‘Medidas paliativas não adiantam’, diz presidente da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

“O Brasil precisa de medidas urgentes, estamos chegando no limite e medidas paliativas não adiantam”. O alerta foi feito, na manhã desta terça-feira (12/08), pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, que participou da 25ª edição do Congresso Brasileiro do Aço, realizado no complexo WTC, na capital paulista.

Para Steinbruch, a margem de piora em relação ao quadro atual “é imensa”. “Temos que usar a nossa criatividade, inteligência e poder de fazer para tirar o país dessa situação”.

Steinbruch: “Temos que usar a nossa criatividade, inteligência e poder de fazer para tirar o país dessa situação”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Steinbruch: “Temos que usar a nossa criatividade, inteligência e poder de fazer para tirar o país dessa situação”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Em sua participação, o presidente da Fiesp comparou o Brasil com Japão ao citar artigo de sua autoria publicado nesta terça-feira (12/08) no jornal Folha de S. Paulo. No texto, Steinbruch classifica como “louváveis” as medidas adotadas e apresentadas pelo primeiro ministro japonês, Shinjo Abe com o objetivo de combater a estagnação econômica na terra do sol nascente.

“O Japão vinha de um cenário de deflação e falta de crescimento há muitos anos, mas o ministro adotou políticas diferenciadas, criativas, que estão começando a fazer efeito”. Segundo ele, é de ações assim que o Brasil precisa. “Só uma mudança muito grande e agressiva pode corrigir essa situação”, disse, sempre lembrando que vivemos num “país fantástico e que tem tudo”.

Mais rapidez

Além de ações diferenciadas, Steinbruch defendeu que se tenha “mais proximidade e rapidez nas decisões”.

Nesse ponto, defendeu ele, o setor produtivo está a postos para colaborar. “O setor produtivo é criativo, diferenciado, está preparado. Temos empresas estruturadas e preparadas para desafios maiores, somos parceiros”, destacou. “A iniciativa privada vai na frente com uma sinalização forte de que estamos amparados no sentido de que podemos acreditar e investir”.

De acordo com o presidente da Fiesp, basta uma “sinalização”. “Precisamos dessa sinalização urgente. A partir do momento em que for dado o sinal, nós vamos avançar”.

Também participaram do  debate no Congresso Brasileiro do Aço autoridades como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Mauro Borges Lemos.

 

Conselho Superior de Economia da Fiesp discute nova política industrial

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

Com o objetivo de discutir A Nova Política Industrial do Governo Federal, o Conselho Superior de Economia (Cosec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), convidou para a sua 68ª reunião, nesta segunda-feira (12/11),  o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Mauro Borges Lemos.

Paulo Francini, Mauro Borges e Delfim Netto, durante reunião Cosec/Fiesp. Foto: Julia Moraes

 

Lemos detalhou as diretrizes e metas do Plano Brasil Maior, que aglutinou iniciativas anteriores de política industrial com novas ideias.

“Com a estabilidade econômica, passou a ser possível a adoção de uma política industrial, o que no cenário de instabilidade seria impossível no Brasil”, disse. “Temos uma presidenta muito pragmática, que percebeu a situação da Indústria brasileira e determinou que a política adotada trouxesse medidas de longo prazo e emergenciais, para aliviar o empresariado”, acrescentou o presidente da ABDI.

Ele citou as desonerações setoriais e as medidas recém-anunciadas de redução de preços no setor elétrico como exemplos de iniciativas emergenciais que podem dar alívio à indústria de modo geral, principalmente às eletrointensivas, como as siderúrgicas e do setor de alumínio.

Lemos definiu o plano do governo em um tripé: redução de custo do trabalho e capital; estímulo ao desenvolvimento das cadeias produtivas e estímulo às exportações. E ofereceu um balanço parcial das iniciativas: 63 medidas anunciadas, 48 já em operação e 15 em implementação.

A reunião contou também com as presenças do presidente do Cosec, Delfim Netto; do diretor-titular do Departamento de Pesquisas Econômicas (Depecon), Paulo Francini; e do diretor-titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) Ricardo Roriz Coelho.