Médica do Sesi-SP orienta como prevenir a influenza A causada pelo vírus H1N1

Febre superior a 38º C, tosse, dor de cabeça, nos músculos e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal. Sintomas de uma gripe comum, mas que nos últimos meses também têm servido como alerta para identificar a gripe pelo vírus Influenza A(H1N1), que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), já infectou 95 mil pessoas ao redor do mundo.

O número de vítimas letais também preocupa. Um boletim da OMS, de 21 de julho, falava de mais de 700 mortes.

Como ainda não há vacina para evitar a doença, Anne Lise Dias Brasil, médica supervisora de programas de saúde da Divisão de Saúde do Sesi-SP, explica que o recomendado é seguir medidas de senso comum como:

  • Evitar aglomerações e ambientes fechados e não ventilados;
  • Manter limpos objetos de uso comum, como telefones, talheres e copos;
  • Usar lenços descartáveis.

A médica também enfatiza a importância de lavar as mãos. A higienização deve ser frequente, esfregando muito bem entre os dedos, o dorso da mão e os pulsos. “Deve-se ainda controlar o impulso de levar os dedos à boca e aos olhos, trazendo os germes do ambiente para o organismo”, acrescenta.

Hábitos alimentares saudáveis, ingestão de líquidos e atividades físicas regulares também colaboram para a prevenção da doença. Já as máscaras devem ser utilizadas por pessoas que apresentem os sintomas e pelos profissionais envolvidos no seu atendimento e na inspeção dos meios de transporte.


Diagnóstico e tratamento

Os sintomas do Influenza A podem se manifestar até dez dias após o contágio, mesmo período em que pode ocorrer sua transmissão. Seu diagnóstico é feito por meio de um exame laboratorial, com uma amostra respiratória coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença.

Em São Paulo, 13 hospitais particulares e 18 unidades públicas fazem parte da rede de referência para atendimento a casos suspeitos do vírus. No site do Ministério da Saúde (www.saude.gov.br) há uma lista de unidades de saúde referência em atendimento de casos suspeitos.

A médica do Sesi-SP enfatiza que quem apresentar os sintomas deverá procurar imediatamente o médico e não tomar medicamentos sem prescrição. “A automedicação pode mascarar sintomas, retardar o diagnóstico e até causar resistência ao vírus.”