Leilões devem contratar mais de 38,2 mil MW em geração e energia elétrica

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A geração de ao menos 38,2 mil megawatts de energia elétrica deve ser contratada a partir dos leilões para o setor entre 2014 e 2018, informou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim.

Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Foto: Alberto Rocha/Fiesp

 

Segundo ele, no caso da fonte hidroelétrica, pelo menos 14,6 mil megawatts (MW) devem ser contratados durante o período, enquanto outros nove mil megawatts devem ser contratados em eólica, seguido por 7,5 mil megawatts em gás natural ou carvão natural, 3,5 mil megawatts na fonte solar, 2,3 mil megawatts em biomassa e 1,2 mil megawatts em PCH.

A informação foi confirmada por Tolmasquim durante a Semana de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o L.E.T.S., encontro que promove um debate integrado sobre a infraestrutura do Brasil. O evento conta com a realização conjunta do Sistema Firjan.

Segundo o presidente da EPE, a condição estrutural da matriz energética brasileira é muito mais favorável do que em 2001, quando houve uma crise de abastecimento no setor, uma vez que a capacidade instalada de energia elétrica passou a crescer mais de 40% em relação em consumo. Até 2001, a evolução do consumo de energia crescia 7% acima da capacidade instalada.

Para Tolmasquim, apesar da crise hídrica histórica, o ano de 2014 é estruturalmente muito melhor do que o de 2001, quando foi feito um racionamento de energia, por conta de existem três fatores: forte aumento da capacidade instalada, diversificação da matriz e aumento dos intercâmbios de energia.

Ele reafirmou que a expansão de transmissão de energia no país também mais que dobrou desde 2001. Na ocasião, a região sul, por exemplo, poderia demandar 2.600 megawatts do sudeste do país. Agora, a demanda pode chegar a 5.800 megawatts.

No que diz respeito a diversificação da matriz energética.  Tolmasquim reiterou que a participação de todas as térmicas, inclusive as de bagaço da cana, subiu de 17% para 29% na matriz energética brasileira.

Ele acrescentou que o risco de déficit energético na região sudeste do país é de 6,7% em maio de 2014, contra 28,7% no mesmo período de 2001. No nordeste, o risco chega a 1,9% em maio deste ano ante 44,3% em igual período de 2001.

“Infelizmente a hidrologia é muito pior que em 2001, mas felizmente temos um sistema que está muito bem preparado para enfrentar. Há planejamento”, garantiu Tolmasquim.

L.E.T.S

A Semana da Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) representa a união de quatro encontros tradicionais da entidade: 9º Encontro de Logística e Transporte, 15º Encontro de Energia, 6º Encontro de Telecomunicações e 4º Encontro de Saneamento Básico. O evento acontece de 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30, no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.

Mais informações: www.fiesp.com.br/lets