Confiança do pequeno industrial atinge maior nível desde março de 2011

Agência Indusnet Fiesp

Índice de Confiança do Empresário da Pequena e Média Indústria de São Paulo, levantamento feito em parceria por CNI, Fiesp e Ciesp, teve os números referentes a novembro divulgados nesta sexta-feira (1º de dezembro). Entre as indústrias pequena, o índice teve avanço de 3,9 pontos na passagem do mês, indo para 56,2 pontos em novembro, avanço de 3,9 pontos na passagem do mês. Esse resultado não era alcançado desde março de 2011, quando o indicador apontava 56,7 pontos.

Também entre as médias o índice foi de 56,2 pontos em novembro, avanço de 3,7 ponto em relação a outubro. É o quarto mês consecutivo do indicador acima da linha divisória dos 50,0 pontos, o que mostra perspectivas positivas.

Clique aqui para ter acesso ao levantamento completo de novembro e à série histórica da pesquisa.

Confiança do empresário da pequena e média indústria paulista recua em outubro

Agência Indusnet Fiesp

Índice de Confiança do Empresário da Pequena e Média Indústria de São Paulo mostra recuo de 1,5 ponto (para 52,3 pontos) em outubro entre as empresas pequenas e de 2,1 pontos (para 52,5 pontos) entre as médias, em relação a setembro. Mesmo com a ligeira retração, o indicador segue acima da zona de estabilidade (50 pontos), sinalizando que os empresários estão confiantes no mês de outubro.

Índice de Confiança do Empresário da Pequena e Média Indústria de São Paulo, levantamento feito em parceria por CNI, Fiesp e Ciesp, foi divulgado nesta sexta-feira (27 de outubro).

Avaliações

O indicador geral de condições atuais recuou de 50,4 em setembro para 49,5 pontos em outubro entre as pequenas indústrias. Entre os empresários das indústrias de porte médio, houve recuo de 1 ponto no mesmo indicador, para 50,2 pontos.

PIB cresce 2,4% em 2018, diz economista do Sicredi no I Seminário da Média Indústria

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Economista do Sicredi, banco cooperativo conhecido pelo acerto em suas previsões econômica, Pedro Ramos fez nesta quarta-feira (20 de setembro) a apresentação de encerramento do I Seminário da Média Indústria, realizado pela Fiesp e pelo Ciesp. O crescimento do PIB, afirmou, deve ser de 0,8% este ano e de 2,4% em 2018. A taxa de juros segue em processo de queda, podendo chegar a 6,75% em fevereiro de 2018, disse.

Antes não se conseguia usar a queda da taxa de juros como instrumento para auxiliar a economia, mas agora isso deve funcionar, estimulando o consumo. Os pilares – renda, emprego e crédito – para o consumo mostram recuperação, explicou Ramos.

O processo de redução do custo do crédito deve continuar, com impacto cada vez maior no consumo das famílias. Além da queda da taxa básica e da inadimplência, há redução também dos spreads bancários. Ramos disse ainda que o mercado de trabalho reagiu mais rapidamente do que se esperava.

Também se vê melhora nas condições de financiamento das empresas brasileiras para 2018, apesar das dificuldades para as de médio porte. Por vários problemas a média empresa brasileira pode ser considerada uma sobrevivente, disse Ramos.

Moderador da palestra, o diretor titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini, disse que considera uma boa mensagem a fala de Ramos, mas lembrou que é impossível prever o futuro. “Para onde nós vamos?” Para quem estava vivendo a aflição de cair, é um alívio o cenário futuro, disse Francini. As empresas aprenderam a produzir com menos pessoas e temem novas contratações, e isso impede uma retomada mais veloz do emprego.

“Sabemos que o Brasil passou por uma desindustrialização precoce”, afirmou. A queda de participação da indústria no PIB é terrível, especialmente devido à renda brasileira. O preço dos produtos da indústria caiu, e isso influiu. E os países asiáticos, especialmente a China, absorveram parte importante da produção industrial do mundo. Além disso, o Brasil teve hiperinflação, grande período de câmbio supervalorizado, juros altos, a questão tributária, com forte taxação da indústria e, mais recentemente, a recessão.

Para encerrar, Francini declarou seu amor pela atividade industrial. “É isso que me faz ter confiança, nos empresários e nos trabalhadores, e ter esperança de um futuro melhor.”

Paulo Francini e Pedro Ramos no I Seminário da Média Indústria da Fiesp e do Ciesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Os fatores do crescimento

O crescimento brasileiro, explicou o economista do Sicredi, vem sendo retomado graças ao cenário internacional, com crescimento das economias desenvolvidas e das emergentes e ao mesmo inflação muito baixa nesses países, como EUA e China. Foram se frustrando ao longo do tempo as expectativas de aumento das taxas de juros.

Aumentam as exportações de produtos básicos e de manufaturados, enquanto há liquidez. A condição é bastante favorável, avaliou.

Outra grande mudança deriva da política econômica brasileira, alterada em 2016. Apesar da dificuldade fiscal, há confiança na melhora. Ramos disse que as reformas aprovadas ou em curso destacam o Brasil entre os emergentes.

O efeito do câmbio foi positivo na queda da inflação. Não ter pressão cambial sobre o cenário econômico permitiu que a inflação ficasse baixa.

O crescimento da economia não é maior devido aos investimentos e gastos governamentais, na avaliação de Ramos. Há dúvidas quanto à capacidade de investimento do governo. E a eleição de 2018 pode mudar a política econômica, e isso é fator limitante da capacidade de investimento na economia brasileira.

Recua índice de confiança entre as pequenas indústrias paulistas

Agência Indusnet Fiesp

Depois da alta de novembro, que depois de mais de três anos sinalizava retomada do otimismo entre os pequenos industriais paulistas (empresas com 10 a 49 empregados), caiu em dezembro seu índice de confiança. Nesse segmento, o indicador recuou 7,4 pontos na passagem do mês, ficando em 43,1 pontos, de volta à zona do pessimismo (abaixo dos 50 pontos).

O indicador das condições da economia brasileira teve um recuo significativo de 10,9 pontos, indo a 32,2 pontos em dezembro. Na avaliação quanto as suas empresas, 46% das pequenas empresas entrevistadas acreditam que pioraram/pioraram muito no mês de dezembro, ao passo que 20% dos empresários apontaram que a situação da empresa melhorou. Os dados são do Índice de Confiança dos Empresários Industriais (Icei-SP), medido pela CNI e pela Fiesp.

O indicador de expectativas para os próximos seis meses recuou 7,7 pontos de novembro para dezembro, para 46,1 pontos, abaixo da linha divisória, indicando que as expectativas são negativas para os próximos meses.

Médias

A confiança dos empresários da média indústria (50 a 249 empregados) recuou em dezembro, para 43,9 pontos, 4,6 a menos que em novembro. Com esse resultado o índice de confiança das médias indústrias paulistas registra a terceira queda seguida e não sinaliza nenhum avanço para os próximos meses.

O indicador das condições da economia brasileira registrou um recuo acentuado, de 10,1 pontos, indo para 31,5 pontos em dezembro. Quando perguntados sobre as avaliações quanto a sua empresa, 44% dos empresários da média indústria acreditam que pioraram/pioraram muito no mês de dezembro, e 7% apontaram que a situação melhorou.

O indicador de expectativas para os próximos seis meses ficou em 47,7 pontos em dezembro, recuo de 4,9 pontos.

Clique aqui para ter acesso ao levantamento detalhado.

Pela primeira vez em três anos empresário da pequena indústria demonstra otimismo

Agência Indusnet Fiesp

Pela primeira vez em mais de três anos os empresários da pequena indústria paulista (a que tem de 10 a 49 empregados) mostram otimismo. Em novembro, o Índice de Confiança dos Empresários Industriais (Icei-SP), medido pela CNI e pela Fiesp, registrou 50,5 pontos, contra 48,5 em outubro. Desde fevereiro de 2013 o indicador não superava os 50 pontos, que sinalizam estabilidade.

Na avaliação de Milton Bogus, diretor titular do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp (Dempi), o resultado é muito importante. “O avanço da pequena indústria”, explica, “é reflexo da diminuição da queda de produção”. Ela vem melhorando, “inclusive com um forte aumento de Utilização de Capacidade Instalada e também avanço na queima de estoque”.

O resultado positivo da pequena indústria paulista é reflexo de um avanço mais acentuado do indicador de condições atuais da empresa (mais 4,3 pontos, indo a 44,2 pontos) e do indicador de condições atuais da economia brasileira (5,5 pontos a mais na passagem do mês, para 43,1 pontos)

Expectativas

O indicador geral das expectativas para os próximos seis meses mostra que elas permanecem positivas para os próximos meses. Com avanço de 0,2 ponto, atingiu em novembro 53,8 pontos, acima da linha divisória.

O indicador de expectativas da empresa para os próximos seis meses apontou que 41,5% dos empresários estão confiantes. Houve avanço de 4,7 pontos percentuais em relação a outubro.

Médias em baixa

A confiança dos empresários da média indústria (50 a 249 empregados) recuou 0,8 ponto em novembro, registrando 48,5 pontos. É a segunda queda consecutiva do Icei nesse segmento, depois de cinco meses de avanço.

O indicador geral das condições da economia brasileira avançou 2,4 pontos, indo a 41,6 pontos em novembro. O indicador de condições da empresa permaneceu praticamente estável, recuando 0,1 ponto, para 40,4 pontos.

A queda dos indicadores de expectativas foi o fator preponderante para a retração da confiança em novembro. O indicador geral das expectativas para os próximos seis meses recuou 1,7 ponto, para 52,6 pontos em novembro, mas ainda acima da linha divisória.

Falta de confiança de pequenos e médios industriais se mantém há mais de 3 anos

Agência Indusnet Fiesp

Os empresários industriais de pequeno e médio porte seguem pessimistas, conforme o Índice de Confiança dos Empresários Industriais (Icei-SP). O levantamento mostra entre os pequenos (indústrias  com até 49 funcionários) queda de 0,6 ponto de fevereiro para março, registrando 29,9 pontos. Para os empresários das indústrias médias (50 a 249 trabalhadores), a baixa foi de 1,8 ponto (31,0, contra 32,8 no mês anterior). Nos dois segmentos o indicador está há mais de 3 anos abaixo dos 50,0 pontos, o que demonstra falta de confiança.

A análise das condições atuais da pequena indústria mostra pequeno avanço, de 0,9 ponto na passagem de fevereiro para março, com o indicador atingindo 24,5. O índice de condições da empresa avançou 2,1 pontos na passagem de fevereiro para março, para 28,1 pontos, sinal de redução no ritmo de queda. O indicador das condições da economia brasileira recuou (de 18,9 para 17,4 pontos), indicando que a onda de pessimismo está disseminada entre os empresários da pequena indústria.

Houve queda na confiança do empresário da média indústria, com o indicador recuando 1,5 ponto em março, para 24,1 pontos, reflexo do recuo na confiança das condições da economia brasileira, de 17,0 para 16,8 pontos, e das condições da empresa (30,0 para 28,3 pontos).

Clique aqui para ter acesso à íntegra do Icei-SP para a pequena e média empresa.

Índice de Confiança dos Empresários Industriais, da Fiesp, mostra pessimismo entre pequenas e médias

Agência Indusnet Fiesp

Os empresários das pequenas e médias indústrias do Estado de São Paulo estão pessimistas. O Índice de Confiança dos Empresários Industriais (Icei-SP) mostra valores em fevereiro próximos ao mais baixo nível da série histórica para ambos os portes empresariais. Para os pequenos industriais (empresas com 10 a 49 funcionários), o índice ficou em 30,5 pontos em fevereiro, com elevação de 1,9 ponto na comparação com janeiro e muito distante da estabilidade da confiança (50,0 pontos). Em dezembro de 2015 o indicador atingiu seu menor nível histórico: 27,3 pontos.

Os empresários da média indústria (50 a 249 empregados) também seguem pessimistas, com 32,8 pontos no Icei em fevereiro, 1,0 ponto acima do valor de janeiro (31,8 pontos). Apesar da elevação na passagem de janeiro para fevereiro, o indicador está 17,2 pontos abaixo da estabilidade da confiança e longe da média histórica de 47,5 pontos.

O resultado desse pessimismo é a estagnação da economia. “Não há crescimento sem confiança”, afirma Milton Bogus, diretor titular do Departamento da Micro, Pequena, e Média Indústria da Fiesp (Dempi).

Nas condições atuais da pequena indústria, na passagem de janeiro para fevereiro o indicador avançou 0,2 ponto, passando para 23,6 – ainda entre os menores níveis já registrados para a pequena indústria.

O índice de condições da empresa recuou de 26,6 para 26,0 pontos, indicando que a pequena indústria está pior que em janeiro. O indicador das condições da economia brasileira avançou, de 17,1 para 18,9 pontos, mas continua distante da média histórica (37,4 pontos) e da estabilidade (50 pontos).

Os empresários da pequena indústria seguem pessimistas com o futuro próximo. Nas expectativas para os próximos seis meses o indicador se mantém próximo a seus menores níveis históricos, apesar do pequeno avanço, de 31,7 pontos em janeiro para 33,9 pontos em fevereiro. Isso é reflexo de uma melhora no indicador de expectativas da economia brasileira, que avançou 4,0 pontos, para 27,4, e no de expectativas da empresa, que avançou 1,7 ponto, para 37,2.

Pior que em 2008

A avaliação das condições atuais para o empresário da média indústria mostra leve elevação na confiança. O indicador avançou 2,3 pontos, passando para 25,6 pontos em fevereiro, como reflexo do avanço na confiança das condições da economia brasileira, (13,6 para 17 pontos), e das condições da empresa (28,3 para 30,0 pontos). Apesar da pequena melhora, esses indicadores ecoam o pessimismo atual dos empresários industriais, pior que o verificado na crise de 2008, quando os piores níveis foram 47,7 pontos para as condições atuais, 44,6 pontos para as condições da economia brasileira e 49,4 pontos para as condições da empresa.