consumo de água

 

Micro/Pequeno Porte

  • Metalúrgica Inca

Projeto: Economia de água no setor de Injeção

 

Conheça as ganhadoras das menções honrosas!

Acesse aqui.

Obrigações ambientais 2018

 

OBRIGAÇÕES AMBIENTAIS

 

O Calendário de Obrigações Ambientais elaborado pela Fiesp tem como objetivo alertar as empresas quanto as principais informações que devem ser encaminhadas anualmente aos órgãos ambientais e os prazos para envio destas informações, evitando multas e penalidades.

A iniciativa contempla apenas obrigações ambientais gerais nos âmbitos estadual e federal, devendo a empresa estar atenta a possíveis obrigações ambientais na esfera municipal e a outras obrigações atreladas ao processo de licenciamento ou específicas para a atividade que exerce.

Acesse o menu lateral para visualizar o calendário ou para baixar a publicação.

OBRIGAÇÕES AMBIENTAIS 2018

RESUMO DAS OBRIGAÇÕES

 

Para não perder os prazos, cadastre sua empresa no MONITORE – SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE OBRIGAÇÕES AMBIENTAIS

 

Apresentações – Seminário Agenda 2030 e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS

Acesse as apresentações do evento Agenda 2030 e o setor produtivo realizado em 22 de novembro, que discutiu as estratégias e desafios de implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS.

 

Estratégias e Desafios para atingir o ODS12 – Consumo e Produção Responsáveis

Palestrante: Patricia Faga Iglecias Lemos- Superintendente de Gestão Ambiental da USP

Estratégias e desafios de implementação dos ODS

Palestrante: Cristiana Brito – Vice-presidente da Rede Brasil do Pacto Global e Diretora de Relações Internacionais e Sustentabilidade da BASF para a América do Sul

Estratégias e Desafios de Implementação dos ODS – Água e Resíduos Sólidos na Gestão Integrada da Fibria

Palestrante: Camila Reggiani da Silva – Consultora de Meio Ambiente da Fibria

Estratégias e desafios de implementação dos ODS: o olhar da Comissão Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Palestrante: Henrique Villa da Costa Ferreira – Secretário Nacional de Articulação Social da Secretaria de Governo da Presidência da República

Estratégias e desafios de implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS

Palestrante: Gustavo S. Fontenele e Silva – Coordenador Geral do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

Apresentações – Workshop Brasil-Portugal sobre Gestão de Resíduos Sólidos

Acesse as apresentações dos palestrantes que participaram do Workshop Brasil-Portugal sobre Gestão de Resíduos Sólidos.

Palestrante: José Eduardo Martins, ex-Ministro de Meio Ambiente de Portugal e sócio da Abreu Advogados

Evolução da Política de Gestão de Resíduos em PortugalPalestra 1 e Palestra 2

Palestrante: Fabricio Soler, Felsberg Advogados

A legislação de resíduos sólidos no Brasil

Palestrante: Carlos Ohde, Diretor de Inovação e Novos Negócios da Sinctronics

An innovation center in sustainable technology for the electronics industry

 

ENTREVISTA: Os principais desafios do Brasil para o desenvolvimento sustentável do meio urbano

Por Raquel Corrêa Sajonc

Luciel Henrique de Oliveira é Doutor em Administração pela FGV, professor da PUC Minas/Poços de Caldas e do Mestrado na área de Sustentabilidade, no centro universitário UNIFAE, em São João da Boa Vista/SP.

O objetivo 11 para o Desenvolvimento Sustentável sugere que os países adotem ações que tornem as cidades e comunidades mais sustentáveis, com transportes de qualidade, ampliação de áreas verdes, acessibilidade, entre outras. Neste sentido, quais são os principais desafios do Brasil? E o que já vem sendo feito nas diferentes regiões do país para apoiar esta meta do ODS?

O objetivo 11 é um dos ODS mais ambiciosos na Agenda 2030, por relacionar desenvolvimento urbano, a necessidade de melhorar o ambiente urbano e a convivência nas cidades a fim de urbanizar assentamentos precários e favelas, e garantir melhores condições de vida para a população. Uma cidade sustentável implica considerar problemas que são inerentes à sua concepção, aos seus habitantes e ao seu ambiente. A representação das cidades – principalmente as maiores – está associada atualmente a uma imagem de desconforto, com concentração dos grandes males de nossos tempos: violência, exclusão, pobreza, poluição, marginalização, insegurança, estresse, desamparo, solidão, entre outros.

O Estatuto da Cidade (2001) criou instrumentos de desenvolvimento (como o plano diretor) e trouxe o desenvolvimento sustentável ao meio urbano, através da afirmação do direito às cidades sustentáveis, que considera a sustentabilidade urbana não de forma vaga, mas caracterizada em funções que a cidade deva garantir a seus habitantes. Assim, verifica-se uma situação em que os problemas se retroalimentam, num ciclo vicioso. A falta de moradia digna estimula a ocupação de áreas públicas, particulares e em áreas de risco; a falta de trabalho leva à informalidade e até mesmo à marginalidade; a ausência de opções de lazer não incentiva nem garante a cidadania; enfim, os sistemas públicos de transporte deficientes, aliados aos privilégios infra-estruturais acordados aos veículos particulares, conduzem, em muitos casos, ao caos de uma cidade.

Os principais problemas observados nas cidades atuais podem ser divididos em duas vertentes: a questão do acesso aos serviços públicos essenciais e as pressões sofridas pelo meio urbano, em detrimento de sua sustentabilidade. O acesso aos serviços públicos essenciais visa possibilitar uma melhor qualidade de vida a todos, e a redução da pegada ecológica das cidades. Isso ocorre a partir da instrumentalização das diretrizes e instrumentos que devem ser aplicados à política urbana como um todo. Moradia, asfalto, redes de água ou esgotamento sanitário, galerias pluviais, praças, parques, sinalização, zonas industriais, pontes, viadutos, novas avenidas etc., são vários os elementos infraestruturais que se apresentam como prováveis soluções para problemas urbanos.  Os elementos de pressão estão no setor público e privado e serão tratados mais à frente.

  • Principais desafios do Brasil para tornar as cidades mais sustentáveis:

Planejamento urbano, com elaboração e implantação de planos diretores adequados a realidade de cada município adoção de paradigmas adaptados para cada realidade urbana criar públicas, tanto em matéria de urbanismo como em matéria de ordenamento territorial. Neste ponto, são necessárias melhorias, uma vez que o plano diretor só é obrigatório para os municípios que tenham mais de 20 mil habitantes, que estejam em região metropolitana ou, ainda, onde haja a intenção de uso de instrumentos visando ao cumprimento da função social da propriedade urbana. Perde-se assim uma oportunidade, uma vez que os municípios de pequeno porte poderiam tornar-se, ainda que em consórcios, verdadeiros laboratórios de práticas desenvolvimento urbano sustentável.

  • O que já vem sendo feito nas diferentes regiões do país para apoiar esta meta do ODS:

Cidade sustentáveis atingem um equilíbrio de forma sistêmica nos aspectos social, econômico, político e ambiental. Desenvolvem boas ações nas áreas de governança, consumo sustentável, ação local para saúde, melhor mobilidade e menos tráfego, economia dinâmica e sustentável, educação para sustentabilidade, cultura para sustentabilidade, planejamento e desenho urbano, gestão local para sustentabilidade, equidade, justiça social e cultura de paz, e bens naturais comuns. As cidades sustentáveis adotam práticas que aliam a qualidade de vida da população, o desenvolvimento econômico e a preservação do meio ambiente, reduzem os impactos ambientais relacionados ao consumo de matéria e energia e à geração de resíduos sólidos, líquidos e gasosos. Embora não exista uma cidade que seja 100% sustentável, várias delas já praticam ações sustentáveis em diversas áreas, ainda que isoladas.

São exemplos de boas práticas:

  • Boas soluções urbanísticas adotadas em Curitiba;
  • Institucionalização da análise da pegada ecológica em Campo Grande;
  • Incentivo de uso bicicleta e a ampliação das ciclovias em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro;
  • Gestão integrada com formulação de planos estratégicos para o desenvolvimento sustentável, em Campinas. Além de consolidarem as bases para a conservação ambiental, essas ações, se articulam para o ordenamento territorial do município.
  • Preservação de áreas verdes, a arborização urbana e recuperação de áreas degradadas, utilizando as mudas de árvores nativas em João Pessoa;
  • Programa de orçamento participativo em Porto Alegre;
  • Projeto Banco Palmas de moeda social, em Fortaleza, no âmbito de economia dinâmica e sustentável;
  • Projeto Formação em Segurança Pública, Direitos Humanos e Cidadania, em Macapá;
  • Também em pequenas cidades existem bons exemplos, como a troca lixo reciclável por material escolar, em Ipameri (GO) e o projeto Projeto Florir Toledo (PR), que é um programa de fortalecimento comunitário, tendo como público-alvo adolescentes em situação de vulnerabilidade social.
  • Organizações de catadores de materiais recicláveis, que promovem a coleta seletiva por meio de conscientização da população sobre a importância da reciclagem para a preservação ambiental, assim como a inclusão e o desenvolvimento social. Exemplos como este ocorrem em muitos municípios do país.

Entre as submetas do ODS 11 está a proposta de aumentar a urbanização inclusiva e sustentável, e os assentamentos humanos participativos e integrados. Na sua opinião, como o setor empresarial pode contribuir com esta meta?

O setor empresarial pode contribuir com esta meta alinhando-se aos governos locais para decidir investimentos e prioridades considerando critérios técnicos, procurando reduzir as pressões sofridas pelo meio urbano e tratando de interesses que envolvem a gestão urbana e a ocupação e o uso do solo. Verificam-se elementos de pressão cujas origens estão no setor privado (especulação imobiliária e lançamentos imobiliários que não se destinam populações de baixa renda), e também no setor público (ausência de planejamento territorial em nível macro e “periferização” das cidades, mantendo os fluxos populacionais em direção às zonas mais povoados).

Nem sempre critérios técnicos são levados em conta nos processos decisórios relativos à instalação desses equipamentos. Ao contrário, são comuns casos de necessidades criadas que, ao invés de responderem ao interesse público, respondem ao interesse do gestor que pretende promover sua imagem, ao do empreiteiro que necessita realizar uma obra ou, ainda, ao do especulador imobiliário. Várias das exigências mínimas em termos de oportunidade, conveniência, segurança, de resposta adequada às exigências ambientais (como estudos de impacto ambiental e de vizinhança) são ignoradas ou feitas pró forma pelo poder público, em nome de interesses particulares ou político-eleitoreiros.

Adotar áreas verdes no entorno das fábricas é suficiente para garantir ambientes públicos seguros, inclusivos, acessíveis e verdes? Como o setor empresarial pode se envolver mais nesta submeta do objetivo 11? Poderia citar alguns exemplos de boas práticas empresariais?

Adotar áreas verdes no entorno das fábricas é necessário, mas não suficiente. O objetivo 11.7 visa proporcionar o acesso universal a espaços públicos seguros, inclusivos, acessíveis e verdes, aos espaços públicos verdes, particularmente para as mulheres e crianças, pessoas idosas e pessoas com deficiência. O setor empresarial pode começar entendendo a diferença entre filantropia e responsabilidade social corporativa (RSC). Filantropia significa humanitarismo, é a atitude de ajudar o próximo, de fazer caridade, geralmente através de doações, como roupas, comida, dinheiro, medicamentos, etc. As ações filantrópicas encerram-se na doação. A RSC é um conjunto de ações que beneficiam a sociedade, levando em consideração a economia, educação, meio-ambiente, saúde, transporte, moradia, atividade locais, governo e ONGs. Implica em ações de médio e longo prazos, com acompanhamento, cobrança de resultados e prestação de contas. A empresa que investe em RSC torna-se co-responsável pelos resultados.

Isso pode ser feito com a adoção de práticas concretas de responsabilidade social, considerando em primeiro lugar as necessidades e o bem-estar de seus funcionários e familiares, bem como da comunidade no entorno da empresa. Num segundo momento, pode se envolver apoiando financeiramente projetos de inciativa de ONGs locais e regionais, com ações ambientais e sociais concretas (é o chamado investimento social privado).

Transportes mais seguros, acessíveis, com menor impacto ambiental, e a preço justo para todos, incluindo as pessoas em situação de vulnerabilidade, mulheres, crianças, pessoas com deficiência e idosos é uma das metas que precisam ser alcançadas até 2030. Como você vê o envolvimento do setor empresarial no alcance deste objetivo? Há exemplos que possam nos inspirar neste sentido?

O objetivo 11.2 visa proporcionar o acesso a sistemas de transporte seguros, acessíveis, sustentáveis e a preço acessível para todos, melhorando a segurança rodoviária por meio da expansão dos transportes públicos, com especial atenção para as necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade, mulheres, crianças, pessoas com deficiência e idosos. O envolvimento do setor empresarial no alcance deste objetivo ainda é tímido, tendendo a deixar estas ações para o governo. Porém existem muitas oportunidades de investimento nesta área.

Neste eixo estão desafios como reduzir a necessidade de utilização do transporte individual motorizado e promover meios de transportes coletivos acessíveis a todos, a preços módicos; aumentar a parcela de viagens realizadas em transportes públicos, a pé ou de bicicleta; desenvolver e manter uma boa infraestrutura para locomoção de pedestres e pessoas com deficiências, com calçadas e travessias adequadas; acelerar a transição para veículos menos poluentes; reduzir o impacto dos transportes sobre o ambiente e a saúde pública e desenvolver de forma participativa um plano de mobilidade urbana integrado e sustentável.

Como exemplos que possam nos inspirar pode-se citar:

  • A cidade de Tallinn, na Estônia, que implementou de um serviço de transporte público gratuito,envolvendo cerca de 426 mil pessoas e 480 veículos coletivos.
  • Paris, planejando-se para ser a primeira capital pós-carro do mundo, pretende abolir os carros individuais com motores à combustão. Até 2020 veículos a diesel serão proibidos de circular. A cidade vai passar por um longo processo de adaptação, a começar pelos estacionamentos: estacionar na cidade ficará mais caro e a meta é extinguir 150 mil vagas. Os estacionamentos nas ruas darão lugares a ciclovias. Táxis e ônibus autônomos e elétricos estarão disponíveis para a população. Além disso, vai investir pesado para ampliar a malha metroviária. O projeto vai construir 68 novas estações até as Olimpíadas e 2024.
  • Bogotá, na Colômbia – o sistema BRT TransMilenio, tem uma demanda superior a de muitos metrôs: no horário de pico, transporta até 45 mil passageiros por hora no sentido mais carregado. Se estas pessoas se deslocassem de automóvel no mesmo intervalo de tempo, seriam necessárias 25 faixas, o equivalente a uma via com 80 metros de largura. O BRT usa apenas duas faixas segregadas, ou seja, 7 metros da via.
  • O Rio de Janeiro, com o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que vai interligar os diversos tipos de transportes, como terminais rodoviários, aeroportos, estação de barcas, metrôs e trens. A expectativa é que permitirá a redução gradativa da quantidade de ônibus nas ruas e tornará o sistema de locomoção carioca mais inteligente, rápido e sustentável.

Finalmente, é necessário lembrar que que a cidade sustentável, da mesma forma que o desenvolvimento sustentável como um todo, depende de cada um de nós, que temos o direito ao meio ambiente. Gozar desse direito, assim como do direito de viver numa cidade sustentável, passa por ações proativas do poder público, mas passa também pela pro-atividade sociais em todos os seus segmentos. Assim, participar ativamente na gestão da cidade é lutar por viver com qualidade e dignidade.

Para entrar em contato com o professor, escreva – luciel@uol.com.br

Como acelerar o desenvolvimento sustentável?

Confira as apresentações realizadas no dia 28/09, no evento: Como acelerar o desenvolvimento sustentável?

O cenário bioeconômico suecoSr. Dusan Raicevic, Gerente, Vera Park

Estratégia nacional do Brasil para perceber a diminuição dos gases de efeito estufa, Sr. Marcelo Cupolo, Gerente Territorial, Associação Brasileira de Biogás e Biometano

Extrações de biogás de resíduos sólidos – uma fonte sustentável e renovável de energia para combater a emissão de gases de efeito estufa, Prof. Torleif Bramryd, Lund University

Transporte municipal sustentável usando combustíveis renováveis. Efeitos no clima, infraestrutura e serviços de ecossistema, Prof. Michael Johansson, Lund University

“Going gas” – ônibus a biogás como uma alternativa para as cidades, Sr. Silvio Munhoz, Diretor, Scania

APRESENTAÇÕES – MESA REDONDA GESTÃO EMPRESARIAL & SUSTENTABILIDADE DESAFIOS E PERSPECTIVAS DE SUSTENTABILIDADE NA GESTÃO EMPRESARIAL

Acesse as apresentações realizadas no  “Mesa Redonda: Gestão Empresarial & Sustentabilidade Desafios E Perspectivas de Sustentabilidade na Gestão Empresarial”, realizado dia 08 de junho aqui na Fiesp.

Gestão Empresarial e Sustentabilidade
Aron Belinky –
FGV EAESP (Escola de Administração de Empresas de São Paulo

O desafio do Desenvolvimento Sustentável
Sonia Karin Chapman
, Diretora da Chapman Consulting

Organização Mundial das Empresas no Basil

Gabriel Petrus, Diretor Executivo do ICC Brasil (Câmara internacional de Comércio)

Gestão Ambiental
Beatriz Oliveira
 – Gerente Corporativa de Meio Ambiente da AMBEV

Governança e Gestão de Sustentabilidade
Marcelo Drügg Barreto Vianna –
USP

Workshop Internacional Sobre Gestão de Dados de Monitoramento Para Melhor Controle Ambiental em Empreendimentos 27/04/2017

Acesse as apresentações realizadas no – WORKSHOP INTERNACIONAL SOBRE GESTÃO DE DADOS DE MONITORAMENTO PARA MELHOR CONTROLE AMBIENTAL EM EMPREENDIMENTOS

 

A Visão do setor industrial

João Carlos Redondo – Diretor do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp

 

Os problemas e as necessidades Ambiente

Fabio Calia – Ibama

 

Sistema de Dados na Noruega

Stein-Gunnar Bondevik, Consul para Assuntos Comerciais da Noruega

 

Monitoramento Ambiental

Cyro Bernardes Junior – Ambconsult Ltda.

 

Para Melhor Controle Ambiental

Walter Lazzarini Consultoria Ambiental Ltda.

 

Gerenciomento de Informações

Arne Hasen – Envitech As

Apresentações – Seminário Logística reversa – Economia Circular e Empresa B

Acesse as apresentações realizadas no Seminário Logística reversa – Economia Circular e Empresa B, realizado dia 05 de abril aqui na Fiesp.

 

Acordos Setoriais e Sistemas de Logística Reversa

Fabricio Soler – Felsberg Advogados

 

Economia Circular & Setor Empresarial – A visão da Tetra Pak

Juliana Seidel – Tetra Pak

 

Gestão de Recursos, Pontos Limpos e PEVs

Daniela Lerário – TriCiclos

 

 Impacto Social, Negócios e Empresas B

Ronaldo Stabile – Recicladora Urbana

 

Logística Reversa e Economia Circular

Flávio Ribeiro – CETESB

 

Na Fiesp, secretário Ricardo Salles afirma que problema central do meio ambiente é a gestão

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Em reunião do Conselho Superior de Meio Ambiente da Fiesp (Cosema), nesta terça-feira (14/2), o secretário de Estado do Meio Ambiente, Ricardo Salles, avaliou que o problema central de sua pasta é gestão. Para ele, proporcionar desenvolvimento econômico sustentável é ter uma lógica econômica subjacente, e São Paulo necessita de medidas mais do que urgentes.

Entre as diversas atividades de relevância desenvolvidas pela secretaria estão, além da adequação do quadro administrativo, o controle de qualidade do ar de fontes móveis e fixas, planos de manejo, além do gerenciamento do Instituto Federal, Instituto de Botânica, Zoológico, Instituto Geológico, Instituto Florestal, Fundação Florestal e, indiretamente, a Polícia Militar Ambiental, além da Cetesb, órgão técnico para a execução da inspeção veicular que será retomada inicialmente com a frota a diesel, com maior impacto ambiental, e em áreas de maior concentração.

Entre as grandes mudanças realizadas por Salles, desde sua posse em julho de 2016, além da troca de comando da Cetesb, houve reflexos no licenciamento ambiental. Ficou mais fácil a liberação de atividades sem impacto ambiental, simplificação para o licenciamento autodeclaratório e maior agilidade no licenciamento ordinário. Na Cetesb também foi colocado em operação o projeto Papel Zero, ou seja, todo projeto agora se dá em meio digital apenas.

Em termos práticos, foram fechados 12 lixões nas últimas três semanas e há mais 30 na lista. Segundo Salles, as prefeituras tiveram tempo para se adequar, e a solução para diversos municípios é a criação de aterros regionais, o que se pode dar, inclusive, com a parceria da iniciativa privada. Como incentivo, foi aberta uma linha verde com a agência Desenvolve SP como auxílio à execução da coleta seletiva e necessidades de infraestrutura.

Salles também frisou o necessário foco no saneamento, contaminação e uso e ocupação do solo (atribuição municipal), questões complexas a serem equacionadas. E citou algumas ações para coibir a presença em mananciais, especialmente em Cubatão, como a vila Nova e Esperança, onde foram colocados em ação os programas Invasão Zero e Litoral Sustentável.

Ao criticar a judicialização de questões ambientais, o secretário disse que é preciso buscar o equilíbrio, sem radicalismos, e garantir segurança jurídica.

“Modernizar a gestão da secretaria e dar efetividade às ações, mas, por outro lado, tirar tudo o que for dogma e sem fundamento, responsabilizar não só o agente público na tarefa de analisar e atuar no meio ambiente. Mas também, uma vez colocada a norma de forma equilibrada, concisa e objetiva, cobrar responsabilidade inclusive da sociedade. Vamos fazer regramentos equilibrados, eficientes e justificados e será preciso cumprir”, conclui Ricardo Salles.

Ricardo de Aquino Salles é advogado (Mackenzie), pós-graduado pelas Universidades de Coimbra e Lisboa e especialista em administração de empresas (CEAG-FGV). Foi secretário particular do governador Geraldo Alckmin. Ocupou a vice-presidência da Câmara Oficial Espanhola de Comércio no Brasil, foi diretor jurídico da SRB e conselheiro e diretor do Instituto Brasileiro de Concorrência, Comércio Internacional e Relações de Consumo (Ibrac).

Reunião do Cosema, da Fiesp, com a participação do secretário Ricardo Salles. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Menos burocracia para o licenciamento ambiental

Agência Indusnet Fiesp 

Ao considerar a necessidade de desburocratização dos processos de licenciamento, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SMA) editou a Resolução nº 102, de 21/12/ 2016, determinando que não há mais exigência para os usuários de publicação no Diário Oficial do Estado de São Paulo (DOE) e jornais de circulação regional dos pedidos/recebimento das licenças ambientais. A dispensa vale para quaisquer modalidades de licenciamento e respectivas renovações, exceto nos casos de atividades sujeitas a avaliação de impacto ambiental (AIA).

A referida publicação era exigida como parte da documentação necessária para os processos de licenciamento ambiental junto à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) que continuará a realizar periodicamente estas publicações, nos seguintes meios de comunicação:

I-                 Diário Oficial do Estado de São Paulo.

II-               Sitio eletrônico mantido pela CETESB:

http://www.cetesb.sp.gov.br/servicos/documentos-emitidos/

Gostaríamos de contar com o apoio no sentido de divulgar a presente informação junto aos associados de mais um ganho na desburocratização administrativa e simplificação dos processos de licenciamento ambiental.

Para visualizar a resolução, só clicar aqui.

Nelson Pereira dos Reis

Diretor Titular de Meio Ambiente

Fiesp e Ciesp

 

 

 

 

 

 

Ministro do meio ambiente promove diálogo com setor produtivo

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, participou nesta terça-feira (18/10), na sede da Fiesp, com líderes empresariais e sindicais. “A Fiesp é uma das entidades de classe com mais prestígio. Não se pode pensar no Brasil sem pensar na Fiesp e viemos dialogar”, deu o tom o ministro ao abrir a reunião.

“É fundamental para o país a busca de equilíbrio, pois isso significa a responsabilidade social, econômica e ambiental que gera o tripé do desenvolvimento sustentável que todos nós queremos”, afirmou o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, reforçando que garantir segurança jurídica e descomplicar o processo de licenciamento são pontos essenciais.

Quanto à nova Lei Geral de Licenciamento Ambiental, em discussão no governo, segundo Sarney Filho, a palavra de ordem é consenso. Como resultado, foram agendadas para a próxima semana reuniões na Federação em torno da minuta do projeto de lei (PL).

A iniciativa gestada pelo governo resultou na proposição de um PL específico a fim de consolidar conceitos e formular a nova Lei Geral do Licenciamento, esclareceu Nelson Pereira dos Reis, diretor do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp e do Ciesp. Em sua avaliação, o ministro está aberto ao diálogo, para obter consenso e avançar. “O licenciamento é fundamental, e há atrasos em função de órgãos intervenientes que não têm prazos para responder às solicitações. É preciso compreender o papel do Ibama e do Conama nesse processo. Os órgãos licenciadores são os Estados, mas é preciso definir parâmetros”, pontuou.

>> Ouça boletim sobre a reunião com Sarney Filho

No encontro, o ministro Sarney Filho abordou pontos cruciais da agenda ministerial, como os acordos em andamento do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que trata da logística reversa, e a manutenção do protagonismo brasileiro, no cenário internacional, quanto às discussões sobre a mudança do clima.

De acordo com Sarney Filho, a ratificação do Acordo de Paris – estabelecido na COP21, na França, no final de 2015 -, no Congresso Nacional, proporcionou o avanço necessário para o estabelecimento de políticas nacionais de adaptação e de combate aos gases de efeito estufa (GEE). O Brasil fez a ratificação e depositou o texto nas Nações Unidas no dia 21 de setembro, reafirmando seu compromisso para conter o aquecimento global.

Nesse cenário de mudanças climáticas, o ministro reforçou o valor da Amazônia, com seus rios voadores, para garantir água para o resto do continente, como uma gigantesca bomba de água. As alterações levam à atual crise hídrica no país, especialmente no Nordeste, com impacto no agronegócio, por exemplo, conforme alertou Sarney Filho.

Reunião na Fiesp com a participação do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp