Congresso discute criação de infraestrutura esportiva para megaeventos no País

Celso Lopes, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp, abre o 2º Congresso Ibero-americano de Instalações Esportivas e Recreativas. Foto: Kenia Hernandes



No início desta manhã, foi aberto oficialmente o 2º Congresso Ibero-americano de Instalações Esportivas e Recreativas, que se estende até sexta-feira (22). Na pauta, discussões e apresentações de projetos para infraestrutura de megaeventos, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, que acontecerão no País nesta década.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, do Ciesp, do Sesi-SP e do Senai-SP, sublinhou a importância estratégica do congresso e da realização das principais competições esportivas mundiais.

De acordo com ele, a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos serão oportunidades valiosas para o País incrementar seu polo turístico e apresentar ao mundo uma grande infraestrutura para acolher esses megaeventos em São Paulo e em outros estados brasileiros: “É fundamental que se faça de forma bem planejada, sem desperdício e pensando no pós-evento.”

Skaf destacou que tão importante quanto apresentar uma grande estrutura para os megaeventos é o aproveitamento desses espaços criados pelo atleta: “Caso contrário, a exemplo do que já se viu em muitas partes do mundo, acabam virando verdadeiros elefantes brancos, desperdiçando milhões de dólares”.

Ele reforçou: “Serão 40 palestras de profissionais brasileiros e internacionais, que trazem sua experiência para que haja boa orientação de como se deve fazer antes e depois desses eventos. A ideia é aproveitar o máximo de recursos, para que tudo seja revertido ao bem da sociedade. Não nos passa pela cabeça construirmos coisas que não sejam redimensionadas da melhor forma possível.”

Skaf encerrou seu discurso pedindo ao superintendente operacional do Sesi-SP, Walter Vicioni, projeto com as principais alternativas abordadas no evento para, posteriormente, encaminhar ao ministro dos Esportes Orlando Silva e aos governos estaduais diretamente envolvidos com a infraestrutura da Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos.

Iniciativas

Juan Andrés Hernando, presidente da Associação Ibero-americana de Infraestruturas Desportivas e Recreativas (AIIDyR), contou sobre a primeira bem-sucedida edição do evento, ocorrido em Barcelona no ano passado, e o modo como envolveu diversas organizações que investiram em espaços para a realização de grandes eventos esportivos.

Hernando atribuiu a necessidade da prática de esportes a esta iniciativa e revelou que o congresso abriu novas perspectivas para arquitetos que trabalharão no reaproveitamento de espaços criados.

Valter Gonçalves Nunes, superintendente Regional da Caixa Econômica Federal, destacou que a instituição está intimamente ligada às instalações esportivas, seja na transferência de recursos da União para implementar quadras esportivas, seja por meio de grandes intervenções que vão acontecer no tocante aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, e também às doze sedes da Copa do Mundo.

Segundo Nunes, existe uma estimativa de aporte do governo federal através de financiamentos, em torno R$ 2,8 bilhões apenas em infraestrutura. “Há 20 dias, assinamos os investimentos de R$ 1 bilhão para o monotrilho, que interligará os aeroportos da capital paulista com as estações do metrô”, disse.

José Benedito Pereira Fernandes, secretário de Estado de Esporte, Lazer e Turismo de São Paulo, também elogiou o evento e pontuou que o governo paulista tem se empenhado em investir em infraestrutura esportiva.

Fernandes lembrou que São Paulo lançou, em 1º de junho, o projeto que visa à construção do Centro de Treinamento de Alto Rendimento da Zona Norte, contemplando 23 modalidades.

O secretário também salientou que, em 5 de agosto último, iniciou-se uma reforma no complexo olímpico do Ibirapuera ao custo de R$ 36 milhões. “Isso fará com que o grande templo do atletismo nacional esteja operante no primeiro trimestre de 2011”, ressaltou.

Fernandes finalizou sua apresentação informando que, em 1º de julho, foi assinado um convênio para que o Centro Mané Garrincha, na Vila Maria, zona norte de SP, seja reformado e ampliado para também contemplar modalidades paraolímpicas.