Com simulador, alunos e professores conquistam o primeiro lugar em equipamentos didáticos no Inova Senai

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Não teve para ninguém: o grande vencedor do Inova Senai 2013 na categoria equipamentos didáticos foi o projeto Mecânica Gráfica Móvel, um simulador para dar aulas de mecânica gráfica desenvolvido por professores e alunos da Escola Senai Theobaldo de Nigris, na Mooca, em São Paulo.

Assim, com o apoio dos estudantes, os docentes Rafael Melo Pedreira e Marcelo Henrique Villa, construíram uma versão mais leve e portátil de uma das partes da impressora gráfica utilizada no curso em que lecionam.

O Inova Senai 2013 foi realizado durante a última edição da São Paulo Skills, entre os dias 25 e 29 de setembro, no Anhembi, na capital paulista. A iniciativa tem como objetivo a criação de soluções inovadoras para diferentes setores da indústria e o envolvimento de todos que colaboram com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP). O prêmio é dividido em nove categorias que vão de alimentos a serviços.

O simulador

Enquanto o equipamento original fica dentro de uma máquina de 270 quilos, é feito de aço e dificilmente é visto pelos alunos, o simulador de mecânica gráfica foi construído em acrílico, pesa 40 quilos e está fixado em uma bancada móvel, o que permite ser usado dentro das salas de aulas e evita que o equipamento fique parado enquanto os alunos aprendem como ele funciona.

“Muitas vezes os alunos têm dificuldade de visualizar o sistema dentro do equipamento. Na bancada fica fácil e todos os alunos podem realizar a mesma situação de aprendizagem”, diz Rafael, que também admite que com a invenção suas aulas ficaram muito mais dinâmicas.

O simulador: peso de 40 quilos permite o uso em bancada, na sala de aula. Foto: Divulgação

O simulador: peso de 40 quilos permite o uso em bancada, na sala de aula. Foto: Divulgação


Para o desenvolvimento do projeto os docentes enfrentaram diversos desafios. Desde a adaptação do material até a aprovação das ideias pelos alunos, que testaram e opinaram para que a criação fosse feita da melhor maneira possível.

Planos para o futuro

O trabalho em conjunto não foi fácil. Até mesmo os professores sentiram a dificuldade de conciliar o novo projeto com as atividades escolares do dia a dia. No fim, deu certo. E agora, após o prêmio, os autores do simulador sonham com um futuro bastante promissor. “Acreditamos que isso pode se tornar uma escola móvel, temos unidades que podem desenvolver este tipo de curso”, afirma Rafael.

A ideia, que surgiu da dificuldade de disponibilização do equipamento para o treinamento dos alunos dentro de uma empresa e da dificuldade de ilustrar uma aula de manutenção dessa máquina, já é a terceira criação premiada da Escola Senai Theobaldo de Nigris. E o que é melhor: os criadores do projeto não querem parar por aí. “Foi, sem dúvida, uma experiência profissional muito intensa e diferente de tudo que já fiz, espero participar mais vezes e, quem sabe, ganhar”.