Aluna do Senai-SP supera dificuldades e leva medalha de prata no WorldSkills

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

“Perdi minha medalha”, pensou Renata Santos, aluna do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), quando chegou ao Centro de Convenções de Leipzig, na Alemanha, para participar da 42ª edição do WorldSkills e soube que não poderia usar seu próprio equipamento. Felizmente, o que a competidora de apenas 17 anos temia não aconteceu: ela trouxe para o Brasil a medalha de prata na categoria joalheria.

Renata foi a única mulher do Senai-SP a ocupar um lugar no pódio e a aluna mais nova de sua escola, a “Mariano Ferraz”, na Vila Leopoldina, na capital paulista, a viajar para o torneio mundial, o principal do ensino profissionalizante no mundo. Ela treinou dois anos e meio para disputar o WorldSkills. E por todo esse tempo usou, por exemplo, um maçarico específico. No dia da primeira prova, veio a notícia inesperada: seria permitido utilizar apenas as ferramentas fornecidas pela organização.


Renata: prata em joalheria, mesmo com o uso de material com o qual não estava acostumada. Foto: Divulgação

Renata: prata em joalheria, mesmo com um material com o qual não estava acostumada. Foto: Arquivo Pessoal


“Você fica utilizando a mesma ferramenta, pega a técnica e aí tem que usar um equipamento que nunca usou”, lembra Renata, que estranhou até o avental fornecido para as provas.  “Eles me deram um avental de couro com um cheiro muito forte de azeite de oliva”, diz. “No primeiro instante, meu olho encheu de lágrimas e pensei: perdi minha medalha”, conta.

Muita calma nessa hora 

Passado o susto, Renata conseguiu recuperar a calma e a confiança com as quais deixou São Paulo rumo à Alemanha. Como estratégia para vencer as provas, e os próprios medos, Renata criou o hábito de rever fotos da equipe do Senai-SP e das peças feitas por ela enquanto ainda treinava.

O método deu certo, e antes mesmo de chegar ao final da competição, já estava sendo reconhecida pelo seu esforço. “No último dia de prova um professor do Reino Unido chegou e me deu parabéns”, conta.  “Ele disse que aprendeu a me admirar porque mantive a calma no momento em que fiquei sabendo que não poderia trocar o maçarico”.

No pódio, ela dividiu a segunda colocação na categoria joalheria com o iraniano Moslem Khajouei. “Quando subi no pódio eu chorei por não estar em primeiro lugar, porque sabia que tinha capacidade para mais se não fosse por um detalhe”, diz. “Mas depois vi que a minha medalha tinha peso de ouro por conta do meu esforço”.

O caminho para Leipzig para Renata começou após o encerramento da Olímpiada do Conhecimento, etapa nacional da competição do ensino profissionalizante classificatória para o WorldSkills, em novembro de 2012. De lá para cá, Renata passou a treinar das 7h30 às 21h para o mundial. Período pelo qual “não trocaria por nada”, garante a estudante.

Objetivo de vida: ensinar

Renata em homenagem aos medalhistas do WorldSkills na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Renata em homenagem aos medalhistas do WorldSkills na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Renata foi contratada com trainee pelo Senai-SP para preparar alunos que vão competir no São Paulo Skills, disputa que vai reunir alunos do ensino profissionalizante de todo o estado em setembro deste ano.

Trabalhar em ateliê de joias, por enquanto não está nos planos. A medalhista de prata no WorldSkills  2013 acredita que o setor ainda tem muito a melhorar em termos de processo, confecção e organização. E sua melhor contribuição para esse mercado, no momento, é ajudar na formação de profissionais mais bem preparados.

“Esse é meu objetivo: ensinar. Tem muita coisa que pode melhorar”, afirma.

Vôlei do Sesi-SP: Paulo Skaf recebe medalhistas olímpicos Sidão, Dani Lins, Murilo e Serginho

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Os medalhistas olímpicos e jogadores da equipe de vôlei masculino do Sesi-SP – o ponteiro Murilo, o líbero Serginho e o central Sidão – e a levantadora da equipe feminina, Dani Lins, visitaram a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na manhã desta quinta-feira (16/08), onde foram recebidos por Paulo Skaf, presidente das entidades.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539927295

O presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf, com os atletas do vôlei do Sesi-SP Sidão, Dani Lins, Murilo e Serginho. Os atletas de ouro e prata em Londres fizeram questão de homenagear o Sesi-SP colocando suas medalhas no presidente para a foto


Skaf elogiou o desempenho dos atletas da indústria paulista que integraram o time da seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres e conquistaram a medalha de prata. “Nós ficamos muito orgulhosos de saber que a indústria paulista, através do Sesi-SP, pode dar uma contribuição verdadeira ao Brasil com a participação destes nossos atletas nas Olímpiadas. E sempre se renova aquele sentimento de que está valendo muito a pena investir no esporte de rendimento ”, afirmou o presidente.

Eleito o melhor jogador no vôlei masculino nos Jogos de Londres, o ponteiro do Sesi-SP, Murilo, agradeceu o apoio: “O presidente Paulo Skaf acreditou neste projeto do voleibol. Estou nele [projeto] desde o inicio. Este é o meu quarto ano e me sinto muito honrado. E acho que essa medalha é um pouco de toda a família do Sesi-SP”, disse

Já o líbero Serginho dedicou a conquista da medalha de prata aos alunos e funcionários do Sesi-SP: “Eu posso dizer que sou um cara privilegiado por ter disputado três Olimpíadas e participar de três finais olímpicas. Então, quero que essa medalha seja dedicada aos alunos do Sesi-SP, de todos os CAT [Centro de Atividade] de todas as unidades, e que a gente seja exemplo dentro da quadra, mas principalmente fora dela. Que a gente possa passar o valores do esporte”, agradeceu Serginho.

Opinião compartilhada pelo central Sidão: “Com certeza esta medalha é para todo o Sesi-SP, para todas as crianças que estão sempre no ginásio torcendo pela gente, nos nossos treinos, nos nossos jogos. Então, quero agradecer de coração. Agora nós vamos começar mais uma turnê de campeonato e trazer mais medalhas para o Sesi-SP”, prometeu.

No final do encontro, o presidente da Fiesp e do Sesi-SP lembrou aos jogadores que eles são exemplos para crianças e adolescentes de todo o Brasil: “Ninguém chega onde vocês chegaram sem muita dedicação, muito esforço, trabalho, talento, vontade e determinação”, afirmou Skaf. “Vocês são campeões que dão exemplo no esporte e também em outras coisas. Porque ninguém se destaca, seja no esporte, no mundo empresarial ou em qualquer lugar, se não tiver muito talento e der o sangue para valer. Vocês são bons exemplos de brasileiros e nós todos ficamos muito felizes de fazermos parte de uma mesma família”, completou.

Um exemplo de dedicação foi dado pela levantadora do Sesi-SP, Dani Lins, que superou todas as críticas da imprensa especializada e desempenhou papel de destaque na conquista do bicampeonato olímpico. “Eu estava para ser cortada, mas mantive minha calma, a minha tranquilidade e consegui o meu lugar de titular, porque até então eu estava na equipe reserva até o jogo da Coreia. Foi maravilhoso, graças a Deus, poder ter ajudado o time a ser campeão olímpico, porque foi bem sofrido”, afirmou.

Fabiana e Tandara, medalhistas olímpicas e companheiras de equipe de Dani Lins, também estiveram na sede da Fiesp, na última segunda-feira (13/08), após desfilarem com as atletas da seleção brasileira em carro aberto do Corpo de Bombeiros, pelas ruas de São Paulo (veja mais aqui).

Durante todo o dia de hoje, os jogadores do time de vôlei do Sesi-SP recebem homenagens dos alunos e funcionários do Sesi-SP e de diretores do Ciesp/Fiesp pela conquista da medalha de ouro (seleção feminina) e prata (seleção masculina) nos Jogos Olímpicos 2012, realizados em Londres. Para fechar a programação com chave de ouro, os seis atletas medalhistas do Sesi-SP recebem uma homenagem dos alunos da unidade do Sesi Vila Leopoldina, às 14h.