Crescimento do Brasil abaixo da média mundial em 2014 não é surpresa, diz diretor da Fiesp no Megapolo Cubatão

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Segundo as últimas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia mundial deve crescer a uma taxa média de 3,6% em 2014, enquanto o Brasil deve apresentar uma expansão de 2,5% no mesmo período. O crescimento brasileiro abaixo da média, no entanto, não surpreende, a julgar pelo fraco desempenho da indústria, vetor de consumo e renda no país. A avaliação é de Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

“O crescimento no mundo não há de ser tão ruim para aquilo que se projeta em 2014, é muito provável que a taxa do Brasil seja inferior a do mundo, o que para nós não é uma surpresa”, afirmou Francini.

Ele comentou o desempenho da economia brasileira em 2013 e analisou as perspectivas de outras instituições para 2014 em um painel durante o 8º Megapolo Cubatão – Fórum Para o Desenvolvimento do Polo Industrial, organizado na sede da Fiesp com o apoio da prefeitura da cidade, na região da baixada santista.

Segundo Francini, as projeções apontam para uma “manutenção de quadro de baixo crescimento para 2014”. “As previsões para 2014 não são nada entusiasmantes. Não haveremos de ter redenção em 2014 referente a 2013”, afirmou. “O panorama é mais de dúvidas e incertezas do que de confiança”, alertou, sem informar previsões da Fiesp para o próximo ano.

Francini: “Não haveremos de ter redenção em 2014 referente a 2013”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Francini: “Não haveremos de ter redenção em 2014 referente a 2013”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


A indústria, importante vetor de crescimento econômico, já que é grande consumidora de insumos e geradora de renda, também não deve encerrar o ano com desempenho glorioso, enquanto a perspectiva para 2014 é de confiança empresarial abatida “o que se traduz evidentemente em postergação dos investimentos e do dinamismo da indústria”.

Segundo estimativas do Depecon, o Indicador de Nível de Atividade (INA) da federação, termômetro do desempenho da indústria paulista, deve encerrar o ano com taxa positiva de 2,5%, mas a cifra não recupera as perdas registradas em 2012, quando o índice caiu 4%.

Possível alento para o próximo ano, Francini afirmou, durante apresentação, que “a única coisa agradável é referente à perspectiva de aumento de exportações dos manufaturados em função da variação da taxa de câmbio”, concluiu.

Megapolo

Realizado na Fiesp desde 2009, o Megapolo Cubatão é uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação. Na edição deste ano, os participantes debatem temas voltados à economia verde em um cenário de desenvolvimento sustentável, formação e qualificação de mão-de-obra e entraves à mobilidade urbana e logística.

‘Governo não tem plano estratégico para desenvolvimento econômico’, afirma diretor da Fiesp no Megapolo Cubatão

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

“O governo não tem um plano estratégico para o desenvolvimento econômico”, afirmou José Ricardo Roriz Coelho, diretor-titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta quarta-feira (04/12),  em debate da 8ª edição do Megapolo Cubatão – Fórum para o Desenvolvimento do Polo industrial, realizado na sede da entidade, na capital paulista. O evento tem o apoio da Prefeitura de Cubatão.

Para o diretor-titular do (Decomtec) na Fiesp, a atual situação industrial brasileira prejudica o investimento e o crescimento da infraestrutura. “A indústria em 2012 atingiu o mesmo patamar que tínhamos em 1955, perto dos 13% de participação no Produto Interno Bruto (PIB)”, afirmou. “Continuando assim, levaremos 40 anos para nos tornarmos um país desenvolvido”, completou.

Segundo Roriz Coelho, o câmbio valorizado destruiu a malha industrial brasileira. “Com isso, Cubatão, tema deste encontro, sofre muito com essa série de eventos que retiraram a competitividade nacional”, disse. “O preocupante é que não há planos para sair dessa situação”, encerrou.

Roriz Coelho: . “Continuando assim, levaremos 40 anos para nos tornarmos um país desenvolvido”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Roriz Coelho: “Assim, levaremos 40 anos para nos tornarmos desenvolvidos”. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Em seguida, o diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) – Cubatão (Ciesp-Cubatão), Valdir Caobianco, falou sobre o desenvolvimento do polo da cidade, o qual considera “fundamental para crescimento do Brasil”.

De acordo com Caobianco, há a necessidade de um planejamento com visão a longo prazo. “Atualmente, as empresas do polo trabalham ao máximo de sua capacidade. E competem de igual para igual com quaisquer outras do mundo”, analisou. “O problema está fora das empresas, com os altos custos das matérias primas, as altas taxas tributárias, os custos logísticos e de infraestrutura e a  malha ferroviária insuficiente”, explicou.

Caobianco: “Atualmente, as empresas do polo trabalham ao máximo de sua capacidade”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Caobianco: “Atualmente, as empresas do polo trabalham ao máximo de sua capacidade”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Realizado na Fiesp desde 2009, o Megapolo Cubatão é uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação. Na edição deste ano, os participantes debatem temas voltados à economia verde em um cenário de desenvolvimento sustentável, formação e qualificação de mão-de-obra e entraves à mobilidade urbana e logística.

Foto: presidente da Fiesp recebe prefeita de Cubatão

Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Skaf e a prefeita Márcia Rosa de Mendonça Silva. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, recebeu em seu gabinete, na tarde desta quinta-feira (10/10) a prefeita de Cubatão, Márcia Rosa de Mendonça Silva. Em pauta, o pedido de apoio da prefeita para um seminário relativo à próxima edição do Megapolo Cubatão, iniciativa do sistema A Tribuna de Comunicação.

Skaf ofereceu um dos auditórios da sede da entidade, na sede da Avenida Paulista, para a realização do evento, inicialmente programado para a primeira semana de dezembro. E colocou o corpo técnico da Fiesp à disposição da prefeitura para colaborar na programação do evento.

A prefeita Márcia Rosa disse que o principal objetivo do evento é o de debater a necessidade de uma integração entre os projetos e investimentos em logística e transportes na Baixada Santista.

Megapolo Cubatão debaterá desenvolvimento planejado da Baixada Santista

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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João Guilherme Sabino Ometto, vice-presidente da Fiesp, e Marcia Rosa, prefeita de Cubatão



Defender os interesses do setor industrial de Cubatão de forma planejada e sustentável. Este é o objetivo da 6ª edição do Megapolo Cubatão, que acontecerá no município no próximo dia 10 de junho. Sob iniciativa do sistema A Tribuna de Comunicação, realizado pela Una Marketing de Eventos, com o apoio da Fiesp, o encontro foi anunciado oficialmente na sede da federação nesta quarta-feira (11).

Autoridades e empresários reforçaram a relevância do encontro, que discute e busca soluções para os entraves nos processos de desenvolvimento e a melhoria da infraestrutura logística e energética do polo industrial.

João Guilherme Sabino Ometto, vice-presidente da Fiesp, salientou a importância da região da Baixada Santista para o desenvolvimento do estado de São Paulo. “A indústria está alinhada com o desenvolvimento sustentável de Cubatão em todas as áreas, e o empenho dos empresários é muito grande neste sentido. O Megapolo vai levantar muitos problemas que podem ser resolvidos em conjunto”, adiantou Ometto.

Parte destas dificuldades surgiu com o crescimento do porto de Santos e do polo petroquímico. A questão logística urge devido à crescente demanda de caminhões, principalmente em épocas de safra, o que satura o tráfego no sistema Anchieta-Imigrantes e na rodovia Cônego Domenico Rangoni , segundo Mario Cilento, diretor da Carbocloro.

“O próprio horário de entrada e saída das indústrias ocasiona congestionamentos crônicos quase que diariamente”, apontou Cilento. Ele acredita que o potencial hidroviário, além de facilitar a chegada de cargas no porto, pode solucionar os engarrafamentos. “A hidrovia vai fornecer mão de obra, especializada ou não, para o pré-sal”, completou.

Qualificação

Marcia Rosa, prefeita de Cubatão, sublinhou a preocupação com a empregabilidade e a formação de mão de obra especializada. Ela espera que o evento produza resultados concretos, como a instalação de um campus da Poli-USP no município.

“Nossa cidade é a única que tem área para a construção de um parque tecnológico, ou para a extensão da parte tecnológica da Universidade Federal do ABC. Os debates em torno destes temas durante o Megapolo Cubatão podem concretizar estes avanços”, destacou Rosa.