Radar On-line da Veja destaca pesquisa do Observatório da Construção

Agência Indusnet Fiesp

O Radar On-line, coluna do site da revista Veja, publicou em 28 de julho nota sobre pesquisa do Observatório da Construção, do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic-Fiesp) a respeito do faturamento da venda de material de construção no varejo. Também destacou levantamento sobre o nível de emprego feito pelo Observatório da Construção.

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Faturamento na venda de material de construção no varejo tem queda de 1,2%

Agência Indusnet Fiesp

Análise feita pelo Departamendo da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) dos números do IBGE sobre vendas de material de construção no comércio varejista mostra queda de 1,2% no faturamento global de janeiro a maio deste ano.

O faturamento global do comércio de materiais de construção nesses meses foi de R$ 48,007 bilhões, contra R$ 48,594 bilhões nos primeiros cinco meses de 2014. A diferença é de R$ 587 milhões.  Em maio deste ano, o volume de vendas caiu 1,0% em relação a abril, uma retração inesperada. No acumulado do ano a queda nas vendas de materiais de construção foi de 5,7%.

Vendas por unidade da federação

Os dados da Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE permitem analisar o desempenho regional das vendas. Nos primeiros 5 meses de 2015, praticamente todos os Estados do Sul e Sudeste acumularam retração nas vendas. Em termos de volume físico de vendas, as maiores quedas foram registradas no Distrito Federal (13,6%), Espírito Santo (11,4%), São Paulo (10,2%) e Minas Gerais (9,9%), que também tiveram as maiores retrações em faturamento: Distrito Federal (7,9%), Espírito Santo (6,5%), São Paulo (5,4%) e Minas Gerais (5,3%). Ceará, Goiás e Santa Catarina ainda mantém resultados positivos no comércio de materiais de construção este ano, com expansões de vendas físicas de, respectivamente, 5,4%, 3,1% e 2,5%.

Emprego e produtividade

O número de pessoas ocupadas no comércio de materiais de construção alcançou 737,5 mil na média dos primeiros cinco meses de 2015, o que representa estagnação em relação a igual período de 2014 (aumento de apenas 0,3%). No Distrito Federal e nos Estados de São Paulo e Paraná houve queda no emprego, indicação de que as empresas já começaram a ajustar o quadro de pessoal a uma expectativa de volume de vendas menor em 2015.

Em termos nacionais, o faturamento nominal por empregado caiu 1,5% no acumulado do ano até maio, com reduções acentuadas em São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Distrito Federal, Paraná e Pernambuco. Isso aponta para uma queda da produtividade no setor comercial. Já os Estados de Santa Catarina, Goiás, Rio de Janeiro e Ceará indicam, ao contrário, um quadro de crescimento das receitas por funcionário. Em termos reais, houve aumento do faturamento por empregado apenas em Goiás, Santa Catarina e Ceará, com queda de 6,1% na média nacional – os resultados de Minas Gerais, Espírito Santo, Distrito Federal e São Paulo tiveram peso decisivo nesse quadro.