Complementariedade energética favorece interconexão na América Latina

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

Eduardo Nery, consultor da Energy Choice

As matérias-primas para produção de energia elétrica se complementam na América Latina, o que representa uma grande oportunidade de diversificação da matriz regional com integração entre os países. Esta foi a conclusão do painel Energia Renovável e Integração: Potencial da América Latina, apresentado por Eduardo Nery, consultor da Energy Choice, no 12º Encontro Internacional de Energia.

O especialista destacou a condição privilegiada da América Latina por seu potencial de geração de energia (particularmente as de fontes renováveis), por sua diversificação, complementaridade e distribuição geográfica. E afirmou que a  “região tem condição de ser autônoma”, porém a integração entre os países é decisiva para criar uma competitividade mais saudável. “Temos o compromisso histórico de desenvolver nossa matriz da maneira mais limpa possível em relação ao que os países ricos fizeram no passado”, destacou.

Nery exemplificou as vantagens naturais do território latino-americano, como a incidência de raios solares, ventos, cursos d’água, cultivos para biomassa, ocorrências de gás e petróleo e reservas de urânio. “Não há grandes superposições, principalmente entre as fontes eólicas e solares. E isso é um ponto extremamente importante a ser explorado, já que favorece enormemente a integração regional”, ressaltou.

Protagonismo

O Brasil, por sua dimensão, está estrategicamente posicionado, não só do ponto de vista geográfico como da oferta de diferentes fontes renováveis e também não-renováveis, avaliou o consultor.

Entre as riquezas naturais brasileiras, Nery destacou os cursos de rios em grandes bacias na Amazônia, enormes áreas de silvicultura que resulta na biomassa, elevada produção de biodiesel, produção de etanol das maiores do mundo, ventos no sul e no nordeste e incidências de fortes raios solares no norte e no nordeste do País – fatores críticos de sucesso em geração energética.

Somam-se a isso as recentes descobertas de petróleo e gás no pré-sal das bacias de Campos, Santos e do Espírito Santo, além das crescentes descobertas de jazidas de urânio, que colocam o Brasil como sexta reserva mundial do mineral.

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